quinta-feira, 5 de março de 2026

Aumentando a compreensão da Revelação

A revelação contida no Apocalipse é para a compreensão dos acontecimentos de antes mesmo da criação do mundo. Há um entendimento equivocado que o seu significado é um mistério. Contudo, logo nos primeiros versos, há a orientação de bem-aventurança: “É muito feliz aquele que lê, e os que ouvem as palavras desta profecia, e guardam as coisas que nela estão escritas; porque o tempo está próximo” (Vs.3). Nele a centralidade está em Jesus, pois nEle estão todas as coisas, quando se diz que: “eu sou o Alfa e o Ômega, o Princípio e o Fim, diz o Senhor, que é, e que era, e que há de vir, o Todo-Poderoso” (Vs.8). O apóstolo João estava naquela localidade por causa da “Palavra de Deus e pelo testemunho de Jesus Cristo” (Vs.9). No verso 19 do primeiro capítulo da Revelação, trata sobre a temporalidade da mensagem, isto é, as ocorrências do Apocalipse são: “[...] coisas que tem visto, e as que são, e as que depois destas hão de acontecer (Ap 1.19)”. Sendo assim, o Apocalipse é para os dias de hoje e ao caminhar por suas sábias letras o leitor encontrará edificação espiritual, refrigério e consolação.

As mulheres em oposição

A mulher mais importante da Bíblia é a Igreja. No Apocalipse ela é uma figura simbólica que representa o povo de Deus em todos os tempos, desde Adão (Gn 3; Ap 12). Se apresenta vestida de sol, com a lua sob os pés e 12 estrelas na cabeça, grávida do Messias (o filho homem) e perseguida por um grande Dragão (o Diabo), que tenta destruir a ela e seus descendentes. Essa mulher de branco simboliza a pureza, a vitória sobre o mal (a lua sob seus pés) e as 12 tribos de Israel (as estrelas), conectando a história de Israel com a Igreja, que esmaga a cabeça da serpente (Gn 3.15). Há também "outra mulher" que é contrastada com a mulher vestida de sol! Ela é a Babilônia, a Grande Prostituta, descrita no capítulo 17, vestida de púrpura e vermelho, montada sobre uma besta escarlate. Sem dúvidas nenhuma, ela representa a corrupção e a idolatria, em oposição à pureza e fidelidade da primeira mulher. O apóstolo João se admira da visão que o Senhor lhe mostra sobre a Babilônia!

quarta-feira, 4 de março de 2026

Sendo generoso

Historicamente, a primeira menção é Abraão entregando a Melquisedeque, e o sistema mosaico determinava que os dízimos fossem levados à "casa do tesouro" (templo) (Gn 14.17-20). No Antigo Testamento, os levitas e sacerdotes recebiam os dízimos das tribos de Israel. Os levitas, por não terem herança de terra, recebiam o dízimo para seu sustento e para a manutenção do culto. A prática evolui da obrigatoriedade da lei para a generosidade voluntária, focando no sustento da obra missionária e obreiros (2 Co 9.7). É certo que as Escrituras não ensinam que o dízimo é obrigatório no Novo Testamento. No entanto, as mesmas Escrituras ensinam que os crentes devem contribuir de maneira generosa, sacrificial, sem esperar nada em troca, com alegria e amor.

terça-feira, 3 de março de 2026

Somos o que queremos

A visão bíblica foca na nova identidade em Jesus, não no desejo egoísta, mas aquilo que o cristão estiver alinhado com o Espírito, sim, isso será alcançado. Isso é certo pois a Bíblia ensina que somos transformados pelo que pensamos e cremos (Rm 12.2). A Palavra condena a ambição pessoal, incentivando a humildade, o amor ao próximo e o altruísmo. O que queremos em Cristo poderemos alcançar com a graça dEle e confessar a vitória antes mesmo de recebê-la (Rm 4.17). Paulo aos Filipenses exorta a não fazer nada por ambição egoísta ou vaidade, mas sim considerar os outros superiores a si mesmo: "Nada façam por ambição egoísta ou por vaidade, mas humildemente considerem os outros superiores a vocês mesmos, cuidando, cada um, não somente dos próprios interesses, mas também dos interesses dos outros" (Fl 2.3-4). O apóstolo ainda trata com seu filho na fé sobre os últimos dias, nele as pessoas serão egoístas e amantes do dinheiro (2 Tm 3.1-4). Ele representa a cobiça e a priorização da riqueza sobre valores morais, éticos e fé, frequentemente levando à insatisfação crônica, corrupção e sofrimento emocional. Já o irmão de Jesus alerta que, se houver inveja amarga e ambição egoísta no coração, isso é maligno e não vem de Deus (Tg 3.14). Acolher tais sentimentos contradiz a verdade e gera comportamentos destrutivos, destacando a necessidade de uma sabedoria pura, pacífica e cheia de bons frutos. Mais do que "querer", somos o que a palavra de Deus diz que somos: "mais que vencedores" (Rm 8.37). O plano de Deus para a vida do cristão é fundamentado em amor, busca a sua santificação, o cumprimento de boas obras e a salvação da sua alma. Esse propósito visa a sua felicidade genuína através da comunhão com Jesus e ao amor ao próximo, transformando sua história mesmo em momentos difíceis. Enfim, quem se separa dos outros busca seus próprios desejos e rejeita a sensatez, insurge-se contra a verdadeira sabedoria (Pv 18.1).

segunda-feira, 2 de março de 2026

Valorizando a dedicação

Na Bíblia, o esforço é uma ordem divina para persistir com coragem e fé, mesmo diante de dificuldades, confiando que Deus capacita e recompensa a dedicação. Para Josué Ele disse: "Não to mandei eu? Esforça-te e tem bom ânimo; não te atemorizes, nem te espantes; porque o SENHOR, teu Deusé contigo, por onde quer que andares" (Js 1.9). Não é apenas físico, mas um compromisso espiritual e moral em servir ao Eterno, fugir do pecado e amadurecer. Deus disse ao povo de Israel no exílio, que enfrentava o medo dos babilônios e precisava de consolo e força: "Não temas, porque eu sou contigo; não te assombres, porque eu sou o teu Deus; eu te fortaleço, e te ajudo, e te sustento com a minha destra fiel" (Is 41.10). Destaca que o Senhor valoriza e auxilia pessoas trabalhadoras e dedicadas, muitas vezes associando a unção a essa característica. Há uma frase conhecida no livro dos Salmos: "Socorri um que é esforçado", o texto complementa que a mão do Altíssimo fortalece o esforçado. Nela Deus relata ter socorrido e exaltado um escolhido (Davi), destacando a valorização do esforço e dedicação na obra divina (Sl 89.19). É frequentemente usado para ilustrar como a dedicação (como a de Daniel) resulta em capacitação divina. A dedicação de Daniel ao divino, marcada por oração constante e integridade inabalável, resultou em capacitação divina superior, tornando-o dez vezes mais sábio e capaz de interpretar visões. Essa postura fiel em meio à cultura babilônica gerou um "espírito excelente", permitindo que ele se destacasse e recebesse revelações divinas (Dn 5.12; 14. Que Deus nos ache como pessoas esforçadas em sua obra!