A Bíblia pela Bíblia
Um Blog de estudos e comentários bíblicos. Apesar da muita disponibilidade e acesso no mundo virtual, este blogueiro entende que precisamos o mais rápido possível redescobrir a Palavra de Deus! esdrasneemiasdossantos@gmail.com Read it in english: http://thebiblebythebible.blogspot.com.br/
sexta-feira, 17 de abril de 2026
Ficando na sua chamada
A vocação da mulher na Bíblia é baseada na criação como auxiliadora (ajudadora idônea).
Deus suportou Adão e o seu pecado de desobediência, induzido por Eva.
Tolerou Caim e pôs um sinal nele apesar de sua inveja e homicídio contra Abel.
Aguentou Lameque, aquele que matou um jovem por pisá-lo e um homem por feri-lo.
Mas quando os filhos de Deus mexeram com a família, “viram que as filhas dos homens eram formosas; e tomaram para si mulheres de todas as que escolheram”, Ele diminuiu os dias da existência humana para cento e vinte anos.
A Palavra enfatiza que, independente da função, a mulher é chamada a valorizar o espírito manso e tranquilo (1 Pe 3.3-4).
Enfim, o propósito dEle para o homem é algo muito sublime e excelso.
Um desafio enorme e para o qual, empenhou até a sua vida.
Deus o fez nada mais nem menos que à sua imagem e semelhança, com muita inteligência e sabedoria.
Não há superioridade entre ele e a mulher, entretanto, eles têm vocações diferentes e se complementam.
Se existe uma sujeição ao seu marido, dada ou colocada por Ele, é devido, simplesmente à vocação dela, contudo ela está cercada de honra, sendo de seu ventre a criação dos filhos e a preservação/continuidade da vida.
Repreendendo a esposa de Jó
A ideia de uma "geração que despreza o bem de Deus" é um tema recorrente na Bíblia.
Ela é frequentemente associado a um período de apostasia, indiferença espiritual e rebeldia moral.
O desprezo não é apenas a negação explícita de Deus, mas manifesta-se através da opressão ao pobre, o que é interpretado como desprezo ao Criador.
Outra forma de descaso de nosso tempo é evidenciado pois tanto a idolatria quanto a autoconfiança são estimadas em detrimento da fé e da dependência de Deus.
Os fatos atuais descrevem uma geração que não conhece a Deus, ou seja, não tem experiência pessoal com Ele (Lc 11.29-32).
O desdém pela palavra de Deus e seus mandamentos resulta em consequências severas, com a Escritura alertando que a iniquidade pode afetar gerações futuras que seguem o mesmo caminho de desobediência.
Uma forma clara de indiferença pelo conselho divino está na não atenção à importância das duas dobras.
Analisando o caso de Jó, a Palavra não reprime a sua esposa por causa deste momento que a caracteriza negativamente como não tendo dado apoio ao marido em sua tremenda prova de fé.
Deus restituiu os filhos com a mesma esposa, sem mais detalhes maiores ou menores!
Fugindo das especulações, então o Senhor não a repreendendo, por isso, não é razoável entrar nessa linha de argumentação sem respaldo bíblico.
O cônjuge é muito importante nestas horas de aflição de umas das dobras, por isso é que o Eterno recomenda dois e não um e Salomão assim se expressa no Eclesiastes: "E, se alguém quiser prevalecer contra um, os dois lhe resistirão; e o cordão de três dobras não se quebra tão depressa" (Ec 4.12).
Sugiro outra esposa para tratar deste assunto: Rebeca.
Ela foi atenta e prudente quando seu marido iria “errar” abençoando o maior, enquanto tinha revelação divina que deveria favorecer o menor, ela interveio com muita inteligência.
quarta-feira, 15 de abril de 2026
Diante da honra vai à humildade
A frase do sábio "diante da honra vai a humildade" é um princípio bíblico que ensina que a verdadeira valorização e reconhecimento (honra) são precedidos por uma postura humilde.
Destaca que a verdadeira honra é reconhecida pelos outros, não autoexaltada.
A humildade prepara o caráter, evitando a soberba que leva à ruína, e funciona como um pré-requisito para o crescimento sustentável e o respeito.
Ela não vem depois do sucesso, ela vai à frente, preparando o caminho (Po 15.33, 18.12).
Do outro lado oposto, o coração arrogante (soberbo) precede a queda, enquanto a humildade precede a honra.
A humildade está ligada ao "temor do Senhor", reconhecendo as próprias limitações diante de Deus.
Enfim, a sabedoria ensina que, para ser levantado (honrado), é preciso primeiro estar abatido (humilde).
Logo na criação do homem no jardim do Éden, já temos ali exemplos sendo traçados de humildade e soberba.
Um querubim ungido para proteger, cheio de sabedoria e glória – só que se ensoberbeceu e quis fazer o seu próprio reino ao norte, abandonando o seu trabalho cotidiano, sua ocupação. Já está julgado e condenado!
Aquele que se separa, insurge-se contra a verdadeira sabedoria e busca seus interesses, diz o sábio.
Do outro lado, ele esculpe dos materiais do pó, um ser humano frágil, mas que se andar na obediência e em Sua vontade, será eterno junto com Ele. Seremos deuses, diz o salmista, ou entre os deuses daremos louvores? É.
Lembrando, novamente que diante da honra vai à humildade...
Rocha de escândalo
É certo que, segundo a Bíblia, Jesus é uma pedra de tropeço.
Esse ensinamento dEle como "pedra de tropeço" é uma mensagem bíblica confirma pelo profeta Isaías e pelo apóstolo Pedro.
Sem sombras de dúvida, indica que Ele se torna um obstáculo ou escândalo para aqueles que rejeitam a fé.
De igual modo para aqueles que baseiam-se em obras ou desobedecem à Sua palavra.
Enquanto para os crentes Ele é a rocha firme, para os incrédulos, Sua mensagem e origem causam queda e rejeição (Is 8.14, 1 Pd 2.8).
Os judeus da época tropeçaram em Jesus por rejeitarem a salvação pela graça, buscando-a pelas obras da lei.
A mensagem da cruz era loucura e ofensa para muitos que esperavam um Messias político e triunfalista, tornando Jesus um motivo de tropeço.
O Altíssimo é, simultaneamente, a "Pedra Angular" (alicerce) para os que creem e a "Rocha de Escândalo" para os que não crêem.
Jesus chama Pedro de "pedra de tropeço" quando este tenta impedi-lo de ir à cruz, agindo contra os propósitos de Deus (Mt 16.23).
A expressão grega skandalon (pedra de tropeço ou escândalo) refere-se a algo que faz alguém tropeçar em seu caminho espiritual.
Portanto, Jesus se torna um tropeço quando as pessoas se recusam a aceitá-lo como Ele realmente é.
Por outro lado, Ele foi acolhido por muitos como o Messias: "Bendito o que vem em nome do Senhor" (Lc 19.38, Mt 21.9).
Frase conhecida de sua entrada triunfal em Jerusalém, conforme a profecia do profeta Zacarias (Zc 9.9).
Mas para Caifás, o sumo sacerdote, ironicamente, por ser um líder religioso, Ele foi uma pedra de tropeço, pois escolheu a lógica política de sacrificar um indivíduo (Jesus) para salvar a nação judaica da destruição pelos romanos.
Como Deus tem o controle de tudo, mesmo com más intenções, ele profetizou que Jesus morreria para salvar a nação (Jo 11.49-52).
Na verdade, ele se escandalizava em Cristo e temia que os milagres de Jesus atraíssem a atenção romana e resultassem na destruição do templo e da nação.
segunda-feira, 13 de abril de 2026
Resumindo as setenta semanas
Os principais objetivos descritos no capítulo 9 de Daniel aqui descritos nestas linhas foram: extinguir a transgressão; dar fim aos pecados; expiar a iniquidade; trazer a justiça eterna; selar a visão e a profecia; ungir o Santo dos Santos.
Inicialmente há um período destacado de sete semanas e 62 semanas (as sessenta e nove semanas) tendo o seu início no reinado de Ciro, quando foi dada a “ordem para restaurar e reedificar Jerusalém” e que iria até a chegada do Messias, Jesus, e, então, até a vinda de Cristo são 69 semanas, faltando apenas uma semana.
Nesse período final de uma semana é já a semana de número setenta; e no verso 26 e depois o 27 separadamente.
No verso vinte e seis é dito que nesta última semana o Messias Jesus seria tirado e, mais, “o povo do príncipe que há de vir, destruirá a cidade e o santuário” e “até o fim haverá guerra; estão determinadas assolações”.
Já o verso 27 traz mais detalhes desta mesma última semana: o Messias “firmará um concerto com muitos por uma semana”. E, agora, há uma repartição desta semana final ao dizer: “na metade da semana fará cessar o sacrifício e a ofertas de manjares” e, ainda acontecerá que “sobre a asa das abominações virá o assolador e isso até a consumação; e o que está determinado será derramado sobre o assolador”.
Enfim, o verso 27 primeiro refere-se ao concerto eterno (sete dias) que Jesus faz pela morte na cruz e “com muitos”, com os creem em seu nome é o concerto da salvação eterna, no perdão dos pecados pelo seu sangue.
O clímax das setentas semanas acontece a partir da metade da última semana, os três e meio dias finais, quando, então, o Messias “faria cessar o sacrifício e a oferta de manjares” cumpriu-se isto quando Cristo morto pelos judeus tornava inútil os sacrifícios e ofertas determinadas pela lei e para que cessasse de fato toda religiosidade vã definida pela lei é que foi destruído o templo e a cidade de Jerusalém pelo “povo do príncipe que havia de vir” - os romanos, que, no ano 70 aD, com seus exércitos, não deixou pedra sobre pedra e desde então nunca mais se realizou tais rituais levíticos.
Então de Jesus morto até o fim dos tempos faltam apenas três dias e meio.
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