quinta-feira, 12 de fevereiro de 2026

Sendo imitador de Jesus

Ser um discípulo de Jesus é aprender, seguir e imitar o Mestre diariamente, dedicando-se a viver segundo os seus ensinamentos em vez de apenas ouvir. Implica um compromisso de renúncia pessoal, amor ao próximo e transformação de caráter, assumindo a missão de espalhar o Evangelho. O discípulo é um aluno constante, comprometido em conhecer a Palavra de Deus e aplicá-la. Ele busca tornar-se semelhante a Jesus, permitindo que a fé guie atitudes, caráter e escolhas. Envolve "negar-se a si mesmo", tomar sua cruz diariamente e obedecer aos mandamentos de Cristo. Caraceriza-se por amar a Cristo acima de tudo, servir ao próximo e vivenciar o Evangelho no dia a dia. Cristão é, por definição, aquele que possui a Cristo. A Verdade é divina, Ele mesmo disse: "Eu sou a Verdade". Jesus é o Cristo, Ele é a Verdade. Jesus andava com pecadores. Jesus andava com pecadores para salvá-los e chamá-los ao arrependimento, agindo como um médico que busca os doentes, não os sãos. Ao partilhar a mesa com cobradores de impostos, prostitutas e marginalizados, Ele desafiou as normas religiosas, demonstrando graça, compaixão e amor, em vez de julgamento. Jesus foi criticado pelos fariseus por conviver com pessoas desprezadas, sendo chamado de "amigo de publicanos e pecadores". Comer com alguém na época de Jesus simbolizava comunhão, aceitação e relacionamento próximo, mostrando que Ele não rejeitava os excluídos. O propósito de Jesus não era participar do pecado, mas transformar corações, oferecendo perdão e reconciliação. Jesus veio, como Ele mesmo disse, "não para chamar os justos, mas os pecadores". Jesus não deixou que status social ou normas culturais determinassem o Seu relacionamento com as pessoas. Jesus aboliu hierarquias opressoras. Jesus afirmou que, ao contrário dos chefes das nações que oprimem, entre seus seguidores quem quisesse ser o primeiro deveria ser o servo de todos (Mc 10.42-45). Jesus amava os inimigos. Jesus ensinou e viveu o amor incondicional pelos inimigos, desafiando a lógica humana de retribuição (Mt 5.44). Jesus é amplamente reconhecido como o maior exemplo de humildade, vivendo com simplicidade e servindo ao próximo em vez de buscar status ou poder. Jesus interpretava a realidade através de uma perspectiva espiritual e ética, confrontando o contexto político-social da Palestina do século I com o "Reino de Deus". Jesus atraía multidões devido à sua compaixão genuína, ensinamentos profundos sobre o amor de Deus e milagres curativos. Jesus considerava os pobres felizes (bem-aventurados) porque, segundo as Bem-aventuranças, o Reino de Deus lhes pertence.

O Senhor é a minha bandeira

A guerra contra os amalequitas foi o primeiro confronto de Israel após o Egito, ocorrido em Refidim. Os judeus ainda, nos dias atuais, estabeleceram duas sentenças com base na Palavra de Deus:“Obliterar a nação de Amaleque” (timchê et zecher Amalek) e “Nunca esquecer as maldades que Amaleque fez” (zechor al tishkach). Josué liderou o exército, enquanto Moisés, no alto de um monte com Arão e Hur, levantava o bordão de Deus; quando Moisés erguia as mãos, Israel vencia, garantindo a vitória divina. Os amalequitas, descendentes de Esaú, atacaram covardemente a retaguarda de Israel (os fracos e cansados). Josué lutou no campo, mas a vitória dependia da oração e dependência de Deus, representadas pelas mãos erguidas de Moisés. Arão e Hur sustentaram as mãos de Moisés, simbolizando a importância da colaboração e intercessão. Após a vitória, Moisés construiu um altar chamado "O Senhor é a minha Bandeira" e registrou que Deus teria guerra contra Amaleque de geração em geração (Ex 17). “Recorda-te do que te fez Amaleque no caminho quando saíeis do Egito, quando te encontrou pelo caminho e feriu todos os enfraquecidos que ficavam atrás de ti, e tu estavas sedento e cansado, e Amaleque não temeu a Deus. [Portanto,] quando, pois, o Eterno, teu Deus, te der descanso de todos os teus inimigos em redor, na terra que o Eterno, teu Deus, te está dando por herança para possuí-la, apagarás a memória de Amaleque de debaixo dos céus; não te esquecerás!” (Dt 25.17-19). Lembrando ainda que Hamã que queria destruir aos judeus na Pérsia no tempo de Ester era também amalequita. Os amalequitas continuaram inimigos de Israel, sendo posteriormente alvo de uma ordem de destruição total dada a Saul (1 Sm 15). É certo que o Hamas não simboliza Amaleque e sim a passagem significa a luta entre a fé e a oposição ao propósito de Deus.

No fim, todos caem

Essa expressão, "no fim, todos caem", não da Bíblia, todavia ela se associa ao conceito bíblico de que todos tropeçam ou falham. Na Palavra há a exortação de que Deus sustenta os caídos: "O Senhor sustenta todos os que caem, e levanta todos os abatidos" (Sl 145.14). O justo e o ímpio caem, mas o sábio diz que: "Porque ainda que o justo caia sete vezes, tornará a levantar-se" (Pv 24.16). É um princípio bíblico de perseverança, indicando que pessoas íntegras podem enfrentar dificuldades e falhas repetidas, mas possuem a capacidade de se erguer e superar os desafios. A queda não define quem é justo; a capacidade de se levantar é o foco, garantindo que o esforço e a fé superam as dificuldades. Diferente do justo, o perverso ou ímpio é derrubado por uma única calamidade, sugerindo que a perversidade traz consequências fatais. O número mencionado no texto, "Sete Vezes" representa um número completo, sugerindo que mesmo que as quedas sejam constantes ou frequentes, a recuperação é certa. O provérbio é frequentemente citado como uma mensagem de encorajamento para não desistir diante de erros ou problemas, enfatizando que a verdade e a retidão prevalecem no final. Voltando ao Salmo, ele descreve Deus amparando os desanimados, garantindo que tropeçar não significa ficar no chão. Outra interpretação, agora baseada no escritor aos Romanos, diz que "todo joelho se dobrará" diante de Deus, indicando que todos prestarão contas (Rm 14.11). Ainda há um ditado popular que diz que "o cair é do homem, o levantar é de Deus", contudo a ênfase bíblica é no amparo de Deus aos que se sentem sem forças (Is 40.29). Enfim, a Bíblia ensina que a queda é comum à humanidade, mas o levantar vem do Senhor e que os justos podem enfrentar dificuldades, mas prevalecerão, enquanto os ímpios serão, no final, capturados na armadilha por seus próprios erros.

domingo, 8 de fevereiro de 2026

Tu sustentas a minha sorte

A Bíblia aborda a "sorte" não como um acaso cego ou destino aleatório, mas sim sob a soberania de Deus. Embora o lançamento de sortes (como no caso da divisão de terras em Josué ou escolha de Matias em Atos) fosse uma prática comum para buscar a vontade divina, o versículo 33 de Provérbios 16 destaca que a decisão final pertence ao Senhor, e não à sorte em si. Assim sendo, eventos cotidianos não ocorrem por azar, mas sob o governo de Deus. Esta frase: "Tu sustentas a minha sorte" é parte do versículo cinco do Salmo 16, onde o salmista reconhece Deus como o protetor e garantidor do seu futuro e herança. A Bíblia retrata Deus como o provedor fiel e guia soberano, suprindo as necessidades físicas, emocionais e espirituais dos Seus filhos e direcionando seus caminhos. Ele é o pastor que conduz, o pai celestial que alimenta, garantindo provisão e direção, especialmente em tempos de deserto ou escassez (Sl 23; Mt 6.26). Jeová-Jiré é o "Senhor que provê", cuidando das necessidades diárias, exemplificado pelo maná no deserto e a multiplicação do azeite (Gn 22.14; 2 Rs 4.1-7). Além do cuidado material, Ele sustenta a vida, não apenas com alimento e vestimenta, mas cuidando da alma (Sl 54.4; Mt 6.25-26). Por isso o cristão não deve viver com ansiedade, confiando que o Pai sabe do que necessitamos (Mt 6.31-33). Ele guia por "veredas de justiça" e, mesmo no "vale da sombra da morte", garante proteção (Sl 23.3-4). A Palavra destaca a fidelidade de Deus em acompanhar e sustentar Seu povo, sem deixar faltar nada, mesmo após longos períodos (Dt 2.7). A expressão enfatiza que a segurança, a vida e as bênçãos não dependem do acaso, mas da providência divina que firma o destino do fiel. A "sorte" no texto refere-se à porção, destino ou herança que coube à pessoa, e Deus é aquele que segura, firma e protege essa parte (o "sustentáculo"). O Salmo 16, entre outros, expressa confiança total em Deus como refúgio e herança, destacando alegria e segurança na presença divina. Em suma, a fé bíblica no Deus provedor e guia convida ao descanso na Sua providência (confiar que Ele dá) e na Sua soberania (seguir para onde Ele leva).

sábado, 7 de fevereiro de 2026

Faltam os homens benignos

A frase "Faltam os homens benignos" encontra-se no livro de Salmos. Nela, Davi clama a Deus devido à escassez de pessoas leais, fiéis e bondosas na sociedade, destacando a predominância da mentira e falsidade. O salmo lamenta a falta de piedade e a corrupção nas relações humanas, contrastando-as com a pureza das palavras de Deus (Sl 12.1). A descrição do salmista não é diferente dos dias de hoje onde sobeja a falsidade, a lisonja e o orgulho, ainda mais quando "...os mais são exaltados" ( Sl 12.8). No fim Deus promete se levantar para proteger os oprimidos e necessitados da corrupção ao seu redor. A época de Noé é descrita em Gênesis como um período de grande corrupção humana, violência e afastamento de Deus. Noé, considerado justo, construiu a arca durante cerca de 100 a 120 anos antes do dilúvio. A maldade humana era contínua, com corações voltados apenas para o mal, o que levou Deus a decidir destruir a vida terrestre. Jesus descreveu o tempo de Noé como dias normais de comer, beber e casar, indicando que as pessoas ignoravam os sinais da destruição iminente até que o dilúvio veio. A Bíblia usa os dias de Noé como um paralelo direto para o estado do mundo antes da segunda vinda de Jesus (Gn 6; Mt 24).