domingo, 22 de fevereiro de 2026

O trato do cristão

O rei Davi agradecido ao Senhor pelo livramento de seus inimigos declara que Ele trata o benigno com benignidade, com sinceridade o sincero, com pureza o puro, mas com o perverso Ele se mostra indomável (bravo). Assim, o Espírito Santo fica enfurecido com o maldoso intencional: "... com o puro te mostrarás puro; e com o perverso te mostrarás indomável" (Sl 18.26). O sábio Salomão diz que tratar com pessoas ignorantes necessita discernimento, não é fácil e para ele, o homem sábio que pleiteia com o tolo, quer se zangue, quer se ria, não terá descanso. Orienta que há dois caminhos, se responder segundo a loucura do ignorante não seremos sábios a nossos olhos e também é bom não responder segundo a sua estultícia para não sermos igual a ele. O sábio sabe calar na hora certa, pois às vezes o silêncio é a melhor resposta contra a tolices (Pv 17.28). O apóstolo Paulo a Timóteo em sua primeira epístola instrui o jovem obreiro como deve andar na igreja quanto ao trato de todos os grupos que existem na comunidade local de cada região. O líder da igreja em Jerusalém, o apóstolo Tiago, irmão de Jesus, talvez seja, com a graça de Deus, a referência na bíblia de ensino sobre como deve ser o trato do cristão. O cristão é chamado a promover a paz, semeando justiça por meio de um comportamento guiado pelo alto, e não por motivações egoístas Enfim, no capítulo 3 ele fala sobre a verdadeira sabedoria no trato que entre outras coisas são “pacíficas, moderadas e tratáveis” pois A verdadeira sabedoria não é apenas intelectual, mas se mostra pelo "bom trato" (bom procedimento) e atitudes mansas.

sábado, 21 de fevereiro de 2026

Levando cativo o cativeiro

A expressão "manietar o valente" (ou "amarrar o homem forte") provém das parábolas de Jesus. Ela ilustra que, para libertar os cativos (roubar os bens) de Satanás (o valente), Jesus precisou primeiro subjugá-lo, demonstrando sua Jesus disse isso ao ser acusado de expulsar demônios pelo poder de Belzebu, explicando que seu poder vinha do Espírito de Deus. Nela o Valente (Homem Forte) representa Satanás, que guarda o seu "território" e mantém os seres humanos cativos (Mc 3.27, Mt 12.29 e Lc 11.21-22). Quanto a ação (Manietar) que significa amarrar, restringir ou subjugar o poder de Satanás. Jesus faz isso através de sua obra expiatória e poder sobre os demônios, levando cativo o que estava em cativeiro e como Paulo diz após a sua conversão: "...sou preso de Cristo" (Ef 3.1). O resultado prático de saquear a casa é a libertação de pessoas da influência do mal e a expansão do Reino de Deus. Dentro de uma pequena análise textual de um dos exemplos citados pelo apóstolo Paulo, agora aos Efésios, em seu capítulo 4 e verso 8: “...subindo ao alto...”, não há outra melhor verossimilhança do que o Altíssimo ao subir glorificado, leva preso (o apóstolo, por exemplo, disse algumas vezes, “ o preso do Senhor”) o que estava aprisionado em uma vida de pecados e delitos , e, agora dá ferramentas para o trabalho no Reino. Assim, os dons são ferramentas espirituais dadas à Igreja para o trabalho na Seara do Mestre. A dedicação ao dom chama-se ministério, os quais são descritos a seguir a partir do verso 11 deste capítulo. Permita-me contribuir com uma discussão frequente e que fui recentemente questionado: “Há ainda apóstolos?” É claro, tanto quanto aos pastores (estrelas), doutores, evangelistas e profetas. E outra pergunta que fizeram: “ o irmão acredita em jubilamento”. Sim acredito, há em muitas denominações, contudo na Bíblia não tem essa referência. Acredito que a tendência é o ministro ficar mais alinhado ao Espírito e assim, a ferramenta fica mais afiada, necessitando de menor força: " ...na velhice darão frutos". Em resumo, a Bíblia ensina que Jesus é o "mais valente" que venceu o valente, tornando a libertação espiritual possível.

Babilônia: até o céu não chegará

Depois de Jerusalém, Babilônia é a cidade mais citada na Bíblia e fisicamente se localiza onde hoje está o Iraque. Quando se fala de Babilônia não chegar ao céu refere-se à independência do Altíssimo (insubmissão). A história começa na Torre de Babel com a construção de uma torre que alcançaria os céus, uma maneira de se livrar do juízo divino, uma união rebelde e soberba das nações contra Eterno. Deus causa confusão na humanidade estabelecendo diferentes idiomas, o que impediu que a torre fosse concluída (Gn 11.1-9). Não há armas nessa guerra divina, nem a sua soberba não a salvará: "Mesmo que a Babilônia pudesse subir até o céu e construir ali uma fortaleza, ainda assim eu mandaria gente para destruí-la", diz o Senhor. A queda de Babilônia será tão súbita e inesperada quanto foi a da Babilônia de Nabucodonosor. Olhando para as ruínas de Babilônia hoje, é difícil acreditar que aquilo já foi uma potência mundial. A Babilônia de Nabucodonosor sobrepujou muitas nações. Humilhava reinos, levava embora cativos lhes negava a esperança de liberdade (Jr 50.33). Nem mesmo que a Babilônia subisse ao céu ou fortalecesse sua altura, o juízo de Deus a derrubaria, transformando-a em ruínas (Jr 51.9,53). O julgamento sobre a Babilônia é descrito como tão grande que chega até os céus, indicando a magnitude da sua queda. Profetizada como uma destruição total, onde a cidade nunca mais seria habitada (Is 13.19-20). No livro do profeta Daniel, o rei Nabucodonosor exalta sua própria glória ao construir a Babilônia com seu poder, o que imediatamente atrai a sentença divina de humilhação, resultando em sua perda do reino e loucura, para que reconhecesse o domínio do Altíssimo. Nabucodonosor diz: "Não é esta a grande Babilônia que eu edifiquei para a casa real, com a força do meu poder e para glória da minha magnificência?". Antes mesmo de terminar a frase, uma voz do céu decretou a perda de seu reino. O rei foi expulso do convívio humano e viveu como animal por sete tempos até reconhecer que Deus domina sobre os reinos humanos (Dn 4.31-33). No contexto de Apocalipse, Babilônia representa a humanidade desviada de Deus, representando o orgulho humano que se opõe a Deus, e a Bíblia afirma que esse poder não subsistirá perante o juízo divino. É comparada com uma mulher prostituta, pois se desencaminhou da orientação do seu Senhor, desde o Gênesis até o Apocalipse. Esta mulher, como mostrada ao apóstolo João, estava trazida pela besta, já relatada no capítulo 13 do Apocalipse, com sete cabeças e dez chifres (vem do império romano). Mostra uma relação íntima entre ela e a besta (estrutura coloca pelo dragão), obviamente, que é o sistema de poder globalizado deste mundo. E, ainda mais, sustentada pelo dragão, embriagada com o sangue dos santos e das testemunhas de Jesus. A besta é um retalho, com domínios mundiais que existiram, outros deixaram de existir e ainda outros que voltariam a emergir. Entretanto, os próprios chifres que a queimarão no fogo, isto é, esses poderes globais iriam julgar e condenar a própria Babilônia (Ap 8). O apóstolo se admira e o anjo lhe disse que lhe mostraria o segredo da mulher e da besta que a traz. Os sete montes, que são os impérios mundiais, que sempre perseguiram a igreja, é bom sempre lembrar disso, determinados pelo Altíssimo desde Egito, Assíria, Caldéia, Medo-Persa, Grego, Romano e o governo globalizado atual. Na época do apóstolo amado, estava no sexto, o romano e ainda um último viria que são os pés e dedos da revelação já dada ao profeta Daniel no capítulo 2 de seu livro, e entregarão o seu poder e autoridade à besta. Em síntese, de maneira bem simplificada e retornando à antiga Babel, Babilônia significa confusão e rebelião contra Deus e ela é apoiada pelos governos no mundo atual. Não é só uma instituição que se desviou dos princípios bíblicos e sim, claramente, toda a humanidade desviada (Ap 14.8 e 18).

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2026

Deserto espiritual

Na Bíblia, "lugares áridos" (ou "lugares secos", "desertos") referem-se a regiões desoladas e sem água. O termo destaca a aridez como um ambiente hostil de busca por descanso ou purificação espiritual, momentos em que não se vê frutos. O cristão em sua caminhada passa por muitos desertos e necessita da graça divina para "florescer" mesmo no deserto, pois se libertar do mal não é suficiente; a vida deve ser preenchida com uma fé constante, mesmo com contrariedades. Isso significa que, mesmo em momentos difíceis, o crente deve encontrar beleza e esperança, crescer na dificuldade é essencial. No livros dos salmos há o ensino que na morte de Jesus se brotariam águas eternas e eleas correriam pelos lugares áridos: "Fendeu a rocha, e dela brotaram águas, que correram pelos lugares áridos como um rio" (Sl 105.41). Há ainda na Palavra uma promessa no livro do profeta Isaías de transformação desses lugares satisfazendo (fartando) a alma e guiando-a continuamente (Is 58.11). Esses lugares insalubres são frequentemente usados para descrever deserto espiritual, solidão ou locais de provação, conforme mencionado na parábola de Jesus relatada no Evangelho segundo Mateus. Nela o Mestre descreve que o espírito impuro vaga por "lugares áridos" ou "desertos" à procura de repouso, mas não encontra (Mt 12:43). O retorno do espírito maligno com outros sete piores destaca a necessidade de uma transformação completa, ressaltando que a ausência de boas práticas pode resultar em consequências mais severas. Assim, não há Evangelho sem obras de arrependimento!

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2026

Por que lhes falas por parábolas?

O Mestre então respondeu que assim fazia porque aos discípulos era concedido conhecer os mistérios do reino dos céus, mas àqueles para quem falava naquele momento não, e, sendo assim, eles ouviam as palavras de Jesus, mas não entendiam (Mt. 13.11-13). O Senhor ainda afirmou que fazendo dessa forma se cumpria a profecia de Isaías que dizia: “Ouvireis com os ouvidos e de nenhum modo entendereis; vereis com os olhos e de nenhum modo percebereis. Porque o coração deste povo está endurecido, de mau grado ouviram com os ouvidos e fecharam os olhos; para não suceder que vejam com os olhos, ouçam com os ouvidos, entendam com o coração, se convertam e sejam por mim curados ” (Mt. 13.14-15). A Bíblia aponta que o "homem natural" (sem o Espírito Santo) não compreende as coisas de Deus, isso por que elas parecem loucura e exigem discernimento espiritual. Essa falta de entendimento é descrita como um coração endurecido ou rebeldia, impedindo que compreendam a vontade divina, mesmo quando ensinados. As verdades divinas são discernidas pelo Espírito Santo, não pela lógica humana. O que é sabedoria de Deus parece tolice para a sabedoria humana. Em diversos contextos bíblicos, o povo não entende por se opor a Deus e possuir um coração endurecido. Porém, aqueles que se enchiam de soberba por sua cultura, instrução e capacidade intelectual e em seus corações contemplara a vaidade (Sl. 66.18), não possuiriam a verdadeira compreensão e, como não guardavam em seus corações as Palavras do Senhor, incorriam em pecado contra Deus (Sl. 119.11) e, sendo assim, permaneceriam afastados do Pai (Is. 59.2). A incapacidade de entender está ligada a viver segundo a carne e não pelo Espírito. Portanto, segundo a Bíblia, o entendimento das coisas de Deus não é uma questão de capacidade intelectual, mas de uma intervenção espiritual que revela a verdade ao ser humano.