quarta-feira, 28 de dezembro de 2016

Igreja, Israel de Deus.

Temos estudado muitos pontos escatológicos e este assunto é proposto porque da sua compreensão evita-se confusões quanto ao plano de Deus e os reais acontecimentos do fim dos dias, na salvação de um só povo, quer sejam israelitas (judeus) ou não. Há uma só salvação, um só povo salvo.
Desde Gênesis podemos acompanhar a obra de Deus, inicialmente prometendo a Abraão e depois cumprindo, a formação de um grande povo, Israel. O termo Israel deve-se a ascendência em Jacó, a quem Deus trocou o nome para Israel (Gn 32.27,28). Tendo Jacó 12 filhos, estes vieram a constituir as doze tribos da nação de Israel (Gn 49). A consagração como a nação de Deus se dá nas expressões de Ex 19.5-8;24.7, através do juramento e concerto entre ambos.
Procurando por todo o Antigo Testamento, não encontraremos a palavra "Igreja", pois é uma expressão do grego, língua esta que nos escritos sagrados só foi usada no novo testamento. O significado de Igreja é ajuntamento, congregação, reunião convocada, assembléia. Ao encontrarmos estas palavras na Bíblia, em particular no velho testamento, todas têm a mesma significação de Igreja. Assim ao se dizer, "santa convocação" ou "o ajuntamento de Israel", está-se referindo à Igreja de Israel, à reunião do povo de Deus, vocábulos usados no passado.
O povo de Deus no passado era formado pela descendência de Abraão, Isaque e Jacó (Ex 3.15), mas também incluindo todo aquele que se aproximava de Deus; o estrangeiro que quisesse servir a Deus, era admitido como um natural da terra (Lv 19.33) e destaquemos que o natural que transgredisse o concerto de Deus, era cortado, excluído do povo (Ex 12.19). Deixemos assinalado que os judeus são uma parcela de Israel, umas das doze tribos, a tribo de Judá. Observemos, ainda, que a nação de Israel era representada como a videira, na expressão de Jesus (Jo 15.1,2,5), ou como oliveira no dizer de Paulo (Rm 11.17).
Entretanto, tudo isto era figura até que se manifestasse o verdadeiro povo de Deus (I Co 10.1,5,6,10,11), como Jesus disse: Deus procura os que o adoram em verdade e em espírito (Jo 4.23). Por isso falou Oséias apontando a rejeição da nação visível de Israel (por causa da idolatria, e toda sorte de quebra do concerto) e a formação de um novo Israel (Os 1.9,10; Rm 9.25,26), formado por homens fiéis de todo o mundo.
Permanece a visão da videira ou da oliveira já citados; Deus tem levantado o seu povo desde tempos antigos (Dn 2.44); a raiz e o tronco é toda a obra que Deus já firmou; galhos ou ramos ou varas representam o crescimento da árvore. A raiz e o tronco podem ser comparados aos patriarcas e profetas (Hb 1.1); os ramos são todos aqueles admitidos por Deus; numa mesma e única Oliveira são enxertados os gentios - zambujeiros - ou são readmitidos os israelitas - ramos naturais (Rm 11.24), todos incluídos no rol do seu povo, o Israel espiritual (At 2.39-41; Rm 2. 28 e 29). 
Observemos em Atos 2, a multidão dos que criam eram judeus, ou melhor, israelitas, e estes eram agregados à Igreja (Atos 2.14 e 47). Paulo anunciou que o Israel de Deus não  vem da descendência de Abraão segundo a carne, mas sim pela promessa (Rm 9.6-8), pois os filhos de Deus são todos os que são guiados por seu Espírito (Rm 8. 14). Isaque foi uma figura de Jesus; o Israel de Deus é formado dos que são da promessa; Jesus, a verdadeira descendência de Abraão (Gl 3.16), não primeiramente pela carne e sim pela fé (Rm 4.9-12). Paulo continua a dizer que um grande mistério oculto desde a antiguidade era o fato de que o povo de Deus seria formado de todos os povos (Cl 1.24 a 27; Ef 3.6; Rm 10.11-13). Assim, também falava Isaías (Is 49.1-6; 42.6). Os gentios, referência feita aos não israelitas, pela fé foram admitidos como povo de Deus, deixando de existir dois povos, para serem um  em Cristo (Ef 2.11-19).  Portanto não haverá mais duas ressurreições, dois arrebatamentos, duas vindas de Jesus e dois povos para serem salvos; o corpo é um só.
  Notemos que o ISRAEL DE DEUS é edificado no fundamento dos apóstolos: de que Jesus é a principal pedra (Ef 2.20-22; I Pd 2.5, 9, 10). O salmista israelita dizia: foi ele que nos fez povo seu e ovelhas de seu pasto (Sl 100.3); e Jesus diz: tenho outras ovelhas que não são deste aprisco; convém agregá-las e haverá um rebanho e um pastor (Jo 10.16). Uma passagem que bem demonstra que o Israel de Deus, o povo salvo, seria formado de todas as línguas e nações, é encontrado em Ap 7. 4 e 9. E destaquemos um aglomerado oriundo de todos povos, línguas, nações e tribos constituiu as doze tribos de Israel, todos com roupas lavadas no sangue do cordeiro, que é a IGREJA, O ISRAEL DE DEUS.
Precisamos estar atentos, e não nos desviarmos do entendimento de que para Deus, não há dois povos, duas salvações (Ef 4.4-6). Não podemos separar Israel da Igreja. A Igreja é o Israel de Deus, a multidão incontável dos que foram comprados pelo precioso sangue de Jesus (Ap 5.9).

Texto cedido por: EBD – Classe de Juvenis “Escatologia”.

4º. Trimestre de 2016 ASSEMBLÉIA DE DEUS MINISTERIO GUARATINGUETÁ-SP

Nenhum comentário:

Postar um comentário