segunda-feira, 24 de agosto de 2026

O rei de Salém

No capítulo sete, o escritor aos Hebreus continua o assunto começado ainda no capítulo quatro, a chamada de Jesus, sumo sacerdote, segundo a ordem de Melquisedeque, realizada pelo próprio Criador e de consequências eternas (Hb 4-7). O rei de Salém abençoou a Abraão em sua volta de uma grande guerra e recebe o dízimo de tudo que possuía, por interpretação rei de paz e justiça. Essa nova ordem sacerdotal, também seria rei de justiça, rei e sacerdote, juntos. Uma figura do que havia de ser realizado pelo Altíssimo, que ninguém sabe quando começou a existir e não tem fim de dias, um sacerdote eterno, mostrando que se o sacerdócio levítico tinha a perfeição. Não necessitaria assim de outro totalmente novo, com leis novas, a lei da fé, pois a lei de Moisés não aperfeiçoou a ninguém e ela foi anulada, com Jesus como fiador de uma nova aliança, que já existia antes mesmo do outros sacerdotes instituídos no deserto, de forma provisória, figura daquele que havia de vir. O sacerdócio de Jesus, ministro do santuário nos céus, sentado a direita de Deus, para sempre. Os sacerdotes terrestres ministravam sacrifícios segundo a lei, mas agora, segundo o escritor aos Hebreus, temos um novo sacerdócio firmado em melhores promessas, que não pode ser quebrado, sendo colocadas as leis no coração e mente, diferente das escritas em tábuas e pedras, seres inertes.

domingo, 23 de agosto de 2026

Igreja ou Babilônia

Ao abrirmos o derradeiro livro da Bíblia, uma das mulheres descritas nele é a igreja, a esposa do Cordeiro, que junto com o Espírito Santo, gera filhos para eternidade, representada no capítulo 12 do livro do Apocalipse, vestida do sol, tendo a lua debaixo dos pés e uma coroa de doze estrelas sobre a cabeça. A outra mulher mencionada, é a humanidade desviada do Criador, chamada de Babilônia, agora do capítulo 17 ao 20 do livro da Revelação, com minúcias a mais, mostradas a nós pela Palavra, isso é claro, aos olhos do Criador. É comparada com uma mulher prostituta, pois se desencaminhou da orientação do seu Senhor, desde o Gênesis até o Apocalipse ela já existe, certamente. Esta mulher, como mostrada ao apóstolo, estava trazida pela besta, já relatada no capítulo 13 deste livro, com sete cabeças e dez chifres. Mostra uma relação íntima entre ela e a besta, obviamente, que é o sistema de poder globalizado deste mundo, e, ainda mais, sustentada pelo dragão. Outro pormenor relevante descrito, é que ela estava embriagada com o sangue dos santos e das testemunhas de Jesus, como no caso das arenas romanas e inquisições, nas quais muitos cristãos foram mortos. A besta é um retalho, com domínios mundiais que existiram, outros deixaram de existir e ainda outros que voltariam a emergir. Entretanto, os próprios chifres que a queimarão no fogo, isto é, esses poderes globais iriam julgar a própria Babilônia. O apóstolo se admira e o anjo lhe disse que lhe mostraria o segredo da mulher e da besta que a traz. Os sete montes, que são os impérios mundiais, que sempre perseguiram a igreja, é bom sempre lembrar disso, determinados pelo Altíssimo desde Egito, Assíria, Babilônico, Medo-Persa, Grego, Romano e o governo globalizado atual. Na época do apóstolo amado, estava no sexto, o romano e ainda um último viria que são os pés e dedos da revelação já dada ao profeta Daniel no capítulo 2 de seu livro, e entregarão o seu poder e autoridade à besta. Em síntese, de maneira bem simplificada e retornando à antiga Babel, Babilônia significa confusão e rebelião contra Deus e ela é apoiada pelos impérios mundiais. Não é só uma instituição que se desviou dos princípios bíblicos e sim, claramente, toda a humanidade desviada. Ou somos igreja, ou então, infelizmente, somos Babilônia, não tem para onde ir. Então, sejamos, pois igreja, parte da mulher vestida do sol.

sábado, 22 de agosto de 2026

Eu Sou o que Sou

Por zelo, os filhos de Abraão trocavam a caneta quando iam escrever o nome do “Eu Sou o que Sou”. Essa forma de cuidado se estende e não se sabe exatamente a dicção/articulação do Seu nome para evitar alguma possibilidade de banalização. É necessário o nome dEle seja santificado quando pronunciamos o seu nome e para isso necessita-se de reverência ao utilizá-lo, evitando empregá-lo em conversas cotidianas ou dizer que Ele está dizendo/disse algo para reforçar ou dar credibilidade uma ideia/mensagem. A Palavra do Altíssimo é preciosa e Ele não é falador, nem tagarela, diz pouco e apenas o necessário para caminharmos mais um pouco, para dar uma direção/orientação. Os filhos da promessa valorizavam o nome do Eterno trocando a tinta, evitando pronunciá-lo e nós como enxertados na videira, como poderemos respeitar melhor/mais o Seu Santo Nome?

A verdadeira essência do Pentecoste

Havendo pois zombaria e dúvidas acerca de várias línguas sendo faladas, glorificando a Deus, Pedro explica que aquilo nada mais era que o fora profetizado por Joel, o derramamento do Espírito. Por outro lado, aquele eram os frutos sendo apresentados e recebidos pelo Pai, a colheita do ministério de Jesus? Sim. A essência de Pentecostes não é barulho, fogo, línguas e sim apresentação de frutos, o que não deixa de ser também um revestimento de poder para serem testemunhas, resistir a perseguição que estava à porta. Claro, que com fim da missão evangelística, o Pai alegre recebe e aprova os frutos da mão do Filho, abrindo agora uma nova colheita de forma mundial e não só restrita aos judeus.

O desvio de Deus custou um cativeiro

O povo ignorou os avisos dos profetas e deixou os mandamentos, achou que a independência de Deus traria liberdade total. As escolhas humanas geram consequências reais na alma e o cativeiro físico reflete o "cativeiro espiritual" que ocorre quando o ser humano se afasta do Criador. Jerusalém caiu e os israelitas foram levados como prisioneiros mostrando que o pecado cria vícios, orgulho e escravidão emocional. O afastamento dos caminhos de Deus é demonstrado por sentimentos de vazio, ansiedade constante e falta de propósito de vida. Esse exílio de setenta anos serviu como consequência da desobediência espiritual, mas também abriu espaço para o arrependimento, a reflexão e o retorno à Aliança divina. A dor do cativeiro mostrou a fragilidade humana longe da proteção de Deus, assim Israel teve de aceitar o perdão divino para reconstruir a vida. O povo precisou reconhecer o erro com sinceridade e mudar de direção, buscou a Deus no "exílio", mesmo se sentindo longe dEle. É certo que Deus nunca abandonou totalmente o seu povo, mesmo na disciplina, assim, o fim do exílio trouxe restauração e um novo recomeço para a fé de Israel.