A Bíblia pela Bíblia
Um Blog de estudos e comentários bíblicos. Apesar da muita disponibilidade e acesso no mundo virtual, este blogueiro entende que precisamos o mais rápido possível redescobrir a Palavra de Deus! esdrasneemiasdossantos@gmail.com Read it in english: http://thebiblebythebible.blogspot.com.br/
quinta-feira, 7 de maio de 2026
Não deixando a sua própria habitação
A frase refere-se a uma que se encontra na epístola de Judas.
Nela, o autor menciona anjos que não guardaram a sua ocupação, seu trabalho original dado pelo Eterno.
Contudo, o abandonaram, deixaram a sua própria habitação, sendo reservados em prisões eternas para o julgamento.
Certamente um julgamento à altura da responsabilidade deles!
Esse versículo ilustra a seriedade bíblica da rebelião e o abandono de sua posição destinada por Deus.
É comparado ao pecado de Sodoma e Gomorra na busca de prazeres ilícitos e contra a natureza.
O sábio assim ilustra esse assunto: "Busca seu próprio desejo aquele que se separa; ele insurge-se contra a verdadeira sabedoria" (Pv 18.1).
O texto alerta sobre o perigo do isolamento egoísta, onde a pessoa ignora conselhos e foca apenas na própria vontade.
quarta-feira, 6 de maio de 2026
Homens amantes de si mesmos
O mundo contemporâneo é caracterizado pela exacerbação da globalização.
Desde os avanços das telecomunicações e da internet, com as religiões se transformando e com os governos atuando para a aprovação de leis contra os princípios divinos.
No mundo moderno há ainda um significativo aumento das desigualdades sociais.
Uma parcela diminuta da população mundial cresce em riqueza e acúmulos e uma grande massa passa necessidades.
O ser humano nesses últimos dias e anos de grandes aglomerações, contudo, certamente tem aumentado em individualismo.
Reflete as sábias palavras de Paulo, “homens amantes de si mesmos”.
uma última característica dos momentos finais, segundo a Bíblia, são os marcos fronteiriços das nações.
Eles estão sendo desfeitos e/ou, para aquelas que ainda os possuem, com limites muito tênues, não havendo clara separação de territórios.
Isso se aplica também no mundo espiritual (falta de limites claros) com o “secamento do rio Eufrates” não havendo mais obstáculos para separação entre a nação de Israel e os demais povos.
Assim, neste tempo, na última hora, a luta espiritual é interna, dentro do espaço/território do povo de Deus, mas, claramente já invadido pelos exércitos inimigos, consequentemente aumentando a profanação dos valores sobrenaturais.
Enfim, as guerras espirituais hoje em dia são travadas no “corpo a corpo”, pois já há uma mistura desigual/heterogênea dentro da própria igreja, que é o Israel de Deus.
Com o secamento do rio Eufrates, no mundo espiritual quebrou-se as barreiras, não havendo clara separação das coisas espirituais/divinas das que não são, dos servos divinos e daqueles que não são.
domingo, 3 de maio de 2026
Aquele que busca alcança
A frase "aquele que busca alcança" é uma citação bíblica popular: "Pedi, e dar-se-vos-á; buscai e achareis; batei, e abrir-se-vos-á".
Um meio de compreensão significa que a perseverança na busca por algo (seja conhecimento, favor, ajuda de Deus) leva ao sucesso ou ao encontro do que se procura, incentivando a persistência com fé (Mt 7.7-8).
Há também provérbios relacionados, como "Quem procura o bem alcança favor; mas o mal chegará àquele que o busca", indicando que a busca por coisas boas resulta em bênçãos, enquanto a busca pelo mal traz consequências negativas (Pv 11.27).
Segundo a Bíblia, a ação de buscar, seja em oração ou em ações práticas, é recompensada.
sábado, 2 de maio de 2026
Forçando uma interpretação bíblica
"Forçar" uma interpretação bíblica significa extrair versículos de seu contexto original para justificar pontos de vista pessoais, ideologias ou interesses próprios, ignorando a intenção original do autor.
Essa prática é considerada um erro hermenêutico que transforma a mensagem bíblica para encaixar em pensamentos humanos.
É certo que Filemom era um cristão com bom exemplo.
Até mesmo o apóstolo Paulo enumera, entre outras características, que por ele “as entranhas dos santos foram recreadas”.
Ppor isso ele acreditava que, provavelmente, Filemom receberia o novo irmão em Cristo, Onésimo.
O apóstolo ou o escravo convertido, Onésimo, pode perfeitamente ter tido uma direção de Deus?
Conhecendo um pouco do apóstolo, diria que ele teve uma direção de mandar o escravo para voltar para o seu dono.
Agora como cristão, poderia servir como testemunho a ele e aos que o conheciam antes de sua nova crença.
Contudo, a epístola a Filemom não deve ser usada como uma orientação geral para os crentes.
Nada disso, nem voltarem onde devem algo e pagar, nada e nada e mais nada...
Ana lisando o contexto pelos escritos, nem se sabe ao certo se ele devia algo ao seu senhor!
Isso acontece muito com certa frequência nos meios religiosos, sendo até uma grande imprudência em certos casos.
Supor algo, de forma induzida ou não, que a Bíblia não mostra é colocar pensamentos próprios acima da Palavra.
Se continuarmos a fazer essa ação, assim estaremos acrescentando algo que o Livro não expõe, não ensina e nem tão pouco induziu.
Muitos tem tomado esse caminho, mas é um caminho totalmente irrecomendável, e, acima de tudo, é desaconselhado de igual modo em Apocalipse.
quinta-feira, 30 de abril de 2026
Uma multiplicidade de reis
A frase que descreve "uma multiplicidade de reis sem que nenhum deles tenha o domínio" está relacionada ao último reino descrito nos textos bíblicos.
A profecia da estátua de Nabucodonosor menciona "dez dedos" ou "dez chifres" que representam uma multiplicidade de reis (um reino dividido) nos dias finais.
Os dez chifres resumem o quinto reino, apontando para a multiplicidade de povos ou nações que dominariam ao mesmo tempo, até o fim (v. 24a).
Um aspecto novo nesta visão é o chifre pequeno que surge após os dez, abate três e se exalta terrivelmente contra os santos, e isso por um período de “tempo, tempos e metade de um tempo” (vv. 21-22, 25).
Trata-se do mesmo reino representado pelos dez chifres – a multiplicidade de estados menores, soberanias e nações; mas agora coligadas em um sistema final de governo, sob a égide de uma pretensa “união”, com propósitos hostis e contrários ao reino dos céus e aos santos de Deus (vv. 21, 25).
Estes reinos são os que compõem a besta mostrada a João, em Apocalipse (13.6-8; 17.12-14).
O texto diz que o Deus dos céus estabelecerá um reino que "quebrará em pedaços e consumirá todos estes reinos", o reino da pedra.
A glória desse reino começa pequena e de forma simples como uma pedra, mas no fim se torna como um monte que enche toda a terra.
É o reino de Deus que, embora presente entre os homens, não é deste mundo e nada tem de terreno (Mt 4.17; Jo 18.36).
Nele só entram os que são trazidos por Deus (Cl 1.13; Ap 1.6, 9).
Embora sem aparência exterior (Lc 17.20- 21), é um reino cuja grandeza e glória aumentarão mais e mais até a sua plena manifestação na vinda de Cristo e na destruição final dos reinos deste mundo (1 Co 15.24-28).
A base deste reino é a pessoa do seu próprio Rei, Cristo Jesus, identificado como a pedra eleita por Deus (1 Pe 2.4-6).
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