A Bíblia pela Bíblia
Um Blog de estudos e comentários bíblicos. Apesar da muita disponibilidade e acesso no mundo virtual, este blogueiro entende que precisamos o mais rápido possível redescobrir a Palavra de Deus! esdrasneemiasdossantos@gmail.com Read it in english: http://thebiblebythebible.blogspot.com.br/
domingo, 20 de setembro de 2026
Qualidade do ensino e exemplo
O apóstolo Paulo reflete profundamente sobre a responsabilidade do ministério e a seriedade da pregação nas suas cartas.
É necessário fazer uma sábia escolha dos materiais espirituais com que edificamos a igreja e na perseverança no serviço de Deus: "Segundo a graça de Deus que me foi dada, pus eu, como sábio arquiteto, o fundamento, e outro edifica sobre ele; mas veja cada um como edifica sobre ele. Porque ninguém pode pôr outro fundamento, além do que já está posto, o qual é Jesus Cristo" (1 Co 3.10-11).
Não existe espaço para novas doutrinas ou invenções humanas.
Qualquer mensagem bíblica genuína precisa de se apoiar exclusivamente na pessoa e na obra de Jesus Cristo.
A expressão "veja cada um como edifica" é um alerta claro para os líderes e pregadores sobre a qualidade do ensino e do exemplo que estão a transmitir à comunidade.
Discernindo a vontade divina
A sua história é descrita no livro do Gênesis e seu nome significa suplantador (vencedor, aquele que vai ser superior ou dominador), muitas vezes mal interpretado por muitos estudiosos, e, depois, seu nome foi mudado por Deus para Israel.
Em seu nascimento. Jacó foi antecipado pelo seu irmão, Esaú, contudo o Senhor disse antes a Rebeca, sua mãe, que duas nações estavam em seu ventre, mas o maior serviria ao menor, com um desígnio divino já revelado desde o ventre, antes de nascer.
Seu irmão Esaú despreza e vende a primogenitura, como profetizado, que era a bênção destinada ao primogênito, para Jacó que espertamente fez a aquisição dela.
Em outra parte bíblica, já no Novo Testamento, o Altíssimo disse que Esaú realmente foi profano, não dando valor às coisas divinas, mostrando que não estava interessado nas coisas espirituais, como revelado à sua mãe.
Orientado por Rebeca, Jacó recebe o benefício da primogenitura, obedecendo-a e mesmo tempo, enganando a seu pai Isaque, que já estava velho e não via mais perfeitamente.
Após a bênção, Jacó vira alvo da ira de seu irmão, e aconselhado por Rebeca, foge para a terra de seus parentes, com o objetivo também de conseguir uma esposa como seu pai tinha feito tempos atrás, pois suas cunhadas eram desgosto para sua mãe.
Isaque então abençoa novamente a Jacó, agora não enganado mais e com promessas ainda mais espirituais como tinha sido predito pelo Eterno para Rebeca, uma mãe que sempre esteve atenta ao auxiliar seu marido e não deixá-lo errar quanto ao recebimento da bênção divina, mesmo o caçula não querendo enganar o seu pai!
Mudando de posição
Segundo a Bíblia, a verdadeira fé e consequentemente o ato de invocar o nome de Deus são incompatíveis com a prática da idolatria.
Na tradição bíblica, esta afirmação encontra forte eco em passagens como a do apóstolo Paulo a Timóteo, que diz: "Aparta-se da injustiça todo aquele que profere o nome do Senhor" (2 Tm 2.19).
No Novo Testamento, o termo grego epikaleo (invocar) carrega o peso jurídico de apelar a uma autoridade superior (como um cidadão apelava a César).
Já o afastamento exigido não é apenas geográfico, mas moral e espiritual. Significa uma ruptura radical pois o verbo grego aphistemi significa literalmente "mudar de posição", "retirar-se" ou "romper a associação".
Enfim, invocar o nome de Deus é um ato de consagração, enquanto afastar-se da idolatria é um ato de purificação.
Assim sendo, um exige o outro: o clamor sem o afastamento é hipocrisia o afastamento sem o clamor é apenas moralismo vazio (Lc 6.46).
sábado, 19 de setembro de 2026
O véu do templo rasgou-se
É certo que, segundo a Bíblia, o único mediador legítimo entre Deus e a humanidade é Jesus Cristo.
Diante de Deus, não existe uma categoria espiritual "superior" (o clero) e outra "inferior" (os leigos). Pastores, padres ou líderes exercem uma função ou serviço de organização e ensino, mas não possuem mais santidade ou privilégio de acesso a Deus do que qualquer outro fiel.
O apóstolo Paulo à Timóteo afirma que existe um só Deus e um só mediador entre Deus e os homens: o homem Cristo Jesus (1 Tm 2.5; 1 Pd 2.9; Hb 4.16 e Ap 1.6).
Isso significa que, assim como o véu do templo rasgou-se com a morte de Jesus, simbolizando o fim da necessidade de sacerdotes humanos ou rituais burocráticos para se achegar a Deus.
Assim sendo, Jesus é o único caminho de reconciliação e salvação, não havendo outro nível de acesso ou necessidade de intermediários terrenos adicionais para a comunhão com o Pai.
Por fim, o crente não precisa confessar os seus pecados a um sacerdote humano para ser perdoado por Deus. A confissão e o arrependimento ocorrem diretamente perante o Pai, em nome de Jesus.
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