A Bíblia pela Bíblia
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sábado, 16 de maio de 2026
Esperando em Deus
Na Bíblia, a "arte de esperar com paciência" não significa ficar parado na passividade.
É um exercício de confiança ativa e perseverança (Sl 40.1; (Is 40.31; Tg 5.8).
O tempo de Deus é perfeito, e esperar nele é uma forma de renovar as forças e manter a esperança diante das dificuldades.
"Esperei com paciência no SENHOR, e ele se inclinou para mim, e ouviu o meu clamor".
O Salmo mostra que a espera tem uma recompensa e que Deus está atento.
"Mas os que esperam no SENHOR renovarão as suas forças; subirão com asas como águias; correrão, e não se cansarão; caminharão, e não se fatigarão".
A Bíblia compara a paciência à atitude do agricultor, que espera a colheita com expectativa e trabalho árduo.
"Sede vós também pacientes, fortalecei os vossos corações; porque já a vinda do Senhor está próxima".
Refletir sobre a providência divina é a melhor forma de lidar com a ansiedade e as incertezas, confiando que o propósito divino se cumprirá no momento certo.
O Mestre também incentiva a buscá-lo: "Pedi, e dar-se-vos-á; buscai e achareis; batei, e abrir-se-vos-á".
Um meio de compreensão significa que a perseverança na busca por algo (seja conhecimento, favor, ajuda de Deus) leva ao sucesso ou ao encontro do que se procura, incentivando a persistência com fé (Mt 7.7-8).
Há também provérbios relacionados, como "Quem procura o bem alcança favor; mas o mal chegará àquele que o busca", indicando que a busca por coisas boas resulta em bênçãos, enquanto a busca pelo mal traz consequências negativas (Pv 11.27).
Enfim, a Bíblia mostra que a ação de buscar, seja em oração ou em ações práticas, é recompensada.
Quem é de Deus, ouve a Palavra
Esse é um princípio fundamental do Paulo registrado na primeira carta aos Coríntios.
O apóstolo descreve o "homem natural" ou "carnal" como alguém que rejeita os ensinamentos divinos porque eles exigem discernimento espiritual.
Literalmente assim está escrito: "Ora, o homem natural não aceita as coisas do Espírito de Deus" (1 Co 2.14-16).
Assim, o intelecto humano, focado apenas nas coisas materiais e terrenas, não consegue processar ou aceitar a verdade espiritual, que muitas vezes parece loucura aos olhos do mundo.
A compreensão das coisas de Deus não vem pela lógica humana, mas pela ação do Espírito Santo, que ilumina o entendimento de quem busca uma vida espiritual.
A Bíblia ensina que a nossa verdadeira identidade não é definida por sentimentos ou opiniões alheias.
Ela é definida pelo que Deus diz que somos: filhos amados, herdeiros e novas criaturas em Cristo.
Somos o que Deus diz, baseando nossa identidade no amor, graça e propósito divino.
O grandioso milagre do novo nascimento operado por Deus no ser humano.
Jesus descreveu esta experiência inicial e transformadora da vida cristã como nascer de novo (Jo 3.1-8).
Os pecadores, "mortos em ofensas e pecados" (Ef 2.1), necessitam de um renascimento espiritual. Pelo novo nascimento o homem é reconciliado com
Deus e adquire a condição de Seu filho (1 Jo 3.1,2). O novo nascimento em Cristo não é simplesmente uma transformação, mas uma nova criação.
Não há um entendimento particular da Escritura
O sistema religioso brasileiro é exclusivista.
Ele é tendencioso a excluir sistematicamente outras pessoas, ideias ou grupos, privilegiando apenas um círculo, crença ou sistema específico.
Há uma supervalorização do próprio grupo ou convicção particular, e isso, seja em relação às tradições, seja na interpretação da Palavra.
Há um grande risco em Ela ser interpretada de forma isolada, isolacionista ou puramente subjetiva.
O conceito aqui defendido é extraído da segunda epístola do apóstolo Pedro , que diz: "nenhuma profecia da Escritura é de interpretação particular".
O texto enfatiza que as profecias não vieram da vontade humana, mas foram guiadas pelo Espírito Santo (2 Pd 1.20).
Assim, o cristão é formado com uma pré disposição a um entendimento particular.
Esse sectarismo pode ter várias benesses, mas também muitos engessamentos e contrariedades.
Não existe pecado original
Pode ser um assunto difícil, mas não impossível de entendimento.
Há ainda uma inflexibilidade e falta de vontade para novas visões ou facetas, neste caso estritamente bíblica.
É certo que as tradições e os ensinamentos estabelecidos até hoje são importantíssimos para essa reflexão.
Mas não podem ser uma forma de engessar o acesso à informação bíblica.
Se formos focar a Bíblia, não há pecado original, pois o homem nasce morto espiritualmente.
Devido o afastamento de Deus, ele peca, e não o contrário.
Deus é paz, harmonia e ordem
Em um mundo repleto de vozes, é vital discernir a mensagem de Deus.
Ao silenciar as distrações e ao aproximar do Pai, encontra-se ordem, harmonia e paz.
A confusão é resultado de ambição egoísta ou desordem humana.
Creio que algumas vezes Ele é mal interpretado ou não perfeitamente entendido.
O apóstolo Paulo assim escreveu aos Coríntios: "Deus não é Deus de confusão, senão de paz".
Além de muito organizado e transparente, definitivamente Ele não é um deus confuso ou contraditório
É certo que o apóstolo Paulo escreveu isso para ensinar que Deus é um Deus de ordem, harmonia e paz, e não de desordem ou tumulto, especialmente nas reuniões da igreja (1 Co 14.33).
Confusões, brigas e a desordem são contrárias à natureza divina, que traz descanso à alma e organização ao coração.
Assim sendo, onde ou aonde há o Espírito de Deus, há paz, não caos.
A cruz de Cristo veio para organizar a vida e não ao contrário, ela conclama a uma organização da vida espiritual, emocional e material de Seus seguidores.
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