sexta-feira, 26 de junho de 2026

Deus não é Deus de confusão

Em um mundo repleto de vozes, é vital discernir a mensagem de Deus. Ao silenciar as distrações e ao aproximar do Pai, encontra-se ordem, harmonia e paz. A confusão é resultado de ambição egoísta ou desordem humana. Creio que algumas vezes Ele é mal interpretado ou não perfeitamente entendido. O apóstolo Paulo assim escreveu aos Coríntios: "Deus não é Deus de confusão, senão de paz". Além de muito organizado e transparente, definitivamente Ele não é um deus confuso ou contraditório É certo que o apóstolo Paulo escreveu isso para ensinar que Deus é um Deus de ordem, harmonia e paz, e não de desordem ou tumulto, especialmente nas reuniões da igreja (1 Co 14.33). Confusões, brigas e a desordem são contrárias à natureza divina, que traz descanso à alma e organização ao coração. Assim sendo, onde ou aonde há o Espírito de Deus, há paz, não caos. A cruz de Cristo veio para organizar a vida e não ao contrário, ela conclama a uma organização da vida espiritual, emocional e material de Seus seguidores.

Apenas uma reflexão

Pode ser um assunto difícil, mas não impossível de entendimento. Há ainda uma inflexibilidade e falta de vontade para novas visões ou facetas, neste caso estritamente bíblica. É certo que as tradições e os ensinamentos estabelecidos até hoje são importantíssimos para essa reflexão. Mas não podem ser uma forma de engessar o acesso à informação bíblica. Se formos focar a Bíblia, não há pecado original, pois o homem nasce morto espiritualmente. Devido o afastamento de Deus, ele peca, e não o contrário.

Discernindo suas inclinações e habilidades

"Ensina a criança no caminho em que deve andar, e ainda quando for velho, não se desviará dele" (Pv 22.6). A palavra hebraica original para "ensina" também carrega a ideia de dedicar ou treinar, o que exige um esforço ativo e intencional dos pais e responsáveis. Este é um dos versículos mais conhecidos do livro de Provérbios, que destaca a importância crucial da educação e formação de valores durante a infância. Na verdade, o texto citado constitui um princípio bíblico que destaca a importância da fé e bons hábitos desde cedo. A promessa "ainda quando for velho, não se desviará dele" indica que a base moral e espiritual sólida forma raízes profundas, moldando as decisões ao longo de toda a vida da pessoa. Significa, de igual modo, que instruir sobre o caminho certo (prudência, humildade) é algo que perdurará para a vida toda. Educar conforme a natureza da criança, discernindo suas inclinações e habilidades, em vez de apenas impor regras. É certo que, a instrução não ocorre apenas por meio de palavras, mas principalmente pela vivência dos princípios no dia a dia. É uma responsabilidade primordial dos pais, e não deve ser transferida para escolas ou igrejas. Ensinar a amar a Deus e a respeitar suas leis, agindo com a verdade no dia a dia. Direcionar as crianças para adquirir capacidade para enfrentar as responsabilidades da vida, trabalho, casamento, solida base moral, auto-disciplina, auto-estima, domínio próprio, controle sobre os sentimentos, gostos, etc. Além de obterem clara consciência de sua identidade, capacidade de se relacionar com outros, assumir compromissos. A instrução bíblica enfatiza que os pais devem instruir com amor, criando filhos responsáveis e maduros.

Entendendo o que se lê

Essa foi a preocupação de Filipe para o eunuco etíope que lia o livro do profeta Isaías, mas sem entender direito o sentido das palavras. Transfiramos, pois para nós: entendemos o que lemos? Esse questionamento mostra-nos a importância do ensino e da evangelização. São dois braços que devem andar juntos para a salvação de almas e sua posterior edificação em Cristo através do ensino, mas gostaríamos de enfocar sobre qual tem sido o nosso esforço para compreendermos melhor os escritos sagrados. Temos procurado o conhecimento de Deus através da Bíblia como se busca a prata e como a tesouros escondidos como relata o texto abaixo? “Se como a prata a buscares e como a tesouros escondidos a procurares, então, entenderás o temor do SENHOR, e acharás o conhecimento de Deus” (Pv 2.4, 5). Somos muitas vezes covardes e acomodados com o pouco que sabemos e não buscamos crescer no conhecimento. Usamos até mesmo versículos bíblicos (“As coisas encobertas pertencem ao SENHOR nosso Deus...”) para continuarmos estáticos no aprendizado e não clamamos como o salmista “desvenda os meus olhos, para que veja as maravilhas de tua lei” (Sl 119.18). E em outras ocasiões buscamos o conhecimento dEle no lugar errado, enquanto que o versículo 6 do capítulo 2 de Provérbios de Salomão, diz que: “da boca do Senhor é que vem o conhecimento e o entendimento” e em outro lugar das Sagradas Escrituras diz que “a lei sairá de Sião”. A Palavra não diz que o conhecimento viria dos concílios, se bem que de lá veio alguns ensinos inspirados por Ele. Nem de teólogos ou evangelistas, mas que viria de Deus, dEle próprio. "A unção do Santo nos ensina tudo" ou apenas alguns assuntos? Tudo. Outra pergunta é se temos colocado à prova o que temos aprendido. Este é verdadeiramente o conselho de Deus? Ele continua respondendo os seus servos ou não tem prazer em nos responder em relação às diversas dúvidas? O conselho do apóstolo Paulo a Timóteo é para ele “manejasse bem a Palavra da Verdade”. Manejar bem é saber inclusive os detalhes, é estar aberto e pronto para aprender sempre...

Inspirados pelo Espírito Santo

A inspiração da Bíblia é plenária significa que toda a Escritura é inspirada por Deus, e não apenas algumas partes. O termo plenária vem de "pleno", "completo". Assim, a inspiração alcança todos os livros das Escrituras, embora cada autor bíblico tenha escrito com seu próprio estilo, vocabulário, contexto histórico e personalidade. A apóstolo Paulo assim ensina: "Toda a Escritura é divinamente inspirada e proveitosa para ensinar, para repreender, para corrigir, para instruir em justiça" (2 Tm 3.16) Portanto, afirmar que "a inspiração da Bíblia é plenária" é afirmar que todos os livros da Bíblia possuem a mesma origem divina e a mesma autoridade como Palavra de Deus, ainda que apresentem diferentes gêneros literários, contextos e autores humanos. Enfim o apóstolo Pedro relata que "... a profecia nunca foi produzida por vontade de homem algum, mas os homens santos de Deus falaram inspirados pelo Espírito Santo" (2 Pd 1.21).