A Bíblia pela Bíblia
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segunda-feira, 2 de fevereiro de 2026
Deus não é deus de confusão
Além de muito organizado e transparente, definitivamente Ele não é um deus confuso ou contraditório, apesar de algumas vezes mal interpretado ou não perfeitamente entendido.
Uma frase que denota isso é: "Deus não é Deus de confusão, senão de paz" escrita por Paulo aos Coríntios.
É certo que o apóstolo Paulo escreveu isso para ensinar que Deus é um Deus de ordem, harmonia e paz, e não de desordem ou tumulto, especialmente nas reuniões da igreja (1 Co 14.33).
O contexto específico aqui são as reuniões e o uso correto dos dons espirituais, como profecia e línguas, enfatizando que tudo deve ser feito com decência e ordem.
A confusão, brigas e a desordem são contrárias à natureza divina, que traz descanso à alma e organização ao coração.
Assim sendo, onde ou aonde há o Espírito de Deus, há paz, não caos.
A confusão muitas vezes é resultado de ambição egoísta ou desordem humana.
Há uma grande diferença entre confusão e a dificuldade espiritual, pois elas surgem, porém Ele manda o refrigério, E ajuda a passar por elas.
A cruz de Cristo veio para organizar a vida e não ao contrário, ela conclama a uma organização da vida espiritual, emocional e material de Seus seguidores.
Em um mundo repleto de vozes, é vital discernir a mensagem de Deus.
Ao silenciar as distrações e ao aproximar do Pai, encontra-se ordem, harmonia e paz.
domingo, 1 de fevereiro de 2026
Assim não haverá quem te salve
Na Bíblia, Deus nos orienta a evitar a astrologia e outras práticas ocultas, pois elas desviam nosso coração de confiar em Sua soberania.
Astrologia é uma arte de adivinhação, ela ensina que as posições relativas do Sol, da Lua e dos planetas no céu têm uma influência nos indivíduos e nos afazeres humanos.
Já a adivinhação é a arte de predizer os acontecimentos futuros, ou de revelar informação secreta, através de sinais ou outras atividades supernaturais.
Deus proíbe o ato de adivinhação de maneira bem explícita: "... não usareis de encantamentos, nem de agouros..." (Lv 19.26, 31).
Ainda no Pentateuco, em Deuteronômio, o cristão é orientado a não buscar respostas em adivinhações ou astrologia, pois isso é considerado abominação ao Senhor (Dt 18.10-12).
Literalmente o profeta Isaías assim se pronunciou sobre a prática astrológica: "Cansaste-te na multidão dos teus conselhos; levantem-se pois agora e te salvem os astrólogos, que contemplam os astros, e os que nas luas novas prognosticam o que há de vir sobre ti. Eis que são como restolho; e logo os queimará, não poderão livrar-se do poder das chamas; pois não é um braseiro com que se aquentar, nem fogo para se sentar junto dele. Assim serão para contigo aqueles com quem te hás fatigado, os que tiveram negócios contigo desde a tua mocidade; andarão vagueando, cada um pelo seu caminho, não haverá quem te salve" (Is 47.13-15).
Os astrólogos da Babilônia não foram capazes de ajudar o rei com o seu sonho perturbador.
Todavia, Deus abençoou o seu profeta piedoso Daniel com os dons verdadeiros do Espírito Santo, e ele foi levado à presença do rei para interpretar o sonho (Dn 2.27-28).
A descrição do fato foi assim: "Respondeu Daniel na presença do rei: o mistério que o rei exigiu, nem sábios, nem encantadores, nem magos, nem adivinhadores lhe podem revelar; mas há um Deus no céu, o qual revela os mistérios; ele, pois, fez saber ao rei Nabucodonossor o que há de suceder nos últimos dias. O teu sonho e as visões que tiveste na tua cama são estas".
Enfim, Jesus mandou que Seus seguidores não estivessem ansiosos pelo amanhã, dizendo-lhes: “Não andeis ansiosos pela vossa vida, quanto ao que haveis de comer ou beber, nem pelo vosso corpo pelo que haveis de vestir. Não é a vida mais do que o alimento, e o corpo mais do que as vestes? ... Buscai, pois, em primeiro lugar, o Seu reino e a Sua justiça...”(Mt 6.25,33).
Assim como a morte veio por um homem
Esta frase completa-se, segundo a Bíblia, com: "...também a ressurreição dos mortos veio por um homem".
O versículo estabelece um paralelo teológico entre Adão (por quem entrou o pecado e com isso passou a morte espiritual a todos) e Jesus Cristo (por quem veio a ressurreição e a oportunidade de vida eterna).
O oposto de vida não é pecado, pois pecado gera morte, e isso sim é o contrário de vida.
O pecado entrou no mundo por um só homem, e pelo pecado a morte, espalhando-se a toda a humanidade.
A desobediência de um gerou condenação, mas a obediência de Jesus Cristo trouxe justificação e vida.
A passagem enfatiza a superabundância da graça sobre o pecado, oferecendo a vida eterna através de um único homem, Jesus, em contrapartida ao pecado introduzido pelo primeiro homem.
É certo que não existe pecado original, como propagado pela teologia e sim um primeiro pecado que gerou morte como enraizado pela doutrina cristã.
Essa morte espiritual é que passou para a humanidade, todos os demais nasceram afastados de Deus e pecaram.
Se não existe pecado original, entretanto, há uma vida final ofertada na cruz por Jesus.
sábado, 31 de janeiro de 2026
Paz seja com vocês
A frase "Os mais miseráveis de todos os homens" provém da primeira epístola de Paulo aos Coríntios.
Nela o apóstolo refere à perspectiva de que, a esperança dos cristãos em Cristo não deve se limitar apenas a esta vida terrena pois eles seriam os mais infelizes e dignos de pena entre todas as pessoas (1 Co 15.19).
Os evangelhos da prosperidade material e do reinado milinear aqui nesta terra não creem na ressurreição e na vida eterna. Pra quê, né?
A ressurreição de Jesus Cristo é o pilar central da fé cristã, validando sua divindade, derrotando o pecado e a morte.
Sem ela, a pregação e a fé seriam vãs, tornando a cruz um sacrifício sem triunfo. É um fato histórico que sustenta a doutrina da salvação e antecipa a ressurreição futura dos crentes.
A crença na ressurreição de Cristo é fundamental, tornando a fé cristã sem sentido se for focada apenas no presente.
O apóstolo Paulo utiliza essa frase para argumentar que a vida cristã sem a promessa de ressurreição seria vã e lamentável.
A frase sugere que, ao abrir mão dos prazeres seculares por uma esperança falsa, os cristãos seriam mais dignos de pena do que qualquer outra pessoa.
O versículo enfatiza que, diferentemente dessa hipótese, a Bíblia afirma que Cristo ressuscitou, sendo a "primícias dos que dormem".
Essa tese é comprovada pelos relatos bíblicos e o testemunho apostólico (incluindo as aparições a mais de 500 pessoas), tornando assim a ressurreição um evento histórico.
Ao entardecer daquele primeiro dia da semana, os discípulos estavam reunidos com as portas trancadas, por medo dos líderes judeus. De repente, Jesus surgiu no meio deles e disse: “Paz seja com vocês!”.
Enquanto falava, mostrou-lhes as feridas nas mãos e no lado. Eles se encheram de alegria quando viram o Senhor (Jo 20.19-20).
Mais uma vez, ele disse: “Paz seja com vocês!
Se não é que crestes em vão
A frase "se não é que crestes em vão" provém da primeira carta de Paulo na qual explica que os coríntios são salvos se retiverem firme a mensagem, tal como foi pregada, indicando que a fé requer constância e apropriação correta do Evangelho.
Nela o apóstolo enfatiza a necessidade de perseverar no verdadeiro Evangelho para a salvação (1 Co 15.2).
Há evangelho que entende que Deus deseja abençoar os crentes com abundância de dinheiro e possessões. Assim, tudo o que o cristão necessita fazer é pedir (Tg 4.3-10).
Algumas pessoas acreditam que a missão de Jesus é transformar a sociedade e fazer justiça ao oprimido por meio de uma revolução política, assim ter uma fé superficial, baseada em falsos ensinamentos ou abandonada diante de dificuldades, resultando na perda da salvação (2Ts 2.9-10; Ap 21.1-5).
É claro que o Evangelho não é uma mensagem que nos ensina a viver uma vida melhor e, assim, nos tornar justos diante de Deus através do perdão dos pecados (Cl 1.13).
Assim, a expressão inicial alerta que a fé precisa ser fundamentada na ressurreição de Cristo e não ser superficial ou abandonada, caso contrário, a crença torna-se inútil, chamando o discípulo à firmeza e à fidelidade, assegurando que a fé produza os frutos de salvação.
Enfim, há vários outros evangelhos que são apenas instituições ou comunidades religiosas (Gl 1.6-10).
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