terça-feira, 7 de julho de 2026

Aos embaixadores, digo não eu

A primeira carta de Paulo aos tessalonicenses ocorreu depois de alguns meses de criação daquela comunidade espiritual e o afastamento precoce do apóstolo daquele local. Os objetivos principais desta carta são: expressar alegria pela fé e esperança dos irmãos no meio das perseguições que ocorreram após da aceitação do evangelho, instrução de como viver piedosamente em Cristo e ensinar sobre a situação dos mortos, vinda de Jesus e ressureição. O ministro de Cristo passou pouco tempo entre aqueles irmãos, mas eles puderam ter uma referência através do exemplo de vida dele, assim sabendo como deveriam se portar como servos de Deus, esperando a volta do Senhor. Todo embaixador do evangelho de Deus deve seguir o modelo de vida de Paulo e não ser pesado aos irmãos que entregava as boas novas e não esperava nada em troca de seu árduo trabalho ministerial: é necessário viver o que prega e pregar o que vive.

O mundo moderno e a Bíblia

O mundo contemporâneo é caracterizado pela exacerbação da globalização com as religiões (até as cristãs) e os governos (com a aprovação de leis) atuando em conjunto contra os princípios divinos. Desde as leis divinas mais simples quanto às mais elaboradas são motivo de revide. O mundo moderno está caracterizado, de igula modo, com o aumento das desigualdades sociais e o acúmulo exarcebado de riquezas por uma pequena população em detrimento da maioria. Destaque ainda nesse atual período histórico para os avanços da telecomunicação, transportes (com a diminuição dos espaços) e a financeirização/liberação da economia. O ser humano nesses últimos dias de grandes aglomerações, contudo, certamente tem aumentado em egoísmo, individualização e indiferença com as necessidades do próximo: “homens amantes de si mesmos”. Os marcos fronteiriços das nações são desfeitos e/ou, para aquelas que ainda os possuem, com limites muito tênues, não havendo clara separação de territórios. Isso se aplica também no mundo espiritual (falta de limites claros) com o “secamento do rio Eufrates” não havendo mais obstáculos para separação entre a nação de Israel e os demais povos. Assim, neste tempo, na última hora, a luta espiritual é interna, dentro do espaço/território do povo de Deus, mas, claramente já invadido pelos exércitos inimigos, consequentemente aumentando a profanação dos valores sobrenaturais. Enfim, as guerras espirituais hoje em dia são travadas no “corpo a corpo”, pois já há uma mistura desigual/heterogênea dentro da própria igreja, que é o Israel de Deus. Com o secamento do rio Eufrates, no mundo espiritual quebrou-se as barreiras, não havendo clara separação das coisas espirituais/divinas das que não são, dos servos divinos e daqueles que não são.

segunda-feira, 6 de julho de 2026

Porque um menino nos nasceu

O nascimento do Verbo, segundo o evangelista João, é muito anterior ao do nosso calendário, até antes que o mundo existisse. Há inúmeras profecias acerca do Messias que tratam do Seu ministério, Sua divindade e detalhes bíblicos/históricos que comprovam sua veracidade. Uma delas é a frase "porque um menino nos nasceu" que faz parte de uma famosa profecia escrita por Isaías. Ela celebra o nascimento de Jesus Cristo, simbolizando a chegada do Messias que traria esperança, paz e governo divino à humanidade. O trecho bíblico continua listando os títulos atribuídos a essa criança, que representam seus atributos: sabedoria, direção, poder, cuidado amoroso para com seu povo e reconciliação (Is 9.6). Sua vinda foi predita pelos profetas e celebrada por Isabel quando ainda tinha poucos dias de vida, durante o encontro com sua prima Maria: “Bendito o fruto do teu ventre”. Antes ainda, João Batista, com apenas seis meses de gestação, reconheceu-o e saltou no ventre! “O sacerdote Zacarias, após o nascimento do seu filho, “o Elias”, predito pelo profeta Malaquias, disse: “Bendito o Senhor, Deus de Israel, porque visitou e remiu o seu povo”. Descreveu que o rei viria montado em um jumentinho, o que aconteceu na entrada de Jesus em Jerusalém (Zc 9.9, Mt 21.1-9). Uma multidão dos exércitos celestiais, louvando a Ele, disse:” Glória a Deus nas alturas, paz na terra, boa vontade para com os homens”. De igual modo o profeta Miqueias antecipou que o Salvador nasceria na pequena cidade de Belém, algo documentado nos evangelhos quando José e Maria viajaram para lá (Mq 5.2, Lc 2.4-7). Enfim, Davi profetizou que o corpo de Seu Santo não veria corrupção, cumprido na ressurreição de Jesus Cristo ao terceiro dia (Sl 16.10, At 2.29-32). Jesus é o sinal da boa vontade de Deus para com os homens!

domingo, 5 de julho de 2026

A comissão das testemunhas

O Espírito e a esposa são comissionados, no capítulo 11 do Apocalipse. Uma de suas característica é estar “vestidos de pano e saco”. Outra similaridade com o próprio apóstolo João, recebe o livro da mão do anjo. Qual a intenção? Testificarem o testemunho do Senhor Jesus ao mundo. As testemunhas são o Espírito e a Esposa. Dentre aqueles que compõem a igreja, muitos seriam/ão abatidos na sua missão. Abatidos por quem? Segundo a Bíblia “besta que sobe do abismo”, lembrando sempre que ela é manipulada pelo Dragão. É certo que desde o início da criação até nossos dias, sempre os religiosos e poderes mundanos, foram contrários à exposição das Sagradas Escrituras. Contudo, as testemunhas não serão "abatidas" antes de terminarem a sua tarefa. Qual é o tempo de sua missão? Um período de 3 dias e meio, 42 meses, 3 anos e meio, tempo tempos e metade de um tempo.

Eis me aqui, com os filhos que me deu o Senhor

Esta é uma das citações mais profunda das escrituras é: "Eis me aqui, com os filhos que me deu o Senhor". Ela certamente simboliza a entrega, a intercessão e o cuidado pelos que nos foram confiados (Is 8.18, Hb 2.13). Jesus em sua oração sacerdotal assim se expressou: "...aqueles que tu me deste nenhum se perdeu", como uma prestação de contas ao Pai (Jo 17.12). É certo que há vários aspectos interessantes nessa mensagem: o próprio Jesus "prestando" contas ao Pai e de igual modo, os seus discípulos. No texto do livro de Levítico, no capítulo 6 e verso 13, há um texto intrigante e a Palavra de Deus afirma literalmente que sempre haverá fogo no altar de Deus. A partir disso, se no altar divino tem fogo, o que poderia faltar são vidas entregues sobre ele, ofertas voluntárias que serão queimadas, mas com promessas: “aquele que perder a sua vida por amor ao evangelho, achá-la-á” (Mt 16.25,26). Uma característica da Igreja, é sua esterilidade, como Sara, Rebeca, Raquel, Ana e outras. No salmo 127, a Bíblia coloca os filhos como bênção, galardão e mais para frente, “muito feliz quem enche deles a sua aljava”. Com isso, a ordem é para exclamar de alegria, ampliar a tenda, porque transbordaria de filhos e não seria mais envergonhada. O apóstolo João na ilha de Patmos viu uma multidão que não se podia contar. Tantos como a areia da praia (Is 54.1-5)! No livro da Revelação, ao abrir o quinto selo, são vistas almas debaixo do altar no quinto selo (Ap 6.9-11). Estão na lembrança dEle os que passaram desta vida aprovados pelo Eterno, como uma saudade dos seus discípulos (1 Ts 4.13-14), A eles, o Criador ainda não fez justiça completa como em Abel (Gn 4.10), Estêvão (At 22.20) e os outros demais (Mt 23.30, Lc 11.47, At 7.52). Na verdade, isso é assim, pois Ele almeja o aprimoramento de todos do corpo, vidas que foram apresentadas como “sacrifício vivo” (Rm 12.2) no altar dEle (Lv 6.10-11).