quinta-feira, 25 de maio de 2017

A parábola dos talentos.

Ao falar da sua vinda na parábola das dez virgens o Senhor Jesus nos alertou a sermos vigilantes, pois não sabemos o dia e hora da Sua volta. Na sequência o Senhor narra a parábola dos talentos com o propósito de destacar a necessidade dos seus servos serem diligentes e bem empregar todos os dons concedidos pelo Senhor.

Jesus narra a história de um homem, que se ausentando de seu país, chama alguns de seus servos e lhes dá talentos para que administrem enquanto estiver fora. Aquele senhor, depois de muito tempo, volta e acerta contas com os três homens que estavam incumbidos de administrar suas riquezas. Dois deles administraram muito bem, porém, aquele que recebeu menos foi duramente criticado e punido, pois durante todo aquele tempo, não fez render o talento que recebeu.

Assim como na parábola anterior, Jesus revela que a sua segunda vinda não seria de imediato, como muitos pensavam. “E muito tempo depois, veio o senhor daqueles servos, e fez contas com eles”. Haveria um tempo determinado em que importava “negociar” os talentos recebidos.

A parábola dos talentos, narrada em Mateus 25, tem como paralelo a parábola das minas, narrada em Lucas 19, pois tratam do mesmo tema. Em ambas as narrativas é concedido aos servos certos bens, os talentos ou minas, com a orientação de negociar até que o seu senhor voltasse. Além de representar riqueza, o talento ou mina interpretado de forma mais ampla engloba todos os dons que Deus nos concede. Essa definição abarca todos os dons espirituais e materiais. Inclui, também, nossas habilidades e recursos naturais, saúde, inteligência e educação, bem como nossas posses, tempo, oportunidades e a própria vida.  (Ef 4.7,8; I Co 12 .4-7; Tg 1. 16, 17)

Sobre os talentos distribuídos aos servos, é nos dito que o Senhor “entregou-lhes os seus bens”. Está aqui retratado o conceito de mordomia: tudo o que somos e possuímos, na verdade não é nosso – é do Senhor. Ele nos concede todos esses recursos e como mordomos devemos estar conscientes de que havemos de prestar contas ao nosso Senhor. (II Co 3.5) Embora em quantidades diferentes, o Senhor concede dons a todos, a condição para diferenciar a quantidade de talento a ser recebida era "a cada um segundo a sua capacidade". Então não somos iguais em capacidade. A quantidade aqui não designou grau de importância. Receber menos não significou ser preterido ou discriminado, pelo contrário, o tempo e a oportunidade foi igual para todos. (Ec 9:11)

Embora tempo e oportunidade ocorram a todos, cada pessoa tem capacidade diferente. Esse é o motivo de termos variedade de profissões no mundo. No reino de Deus não é diferente: "De modo que, tendo diferentes dons segundo a graça que nos foi dada, sejam eles exercidos segundo a medida da fé." (Rm 12: 6-8) Deus conhece a capacidade e fé de cada homem e de forma justa distribui dons. Cabe a cada um exercer com presteza e responsabilidade o que tem. Receber um talento e fazer bom uso dele pode significar multiplicá-lo a ponto de ultrapassar em números o que recebeu mais talentos. Contudo, o objetivo da parábola não é competição numérica, mas a diligência no trabalho.   (II Tm 1. 6; I Co 9. 16, 27)

Os talentos concedidos pelo Senhor são os mais variados e com dois propósitos principais: o aperfeiçoamento dos santos e a pregação aos perdidos. (Ef 4.11-12; At 1.8) No projeto de Deus esses talentos são ferramentas que devem ser continuamente exercitadas. Palavras como “sobre o muito de colocarei” e “qualquer que tiver, mais será dado e terá em abundância” revelam que o exercício do dom causa o aperfeiçoamento do próprio dom, ou seja, ele se “multiplica”.

Os homens que multiplicaram os talentos demonstraram conhecer seu Senhor, eles receberam bem a mensagem: reconheceram o valor do talento e do senhorio, e de forma grata cuidam do que lhes foi dado, vigilantes sobre o dia da prestação de contas.  A consequência é que foram recompensados, o destino deles foi o reino celeste, junto Àquele que reconhecidamente era Senhor deles: "Muito bem, servo bom e fiel; foste fiel no pouco, sobre o muito te colocarei; entra no gozo do teu senhor." (vs 21, 23)(I Co 15 . 58; Ml 3. 16-18)

O servo que enterrou o talento tinha uma ideia errônea sobre o caráter do seu Senhor. Para ele o seu Senhor era muito rigoroso, por isso, além de negligente ele é chamado de mau. Podemos afirmar que esse servo era incapaz, porque não buscou conhecer seu Senhor e receber d’Ele os ensinamentos necessários para seu sucesso. A capacidade para administrar os dons espirituais tem alicerce espiritual. Paulo bem afirma: “Porque, qual dos homens sabe as coisas do homem, senão o espírito do homem, que nele está? Assim também ninguém sabe as coisas de Deus, senão o Espírito de Deus. Mas nós não recebemos o espírito do mundo, mas o Espírito que provém de Deus, para que pudéssemos conhecer o que nos é dado gratuitamente por Deus”. (I Co 2.11-12  e  Ap 2. 25,26)

Percebam que o homem que enterra o talento não reconhece sua negligência, mas culpa seu senhor pelo fracasso. Uma atitude semelhante à de Adão no Éden ao ser interrogado por Deus sobre sua desobediência. Adão culpa a Eva, culpa a Deus, mas não reconhece que ele é o principal responsável por sua queda – “A mulher que me deste por companheira ...”. (Gn 3.12)

A reprovação do servo infiel e a sua rejeição final revelam que o Senhor não tolerará a negligência e o descaso com os dons concedidos aos seus. O destino do que enterrou o talento foi a morte eterna, este por escolha, não se importou em conhecer seu Senhor (Jesus) nem se preparou para Sua volta quando deveria prestar contas de suas ações: “Lançai, pois, o servo inútil nas trevas exteriores; ali, haverá pranto e ranger de dentes.” (vs 30)


Na parábola dos talentos Jesus nos adverte que faz parte da preparação para a sua vinda o exercício dos dons por Ele concedidos. A ênfase da parábola está centrada na ideia de que os servos do Senhor precisam trabalhar de forma diligente com os talentos a eles confiados, pois serão considerados responsáveis pelo Senhor quando Ele retornar. “Tudo quanto te vier à mão para fazer, faze-o conforme as tuas forças...”. (Ec 9.10)



* Texto cedido por: EBD – 2º. Trimestre de 2017 

ASSEMBLÉIA DE DEUS 
MINISTÉRIO GUARATINGUETÁ-SP
“PARÁBOLAS”

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