A Bíblia pela Bíblia
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sábado, 14 de março de 2026
O aniquilamento do dragão e seus seguidores angelicais
O aniquilamento do dragão e seus seguidores angelicais refere-se ao confronto apocalíptico onde o dragão (simbolizando o caos e a escuridão espiritual) e seus anjos seguidores são derrotados.
Esta narrativa bíblica representa a vitória da justiça divina, frequentemente retratada como a queda das forças malignas que tentam destruir a criação.
Após a aplicação da justiça de Deus sobre os seus inimigos humanos na batalha do Armagedom, há ainda as hostes espirituais que serão destruídas com o assopro da boca dEle, dando assim fim a todos os inimigos de Deus: de ordem material/terrena e/ou espiritual.
No verso 7 ao 10, do capítulo 20 de Apocalipse, há o relato sucinto da destruição de Satanás junto com os anjos que “caíram” com ele na terra e presos espiritualmente em trevas.
O texto sagrado diz que eles serão soltos e subirão contra a cidade amada, entretanto, descerá fogo do céu e os devorará, como descrito também no livro do profeta Ezequiel.
A antiga serpente (um ser espiritual), que rasteja no pó, sem entender as coisas espirituais, porque está preso em cadeias de escuridão, pelo tempo de mil anos, desde que ele se rebelou contra Deus.
Esse período de mil anos é semelhante ao tempo daqueles que aceitaram a Jesus como Senhor, vivendo e reinando com Ele – os santos participam da glória divina, vencem a besta, não recebendo o sinal dela em suas testas nem em suas mãos.
O período de mil anos harmoniza também com os reinos deste mundo, como descrito no livro do profeta Daniel, bem como do Reino que não será jamais destruído e será estabelecido para sempre, mas sendo levantado durante o reinado dos impérios mundiais e corresponde ainda ao tempo da primeira ressurreição.
Na conversão, e passa da morte espiritual para a vida, sendo os convertidos, sacerdotes de Deus e reinam com Ele.
E, finalmente, esse período de mil anos condiz ao tempo da revelação de Deus, a pregação do Evangelho, desde o princípio do mundo até o aniquilamento dos reinos na vinda de Jesus. Sendo que, aqueles que vivem e reinam com Cristo, aqui durante os mil anos, também viverão e reinarão com Ele a eternidade toda.
Sobre o aniquilamento do dragão e seus seguidores, o Senhor fala ao profeta Ezequiel que colocará anzóis no queixo de seu adversário e seus anjos, juntamente irão atacar a cidade amada, o Israel de Deus e de lá, de onde saiu em rebeldia, será derribado/destruído com o sopro de Sua boca.
sexta-feira, 13 de março de 2026
De volta às catatumbas
As catacumbas de Roma são túneis extensos e espaçosos que foram escavados debaixo da cidade com a finalidade de servir de cemitério.
Os romanos tinham tanto pavor da morte que queriam mantê-los fora de vista.
As catacumbas eram escavadas pelos escravos e para lá os romanos mandavam seus mortos, que eram enterrados em túmulos nas paredes.
Quando no final dos anos 60 o Império Romano começou a perseguir os cristãos e a proibir que eles se reunissem para adorar a Cristo, as catacumbas se tornaram o lugar preferido pelos discípulos de Jesus em Roma para se encontrarem e juntos cultuarem a Deus.
Essa situação perdurou durante os primeiros quatro séculos depois de Cristo.
A perseguição agora vem de dentro das comunidades religiosas e a parte da Igreja que mais cresce no Brasil é aquela que está fora das instituições.
O Brasil caminha para ser um dos maiores países de "desigrejados" do mundo, com projeções indicando um aumento contínuo desse grupo nas próximas décadas.
É um protesto contra as estruturas corrompidas de falso poder religiosos!
Eles são cristãos, principalmente evangélicos, que mantêm a fé, a leitura bíblica e a comunhão com Deus, mas abandonaram a frequência às instituições religiosas.
Esse fenômeno acontece devido a diversas situações e em cada caso deve ser analisado de forma particular.
Em suma são decepções com lideranças, escândalos ou divergências políticas e para manter a sanidade mental e psicológica, eles preferem se afastar daquilo que lhe fazem mal: a instituição religiosa.
Pesquisas indicam que este grupo cresce, principalmente em São Paulo e tem maior incidência entre jovens e pessoas com ensino superior.
O fenômeno é visto como um protesto contra a burocratização da fé, manipulação religiosa, enfim, é um movimento rumo a uma espiritualidade autônoma, informal, mostrando de forma bem explícita a ineficiência da estrutura eclesiástica.
Esses crentes continuam acreditando em Deus e em Jesus, continuam a fazer suas orações, meditações na Palavra, se reunindo em pequenos grupos informais, sem a necessidade de um templo físico.
Tomando a cruz
Nos evangelhos, há textos maravilhosos em que aparece a generosidade de pessoas que foram chamadas a seguir Jesus.
Elas largaram tudo para atender ao seu convite. É certo que o Único que tem poder de chamar e continuar chamando é Deus!
Seguir Jesus é uma expressão para indicar a condição de ser seu discípulo, sua discípula.
Caminhar com ele, ao lado dele, como muitos faziam, era uma espécie de escola, de tempo de formação e um modelo para toda a vida.
Mesmo não andando com Jesus o tempo todo, o discípulo ou a discípula tinha sempre em mente estar caminhando com ele, seguindo os seus passos.
O ato de "tomar a cruz" implica estar disposto a perder a vida por amor a Cristo para encontrá-la.
A frase "Vem, e segue-me" é um convite direto de Jesus Cristo registrado várias vezes na Bíblia.
Destaca o chamado ao discipulado, desapego material (deixando prioridades mundanas) e confiança em Deus.
Envolve negar-se a si mesmo, carregar a cruz diariamente e priorizar tesouros celestiais, enfatizando o desapego e o seguimento radical.
O Mestre chamou Mateus para segui-lo e o publicano Levi prontamente deixa tudo e o segue (Mt 9.9).
Ao jovem rico, de igual modo, o chamou: "Se queres ser perfeito, vai, vende tudo o que tens e dá-o aos pobres, e terás um tesouro no céu; e vem, e segue-me" (Mt 19.21).
O Criador amplia o chamado para todos: "Se alguém quer vir após mim, negue-se a si mesmo, e tome cada dia a sua cruz, e siga-me" (Lc 9.23).
A vida é bela demais para ficar reduzida em pequenas coisas e hoje o Senhor também te faz esse convite: “Vem e Segue-me”.
Deixe se conduzir para onde o Senhor quiser pois é assim que Deus nos conduz para o céu!
A Igreja está em terra estranha
A semana final do Apocalipse é dividida em dois períodos de meia semana (3,5 dias ou 3,5 períodos de Deus).
A separação se dá pela citação de que no meio da semana, ele, o Messias, “faria cessar o sacrifício e oferta de manjares” (vs 27).
Cumpriu-se isto quando Cristo morto pelos judeus tornava inúteis os sacrifícios e ofertas determinadas pela lei (Hb 10.1, 8 a 11; Jo 1.17).
Para que cessasse de fato toda religiosidade vã definida pela lei foi, então destruído o templo e a cidade de Jerusalém pelo “povo do príncipe que havia de vir”.
Desde então nunca mais se realizou tais rituais.
O povo citado refere-se ao romano que, no ano 70 aD, com seus exércitos, não deixaram pedra sobre pedra (Mt 24.2; Lc 21. 20 a 24).
Desde esse acontecimento transcorre a metade da última semana conforme está no texto de Dn 9.27: “sob as asas das abominações virá o assolador e isso até a consumação”.
Aqui está o período da grande tribulação que vai se desenrolar até o fim, incluindo a destruição do assolador.
A tribulação será grande por vários motivos: pela presença do anticristo, que já está presente no mundo (1 Jo 2.18 e 4.3; 2 Ts 2.7) e sua oposição ao evangelho (2 Co 1.8); pela grande fúria do mal (Ap 12.9,12); por causa da multiplicação da iniquidade ou avanço das trevas (Mt 24.9 a 12; 1 Tm 4.1,2; 2 Tm 3. 1 a 4); pela manifestação e avanço da besta (Ap 13.1,3, 7), que são os domínios deste mundo não sujeitos a Deus (Ap 17.9 a 12); e por estar chegando o tempo da saída da Igreja do mundo": ela está em terra estranha (1 Pd 4.12; Jo 17.14 a 16).
Referem-se a este meio período final também as passagens de Ap 12. 6 e 14; 13.5. Paulo nos exorta (1 Ts 3.3; Fp 1.28 a 29; 2 Co 1.7).
Ninguém sabe quando se dará o arrebatamento da Igreja, findando as setenta semanas, mas sabemos que é a nossa missão pregar o evangelho e dar testemunho de Cristo diante dos homens.
Com a volta de Jesus voltar terminará a tribulação e passaremos a desfrutar com ele da paz e glória celestiais. (2 Ts 1.7)
terça-feira, 10 de março de 2026
Elas têm poder para fechar o céu
Esta frase refere-se às duas testemunhas descritas em Apocalipse, no intervalo entre a sexta e a sétima trombeta, agora no capítulo onze.
O texto sagrado relata a presença de duas testemunhas, que são as duas oliveiras e os dois castiçais (Ap 11.4) que estão diante de Deus, que deveriam profetizar, assim como o amado do Mestre, por 1.260 dias, vestidas de pano e saco.
Elas recebem poder de Deus para profetizar vestida de saco (humildade/humilhação) por 1.260 dias, fechando o céu para não chover como o sinal dado pelo profeta Elias (1 Rs 17).
Podem, de igual modo, transfor águas em sangue e ferir a terra com pragas como no Egito.
Na passagem do Senhor pela terra do Egito e consequente saída do seu povo para o deserto, foi marcada com muitos sinais, alguns deles imitados pelos magos, antretanto, a partir da praga dos piolhos, eles mesmos disseram: “isto é o dedo de Deus” (Ex 8.19).
Esse poder é parte de seu ministério de evangelização desde o começo do mundo relatado em Gênesis: "...têm poder para fechar o céu, para que não chova, nos dias da sua profecia; e têm poder sobre as águas para convertê-las em sangue..." (Ap 11.6).
As duas testemunhas também são conhecidas por "duas oliveiras ou dois castiçais".
Além de fechar o céu, podem transformar água em sangue e causar pragas na terra, fogo sai da boca delas para devorar inimigos que tentarem matá-las antes de seu tempo.
Após seu testemunho, a besta do abismo as combaterá!
O texto ecoa os poderes dos profetas Elias (que fechou o céu) e Moisés (que transformou águas em sangue e enviou pragas no Egito), indicando um ministério focado em sinais e chamado ao arrependimento.
Se alguém tentar causar-lhes algum dano, da boca deles sairá fogo que devorará os seus inimigos mostrando autoridade divina para concluir o seu chamado: "Se alguém lhes quiser fazer mal, fogo sairá de sua boca e devorará os seus inimigos" (Ap 11.5).
E continua o texto sagrado: "Elas têm “poder para fechar o céu, para que não chova nos dias da sua profecia; tem poder sobre as águas para convertê-las em sangue e para ferir a terra com toda a sorte de pragas”, quantas vezes quiserem como no Egito de Faraó" (Ap 11.6).
Lembrando que, quando acabarem o seu testemunho, a besta que sobe do abismo lhes fará guerra, e as vencerá, e as matará (Ap 11.7).
Seus cadáveres descansarão “na praça da grande cidade que, espiritualmente, se chama Sodoma e Egito, onde o seu senhor também foi crucificado”, isto é, aqui mesmo nessa terra (Ap 11.8).
Lembrando ainda, que elas têm de Deus uma promessa, depois de três dias e meio, o espírito de vida, vindo de Deus, entrará nelas, e subirão ao céu em uma nuvem (Vs. 11 e 12).
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