A Bíblia pela Bíblia
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domingo, 12 de julho de 2026
Como se comportar na Casa de Deus
O evangelista João, dentre outros, relata a atitude do Mestre diante de pessoas que comerciavam dentro do templo. É bom entender que eram coisas relacionadas ao culto daquela época...
Ele era contra o comércio? Não. Mas o lugar correto é fora do templo? Sim. Estava sendo vendidas coisas que seriam utilizadas nas ofertas? Sim. Contudo, Ele não concordou. E nós temos concordado? Como está sendo tratado este assunto hoje em dia? Existe comércio dentro dos templos de culto?
Ele disse: “A minha casa será chamada casa de oração. Mas vós a tendes convertido em covil de ladrões.”
Os seus discípulos lembraram-se do Salmo 69, que está escrito:” O zelo da tua casa me devorará.”
Temos agido com zelo no local destinado para orações? Temos permitido ou até realizado outras atividades até lícitas, até mesmo relacionadas com o culto? Política ou interesses particulares? O púlpito é um local para atacarmos os irmãos que não gostamos? Vender CDs e livros? Seremos abençoados ser estivermos no culto de qualquer forma?
Jacó teve discernimento, ao fugir de seu irmão, que o lugar onde Deus está é santo e terrível...
O sábio Salomão aconselhou:” Guarda o teu pé quando entrares na Casa de Deus...”
A preocupação de como se comportar na Casa de Deus também esteve presente no ministério de Paulo. Ele escreveu para seu filho na fé várias orientações de como proceder.
E nós, como temos nos comportado?
Características do mundo moderno ou pós-moderno
Vivemos em um mundo no qual se incentiva a disputa, as competições são enaltecidas e grande parte das guerras é por motivo nada ético ou bom.
Muitos estudiosos comentam que uma das características do mundo moderno ou pós-moderno é a individualização, ganha-se em conhecimento, entretanto perde-se em singeleza, aumentam-se os riscos.
No entanto, em contradição a tudo isso, no Salmo 119 e verso 165, tem uma interessante frase: “muita paz têm os que amam a tua lei, e para eles não há tropeço.”
A Palavra não é de particular entendimento, como bem disse o apóstolo, mas aqui vemos claramente uma condição para termos muita paz. Qual é? É amar a lei de Deus. Contudo, o que é isso? Não seria amá-lo?Sim.
O apóstolo João disse que no princípio era o verbo e Ele estava com Deus e Ele era Deus. O próprio Senhor se apresenta como sendo Ele a Palavra.
Em outro lugar do texto sagrado diz que aqueles que o amam, guardam os seus mandamentos.
Em se guardar os mandamentos teremos paz? Sim. E para nós não haverá tropeço, armadilha.
No livro do profeta Isaías está escrito: “Ele será chamado Príncipe da Paz” e ”nenhuma ferramenta preparada contra ti prosperará.”
O salmista disse: “mil cairão ao teu lado e dez mil a tua direita, mas tu não serás atingido” e “o Senhor abençoará o seu povo com paz”.
Há muitas recompensas para aqueles que amam a lei dEle, mas ao ímpio, diz o Senhor, ele não tem paz!
Quem gritou?
No livro do Gênesis, capítulo 39, conta a história da passagem de José pela casa de Potifar, capitão da guarda do exército de Faraó.
Ele administrava os bens do ilustre egípcio, até que sua mulher imputa falsamente a José uma conduta desonesta. Contudo, ele apenas tinha rejeitado mais uma de suas propostas ilícitas.
Mas, o interessante é que quem “gritou” foi ela e Potifar a ouviu. O filho de Raquel apenas deixou sua veste na mão dela e fugiu.
Entretanto, quem estava com a razão era o jovem hebreu e Deus continuou a estar com ele na prisão.
Ela disse: “entrou até mim para deitar-se comigo, e eu gritei com grande voz. ”
Ela ganhou essa disputa literalmente no grito e com uma veste como prova, cujo dono trabalhava na casa.
O eunuco de Faraó perdeu um grande empregado, pois o Senhor o abençoava em tudo e foi precipitado e injusto no seu julgamento.
Nos nossos relacionamentos tem sempre alguém “gritando”, reclamando de algo ou alguém. Será que estamos discernindo a verdade ou dando ouvidos a quem “grita primeiro” sem um devido aprofundamento?
O filho da filha de Faraó
Na epístola aos Hebreus, o escritor diz que, Moisés, sendo já grande, recusou ser chamado “filho da filha de Faraó”, escolhendo, antes, ser maltratado com o povo de Deus do que por, um pouco de tempo, ter o gozo do pecado. Pela fé, deixou o Egito, não temendo a ira do rei; porque firme, como vendo o invisível.
Levita criado por sua mãe devido uma operação divina, pois deveria ter sido morto. Já grande, foi adotado pela filha de faraó, a qual lhe dá esse nome, pois tinha sido tirado das águas.
Estudado em toda a ciência dos egípcios e aos quarenta anos de idade foi visitar seus irmãos, os filhos de Israel e viu quando um deles estava sendo maltratado, vingou o ofendido e defendeu do opressor.
A Bíblia diz que ele cuidava que seus irmãos entenderiam que Deus lhes havia de dar a liberdade pela sua mão; mas eles não entenderam.
Disseram-lhe: ”queres tu matar-me, como mataste o egípcio?”. E a esta palavra fugiu como estrangeiro na terra de Midiã, por quarenta anos. Talvez os “quarenta” mais bem aproveitados por Deus.
Onde estava Moisés? Escondido do faraó? Sim. Mas, antes de tudo, escondido em Deus. Priorizando o plano dEle - que mais cedo ou tarde, no tempo certo, iria acontecer.
A chamada que estava selada no seu coração agora é confirmada por Deus, através da sarça que ardia. Quarenta anos depois de sair fugido do Egito estava prestes a retornar. Será que ele entendia o que estava acontecendo? Alguns egípcios ou mesmo israelitas poderiam ter pensado que ele tinha desistido.
Ele precisava passar por aqueles momentos. Foi o complemento de sua preparação. Sumiu aos olhos humanos, mas percebido pelos de Deus e trabalhado por suas mãos!
Estás ansiosa e afadigada
A passagem de Lucas lembra que preocupar-se excessivamente gera esgotamento.
Assim como Jesus disse a Marta, quando o cansaço aperta, focar no essencial é a melhor escolha.
Respirar fundo e simplificar ajuda a recuperar o equilíbrio (Lc 10.41-42).
Manter-se tranquilo diante das adversidades, segundo a Bíblia, é alcançado substituindo a ansiedade pela oração e depositando total confiança no cuidado de Deus.
As escrituras ensinam que a paz interior vem da certeza de que Ele é um refúgio seguro, fortalecendo o coração em tempos de crise.
A orientação é não se preocupar com nada, mas apresentar os pedidos a Deus por meio de súplicas (Fl 4.6-7).
A promessa é que a paz divina guardará o coração e a mente.
O salmista descreve Deus como uma fortaleza e um "socorro bem presente na hora da adversidade", lembrando que não há motivos para temer, mesmo quando as circunstâncias ao redor mudam (Sl 46).
O profeta Isaías destaca que a força espiritual provém de "permanecer calmo e ter confiança", evitando o desespero diante dos problemas (Is 30.15).
Já o apóstolo Pedro encoraja a lançar sobre Ele toda a ansiedade, com a garantia de que Ele tem cuidado de cada pessoa (1 Pd 5.7) .
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