segunda-feira, 13 de julho de 2026

Respondeste bem, faze isso e viverá

O relato bíblico de Lucas registra a conversa entre Jesus e um doutor da Lei sobre a vida eterna. A resposta "faze isso e viverás" foi o encerramento do diálogo que introduziu a Parábola do Bom Samaritano (Lc 10.25-37). Ela reforça o mandamento de amar a Deus e ao próximo como atitude prática. Amar a Deus e ao próximo é o maior e mais importante mandamento cristão, considerado inseparável. Esse princípio ensina que o amor autêntico exige atitudes práticas de bondade, respeito e compaixão por todas as pessoas, pois quem não ama seu irmão não consegue amar a Deus. Seu próximo é qualquer pessoa que cruza o seu caminho e precisa de ajuda, independentemente de raça, religião ou classe social. A resposta está na parábola do Bom Samaritano: o próximo não é apenas quem mora perto de você, mas quem estende a mão a quem sofre.

Se alegrou Jesus no Espírito Santo

"Naquele momento, Jesus exultou no Espírito Santo e disse: “Eu te louvo, Pai, Senhor do céu e da terra, porque escondeste essas coisas aos sábios e inteligentes e as revelaste aos pequeninos. Sim, Pai, porque assim foi do teu agrado. Tudo me foi entregue pelo meu Pai. Ninguém conhece quem é o Filho, a não ser o Pai; e ninguém conhece quem é o Pai, a não ser o Filho e aquele a quem o Filho o quiser revelar”. Jesus voltou-se para os discípulos e disse-lhes em particular: “Felizes os olhos que veem o que vós vedes! Pois eu vos digo que muitos profetas e reis quiseram ver o que estais vendo e não puderam ver; quiseram ouvir o que estais ouvindo e não puderam ouvir” (Lc 10.21-24). O relato de que Jesus se alegrou no Espírito Santo encontra-se no evangelho segundo escreveu Lucas. Este momento especial ocorre quando os setenta discípulos retornam cheios de alegria por expulsarem demônios em Seu nome. Jesus exulta no Espírito e louva o Pai por revelar os mistérios do Reino aos humildes e pequeninos, e não aos autoproclamados sábios (Lc 10.21). Ser "pequenino" no Reino de Deus significa abandonar a autossuficiência e o orgulho, adotando uma postura de humildade, simplicidade e dependência total do Pai. Em vez de buscar poder ou reconhecimento, o cristão deve reconhecer sua fragilidade e confiar sem reservas nos propósitos divinos. Assim como uma criança depende dos pais para sobreviver e ser protegida, o pequenino no Reino reconhece que precisa da graça de Deus para todas as coisas. Já ser "pequenino quanto à maldade" significa ter um coração puro, sem segundas intenções, inveja ou hipocrisia. Jesus afirmou no evangelho segundo escreveu Mateus, que quem se humilha como uma criança é considerado o maior no Reino dos Céus (Mt 25.40). Em suma, "pequeninos" também se refere àqueles que são marginalizados, fracos ou necessitados, ensinando que servir ao próximo é o mesmo que servir ao próprio Cristo.

domingo, 12 de julho de 2026

Como se comportar na Casa de Deus

O evangelista João, dentre outros, relata a atitude do Mestre diante de pessoas que comerciavam dentro do templo. É bom entender que eram coisas relacionadas ao culto daquela época... Ele era contra o comércio? Não. Mas o lugar correto é fora do templo? Sim. Estava sendo vendidas coisas que seriam utilizadas nas ofertas? Sim. Contudo, Ele não concordou. E nós temos concordado? Como está sendo tratado este assunto hoje em dia? Existe comércio dentro dos templos de culto? Ele disse: “A minha casa será chamada casa de oração. Mas vós a tendes convertido em covil de ladrões.” Os seus discípulos lembraram-se do Salmo 69, que está escrito:” O zelo da tua casa me devorará.” Temos agido com zelo no local destinado para orações? Temos permitido ou até realizado outras atividades até lícitas, até mesmo relacionadas com o culto? Política ou interesses particulares? O púlpito é um local para atacarmos os irmãos que não gostamos? Vender CDs e livros? Seremos abençoados ser estivermos no culto de qualquer forma? Jacó teve discernimento, ao fugir de seu irmão, que o lugar onde Deus está é santo e terrível... O sábio Salomão aconselhou:” Guarda o teu pé quando entrares na Casa de Deus...” A preocupação de como se comportar na Casa de Deus também esteve presente no ministério de Paulo. Ele escreveu para seu filho na fé várias orientações de como proceder. E nós, como temos nos comportado?

Características do mundo moderno ou pós-moderno

Vivemos em um mundo no qual se incentiva a disputa, as competições são enaltecidas e grande parte das guerras é por motivo nada ético ou bom. Muitos estudiosos comentam que uma das características do mundo moderno ou pós-moderno é a individualização, ganha-se em conhecimento, entretanto perde-se em singeleza, aumentam-se os riscos. No entanto, em contradição a tudo isso, no Salmo 119 e verso 165, tem uma interessante frase: “muita paz têm os que amam a tua lei, e para eles não há tropeço.” A Palavra não é de particular entendimento, como bem disse o apóstolo, mas aqui vemos claramente uma condição para termos muita paz. Qual é? É amar a lei de Deus. Contudo, o que é isso? Não seria amá-lo?Sim. O apóstolo João disse que no princípio era o verbo e Ele estava com Deus e Ele era Deus. O próprio Senhor se apresenta como sendo Ele a Palavra. Em outro lugar do texto sagrado diz que aqueles que o amam, guardam os seus mandamentos. Em se guardar os mandamentos teremos paz? Sim. E para nós não haverá tropeço, armadilha. No livro do profeta Isaías está escrito: “Ele será chamado Príncipe da Paz” e ”nenhuma ferramenta preparada contra ti prosperará.” O salmista disse: “mil cairão ao teu lado e dez mil a tua direita, mas tu não serás atingido” e “o Senhor abençoará o seu povo com paz”. Há muitas recompensas para aqueles que amam a lei dEle, mas ao ímpio, diz o Senhor, ele não tem paz!

Quem gritou?

No livro do Gênesis, capítulo 39, conta a história da passagem de José pela casa de Potifar, capitão da guarda do exército de Faraó. Ele administrava os bens do ilustre egípcio, até que sua mulher imputa falsamente a José uma conduta desonesta. Contudo, ele apenas tinha rejeitado mais uma de suas propostas ilícitas. Mas, o interessante é que quem “gritou” foi ela e Potifar a ouviu. O filho de Raquel apenas deixou sua veste na mão dela e fugiu. Entretanto, quem estava com a razão era o jovem hebreu e Deus continuou a estar com ele na prisão. Ela disse: “entrou até mim para deitar-se comigo, e eu gritei com grande voz. ” Ela ganhou essa disputa literalmente no grito e com uma veste como prova, cujo dono trabalhava na casa. O eunuco de Faraó perdeu um grande empregado, pois o Senhor o abençoava em tudo e foi precipitado e injusto no seu julgamento. Nos nossos relacionamentos tem sempre alguém “gritando”, reclamando de algo ou alguém. Será que estamos discernindo a verdade ou dando ouvidos a quem “grita primeiro” sem um devido aprofundamento?