sexta-feira, 24 de julho de 2026

O início de um novo dia

Na Bíblia, o pôr do sol marca o fim do dia e o início de um novo ciclo. Isto é demonstrado no livro de Neemias: "...dando já sombra nas portas de Jerusalém..." mostrando o término de um ciclo. "Sucedeu, pois, que, dando já sombra nas portas de Jerusalém antes do sábado, ordenei que as portas fossem fechadas; e mandei que não as abrissem até passado o sábado; e pus às portas alguns de meus servos, para que nenhuma carga entrasse no dia de sábado” (Ne 13.19). O evangelista Lucas também destaca: "...amanhecia o sábado..." revelando que com a claridade começava uma nova contagem. "E era o dia da preparação, e amanhecia o sábado " (Lc 23.54). A tradição judaica utiliza um calendário lunisolar e começa a calcular seus dias sagrados e feriados a partir da contagem do mês de Nissan como o primeiro mês do ano religioso. Os inícios dos meses são baseados nas fases da Lua (ciclo lunar), enquanto as estações dependem do Sol. Com isso, divulga-se que os detalhes bíblicos não devem ser desprezados pois trazem mensagens espirituais muito relevantes. O plano maior do Eterno para com a humanidade é que as vidas terminem como um dia, mesmo que tenha começado sem sol, sem a presença de Deus, Ele quer que todos terminem essa maravilhosa existência terrena com Ele (Ef 2.1-3; Rm 5.12). Se por um lado todos começam a vida mortos espiritualmente, pois o pecado separa dEle, entretanto, Ele quer que todos se aproximem e vivam na luz! É certo que o dia começou em trevas devido a separação com a luz que ocorreu com a Queda de Adão e Eva e continua a afetar a todos os homens que não foram “vivificados” por Cristo, que ressuscitou os mortos espiritualmente. Entretanto, na Palavra é clara, simples e firme ao afirmar que o pecado traz a morte. Assim, o homem nasce afastado de Deus, necessitando de reconciliação: “Portanto, como por um homem entrou o pecado no mundo, e pelo pecado a morte, assim também a morte passou a todos os homens por isso que todos pecaram" (Rm 5.5-19). Enfim, o que passou a todos os homens, foi pecado? Não, de acordo com o texto bíblico foi a morte, morte espiritual. Assim, o dia bíblico, segundo Gênesis, começa com a escuridão e termina com o pôr do sol, marcando a passagem para a noite e o início de um novo dia.

quinta-feira, 23 de julho de 2026

Desprezo ao Criador

A ideia de uma "geração que despreza o bem de Deus" é um tema recorrente na Bíblia. Ela é frequentemente associado a um período de apostasia, indiferença espiritual e rebeldia moral. O desprezo não é apenas a negação explícita de Deus, mas manifesta-se através da opressão ao pobre, o que é interpretado como desprezo ao Criador. Outra forma de descaso de nosso tempo é evidenciado pois tanto a idolatria quanto a autoconfiança são estimadas em detrimento da fé e da dependência de Deus. Os fatos atuais descrevem uma geração que não conhece a Deus, ou seja, não tem experiência pessoal com Ele (Lc 11.29-32). O desdém pela palavra de Deus e seus mandamentos resulta em consequências severas, com a Escritura alertando que a iniquidade pode afetar gerações futuras que seguem o mesmo caminho de desobediência. Uma forma clara de indiferença pelo conselho divino está na não atenção à importância das duas dobras. Analisando o caso de Jó, a Palavra não reprime a sua esposa por causa deste momento que a caracteriza negativamente como não tendo dado apoio ao marido em sua tremenda prova de fé. Deus restituiu os filhos com a mesma esposa, sem mais detalhes maiores ou menores! Fugindo das especulações, então o Senhor não a repreendendo, por isso, não é razoável entrar nessa linha de argumentação sem respaldo bíblico. O cônjuge é muito importante nestas horas de aflição de umas das dobras, por isso é que o Eterno recomenda dois e não um e Salomão assim se expressa no Eclesiastes: "E, se alguém quiser prevalecer contra um, os dois lhe resistirão; e o cordão de três dobras não se quebra tão depressa" (Ec 4.12). Sugiro outra esposa para tratar deste assunto: Rebeca. Ela foi atenta e prudente quando seu marido iria “errar” abençoando o maior, enquanto tinha revelação divina que deveria favorecer o menor, ela interveio com muita inteligência.

Tropeçando na pedra

É certo que, segundo a Bíblia, Jesus é uma pedra de tropeço. Esse ensinamento dEle como "pedra de tropeço" é uma mensagem bíblica confirma pelo profeta Isaías e pelo apóstolo Pedro. Sem sombras de dúvida, indica que Ele se torna um obstáculo ou escândalo para aqueles que rejeitam a fé. De igual modo para aqueles que baseiam-se em obras ou desobedecem à Sua palavra. Enquanto para os crentes Ele é a rocha firme, para os incrédulos, Sua mensagem e origem causam queda e rejeição (Is 8.14, 1 Pd 2.8). Os judeus da época tropeçaram em Jesus por rejeitarem a salvação pela graça, buscando-a pelas obras da lei. A mensagem da cruz era loucura e ofensa para muitos que esperavam um Messias político e triunfalista, tornando Jesus um motivo de tropeço. O Altíssimo é, simultaneamente, a "Pedra Angular" (alicerce) para os que creem e a "Rocha de Escândalo" para os que não crêem. Jesus chama Pedro de "pedra de tropeço" quando este tenta impedi-lo de ir à cruz, agindo contra os propósitos de Deus (Mt 16.23). A expressão grega skandalon (pedra de tropeço ou escândalo) refere-se a algo que faz alguém tropeçar em seu caminho espiritual. Portanto, Jesus se torna um tropeço quando as pessoas se recusam a aceitá-lo como Ele realmente é. Por outro lado, Ele foi acolhido por muitos como o Messias: "Bendito o que vem em nome do Senhor" (Lc 19.38, Mt 21.9). Frase conhecida de sua entrada triunfal em Jerusalém, conforme a profecia do profeta Zacarias (Zc 9.9). Mas para Caifás, o sumo sacerdote, ironicamente, por ser um líder religioso, Ele foi uma pedra de tropeço, pois escolheu a lógica política de sacrificar um indivíduo (Jesus) para salvar a nação judaica da destruição pelos romanos. Como Deus tem o controle de tudo, mesmo com más intenções, ele profetizou que Jesus morreria para salvar a nação (Jo 11.49-52). Na verdade, ele se escandalizava em Cristo e temia que os milagres de Jesus atraíssem a atenção romana e resultassem na destruição do templo e da nação.

O que quis dizer o escritor?

"Forçar" uma interpretação bíblica significa extrair versículos de seu contexto original para justificar pontos de vista pessoais, ideologias ou interesses próprios, ignorando a intenção original do autor. Essa prática é considerada um erro hermenêutico que transforma a mensagem bíblica para encaixar em pensamentos humanos. É certo que Filemom era um cristão com bom exemplo. Até mesmo o apóstolo Paulo enumera, entre outras características, que por ele “as entranhas dos santos foram recreadas”. Ppor isso ele acreditava que, provavelmente, Filemom receberia o novo irmão em Cristo, Onésimo. O apóstolo ou o escravo convertido, Onésimo, pode perfeitamente ter tido uma direção de Deus? Conhecendo um pouco do apóstolo, diria que ele teve uma direção de mandar o escravo para voltar para o seu dono. Agora como cristão, poderia servir como testemunho a ele e aos que o conheciam antes de sua nova crença. Contudo, a epístola a Filemom não deve ser usada como uma orientação geral para os crentes. Nada disso, nem voltarem onde devem algo e pagar, nada e nada e mais nada... Ana lisando o contexto pelos escritos, nem se sabe ao certo se ele devia algo ao seu senhor! Isso acontece muito com certa frequência nos meios religiosos, sendo até uma grande imprudência em certos casos. Supor algo, de forma induzida ou não, que a Bíblia não mostra é colocar pensamentos próprios acima da Palavra. Se continuarmos a fazer essa ação, assim estaremos acrescentando algo que o Livro não expõe, não ensina e nem tão pouco induziu. Muitos tem tomado esse caminho, mas é um caminho totalmente irrecomendável, e, acima de tudo, é desaconselhado de igual modo em Apocalipse.

Deus de promessa

A expressão "a bênção de Jacó" se refere a três momentos marcantes na vida do patriarca. A bênção da primogenitura que ele herdou de Isaque em detrimento de seu irmão. Ainda a bênção no Vale de Jaboque quando ele ele luta com um anjo. E ainda o testamento profético que ele deixou para cada um de seus 12 filhos (Gn 49). Em Gênesis 27, com a idade avançada de Isaque, já bastante idoso e cego,esqueceu que a primogenitura era do emnor confomr o Eterno relatara a sua esposa. Com isso, planejava dar sua bênção (que incluía a primogenitura) ao seu filho mais velho, Esaú. No entanto, Rebeca, mãe de Jacó, bem atenta aos planos do Altíssimo, ajudou-o a não errar. Jacó cobriu-se com peles de cabrito para simular os pelos de Esaú e serviu comida ao pai. Isaque o abençoou, dando-lhe primazia sobre os povos, domínio sobre o irmão e a herança das promessas feitas a Abraão. Já em Gênesis 32, temendo o reencontro com o irmão Esaú, Jacó passou uma noite inteira lutando com um ser misterioso (frequentemente interpretado como um anjo ou o próprio Deus). Exausto, mas determinado, Jacó exigiu ser abençoado. A bênção veio e também um novo nome foi adquirido e passou a ser chamado de Israel (que significa "aquele que luta com Deus"). Por fim, em Gênesis 49, antes de falecer no Egito, Jacó reuniu seus 12 filhos para profetizar sobre o futuro de cada tribo. Assim ficaram as bênçãos:Judá recebeu a promessa de que a realeza e o cetro viriam de sua linhagem, apontando para a vinda do Messias (o Leão da tribo de Judá). José foi abençoado com a fartura e a multiplicação de seus descendentes (Efraim e Manassés). Rúben perdeu o direito à primogenitura por causa de um grave pecado contra o pai. Simeão e Levi receberam repreensões devido à violência que cometeram no passado. Assim o senhor mostra que tem tudo sob controle!