A Bíblia pela Bíblia
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quarta-feira, 15 de abril de 2026
Diante da honra vai à humildade
A frase do sábio "diante da honra vai a humildade" é um princípio bíblico que ensina que a verdadeira valorização e reconhecimento (honra) são precedidos por uma postura humilde.
Destaca que a verdadeira honra é reconhecida pelos outros, não autoexaltada.
A humildade prepara o caráter, evitando a soberba que leva à ruína, e funciona como um pré-requisito para o crescimento sustentável e o respeito.
Ela não vem depois do sucesso, ela vai à frente, preparando o caminho (Po 15.33, 18.12).
Do outro lado oposto, o coração arrogante (soberbo) precede a queda, enquanto a humildade precede a honra.
A humildade está ligada ao "temor do Senhor", reconhecendo as próprias limitações diante de Deus.
Enfim, a sabedoria ensina que, para ser levantado (honrado), é preciso primeiro estar abatido (humilde).
Logo na criação do homem no jardim do Éden, já temos ali exemplos sendo traçados de humildade e soberba.
Um querubim ungido para proteger, cheio de sabedoria e glória – só que se ensoberbeceu e quis fazer o seu próprio reino ao norte, abandonando o seu trabalho cotidiano, sua ocupação. Já está julgado e condenado!
Aquele que se separa, insurge-se contra a verdadeira sabedoria e busca seus interesses, diz o sábio.
Do outro lado, ele esculpe dos materiais do pó, um ser humano frágil, mas que se andar na obediência e em Sua vontade, será eterno junto com Ele. Seremos deuses, diz o salmista, ou entre os deuses daremos louvores? É.
Lembrando, novamente que diante da honra vai à humildade...
Rocha de escândalo
É certo que, segundo a Bíblia, Jesus é uma pedra de tropeço.
Esse ensinamento dEle como "pedra de tropeço" é uma mensagem bíblica confirma pelo profeta Isaías e pelo apóstolo Pedro.
Sem sombras de dúvida, indica que Ele se torna um obstáculo ou escândalo para aqueles que rejeitam a fé.
De igual modo para aqueles que baseiam-se em obras ou desobedecem à Sua palavra.
Enquanto para os crentes Ele é a rocha firme, para os incrédulos, Sua mensagem e origem causam queda e rejeição (Is 8.14, 1 Pd 2.8).
Os judeus da época tropeçaram em Jesus por rejeitarem a salvação pela graça, buscando-a pelas obras da lei.
A mensagem da cruz era loucura e ofensa para muitos que esperavam um Messias político e triunfalista, tornando Jesus um motivo de tropeço.
O Altíssimo é, simultaneamente, a "Pedra Angular" (alicerce) para os que creem e a "Rocha de Escândalo" para os que não crêem.
Jesus chama Pedro de "pedra de tropeço" quando este tenta impedi-lo de ir à cruz, agindo contra os propósitos de Deus (Mt 16.23).
A expressão grega skandalon (pedra de tropeço ou escândalo) refere-se a algo que faz alguém tropeçar em seu caminho espiritual.
Portanto, Jesus se torna um tropeço quando as pessoas se recusam a aceitá-lo como Ele realmente é.
Por outro lado, Ele foi acolhido por muitos como o Messias: "Bendito o que vem em nome do Senhor" (Lc 19.38, Mt 21.9).
Frase conhecida de sua entrada triunfal em Jerusalém, conforme a profecia do profeta Zacarias (Zc 9.9).
Mas para Caifás, o sumo sacerdote, ironicamente, por ser um líder religioso, Ele foi uma pedra de tropeço, pois escolheu a lógica política de sacrificar um indivíduo (Jesus) para salvar a nação judaica da destruição pelos romanos.
Como Deus tem o controle de tudo, mesmo com más intenções, ele profetizou que Jesus morreria para salvar a nação (Jo 11.49-52).
Na verdade, ele se escandalizava em Cristo e temia que os milagres de Jesus atraíssem a atenção romana e resultassem na destruição do templo e da nação.
segunda-feira, 13 de abril de 2026
Resumindo as setenta semanas
Os principais objetivos descritos no capítulo 9 de Daniel aqui descritos nestas linhas foram: extinguir a transgressão; dar fim aos pecados; expiar a iniquidade; trazer a justiça eterna; selar a visão e a profecia; ungir o Santo dos Santos.
Inicialmente há um período destacado de sete semanas e 62 semanas (as sessenta e nove semanas) tendo o seu início no reinado de Ciro, quando foi dada a “ordem para restaurar e reedificar Jerusalém” e que iria até a chegada do Messias, Jesus, e, então, até a vinda de Cristo são 69 semanas, faltando apenas uma semana.
Nesse período final de uma semana é já a semana de número setenta; e no verso 26 e depois o 27 separadamente.
No verso vinte e seis é dito que nesta última semana o Messias Jesus seria tirado e, mais, “o povo do príncipe que há de vir, destruirá a cidade e o santuário” e “até o fim haverá guerra; estão determinadas assolações”.
Já o verso 27 traz mais detalhes desta mesma última semana: o Messias “firmará um concerto com muitos por uma semana”. E, agora, há uma repartição desta semana final ao dizer: “na metade da semana fará cessar o sacrifício e a ofertas de manjares” e, ainda acontecerá que “sobre a asa das abominações virá o assolador e isso até a consumação; e o que está determinado será derramado sobre o assolador”.
Enfim, o verso 27 primeiro refere-se ao concerto eterno (sete dias) que Jesus faz pela morte na cruz e “com muitos”, com os creem em seu nome é o concerto da salvação eterna, no perdão dos pecados pelo seu sangue.
O clímax das setentas semanas acontece a partir da metade da última semana, os três e meio dias finais, quando, então, o Messias “faria cessar o sacrifício e a oferta de manjares” cumpriu-se isto quando Cristo morto pelos judeus tornava inútil os sacrifícios e ofertas determinadas pela lei e para que cessasse de fato toda religiosidade vã definida pela lei é que foi destruído o templo e a cidade de Jerusalém pelo “povo do príncipe que havia de vir” - os romanos, que, no ano 70 aD, com seus exércitos, não deixou pedra sobre pedra e desde então nunca mais se realizou tais rituais levíticos.
Então de Jesus morto até o fim dos tempos faltam apenas três dias e meio.
Os setenta anos de cativeiro babilônico
A história dos setenta anos começa quando Daniel entende, lendo e refletindo sobre as Escrituras, que o tempo determinado por Deus para a duração do cativeiro do Seu povo na Babilônia seria de setenta anos (Jr 25.11-12; 29.10).
Aquele era o primeiro ano de Dario, o medo.
O império babilônico já havia passado, e estava para se cumprir o tempo determinado por Deus através de Jeremias.
Isto levou o profeta Daniel a buscar ao Senhor “com oração, e rogos, e jejum, e pano de saco, e cinza” (v. 3).
Em resposta à oração do profeta, o anjo Gabriel é enviado para instruir Daniel sobre um novo período de tempo, nunca antes citado – não mais de setenta anos, mas setenta semanas.
Vários objetivos são propostos para esse novo período de tempo determinado por Deus.
Todos eles se relacionam com a redenção e felicidade eterna dos santos, de modo que, no cumprimento de todo o propósito das setenta semanas, o povo de Deus terá alcançado a plenitude de tudo quanto Deus havia prometido antes por boca de outros profetas.
Portanto, esta visão abrange um período de tempo muito mais amplo do que a contagem literal de setenta semanas poderia sugerir!
É um tempo do conhecimento exclusivo de Deus – a expressão “setenta semanas” apenas indicando simbolicamente sua perfeição e completude para o cumprimento dos desígnios divinos (2 Pe 3.8).
Embora se trate de um período cuja duração de tempo exata é do conhecimento exclusivo de Deus, o avanço das setenta semanas é assinalado por eventos que são claramente identificáveis nas Escrituras e na História.
O primeiro, nas primeiras “sessenta e nova semanas”, e o segundo, na última “semana”.
O marco inicial se dá no reinado de Ciro, o persa, por volta de 445 a.C., quando foi dada a “ordem para restaurar e reedificar Jerusalém” (2 Cr 36.22-23; Ed 1.1-3; Is 44.24-28; 45.1, 13).
No período pós-cativeiro, aconteceu a reconstrução do Templo e da cidade de Jerusalém, mas, como diz a profecia, em “dias angustiosos”.
Conforme registrado nos livros de Esdras e Neemias, a obra de restauração esteve sob constante ameaça dos inimigos vizinhos, chegando até a ser interrompida por influência destes.
E os próprios israelitas viram-se novamente sujeitos às fraquezas e infidelidades de seus antepassados, como nos revelam os profetas Ageu, Zacarias e Malaquias.
Esse período se estende até a chegada do Messias, o Príncipe – isto é, Jesus Cristo.
Neste ponto da história, o tempo avançou sessenta e nove semanas no “relógio” divino, restando tão somente uma semana para a conclusão dos desígnios de Deus para o Seu povo na terra.
Quer dizer que, desde a manifestação do Senhor Jesus em carne, há aproximadamente 2000 anos, até o fim, transcorre apenas uma semana na visão de Deus.
O período final é de apenas uma semana.
Mas, atenção, pois aqui ocorre uma repartição na septuagésima e última semana em dois novos períodos de meia semana cada.
Os versos em relevo destacam os eventos que devem suceder tanto na primeira como na segunda metade desta última semana.
Em primeiro lugar, é dito no verso 26 que o Messias “será tirado, e não será mais”.
Isto se refere a Jesus sendo rejeitado e morto pelos judeus (Is 53.8; Jo 1.10) e, pela Sua ressurreição e ascensão, deixando este mundo e voltando para o Pai (Lc 9.22; Jo 14.19).
O verso 27 afirma também, ainda em relação ao Messias, que Ele “firmará um concerto com muitos” – uma clara referência ao Concerto da salvação eterna (“por uma semana” – sete tempos), selada no Seu sangue para a remissão dos pecados de muitos – do Seu povo (Mt 1.21; 20.28; 26.26-28).
Voltando ao verso 26, ali é dito, na sequência da rejeição do Messias, que “o povo do príncipe, que há de vir, destruirá a cidade e o santuário”.
O povo aqui citado é o romano que, no ano 70 d.C., liderado pelo general Tito, cercou Jerusalém com seus exércitos e arrasou a cidade e o Templo, não deixando pedra sobre pedra (Mt 24.2; Lc 21.20-24).
O verso 27 volta a este acontecimento, pela citação de que, no meio da semana, o Messias faria “cessar o sacrifício e a oferta de manjares”.
Isto se cumpre, primeiro, quando Cristo, pelo sacrifício único e perfeito de Si mesmo, tornava inúteis e obsoletos os sacrifícios e ofertas determinadas pela Lei (Hb 9.11-12; 10.1, 8-12).
Mas, para que cessasse de fato toda religiosidade judaica, o Templo foi destruído, e nunca mais os judeus puderam realizar tais sacrifícios.
A partir desse acontecimento, transcorre a segunda metade da última semana.
Com o fim de toda a ordem mosaica baseada no Templo e na missão de Israel como povo de Deus – fim esse assinalado pela destruição de Jerusalém e do Templo, entramos no período final das setenta semanas.
No verso 26, lemos que “até ao fim haverá guerra; estão determinadas assolações” – que é uma referência aos acontecimentos catastróficos e aflitivos que se abateriam sobre as nações até o fim do mundo, como Jesus avisaria os Seus discípulos (Mt 24.6-7).
Observa-se ainda, pelo verso 27, que esse é o tempo em que o Assolador, isto é, o espírito do anticristo, se faz presente no mundo (Jo 14.30; 1 Jo 2.18; 4.3; 2 Ts 2.1-5), manifestando-se na multiplicação do engano e da iniquidade (Mt 24.9-12; 1 Tm 4.1-2; 2 Tm 3.1-4; 2 Ts 2.7, 9-12).
Contudo, esse período também inclui o derramar da ira de Deus sobre todo o sistema e poder das trevas, com a destruição do próprio Assolador (2 Ts 2.7-8; Ap 20.10).
Pedi, pedi e dar-se-vos-á
"Pedi, e dar-se-vos-á; buscai e achareis; batei, e abrir-se-vos-á" é uma promessa bíblica de Jesus, registrada no Evangelho.
Ela que incentiva a oração perseverante.
A perseverança é um esforço contínuo.
É alcançar o que se propõe e buscar soluções para as dificuldades que podem surgir.
É um valor fundamental na vida para obter um resultado concreto.
Na parábola do juiz iníquo, Jesus nos ensina a orar sempre sem se esmorecer. Ensina a termos perseverança. E como poderíamos aplicar este conselho às outras áreas de nossa vida?
Quando desistimos de algo, por dificuldades, cansaço, incompreensões, ou outros motivos, alguns até razoáveis, estaríamos perdendo tempo? Se assim for a nossa escolha ou possibilidade ao voltarmos, qual seria a real situação no nosso retorno?
O ambiente em torno já teria mudado e assim teríamos que adaptar novamente? Ou escolheríamos outra atividade e teríamos que “aprender” desde o início, sendo que na outra que desistimos já tínhamos alguma experiência?
A pessoa melhor capacitada para dar continuidade àquela atividade não seríamos nós mesmos? Então, como enfrentar as dificuldades sem desistir? Pedindo a Deus que nos ajude a carregar as nossas cargas? Se este objetivo foi Ele quem nos deu, então nos ajudará a entendermos a sua direção quanto a terminá-lo ou como continuar.
Assim como Jacó “lutou” com Deus e prevaleceu, nós também podemos vencer.
Por que perseverar então? Porque sem a perseverança não aprendemos, não crescemos, não concluímos e não chegamos a um objetivo.
A perseverança recebe novas motivações, e a motivação nasce do desejo de se alcançar um objetivo. Portanto, quanto maior a vontade de vencer, maior a motivação, maior a determinação para enfrentar as dificuldades.
Deus poderá nos dar estratégias para nos aliviar ou ensinar a viver com as “pressões” no caminho do objetivo e assim continuar nosso empreendimento.
Será que o tempo nosso nessa tarefa já terminou? Ele nos dirá claramente, mas desistir não devemos...
Então não desistamos, pois Deus nos dará um direcionamento!
“E Deus não fará justiça aos seus escolhidos, que clamam a Ele de dia e de noite, ainda que tardio para com eles?” Lc 18.7
A passagem citada assegura que quem pede recebe, quem busca encontra e, para quem bate, a porta se abrirá, destacando a bondade de Deus em responder (Mt 7.7-11).
A frase é um convite à confiança e à persistência na oração.
Ela enfatiza que Deus, como um pai amoroso, deseja dar "coisas boas" aos seus filhos que lhe pedem.
A ordem é composta por três ações contínuas: pedir (oração), buscar (ação/esforço) e bater (persistência).
Encontra-se no Sermão da Montanha, onde Jesus ensina sobre a oração e a confiança na providência divina, garantindo que Deus ouve e responde ao seu povo.
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