sábado, 14 de fevereiro de 2026

Que fazes aqui?

A vida, o ministério e o êxito da caminhada de Elias tinha relação direta com a direção de Deus para sua vida. Deus dizia e Elias fazia. "Que fazes aqui?" é uma pergunta bíblica marcante dirigida ao profeta Elias por Deus no Monte Horebe (1 Rs 19.9-13). O profeta sofre uma ameaça de morte e para escapar foi ao deserto, pediu a morte e dormiu debaixo de uma pequena árvore. Um anjo o acorda e ele come, bebe e dorme novamente. Segunda vez o anjo o desperta e diz que comprido seria o caminho dele. Come e bebe, só que desta vez anda quarenta dias e noites até Horebe. Entra numa caverna e Deus fala com ele: que fazes aqui? O Senhor passa como também um vento forte, mas Ele não estava no vento..., como não estava no terremoto e nem no fogo. Mas numa voz mansa e delicada. Ele ouve, reconhece a voz dEle e recebe tarefas... Há muitos teólogos macumbeiros e feiticeiros que fazem várias observações sobre Elias, mas ele buscava uma direção do divino e esperava nEle. Nem um inferno todinho de Jezabéis tiraria Elias da direção do Altíssimo. Mas, só espera quem sabe que não pode resolver seu problema por sua própria força... quem não é precipitado...nem é desobediente. A morte de Jezabel por Jeú ocorreu em Jezreel, cumprindo a profecia de Elias. Ao saber da revolta de Jeú, Jezabel se maquiou e o desafiou da janela. Jeú ordenou aos eunucos que a atirassem. Ela caiu, foi pisoteada pelos cavalos de Jeú e posteriormente devorada por cães, restando apenas crânio, pés e mãos. Jamais entre em guerra dos outros, Elias não entrou, Jezabel é um problema para Jeú (2 Rs 9.30-37).

Jezabel vive de atenção

No livro do Gênesis, capítulo 39, conta a história da passagem de José pela casa de Potifar, capitão da guarda do exército de Faraó. Um texto que requer discernimento e sabedoria! Ele administrava os bens do ilustre egípcio, até que sua mulher imputa falsamente a José uma conduta desonesta. Esse perfil de manipulação, é tratado na Bíblia como o espírito de Jezabel, alguém sem o fruto do Espírito, não tem domínio próprio nas emoções. O termo "espírito de Jezabel" aparece no primeiro Livro dos Reis, baseado na rainha bíblica Jezabel e na menção em Apocalipse. Ele simboliza manipulação, controle, sedução e rebeldia contra a autoridade divina, cheia de raiva e ódio; destruidora dos princípios de Deus. É associado à promoção da idolatria, perseguição a líderes piedosos e corrupção espiritual dentro da igreja. No Novo Testamento, a "mulher Jezabel" é usada como metáfora para falsos ensinamentos que levam os fiéis à idolatria e imoralidade. A interpretação do termo é comum em estudos sobre batalha espiritual e desmascaração de comportamentos destrutivos na liderança e na comunidade. José é atacado pela desgraçada apenas porque tinha rejeitado mais uma de suas propostas ilícitas. Mas, o interessante é que quem “gritou” foi ela, a mentirosa, e Potifar a ouviu. Ela planejou o mal ao filho de Raquel, que apenas deixou sua veste na mão dela e fugiu. Entretanto, quem estava com a razão era o jovem hebreu e Deus continuou a estar com ele na prisão. Ela disse: “entrou até mim para deitar-se comigo, e eu gritei com grande voz. ” Ela ganhou essa disputa literalmente no grito e com uma veste como prova, cujo dono trabalhava na casa. Na verdade ela é uma tola que destrói sua casa e a liderança do marido e não aceita correção (I Rs 21.11). A igreja de Tiatira foi repreendida pelo Senhor Jesus por tolerar a atuação daquela mulher que dizia ensinar “as coisas profundas de Satanás” e vencer Jezabel é um dever da Igreja de Cristo (Ap 2.24).

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2026

Sendo imitador de Jesus

Ser um discípulo de Jesus é aprender, seguir e imitar o Mestre diariamente, dedicando-se a viver segundo os seus ensinamentos em vez de apenas ouvir. Implica um compromisso de renúncia pessoal, amor ao próximo e transformação de caráter, assumindo a missão de espalhar o Evangelho. O discípulo é um aluno constante, comprometido em conhecer a Palavra de Deus e aplicá-la. Ele busca tornar-se semelhante a Jesus, permitindo que a fé guie atitudes, caráter e escolhas. Envolve "negar-se a si mesmo", tomar sua cruz diariamente e obedecer aos mandamentos de Cristo. Caraceriza-se por amar a Cristo acima de tudo, servir ao próximo e vivenciar o Evangelho no dia a dia. Cristão é, por definição, aquele que possui a Cristo. A Verdade é divina, Ele mesmo disse: "Eu sou a Verdade". Jesus é o Cristo, Ele é a Verdade. Jesus andava com pecadores. Jesus andava com pecadores para salvá-los e chamá-los ao arrependimento, agindo como um médico que busca os doentes, não os sãos. Ao partilhar a mesa com cobradores de impostos, prostitutas e marginalizados, Ele desafiou as normas religiosas, demonstrando graça, compaixão e amor, em vez de julgamento. Jesus foi criticado pelos fariseus por conviver com pessoas desprezadas, sendo chamado de "amigo de publicanos e pecadores". Comer com alguém na época de Jesus simbolizava comunhão, aceitação e relacionamento próximo, mostrando que Ele não rejeitava os excluídos. O propósito de Jesus não era participar do pecado, mas transformar corações, oferecendo perdão e reconciliação. Jesus veio, como Ele mesmo disse, "não para chamar os justos, mas os pecadores". Jesus não deixou que status social ou normas culturais determinassem o Seu relacionamento com as pessoas. Jesus aboliu hierarquias opressoras. Jesus afirmou que, ao contrário dos chefes das nações que oprimem, entre seus seguidores quem quisesse ser o primeiro deveria ser o servo de todos (Mc 10.42-45). Jesus amava os inimigos. Jesus ensinou e viveu o amor incondicional pelos inimigos, desafiando a lógica humana de retribuição (Mt 5.44). Jesus é amplamente reconhecido como o maior exemplo de humildade, vivendo com simplicidade e servindo ao próximo em vez de buscar status ou poder. Jesus interpretava a realidade através de uma perspectiva espiritual e ética, confrontando o contexto político-social da Palestina do século I com o "Reino de Deus". Jesus atraía multidões devido à sua compaixão genuína, ensinamentos profundos sobre o amor de Deus e milagres curativos. Jesus considerava os pobres felizes (bem-aventurados) porque, segundo as Bem-aventuranças, o Reino de Deus lhes pertence.

O Senhor é a minha bandeira

A guerra contra os amalequitas foi o primeiro confronto de Israel após o Egito, ocorrido em Refidim. Os judeus ainda, nos dias atuais, estabeleceram duas sentenças com base na Palavra de Deus:“Obliterar a nação de Amaleque” (timchê et zecher Amalek) e “Nunca esquecer as maldades que Amaleque fez” (zechor al tishkach). Josué liderou o exército, enquanto Moisés, no alto de um monte com Arão e Hur, levantava o bordão de Deus; quando Moisés erguia as mãos, Israel vencia, garantindo a vitória divina. Os amalequitas, descendentes de Esaú, atacaram covardemente a retaguarda de Israel (os fracos e cansados). Josué lutou no campo, mas a vitória dependia da oração e dependência de Deus, representadas pelas mãos erguidas de Moisés. Arão e Hur sustentaram as mãos de Moisés, simbolizando a importância da colaboração e intercessão. Após a vitória, Moisés construiu um altar chamado "O Senhor é a minha Bandeira" e registrou que Deus teria guerra contra Amaleque de geração em geração (Ex 17). “Recorda-te do que te fez Amaleque no caminho quando saíeis do Egito, quando te encontrou pelo caminho e feriu todos os enfraquecidos que ficavam atrás de ti, e tu estavas sedento e cansado, e Amaleque não temeu a Deus. [Portanto,] quando, pois, o Eterno, teu Deus, te der descanso de todos os teus inimigos em redor, na terra que o Eterno, teu Deus, te está dando por herança para possuí-la, apagarás a memória de Amaleque de debaixo dos céus; não te esquecerás!” (Dt 25.17-19). Lembrando ainda que Hamã que queria destruir aos judeus na Pérsia no tempo de Ester era também amalequita. Os amalequitas continuaram inimigos de Israel, sendo posteriormente alvo de uma ordem de destruição total dada a Saul (1 Sm 15). É certo que o Hamas não simboliza Amaleque e sim a passagem significa a luta entre a fé e a oposição ao propósito de Deus.

No fim, todos caem

Essa expressão, "no fim, todos caem", não da Bíblia, todavia ela se associa ao conceito bíblico de que todos tropeçam ou falham. Na Palavra há a exortação de que Deus sustenta os caídos: "O Senhor sustenta todos os que caem, e levanta todos os abatidos" (Sl 145.14). O justo e o ímpio caem, mas o sábio diz que: "Porque ainda que o justo caia sete vezes, tornará a levantar-se" (Pv 24.16). É um princípio bíblico de perseverança, indicando que pessoas íntegras podem enfrentar dificuldades e falhas repetidas, mas possuem a capacidade de se erguer e superar os desafios. A queda não define quem é justo; a capacidade de se levantar é o foco, garantindo que o esforço e a fé superam as dificuldades. Diferente do justo, o perverso ou ímpio é derrubado por uma única calamidade, sugerindo que a perversidade traz consequências fatais. O número mencionado no texto, "Sete Vezes" representa um número completo, sugerindo que mesmo que as quedas sejam constantes ou frequentes, a recuperação é certa. O provérbio é frequentemente citado como uma mensagem de encorajamento para não desistir diante de erros ou problemas, enfatizando que a verdade e a retidão prevalecem no final. Voltando ao Salmo, ele descreve Deus amparando os desanimados, garantindo que tropeçar não significa ficar no chão. Outra interpretação, agora baseada no escritor aos Romanos, diz que "todo joelho se dobrará" diante de Deus, indicando que todos prestarão contas (Rm 14.11). Ainda há um ditado popular que diz que "o cair é do homem, o levantar é de Deus", contudo a ênfase bíblica é no amparo de Deus aos que se sentem sem forças (Is 40.29). Enfim, a Bíblia ensina que a queda é comum à humanidade, mas o levantar vem do Senhor e que os justos podem enfrentar dificuldades, mas prevalecerão, enquanto os ímpios serão, no final, capturados na armadilha por seus próprios erros.