terça-feira, 16 de agosto de 2016

A evangelização do gentio Cornélio.

O apóstolo Pedro, sob clara orientação divina, dá início à proclamação da salvação em Cristo aos gentios? Certamente.

O evangelista Lucas identifica Cornélio como um centurião piedoso que continuamente buscava a Deus por meio da oração e demonstrava uma piedade prática através das esmolas. Embora não fosse judeu, Cornélio honrava ao Senhor e, pelo que tudo indica, era bastante fervoroso em sua devoção a Deus? Sim.

Num certo dia, Cornélio foi surpreendido por um anjo do Senhor, o qual foi incumbido de levar até esse centurião romano uma mensagem que transformaria radicalmente não apenas a sua vida, mas também a vida de milhões de gentios em todo o mundo. O anjo imediatamente faz menção da satisfação de Deus com as orações e esmolas praticadas por Cornélio, pois eram os meios pelos quais ele demonstrava seu sincero temor a Deus. Deus, verificando a fervorosa busca de Cornélio, atendeu suas orações a fim de conduzi-lo a um relacionamento mais íntimo e sólido conSigo. Precisamos compreender que Cornélio não foi justificado pelas boas obras que fazia, e a prova disso é que ele precisou do Evangelho para receber a perfeita justiça de Cristo para sua vida e família (Is 55.6-13; Jr 29.11-13).

Enquanto Cornélio enviava seus servos até Jope para trazerem a Pedro, o Senhor estava falando com Pedro por meio de uma visão acerca da proclamação do Evangelho aos gentios. Pedro teve um arrebatamento de sentidos e, logo em seguida, foi-lhe dada a visão do céu aberto, e de um vaso descendo, como se fosse um grande lençol branco amarrado pelas quatro pontas, vindo sobre a terra. Sobre o lençol havia animais de diferentes espécies. Pedro ouviu do céu uma voz que dizia: “Levanta-te, Pedro, mata e come”. Entretanto, Pedro recusou-se acatar a voz que lhe falava, pois ele seguia a lei mosaica que proibia a ingestão de carne proveniente de animais considerados imundos. Mas a voz bradou novamente, dizendo: “Não faças tu comum o que Deus purificou”. Por três vezes essa visão se repetiu, até o vaso recolher-se no céu. Enquanto Pedro arrazoava sobre o significado daquela visão, chegaram onde ele estava os servos de Cornélio para buscá-lo. Em obediência à orientação prévia dada pelo Espírito Santo, Pedro acompanhou aqueles varões até a casa de Cornélio em Cesaréia.

Pedro, ao chegar à casa de Cornélio e ouvir o seu relato sobre a mensagem do anjo, começou a compreender o real sentido da visão que ele próprio tivera na casa de Simão, o curtidor. Então, ficou claro para Pedro que ele não deveria mais tratar os gentios como se fossem comuns ou imundos, mas que a graça da salvação em Cristo estava reservada também para eles (Is 65.1; Mc 16.15-16; 1 Tm 2.1-8).

Pedro, tendo em vista o fervor espiritual de Cornélio e de seus familiares, bem como as evidências inquestionáveis da atuação divina em todo esse quadro, abriu sua boca com toda ousadia para anunciar o testemunho da morte e ressurreição de Jesus Cristo para o perdão dos pecados de todo aquele que nEle crê. Como a pregação estava sendo recebida com muita fé pelos ouvintes, antes mesmo de Pedro encerrar seu discurso, mas tendo dito o essencial, o Espírito Santo caiu sobre os gentios, e foi-lhes concedido que falassem em outras línguas. Os judeus que acompanhavam a Pedro ficaram maravilhados ao ver o dom do Espírito Santo ser concedido também aos gentios. Com isso, Pedro considerou lícito batizar em águas esses gentios que agora foram cheios do Espírito Santo, visto que o próprio Deus estava testificando Sua aprovação acerca da inclusão dos gentios no Seu plano de salvação (Jo 7.38-39; Gl 3.1-14; Ef 2.11-22).


Agora, com uma visão mais ampla sobre o plano de Deus para salvação da humanidade, caberia aos discípulos difundirem o Evangelho a toda a criatura, em todo o lugar e em todo o tempo, sem restrições étnicas ou culturais. Portanto, cabe à igreja contemporânea considerar esses princípios a fim de estabelecer uma evangelização global e eficaz até a consumação dos séculos!




Nenhum comentário:

Postar um comentário