terça-feira, 21 de abril de 2026

Estou à porta e bato

A frase "Eis que estou à porta e bato" provém de Apocalipse na Bíblia. É um convite de Jesus para comunhão íntima, onde ele pede para entrar no coração e na vida de alguém que o deixou do lado de fora, prometendo "cear" (ter intimidade) com quem abrir a porta. Jesus também bate através de circunstâncias (problemas, momentos difíceis) ou da Sua Palavra para despertar o indivíduo. No contexto citado, a mensagem foi dirigida à igreja de Laodiceia, descrevendo uma condição "morna" (Ap 3.20). Neste verso, há a ênfase tanto em "ouvir a voz" quanto tomar a decisão de "abrir a porta". De certa forma, o texto é interpretado como um apelo ao arrependimento e à renovação da fé, convidando a um relacionamento sincero, em vez de apenas auxílio externo. O texto é muito usado para evangelizar as pessoas, contudo, se você prestar atenção ao contexto, esse versículos são direcionados aos crentes que dizem que professam uma fé em cristo. A ironia dele é que ele é direcionado para "crentes" que não abriam o seu coração para Deus. Na verdade é uma reprovação para crentes "mornos" que o Senhor sente vontade de vomitá-los. Eles acham que não precisam de nada e dizem: "'Estou rico e abastado e não preciso de coisa alguma', e nem sabem que são infelizes, sim, miseráveis, pobres, cegos e nus (Ap 3.17).

Humildade bíblica

Diante da tese apresentada por Isaías, na qual ele diz que o Senhor, que mora na eternidade e cujo nome é Santo, habita também com o quebrantado e contrito de espírito. Há, então, vários pressupos: tudo aquilo entre os homens que é elevado é abominação para Ele. Considerando ainda, que o trono divino é eterno e deixar de reconhecer isto não é uma boa escolha...o caminho que sobra é na humildade. A humildade, no sentido bíblico, é uma virtude que representa o reconhecimento sincero da grandeza de Deus e a moderação sobre si mesmo. Assim sendo, o modo de agir deve ser sem orgulho ou busca por honra. A humildade é caracterizada pela mansidão, serviço ao próximo e obediência à vontade divina. Com isso, o cristão humilde não é soberbo, arrogante nem vaidoso, mas não se considerar inferior e nem superior aos outros, reconhecendo suas limitações.

O que queres que eu te faça?

Uma das perguntas bíblicas mais diretas do livro sagrado é dirigida a um cego em Jericó que clamava por socorro. É certo que o encontro com Jesus é sempre um encontro libertador. É sempre um encontro que cura as nossas feridas e nos dá direções. Sem sombra de dúvidas a passagem ela enfatiza a misericórdia, a oração ativa e a transformação pessoal, convidando à reflexão sobre o que se busca de Deus (Mc 10.51). Embora a necessidade pareça óbvia, Jesus incentiva o pedido para que o cego reconheça sua necessidade e demonstre sua fé. A resposta do cego foi: "Mestre, que eu torne a ver" e Jesus atende ao pedido, atribuindo a cura à fé de Bartimeu, que passa a segui-lo. A mesma indagação pode ser uma reflexão sobre intimidade com Deus, cura e mudança de vida.

domingo, 19 de abril de 2026

Adão dá nome aos animais

O primeiro humano, personagem bíblico, criado a Sua semelhança, segundo a Bíblia, foi Adão. É certo que ele foi cercado de cuidados, trabalho e recomendações. A Adão Deus deu o trabalho de dar nome aos animais que Ele havia formado da terra os trouxe ao homem para ver como ele os chamaria (Gn 2.19-20). Isso, sem sombra de dúvidas, representava um gesto de autoridade, domínio e responsabilidade sobre a criação Adão observou as características de cada criatura no Jardim do Éden e atribuiu-lhes nomes, consolidando uma relação de harmonia entre o homem e a natureza. Enquanto nomeava os animais, Adão percebeu que nenhum deles era um par compatível para ele, o que levou Deus a criar Eva. Essa passagem é fundamental para a teologia do cuidado com a criação, onde os seres humanos foram feitos para cuidar e nomear, vivendo em equilíbrio com a natureza. Dentro dos cuidados de Deus à sua "nova" criatura, o Senhor lhe deu, uma ajudadora, que lhe assistisse todos os dias de sua vida. Observa-se que a mulher, segundo a Bíblia, não foi criada para competir com o homem. Já sobre as recomendações, uma delas foi não comer da árvore do conhecimento do bem e mal. O discernimento do que possa ser certo ou errado não foi condição aceita para se ter uma vida eterna, junto com o Criador. E, sim a obediência ao Altíssimo, lhe atribuindo tempo definido sobre a face da terra, com sua esposa dando-lhe filhos e assim continuidade de sua geração, à sua semelhança. O propósito dEle para o homem é algo muito sublime e excelso!

sábado, 18 de abril de 2026

O Senhor é "longo de nariz"

Há duas referências principais ao tratar sobre a misericórdia divina, uma em Salmos e a outra no livro do profeta Naum. Mostra a paciência e compaixão do Altíssimo em Sua demora a se irar, dando oportunidade ao arrependimento (Sl 4.4; 103.8; 145.8; Naum 1.3). No entanto, o texto complementa que Ele é grande em poder e não inocenta o culpado, o que mostra o equilíbrio entre Sua paciência e justiça. No caso de Nínive, um dos grandes impérios mundiais, historicamente, depois do Egito, mas que destruiu as dez tribos de Israel. A Bíblia mostra que o Senhor prefere demonstrar misericórdia e dar chances para mudança, em vez de punir imediatamente. Contudo, ser tardio em irar-se não significa passividade; a ira divina contra o pecado e a injustiça é real, mas contida e precisa. A expressão "tardio em irar-se" sugere "longo de nariz" ou "longo de rosto", indicando alguém que demora muito para ficar furioso. O apóstolo Paulo aos Efésios alerta para não a alimentarmos por longo tempo a ira: “Não se ponha o sol sobre a vossa ira” (Ef 4.26). Há pessoas que se vangloriam por serem “pavio curto”. Elas facilmente se irritam e não levam “desaforo para casa”, julgando-se fortes pelo seu temperamento. No entanto, as Escrituras mostram que:"Melhor é o langânimo do que o herói da guerra, e o que domina o seu espírito, do que o que toma uma cidade" (Pv 16.32). Enfim, o Eterno é equilibrado em suas ações, pois é ao mesmo tempo, "compassivo e bondoso" e "grande em poder".