A Bíblia pela Bíblia
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domingo, 8 de fevereiro de 2026
Tu sustentas a minha sorte
A Bíblia aborda a "sorte" não como um acaso cego ou destino aleatório, mas sim sob a soberania de Deus.
Embora o lançamento de sortes (como no caso da divisão de terras em Josué ou escolha de Matias em Atos) fosse uma prática comum para buscar a vontade divina, o versículo 33 de Provérbios 16 destaca que a decisão final pertence ao Senhor, e não à sorte em si.
Assim sendo, eventos cotidianos não ocorrem por azar, mas sob o governo de Deus.
Esta frase: "Tu sustentas a minha sorte" é parte do versículo cinco do Salmo 16, onde o salmista reconhece Deus como o protetor e garantidor do seu futuro e herança.
A Bíblia retrata Deus como o provedor fiel e guia soberano, suprindo as necessidades físicas, emocionais e espirituais dos Seus filhos e direcionando seus caminhos.
Ele é o pastor que conduz, o pai celestial que alimenta, garantindo provisão e direção, especialmente em tempos de deserto ou escassez (Sl 23; Mt 6.26).
Jeová-Jiré é o "Senhor que provê", cuidando das necessidades diárias, exemplificado pelo maná no deserto e a multiplicação do azeite (Gn 22.14; 2 Rs 4.1-7).
Além do cuidado material, Ele sustenta a vida, não apenas com alimento e vestimenta, mas cuidando da alma (Sl 54.4; Mt 6.25-26).
Por isso o cristão não deve viver com ansiedade, confiando que o Pai sabe do que necessitamos (Mt 6.31-33).
Ele guia por "veredas de justiça" e, mesmo no "vale da sombra da morte", garante proteção (Sl 23.3-4).
A Palavra destaca a fidelidade de Deus em acompanhar e sustentar Seu povo, sem deixar faltar nada, mesmo após longos períodos (Dt 2.7).
A expressão enfatiza que a segurança, a vida e as bênçãos não dependem do acaso, mas da providência divina que firma o destino do fiel.
A "sorte" no texto refere-se à porção, destino ou herança que coube à pessoa, e Deus é aquele que segura, firma e protege essa parte (o "sustentáculo").
O Salmo 16, entre outros, expressa confiança total em Deus como refúgio e herança, destacando alegria e segurança na presença divina.
Em suma, a fé bíblica no Deus provedor e guia convida ao descanso na Sua providência (confiar que Ele dá) e na Sua soberania (seguir para onde Ele leva).
sábado, 7 de fevereiro de 2026
Faltam os homens benignos
A frase "Faltam os homens benignos" encontra-se no livro de Salmos.
Nela, Davi clama a Deus devido à escassez de pessoas leais, fiéis e bondosas na sociedade, destacando a predominância da mentira e falsidade.
O salmo lamenta a falta de piedade e a corrupção nas relações humanas, contrastando-as com a pureza das palavras de Deus (Sl 12.1).
A descrição do salmista não é diferente dos dias de hoje onde sobeja a falsidade, a lisonja e o orgulho, ainda mais quando "...os mais são exaltados" ( Sl 12.8).
No fim Deus promete se levantar para proteger os oprimidos e necessitados da corrupção ao seu redor.
A época de Noé é descrita em Gênesis como um período de grande corrupção humana, violência e afastamento de Deus.
Noé, considerado justo, construiu a arca durante cerca de 100 a 120 anos antes do dilúvio.
A maldade humana era contínua, com corações voltados apenas para o mal, o que levou Deus a decidir destruir a vida terrestre.
Jesus descreveu o tempo de Noé como dias normais de comer, beber e casar, indicando que as pessoas ignoravam os sinais da destruição iminente até que o dilúvio veio.
A Bíblia usa os dias de Noé como um paralelo direto para o estado do mundo antes da segunda vinda de Jesus (Gn 6; Mt 24).
Poesia para a alma
Em tempos de muita pressa no qual estamos vivendo rodeados de um número grande de pessoas e ao mesmo tempo sozinhos não é comum termos tempo para apreciar com calma e atenção as poesias que não é uma comunicação comum, e, sim algo construído com muito esforço e/ou inspiração.
A Bíblia oferece profunda poesia para a alma, focada em conforto, esperança e renovação espiritual através da presença de Deus.
A poesia hebraica não tem métrica nem rima de sons (ou não se sabe exatamente, provavelmente houve perdas nas traduções do hebraico para outras línguas) mas consiste de sentidos comparativos, seja contrários ou similares com o desenvolvimento de uma ideia.
Um exemplo disso são os Salmos, como: "Como a corça anseia por águas..." (Sl 42.1-2), "A minha alma descansa somente em Deus" (Sl 62.1-2), "A minha alma se derrete de tristeza; fortalece-me segundo a tua palavra"(Sl 119.28).
No Salmo 51 há um forte pedido por renovação espiritual e alegria na salvação (Sl 51).
Entre os inúmeros textos poéticos da Bíblia merece destaque o Cântico dos cânticos, coletânea de poemas que celebram o amor entre a Amada e o Amado, com expressivas aliterações, como o primeiro verso:"Beija-me com beijos de tua boca"ou no sétimo: "Diz-me tu, amado de minha alma, onde apascentas teu rebanho e onde o fazes repousar ao meio dia".
Nas palavras de Jesus, especialmente nas parábolas que narrava ao povo, são muitas as expressões poéticas, como “olhai os lírios do campo, que não trabalham nem fiam e, no entanto, nem Salomão, com toda a sua glória, se vestiu como um deles” (Lc 12. 20-32 e Mt 6.24-33).
sexta-feira, 6 de fevereiro de 2026
Vivendo de tradição
Por que transgridem os teus discípulos não cumprem a tradição dos anciãos?
Esse foi o questionamento dos escribas e fariseus de Jerusalém a Jesus de não lavar a mão quando comem (Mt 15.2).
A pergunta foi feita por fariseus e escribas a Jesus em , questionando por que seus discípulos não lavavam as mãos ritualmente antes de comer, quebrando a tradição dos anciãos.
Jesus respondeu chamando-os de hipócritas, afirmando que eles invalidavam o mandamento de Deus para seguir tradições humanas, isso sim era sério!
Não era somente a Lei de Moisés, mas regras orais desenvolvidas ao longo do tempo que os fariseus consideravam obrigatórias.
No contexto, não se tratava de higiene, mas de um ritual de purificação cerimonial específico exigido pelos líderes religiosos.
Ele argumentou que a tradição deles (como "corbã" - oferta a Deus para evitar ajudar os pais) anulava mandamentos divinos cruciais, como honrar pai e mãe.
Ensinou que a contaminação não vem do que entra na boca (comer sem lavar as mãos), mas do que sai do coração (maus pensamentos, blasfêmias).
Jesus colocou o mandamento de Deus acima das tradições dos homens.
De igual modo, respeitando os séculos passados, os costumes adquiridos, são norteadores da ações em sociedade.
A tradição é demais persuasiva e repassa-se formas de viver e ideias sem mesmo questioná-las.
A tradição é muito poderosa e devemos sempre discernir o Mandamento dentro dela, há necessidade de reflexão.
Por outro lado, quando ela contrariar a doutrina bíblica que é nossa regra de fé, sim, aí devemos com cuidado zelar pelo mandamento e rejeitarmos as suas insinuações.
quinta-feira, 5 de fevereiro de 2026
Quem vai morar no céu?
Davi no Salmo 15, descreve as características de quem pode habitar no "santo monte" do Senhor.
Ali há sem dúvida uma combinação complexa de conduta moral, honestidade, justiça e integridade.
"Aquele que fala verazmente segundo o seu coração" no verso 2, o crente que não difama com a língua, não faz o mal ao próximo e cumpre a sua palavra.
Reflete a coerência entre o íntimo e o que é verbalizado, essencial para permanecer na presença de Deus.
A "verdade no coração" indica que as palavras não são apenas corretas, mas sinceras, sinceras e desprovidas de falsidade, agindo com retidão no caráter, não apenas na fala.
Além de falar a verdade, a pessoa descrita anda em sinceridade, pratica a justiça, não usa a língua para difamar e não aceita afrontas contra o próximo.
Refere-se à integridade total, onde o interior (coração) e o exterior (fala e ação) estão alinhados.
Essa reflexão mostra que o cristão deve cumprir acordos e compromissos, independentemente de sacrifício pessoal ou financeiro (vs. 4).
No verso 5 o texto condena a usura — definida como a cobrança de juros abusivos ou exploração financeira de necessitados, focando na generosidade e não na ganância explorando o sofrimento alheio (Ex 22.25, Lv 25.37). e
Enfim há diveros ensinamentos descrevendo uma pessoa íntegra que, em vez de exaltar o ímpio, despreza o comportamento perverso (réprobo), valorizando quem teme a Deus.
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