domingo, 29 de março de 2026

Intolerância religiosa

João disse a Jesus que tentaram impedir alguém de expulsar demônios porque não o seguia. Jesus respondeu: "Não o impeçam... pois quem não é contra nós está a nosso favor". A frase "quem não é contra nós, é por nós" é uma resposta de Jesus aos discípulos relatada pelo evangelista Marcos. Nela há uma indicação de tolerância e unidade no serviço a Deus, repreendendo o exclusivismo. Isso vai ao contrário de muitas comunidades religiosas que trabalham com essa ideia. Exclusivismo é a tendência ou prática de excluir sistematicamente outras pessoas, ideias ou grupos, privilegiando apenas um círculo, crença ou sistema específico. Caracteriza-se pela intolerância, restrição de acesso e valorização de um único aspecto em detrimento de outros, muitas vezes associado a egoísmo ou elitismo. Nesses grupos há uma mentalidade de rejeição ao que é diferente, valorizando apenas o próprio grupo ou convicção. Os elitistas creem que apenas o ponto de vista bíblico deles é verdadeiro, considerando todas os outros falsos ou inválidos. Ao contrário deste cenário, o Mestre ensina que, se alguém realiza boas obras em seu nome, deve ser aceito, mesmo não sendo do grupo principal (Mc 9.38-40). Esta passagem destaca a necessidade de não impedir ações bondosas realizadas em nome de Cristo. Ela combate o ciúme ministerial e a visão estreita de que apenas um grupo específico tem a "autoridade" de agir.

Entrando no Reino dos céus

A frase "Nem todo aquele que me diz: Senhor, Senhor, entrará no Reino dos céus. Quem entra então? Segundo Jesus, "aquele que faz a vontade de meu Pai que está nos céus" (Mt 7.21). Isso denota que a salvação exige ações práticas e obediência à vontade de Deus, não a filiação religiosa. O Mestre enfatiza que realizar milagres ou pregar em seu nome não garante a entrada no Reino; a transformação de vida e a obediência são essenciais (Mt 7.21-23). Então, a verdadeira fé é demonstrada ao colocar em prática a vontade de Deus, agindo com sinceridade e não com falsidade ou palavras vazias. Muitos que dizem ser seguidores ("Senhor, Senhor") podem ser rejeitados se não viverem de acordo com os ensinamentos, mostrando que a fé exige compromisso real. A essência da mensagem é que o Reino dos Céus é para aqueles que constroem suas vidas sobre a rocha da obediência à palavra de Deus, tornando-se verdadeiros discípulos. É importante e fundamental o conhecimento da doutrina da Igreja, pois o profeta Oseias adverte em seu livro: “O meu povo foi destruído, porque lhe faltou o conhecimento”. Deus quer que todos O conheçam: "Porque isto é bom e agradável diante de Deus nosso Salvador, Que quer que todos os homens se salvem, e venham ao conhecimento da verdade" (1 Tm 2.3,4). O verdadeiro fundamento para construir nossa vida é o próprio Deus. Quem se apoia n´Ele, este é que permanece inabalável apesar de tudo. Não haverá nada nem ninguém que o faça sucumbir. Porém, apoiar-se em Deus sempre implica fazer sua vontade com seriedade e sinceridade sem ficar-se nas meras aparências, pois “Nem todo aquele que diz: ‘Senhor, Senhor’ entrará no Reino dos céus, mas sim aquele que faz a vontade de meu Pai que está nos céus”.

Ainda há lugar

Quando Jesus, em seu ministério terreno, falava em parábolas, Ele escondia as verdades do reino. Em uma delas, mas especificadamente na "Parábola do Grande Banquete" ensina que, mesmo após os convidados iniciais recusarem, o convite para o banquete (representando o Reino de Deus) foi estendido a todos, garantindo que ainda há espaço (Lc 14.22). O contexto consistia em um senhor que prepara uma grande ceia, mas os convidados originais dão desculpas para não ir. O senhor ordena que tragam os pobres, aleijados, cegos e coxos das ruas. A frase "ainda há lugar" simboliza a misericórdia de Deus, a inclusão de todos (independente de raça, classe ou condição) e a oportunidade contínua de salvação. Após o servo dizer que ainda há lugar, o senhor ordena: "Sai pelos caminhos e valados, e força-os a entrar, para que a minha casa se encha" (Lc 14.23). A frase destaca que a graça divina não se esgotou e o convite continua aberto. A salvação é um dom (presente) de Deus, é de graça, e para todos. Para alcançá-la basta crer de todo o seu coração em Jesus; peça o perdão de Deus pelos seus pecados, e pela fé, convide Jesus Cristo entrar em sua vida. Recebendo a Jesus pela fé, você irá ganhar vida eterna, porque a salvação está no nome de Jesus: "Porque todo aquele que invocar o nome do Senhor será salvo" (Rm 10.13 ). Aceite Jesus, e seja salvo hoje!

Entrando pela porta estreita

A Bíblia ensina que Jesus Cristo morreu na cruz por toda a humanidade. Isso implica em oferecer a salvação a todos. Contudo o benefício dela é aplicado àqueles que creem. Seu sacrifício substitutivo pagou a dívida do pecado, proporcionando reconciliação com Deus e a oportunidade de vida eterna (2 Co 5.15, Jo 3.16). Jesus morreu por todos os seres humanos, não apenas por um grupo restrito, seja ele qual for. O objetivo foi salvar a humanidade do pecado e da morte, agindo como substituto (justificação). Aqui há um mistério, pois está a inflexão do texto, que embora o sacrifício seja para todos, a salvação é aplicada individualmente através da fé e do arrependimento. Enfim, a morte de Jesus é vista como o amor de Deus em ação, oferecendo perdão gratuito e uma nova vida para quem crê. Se até alguns dos que se esforçam não conseguem passar pela porta estreita, que pensar de nós? Como tem sido a nossa vida cristã? Temos feito todo esforço possível para alcançar o Céu, ou vivemos acomodados, iludidos com a ideia de que já basta o “muito” que nos empenhamos? Perguntam ao Mestre: “Senhor, é verdade que são poucos os que se salvam?” Jesus não responde diretamente à pergunta, mas diz assim: “Fazei todo o esforço possível para entrar pela porta estreita”. Por isso, ao falar sobre a futura desgraça das pessoas religiosas que são soberbas e que confiam em si mesmas, mas não em Deus, o Senhor prevê: “Haverá choro e ranger de dentes, quando virdes Abraão, Isaac e Jacó, junto com todos os profetas no Reino de Deus, e vós, porém, sendo lançados fora... Virão homens do Oriente e do Ocidente, do Norte e do Sul, e tomarão lugar à mesa no Reino de Deus” (Lc 13.28). Deus é grande, é bom, é generoso e “quer que todos os homens sejam salvos e cheguem ao conhecimento da verdade” (1Tm 2.4). No entanto, cabe a nós imitá-Lo e, sem cálculos ou mesquinhez, trabalharmos pela nossa salvação com confiança, amor, temor e tremor (Fl 2.12).

sábado, 28 de março de 2026

Saudando com a paz

A paz verdadeira não depende de possuir um livro físico. O cristão a tem, então pode até mandar aqueles que não a têm, pois Ela volta para ele. Mandar paz a quem não a tem é um desejo sincero de tranquilidade. Pode trazer paz interior e conforto espiritual ao receptor, ou, Ela volta ao crente verddeiro conforme as Escrituras. Essa Paz é responsável de encontrar calmaria interior em Jesus, mesmo no mundo em extremo caos. Ela excede o entendimento, guardando o coração e a mente, e está disponível a todos que buscam confiança e esperança no cuidado de Deus, superando medos e ansiedades. Assim o Mestre se expressou: "Deixo-lhes a paz; a minha paz lhes dou. Não a dou como o mundo a dá. Não se perturbem os seus corações, nem tenham medo" (Jo 14.27). E o apóstolo Paulo assim recomenda: "Não andem ansiosos por coisa alguma, mas em tudo, pela oração e súplicas, e com ação de graças, apresentem seus pedidos a Deus" (Fl 4.6). Então o fiel não deve ter medo, pois a Paz está com ele (Is 41.10) e Ela traz alegria e esperança (Rm 15.13). A saudação "paz seja convosco" ou saudar com a paz é um princípio bíblico fundamentado no ensino de Jesus. Ele mesmo orientou seus discípulos a levarem paz às casas que visitassem (Mt 10.12-13). Essa saudação representa o desejo de harmonia, reconciliação e a presença de Deus, sendo usada para abençoar (1 Sm 25.6) e desejar que a paz de Cristo repouse sobre as pessoas (1 Pd 5.14).