A Bíblia pela Bíblia
Um Blog de estudos e comentários bíblicos. Apesar da muita disponibilidade e acesso no mundo virtual, este blogueiro entende que precisamos o mais rápido possível redescobrir a Palavra de Deus! esdrasneemiasdossantos@gmail.com Read it in english: http://thebiblebythebible.blogspot.com.br/
quinta-feira, 4 de junho de 2026
José, uma história para se contar
O jovem José na casa de Potifar prospera, bem administra e é posto por mordomo.
José, na casa de seu senhor egípcio, persevera no mesmo perfil de fidelidade e responsabilidade que tinha na casa de seu pai Jacó.
Sob a benção de Deus, Potifar prospera e, na total confiança depositada em José, já não sabia da extensão de seus bens, a não ser do pão que comia.
A formosura de José desperta o interesse da mulher de Potifar, que o assedia várias vezes.
O jovem, numa demonstração de respeito a seu senhor e de temor a Deus, responde: “Como faria este mal e pecaria contra Deus?”
Ainda assim, certo dia, após mais uma investida e rejeição de José, a mulher, de posse do vestido do varão hebreu, injustamente o acusa de assédio perante seu marido. Seu senhor o entrega à casa do cárcere, onde ficavam os presos do rei, e assim esteve em prisão com grilhões e ferro (Sl 105.18).
Vem a tentação; pela fidelidade a Deus, sofre injustiça e é lançado na prisão.
No cárcere, o Senhor continuava com José e, mesmo lá, tudo o que fazia prosperava.
O carcereiro-mor confiou a ele todos os presos, de sorte que não tinha cuidado de nenhuma coisa que estava em suas mãos.
Após pecarem contra Faraó, o copeiro e o padeiro são enviados à prisão e, sob a supervisão de José, ali estiveram por muitos dias.
Na prisão, os servos do rei têm sonhos, que são interpretados por José. Após três dias se cumprem os sonhos conforme a sua interpretação – o padeiro é enforcado, e o copeiro restaurado a seu antigo trabalho diante do rei.
Após dois anos, Faraó tem dois sonhos, o sonho das sete vacas magras que devoravam sete vacas gordas, e depois o sonho das sete espigas cheias e boas que eram devoradas por sete espigas feias e miúdas.
O copeiro lembra-se de José, que é chamado a interpretar os sonhos de Faraó, visto que os sábios e adivinhos do rei do Egito não o podiam.
Da prisão, sai para que, pelo Espírito de Deus, interpreta os sonhos de Faraó e vem a ser governador de toda a terra do Egito.
quarta-feira, 3 de junho de 2026
Sem remover os marcos
Sem regras absolutas, a vida vira um relativismo onde os limites entre o certo e o errado desaparecem.
O sábio então pergunta: "Quando os fundamentos são destruídos, que pode fazer o justo?" (Pv 11.3).
Embora o mundo ruia, quem baseia sua vida nas palavras de Cristo está construindo sobre a rocha e resistirá (Mt 7.24-27).
A frase "Não removas os marcos antigos" é um provérbio que significa, em essência, não alterar ou destruir coisas estabelecidas por seus antepassados ou por tradição.
É um chamado à preservação do legado e da sabedoria acumulada ao longo do tempo (Dt 19.14; Pv 22.28).
Considerando Deus como o Pai de todos os viventes, há valores estabelecidos por Ele que não podem ser negociados!
O conceito de "não remover os marcos" remonta à sabedoria bíblica contra a alteração de limites de terras ou o apagamento de princípios fundamentais transmitidos por gerações passadas.
Em essência, significa viver honrando os valores, a história e os alicerces morais estabelecidos pelos antepassados.
Enfim, o apóstolo João também lembra que "o mundo passa, e a sua concupiscência; mas aquele que faz a vontade de Deus permanece para sempre" (1 Jo 2.17).
Babel, a porta do céu?
A Torre de Babel, que significa a "porta do céu" ou a "porta de Deus", é mencionada na Bíblia (Gn 11), como uma das construções mais ambiciosas do homem.
Na Bíblia, "Babel" está relacionada a "confusão", especialmente devido a confusão de línguas (Gn 11.1-9).
Ao chegarem à planície de Sinar (Mesopotâmia), decidiram construir uma cidade e um topo que alcançasse os céus para tornarem seus nomes famosos e evitar a dispersão como determinado pelo Altíssimo.
Após o dilúvio, Deus causou confusão na humanidade estabelecendo diferentes idiomas, o que impediu que a torre fosse construída, obrigando-os a interromper a construção e a se espalharem pela terra.
O homem em sua arrogância de querer chegar, por si mesmo ao céu, ou desconsiderar o plano divino para si, incorre em desordem, desentendimento, desunião, confusão.
Quando a cobiça engravida
"Cada um, porém, é tentado pela própria cobiça [e não por demônios primariamente, porém estes podem influenciar na tentação em segundo plano] sendo por esta arrastado e seduzido. Então a cobiça, tendo engravidado, dá à luz o pecado; e o pecado, após ter-se consumado, gera a morte"(Tg 1.14-15).
Há uma diferença entre os pecados morais citados na Bíblia, que nem sempre é percebida.
Por exemplo, a Palavra difere entre adultério e prostiuição: "...os que se dão a prostiuição e aos adúlteros..."
A principal diferença é que adultério é a traição dentro do casamento, ou seja, ter relações sexuais com alguém que não é o cônjuge.
Já a prostituição se refere à venda de serviços sexuais em troca de dinheiro.
Enfim a "fornicação" consiste em sexo fora do casamento (seja antes ou depois).
sábado, 30 de maio de 2026
Os loucos não errarão o caminho
Aqui, “louco” refere-se a pessoas que poderiam ter pouca compreensão ou discernimento espiritual.
O profeta Isaías quer enfatizar que, mesmo aqueles que são “simples” ou com menos entendimento, não se perderão nesse caminho preparado por Deus.
Esse caminho é tão claro, definido e seguro para todos, e Deus guiará até os mais fracos ou despreparados.
Portanto, o termo “louco” aqui não tem uma conotação depreciativa ou discriminatória, pois refere-se apenas às pessoas que, mesmo não sendo sábias ou instruídas, serão protegidas e guiadas por Deus nesse caminho.
O sábio “impuro” não percorrerá o caminho; ao passo que o “louco” redimido e regenerado poderá viajar sem se perder.
Para trilhar esse caminho vale mais o temor do Senhor, que é o princípio da sabedoria, embora muitos considerem loucura a fé cristã.
Com Deus, comunicação e viagem são fáceis.
A orientação que é dada a todos que seguem no caminho: “Quando te desviares para a direita e quando te desviares para a esquerda, os teus ouvidos ouvirão atrás de ti uma palavra, dizendo: Este é o caminho, andai por ele” (Is 30.21).
Essas palavras comunicam a proximidade do Mestre e a sensibilidade do aluno, respectivamente.
O Senhor está sempre presente na caminhada e, de vez em quando, basta um sussurro para nos manter no caminho certo.
Essa é a vida ideal cheia do Espírito, onde o contato entre nós e Ele é tão íntimo que basta uma palavra. O pecado quer nos separar de Jesus, mas a Sua graça nos mantém unidos a Ele.
O texto diz assim:"Haverá ali uma estrada, um caminho, que se chamará o Caminho Santo; [...] os caminhantes, até mesmo os loucos, não errarão" (Is 35.8).
Ele mostra que a salvação e o propósito divino não dependem de alta capacidade intelectual ou erudição.
O caminho é tão evidente que a sinceridade e a pureza de coração superam qualquer aparente "falta de conhecimento".
O apóstolo Paulo argumentou que o mundo não conheceu a Deus por sua própria sabedoria: “Estava no mundo, e o mundo foi feito por ele, e o mundo não o conheceu” (Jo 1.10).
Ele complementa, dizendo: “Visto como, na sabedoria de Deus, o mundo não conheceu a Deus pela sua sabedoria, aprouve a Deus salvar os crentes pela loucura da pregação” (1 Co 1.21).
Para os judeus, Jesus era um escândalo; para os gregos, uma loucura: “Mas nós pregamos a Cristo crucificado, que é escândalo para os judeus e loucura para os gregos” (1 Co 1.23).
Contudo, o que o mundo considera “loucura” é, na verdade, a sabedoria e o poder de Deus. O apóstolo enfatiza:
“Porque a loucura de Deus é mais sábia do que os homens; e a fraqueza de Deus é mais forte do que os homens” (1 Co 1.25).
E é por isso que o apóstolo Paulo declarou que não se envergonhava do evangelho: “Porque não me envergonho do evangelho de Cristo, pois é o poder de Deus para a salvação de todo aquele que crê” (Rm 1.16).
Ele também exortou Timóteo a não se envergonhar do testemunho do Senhor, nem de sua condição como prisioneiro por causa do evangelho: “Portanto, não te envergonhes do testemunho de nosso Senhor, nem de mim, que sou prisioneiro seu; antes, participa das aflições do evangelho segundo o poder de Deus” (2 Tm 1.8).
Para aqueles que perecem, a mensagem da cruz é loucura; mas para os que creem, ela é o poder de Deus: “Porque a palavra da cruz é loucura para os que perecem, mas para nós, que somos salvos, é o poder de Deus” (1 Co 1.18).
Diante do evangelho, o sábio, o escriba e o inquiridor deste século tiveram sua sabedoria desmascarada e reduzida a nada, pois Deus escolheu salvar os crentes por meio da pregação, que os sábios chamam de loucura. Como Paulo escreve:
“Ora, o homem natural não compreende as coisas do Espírito de Deus, porque lhe parecem loucura; e não pode entendê-las, porque elas se discernem espiritualmente” (1 Co 2.14).
Assinar:
Postagens (Atom)




