A Bíblia pela Bíblia
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quarta-feira, 18 de fevereiro de 2026
Por que lhes falas por parábolas?
O Mestre então respondeu que assim fazia porque aos discípulos era concedido conhecer os mistérios do reino dos céus, mas àqueles para quem falava naquele momento não, e, sendo assim, eles ouviam as palavras de Jesus, mas não entendiam (Mt. 13.11-13).
O Senhor ainda afirmou que fazendo dessa forma se cumpria a profecia de Isaías que dizia: “Ouvireis com os ouvidos e de nenhum modo entendereis; vereis com os olhos e de nenhum modo percebereis. Porque o coração deste povo está endurecido, de mau grado ouviram com os ouvidos e fecharam os olhos; para não suceder que vejam com os olhos, ouçam com os ouvidos, entendam com o coração, se convertam e sejam por mim curados ” (Mt. 13.14-15).
A Bíblia aponta que o "homem natural" (sem o Espírito Santo) não compreende as coisas de Deus, isso por que elas parecem loucura e exigem discernimento espiritual.
Essa falta de entendimento é descrita como um coração endurecido ou rebeldia, impedindo que compreendam a vontade divina, mesmo quando ensinados.
As verdades divinas são discernidas pelo Espírito Santo, não pela lógica humana.
O que é sabedoria de Deus parece tolice para a sabedoria humana.
Em diversos contextos bíblicos, o povo não entende por se opor a Deus e possuir um coração endurecido.
Porém, aqueles que se enchiam de soberba por sua cultura, instrução e capacidade intelectual e em seus corações contemplara a vaidade (Sl. 66.18), não possuiriam a verdadeira compreensão e, como não guardavam em seus corações as Palavras do Senhor, incorriam em pecado contra Deus (Sl. 119.11) e, sendo assim, permaneceriam afastados do Pai (Is. 59.2).
A incapacidade de entender está ligada a viver segundo a carne e não pelo Espírito.
Portanto, segundo a Bíblia, o entendimento das coisas de Deus não é uma questão de capacidade intelectual, mas de uma intervenção espiritual que revela a verdade ao ser humano.
segunda-feira, 16 de fevereiro de 2026
Hoje estarás comigo no Paraíso
Na Bíblia há vários pedidos para lembrar, lembretes atendidos, esquecidos e posteriormente lembrados como o caso de José no Egito.
Ele pede ao copeiro-mor que se lembre dele quando tudo estivesse bem, pois segundo o seu sonho, ele voltaria a servir o rei (Gn 40.14).
Há, de igual modo, o clamor por socorro do "bom ladrão" a Jesus na cruz: "Senhor, lembra-te de mim, quando entrares no teu Reino", refletindo fé, arrependimento e confiança na misericórdia divina (Lc 23.42).
O ladrão arrependido na cruz pede que Jesus se lembre dele, recebendo a promessa: "Hoje estarás comigo no Paraíso".
Após ser avisado pelo profeta Isaías que morreria, Ezequias orou com choro intenso, lembrando sua fidelidade a Deus.
Deus respondeu enviando Isaías de volta com a promessa de cura e mais 15 anos de vida (2 Rs 20; Is 38).
No livro dos Salmos destaca-se uma oração pedindo que Deus lembre de sua misericórdia e não dos pecados da juventude (Sl 25.6-7) e um pedido do salmista para ser visitado com a salvação e a bondade de Deus (Sl 106.4-5).
O profeta Jeremias que sofreu muita perseguição em seu ministério pede que Deus o lembre, ampare e vingue dos perseguidores (Jr 15.15).
Neemias pede a Deus que lembre de suas ações a favor do povo com benevolência (Ne 5.19).
Esses versículos mostram que clamar para que Deus se lembre é um apelo para ser alvo de sua proteção, graça e cuidado no meio de sofrimentos ou provações.
Enfim, o apóstolo Tiago destaca que o clamor de quem busca a Deus com fé e alinhamento espiritual tem grande poder intercessor, assim, a oração fervorosa é eficaz, capaz de curar, mover o céu e trazer resultados concretos (Tg 5.16).
domingo, 15 de fevereiro de 2026
O tempo do fim e o espírito de Elias
A expressão "no espírito e poder de Elias", baseada no Evangelho do Senhor Jesus Cristo segundo o médico Lucas, refere-se à unção profética e ao zelo de João Batista, que espelharia o ministério do profeta Elias no tempo do fim.
Ele foi comissionado para converter corações a Deus, promover a reconciliação familiar e preparar o povo para a vinda do Senhor, agindo com coragem e ousadia.
Indica uma capacitação divina marcada por um ministério de arrependimento, coragem diante da hostilidade (semelhante a Elias contra Acabe/Jezabel e João contra Herodes) e zelo por Deus.
Agindo "no espírito e poder de Elias", João Batista preparou o caminho, convertendo corações desobedientes à sabedoria dos justos.
Suas pregações eram marcados por orações fervorosas, confiança inabalável em Deus e atuação em tempos de grande apostasia.
Foi enviado por Deus para preparar os corações do povo para o ministério de Jesus, cumprindo profecias de Isaías e Malaquias (a "voz que clama no deserto").
Pregou o batismo de arrependimento para a remissão de pecados, chamando à mudança de vida antes da chegada do Reino.
Reconheceu sua posição inferior a Cristo, afirmando que não era digno de desatar as sandálias de Jesus, focando totalmente em sua missão de apontar para o Salvador.
Considerado, entretanto, o maior entre os nascidos de mulher, representa o ápice da antiga aliança.
João demonstrou coragem inabalável tal qual Elias, ao confrontar o pecado (Herodes) e defender as leis de Deus, pagando com a própria vida.
A mensagem contemporânea associa esse conceito à necessidade de ser cheio do Espírito Santo para entender a palavra de Deus e viver com fé inabalável.
Em suma, ter o espírito e poder de Elias é ter um chamado para preparar o caminho do Senhor, restaurar relacionamentos e confrontar a idolatria/desobediência com o poder de Deus.
Elias é infinitamente maior que Jezabel
No contexto bíblico e histórico do primeiro livros dos Reis de Israel, Elias é certamente, de ênfase e destaque que Jezabel pois representava todos os profetas que haviam anunciado a vinda do Messias.
Elias foi um profeta influente durante um período turbulento na história de Israel.
A nação se afastou do Senhor para adorar Baal, e o rei Acabe formou uma aliança com Sidom ao se casar com sua princesa, Jezabel.
Como profeta de Deus, ele triunfou sobre a idolatria e as conspirações promovidas por ela e seu marido, o rei Acabe.
Elias representava o poder divino, enquanto Jezabel simbolizava a perseguição e a falsa adoração.
Ele enfrentou os profetas de Baal, seguidores de Jezabel, provando a soberania de Deus.
Anunciou a ruína da casa de Acabe e o fim desonroso de Jezabel, uma profecia que se cumpriu.
Embora Jezabel tivesse poder político e ameaçasse Elias, a força do profeta vinha de Deus, resultando na queda da rainha.
Portanto, em autoridade espiritual e desfecho histórico, a influência de Elias sobrepujou e em muito a de Jezabel.
Elias foi enviado para mostrar a Israel o mal de seus caminhos e encorajá-los a retornar ao Senhor.
Uma das passagens mais significativas do Novo Testamento em que Elias é mencionado é na Transfiguração de Jesus.
O evento, descrito nos Evangelhos de Mateus, Marcos e Lucas, relata como Jesus, acompanhado por Pedro, Tiago e João, subiu a um alto monte onde foi transfigurado diante deles.
Seu rosto brilhou como o sol e Suas roupas se tornaram alvas como a luz. Nesse momento, Elias e Moisés apareceram ao lado de Jesus, conversando com Ele (Mt 17.1-13; Mc 9.2-13; Lc 9.28-36).
Elias também é mencionado em conexão com João Batista.
O Evangelho de Lucas descreve João como aquele que vem “no espírito e poder de Elias”.
Essa associação remonta à profecia de Malaquias, que anunciou que Elias retornaria antes do “grande e terrível dia do Senhor” (Lc 1.17; Ml 4.5-6).
Enfim, Tiago lembra que Elias orou para que não chovesse, e a terra ficou sem chuva por três anos e seis meses; depois orou novamente, e a chuva voltou a cair, trazendo vida à terra (Tg 5.17-18).
Sendo apenas justo
O salmista diz que o caminho do justo é marcado por retidão, ele não segue, não se detém nem se assenta com aqueles que desprezam o Senhor pois não é conivente com o mal.
O caminho do justo é traçado pela Palavra de Deus, como uma árvore com folhagem exuberante que no devido tempo dá os frutos esperados.
Esse fato ocorre por causa das raízes que constantemente absorvem as águas que se encontram ao redor, a Palavra de Deus modela seu pensamento e seu comportamento sendo o prazer de sua vida (Sl 1).
A primeira vez que aparece a expressão "o justo viverá pela fé" na Bíblia é em Habacuque.
O profeta, quando, escreveu isto, estava sinalizando a necessidade do povo que confiasse no Senhor, tanto nas providências como propósito e situação de Israel.
Os israelitas estavam passando por injustiças e, o profeta reclama ao Senhor por isso (Hb 1.2-4).
A mensagem de Habacuque ensina que viver pela fé é permanecer leal, confiando nos propósitos de Deus, vivendo diferente dos padrões dos descrentes, longe da maldade, violência, ganância, libertinagem e idolatria.
É confiar e se alegrar no Deus da Salvação, mesmo que tudo desmorone.
A expressão "o justo viverá pela fé" pode significar tanto o modo como guiamos a nossa vida, como também a convicção sobre o livramento de Deus para os perigos da vida.
A Bíblia também amplia o modus vivente do justo, especificamente na epístola aos Filipenses, mostrando que ele foca a sua mente em tudo que é bom.
Acrescenta-se justo, verdadeiro, respeitável, puro, amável e de boa fama.
A justiça bíblica vai além de ações corretas, envolvendo a justificação divina e a fé.
Paulo instrui os filipenses a concentrarem suas mentes em coisas que são retas, éticas e de boa reputação (Fp 4.8).
Além de pensar, a instrução inclui colocar em prática o que foi aprendido e recebido, resultando na presença do "Deus da paz".
Biblicamente, ser justo muitas vezes significa ser declarado inocente por Deus, não apenas fazer coisas boas.
Enfim, o caminho do justo é abençoado, aquele que se apega a Deus pode ter paz e satisfação, independentemente das circunstâncias que o cercam.
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