A Bíblia pela Bíblia
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terça-feira, 30 de junho de 2026
Tomando posse da vida eterna
Tomar posse da vida eterna é um conceito baseado na recomendação do apóstolo Paulo a Timóteo.
Ele incentiva ao jovem pastor: "Combate o bom combate da fé. Toma posse da vida eterna" (1 Tm 6.12).
Espiritualmente, significa viver ativamente os princípios, a justiça e a comunhão com Cristo hoje, reconhecendo a salvação como um presente atual.
Segundo o apóstolo João, a vida eterna consiste em conhecer a Deus e a Jesus Cristo (Jo 17.3).
Isso significa uma postura diária de confiança, opondo-se às tentações e buscando valores como a justiça e a piedade.
Viver com a convicção da redenção, não se limitando apenas às preocupações materiais desta vida.
O capacete da salvação é um elemento da "armadura de Deus" citado pelo apóstolo Paulo aos Efésios.
Ele simboliza a proteção espiritual da mente e dos pensamentos contra dúvidas, medos, acusações e ataques do mal, baseando-se na certeza da vida eterna em Cristo (Ef 6.17).
A certeza da salvação é a convicção do perdão e da redenção, impedindo que sentimentos de culpa ou condenação dominem a mente.
Ela lembra o crente de quem é em Deus, protegendo-o de sussurros de desespero e fracasso, ajudando a filtrar influências negativas e focar nas promessas divinas.
Forçando a interpretação bíblica
"Forçar" uma interpretação bíblica significa extrair versículos de seu contexto original para justificar pontos de vista pessoais, ideologias ou interesses próprios, ignorando a intenção original do autor.
Essa prática é considerada um erro hermenêutico que transforma a mensagem bíblica para encaixar em pensamentos humanos.
É certo que Filemom era um cristão com bom exemplo.
Até mesmo o apóstolo Paulo enumera, entre outras características, que por ele “as entranhas dos santos foram recreadas”.
Ppor isso ele acreditava que, provavelmente, Filemom receberia o novo irmão em Cristo, Onésimo.
O apóstolo ou o escravo convertido, Onésimo, pode perfeitamente ter tido uma direção de Deus?
Conhecendo um pouco do apóstolo, diria que ele teve uma direção de mandar o escravo para voltar para o seu dono.
Agora como cristão, poderia servir como testemunho a ele e aos que o conheciam antes de sua nova crença.
Contudo, a epístola a Filemom não deve ser usada como uma orientação geral para os crentes.
Nada disso, nem voltarem onde devem algo e pagar, nada e nada e mais nada...
Ana lisando o contexto pelos escritos, nem se sabe ao certo se ele devia algo ao seu senhor!
Isso acontece muito com certa frequência nos meios religiosos, sendo até uma grande imprudência em certos casos.
Supor algo, de forma induzida ou não, que a Bíblia não mostra é colocar pensamentos próprios acima da Palavra.
Se continuarmos a fazer essa ação, assim estaremos acrescentando algo que o Livro não expõe, não ensina e nem tão pouco induziu.
Muitos tem tomado esse caminho, mas é um caminho totalmente irrecomendável, e, acima de tudo, é desaconselhado de igual modo em Apocalipse.
Jesus é a verdade
A Bíblia revela Jesus Cristo como a personificação da verdade absoluta.
O conceito de verdade tem estreita relação com o de fidelidade (Sl 25.4-5,10).
A verdade é de extrema importância na relação do homem com Deus: É preciso conhecer a verdade (Jo 8.32), obedecer a verdade (1 Pd 1.22), adorar em verdade (Jo 4.24), andar em verdade (2 Jo 4), amar com a verdade (Ef 6.14) e amar a verdade (2Ts 2.10).
Aqueles que se desviam da Verdade estão perdidos (Tg 5.19).
Aqueles ainda que não andam segundo a Verdade serão repreendidos por Deus (Rm 1.25).
Enfim, aqueles que não estão com a Verdade seguem seu pai o Diabo (Jo 8.44).
Jesus assim orou ao Pai: Santifica-os na tua verdade; a tua palavra é a verdade (Jo 17.17).
A principal passagem sobre isso está no Evangelho segundo escreveu o apóstolo João: "Eu sou o caminho, e a verdade e a vida; ninguém vem ao Pai, senão por mim".
É certo que, na perspectiva bíblica, a verdade não é apenas um conceito, mas uma pessoa.
Isso significa que, toda a verdade moral, espiritual e o propósito da existência estão centralizados em Cristo.
Além dessa afirmação central, outros textos importantes reforçam esse tema: "E conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará" (Jo 1.14).
Segundo a Bíblia Ele veio a nós "cheio de graça e de verdade" (Jo 18.37).
Quando questionado por Pilatos sobre o que é a verdade, Jesus afirma que veio ao mundo para "dar testemunho da verdade".
A expressão bíblica "a fidelidade [ou verdade] será o cinto dos seus rins" aparece em um texto do profeta Isaías.
Há várias facetas, como em todo o toda a Palavra, indicando a justiça e o caráter firme do Messias.
Cingir os rins significa amarrar a roupa para trabalhar ou lutar, simbolizando preparação, prontidão, verdade e controle sobre as paixões (Is 11.5-9).
Significa a possibilidade de correr, caminhar ou trabalhar sem estorvo.
Pois o contexto da mensagem se insere nos tempos bíblicos, em que as pessoas usavam túnicas longas.
Assim sendo, cingir os rins (ou lombos) com um cinto ou corda era essencial para prender a roupa, mostando que o Altíssimo se prende à Verdade.
Do mesmo modo, Paulo, em Efésios, no capítulo 6, instrui ao cristão a "cingir a cintura com a verdade", como parte da armadura de Deus.
Isso simboliza viver com integridade e prontidão para a batalha espiritual.
Outra face do ensino é a de que cingir os rins simboliza também o autocontrole das paixões internas (a região dos rins na Bíblia é vista como lugar da sexualidade e emoções) e a prontidão para servir a Deus.
Em suma, a verdade e a justiça são o suporte e a prontidão na vida do cristão, assim como o cinto era para o trabalhador antigo e Deus instrui o fiel a se cingir da Verdade, que é a Sua Palavra, pois só assim estará pronto para combater espiritualmente o diabo e seus demônios.
Caminhos de tentação
"Cada um, porém, é tentado pela própria cobiça [e não por demônios primariamente, porém estes podem influenciar na tentação em segundo plano] sendo por esta arrastado e seduzido. Então a cobiça, tendo engravidado, dá à luz o pecado; e o pecado, após ter-se consumado, gera a morte"(Tg 1.14-15).
Há uma diferença entre os pecados morais citados na Bíblia, que nem sempre é percebida.
Por exemplo, a Palavra difere entre adultério e prostiuição: "...os que se dão a prostiuição e aos adúlteros..."
A principal diferença é que adultério é a traição dentro do casamento, ou seja, ter relações sexuais com alguém que não é o cônjuge.
Já a prostituição se refere à venda de serviços sexuais em troca de dinheiro.
Enfim a "fornicação" consiste em sexo fora do casamento (seja antes ou depois).
Tempo de confusão
A Torre de Babel, que significa a "porta do céu" ou a "porta de Deus", é mencionada na Bíblia (Gn 11), como uma das construções mais ambiciosas do homem.
Na Bíblia, "Babel" está relacionada a "confusão", especialmente devido a confusão de línguas (Gn 11.1-9).
Ao chegarem à planície de Sinar (Mesopotâmia), decidiram construir uma cidade e um topo que alcançasse os céus para tornarem seus nomes famosos e evitar a dispersão como determinado pelo Altíssimo.
Após o dilúvio, Deus causou confusão na humanidade estabelecendo diferentes idiomas, o que impediu que a torre fosse construída, obrigando-os a interromper a construção e a se espalharem pela terra.
O homem em sua arrogância de querer chegar, por si mesmo ao céu, ou desconsiderar o plano divino para si, incorre em desordem, desentendimento, desunião, confusão.
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