sexta-feira, 20 de março de 2026

Que igreja há hoje?

Considerando o número sete como simbólico, (significa plenitude, perfeição) e aquelas igrejas como figuras de todas e em todas as épocas, considerando também nós como igrejas vivas, qual, pois seria a melhor descrição nossa? Ou, como tem sido nosso testemunho diante dEle? Ainda, o que Ele tem dito de nossa comunidade ou de nós? Muitos querem e podem até se considerar uma “Filadélfia” ou “Esmirna”, mas será que são mesmo? Alguns de Sardes achavam que estavam “vivos”, mas diante Daquele que tem os sete Espíritos de Deus fica explícita sua morte espiritual. Interessante notar que ela tinha pouca força. Então, força não é garantia de fidelidade! Em mais uma igreja (Esmirna) também se fala “aos que se dizem judeus, mas não são” que blasfemavam, chamando-os, nos dois casos, de sinagogas de Satanás. Pessoas com aparente religiosidade, mas, servindo ao adversário? Nicolaítas era algo que Deus não gostava, mas na Bíblia não encontramos maiores explicações. Já, ao contrário, Balaão está claro que se refere ao profeta que instiga o povo a pecar e assim ser amaldiçoado. Para a igreja de Éfeso, a única observação negativa foi ter deixado a primeira caridade. Seria uma congregação de “crentes antigos” que não tinham mais aquele vigor espiritual do início de sua conversão? Precisamos sempre ser, no aspecto de primeiro amor, novo-convertido? Tolerar Jezabel, uma rainha idólatra e assassina, era o problema de alguns de Tiatira e passariam por uma grande tribulação caso não se arrependessem de suas obras e os filhos seriam feridos de morte. Seria um erro de omissão, falta de postura correta? Para a igreja de Laodicéia, disse “não és frio nem quente”, seria isso um medo de dizer a verdade? Pessoas que estão divididas entre servir a Deus e o mundo? Estariam elas com a Palavra sufocada pelos espinhos (os cuidados desta vida, embaraços), como na parábola da semente? Outra observação foi:” Rico sou, e estou enriquecido, e de nada tenho falta (e não sabes que és um desgraçado, e miserável, e pobre, e cego, e nu)”, “tens nome de que vives e estás morto”. Seria uma igreja que tinha muitos recursos materiais, ao contrário de outras, só que não “investia” atenção, tempo e recursos no mundo espiritual? Precisamos sempre nos analisar para vermos onde está o nosso coração e não colocarmos a nossa esperança nas riquezas. Não podemos nos esquecer de priorizarmos o reino dos céus!

Em todos os tempos: Igreja é igreja

Nos capítulos 2 e 3 do Livro do Apocalipse há o relato das cartas às igrejas da Ásia. Deus se apresenta a cada uma delas de maneira diferente, mostrando que as conhecia profundamente. Sabia das suas obras (disse para todos os anjos das igrejas), trabalho, paciência, tribulação, blasfêmia, caridade, fé – contudo não encobria os erros, como: “tolerar Jezabel”, “não és frio nem quente”, “seguir a doutrina de Balaão” e outros. Isso mostra a responsabilidade que os anjos da igreja tem – tratados como estrelas, pois Deus trata diretamente com eles. É óbvio que muitos destes problemas talvez nem sejam deles diretamente, mas eram da igreja que eles cuidavam - castiçais. Ele se apresenta como: “aquele que tem na sua destra as sete estrelas e anda no meio dos sete castiçais de ouro”, “o Primeiro e o Último, que foi morto e reviveu”, “aquele que tem a espada aguda de dois fios”, etc. Nota-se que há uma diversidade de características nas igrejas e “alguns paradoxos são revelados: “pobreza (mas tu és rico)”,” Rico sou, e estou enriquecido, e de nada tenho falta (e não sabes que és um desgraçado, e miserável, e pobre, e cego, e nu)”, “tens nome de que vives e estás morto”, “tendo pouca força, guardaste a minha palavra e não negaste o meu nome”. Igreja que “deixou a primeira caridade” e outra que “as últimas obras são maiores que as primeiras”. Enfim, há igreja que “aborrece as obras dos nicolaítas” e outra que segue: “alguns que seguem a sua doutrina”. Filadélfia era uma igreja sem mácula, fiel – apesar de ter pouca força? Laodicéia se achava rica e Ele se apresenta como a testemunha verdadeira, mostrando a sua realidade, repreendendo-a porque a amava. Sardes é um exemplo de vida cristã aparente apenas. Esmirna é uma igreja atribulada, pobre materialmente, sofrendo blasfêmias. Pérgamo é a igreja que apesar de estar num local espiritualmente difícil se mantinha fiel – apesar de umas poucas coisas desfavoráveis. Tiatira a igreja que tolerava Jezabel. Éfeso deixou o primeiro amor, contudo colocou à prova alguns que se diziam apóstolos e os achou mentirosos.

quinta-feira, 19 de março de 2026

Em tudo dai graças

Paulo ensinou aos crentes de Tessalônica a serem agradecidos por tudo a Deus. Ele mostra que transformar a gratidão em hábito pode ser feito com ações práticas. "Em tudo dai graças" é uma exortação bíblica que orienta cristãos a agradecerem a Deus em todas as circunstâncias, boas ou ruins, pois isso representa a vontade divina. A frase incentiva a gratidão contínua, enxergando a soberania de Deus em meio às dificuldades (1 Ts 5.18). Ao contrário, a ingratidão é não reconhecer o bem que alguém nos fez. A pessoa ingrata não valoriza as bênçãos que recebeu nem agradece. A Bíblia encara a ingratidão como um pecado grave e um sinal de rebeldia, muitas vezes associada a tempos difíceis e ao egoísmo, onde o bem recebido não é reconhecido. É uma recusa em reconhecer a bondade divina e as bênçãos recebidas (Jr 2:31). O apóstolo alerta que pessoas ingratas serão comuns nos últimos dias, sendo a ingratidão uma atitude de rebeldia que ignora as bênçãos. A ingratidão é listada como uma característica de tempos difíceis, junto com o egoísmo, a soberba e a falta de amor. O cristão deve se afastar-se daqueles que demonstram ingratidão crônica e comportamentos destrutivos, mesmo quando tem aparência de religiosidade, mas suas ações negam o verdadeiro poder de Deus (2 Tm 3.1-5). Jesus curou dez leprosos, mas apenas um voltou para agradecer (um samaritano), destacando a rara atitude de gratidão (Lc 17.15-18). A ordem divina é para agradecer em todas as situações, e não necessariamente pelas coisas negativas em si, mas sim pela presença e soberania de Deus em todos os momentos. Esta atitude é considerada a vontade de Deus em Cristo Jesus para os fiéis. Agradecer em tempos difíceis é um ato de obediência e fé, reconhecendo que Deus é justo e amoroso, mesmo quando não compreendemos o cenário atual. Agradecer ajuda a superar o luto e as dores da vida, focando na bondade divina e não na circunstância dolorosa, mudando o foco das atenções. A expressão, portanto, representa um chamado para manter um coração grato e uma postura de adoração contínua. A gratidão tem o poder de melhorar relacionamentos, reduzir tensões e criar uma atmosfera de esperança. Agradecer faz com que pequenas conquistas sejam valorizadas e que os desafios sejam vistos como oportunidades de aprendizado. Enfim, dar graça em tudo implica, então, em reconhecer que nossa vida está nas mãos do Deus Pai, que vivemos sob o senhorio de Cristo e somos sustentados pelo Espírito Santo.

quarta-feira, 18 de março de 2026

Crescendo na graça e no conhecimento

O apóstolo Pedro destaca a necessidade do cristão acerca do crescimento espiritual. Crescer na graça e no conhecimento é um dever do crente que segue a Cristo. É um chamado contínuo ao amadurecimento cristão. Significa aprofundar o relacionamento com Jesus Cristo (conhecimento) e depender mais da capacitação divina (graça), equilibrando o ensino bíblico com a vida prática para resistir a falsos ensinos e glorificar a Deus (2 Pd 3.18). A ordem bíblica é ativa ("crescei"), indicando que a vida cristã não deve ser estática, mas de constante progresso. Uma forma conhecida de crescer espiritualmente é se alimentar da palavra de Deus. Dependendo da fase o alimento é mais leve, para os maduros os alimentos devem ser mais sólidos (1 Pe 2.2; 1 Co 3.1,2; Hb 5.12-14). Outra maneira eficaz é adquirir o hábito da oração. O apóstolo fala de "orar sem cessar", nos aproximamos mais do Senhor Jesus (1 Ts. 5.17; Tg 4.7) Isso envolve o aumento da dependência de Deus, o fortalecimento no amor e a prática da graça em relacionamentos. É certo que crescer no conhecimento de Deus não é apenas um fortalecimento do intelecto, mas um conhecimento transformador e relacional de Jesus Cristo com aprofundamento e discernimento espiritual. Isso se faz necessário pois a falta de conhecimento leva ao desvio, enquanto a falta de graça gera legalismo. Como o objetivo final do fiel é chegar na glória de Deus, então a resistência à apostasia em um mundo hostil exige uma preparação continuada e direcionada pelo Mestre. Só há comprovado crescimento nas coisas do Altíssimo quando se vê jorrando da vida do seguidor de Jesus o fruto do Espírito que é produzido pela comunhão com o Espírito, dominando o "eu" e exercendo ações de graça durante a sua vida.

terça-feira, 17 de março de 2026

Deus bate à porta

Cuidar do coração na Bíblia significa proteger o interior (mente, emoções e vontade), pois dele procedem as fontes da vida. O sábio exorta a guardar o coração diligentemente. Isso envolve encher a mente com a Palavra de Deus, manter a pureza, evitar a ansiedade, praticar o perdão e buscar a sabedoria divina (Pv 4.23). A frase "Deus bate na porta do nosso coração" encontra-se em Apocalipse. Ela representa o convite divino para um relacionamento íntimo, amoroso e transformador. Significa que Deus respeita e aguarda a própria pessoa decida abrir a porta para recebê-lo, trazendo paz e conversão (Ap 3.20). Uma comparação é a de Jesus batendo em uma porta que só tem maçaneta pelo lado de dentro, simbolizando que a decisão de abrir é exclusivamente do ser humano. Ele bate à porta constantemente, aproveitando diversas circunstâncias, como momentos de oração, alegria, angústia ou reflexão. Abrir a porta significa dar espaço para Deus na vida, família e decisões, permitindo que Ele guie a vida, gerando transformação interior. A mensagem alerta contra a indiferença ou "mornidão" espiritual, incentivando uma mudança de vida (conversão) sincera, e não apenas de fachada. Ao abrir, a promessa é de uma ceia, significando intimidade, amor profundo e comunhão entre a pessoa e Jesus. Deus não força a entrada; Ele espera pacientemente que o coração esteja pronto para ouvir a Sua voz e acolhê-lo, permitindo a mudança de atitude e a renovação da fé. Já o inimigo O inimigo invade o coração humano aproveitando brechas emocionais e espirituais, como raiva, medo, orgulho e cobiça. Ele busca controlar pensamentos e afastar o indivíduo da presença de Deus. Essa ação ocorre quando a guarda está em dúvida sobre a bondade divina. As possíveis brechas são devido a quebra da comunhão com Ele. O afastamento de Deus dão legalidade para o ataque, semelhante ao que ocorreu com Saul, ou de outra forma, o inimigo está em trevas e se o cristão sair da luz, entrará em seu território, necessitando ser sóbrio e vigilante para evitar ser "tragado" (1 Pd 5.8). Enfim, a melhor defesa é encher o coração com a presença de Deus, oração e Palavra, para que o inimigo não encontre espaço e liberar perdão fechando a porta para o inimigo.