A Bíblia pela Bíblia
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segunda-feira, 12 de janeiro de 2026
Buscando o conhecimento
A frase "Paulo escreveu coisas difíceis que os indoutos distorcem" vem da segunda carta de Pedro.
Nela o apóstolo alerta que, embora Paulo escreva com sabedoria, há pontos em suas epístolas que pessoas "ignorantes e inconstantes" torcem para a própria perdição , assim como fazem com as outras Escrituras (2 Pd 3.16).
Isso significa que os ensinamentos de Paulo, embora profundos, são mal interpretados por aqueles que não têm base bíblica ou moral, resultando em deturpações doutrinárias, como a ideia de que a fé de Paulo contradiz a lei, o que não é verdade, segundo a perspectiva bíblica.
A inconstância, frequentemente descrita como ter "ânimo dobre" ou ser "irresoluto", é vista como uma falta de firmeza nas convicções e na fé.
O irmão de Jesus descreve a pessoa inconstante como alguém que não deve esperar receber nada do Senhor, pois é "irresoluto, inconstante em todo o seu proceder". Essa pessoa é comparada às ondas do mar, levada de um lado para outro pelo vento (Tg 1.6-8).
Quanto a ignorância, a Bíblia encoraja a busca por sabedoria, conhecimento e constância na fé, alertando que a combinação de ignorância espiritual e inconstância pode ser espiritualmente perigosa (Os 4.6; At 17.30; 2 Pd 3.16 e Sl 73.22).
A Bíblia, em Provérbios, descreve que buscar o conhecimento é como procurar ouro ou tesouros escondidos (Pv 2.3-5).
As coisas valiosas são buscaddas com dedicação, esforço e persistência, como quem cava ou explora até encontrar, pois a sabedoria vem de Deus e é mais preciosa que riquezas materiais.
Nunca foi ou será um achado casual; deve-se ir atrás, como quem escava a terra em busca de riquezas.
O resultado dessa busca diligente é entender o que significa temer a Deus e encontrar o conhecimento dEle, pois só o conhecimento vindo diretamente de Sião traz entendimento e aprofunda nossa relação com Deus (Is 2.3; Mq 4.2).
domingo, 11 de janeiro de 2026
Atingindo a eternidade
Há prioridade e tempos claros na Bíblia.
Assim como um GPS, a Bíblia indica a direção a seguir na vida, mostrando o melhor caminho e as coordenadas para superar obstáculos e tomar decisões.
A frase "Deixará o varão o seu pai e a sua mãe" vem da Bíblia do Gênesis.
Ela significa que, ao se casar, o homem deve formar uma nova unidade familiar, priorizando sua esposa, tornando-se uma "só carne" com ela, sem abandonar completamente os pais.
Deve, no entanto, estabelecer novos limites e independência emocional e financeira para a nova família (Gn 2.24).
Paulo, que segundo Pedro, escrevia coisas difíceis de entender, cita em Efésios para ilustrar o relacionamento de Cristo com a Igreja, enfatizando a lealdade, o amor mútuo e que o casamentofoi feito para atingir a eternidade (Ef 5.31).
Seguindo esses passo, o casal entra num processo de amadurecimento que fortalece a união e permite que o casal enfrente desafios como uma unidade.
Em suma, o casamento é um chamado à formação de uma nova e forte unidade familiar, onde o casal se torna o centro, mantendo um relacionamento respeitoso com os pais, mas com prioridades claras.
sábado, 10 de janeiro de 2026
Cuja semente esteja nela
A frase "cuja semente esteja nela" é uma passagem bíblica do livro de Gênesis, descrevendo a criação das plantas, significando que a terra deveria produzir vegetais e árvores que contivessem sua própria semente dentro de si para se reproduzirem, garantindo a continuidade da vida vegetal conforme sua espécie, como uma instrução para a autossustentabilidade da natureza (Gn 1.11-12).
O contexto diz assim: "E disse Deus: Produza a terra erva verde, erva que dê semente, árvore frutífera que dê fruto segundo a sua espécie, cuja semente está nela sobre a terra; e assim foi."
"E a terra produziu erva verde, erva que dava semente segundo a sua espécie, e árvore que dava fruto, cuja semente estava nele, segundo a sua espécie; e viu Deus que isso era bom."
As plantas geradas não dependeriam de outro elemento para se reproduzir, pois já carregavam sua semente internamente, estabelecendo a ordem natural do mundo vegetal.
Aos animais Ele disse: "Frutificai e multiplicai-vos e enchei a terra..." (Gn 1.22).
Aos seres humanos, começando com Adão e Eva foi dada no verso 28, para povoar e dominar a Terra, e repetida a Noé e seus filhos após o Dilúvio (Gn 9.1,7).
Segundo a Bíblia, todos os seres vivos criados aqui nesta terra, menos os celestiais (Mt 22.30, Mc 12.25, Lc 20.35), são chamados à procriação, ao crescimento da humanidade e à responsabilidade sobre a criação.
Esta frase simboliza a bênção de Deus para a continuidade da vida e a expansão da humanidade, bem como o dever de gerar "bons frutos", tanto físicos quanto espirituais.
O comando primário é para o crescimento populacional e a dispersão dos seres humanos pela Terra.
Isso implica também o dever de cuidar e governar a criação de Deus, em vez de destruí-la.
Para a fé cristã, "frutificar" também significa produzir bons frutos espirituais, como o amor e a justiça, refletindo a imagem de Deus.
Na Bíblia, os Frutos do Espírito são qualidades divinas formadas pela ação do Espírito Santo na vida de um cristão (Gl 5.22-23).
Gados, répteis e bestas feras
Na Bíblia, especialmente em Gênesis, Deus cria a terra com gados (animais domésticos), répteis (animais rastejantes) e bestas-feras (animais selvagens).
Cada um conforme sua espécie, dando ao homem domínio sobre eles, um conceito fundamental da criação e da relação humana com a natureza, detalhando a ordem e a diversidade da vida terrestre (Gn 1.24-28).
Então, na terra há três tipos de animais e um ser humano à Sua imagem e semelhança, criando homem e mulher com a capacidade de refletir o caráter, a razão, a moralidade e o propósito divino, sendo dotados de domínio sobre a criação, mas essa semelhança foi manchada pelo pecado, pela separação de Deus, pela morte espiritual que passou para todos conforme explica a carta aos Romanos (Rm 5.12).
Assim, o homem sem Deus, ou sem a Sua semelhança é igual aos animais como disse o sábio no livro bíblico de Eclesiastes: "Quem pode dizer que o fôlego dos filhos dos homens sobe para cima e o fôlego dos animais desce para baixo da terra?" (Ec 3.19; 21).
Não seria essa uma revelação de que o homem sem Deus é gado, levado pela manada, sem discernimento; um réptil - alguém baixo, vil que só se ocupa de poeira ou bestas feras que usam e vivem de seu instinto violento?
Haja luz!
Quem tem o interesse de ver o Senhor, deve cuidar em examinar as Sagradas Escrituras e "Haja luz" é uma frase icônica na Bíblia.
No original hebraico esta frase é: yehi or (יְהִי אוֹר). A palavra yehi (יְהִי)- “haja”- é um termo especial reservado para o poder criador do Senhor. Também é extraído do nome hebraico de Deus: Yahweh (יהוה).
Ela é encontrada em Gênesis, logo no início, sem Deus ainda ter criado os luminares (Gn 1.3).
Por exemplo, o rei sol foi criado somente no quarto dia.
Então, aqui não se tratar de nada físico ou material, esse é um verso totalmente, cem por cento espiritual.
Ora, não seria nenhum absurdo supor que a luz do primeiro dia da criação emanou-se do próprio Deus, isto é, a manifestação da glória de Deus em forma de luz.
Parece que João tinha isso em mente quando diz que “Deus é luz” (1Jo 1.5).
E igualmente Tiago ao chamá-lo de “Pai das luzes” (Tg 1.17).
Em Apocalipse, a luz de Deus sobressai ao sol na nova Jerusalém: “Então, já não haverá noite, nem precisam eles de luz da candeia, nem da luz do sol, porque o Senhor Deus brilhará sobre eles, e reinarão pelos séculos dos séculos” (Ap 22.5).
Foi o mais importante, primordial (se existe uma hierarquia de atos) e o primeiro ato criativo de Deus no universo.
Ele disse "Haja luz", e houve luz, separando-a das trevas e chamando-a de dia, o que deu início ao primeiro dia da criação.
Essa passagem descreve a criação da luz de forma poética, sendo a primeira expressão de Deus e um símbolo da Sua presença e do conhecimento, com relevantes e significativos paralelos espirituais na vida dos crentes.
O "Haja Luz" é, antes de tudo, uma ordem divina que trouxe luz e forma a um mundo sem forma e vazio, estabelecendo a ordem (dia e noite).
Mais ainda, a luz é vista como "boa", ela é a manifestação de Deus ("Eu, o Senhor, estou aqui", sou bom, fora de mim não há Nada) (Is 10.17).
Em um sentido mais profundo, simboliza a iluminação espiritual, a presença de Deus no coração humano e a expulsão das trevas do pecado, como descrito por Paulo em outras partes da Bíblia.
Enfim, no contexto bíblico, essa luz inicial não era do sol (que foi criado depois), mas da própria glória de Deus, que preenche o universo e o último dia, conforme Apocalipse, assim a frase original em hebraico é yehi ohr, "Haja luz", com a raiz de Yahweh, o nome sagrado de Deus, conectando diretamente a luz à existência e ao próprio Criador.
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