A Bíblia pela Bíblia
Um Blog de estudos e comentários bíblicos. Apesar da muita disponibilidade e acesso no mundo virtual, este blogueiro entende que precisamos o mais rápido possível redescobrir a Palavra de Deus! esdrasneemiasdossantos@gmail.com Read it in english: http://thebiblebythebible.blogspot.com.br/
domingo, 14 de junho de 2026
Expulsando demônios e curando enfermidades
Começando pelo começo, sem trocadilhos, a missão do reino de Deus é expulsar demônios e curar enfermidades.
Por isso, o evangelista diz que Jesus chamou os doze discípulos e deu-lhes poder para expulsar os espíritos maus e para curar todo tipo de doença e enfermidade.
A iniciativa de chamar os discípulos é também, e de igual modo, uma advertência!
Qual? O discipulado não é puro voluntarismo nem é hereditário, como era o sacerdócio do templo de Jerusalém; a iniciativa é sempre, e unicamente de Deus.
Como o enviado de Deus, por excelência, e intérprete autêntico da sua vontade, Jesus mesmo chama e envia, compartilhando com seus discípulos a mesma autoridade recebida de Deus, o seu Pai.
Assim sendo, a imagem que significa o compromisso dos discípulos e discípulas de Jesus, em todos os tempos, de lutar contra todo o tipo de mal que ameaça a vida humana em sua integridade precisa estar sempre na frente das comunidades religiosas.
De fato, funciona como verdadeira síntese da missão libertadora que deve caracterizar a comunidade dos seguidores e seguidoras de Jesus, e essa consiste essencialmente em eliminar o mal e aliviar as dores da humanidade.
Dessa missão depende, sem sobra de dúvidas, a humanização do mundo.
Por isso, não deve ser confundida com propaganda religiosa nem proselitismo.
Pois trata-se do esforço da comunidade cristã para abolir as forças do mal presentes no mundo, tornando a vida sempre mais viável, com menos dor e sofrimento.
Enfim, a expressão sintetizadora da missão do Reino é: "Expulsar espíritos maus e curar todo tipo de enfermidade".
O que passa disso, não é bíblico!
A última batalha a ser vencida
A expressão "a última batalha a ser vencida" remete ao conceito de que, após superarmos todos os obstáculos da vida, o confronto final e inevitável de todo ser humano é com a própria morte.
O apóstolo Paulo assim se expressou: "o último inimigo a ser destruído é a morte" (1 Co 15.26).
Entretanto, espiritualmente o aniquilamento do dragão e seus seguidores angelicais será, na verdade, a última batalha a ser vencida.
Após a aplicação da justiça de Deus sobre os seus inimigos humanos na batalha do Armagedom, há ainda as hostes espirituais que serão destruídas com o assopro da boca dEle, dando assim fim a todos os inimigos de Deus: de ordem material/terrena e/ou espiritual.
No verso 7 ao 10, do capítulo 20 de Apocalipse, há o relato sucinto da destruição de Satanás junto com os anjos que “caíram” com ele na terra e presos espiritualmente em trevas.
O texto sagrado diz que eles serão soltos e subirão contra a cidade amada, entretanto, descerá fogo do céu e os devorará, como descrito também no livro do profeta Ezequiel.
A antiga serpente (um ser espiritual), que rasteja no pó, sem entender as coisas espirituais, porque está preso em cadeias de escuridão, pelo tempo de mil anos, desde que ele se rebelou contra Deus.
Esse período de mil anos é semelhante ao tempo daqueles que aceitaram a Jesus como Senhor, vivendo e reinando com Ele – os santos participam da glória divina, vencem a besta, não recebendo o sinal dela em suas testas nem em suas mãos.
O período de mil anos harmoniza também com os reinos deste mundo, como descrito no livro do profeta Daniel, bem como do Reino que não será jamais destruído e será estabelecido para sempre, mas sendo levantado durante o reinado dos impérios mundiais e corresponde ainda ao tempo da primeira ressurreição.
Na conversão, e passa da morte espiritual para a vida, sendo os convertidos, sacerdotes de Deus e reinam com Ele.
E, finalmente, esse período de mil anos condiz ao tempo da revelação de Deus, a pregação do Evangelho, desde o princípio do mundo até o aniquilamento dos reinos na vinda de Jesus. Sendo que, aqueles que vivem e reinam com Cristo, aqui durante os mil anos, também viverão e reinarão com Ele a eternidade toda.
Sobre o aniquilamento do dragão e seus seguidores, o Senhor fala ao profeta Ezequiel que colocará anzóis no queixo de seu adversário e seus anjos, juntamente irão atacar a cidade amada, o Israel de Deus e de lá, de onde saiu em rebeldia, será derribado/destruído com o sopro de Sua boca.
sábado, 13 de junho de 2026
A educação baseada nos valores
A distribuição de Bíblias nas escolas públicas no Brasil é um tema que sempre gera polêmica e opiniões acaloradas.
Ela começou lá no período colonial, quando o catolicismo era a religião oficial do país.
O tema também se conecta com questões sensíveis como liberdade religiosa, laicidade do Estado e ensino religioso.
A educação baseada nos valores da Bíblia é um modelo focado no desenvolvimento do caráter.
Ela ensina verdades essenciais, como amor, respeito, honestidade e responsabilidade.
O objetivo é formar cidadãos éticos, preparando-os para tomar boas decisões na vida diária.
Um dos princípios fundamentais da Palavra de Deus é o amor ao próximo (Mc 12.30-31).
A criança precisa aprender avaliar o mundo e escolher o que é bom (1 Ts 5.21).
É certo que a formação moral começa no lar (Pv 22.6).
O texto em si diz: "Ensina a criança no caminho em que deve andar, e ainda quando for velho, não se desviará dele" (Pv 22.6).
O texto citado constitui um princípio bíblico que destaca a importância da educação baseada em valores, fé e bons hábitos desde cedo.
Significa instruir sobre o caminho certo (prudência, humildade) para a vida toda.
Educar conforme a natureza da criança, discernindo suas inclinações e habilidades, em vez de apenas impor regras.
É uma responsabilidade primordial dos pais, e não deve ser transferida para escolas ou igrejas.
Ensinar a amar a Deus e a respeitar suas leis, agindo com a verdade no dia a dia.
A instrução bíblica enfatiza que os pais devem instruir com amor, criando filhos responsáveis e maduros.
sexta-feira, 12 de junho de 2026
Autocrítica excessiva
Vivemos em uma época em que a tendência humana é olhar mais para a vida alheia do que para a própria.
As mídias sociais é um exemplo disso refletindo uma enorme superficialidade e um comprometimento com a imagem que se quer passar.
Julga-se com facilidade as atitudes dos outros, suas falhas, incoerências e não se aplica o mesmo zelo à si próprio.
No fundo evidencia um enorme isolamento social, um mundo mentiroso apresentado sem frustações em que os conflitos são incentivados.
"Examine-se, pois, o homem a si mesmo" é uma exortação bíblica paulina que convida à autoanálise sincera antes de participar da Santa Ceia.
O texto orienta o indivíduo a avaliar sua própria conduta, fé e discernimento sobre o sacrifício de Cristo, evitando participar de forma "indigna" ou negligente, o que traria julgamento.
Mais do que uma checagem rápida, é um exercício contínuo de olhar para dentro, reconhecendo falhas e corrigindo-as (1 Co 11.28).
O objetivo não é causar medo, mas garantir que a participação no pão e no cálice seja feita com reverência e compreensão, discernindo o "corpo do Senhor" (a igreja e o sacrifício).
A Bíblia orienta que a falta de autoexame e o desrespeito ao momento sagrado geram fraqueza espiritual e física.
A ordem é clara, examinar a si mesmo, não ao próximo, evitando o julgamento alheio. A frase destaca a necessidade de sinceridade pessoal e arrependimento para manter uma comunhão saudável com Deus e com a comunidade.
Contudo a autoanálise não pode ser demasiada.
É certo que va vida há muitos obstáculos, entretanto não devemos criar ainda mais, agindo de forma a nos prejudicar principalmente com autocrítica excessiva o que trará apenas frustação.
sexta-feira, 5 de junho de 2026
A bênção daquele que luta com Deus
A expressão "a bênção de Jacó" se refere a três momentos marcantes na vida do patriarca.
A bênção da primogenitura que ele herdou de Isaque em detrimento de seu irmão.
Ainda a bênção no Vale de Jaboque quando ele ele luta com um anjo.
E ainda o testamento profético que ele deixou para cada um de seus 12 filhos (Gn 49).
Em Gênesis 27, com a idade avançada de Isaque, já bastante idoso e cego,esqueceu que a primogenitura era do emnor confomr o Eterno relatara a sua esposa.
Com isso, planejava dar sua bênção (que incluía a primogenitura) ao seu filho mais velho, Esaú.
No entanto, Rebeca, mãe de Jacó, bem atenta aos planos do Altíssimo, ajudou-o a não errar.
Jacó cobriu-se com peles de cabrito para simular os pelos de Esaú e serviu comida ao pai.
Isaque o abençoou, dando-lhe primazia sobre os povos, domínio sobre o irmão e a herança das promessas feitas a Abraão.
Já em Gênesis 32, temendo o reencontro com o irmão Esaú, Jacó passou uma noite inteira lutando com um ser misterioso (frequentemente interpretado como um anjo ou o próprio Deus).
Exausto, mas determinado, Jacó exigiu ser abençoado.
A bênção veio e também um novo nome foi adquirido e passou a ser chamado de Israel (que significa "aquele que luta com Deus").
Por fim, em Gênesis 49, antes de falecer no Egito, Jacó reuniu seus 12 filhos para profetizar sobre o futuro de cada tribo.
Assim ficaram as bênçãos:Judá recebeu a promessa de que a realeza e o cetro viriam de sua linhagem, apontando para a vinda do Messias (o Leão da tribo de Judá).
José foi abençoado com a fartura e a multiplicação de seus descendentes (Efraim e Manassés).
Rúben perdeu o direito à primogenitura por causa de um grave pecado contra o pai.
Simeão e Levi receberam repreensões devido à violência que cometeram no passado.
Assim o senhor mostra que tem tudo sob controle!
Assinar:
Postagens (Atom)




