A Bíblia pela Bíblia
Um Blog de estudos e comentários bíblicos. Apesar da muita disponibilidade e acesso no mundo virtual, este blogueiro entende que precisamos o mais rápido possível redescobrir a Palavra de Deus! esdrasneemiasdossantos@gmail.com Read it in english: http://thebiblebythebible.blogspot.com.br/
sábado, 25 de julho de 2026
Ele virá como ladrão
“Paz” é “eirene” no grego e alude ao contentamento íntimo, à tranquilidade, supostamente baseada na paz estabelecida entre os homens.
Os incrédulos do mundo são como bêbados vivendo em um paraíso falso e desfrutando uma segurança falsa.
A frase "ele virá como um ladrão" é uma imagem bíblica usada para ensinar que a volta de Jesus Cristo.
Ela é também chamadda de "o Dia do Senhor", e, é certo que vai acontecer de repente, sem aviso prévio e em um momento em que ninguém espera.
Assim como o ladrão não avisa o horário em que vai chegar; da mesma forma, o dia exato do retorno de Cristo é desconhecido.
Quem não está atento é pego de surpresa, por isso os textos bíblicos pedem vigilância constante.
Do mesmo modo, a comparação não diz que Jesus tem intenções ruins, mas apenas destaca a surpresa e a imprevisibilidade do momento.
Assim, a igreja deve aguardar a volta de Jesus com uma atitude de expectativa, vigilância, resiliência e confiança e Deus.
O apóstolo dos gentios assim explicou a vinda de Jesus: “Quando andarem dizendo: Paz e segurança, eis que sobrevirá repentina destruição” (1 Ts 5.3).
Aqui Pedro, está enfocando o pensamento pecaminoso, mundano que se consola pensando que nada lhe pode acontecer (2 Pe 3.3-4).
Será exatamente quando isto estiver sendo dito que lhes sobrevirá repentina destruição.
A destruição será repentina da qual não haverá meio escape. Será um dia de glória e de terror ao mesmo tempo.
Ajunte mais azeite
O evangelista Mateus descreve no capítulo 25 de seu livro, a parábola das dez virgens, na qual elas tomaram suas lâmpadas e saíram ao encontro do esposo.
A diferença entre as loucas e as prudentes era apenas a questão do azeite? Sim.
Ouviu-se um clamor à meia-noite e todas levantaram e prepararam suas lâmpadas. Mas as loucas não tinham azeite e pediram para as prudentes.
Tentando entender melhor, o azeite, símbolo do Espírito Santo, seria a ênfase dessa estória? Sim. Pois todas eram virgens, fala de pureza, separação, etc.
O que isso poderia implicar a mais? Quem tem comunhão com Deus, tem frutos desenvolvidos e isso não pode ser doado a ninguém? Sim. E só se adquire e desenvolve na presença dEle? É.
O sábio já deixou escrito; “sejam alvos os teus vestidos e nunca falte o óleo sobre a tua cabeça”. Não basta ter vestes limpas, precisamos ter óleo sobre a nossa vida.
O reconhecimento é feito pelos frutos? Sim, pois é pelos frutos que somos reconhecidos como discípulos Dele.
O esposo chega quando as loucas tinham ido comprar azeite. E fecha-se a porta e quando voltaram o Senhor disse que não as conhecia. Não teve outra chance? Não.
Por isso que no Livro está escrito ”se hoje ouvirdes a sua voz...”, “Ele virá como ladrão...”, etc.
Ele virá numa hora que não esperamos ou podemos ir desta vida a qualquer momento. E, como estamos agora diante dEle? Com azeite ou sem...
Lá no princípio bíblico quando Noé entra na arca, no versículo 16 do capítulo 7 de Gênesis, está escrito na parte b, que Noé foi fechado dentro da arca por Deus: ”O Senhor o fechou dentro.”
Noé poderia até querer abrir para seus conterrâneos a porta da arca, mas quem fechou por fora não deu outra chance? Não.
sexta-feira, 24 de julho de 2026
O início de um novo dia
Na Bíblia, o pôr do sol marca o fim do dia e o início de um novo ciclo.
Isto é demonstrado no livro de Neemias: "...dando já sombra nas portas de Jerusalém..." mostrando o término de um ciclo.
"Sucedeu, pois, que, dando já sombra nas portas de Jerusalém antes do sábado, ordenei que as portas fossem fechadas; e mandei que não as abrissem até passado o sábado; e pus às portas alguns de meus servos, para que nenhuma carga entrasse no dia de sábado” (Ne 13.19).
O evangelista Lucas também destaca: "...amanhecia o sábado..." revelando que com a claridade começava uma nova contagem.
"E era o dia da preparação, e amanhecia o sábado " (Lc 23.54).
A tradição judaica utiliza um calendário lunisolar e começa a calcular seus dias sagrados e feriados a partir da contagem do mês de Nissan como o primeiro mês do ano religioso. Os inícios dos meses são baseados nas fases da Lua (ciclo lunar), enquanto as estações dependem do Sol.
Com isso, divulga-se que os detalhes bíblicos não devem ser desprezados pois trazem mensagens espirituais muito relevantes.
O plano maior do Eterno para com a humanidade é que as vidas terminem como um dia, mesmo que tenha começado sem sol, sem a presença de Deus, Ele quer que todos terminem essa maravilhosa existência terrena com Ele (Ef 2.1-3; Rm 5.12).
Se por um lado todos começam a vida mortos espiritualmente, pois o pecado separa dEle, entretanto, Ele quer que todos se aproximem e vivam na luz!
É certo que o dia começou em trevas devido a separação com a luz que ocorreu com a Queda de Adão e Eva e continua a afetar a todos os homens que não foram “vivificados” por Cristo, que ressuscitou os mortos espiritualmente.
Entretanto, na Palavra é clara, simples e firme ao afirmar que o pecado traz a morte.
Assim, o homem nasce afastado de Deus, necessitando de reconciliação: “Portanto, como por um homem entrou o pecado no mundo, e pelo pecado a morte, assim também a morte passou a todos os homens por isso que todos pecaram" (Rm 5.5-19).
Enfim, o que passou a todos os homens, foi pecado? Não, de acordo com o texto bíblico foi a morte, morte espiritual.
Assim, o dia bíblico, segundo Gênesis, começa com a escuridão e termina com o pôr do sol, marcando a passagem para a noite e o início de um novo dia.
quinta-feira, 23 de julho de 2026
Desprezo ao Criador
A ideia de uma "geração que despreza o bem de Deus" é um tema recorrente na Bíblia.
Ela é frequentemente associado a um período de apostasia, indiferença espiritual e rebeldia moral.
O desprezo não é apenas a negação explícita de Deus, mas manifesta-se através da opressão ao pobre, o que é interpretado como desprezo ao Criador.
Outra forma de descaso de nosso tempo é evidenciado pois tanto a idolatria quanto a autoconfiança são estimadas em detrimento da fé e da dependência de Deus.
Os fatos atuais descrevem uma geração que não conhece a Deus, ou seja, não tem experiência pessoal com Ele (Lc 11.29-32).
O desdém pela palavra de Deus e seus mandamentos resulta em consequências severas, com a Escritura alertando que a iniquidade pode afetar gerações futuras que seguem o mesmo caminho de desobediência.
Uma forma clara de indiferença pelo conselho divino está na não atenção à importância das duas dobras.
Analisando o caso de Jó, a Palavra não reprime a sua esposa por causa deste momento que a caracteriza negativamente como não tendo dado apoio ao marido em sua tremenda prova de fé.
Deus restituiu os filhos com a mesma esposa, sem mais detalhes maiores ou menores!
Fugindo das especulações, então o Senhor não a repreendendo, por isso, não é razoável entrar nessa linha de argumentação sem respaldo bíblico.
O cônjuge é muito importante nestas horas de aflição de umas das dobras, por isso é que o Eterno recomenda dois e não um e Salomão assim se expressa no Eclesiastes: "E, se alguém quiser prevalecer contra um, os dois lhe resistirão; e o cordão de três dobras não se quebra tão depressa" (Ec 4.12).
Sugiro outra esposa para tratar deste assunto: Rebeca.
Ela foi atenta e prudente quando seu marido iria “errar” abençoando o maior, enquanto tinha revelação divina que deveria favorecer o menor, ela interveio com muita inteligência.
Tropeçando na pedra
É certo que, segundo a Bíblia, Jesus é uma pedra de tropeço.
Esse ensinamento dEle como "pedra de tropeço" é uma mensagem bíblica confirma pelo profeta Isaías e pelo apóstolo Pedro.
Sem sombras de dúvida, indica que Ele se torna um obstáculo ou escândalo para aqueles que rejeitam a fé.
De igual modo para aqueles que baseiam-se em obras ou desobedecem à Sua palavra.
Enquanto para os crentes Ele é a rocha firme, para os incrédulos, Sua mensagem e origem causam queda e rejeição (Is 8.14, 1 Pd 2.8).
Os judeus da época tropeçaram em Jesus por rejeitarem a salvação pela graça, buscando-a pelas obras da lei.
A mensagem da cruz era loucura e ofensa para muitos que esperavam um Messias político e triunfalista, tornando Jesus um motivo de tropeço.
O Altíssimo é, simultaneamente, a "Pedra Angular" (alicerce) para os que creem e a "Rocha de Escândalo" para os que não crêem.
Jesus chama Pedro de "pedra de tropeço" quando este tenta impedi-lo de ir à cruz, agindo contra os propósitos de Deus (Mt 16.23).
A expressão grega skandalon (pedra de tropeço ou escândalo) refere-se a algo que faz alguém tropeçar em seu caminho espiritual.
Portanto, Jesus se torna um tropeço quando as pessoas se recusam a aceitá-lo como Ele realmente é.
Por outro lado, Ele foi acolhido por muitos como o Messias: "Bendito o que vem em nome do Senhor" (Lc 19.38, Mt 21.9).
Frase conhecida de sua entrada triunfal em Jerusalém, conforme a profecia do profeta Zacarias (Zc 9.9).
Mas para Caifás, o sumo sacerdote, ironicamente, por ser um líder religioso, Ele foi uma pedra de tropeço, pois escolheu a lógica política de sacrificar um indivíduo (Jesus) para salvar a nação judaica da destruição pelos romanos.
Como Deus tem o controle de tudo, mesmo com más intenções, ele profetizou que Jesus morreria para salvar a nação (Jo 11.49-52).
Na verdade, ele se escandalizava em Cristo e temia que os milagres de Jesus atraíssem a atenção romana e resultassem na destruição do templo e da nação.
Assinar:
Postagens (Atom)




