quinta-feira, 3 de abril de 2025

Páscoa: Jesus Cristo dado ao mundo

A Páscoa é a celebração da morte e ressurreição de Jesus Cristo. A palavra "Páscoa" originou-se do termo hebraico "Pessach", que significa "passagem". Assim, a Páscoa simboliza a passagem da morte para a vida. Ela também é uma festa na qual é relembrado a libertação da escravidão. No Velho Testamento há o relato da passagem do Senhor pela terra do Egito e consequente saída do seu povo para o deserto. Na tradição judaica, um cordeiro sem mancha era reservado até o décimo quarto dia, cujo sangue era colocado na verga e ombreiras da porta da casa. A carne, assada no fogo, era comida com pães asmos e ervas amargosas. Ainda com os lombos cingidos, com os sapatos nos pés e o cajado na mão. Muitos profetas do Antigo Testamento anunciaram a chegada do Messias, o Salvador do mundo. Jesus é o "Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo!" (Jo 1:29). No Novo Testamento a Páscoa foi ressignificada e das marcas de sangue nas portas, para os rituais de sacrifícios no Templo, agora a Páscoa tem seu significado completo com a morte e ressurreição de Jesus Cristo. A partir do Novo Testamento, já não seriam necessários sacrifícios anuais de animais. O Filho de Deus cumpriu tudo de uma vez por todas (Hb 9:28). Só pra constar, foi durante a celebração da festa da Páscoa, que mais tarde Jesus Cristo foi oferecido como sacrifício pelos pecados de todos!

terça-feira, 1 de abril de 2025

O último reino mundial

A visão dada a Daniel sobre a pedra, cortada sem mão, que feria a estátua nos pés de ferro e de barro, e os pulverizava. Ao mesmo tempo, eram pulverizadas todas as demais partes da estátua, e desapareciam levadas pelo vento. E então a pedra, que havia ferido a estátua, se fazia um grande monte, que enchia toda a terra. Pela ordem do sonho, Daniel começa com a interpretação da estátua, em suas partes formadas de diferentes materiais. Primeiro, observa-se que, pelo uso das palavras “reis” e “reinos”, que cada parte da estátua simboliza um império deste mundo, um governo humano e terreno. Segundo, esses reinos se sucederiam ao longo da história, a começar com o império babilônico, durante o qual havia sido dada esta revelação. E nota-se ainda que os diferentes materiais que formavam as diferentes partes da estátua indicam que a nobreza desses impérios seria cada vez menor, antes de serem completamente destruídos. Embora a sucessão dos reinos seja descrita claramente na interpretação dada por Daniel, precisamos recorrer à história bíblica posterior e à história secular para identificarmos exatamente de que reinos a visão está tratando. O primeiro (a cabeça de ouro), é o próprio império dos caldeus (ou babilônico), tendo como seu maior e mais poderoso rei, Nabucodonosor (v. 37-38; cf. Jr 27.6-7). Como nos informa o próprio livro de Daniel, o povo seguinte a que passou o domínio (o peito e os braços de prata) foi o persa (ou medo-persa). Isto se deu na noite em que Belsazar profanou os vasos da casa de Deus (Dn 5.25-31). Os persas foram sucedidos pelos gregos (o ventre e coxas de cobre), comandados por Alexandre o macedônio (ou o Grande). Sua vitória sobre os persas, a rápida conquista e o domínio de toda a terra (v. 39), bem como sua morte prematura e a divisão do seu império entre seus generais, foram reveladas ao mesmo Daniel (cf. Dn 8.20-22). O quarto império (as pernas de ferro) foi o romano, notório pelo seu poderio militar e pela severidade com que reprimia toda rebelião contra suas leis (v. 40). Era o império que governava nos tempos de Cristo (cf. Lc 2.1). Segundo a Bíblia, estanos no fim, no último reino mundial representado pelos pés: uma multiplicidade de reis sem que nenhum deles tenha o domínio!

Caiu um grande em Israel

Após passar a madrugada com a bruxa, Saul, antes do romper o dia, volta ao acampamento de Israel. Ao consultar aquele espírito mal, o rei destruíra a si mesmo. Na planície de Suném e nas encostas do Monte Gilboa, os exércitos de Israel e as hostes dos filisteus empenharam-se em batalha, mas os homens de Israel fugiram de diante dos filisteus, e caíram atravessados na montanha de Gilboa. Os tês filhos do rei morreram ao seu lado. Os flecheiros apertaram Saul. Tinha visto seus soldados caírem em redor de si, e seus filhos príncipes cortados pela espada. Ele próprio, estando ferido, não podia nem combater nem fugir. Escapar era impossível; e, resolvido a não ser tomado vivo pelos filisteus, ordenou a seu pajem de armas: “Arranca a tua espada, e atravessa-me com ela” (1 Sm 31:1, 4). Recusando-se o homem a erguer a mão contra o ungido do Senhor, Saul tirou sua própria vida, lançando-se sobre a espada. Assim pereceu o primeiro rei de Israel!

sábado, 29 de março de 2025

Por que, pois, a mim me perguntas?

As primeiras palavras da mulher sob o poder de seu encantamento foram dirigidas ao rei: “Por que me tens enganado? Pois tu mesmo és Saul” (1Sm 28:12). Assim, o primeiro ato do espírito mau que personificou o profeta, foi comunicar-se secretamente com aquela ímpia mulher, para avisá-la do engano que fora praticado para com ela. A mensagem a Saul do pretenso profeta foi: “Por que me desinquietaste, fazendo-me subir? Então, disse Saul: Mui angustiado estou, porque os filisteus guerreiam contra mim, e Deus Se tem desviado de mim e não me responde mais, nem pelo ministério dos profetas, nem por sonhos; por isso, te chamei a ti, para que me faças saber o que hei de fazer” (1Sm 28:15). “Por que, pois, a mim me perguntas, visto que o Senhor te tem desamparado e se tem feito teu inimigo? Porque o Senhor tem feito para contigo como pela minha boca te disse, e o Senhor tem rasgado o reino da tua mão, e o tem dado ao teu companheiro Davi. Como tu não deste ouvidos à voz do Senhor e não executaste o fervor da Sua ira contra Amaleque, por isso, o Senhor te fez hoje isso. E o Senhor entregará também a Israel contigo na mão dos filisteus” (1Sm 28:16-19). A bruxa encheu-se de espanto pois o rei de Israel jazia perante ela como morto!

Vendo deuses que sobem da terra

“Ajuntaram-se os filisteus, e vieram e acamparam-se em Suném”, na extremidade norte da planície de Jezreel, enquanto Saul e suas forças se acamparam a poucos quilômetros, ao pé do Monte Gilboa, na extremidade sul da planície. Saul sentia-se só e sem defesa, porque Deus o abandonara. Olhando para o exército filisteu, “temeu, e estremeceu muito o seu coração”(1 Sm 28:4, 5). Saul soubera que Davi e sua força estavam com os filisteus, e esperava que o filho de Jessé aproveitasse esta oportunidade para vingar-se dos males que tinha sofrido. O rei estava em grande angústia, mas Deus não falava mais com ele. Então disse Saul aos seus servos: “Buscai-me uma mulher que tenha o espírito de feiticeira, para que vá a ela e a consulte” (1Sm 28:6, 7). Disfarçando-se, Saul saiu de noite, a fim de buscar a feiticeira. Sob o manto das trevas, Saul e seus auxiliares se encaminharam através da planície, e, passando com segurança pelas hostes filistéias, atravessaram o cume das montanhas, em direção à morada solitária da pitonisa de En-Dor. A mulher suspeitou que seu visitante era Saul, e seus ricos presentes fortaleceram-lhe as suspeitas. Ao seu pedido: “Peço-te que me adivinhes pelo espírito de feiticeira, e me faças subir a quem eu te disser”, respondeu a mulher: “Eis aqui tu sabes o que Saul fez, como tem destruído da terra os adivinhos e os encantadores; por que, pois me armas um laço à minha vida, para me fazer matar?” Então “Saul lhe jurou pelo Senhor, dizendo: Vive o Senhor, que nenhum mal te sobrevirá por isso”. E, quando ela disse: “A quem te farei subir?” ele respondeu: “a Samuel”. Depois de praticar seus encantamentos, ela disse: “Vejo deuses que sobem da terra. […] Vem subindo um homem ancião, e está envolto numa capa. Entendendo Saul que era Samuel, inclinou-se com o rosto em terra, e se prostrou” (1 Sm 28:8-14).