A Bíblia pela Bíblia
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segunda-feira, 7 de setembro de 2026
Haja cruz
É certo Jesus Cristo foi destinado ao sacrifício antes da criação do mundo. Por isso, é que o universo físico foi estruturado, pois a salvação pela cruz já estava decidida na eternidade de Deus.
A ideia divina de um "haja cruz" já existia antes mesmo do "haja luz" da criação (claro, caso não inclua o "haja cruz" dentro do "haja luz").
Segundo a Bíblia, a cruz não foi um plano improvisado após o erro do ser humano, mas o fundamento de toda a história (1 Pd 1.19-20; Ap 13.8).
Deus cria tudo pelo poder da Sua palavra ("Haja..."), sem esforço, sem guerras entre deuses e sem depender de matéria preexistente, Ele cria do nada.
A criação é intencional e organizada. O ser humano é o ápice da criação. Ser feito à imagem de Deus significa refletir o Seu caráter amoroso e justo, além de agir como embaixador na Terra.
A humanidade recebe a missão de governar, cuidar e cultivar o jardim (criação). O trabalho e a responsabilidade ecológica nascem aqui como ordens divinas, antes de qualquer pecado existir (Gn 1-3).
O capítulo 3 explica a entrada do pecado no mundo não como uma falha na criação de Deus, mas como uma escolha humana de desobediência e sim como uma desconfiança do caráter divino, mas Deus promete que o "descendente da mulher" esmagaria a cabeça da serpente, mesmo sendo ferido por ela (Gn 3.15).
É aqui que o plano eterno da redenção se manifesta na história humana. Toda a narrativa bíblica posterior — incluindo a escolha de Abraão e a formação de Israel em Gênesis — serve para preparar o caminho para o cumprimento dessa promessa em Jesus Cristo.
Se o jardim era aberto e vulnerável (a serpente entrou); contudo, a cidade tem muralhas e portas que nunca se fecham, simbolizando segurança absoluta e uma comunidade perfeitamente integrada.
Silenciando a mente
Segundo a Bíblia, Deus fala de forma sutil através do silêncio, de pensamentos de paz, da natureza e de pequenos detalhes do cotidiano.
Para ouvir Deus, é necessário, antes de tudo, silenciar a mente.
Esse é um exercício diário de desapego do excesso de estímulos para criar um espaço onde a sensibilidade espiritual possa crescer.
Quando diminuímos o ruído do mundo, os sinais sutis tornam-se claros.
Por isso, o Eterno raramente grita; Ele prefere se comunicar de maneiras discretas que exigem atenção e intimidade espiritual.
Assim como o profeta Elias encontrou o Altíssimo não em um vento forte ou fogo, mas em um cume calmo e numa voz mansa, Ele age na calmaria, Ele é brisa.
Mensagens de sabedoria, discernimento e paz surgem na mente de forma inesperada para orientar decisões, Ele é intuição.
O cuidado divino se manifesta nas coisas simples do dia a dia, em conversas ou em coincidências significativas, o Senhor está nos detalhes.
Enfim, em muitos caso, o Onipresente se comunica através do silêncio, mais uma forma dEle proteger, ensinar paciência ou preparar o caráter para o que ainda vai acontecer.
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