terça-feira, 30 de junho de 2026

Jesus é a verdade

A Bíblia revela Jesus Cristo como a personificação da verdade absoluta. O conceito de verdade tem estreita relação com o de fidelidade (Sl 25.4-5,10). A verdade é de extrema importância na relação do homem com Deus: É preciso conhecer a verdade (Jo 8.32), obedecer a verdade (1 Pd 1.22), adorar em verdade (Jo 4.24), andar em verdade (2 Jo 4), amar com a verdade (Ef 6.14) e amar a verdade (2Ts 2.10). Aqueles que se desviam da Verdade estão perdidos (Tg 5.19). Aqueles ainda que não andam segundo a Verdade serão repreendidos por Deus (Rm 1.25). Enfim, aqueles que não estão com a Verdade seguem seu pai o Diabo (Jo 8.44). Jesus assim orou ao Pai: Santifica-os na tua verdade; a tua palavra é a verdade (Jo 17.17). A principal passagem sobre isso está no Evangelho segundo escreveu o apóstolo João: "Eu sou o caminho, e a verdade e a vida; ninguém vem ao Pai, senão por mim". É certo que, na perspectiva bíblica, a verdade não é apenas um conceito, mas uma pessoa. Isso significa que, toda a verdade moral, espiritual e o propósito da existência estão centralizados em Cristo. Além dessa afirmação central, outros textos importantes reforçam esse tema: "E conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará" (Jo 1.14). Segundo a Bíblia Ele veio a nós "cheio de graça e de verdade" (Jo 18.37). Quando questionado por Pilatos sobre o que é a verdade, Jesus afirma que veio ao mundo para "dar testemunho da verdade". A expressão bíblica "a fidelidade [ou verdade] será o cinto dos seus rins" aparece em um texto do profeta Isaías. Há várias facetas, como em todo o toda a Palavra, indicando a justiça e o caráter firme do Messias. Cingir os rins significa amarrar a roupa para trabalhar ou lutar, simbolizando preparação, prontidão, verdade e controle sobre as paixões (Is 11.5-9). Significa a possibilidade de correr, caminhar ou trabalhar sem estorvo. Pois o contexto da mensagem se insere nos tempos bíblicos, em que as pessoas usavam túnicas longas. Assim sendo, cingir os rins (ou lombos) com um cinto ou corda era essencial para prender a roupa, mostando que o Altíssimo se prende à Verdade. Do mesmo modo, Paulo, em Efésios, no capítulo 6, instrui ao cristão a "cingir a cintura com a verdade", como parte da armadura de Deus. Isso simboliza viver com integridade e prontidão para a batalha espiritual. Outra face do ensino é a de que cingir os rins simboliza também o autocontrole das paixões internas (a região dos rins na Bíblia é vista como lugar da sexualidade e emoções) e a prontidão para servir a Deus. Em suma, a verdade e a justiça são o suporte e a prontidão na vida do cristão, assim como o cinto era para o trabalhador antigo e Deus instrui o fiel a se cingir da Verdade, que é a Sua Palavra, pois só assim estará pronto para combater espiritualmente o diabo e seus demônios.

Caminhos de tentação

"Cada um, porém, é tentado pela própria cobiça [e não por demônios primariamente, porém estes podem influenciar na tentação em segundo plano] sendo por esta arrastado e seduzido. Então a cobiça, tendo engravidado, dá à luz o pecado; e o pecado, após ter-se consumado, gera a morte"(Tg 1.14-15). Há uma diferença entre os pecados morais citados na Bíblia, que nem sempre é percebida. Por exemplo, a Palavra difere entre adultério e prostiuição: "...os que se dão a prostiuição e aos adúlteros..." A principal diferença é que adultério é a traição dentro do casamento, ou seja, ter relações sexuais com alguém que não é o cônjuge. Já a prostituição se refere à venda de serviços sexuais em troca de dinheiro. Enfim a "fornicação" consiste em sexo fora do casamento (seja antes ou depois).

Tempo de confusão

A Torre de Babel, que significa a "porta do céu" ou a "porta de Deus", é mencionada na Bíblia (Gn 11), como uma das construções mais ambiciosas do homem. Na Bíblia, "Babel" está relacionada a "confusão", especialmente devido a confusão de línguas (Gn 11.1-9). Ao chegarem à planície de Sinar (Mesopotâmia), decidiram construir uma cidade e um topo que alcançasse os céus para tornarem seus nomes famosos e evitar a dispersão como determinado pelo Altíssimo. Após o dilúvio, Deus causou confusão na humanidade estabelecendo diferentes idiomas, o que impediu que a torre fosse construída, obrigando-os a interromper a construção e a se espalharem pela terra. O homem em sua arrogância de querer chegar, por si mesmo ao céu, ou desconsiderar o plano divino para si, incorre em desordem, desentendimento, desunião, confusão.

segunda-feira, 29 de junho de 2026

Uma ponta com aparência firme

O "chifre pequeno" em Daniel, nos capítulos 7 e 8, é uma figura profética que surge de um dos grandes reinos (Roma), o quarto da estátua. Ela representa um poder que cresce, persegue os santos e blasfema, um sistema religioso-político que se desenvolveu a partir de Roma, culminando em um poder que persegue a igreja e se levanta com palavras e ferocidade até contra Deus. A pequena ponta fazia guerra aos santos e os vencia (Vs.21) até o juízo final. Surge entre os 10 chifres de um grande animal (a quarta besta, que representa Roma) e "arranca três deles para abrir caminho", possui olhos como os de um homem, mostrando o seu lado humano e uma "boca que fala com arrogância e blasfêmias". Cresce em direção ao Sul, Oriente e Terra Gloriosa (Palestina), lança alguns do exército dos céus por terra, tira o sacrifício diário e destrói o santuário. As grandes palavras que saíam da ponta chama atenção do profeta Daniel (Vs.11) cuja aparência era mais firme (Vs.20) até que o quarto animal, sem referência anterior, morre, diferente dos outros cujo domínio foi tirado, mas com continuidade de vida. Proferirá palavras contra o Altíssimo e destruirá os santos do Altíssimo, cuidando em mudar os tempos e a lei (Vs. 25), mas o domínio será restabelecido e a pequena ponta será destruída (Vs. 26 e 27).

Jesus, o "príncipe que há de vir"

A profecia das Setenta Semanas de Daniel (Dn 9.24-27) é uma revelação bíblica que detalha um cronograma de tempos para o povo de Israel e Jerusalém, focando na vinda do Messias e eventos futuros. Elas têm o propósito de:"Extinguir a transgressão e o pecado; Expiar a iniquidade; Trazer a justiça eterna; Selar a visão e a profecia e Ungir o Santo dos Santos (o Messias)". Um dos períodos é desde a ordem para restaurar Jerusalém até o Messias, período da reconstrução da cidade em tempos difíceis. Outro ponto crucial e a vinda do Messias, o Ungido, que seria morto. Da subida do Messias até o fim, há um período de perseguições mais fortes à Igreja, chamado comumente de Grande Tribulação. O "príncipe que há de vir" que fará uma aliança com muitos é o próprio Jesus que assim se expressou: "este é o meu sangue que é derramado por muitos" a conhecida citação bíblica de Jesus Cristo durante a Última Ceia, encontrada nos Evangelhos segundo Mateus e Marcos. Isso significa que o sangue derramado como sacrifício para selar a nova aliança com Deus, oferecendo o perdão dos pecados para muitas pessoas (Mt 26.28; Mc 14.24).