segunda-feira, 28 de setembro de 2026

A Igreja gera Jesus

Ao se tocar a sétima trombeta, inicia-se uma sequência de outras visões no livro do Apocalipse. No capítulo 12, há a Igreja sendo representada por uma mulher, grávida e com ânsias de dar à luz. É certo que a Igreja, Esposa do Cordeiro (casada segundo o profeta Isaías e não poderia está grávida e solteira, não? digo eu), Ela tem anunciado o nascimento do Deus Homem desde o livro do Gênesis (Is 54.1). É uma longa gestação aos olhos humanos, mas para o Altíssimo, é o tempo que já tinha projetado a salvação da humanidade através do sangue do Cordeiro, pisando na cabeça da serpente (Gn 3.15). O próprio Mestre disse a Pedro que Ele mesmo executaria essa missão: “edificarei a minha igreja e as portas do inferno não prevalecerão sobre ela” (Mt 16.18). Outro sinal no céu também é visto: um grande dragão vermelho, sete cabeças e dez chifres e, sobre a cabeças, sete diademas. Mostra estultícia, as sete cabeças, se apresenta de inúmeras formas, “transfigura-se até em anjo de luz” e os dez chifres é indício de uma quantidade de poder muito grande, não devemos se iludir, é uma das mais poderosas criaturas dEle, entretanto, também formado pelo Criador. É um ser muito glorioso, tanto que o profeta Ezequiel disse que ele andava no meio das pedras afogueadas e que toda pedra preciosa era a sua cobertura, até que se achou iniquidade nele (Ez 28.14). O sacrifício de Jesus purificou até os céus, e os anjos rebelados e os outros indecisos precisavam tomar uma posição, por Deus ou contra Ele (Hb 9.23). Satanás e os anjos arrastados por sua cauda, foram derribados e lançados sobre a terra. Parou diante da mulher, querendo tragar o Filho, mas Ele foi escondido em Deus, apesar da perseguição desde o Herodes, matando as crianças em Israel. Agora, o dragão derribado e seus anjos, não podem nada contra o Filho e vão perseguir a mulher. Fazem guerra ao resto da sua semente, que são os que guardam os mandamentos de Deus e têm o testemunho de Jesus Cristo.

domingo, 27 de setembro de 2026

Uma ascensão rápida

Perigo, o homem entregue a si mesmo

O homem entregue a si mesmo é um estado em que Deus retira a Sua contenção moral e permite que o ser humano colha as consequências de afastar-se voluntariamente de Seus princípios. Não se trata de uma ação ativa de maldade por parte de Deus, mas de um ato judicial de permissão, onde o Criador respeita a escolha humana de viver sem a Sua direção. Quando o homem rejeita o conhecimento de Deus e troca a verdade pela mentira, o próprio pecado passa a ser a punição, levando a uma desordem nos desejos e nas relações. Enfim, esse abandono resulta em três esferas de entrega descritas pelo apóstolo Paulo: a impureza moral (desonra do corpo), as paixões vergonhosas e, por fim, uma disposição mental reprovável (mente depravada).

Desorientação, vazio, libertinagem

Na transição para o mundo moderno, a promessa era a libertação das amarras das tradições, da religião e do absolutismo. No ambiente digital e nas redes sociais, a linha que separa a liberdade da libertinagem torna-se ainda mais ténue. A arquitetura destas plataformas funciona como um catalisador que amplifica os comportamentos individualistas e a ausência de limites éticos. Com a modernidade, as relações tornaram-se "líquidas", descartáveis e focadas no consumo individual, onde a busca desenfreada pela satisfação pessoal muitas vezes emula a libertinagem. É certo que quando a sociedade perde as suas regras morais comuns em nome de um individualismo extremo, os indivíduos entram num estado de desorientação (anomia), confundindo a ausência de regras com a liberdade. No entanto, essa emancipação que nos libertou de velhas estruturas, de igual modo, deixou-nos num vazio pois os algoritmos são desenhados para reter a atenção do utilizador, entregando-lhe conteúdos que confirmam os seus preconceitos. Enfim, o homem está entregue a si mesmo (Rm 1.24-28)!

Mercado e religião

Há pensadores que definem o sistema econômico não apenas como uma estrutura de mercado, mas como uma prática cultural com dinâmicas estritamente religiosas. Segundo eles o capitalismo funciona por meio de um culto contínuo, manifesto no trabalho e no consumo diário, operando sem uma teologia tradicional explícita, mas exigindo devoção prática. Com isso, o consumo e a acumulação de capital apropriam-se de anseios humanos por felicidade, realização e sentido de vida, atuando como falsas promessas de salvação ou plenitude terrena. O cerne desse argumento é que o capitalismo moderno ocidental não surgiu apenas de condições materiais (como o dinheiro ou a tecnologia), mas sim de uma profunda mudança na mentalidade e nos valores humanos, impulsionada pela Reforma Protestante. Essa ideia transforma o trabalho secular não era uma atividade menor ou inferior à vida monástica, mas uma vocação divina e uma forma de servir a Deus. Enfim, essa combinação única — trabalhar incansavelmente para gerar lucro, mas viver de forma modesta e reinvestir o excedente — gerou a acumulação contínua de riqueza que caracteriza a engrenagem do capitalismo moderno.