sexta-feira, 21 de agosto de 2026

Volta Jacó!

Na Bíblia, a volta de Jacó para a terra de seus pais em Canaã, saindo da casa de Labão em Padã-Arã, marca uma grande virada em sua vida com o reencontro e reconciliação com seu irmão Esaú e a renovação de sua aliança com Deus em Betel. Após Jacó peregrinar na terra de seus parentes, no Oriente, o Senhor manda que ele volte à terra de seus pais. Mais de quatorze anos, seu salário foi mudado dez vezes, enganado em relação a Raquel e olhado agora com desconfiança pela sua prosperidade. Entretanto é a voz de Deus que faz a diferença: volta Jacó! Antes de partir, conversa com suas esposas, a Raquel e a Lia, explicando que o Deus de Betel o mandara retornar. Problemas em sair certamente teria com Labão, com Esaú também preocupava que seu irmão vingasse a perda da bênção, contudo a voz dEle em seu coração é que toma prioridade: é tempo de voltar Jacó! O Eterno sendo conosco é o que basta, mas se é hora de voltar, não titubeies, largue tudo, ouça a ordem, vá! Israel torna à sua terra cheio de bens materiais, esposas e filhos, muitas experiências e confirmações que o Deus de Abraão e Isaque, juntamente era seu amigo.

Propósito da ciranda

Na agricultura antiga, o trigo colhido passava por um processo violento de agitação em uma peneira.O objetivo era chacoalhar o cereal para separar os grãos bons da palha, da sujeira e do joio. Espiritualmente significa passar por dores, falhas ou crises profundas que abalam os alicerces da pessoa. O evangelista Lucas descreve no capítulo 22, o aviso do Senhor ao apóstolo Pedro, o qual seria peneirado como trigo? Sim. Seria uma mensagem particular ou direcionada também para os outros discípulos? Na verdade todos foram cirandados... Nos outros evangelhos a conversa fica apenas em torno da negação de Pedro de conhecer e/ou ser discípulo de Jesus e não cita a ciranda. Poderíamos entender, então, que as suas negativas, antes que o galo cantasse, fizesse parte dessa mensagem revelada por Ele? Certamente. Ao negar ser discípulo e/ou conhecer o Nazareno, parte da ciranda, e a conclusão daquela cena com o olhar fulminante de Jesus a Pedro, ele se lembrou da palavra do Senhor e chorou amargamente. Na verdade, o apóstolo não estava convertido ainda? É. Andando três anos com o Mestre dos Mestres e ainda precisava se converter? Isso é possível? Obviamente. Uma grande multidão o seguia sempre, entretanto, no Cenáculo tinha apenas cento e vinte pessoas. Continuando o relato do médico amado, ele diz que a intercessão divina seria para que a fé do discípulo não se desfalecesse e quando ele se convertesse, fortaleceria os demais! Enfim, o propósito de resistir à peneira não é apenas sobreviver, mas usar a experiência para dar apoio e fortalecer a fé de outras pessoas.

A descida o Espírito Santo e implicações

A descida do Espírito Santo, conhecida como o evento de Pentecostes, ocorreu em Jerusalém cinquenta dias após a Páscoa. Descrita no livro de Atos, ela ocorreu com um som de vento forte, línguas de fogo sobre os apóstolos e o dom de falar em várias línguas sendo evidenciado. Ao lembrarmos dela e do uso do dom de línguas para a evangelização no dia de Pentecoste, vemos claramente aí a sua função: pregação do evangelho a outros povos, nada a mais?! Bem, poderia ainda acrescentar a edificação da igreja através do dom de interpretação de línguas? Certamente. Caso haja o dom de interpretação, sim. Acrescentando ainda a essas úteis utilizações dessas ferramentas espirituais, há ainda a edificação da própria pessoa? Sim. Após o famoso dia de Pentecoste como é entendido nos dias de hoje a utilização dele. Línguas de anjos? Jamais! Afinal de contas, quem disse que anjos tem línguas? Um questionamento plausível é da possibilida de ter o Espírito Santo na vida do crente e mesmo assim não entender com profundidade as coisas divinas, não ter manifestação dos dons? É. Outra indagação é sobre a hipótese de se ter o Espírito Santo e não ter o dom de línguas? Obviamente. Enfim, só é batizado com o Espírito Santo quem fala em línguas? Não. Todos os que são batizados com o Espírito Santo tem que ter o dom de línguas? Negativo. Nem todos que falam em línguas são batizados no Espírito Santo no sentido de que endemoniados também podem falar! A condição de salvação em Jesus, é termos fé e não dons!

segunda-feira, 17 de agosto de 2026

O juízo deve ser sob medida

Existe uma tendência humana em atenuar nossas faltas e darmos ênfase às dos outros? Sim. Ao analisarmos a diferença entre argueiro e trave, certamente a trave deveria conseguir mais atenção? É. Segundo o ensino do Mestre, damos atenção ao cisco no olho do nosso irmão, entretanto temos problemas maiores que não damos crédito, ou desprezamos. Igualmente precisamos ter misericórdia de nós mesmos, (pois alguns se cobram muito) e também dos outros. Se esforçamos para melhorar, não pode faltar o entendimento que dependemos na maior parte da graça divina para alcançarmos melhorias? Obviamente. E os outros? Bem, como depende identicamente mais de Deus, é indispensável estarmos submissos a Ele nesse quesito? Certamente. O juízo deve ser sob medida, com misericórdia e direcionados pelo Eterno para que da mesma forma sermos julgados nesse ou outros casos!

Diaconato feminino

O debate contemporâneo sobre o diaconato feminino divide teólogos, historiadores e líderes religiosos. Existe o receio de que a aprovação do diaconato feminino seja apenas o primeiro passo para exigir a ordenação de mulheres como pastoras ou sacerdotisas, O Novo Testamento menciona explicitamente mulheres exercendo o diaconato. As mulheres diaconisas devem ser honestas, não maldizentes, sóbrias e fiéis em tudo (Tm 3.11). O contexto histórico da carta à Timóteo está inserido nas Cartas Pastorais (1 e 2 Timóteo e Tito), escritas por volta de 62-67 d.C. pelo apóstolo Paulo. O texto reflete um momento de transição e amadurecimento das primeiras comunidades cristãs. O exemplo mais citado é Febe, descrita por Paulo em Romanos como "diácono" (usando o termo masculino no grego para indicar a função oficial) da igreja de Cencreia (Rm 16.1). No grego original, a palavra usada é gynaikes (que pode significar tanto "mulheres" quanto "esposas"). Os historiadores e teólogos dividem-se em duas interpretações principais sobre quem eram essas mulheres. Pensando em esposas dos diáconos, entende-se que , como os diáconos visitavam os lares e cuidavam de finanças, suas esposas precisavam partilhar do mesmo bom testemunho para não comprometer o ministério do marido. Por outro lado, há muitas evidências históricas apontam que eram mulheres que exerciam o próprio diaconato. Na cultura da época, os homens não podiam entrar livremente nos quartos das mulheres; por isso, as diaconisas eram essenciais para batizar, instruir e assistir as mulheres doentes ou necessitadas.