A Bíblia pela Bíblia
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sexta-feira, 24 de abril de 2026
A verdade é o cinto dos rins
A expressão bíblica "a fidelidade [ou verdade] será o cinto dos seus rins" aparece em um texto do profeta Isaías.
Há várias facetas, como em todo o toda a Palavra, indicando a justiça e o caráter firme do Messias.
Cingir os rins significa amarrar a roupa para trabalhar ou lutar, simbolizando preparação, prontidão, verdade e controle sobre as paixões (Is 11.5-9).
Significa a possibilidade de correr, caminhar ou trabalhar sem estorvo.
Pois o contexto da mensagem se insere nos tempos bíblicos, em que as pessoas usavam túnicas longas.
Assim sendo, cingir os rins (ou lombos) com um cinto ou corda era essencial para prender a roupa, mostando que o Altíssimo se prende à Verdade.
Do mesmo modo, Paulo, em Efésios, no capítulo 6, instrui ao cristão a "cingir a cintura com a verdade", como parte da armadura de Deus.
Isso simboliza viver com integridade e prontidão para a batalha espiritual.
Outra face do ensino é a de que cingir os rins simboliza também o autocontrole das paixões internas (a região dos rins na Bíblia é vista como lugar da sexualidade e emoções) e a prontidão para servir a Deus.
Em suma, a verdade e a justiça são o suporte e a prontidão na vida do cristão, assim como o cinto era para o trabalhador antigo e Deus instrui o fiel a se cingir da Verdade, que é a Sua Palavra, pois só assim estará pronto para combater espiritualmente o diabo e seus demônios.
Como vencer batalhas espirituais?
Sem nenhum trocadilho, vencer batalhas espirituais exige o uso de armas espirituais.
Armas físicas não resolvem nesta peleja!
O cristão deve focar na oração constante, jejum, leitura da Bíblia e principalmente, na obediência e direção de Deus.
No capítulo 7 e verso 7, do primeiro livro do profeta Samuel, temos uma grande vitória do povo israelita sobre os filisteus.
Em alguns versos anteriores, vemos primeiramente a conversão inteira do povo a Deus, retirada de deuses estranhos e os astarotes.
Em suma, a vitória é alcançada sujeitando-se a Deus, resistindo ao diabo (Tg 4.7).
É imprescindível ao fiel se fortalecer no Senhor e na força do seu poder, revestindo-nos de toda a armadura de Deus (Ef 6).
Continuando, nos versículos seguintes do capítulo 6 da epístola aos Efésios, o apóstolo Paulo descreve uma armadura de um soldado romano, próprio daquele tempo.
Começa a descrição com “cingir” os lombos com a verdade e “vestir” a couraça da justiça.
Defender a verdade e fazer o que é justo é parte da recomendação bíblica para nossa segurança espiritual (Vs. 14).
“Calçar” os pés na preparação do evangelho da paz – no que puder, tenha paz com todos (Vs. 15).
Falta ainda o “escudo da fé” (os dardos, setas do maligno são apagados pela fé, isto é, pela confiança na palavra de Deus), a “espada do Espírito” (saber manejá-la bem, é necessário) e o “capacete da salvação” (certeza da salvação) (Vs. 16 e 17).
Outra coisa que faz-se necessário pontuar é que a contenda começa na mente, então, é crucial filtrar pensamentos, perdoar, abandonar pecados e manter a mente nas coisas do alto.
Nota-se que após citar as seis peças da armadura de Deus, Paulo nos instiga a orar (Ef 6.18).
A oração é a chave que abre as portas entre nós e Deus.
Quando estamos numa batalha é através dela que nos achegamos a Cristo.
A busca constate em conhecer nosso Deus, nos mantém firmes diante das ciladas tramadas pelo maligno.
Precisamos orar incessantemente, pois é por meio dela que nos aproximamos de Deus, e nos tornamos mais fortes para suportar as tentações.
A oração nos capacita vencer a batalha espiritual!
quinta-feira, 23 de abril de 2026
Não há neutralidade espiritual
A idolatria, crença e adoração em outros deuses é comparada no livro sagrado como prostituição, adultérios, traição.
Deus conquistou para si um povo e disse que estaria se unindo a ele como um casamento. Mas, Israel se afastou de Deus e se prostituiu com vários deuses.
Desde o deserto o povo de Deus sempre esteve envolvido com a idolatria. Judá não foi diferente, até a sua ida para Babilônia, levada cativa, onde certamente aprendeu sobre o assunto de forma definitiva.
O profeta Jeremias trata com o povo de forma firme, mas o Altíssimo prometeu a ele que tiraria a idolatria do coração do povo, através da figura de um cinto apodrecido enterrado no deserto.
Assim como também o profeta Ezequiel que fala de idolatria dentro do templo.
Existia a imagem de ciúmes e na porta do Átrio pinturas nas paredes com animais imundos e os anciãos com incensários, dizendo: o Senhor não nos vê e abandonou a terra.
Se em Israel havia incentivada pelos ídolos em sua periferia, em Judá elas estavam dentro do templo - uma forma muito mais agressiva e afrontosa ao Deus de toda a terra.
A frase "aquilo que não é feito a Deus, aos demônios é consagrado" é uma interpretação teológica baseada em princípios bíblicos.
É comumente usada para enfatizar que não existe "neutralidade" espiritual nas ações e objetos.
Segundo a Bíblia, todas as coisas devem ser dedicadas ao Criador; caso contrário, estão sujeitas à influência das trevas.
Paulo diz que o que os pagãos quando sacrificam, oferecem aos demônios e não a Deus.
E assim, o apóstolo afirma que não se pode participar da mesa do Senhor e da mesa dos demônios (1Co 10.20).
Assim sendo, os lugares ou ações dedicados a ídolos são "consagrados" ou "abertos à influência demoníaca".
Então, a consagração é uma questão de direção: se algo não é dedicado a Deus, ele está, por omissão ou prática, alinhado ao lado oposto.
Provado está mais uma vez que por trás de toda idolatria, há demônios, que são seres sobrenaturais controlados pelo diabo.
Tanto Moisés (Dt 32.17) quanto o salmista (Sl 106.36,37) também associam os falsos deuses com demônios.
Enfim, todas as atividades — comer, beber, trabalhar — devem ser feitas para a glória de Deus, evitando a dedicação, mesmo que inconsciente, ao mal (1 Co 10.31).
terça-feira, 21 de abril de 2026
Estou à porta e bato
A frase "Eis que estou à porta e bato" provém de Apocalipse na Bíblia.
É um convite de Jesus para comunhão íntima, onde ele pede para entrar no coração e na vida de alguém que o deixou do lado de fora, prometendo "cear" (ter intimidade) com quem abrir a porta.
Jesus também bate através de circunstâncias (problemas, momentos difíceis) ou da Sua Palavra para despertar o indivíduo.
No contexto citado, a mensagem foi dirigida à igreja de Laodiceia, descrevendo uma condição "morna" (Ap 3.20).
Neste verso, há a ênfase tanto em "ouvir a voz" quanto tomar a decisão de "abrir a porta".
De certa forma, o texto é interpretado como um apelo ao arrependimento e à renovação da fé, convidando a um relacionamento sincero, em vez de apenas auxílio externo.
O texto é muito usado para evangelizar as pessoas, contudo, se você prestar atenção ao contexto, esse versículos são direcionados aos crentes que dizem que professam uma fé em cristo.
A ironia dele é que ele é direcionado para "crentes" que não abriam o seu coração para Deus.
Na verdade é uma reprovação para crentes "mornos" que o Senhor sente vontade de vomitá-los.
Eles acham que não precisam de nada e dizem: "'Estou rico e abastado e não preciso de coisa alguma', e nem sabem que são infelizes, sim, miseráveis, pobres, cegos e nus (Ap 3.17).
Humildade bíblica
Diante da tese apresentada por Isaías, na qual ele diz que o Senhor, que mora na eternidade e cujo nome é Santo, habita também com o quebrantado e contrito de espírito.
Há, então, vários pressupos: tudo aquilo entre os homens que é elevado é abominação para Ele.
Considerando ainda, que o trono divino é eterno e deixar de reconhecer isto não é uma boa escolha...o caminho que sobra é na humildade.
A humildade, no sentido bíblico, é uma virtude que representa o reconhecimento sincero da grandeza de Deus e a moderação sobre si mesmo.
Assim sendo, o modo de agir deve ser sem orgulho ou busca por honra.
A humildade é caracterizada pela mansidão, serviço ao próximo e obediência à vontade divina.
Com isso, o cristão humilde não é soberbo, arrogante nem vaidoso, mas não se considerar inferior e nem superior aos outros, reconhecendo suas limitações.
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