sexta-feira, 22 de maio de 2026

Ele institui os reis

Na Bílbia, a relação simbólica entre o rei de Tiro e o Adversário de Jesus é extremamente clara. A frase "Maldita serás" é uma citação bíblica que aparece no livro do Gênesis. Nela, Deus amaldiçoa a serpente pela indução do pecado de Adão no Éden. No contexto, literalmente assim está escrito: "Porquanto fizeste isso, maldita serás mais que todo o gado, e mais que todos os animais do campo; sobre o teu ventre andarás, e pó comerás todos os dias da tua vida" (Gn 3.14). Na Bíblia, o que faz separação entre Deus e os homens é o pecado e a serpente "causou" isso e acima está a sentença divina sobre ela. Segundo o apóstolo Tiago, tTodo bem e toda boa dádiva vem de Deus, e a Sua ausência, necessariamente e logicamente, nos torna vulneráveis às maldições. A serpente é amaldiçoada após o pecado no Éden, mas na verdade, ela já estava sem a bênção de Deus desde quando disse: "...subirei acima das mais altas nuvens e serei semelhante ao Altíssimo”. Ela não andava mais com o Altíssimo, já rastelava espiritualmente desde o seu primeiro e decisivo pecado (Ez 28; Is 14). Como Satanás, o rei de Tiro era certemente muito presunçoso e orgulhoso. Ao invés de reconhecer a soberania de Deus, que institui os reis, ele atribuía as suas riquezas à sua própria sabedoria e força, ledo engano, adivinhação e auto-ilusiosismo. Não satisfeito com a sua posição extravagante, o rei de Tiro queria mais e mais, resultando em Tiro se aproveitando de outras nações... O rei de Tiro, como outras nações, para sua própria destruição, expandiu a sua própria riqueza à custa da opressão dos outros. Entretanto, assim como o orgulho de Satanás causou a sua queda e causará a sua destruição final, pois já está condenado e destinado á destruição, assim também a cidade de Tiro perderá a sua riqueza, poder e posição.

segunda-feira, 18 de maio de 2026

Sem conhecimento, há destruição

O conhecimento consolida a força (Pv 24.3), porque pelo conhecimento sabe-se o que nos é dado gratuitamente por Deus (1Co 2.12). Pelo conhecimento pode-se alcançar libertação (Jo 8.32). Ainda pelo conhecimento o cristão é instruído acerca do que Deus quer dos homens (1Tm 2.4). Por ele agrada-se a Deus, pois não é resultado da nossa própria força, mas o próprio Deus nos dá graça para agradá-lo (2Co 5.9). Enfim, ele é o elemento central para o desenvolvimento e a criação do caráter cristão. Traz normas espirituais pela operação do Espírito de Deus, passa a andar nos estatutos de Deus (Ez 36.27). Através dele se sabe que o salvo em Cristo deve ser honesto a toda prova (Rm 12.17; 2Co 8.21; Fp 4.8; 1Pe 1.12; Hb 13.18), jamais mente (Is 63.8; Ef 4.25; 1Jo 2.28) ou tem o testemunho de sua consciência, no Espírito Santo, de que não mentiu (Rm 9.1), porque Jesus disse: “Seja, porém, o vosso falar: Sim, sim; não, não, porque o que passa disso é de procedência maligna” (Mt 5.37). Ainda se sabe que o cristão não se apodera de alguma coisa que não seja dele: “Aquele que furtava não furte mais” (Ef 4.28), assim como Zaqueu depois de salvo queria restituir e restituiu aquilo que havia defraudado (Lc 19.8) pois agora vive uma vida moral que é exemplo de pureza. Por último, sem ele o convertido jamais saberia que não se dá falso testemunho de alguém (Êx 20.16; Pv 10.18; Tg 4.11).

sábado, 16 de maio de 2026

Esperando em Deus

Na Bíblia, a "arte de esperar com paciência" não significa ficar parado na passividade. É um exercício de confiança ativa e perseverança (Sl 40.1; (Is 40.31; Tg 5.8). O tempo de Deus é perfeito, e esperar nele é uma forma de renovar as forças e manter a esperança diante das dificuldades.  "Esperei com paciência no SENHOR, e ele se inclinou para mim, e ouviu o meu clamor". O Salmo mostra que a espera tem uma recompensa e que Deus está atento. "Mas os que esperam no SENHOR renovarão as suas forças; subirão com asas como águias; correrão, e não se cansarão; caminharão, e não se fatigarão". A Bíblia compara a paciência à atitude do agricultor, que espera a colheita com expectativa e trabalho árduo. "Sede vós também pacientes, fortalecei os vossos corações; porque já a vinda do Senhor está próxima". Refletir sobre a providência divina é a melhor forma de lidar com a ansiedade e as incertezas, confiando que o propósito divino se cumprirá no momento certo.  O Mestre também incentiva a buscá-lo: "Pedi, e dar-se-vos-á; buscai e achareis; batei, e abrir-se-vos-á". Um meio de compreensão significa que a perseverança na busca por algo (seja conhecimento, favor, ajuda de Deus) leva ao sucesso ou ao encontro do que se procura, incentivando a persistência com fé (Mt 7.7-8). Há também provérbios relacionados, como "Quem procura o bem alcança favor; mas o mal chegará àquele que o busca", indicando que a busca por coisas boas resulta em bênçãos, enquanto a busca pelo mal traz consequências negativas (Pv 11.27). Enfim, a Bíblia mostra que a ação de buscar, seja em oração ou em ações práticas, é recompensada.

Quem é de Deus, ouve a Palavra

Esse é um princípio fundamental do Paulo registrado na primeira carta aos Coríntios. O apóstolo descreve o "homem natural" ou "carnal" como alguém que rejeita os ensinamentos divinos porque eles exigem discernimento espiritual. Literalmente assim está escrito: "Ora, o homem natural não aceita as coisas do Espírito de Deus" (1 Co 2.14-16). Assim, o intelecto humano, focado apenas nas coisas materiais e terrenas, não consegue processar ou aceitar a verdade espiritual, que muitas vezes parece loucura aos olhos do mundo. A compreensão das coisas de Deus não vem pela lógica humana, mas pela ação do Espírito Santo, que ilumina o entendimento de quem busca uma vida espiritual.  A Bíblia ensina que a nossa verdadeira identidade não é definida por sentimentos ou opiniões alheias. Ela é definida pelo que Deus diz que somos: filhos amados, herdeiros e novas criaturas em Cristo. Somos o que Deus diz, baseando nossa identidade no amor, graça e propósito divino. O grandioso milagre do novo nascimento operado por Deus no ser humano. Jesus descreveu esta experiência inicial e transformadora da vida cristã como nascer de novo (Jo 3.1-8). Os pecadores, "mortos em ofensas e pecados" (Ef 2.1), necessitam de um renascimento espiritual. Pelo novo nascimento o homem é reconciliado com Deus e adquire a condição de Seu filho (1 Jo 3.1,2). O novo nascimento em Cristo não é simplesmente uma transformação, mas uma nova criação.

Não há um entendimento particular da Escritura

O sistema religioso brasileiro é exclusivista. Ele é tendencioso a excluir sistematicamente outras pessoas, ideias ou grupos, privilegiando apenas um círculo, crença ou sistema específico. Há uma supervalorização do próprio grupo ou convicção particular, e isso, seja em relação às tradições, seja na interpretação da Palavra. Há um grande risco em Ela ser interpretada de forma isolada, isolacionista ou puramente subjetiva. O conceito aqui defendido é extraído da segunda epístola do apóstolo Pedro , que diz: "nenhuma profecia da Escritura é de interpretação particular". O texto enfatiza que as profecias não vieram da vontade humana, mas foram guiadas pelo Espírito Santo (2 Pd 1.20). Assim, o cristão é formado com uma pré disposição a um entendimento particular. Esse sectarismo pode ter várias benesses, mas também muitos engessamentos e contrariedades.