A Bíblia pela Bíblia
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terça-feira, 7 de abril de 2026
Há dois caminhos
A Bíblia descreve dois caminhos espirituais: o caminho largo/fácil, que leva à perdição e é seguido por muitos, e o caminho estreito/difícil, que conduz à vida eterna e é encontrado por poucos.
Essa parábola destaca a necessidade de escolha consciente entre obediência a Deus e a perdição.
A Palavra afirma que Jesus morreu por todos, para que as pessoas não vivam mais para si mesmas, mas para Ele (Mt 7.13-14).
O benefício de Seu sacrifício está disponível a qualquer pessoa, oferecendo salvação universal e irrestrita (2 Co 5.15).
Nesta vida, porém, há dois caminhos: ceifa ou vindima, uma gerando vida eterna e a outra a morte (Ap 14).
Seu sacrifício é descrito como uma propiciação pelos pecados de todo o mundo, embora teologicamente haja debates sobre a aplicação eficaz dessa expiação apenas para os que creem (1 Jo 2.2).
É certo que a visão de que Jesus morreu por cada indivíduo, mas o benefício é aplicado aos que aceitam a fé é explicada também de outra forma pois é Ele quem traz o conhecimento e o arrependimento para o perdão dos pecados.
O profeta Joel, também fez esta comparação entre a seara do Mestre e o lagar da ira de Deus e um de seus versos de maior destaque assim diz: “multidões, multidões no vale da Decisão”.
Entendemos então, a partir disso, que temos assim uma escolha a fazer: vida eterna ou morte.
Em suma, a a morte de Cristo foi intencionalmente eficaz para a salvação dos eleitos, embora suficiente para todos.
segunda-feira, 6 de abril de 2026
Deus chama trabalhadores
A expressão "me queima com brasa viva" na Bíblia refere-se à purificação espiritual vivida pelo profeta Isaías.
O fogo provém do altar de Deus, representando a presença e o poder purificador do Senhor.
De igual modo o toque da brasa simboliza a remoção da iniquidade e o perdão, permitindo que Isaías servisse a Deus purificado.
Há no contexto a ideia e/ou o desejo por um avivamento pessoal, onde a "brasa viva" queima o que é impuro na alma.
Um serafim tocou os lábios de Isaías com uma brasa do altar para remover sua culpa e perdoar seus pecados.
É um símbolo de consagração e purificação pelo fogo santo de Deus.
Como a brasa, tirada do altar com uma tenaz, tocou a boca de Isaías para purificá-lo antes de seu ministério profético, há aqui neste texto uma mensagem de chamada para o trabalho.
Apesar de seu chamado, poucos atendenram ou deram ouvidos às palavras do Altíssimo.
Isaías assim se expressou: "quem deu crédito à nossa pregação" na qual ele questiona quem acreditou na mensagem sobre o "braço do Senhor", ou seja, o Messias.
A resposta bíblica é que aqueles que acreditam são os que dão ouvidos à Palavra de Cristo, se arrependem, aceitam o sacrifício de Jesus e creem em sua salvação.
A fé vem pelo ouvir a palavra, e aqueles que creem verdadeiramente dão valor e creditam a mensagem pregada.
A pergunta foi feita por Isaías para expressar a pouca aceitação da sua mensagem sobre o futuro Messias, que seria desprezado e sofreria.
Quem dá crédito às coisas divinas?
domingo, 5 de abril de 2026
Ensina o menino no caminho
"Ensina a criança no caminho em que deve andar, e ainda quando for velho, não se desviará dele" (Pv 22.6).
O texto citado constitui um princípio bíblico que destaca a importância da educação baseada em valores, fé e bons hábitos desde cedo.
Significa instruir sobre o caminho certo (prudência, humildade) para a vida toda.
Educar conforme a natureza da criança, discernindo suas inclinações e habilidades, em vez de apenas impor regras.
É uma responsabilidade primordial dos pais, e não deve ser transferida para escolas ou igrejas.
Ensinar a amar a Deus e a respeitar suas leis, agindo com a verdade no dia a dia.
A instrução bíblica enfatiza que os pais devem instruir com amor, criando filhos responsáveis e maduros.
Ouvindo a Deus na oração
Ouvir a Deus na oração envolve buscar a Sua vontade, meditar na Bíblia, cultivar o silêncio e discernir Sua voz através da paz interior e do Espírito Santo.
A voz de Deus traz paz e frutos, orientando as decisões e a Sua direção.
"Orando em todo o tempo" é uma ordem bíblica para manter uma conexão contínua com Deus, não limitada a momentos específicos.
Quanto ao contexto bíblico deste texto, ele faz parte da instrução sobre a Armadura de Deus, indicando que a oração é o meio de sustentar a batalha espiritual.
Significa viver em atitude de dependência espiritual, vigiando e intercedendo no Espírito, perseverando na oração por todos os santos.
É certo que isso não é estar de joelhos 24 horas, mas viver em comunhão com Deus e com o coração voltado para Ele, independente da circunstância.
Orar guiado e fortalecido pelo Espírito Santo, não apenas por repetições humanas (Ef 6.18; 1 Ts 5.17; Cl 4.2; 1 Tm 2.1).
Do mesmo modo é certo que há diferentes níveis e tipos de oração, variando em tipos como adoração, confissão, petição, intercessão e gratidão.
Ela se desenvolve em níveis de profundidade, indo da oração vocal e de petição (pedir/buscar) até a consagração, intercessão profunda e comunhão constante.
É interessante o cristão tem a necessidade de reservar um horário especial para estar diante dEle.
Não como sobras, mas como prioridade!
sexta-feira, 3 de abril de 2026
Examine-se pois o homem a si mesmo
Vivemos em uma época em que a tendência humana é olhar mais para a vida alheia do que para a própria.
As mídias sociais é um exemplo disso refletindo uma enorme superficialidade e um comprometimento com a imagem que se quer passar.
Julga-se com facilidade as atitudes dos outros, suas falhas, incoerências e não se aplica o mesmo zelo à si próprio.
No fundo evidencia um enorme isolamento social, um mundo mentiroso apresentado sem frustações em que os conflitos são incentivados.
"Examine-se, pois, o homem a si mesmo" é uma exortação bíblica paulina que convida à autoanálise sincera antes de participar da Santa Ceia.
O texto orienta o indivíduo a avaliar sua própria conduta, fé e discernimento sobre o sacrifício de Cristo, evitando participar de forma "indigna" ou negligente, o que traria julgamento.
Mais do que uma checagem rápida, é um exercício contínuo de olhar para dentro, reconhecendo falhas e corrigindo-as (1 Co 11.28).
O objetivo não é causar medo, mas garantir que a participação no pão e no cálice seja feita com reverência e compreensão, discernindo o "corpo do Senhor" (a igreja e o sacrifício).
A Bíblia orienta que a falta de autoexame e o desrespeito ao momento sagrado geram fraqueza espiritual e física.
A ordem é clara, examinar a si mesmo, não ao próximo, evitando o julgamento alheio.
A frase destaca a necessidade de sinceridade pessoal e arrependimento para manter uma comunhão saudável com Deus e com a comunidade.
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