A Bíblia pela Bíblia
Um Blog de estudos e comentários bíblicos. Apesar da muita disponibilidade e acesso no mundo virtual, este blogueiro entende que precisamos o mais rápido possível redescobrir a Palavra de Deus! esdrasneemiasdossantos@gmail.com Read it in english: http://thebiblebythebible.blogspot.com.br/
domingo, 26 de abril de 2026
A importância do conhecimento
O conhecimento consolida a força (Pv 24.3), porque pelo conhecimento podemos saber o que nos é dado gratuitamente por Deus (1Co 2.12).
Pelo conhecimento da verdade podemos alcançar plena libertação (Jo 8.32).
Pelo conhecimento podemos saber que Deus quer que todos os homens venham ao conhecimento da verdade (1Tm 2.4).
Pelo conhecimento podemos saber como agradar a Deus, pois não é resultado da nossa própria força, mas o próprio Deus nos dá graça para agradá-lo (2Co 5.9).
Ainda sobre a importância do ensino, é indubitavelmente salutar, pois é o elemento central para o desenvolvimento e a criação do caráter cristão.
O ensino da Palavra implanta normas espirituais nos crentes.
Essas normas dão forma às manifestações da Nova Vida naquele que se converte, naquele que, pela operação do Espírito de Deus, passa a andar nos estatutos de Deus (Ez 36.27).
O salvo em Cristo deve ser honesto a toda prova (Rm 12.17; 2Co 8.21; Fp 4.8; 1Pe 1.12; Hb 13.18), jamais mente (Is 63.8; Ef 4.25; 1Jo 2.28) ou tem o testemunho de sua consciência, no Espírito Santo, de que não mentiu (Rm 9.1), porque Jesus disse: “Seja, porém, o vosso falar: Sim, sim; não, não, porque o que passa disso é de procedência maligna” (Mt 5.37).
O cristão não se apodera de alguma coisa que não seja dele: “Aquele que furtava não furte mais” (Ef 4.28), assim como Zaqueu depois de salvo queria restituir e restituiu aquilo que havia defraudado (Lc 19.8) pois agora vive uma vida moral que é exemplo de pureza.
Enfim, o convertido jamais dá falso testemunho de alguém (Êx 20.16; Pv 10.18; Tg 4.11).
É certo que o ensino da Palavra dá conhecimento como o que aconteceu na igreja de Corinto que foi enriquecida pelo ensino da Palavra de Deus (1Co 1.5).
Ingratidão, não!
Paulo ensinou aos crentes de Tessalônica a serem agradecidos por tudo a Deus.
Ele mostra que transformar a gratidão em hábito pode ser feito com ações práticas.
"Em tudo dai graças" é uma exortação bíblica que orienta cristãos a agradecerem a Deus em todas as circunstâncias, boas ou ruins, pois isso representa a vontade divina.
A frase incentiva a gratidão contínua, enxergando a soberania de Deus em meio às dificuldades (1 Ts 5.18).
Ao contrário, a ingratidão é não reconhecer o bem que alguém nos fez.
A pessoa ingrata não valoriza as bênçãos que recebeu nem agradece.
A Bíblia encara a ingratidão como um pecado grave e um sinal de rebeldia, muitas vezes associada a tempos difíceis e ao egoísmo, onde o bem recebido não é reconhecido.
É uma recusa em reconhecer a bondade divina e as bênçãos recebidas (Jr 2:31).
O apóstolo alerta que pessoas ingratas serão comuns nos últimos dias, sendo a ingratidão uma atitude de rebeldia que ignora as bênçãos.
A ingratidão é listada como uma característica de tempos difíceis, junto com o egoísmo, a soberba e a falta de amor.
O cristão deve se afastar-se daqueles que demonstram ingratidão crônica e comportamentos destrutivos, mesmo quando tem aparência de religiosidade, mas suas ações negam o verdadeiro poder de Deus (2 Tm 3.1-5).
Jesus curou dez leprosos, mas apenas um voltou para agradecer (um samaritano), destacando a rara atitude de gratidão (Lc 17.15-18).
A ordem divina é para agradecer em todas as situações, e não necessariamente pelas coisas negativas em si, mas sim pela presença e soberania de Deus em todos os momentos.
Esta atitude é considerada a vontade de Deus em Cristo Jesus para os fiéis.
Agradecer em tempos difíceis é um ato de obediência e fé, reconhecendo que Deus é justo e amoroso, mesmo quando não compreendemos o cenário atual.
Agradecer ajuda a superar o luto e as dores da vida, focando na bondade divina e não na circunstância dolorosa, mudando o foco das atenções.
A expressão, portanto, representa um chamado para manter um coração grato e uma postura de adoração contínua.
A gratidão tem o poder de melhorar relacionamentos, reduzir tensões e criar uma atmosfera de esperança.
Agradecer faz com que pequenas conquistas sejam valorizadas e que os desafios sejam vistos como oportunidades de aprendizado.
Enfim, dar graça em tudo implica, então, em reconhecer que nossa vida está nas mãos do Deus Pai, que vivemos sob o senhorio de Cristo e somos sustentados pelo Espírito Santo.
É necessário nascer de novo
Segundo o apóstolo João, é indispensável nascer de novo para ver e entrar no Reino de Deus.
Não há meio termo, mais ou menos ou pela metade, é uma ordenança!
Não é um processo físico, mas uma transformação espiritual e soberana realizada pelo Espírito Santo.
Nela a pessoa recebe uma nova vida, coração e mente, crendo em Jesus Cristo.
Jesus afirmou que sem esse nascimento espiritual, ninguém pode ver o Reino de Deus.
É descrito como nascer "da água e do Espírito", indicando uma purificação e nova vida concedida por Deus (Jo 3.1-18).
Significa uma transformação profunda na alma, arrependimento sincero e fé, não dependendo de boas obras ou tradição familiar.
Jesus explica a um líder judeu que o nascimento físico não é suficiente; a corrupção do pecado humano exige uma regeneração espiritual.
Quem nasce de novo torna-se uma "nova criatura", passando da morte para a vida e tornando-se filho de Deus.
O novo nascimento é o início da vida cristã, marcando a transição da escravidão ao pecado para a liberdade em Cristo.
Nós éramos escravos do pecado, mas fomos resgatados mediante um pagamento de altíssimo valor, mais precioso que a prata e o ouro: o preço da nossa libertação foi o sangue de Jesus (1 Pe 1.18,19; 1 Jo 1.7).
Após isso, o cristão começará a ver o reino de Deus.
Agora, seus olhos estão abertos para ver além das coisas desta terra; para ver o que tem valor verdadeiro.
Com o reino de Deus vem tudo que é verdadeiramente bom, tanto neste mundo como na eternidade.
Buscar o reino de Deus é, portanto, a coisa mais gratificante que uma pessoa pode fazer.
sábado, 25 de abril de 2026
Vencendo o conflito interno
A tendência humana é se tornar mais acostumado com as coisas divinas e no dia-a-dia ir se esfriando.
O formalismo esconde muitas vezes a realidade.
Pode parecer estar bem, mas a religiosidade também pode trazer afastamento do verdadeiro sentido bíblico do adorar, cultuar, servir.
Oferecer algo a Deus que não nos custa? Davi discordaria. Ele disse que não ofereceria algo que não tivesse valor.
Quando não oferecemos o melhor, desprezamos a mesa dEle? Sim. E estaremos sendo profano, segundo o profeta Malaquias. O profano é também não dar o devido valor às coisas importantes.
Servir ao Criador de qualquer maneira é dizer que Ele é bom? Não. Ele aceita isso? Hum... de maneira nenhuma.
Em outro lugar diz que não servir a Deus de maneira correta é até maldição. Será que estamos honrando o nome do Senhor no nosso viver diário?
A Bíblia, especificamente em Atos, no capítulo 5, estabelece de forma categórica que "importa obedecer a Deus antes que aos homens".
A obediência a Deus deve prevalecer quando ordens humanas entram em conflito com a vontade divina.
É certo que a submissão às autoridades constituídas seja, em regra, ensinada, desde que não viole princípios superiores.
A fé cristã coloca a obediência a Deus como autoridade máxima.
Pedro e João declararam que é justo obedecer a Deus quando as ordens humanas contrariam a vontade divina.
"Dai a César o que é de César, e a Deus o que é de Deus" (Mt 22.21) orienta o respeito às leis civis, mas a autoridade humana não é absoluta se oposta à fé.
Por isso, obedecer a Deus é visto como uma forma de libertação e confiança, e não como uma restrição à liberdade.
A resistência à obediência humana ocorre especificamente quando as ordens humanas impedem o cumprimento dos mandamentos divinos.
A questão fundamental é que a obediência a Deus é vista como o bem maior, enquanto a obediência aos homens está sujeita aos valores divinos.
Quem suportará o dia da sua vinda?
De acordo com o profeta Malaquias, a pergunta retórica destaca que poucos suportarão o dia da vinda do Senhor, pois Ele virá como um "fogo de fundidor" e "sabão de lavandeiros".
A passagem indica que Ele purificará e refinará os filhos de Levi como ouro e prata, permitindo que tragam ofertas justas ao Senhor.
O "dia da sua vinda" descrito no capítulo 3 e a vinculação com o "fogo do ourives" mostra um processo de purificação intensa, removendo as impurezas (pecados) do povo, como metais preciosos são refinados.
É certo que isso representa a purificação moral e espiritual, limpando a sujeira e a desobediência.
Se o contexto se refere aos "filhos de Levi" prova que o início da purificação começa com aqueles que lideram, garantindo que o culto e o serviço a Deus sejam feitos com integridade, para que as ofertas sejam aceitáveis.
Em suma, o texto enfatiza a santidade da vinda do Senhor, sugerindo que apenas aqueles que passarem por esse processo de purificação (refinamento) subsistirão.
Como disse o profeta Malaquias sobre a vinda do Messias: ”Mas quem suportará o dia da sua vinda? E quem subsistirá, quando Ele aparecer? Porque Ele será como o fogo do ourives e como o sabão dos lavandeiros. E assentar-se-á, afinando e purificando a prata; e purificará os filhos de Levi e os afinará como ouro e como prata.” Eis um aperfeiçoamento eficaz: a fornalha divina!
O profeta disse pelo Espírito, quem suportará? Muitas vezes realmente parece que não vamos suportar... O fogo do ourives é até fundir para haver separação de impurezas. Deveríamos então tentar fugir ou sair do forno? Pra quê? Para onde ir? O apóstolo Pedro disse assim: Para onde iremos nós, só tu tens a palavra da vida eterna. É na fornalha que Ele conduz ao céu. Ou como diz o profeta que o divino tem um caminho na tormenta!
Não é fácil e também Ele não vai desistir ou diminuir o fogo. Aquele que começou a grande obra a aperfeiçoará. Por quê? Porque quer purificar e pureza só acontece com fundição. Estamos sendo quebrados? Fundidos na mão dEle? Graças a Deus!
Então, glorifiquemos a Ele!
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