A Bíblia pela Bíblia
Um Blog de estudos e comentários bíblicos. Apesar da muita disponibilidade e acesso no mundo virtual, este blogueiro entende que precisamos o mais rápido possível redescobrir a Palavra de Deus! esdrasneemiasdossantos@gmail.com Read it in english: http://thebiblebythebible.blogspot.com.br/
sábado, 22 de agosto de 2026
Eu Sou o que Sou
Por zelo, os filhos de Abraão trocavam a caneta quando iam escrever o nome do “Eu Sou o que Sou”.
Essa forma de cuidado se estende e não se sabe exatamente a dicção/articulação do Seu nome para evitar alguma possibilidade de banalização.
É necessário o nome dEle seja santificado quando pronunciamos o seu nome e para isso necessita-se de reverência ao utilizá-lo, evitando empregá-lo em conversas cotidianas ou dizer que Ele está dizendo/disse algo para reforçar ou dar credibilidade uma ideia/mensagem.
A Palavra do Altíssimo é preciosa e Ele não é falador, nem tagarela, diz pouco e apenas o necessário para caminharmos mais um pouco, para dar uma direção/orientação.
Os filhos da promessa valorizavam o nome do Eterno trocando a tinta, evitando pronunciá-lo e nós como enxertados na videira, como poderemos respeitar melhor/mais o Seu Santo Nome?
A verdadeira essência do Pentecoste
Havendo pois zombaria e dúvidas acerca de várias línguas sendo faladas, glorificando a Deus, Pedro explica que aquilo nada mais era que o fora profetizado por Joel, o derramamento do Espírito.
Por outro lado, aquele eram os frutos sendo apresentados e recebidos pelo Pai, a colheita do ministério de Jesus? Sim. A essência de Pentecostes não é barulho, fogo, línguas e sim apresentação de frutos, o que não deixa de ser também um revestimento de poder para serem testemunhas, resistir a perseguição que estava à porta.
Claro, que com fim da missão evangelística, o Pai alegre recebe e aprova os frutos da mão do Filho, abrindo agora uma nova colheita de forma mundial e não só restrita aos judeus.
O desvio de Deus custou um cativeiro
O povo ignorou os avisos dos profetas e deixou os mandamentos, achou que a independência de Deus traria liberdade total.
As escolhas humanas geram consequências reais na alma e o cativeiro físico reflete o "cativeiro espiritual" que ocorre quando o ser humano se afasta do Criador.
Jerusalém caiu e os israelitas foram levados como prisioneiros mostrando que o pecado cria vícios, orgulho e escravidão emocional.
O afastamento dos caminhos de Deus é demonstrado por sentimentos de vazio, ansiedade constante e falta de propósito de vida.
Esse exílio de setenta anos serviu como consequência da desobediência espiritual, mas também abriu espaço para o arrependimento, a reflexão e o retorno à Aliança divina.
A dor do cativeiro mostrou a fragilidade humana longe da proteção de Deus, assim Israel teve de aceitar o perdão divino para reconstruir a vida.
O povo precisou reconhecer o erro com sinceridade e mudar de direção, buscou a Deus no "exílio", mesmo se sentindo longe dEle.
É certo que Deus nunca abandonou totalmente o seu povo, mesmo na disciplina, assim, o fim do exílio trouxe restauração e um novo recomeço para a fé de Israel.
sexta-feira, 21 de agosto de 2026
Seguindo a Palavra
O desvio de Deus do povo de Israel custou além de inúmeras repreensões para que o povo se convertesse, um período de cativeiro na babilônia.
O profeta Jeremias relata em seu livro, capítulo 52, o que o Altíssimo dizia já há muito tempo.
Mas o povo e os governantes acreditavam mais em acordos políticos e por soberba e presunção, achavam que por ali estar o templo construído por Salomão, a cidade estaria guardada, mesmo eles estando desviados? É.
“Também estenderei a minha rede sobre ele, e será apanhado nas minhas malhas; levá-lo-ei a Babilônia, à terra dos caldeus, mas não a verá, ainda que venha a morrer ali” (Ez 12.13).
Cumpriu-se a mensagem divina dada a Ezequiel, que Zedequias seria levado para à terra dos caldeus, contudo não a veria, pois os seus olhos foram arrancados.
Se a confiança deles estava no templo, ele também foi destruído, assim como todas as casas dos grandes de Jerusalém, ficando na cidade destruída os mais pobres da terra para serem vinhateiros e lavradores.
A nossa confiança e temor primeiramente deve estar no Senhor, acima de templos que são construídos por mãos humanas, instituições que se corrompem e homens que se desviam de seguir a Palavra.
A Igreja segue caminhando
Na carta universal de Judas, vs 6 temos: “e aos anjos que não guardaram o seu principado...”
“E havendo feito tudo, ficar firmes” e “oração e súplica no espírito e vigiando nisso com toda perseverança...” (Ef 6. 13 e 18)
Vemos aqui um alerta à perseverança em todas as cartas às igreja da Ásia também: “ao que vencer...”
“Sê fiel até a morte, e dar-te-ei a coroa da vida” (Ap 2. 10).
“Então vos hão de entregar para serdes atormentados, e matar-vos-ão; e sereis odiados de todas as nações por causa do meu nome.
Nesse tempo muitos serão escandalizados, e trair-se-ão uns aos outros, e uns aos outros se odiarão. E surgirão muitos falsos profetas, e enganarão a muitos.
E, por se multiplicar a iniquidade, o amor de muitos esfriará.
Mas aquele que perseverar até ao fim, esse será salvo” (Mt 24. 9-13).
“Um poucochinho de tempo e o que há de vir virá e não tardará. Mas o justo viverá da fé; e se ele recuar, a minha alma não tem prazer nele” (Hb 10. 37-38).
O cristão pode pensar que não tem força, mas Deus já deu para suportar... não há provados além do que pode suportar... Ele conhece, sabe das limitações.
Entretanto, nas lutas e nas provas a Igreja segue caminhando...
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