sexta-feira, 17 de abril de 2026

Ficando na sua chamada

A vocação da mulher na Bíblia é baseada na criação como auxiliadora (ajudadora idônea). Deus suportou Adão e o seu pecado de desobediência, induzido por Eva. Tolerou Caim e pôs um sinal nele apesar de sua inveja e homicídio contra Abel. Aguentou Lameque, aquele que matou um jovem por pisá-lo e um homem por feri-lo. Mas quando os filhos de Deus mexeram com a família, “viram que as filhas dos homens eram formosas; e tomaram para si mulheres de todas as que escolheram”, Ele diminuiu os dias da existência humana para cento e vinte anos. A Palavra enfatiza que, independente da função, a mulher é chamada a valorizar o espírito manso e tranquilo (1 Pe 3.3-4). Enfim, o propósito dEle para o homem é algo muito sublime e excelso. Um desafio enorme e para o qual, empenhou até a sua vida. Deus o fez nada mais nem menos que à sua imagem e semelhança, com muita inteligência e sabedoria. Não há superioridade entre ele e a mulher, entretanto, eles têm vocações diferentes e se complementam. Se existe uma sujeição ao seu marido, dada ou colocada por Ele, é devido, simplesmente à vocação dela, contudo ela está cercada de honra, sendo de seu ventre a criação dos filhos e a preservação/continuidade da vida.

Repreendendo a esposa de Jó

A ideia de uma "geração que despreza o bem de Deus" é um tema recorrente na Bíblia. Ela é frequentemente associado a um período de apostasia, indiferença espiritual e rebeldia moral. O desprezo não é apenas a negação explícita de Deus, mas manifesta-se através da opressão ao pobre, o que é interpretado como desprezo ao Criador. Outra forma de descaso de nosso tempo é evidenciado pois tanto a idolatria quanto a autoconfiança são estimadas em detrimento da fé e da dependência de Deus. Os fatos atuais descrevem uma geração que não conhece a Deus, ou seja, não tem experiência pessoal com Ele (Lc 11.29-32). O desdém pela palavra de Deus e seus mandamentos resulta em consequências severas, com a Escritura alertando que a iniquidade pode afetar gerações futuras que seguem o mesmo caminho de desobediência. Uma forma clara de indiferença pelo conselho divino está na não atenção à importância das duas dobras. Analisando o caso de Jó, a Palavra não reprime a sua esposa por causa deste momento que a caracteriza negativamente como não tendo dado apoio ao marido em sua tremenda prova de fé. Deus restituiu os filhos com a mesma esposa, sem mais detalhes maiores ou menores! Fugindo das especulações, então o Senhor não a repreendendo, por isso, não é razoável entrar nessa linha de argumentação sem respaldo bíblico. O cônjuge é muito importante nestas horas de aflição de umas das dobras, por isso é que o Eterno recomenda dois e não um e Salomão assim se expressa no Eclesiastes: "E, se alguém quiser prevalecer contra um, os dois lhe resistirão; e o cordão de três dobras não se quebra tão depressa" (Ec 4.12). Sugiro outra esposa para tratar deste assunto: Rebeca. Ela foi atenta e prudente quando seu marido iria “errar” abençoando o maior, enquanto tinha revelação divina que deveria favorecer o menor, ela interveio com muita inteligência.

quarta-feira, 15 de abril de 2026

Diante da honra vai à humildade

A frase do sábio "diante da honra vai a humildade" é um princípio bíblico que ensina que a verdadeira valorização e reconhecimento (honra) são precedidos por uma postura humilde. Destaca que a verdadeira honra é reconhecida pelos outros, não autoexaltada. A humildade prepara o caráter, evitando a soberba que leva à ruína, e funciona como um pré-requisito para o crescimento sustentável e o respeito. Ela não vem depois do sucesso, ela vai à frente, preparando o caminho (Po 15.33, 18.12). Do outro lado oposto, o coração arrogante (soberbo) precede a queda, enquanto a humildade precede a honra. A humildade está ligada ao "temor do Senhor", reconhecendo as próprias limitações diante de Deus. Enfim, a sabedoria ensina que, para ser levantado (honrado), é preciso primeiro estar abatido (humilde). Logo na criação do homem no jardim do Éden, já temos ali exemplos sendo traçados de humildade e soberba. Um querubim ungido para proteger, cheio de sabedoria e glória – só que se ensoberbeceu e quis fazer o seu próprio reino ao norte, abandonando o seu trabalho cotidiano, sua ocupação. Já está julgado e condenado! Aquele que se separa, insurge-se contra a verdadeira sabedoria e busca seus interesses, diz o sábio. Do outro lado, ele esculpe dos materiais do pó, um ser humano frágil, mas que se andar na obediência e em Sua vontade, será eterno junto com Ele. Seremos deuses, diz o salmista, ou entre os deuses daremos louvores? É. Lembrando, novamente que diante da honra vai à humildade...

Rocha de escândalo

É certo que, segundo a Bíblia, Jesus é uma pedra de tropeço. Esse ensinamento dEle como "pedra de tropeço" é uma mensagem bíblica confirma pelo profeta Isaías e pelo apóstolo Pedro. Sem sombras de dúvida, indica que Ele se torna um obstáculo ou escândalo para aqueles que rejeitam a fé. De igual modo para aqueles que baseiam-se em obras ou desobedecem à Sua palavra. Enquanto para os crentes Ele é a rocha firme, para os incrédulos, Sua mensagem e origem causam queda e rejeição (Is 8.14, 1 Pd 2.8). Os judeus da época tropeçaram em Jesus por rejeitarem a salvação pela graça, buscando-a pelas obras da lei. A mensagem da cruz era loucura e ofensa para muitos que esperavam um Messias político e triunfalista, tornando Jesus um motivo de tropeço. O Altíssimo é, simultaneamente, a "Pedra Angular" (alicerce) para os que creem e a "Rocha de Escândalo" para os que não crêem. Jesus chama Pedro de "pedra de tropeço" quando este tenta impedi-lo de ir à cruz, agindo contra os propósitos de Deus (Mt 16.23). A expressão grega skandalon (pedra de tropeço ou escândalo) refere-se a algo que faz alguém tropeçar em seu caminho espiritual. Portanto, Jesus se torna um tropeço quando as pessoas se recusam a aceitá-lo como Ele realmente é. Por outro lado, Ele foi acolhido por muitos como o Messias: "Bendito o que vem em nome do Senhor" (Lc 19.38, Mt 21.9). Frase conhecida de sua entrada triunfal em Jerusalém, conforme a profecia do profeta Zacarias (Zc 9.9). Mas para Caifás, o sumo sacerdote, ironicamente, por ser um líder religioso, Ele foi uma pedra de tropeço, pois escolheu a lógica política de sacrificar um indivíduo (Jesus) para salvar a nação judaica da destruição pelos romanos. Como Deus tem o controle de tudo, mesmo com más intenções, ele profetizou que Jesus morreria para salvar a nação (Jo 11.49-52). Na verdade, ele se escandalizava em Cristo e temia que os milagres de Jesus atraíssem a atenção romana e resultassem na destruição do templo e da nação.

segunda-feira, 13 de abril de 2026

Resumindo as setenta semanas

Os principais objetivos descritos no capítulo 9 de Daniel aqui descritos nestas linhas foram: extinguir a transgressão; dar fim aos pecados; expiar a iniquidade; trazer a justiça eterna; selar a visão e a profecia; ungir o Santo dos Santos. Inicialmente há um período destacado de sete semanas e 62 semanas (as sessenta e nove semanas) tendo o seu início no reinado de Ciro, quando foi dada a “ordem para restaurar e reedificar Jerusalém” e que iria até a chegada do Messias, Jesus, e, então, até a vinda de Cristo são 69 semanas, faltando apenas uma semana. Nesse período final de uma semana é já a semana de número setenta; e no verso 26 e depois o 27 separadamente. No verso vinte e seis é dito que nesta última semana o Messias Jesus seria tirado e, mais, “o povo do príncipe que há de vir, destruirá a cidade e o santuário” e “até o fim haverá guerra; estão determinadas assolações”. Já o verso 27 traz mais detalhes desta mesma última semana: o Messias “firmará um concerto com muitos por uma semana”. E, agora, há uma repartição desta semana final ao dizer: “na metade da semana fará cessar o sacrifício e a ofertas de manjares” e, ainda acontecerá que “sobre a asa das abominações virá o assolador e isso até a consumação; e o que está determinado será derramado sobre o assolador”. Enfim, o verso 27 primeiro refere-se ao concerto eterno (sete dias) que Jesus faz pela morte na cruz e “com muitos”, com os creem em seu nome é o concerto da salvação eterna, no perdão dos pecados pelo seu sangue. O clímax das setentas semanas acontece a partir da metade da última semana, os três e meio dias finais, quando, então, o Messias “faria cessar o sacrifício e a oferta de manjares” cumpriu-se isto quando Cristo morto pelos judeus tornava inútil os sacrifícios e ofertas determinadas pela lei e para que cessasse de fato toda religiosidade vã definida pela lei é que foi destruído o templo e a cidade de Jerusalém pelo “povo do príncipe que havia de vir” - os romanos, que, no ano 70 aD, com seus exércitos, não deixou pedra sobre pedra e desde então nunca mais se realizou tais rituais levíticos. Então de Jesus morto até o fim dos tempos faltam apenas três dias e meio.