A Bíblia pela Bíblia
Um Blog de estudos e comentários bíblicos. Apesar da muita disponibilidade e acesso no mundo virtual, este blogueiro entende que precisamos o mais rápido possível redescobrir a Palavra de Deus! esdrasneemiasdossantos@gmail.com Read it in english: http://thebiblebythebible.blogspot.com.br/
domingo, 1 de março de 2026
Somos o que somos
Para incômodo de muitos, o novo nascimento, ou regeneraçãoé um conceito central no cristianismo que descreve uma transformação espiritual radical, operada exclusivamente por Deus através do Espírito Santo.
Não se trata de reforma moral ou religiosidade, mas de nascer de novo (do alto), transformando a natureza humana inclinada ao pecado em uma nova criatura com um novo coração.
Ao ter um encontro com Cristo a nossa nova identidade é dada por Ele.
A Bíblia ensina que a nossa verdadeira identidade não é definida por sentimentos ou opiniões alheias.
Ela é definida pelo que Deus diz que somos: filhos amados, herdeiros e novas criaturas em Cristo.
Somos o que Deus diz, baseando nossa identidade no amor, graça e propósito divino.
O grandioso milagre do novo nascimento operado por Deus no ser humano.
Jesus descreveu esta experiência inicial e transformadora da vida cristã como nascer de novo (Jo 3.1-8).
Os pecadores, "mortos em ofensas e pecados" (Ef 2.1), necessitam de um renascimento espiritual. Pelo novo nascimento o homem é reconciliado com
Deus e adquire a condição de Seu filho (1 Jo 3.1,2). O novo nascimento em Cristo não é simplesmente uma transformação, mas uma nova criação.
Paulo recorda que no passado, estávamos “mortos em ofensas e pecados”, “andávamos “segundo o curso deste mundo”, guiados pelo próprio satanás (“o príncipe das potestades do ar”), assim considerados “filhos da desobediência”.
Andávamos segundo a vontade da nossa carne, fazendo os desejos de nossos pensamentos, por fim, éramos considerados por natureza, “filhos da ira”.
Tito esclarece que noutro tempo éramos: “insensatos, desobedientes, extraviados, servindo a várias concupiscências e deleites, vivendo em malícia e inveja, odiosos, odiando-nos uns aos outros” (Tt 3.3).
Com efeito, estávamos sem esperança de salvação, distante de Deus e de Sua glória, receberíamos como salário do pecado, a morte (Rm 6.23).
Nós éramos escravos do pecado, mas fomos resgatados mediante um pagamento de altíssimo valor, mais precioso que a prata e o ouro: o preço da nossa libertação foi o sangue de Jesus (1 Pe 1.18,19; 1 Jo 1.7).
E essa nova identidade em Cristo nos liberta para viver segundo a Palavra, mesmo enfrentando dificuldades, pois a vitória já foi conquistada.
sábado, 28 de fevereiro de 2026
Somos o que pensamos
A relação entre pensamento e pecado na Bíblia é uma temática rica e complexa.
Ela ensina que os nossos pensamentos são o início de nossas ações.
Jesus, em suas palavras, enfatizou isso ao afirmar que não é apenas o ato que é pecado, mas também os pensamentos que o precedem.
A Palavra exorta no livro dos Provérbios que "como um homem pensa em seu coração, a guardar a mente e o coração, pois a vida é dirigida por eles.
.
O sábio assim se expressou: "Acima de tudo o que deve guardar, guarde o seu coração, pois dele procedem as fontes da vida" (Pv 4.23).
As ações do crente são fruto do que é cultivado na mente e no coração.
Aqui há um ensinamento que pensamentos moldam caráter, ações e o futuro (Pv 23.7).
Pensamentos maus levam ao pecado, enquanto pensamentos focados em Jesus geram ações agradáveis a Deus.
Nela os cristãos são instruídos a focar em pensamentos nobres, verdadeiros e positivos (Fl 4.8).
O escritor aos Romanos incentiva a transformação pela renovação da mente, abandonando padrões de pensamento mundanos (Rm 12.2) .
Portanto, a perspectiva bíblica é que os pensamentos não são apenas ideias passageiras, mas a semente que produz os frutos do caráter e da conduta de vida.
Enquanto nossos pensamentos formam nosso caráter, o profeta Isaías lembra que os pensamentos de Deus são muito mais elevados que os humanos (Is 55.8-9).
Honra e responsabilidade
A compreensão dos textos bíblicos muitas vezes exige uma análise que vai além da leitura superficial, levando em conta o contexto cultural e as particularidades das expressões utilizadas no texto.
Então, para tratar um assunto tão importante sobre a herança espiritual, tendo como base o profeta Elias, faz-se necessário primeiramentte discorrer na Palavra sobre a "porção dobrada".
Na Bíblia, além do significado cultural do direito do primogênito relatado no Pentateuco, mais precisamente no livro de Deuteronômio, na qual o primogênito recebia o dobro da herança, assim sendo, a porção dobrada representa o duplo da honra e responsabilidade (Dt 21.17).
Assim sendo, a porção dobrada pedida por Eliseu a Elias no segundo livro dos Reis, simboliza, de igual modo, a herança espiritual e autoridade de um primogênito.
É certo que, a porção dobrada, não significa ter o dobro de autoridade, mas sim o direito legítimo de suceder ao líder espiritual, continuando seu ministério e legado com a unção de Deus para, apenas poder continuar com eficiência a missão de seu antecessor.
“Havendo eles passado, Elias disse a Eliseu: Pede-me o que queres que eu te faça, antes que seja tomado de ti. E disse Eliseu: Peço-te que haja sobre mim dobrada porção de teu espírito. Respondeu Elias: Coisa difícil pediste. Todavia, se me vires quando for tomado de ti, assim se te fará; porém, se não, não se fará” (2 Rs 2. 9-10).
O profeta Eliseu pediu a Elias porção dobrada do Espírito de Deus sobre ele. Na verdade o que ele queria é a presença do Senhor em sua vida e ministério, assim como Ele tinha sido com o seu antecessor.
O Altíssimo daria parte de unção aos seus servos? Certamente que não, mas entendendo biblicamente que a preocupação do coração do profeta foi concedida por Ele pois viu Elias sendo tomado.
Eliseu entendia da necessidade imprescindível da presença dEle no ministério, como Moisés chegou a comentar que se o Senhor não fosse com ele, não continuaria sua liderança no meio do povo: "Se a tua presença não for comigo, não nos faças subir daqui" (Ex 33.15).
Sábia decisão dos servos dEle quando se focam mais em estar com Ele do que se achar ou colocar como referência em alguma coisa na sua obra, pois ela é de Deus e não humana.
Fazendo assim estaremos ajudando aqueles que estão na nossa volta a se aproximar mais do Altíssimo e não ao contrário.
Somos o que comemos
A Bíblia aborda a alimentação tanto no sentido físico (cuidado com o corpo/templo) quanto espiritual (consumo de conhecimento/palavra).
Destaca-se a moderação, o cuidado para não escandalizar outros, e o foco espiritual em Jesus como "pão da vida", onde somos moldados pelo que nutrimos nossa alma (Jo 6; 1 Co 10.23-33).
Assim sendo, espiritualmente, de igual modo, "somos o que comemos", pois Deus falou com o profeta Samuel que o homem vê a aparência externa, mas o Senhor olha para o coração, mostrando uma necessidade de manutenção do bem-estar espiritual (1 Sm 16.7).
O que consumimos (músicas, conversas, leitura) molda nosso coração e mente, indicando que devemos nos alimentar da Palavra de Deus para ter vida.
No texto citado no Evangelho segundo o apóstolo João, Jesus se apresenta como o "pão da vida", ensinando que nutrir-se dele é essencial para a vida eterna: “que suas palavras são espírito e que elas são vida” (Jo 6:63).
O evangelista Mateus ao descrever o ato da ceia assim expressou as palavras de Jesus ao segurar o pão: "Tomai, comei, isto é meu corpo." E enquanto segura a taça, diz: "Bebei dele todos; porque isto é meu sangue, o sangue do novo testamento, que é derramado por muitos, para remissão dos pecados" (Mt 26.26-28).
Já Paulo na epístola aos Coríntios ensina que o corpo é o templo do Espírito Santo, incentivando o cuidado e a moderação na alimentação, evitando excessos.
E, em outra ocasião, exorta a nos alimentar espiritualmente banqueteando-nos com a Palavra de Deus (2 Tm 2.15).
Destaca ainda que, embora haja liberdade para comer de tudo, não se deve comer algo que escandalize a consciência de um irmão (1 Co 10.23-33).
Do mesmo modo, o sábio adverte contra o excesso, como em Provérbios, que alerta contra comer mel demais, simbolizando a busca por equilíbrio e moderação (Pv 25.27).
Enfim, a orientação divina enfatiza que, enquanto cuidamos do corpo físico com sabedoria, o foco principal deve ser a nutrição da alma através da Palavra e dos ensinamentos de Jesus.
sexta-feira, 27 de fevereiro de 2026
Somos o que falamos
Em uma época em que a linguagem vulgar parece se tornar cada vez mais comum – em músicas, redes sociais, filmes e até mesmo em ambientes de trabalho faz-se importante refletir sobre o que a Bíblia ensina a respeito da maneira como falamos.
As palavras não são neutras. Elas têm poder para edificar ou destruir, abençoar ou ferir.
Por isso, o cristão é chamado a santificar também a sua fala e perversidades nem devem ser nomeadas entre cristãos, conforme exortação bíblica encontrada em Efésios.
O apóstolo Paulo escreveu: “Não saia da vossa boca nenhuma palavra torpe, e sim unicamente a que for boa para edificação, conforme a necessidade, e, assim, transmita graça aos que ouvem” (Ef 4.29).
"A prostituição e toda a impureza nem ainda se nomeie entre vós" mostrando que o cristão deve manter a pureza moral, pois a imoralidade sexual, impurezas e a cobiça não devem sequer ser mencionadas como prática entre os fiéis, visando a separação das trevas (Ef 5:1-2).
No contexto bíblico, chocarrices referem-se a piadas grosseiras, gracejos indecentes, zombarias ou conversas tolas e inconvenientes que desonram a Deus e ferem o próximo (Ef 5.4).
Tiago lembra que “da mesma boca procede bênção e maldição. Meus irmãos, não pode ser assim!” (Tg 3.10).
Jesus disse que a boca fala do que está cheio o coração (Lucas 6:45).
Enfim, a boca deve ser instrumento para glorificar a Deus e transmitir vida aos que nos ouvem: “Que a palavra dita por vocês seja sempre agradável, temperada com sal, para que saibam como devem responder a cada um” (Cl 4.6).
Assinar:
Comentários (Atom)



