terça-feira, 16 de junho de 2026

Os príncipes de Judá são como aqueles que mudam os marcos

A frase citada está registrada no livro de Oséias. Ela é uma forte crítica de Deus aos líderes de Judá, comparando-os a pessoas desonestas que mudavam as cercas e divisas de lugar para roubar a terra do próximo. Os marcos eram pedras ou estacas cravadas no chão para marcar onde terminava o terreno de uma família e começava o do vizinho (Os 5.10-11). A Lei proibia essa prática (Pv 22.8), pois mudar os marcos era o mesmo que roubar propriedade e causar confusão. Na Bíblia, "mudar os marcos antigos" refere-se à proibição de alterar os limites físicos de propriedades ou, metaforicamente, de abandonar princípios morais e espirituais. O texto é assim: "Não mude de lugar os antigos marcos que limitam as propriedades e que foram colocados por seus antepassados". Há ainda determinações quanto a alteração das divisas na terra que Deus concedeu. Na antiguidade, as propriedades eram demarcadas por pedras cravadas no chão. Mudar essas pedras de lugar era considerado um roubo grave e desonesto, pois visava aumentar o próprio território em prejuízo do próximo. Já no sentido espiritual, o abandono dos ensinamentos, leis e princípios estabelecidos por Deus é um errao gravíssimo! Os líderes (príncipes) de Judá deveriam proteger o povo e guiar pela verdade. Em vez disso, eles estavam mudando as "regras" morais e espirituais, distorcendo a justiça para benefício próprio.

O que é sorte?

Na Bíblia, a ideia de "sorte" não significa acaso ou destino. Ela representa a soberania divina. Quando homens lançavam sortes, eles criam que o resultado final estava totalmente no controle de Deus. Ele guiava o evento para revelar a Sua vontade. O sábio assim se expressou: "A sorte é lançada no colo, mas a decisão vem do Senhor" (Pv 16.33). Isso significa que nada acontece por coincidência. É certo que o povo usava métodos de sorteio para tomar decisões difíceis. Por exemplo, para descobrir um culpado, dividir terras ou escolher líderes. Eles sabiam que o resultado vinha do alto! A escolha de Matias foi efetivada por sorte para escolher o substituto de Judas (At 1.26). Eles oraram pedindo a Deus que mostrasse o escolhido. Assim, é crucial notar, desde o início, que a Bíblia, escrita em contextos culturais e históricos muito distantes dos nossos, não contém uma proibição explícita sobre “jogos de azar” como os conhecemos hoje. Hoje há loterias, caça-níqueis ou apostas esportivas simplesmente não existiam da mesma forma na antiguidade. No entanto, ignorar a questão seria um erro. A sabedoria divina transcende épocas e, por isso, a Bíblia está repleta de princípios eternos que, quando aplicados, oferecem uma lente clara através da qual podemos examinar qualquer atividade, incluindo o jogo de azar. O foco não é uma lista de “pode” ou “não pode”, mas sim uma compreensão profunda de como nossas ações se alinham ou se desviam do caráter de Deus e dos seus propósitos para nossas vidas. A ausência de uma condenação explícita não significa, de forma alguma, uma aprovação implícita. Pelo contrário, nos convida a uma análise mais profunda, utilizando o discernimento espiritual. Devemos ir além da superfície e investigar as intenções, as consequências e o impacto que tais práticas podem ter em nossa mordomia, nosso relacionamento com Deus e com o próximo. Este é um exercício de aplicação da verdade bíblica a situações contemporâneas, um desafio constante para o cristão que busca viver de maneira consistente com sua fé.

Vencendo a ansiedade

A Bíblia ensina a vencer a ansiedade trocando o medo pela oração e pela confiança em Deus. Em vez de tentar controlar o futuro, a Palavra orienta a entregar as preocupações e descansar no cuidado divino. Ansiedade é como se viver em estado de alerta constante, com o coração acelerado, sem conseguir descansar. Jesus disse:"Portanto, não se preocupem com o dia de amanhã, pois o amanhã trará os seus cuidados; basta ao dia o seu próprio mal" (Mt 6.34). Ela é o peso de querer viver o amanhã ainda sendo hoje, mas só temos o hoje nas mãos, porque o amanhã não nos pertence. É como uma mochila pesada e o convite de Jesus é claro: “Vinde a mim, todos os que estais cansados e sobrecarregados, e eu vos aliviarei” (Mt 11.28). Deus nos convida a entregar esse fardo a Ele: "Entreguem todas as suas preocupações a Deus, pois ele cuida de vocês" (1 Pd 5.7). Enfim o apóstolo Paulo assim se expressou sobre a ansieddade: "Não se preocupem com nada, mas em todas as orações peçam a Deus o que vocês precisam e orem sempre com o coração agradecido. E a paz de Deus, que ninguém consegue entender, guardará o coração e a mente de vocês, pois vocês estão unidos com Cristo Jesus"(Fp 4.6-7).

Incomodando as autoridades religiosas

Os pais de João Batista eram Zacarias e Elisabete. Zacarias era um sacerdote judeu. O nascimento de João foi um milagre porque a mãe dele não conseguia ter filhos.Além disso, ela e Zacarias eram idosos, “de idade bem avançada”.(Lc 1.5-7, 13). Num determinado dia, quando Zacarias estava exercendo suas funções sacerdotais, ele recebeu a visita do anjo Gabriel, que anunciou o nascimento de um filho e indicou o nome pelo qual ele deveria ser chamado. Vale ressaltar que o anjo disse para Zacarias que a oração dele tinha sido ouvida. Gabriel também falou que João Batista seria grande diante do Senhor e cheio do Espírito Santo desde o ventre materno (Lc 1.15). João Batista viveu nos desertos da Judéia em aproximadamente 26 d.C. e recebeu o chamado para exercer seu ministério profético (Lc 3.2). Ele tinha uma mensagem firme, pregava o arrependimento de pecados. Era uma pessoa singular, usava roupas feitas de pêlos de camelo, e usava um cinto de couro na cintura. O seu alimento era gafanhotos e mel silvestre. Ou seja, João Batista definitivamente não se encaixava em nenhum dos principais grupos religiosos judaicos de sua época. Mas a pregação de João Batista incomodava as autoridades religiosas. Dizer que basta com arrepender-se e batizar-se, sem necessidade de sacrifícios no templo, nem da intermediação dos sacerdotes era algo perigoso. Os líderes religiosos não gostaram nada dessa novidade. Mas, enquanto os sacerdotes se escandalizavam, a mensagem de João Batista comoveu a muitas pessoas pois denunciava sem medo o pecado do povo e das autoridades.

O choro dura uma noite

A frase "O choro dura uma noite, mas a alegria vem pela manhã" é um famoso versículo bíblico encontrado em Salmos. Ele traz uma mensagem simples de esperança: a dor e a tristeza são temporárias (Sl 30.5). Assim como a noite vai embora e o sol nasce, as dificuldades também passam e dão lugar à alegria. De igual modo, o profeta Habacuque fala sobre perder tudo. "Ainda que a figueira não floresça, nem haja fruto na vide; o produto da oliveira minta, e os campos não produzam mantimento; as ovelhas sejam arrebatadas do aprisco, e nos currais não haja gado, todavia, eu me alegro no Senhor, exulto no Deus da minha salvação" (Hb 3.17, 18). A figueira e a videira representam o sustento básico e a renda daquela época. Assim, ele avisa que, mesmo sem dinheiro, sem comida ou quando tudo dá errado, a alegria dele continua. Isso implica que a confiança não depende das coisas materiais ou do momento bom. Enfim, segundo o texto bíblico, a alegria vem de Deus e da certeza da salvação. A escuridão não dura para sempre!