A Bíblia pela Bíblia
Um Blog de estudos e comentários bíblicos. Apesar da muita disponibilidade e acesso no mundo virtual, este blogueiro entende que precisamos o mais rápido possível redescobrir a Palavra de Deus! esdrasneemiasdossantos@gmail.com Read it in english: http://thebiblebythebible.blogspot.com.br/
sexta-feira, 25 de setembro de 2026
A fé é pelo ouvir
O cenário de fundo desta foto representativa é o imenso Império Romano sob o comando de César Augusto (o primeiro imperador de Roma, nascido Otaviano).
O nascimento de Jesus representa, sem sombra de dúvidas, a manifestação do amor incondicional e da graça de Deus.
Naquela manjedoura estava o dom da reconciliação entre o Criador e a humanidade, trazendo harmonia espiritual e esperança ao mundo.
Porém, o profeta Isaías já tinha antecipado que a mensagem sobre o Messias seria chocante e difícil de aceitação pois Ele veio sem beleza nem majestade para atrair as pessoas.
O apóstolo João, de igual modo, atesta isso: "E, ainda que tinha feito tantos sinais diante deles, não criam nele; para que se cumprisse a palavra do profeta Isaías, que diz: Senhor, quem creu na nossa pregação? E a quem foi revelado o braço do Senhor?" (Jo 12.37-38).
Paulo argumenta que, embora a mensagem da salvação tenha sido amplamente pregada a judeus e gentios, nem todos decidiram obedecer-lhe ou aceitá-la.
Logo após citar Isaías, escreve um dos versículos mais conhecidos sobre a conversão: "De sorte que a fé é pelo ouvir, e o ouvir pela palavra de Deus" (Rm 10.17).
quinta-feira, 24 de setembro de 2026
Imagem e semelhança de Deus
O maior argumento a favor da ética na ciência vem da própria história.
É certo que há falta de ética quando se explora a natureza de forma predatória, destrutiva ou quando a pesquisa científica, por exemplo, gera armas de destruição em massa.
Quando a ciência se declara "neutra" e se desliga de valores morais, ela torna-se vulnerável à instrumentalização por regimes políticos ou interesses económicos.
O uso da ética na ciência significa olhar para os avanços tecnológicos através de princípios como a preservação da vida, a mordomia da criação e o amor ao próximo.
Um dos conceitos mais centrais da ética bíblica é que o ser humano foi criado à imagem e semelhança de Deus.
Ele coloca um valor absoluto e sagrado na vida humana, independentemente da sua utilidade social, produtividade ou saúde.
A narrativa da Torre de Babel serve como um aviso clássico sobre a arrogância humana ligada à técnica.
Naquela história, a tecnologia da época (o tijolo cozido) foi usada para construir uma autossuficiência que pretendia dispensar o transcendente.
A técnica e a fé podem e devem andar juntas!
A mãe das ciências
É certo que durante séculos, a teologia foi a "mãe das ciências". A busca por Deus motivava o estudo da natureza, pois entender a criação era uma forma de adorar o Criador, mostrando que é possível uma visão de mundo coerente.
Figuras centrais da ciência moderna eram profundamente religiosas. Isaac Newton escreveu mais sobre teologia e alquimia do que sobre física. Johannes Kepler declarou que a astronomia era "pensar os pensamentos de Deus depois d'Ele". Eles viam as leis da física como as regras escritas pelo Criador.
Eles viam suas investigações científicas como formas de decifrar uma ordem criada por uma inteligência superior.
Dois grandes marcos da ciência moderna vieram de clérigos: Mendel, um monge fundou a genética moderna e Lemaître, um padre e físico belga, propôs a teoria da expansão do universo, que mais tarde ficou conhecida como a Teoria do Big Bang (inclusive sendo inicialmente criticada por cientistas ateus que temiam que a teoria parecesse "humana demais" ou próxima do conceito de "Criação").
O atrito ocorre quando interpretações literais de textos sagrados pretendem invalidar fatos científicos comprovados (como debates históricos sobre criacionismo versus evolução).
De igual modo, conflitos também surgem quando correntes científicas usam o materialismo para tentar anular qualquer validade da experiência espiritual ou religiosa.
A leitura e a vivência dos textos bíblicos
A interpretação da Bíblia, ainda que os estudiosos tentam interpretar, todavia, esse trabalho não compete somente a eles, pois Ela é viva (Hb 4.12).
A mensagem de Deus tem poder ativo e atual, pois não é letra morta, mas reflete o próprio agir do Senhor.
Quando Deus fala, a Sua Palavra carrega a energia necessária para executar o que foi dito (Is 55.11).
É certo ainda que a leitura e a vivência dos textos bíblicos vão além das análises acadêmicas, já que os Livros Sagrados não são apenas um conjunto de livros históricos, pois eles produzem resultados reais e transformadores na vida de quem a ouve e crê.
Nenhuma lâmina fabricada pelo homem possui o poder de penetração que a verdade divina possui.
E Ela se torna atual e responde aos questionamentos e angústias do homem pós-contemporâneo, inclusive, pois têm a capacidade de penetrar o mais profundo do ser humano, revelando pensamentos, intenções e verdades ocultas do coração.
É de extrema importância ainda hoje com a mesma força vital com que operou no momento em que foi pronunciada.
Devido a isso, a leitura e o estudo bíblico devem ser feitos por todos, uma vez que proporcionam uma experiência de fé prática e atual para aqueles que creem em Deus.
Enfim, a revelação divina (Logos) está em constante estado de vitalidade (Zon), gerando dinamismo e transformação real (Energes). Ela atua como um bisturi cirúrgico perfeitamente afiado (Tomoteros) e implacável em todas as direções (Distomon), cujo objetivo não é destruir o indivíduo, mas separar com precisão cirúrgica a verdade da falsidade no interior do coração humano.
Ultrapassando as barreiras humanas
A interpretação da Bíblia, ainda que os estudiosos bíblicos tenham a função de interpretar as Sagradas Escrituras, esse trabalho não compete somente a eles, pois Ela é viva (Hb 4.12). A mensagem de Deus tem poder ativo e atual, pois não é letra morta, mas reflete o próprio agir do Senhor. Quando Deus fala, a Sua Palavra carrega a energia necessária para executar o que foi dito (Is 55.11).
É certo que a leitura e a vivência dos textos bíblicos vão além das análises acadêmicas, já que os Livros Sagrados não são apenas um conjunto de livros históricos, mas a Palavra de Deus e produz resultados reais e transformadores na vida de quem a ouve e crê, pois nenhuma lâmina fabricada pelo homem possui o poder de penetração que a verdade divina possui.
E essa Palavra se torna atual e responde aos questionamentos e angústias do homem pós-contemporâneo, inclusive, pois têm a capacidade de penetrar o mais profundo do ser humano, revelando pensamentos, intenções e verdades ocultas do coração. Ela opera hoje com a mesma força vital com que operou no momento em que foi pronunciada.
Por isso, a leitura e o estudo bíblico devem ser feitos por todos, uma vez que proporcionam uma experiência de fé prática e atual.
Nas Escrituras Sagradas a tarefa de “ensinar” é classificada como um dom divinamente concedido aos crentes.
Na epístola aos Romanos, Paulo enfatiza que segundo a graça que nos é dada recebemos do Senhor “diferentes dons” (Rm 12.6a).
Assim sendo na sequência dessa elucidação, o apóstolo enumera alguns desses diferentes dons, a saber: o de profetizar, o de servir, o de ensinar, o de exortar, o de contribuir, o de presidir, e o de exercer misericórdia (Rm 12.6-8).
Para cada um dos dons dessa lista, Paulo explica em uma única frase, sobre como eles devem ser usados por aqueles que o receberam.
Nesse ponto, convém destacar que essa lista não contém todos os dons (1 Co 12.8-10, 29; Ef 4.11).
Não obstante, quando o apóstolo se refere ao dom de ensinar a Bíblia é enfática em destacar a exigência da dedicação: “se é ensinar; haja dedicação ao ensino” (Rm 12.7b).
Há aqui uma instrução bem clara, que, quem possui o dom de ensinar deve se dedicar com zelo e esmero, um aprimoramento contínuo.
Ensinar é um chamado, não apenas uma função, exigindo estudo e compromisso fiel com a verdade bíblica.
Enfim, a revelação divina (Logos) está em constante estado de vitalidade (Zon), gerando dinamismo e transformação real (Energes). Ela atua como um bisturi cirúrgico perfeitamente afiado (Tomoteros) e implacável em todas as direções (Distomon), cujo objetivo não é destruir o indivíduo, mas separar com precisão cirúrgica a verdade da falsidade no interior do coração humano.
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