sexta-feira, 31 de julho de 2026

Saul se desvia totalmente

“Ajuntaram-se os filisteus, e vieram e acamparam-se em Suném”, na extremidade norte da planície de Jezreel, enquanto Saul e suas forças se acamparam a poucos quilômetros, ao pé do Monte Gilboa, na extremidade sul da planície. Saul sentia-se só e sem defesa, porque Deus o abandonara. Olhando para o exército filisteu, “temeu, e estremeceu muito o seu coração”(1 Sm 28.4, 5). Saul soubera que Davi e sua força estavam com os filisteus, e esperava que o filho de Jessé aproveitasse esta oportunidade para vingar-se dos males que tinha sofrido. O rei estava em grande angústia, mas Deus não falava mais com ele. Então disse Saul aos seus servos: “Buscai-me uma mulher que tenha o espírito de feiticeira, para que vá a ela e a consulte” (1Sm 28.6, 7). Disfarçando-se, Saul saiu de noite, a fim de buscar a feiticeira. Sob o manto das trevas, Saul e seus auxiliares se encaminharam através da planície, e, passando com segurança pelas hostes filistéias, atravessaram o cume das montanhas, em direção à morada solitária da pitonisa de En-Dor. A mulher suspeitou que seu visitante era Saul, e seus ricos presentes fortaleceram-lhe as suspeitas. Ao seu pedido: “Peço-te que me adivinhes pelo espírito de feiticeira, e me faças subir a quem eu te disser”, respondeu a mulher: “Eis aqui tu sabes o que Saul fez, como tem destruído da terra os adivinhos e os encantadores; por que, pois me armas um laço à minha vida, para me fazer matar?” Então “Saul lhe jurou pelo Senhor, dizendo: Vive o Senhor, que nenhum mal te sobrevirá por isso”. E, quando ela disse: “A quem te farei subir?” ele respondeu: “a Samuel”. Depois de praticar seus encantamentos, ela disse: “Vejo deuses que sobem da terra. […] Vem subindo um homem ancião, e está envolto numa capa. Entendendo Saul que era Samuel, inclinou-se com o rosto em terra, e se prostrou” (1 Sm 28.8-14).

Após a morte de Saul

Após a morte de Saul, a notícia da derrota espalhou-se larga e extensamente, levando o terror a todo o Israel. O povo fugia das cidades, e os filisteus tomavam posse destas, sem serem incomodados nisso. O reino de Saul, independente e desprezado por Deus, se tinha quase mostrado a ruína de seu povo. No dia seguinte ao da luta, os filisteus, examinando o campo da batalha para roubar aos mortos, descobriram os corpos de Saul e de seus três filhos. Para completarem seu triunfo, deceparam a cabeça de Saul e o despojaram de suas armas; então a cabeça e a armadura, exalando o cheiro de sangue, foram enviadas ao país dos filisteus como troféu de vitória, “a anunciá-lo no templo dos seus ídolos e entre o povo”. A armadura finalmente foi posta no “templo de Astarote”, enquanto a cabeça foi fixa no templo de Dagom. Assim a glória da vitória foi atribuída ao poder desses falsos deuses, e o nome de Jeová foi desonrado.

Assim pereceu o primeiro rei de Israel

Após passar a madrugada com a bruxa, Saul, antes do romper o dia, volta ao acampamento de Israel. Ao consultar aquele espírito mal, o rei destruíra a si mesmo. Na planície de Suném e nas encostas do Monte Gilboa, os exércitos de Israel e as hostes dos filisteus empenharam-se em batalha, mas os homens de Israel fugiram de diante dos filisteus, e caíram atravessados na montanha de Gilboa. Os tês filhos do rei morreram ao seu lado. Os flecheiros apertaram Saul. Tinha visto seus soldados caírem em redor de si, e seus filhos príncipes cortados pela espada. Ele próprio, estando ferido, não podia nem combater nem fugir. Escapar era impossível; e, resolvido a não ser tomado vivo pelos filisteus, ordenou a seu pajem de armas: “Arranca a tua espada, e atravessa-me com ela” (1 Sm 31:1, 4). Recusando-se o homem a erguer a mão contra o ungido do Senhor, Saul tirou sua própria vida, lançando-se sobre a espada.

Conto de fábula

É tradicionalmente aceito que João foi exilado na ilha de Patmos. No entanto, o apóstolo estava na ilha de Patmos, e lá não tem nem era exílio algum como em 1800 foi utilizada, por Napoleão Bonaparte, entretanto, o escrito foi realizado no ano cem depois de Cristo. Enfim, chega de fábulas, João não estava exilado na ilha de Patmos, estava lá por causa da Palavra de Deus e pelo testemunho de Jesus Cristo, como diz a Palavra.

Cuidado com o sectarismo

É certo que o sistema religioso é exclusivista pois nota-se que grandes mestres se emprestam a defender coisas risíveis, mesmop contra a Verdade, por interesse de agradar a instituição. Ele é de igual modo tendencioso pois tende a excluir sistematicamente outras pessoas, ideias ou grupos, privilegiando apenas um círculo, crença ou sistema específico, o deles. Com isso, há uma supervalorização do próprio grupo ou convicção particular em detrimento das demais, e isso, seja em relação às tradições, seja na interpretação da Palavra. Com isso, o livre examinar das Escrituras, corre um grande risco, pois a Palavra é, em sua maioria,interpretada de forma isolada, isolacionista ou puramente subjetiva e, é claro que deveria haver mais debates acerca das linhas de pensamento. A ideia aqui defendida é extraída da segunda epístola do apóstolo Pedro , que diz: "nenhuma profecia da Escritura é de interpretação particular". Segundo o texto apresentado, as profecias não vieram da vontade humana, mas foram guiadas pelo Espírito Santo (2 Pd 1.20). Acontece de forma universal e também aqui no Brasil, que o cristão é formado com uma pré disposição a um entendimento particular. Esse sectarismo pode ter várias benesses, mas também muitos engessamentos e contrariedades, inúmera contradições e enganos.