quinta-feira, 15 de janeiro de 2026

Sendo aceitável a Deus

Segundo a Bíblia, é certo que Deus recebe a oração de uns em detrimento de outros. A frase "deveras a ele aceitarei" vem de Deus para Elifaz, o temanita, onde o Senhor diz que aceitará as ofertas e orações de Jó em favor de seus amigos. Eles falaram o que não era reto sobre o Eterno, contrastando com a retidão de Jó, e, por isso, o Senhor os perdoará por meio de Jó. O ponto principal é que Deus honra e aceita a intercessão e a retidão de Jó, mostrando Seu favor e perdoando os amigos, que precisam se arrepender e pedir a Jó para orar por eles. Jó passou por imenso sofrimento, e seus amigos tentaram consolá-lo, mas acabaram julgando-o e falando mal do Criador e, isso não ficou impune. Assim, Deus manda que os amigos de Jó ofereçam holocaustos (sacrifícios) e peçam a Jó para orar por eles. O contexto da palavra divina é assim: "... porque deveras a ele aceitarei, para que eu vos não trate conforme a vossa loucura; porque vós não falastes de mim o que era reto como o meu servo Jó" (Jo 42.8). A situação destaca a aceitação da oração de Jó que tinha um comportamento que O agradava, mostrando que Ele pesa as ações quando se chega a Ele com ofertas na oração. Isso também aconteceu com o rei Ezequias em um momento difícil de sua vida no qual ele diz ao Senhor em meio a súplicas: "Lembre-se que eu andei em retidão perante ti". Ele estava doente e pede a Deus para lembrar de sua fidelidade e coração íntegro quando Deus lhe enviou a notícia da morte iminente devido a uma doença grave (2 Rs 20.3; Is 38.3). "Os sacrifícios para Deus são o espírito quebrantado; a um coração quebrantado e contrito não desprezarás, ó Deus" (Sl 51.17).

Ele vem como ladrão

A frase "Ele virá como ladrão..." refere-se à vinda de Jesus Cristo, mas deve ser interpretada também quando Ele nos chama. Nela, Ele retornará de forma inesperada e repentina, surpreendendo a todos. Do mesmo modo que um ladrão não avisa sua chegada, pegando as pessoas desprevenidas, assim será a vinda dEle. Mostrando a urgência da vigilância e preparação espiritual (1 Ts 5.2, 2 Pd 3.10) Assim como um ladrão entra de repente, a vinda de Cristo ou a nossa "ida", será sem aviso prévio. Para isso, precisa-se estar vigilantes, como as cinco virgens prudentes (Mt 25.1-13), pois as dez tomaram suas lâmpadas e saíram ao encontro do esposo. A diferença entre as loucas e as prudentes era apenas a questão do azeite? Sim. Ouviu-se um clamor à meia-noite e todas levantaram e prepararam suas lâmpadas. Mas as loucas não tinham azeite e pediram para as prudentes. O sábio já deixou escrito; “sejam alvos os teus vestidos e nunca falte o óleo sobre a tua cabeça”. Implica aqui que não basta ter vestes limpas, precisamos ter óleo sobre a nossa vida. O reconhecimento é feito pelos frutos? Sim, pois é pelos frutos que somos reconhecidos como discípulos Dele. O esposo chega quando as loucas tinham ido comprar azeite. E fecha-se a porta e quando voltaram o Senhor disse que não as conhecia. Não teve outra chance? Não. Por isso que no Livro está escrito ”se hoje ouvirdes a sua voz...”, “Ele virá como ladrão...”, etc. Lá no princípio bíblico quando Noé entra na arca, no versículo 16 do capítulo 7 de Gênesis, está escrito na parte b, que Noé foi fechado dentro da arca por Deus: ”O Senhor o fechou por dentro.” Conforme Jesus predisse: "(...) como foi nos dias de Noé e de Ló, assim será na vinda do Filho do homem". Por último, disse Jesus: “Eis que venho como um ladrão de noite. Bem-aventurado aquele que vigia, e guarda os seus vestidos, para que não ande nu, e não se vejam as suas vergonhas” (Ap 16.15).

Não se prende o Espírito

A história de Sansão sendo entregue amarrado aos filisteus por seus próprios irmãos está em Juízes. Seus irmãos o amarraram com duas cordas novas e o entregaram, mas o Espírito do Senhor veio sobre ele, e ele rompeu as cordas como fios de linho queimados. Nesse dia ele mata mil filisteus com uma queixada de jumento (Jz 15.12-13). Diferentemente foi a situação diferente de quando Dalila o entregou, após ter cortado seu cabelo, o que o deixou fraco, resultando em sua captura e cegueira pelos filisteus em Gaza (Jz 16). Os irmãos de Sansão, vendo-o sozinho em Leí, concordaram em entregá-lo aos filisteus, dizendo: "Vamos apenas amarrá-lo e entregá-lo aos filisteus. Não vamos matá-lo". Eles o amarraram com duas cordas novas e o levaram para fora da rocha, onde os filisteus vieram ao seu encontro gritando de vitória. Mas o Espírito do Senhor veio com poder sobre Sansão, e ele rompeu as cordas como se fossem barbantes de linho queimados, e as amarras caíram de suas mãos. Com uma queixada de jumento, Sansão matou mil filisteus naquele lugar, chamando-o de Ramate-Leí. No outro caso de prisão, Sansão é traído por Dalila, persuadida pelos filisteus, ao contar o segredo de sua grande força (Jz 16.17) e o Senhor se retirou dele (Jz 16.20). Assim, os filisteus lhe arrancaram os olhos e foi amarrado com cadeia de bronze (Jz 16.21). Com o passar do tempo, o seu cabelo começou a crescer novamente (Jz 16.22) e levaram a Sansão como um troféu de guerra para oferecer sacrifício ao deus Dagom dizendo que ele tinha entregado o seu inimigo (Jz 16.23) e era louvado por todo o povo (Jz 16.24). Então Sansão é levado para brincar diante deles (Jz 16.25),“ora estava à casa cheia de homens e mulheres; e também ali estavam todos os príncipes dos filisteus; e sobre o telhado havia uns três mil homens e mulheres, que estavam vendo Sansão brincar” (Jz 16.27). Deus seja louvado “... por fazer a sua obra, a sua estranha obra, e para executar o seu ato, o seu estranho ato” (Is 28.21 B) e o herói da fé, entrega a sua vida para cumprir a missão dada pelo Altíssimo: começar livrar a Israel da mão dos filisteus (Jz 13.5; Hb 11.32). Em suma, no ato final: “... foram mais os mortos que matou na sua morte do que os que matara em sua vida” (Jz 16.30 B).

terça-feira, 13 de janeiro de 2026

Invocando o nome do Senhor

"Então se começou a invocar o nome do Senhor" é uma frase bíblica do livro de Gênesis. Nela há um marco temporal, o início de uma nova linhagem espiritual após o nascimento de Enos, filho de Sete. Insere disso que as pessoas começaram a se aproximar de Deus em oração e adoração, reconhecendo Sua presença e buscando Seu auxílio em momentos de fraqueza e necessidade, um ato de dependência e fé que se tornou uma característica dos crentes (Gn 4.26). O contexto literal assim é expresso na Palavra: "A Sete nasceu-lhe também um filho, ao qual pôs o nome de Enos; daí se começou a invocar o nome do SENHOR". É certo que em meio à linhagem de Caim (que se afastou de Deus) e Sete (substituto de Abel), o nascimento de Enos sinalizou um retorno à busca por Deus. "Invocar o nome do Senhor" é uma palavra hebraica que significa "bradar", "clamar" ou "gritar", um pedido de socorro ou uma oração sincera. É um ato de conversão ao Altíssimo, reconhecimento da própria fraqueza e a necessidade de Deus, pedindo Sua ajuda e salvação. Pode-se de maneira geral invocar o nome de Deus através da oração, louvor e súplica, proclamando Sua grandeza e permitindo que Ele atue na vida dessa pessoa. Essa atituded foi importante pois estabeleceu uma conexão com o divino, preservando o conhecimento de Deus e tendo o compromisso de transmitir às gerações futuras, mesmo com a longevidade dos primeiros homens. Enfim, é um chamado para todos os que creem, como lembrado em Romanos: "Todo aquele que invocar o nome do Senhor será salvo" (Rm 10.13).

Semblante caído

A frase "Por que descaiu o teu semblante?" vem da Bíblia, especificamente no livro do Gênesis. Esta é uma passagem bíblica que narra o primeiro assassinato na história da humanidade (Gn 4.6). Essa pergunta, feita por Deus a Caim após ele não ter sua oferta aceita (enquanto a de seu irmão Abel foi), significa: "Por que você está furioso, zangado ou triste, com a expressão do rosto abatida e desanimada?". Ambos tinham boas intenções, ofertar algo a Deus e, trouxeram ofertas ao Eterno. Entretanto o Senhor,aceita de Abel, não de Caim: Deus olhou com favor para Abel e sua oferta, mas não para Caim e a sua. Caim ficou irado, e seu rosto ficou fechado, triste, "descaído". Há um conselho do Altíssimo, dizendo que, se ele fizesse o bem, seria aceito, mas se fizesse o mal, o pecado estava à porta, pronto para dominá-lo. Caim, porém, não dominou o pecado e matou seu irmão Abel. Conhece-se aqui, mais uma vez, as consequências do ato de Caim. O primeiro homicídio da história humana foi de um irmão contra seu próprio irmão, causado por um desejo não controlado e uma não aceitação do conselho de Deus. E tudo começou com um semblante caído!