segunda-feira, 11 de maio de 2026

Fala Deus

A frase "o Espírito Santo falou por mim" vem de passagens bíblicas como no segundo livro do profeta Samuel. O Altíssimo pode abrir ou fechar "portas", indicando o caminho como fez com o apóstolo Paulo várias vezes. Mais precisamente a frase é assim: "O Espírito do SENHOR falou por mim, e a sua Palavra esteve em minha boca", mostrando que Deus comunicou diretamente através de Davi (2 Sm 23.2). É certo que o Eterno fala pelo e por seus servos. Não só Davi, como também os profetas falaram pelo Espírito de coisas de Deus que muitas vezes nem entendiam direito nem o modo, nem quanto ao tempo. O Espírito Santo fala com as pessoas quando dormem trazendo clareza sobre decisões, novas ideias, estratégias para o dia seguinte e respostas para problemas, trabalhando a mente e o coração(Jó 33.15-17). Ele fala ao coração e à mente, gerando um "sentimento" ou "saber" interior que guia as decisões. No caso de Davi, ele proferiu palavras proféticas, especialmente sobre o Messias (Jesus Cristo), em Salmos e outras escrituras, sendo um exemplo claro de como Deus usa pessoas para comunicar Sua vontade. Contudo, mesmo que ele próprio não compreendia totalmente o alcance da mensagem, tinha percepções, era sensível ao mover do Espírito. Chegou a dizer para que o Altíssimo não retirasse de o Espírito Santo no Salmos 50 ou 51, devido sua angustia e arrependimento pelos pecados cometidos, principalmente o que se referia a Urias marido de Bate Seba com quem teve um filho que acabou morrendo e que trouxe ainda outras graves consequenciais para sua casa. Enfim, Ele se comunica de forma sutil, como uma "voz mansa e delicada", guiando, ensinando e confirmando a vontade de Deus através da Palavra escrita (Bíblia), pensamentos inspirados, sentimentos de paz ou convicção, e até mesmo através de outras pessoas e circunstâncias, buscando sempre alinhar com as Escrituras.

Destruindo fortalezas e anulando sofismas

Destruir fortalezas e anular sofismas é um conceito bíblico de batalha espiritual para libertar a mente de mentiras, argumentos altivos e crenças limitantes que se opõem ao conhecimento de Deus. Usa-se armas espirituais — não carnais — como a palavra de Deus, humildade e oração, focando em derrubar pensamentos falsos arraigados. Fortalezas e sofismas são crenças arraigadas, mentiras aceitas como verdade, pensamentos limitantes ou sistemas de crenças que aprisionam a mente. São também raciocínios falsos, argumentos bem elaborados, mas enganosos, que se levantam contra o conhecimento de Deus. De igual modo se refere a um estado de orgulho intelectual ou espiritual que impede a submissão à verdade divina.

Nós não ignoramos os seus ardis

A frase "não ignoramos os seus ardis" está na segunda carta de Paulo aos Coríntios. É muito importante levar isso em consideração e saber com que inimigo estamos lidando. É necessário conhecer suas intenções e seus métodos, para não subestimar o perigo que representam para nós. O apóstolo alerta a igreja para não dar vantagem a Satanás, conhecendo suas intenções e métodos enganosos. Os "ardis" (ou desígnios/estratégias) referem-se à astúcia, mentira e artimanhas usadas para induzir ao erro, semear a divisão e o desânimo (2 Co 2.11). O diabo é o grande mentiroso, e é chamado de “pai da mentira” (Jo 8.44). D Desde o Gênesis, quando ele entrou em cena pela primeira vez, no jardim do Éden. Todas as atividades do diabo são marcadas por mentiras. Tudo o que ele diz ou tudo aquilo em que ele nos tenta fazer acreditar não é verdade: ele distorce os fatos ou os nega. Mostra a necessidade de perdoar e confortar alguém que pecou e se arrependeu, para evitar que a falta de perdão e a dureza de coração criem uma brecha para o diabo. As intenções de Satanás, entre elas incluem o desânimo, a divisão na igreja, a mentira e a tentativa de afastar os fiéis da verdade de Deus. Paulo e seus colaboradores tiveram de experimentar o empenho de Satanás em sua oposição à obra do Senhor. Deus pode permitir que Satanás crie obstáculos a ela, ou até mesmo que a impeça. Embora as intenções daqueles missionários fossem boas e seus motivos, corretos, Satanás os impediu de ir a Tessalônica, e isso aconteceu duas vezes (1 Ts 2.18). Enfim, os cristãos devem estar alertas, vigilantes e compreender as táticas do inimigo para não serem enganados.

domingo, 10 de maio de 2026

Diga não ao horóscopo

Dizer não ao horóscopo é uma postura que prioriza a racionalidade, a ciência e o livre arbítrio sobre crenças baseadas na posição dos astros. Do ponto de vista científico, o horóscopo não é reconhecido e a astrologia é vista como superstição, sem comprovação de que os signos influenciem a personalidade. A astronomia moderna, desde o século 17, demonstra que a posição dos astros no momento do nascimento não determina o caráter ou o futuro de alguém. Na Bíblia, há diversas orientações quanto a evitar a astrologia. Os astrólogos da Babilônia não foram capazes de ajudar o rei com o seu sonho perturbador. Todavia, Deus abençoou o seu profeta piedoso Daniel com os dons verdadeiros do Espírito Santo, e ele foi levado à presença do rei para interpretar o sonho (Dn 2.27-28). A descrição do fato foi assim: "Respondeu Daniel na presença do rei: o mistério que o rei exigiu, nem sábios, nem encantadores, nem magos, nem adivinhadores lhe podem revelar; mas há um Deus no céu, o qual revela os mistérios; ele, pois, fez saber ao rei Nabucodonossor o que há de suceder nos últimos dias. O teu sonho e as visões que tiveste na tua cama são estas". Deus proíbe o ato de adivinhação de maneira bem explícita: "... não usareis de encantamentos, nem de agouros..." (Lv 19.26, 31). Ainda no Pentateuco, o cristão é orientado a não buscar respostas em adivinhações ou astrologia, pois isso é considerado abominação ao Senhor (Dt 18.10-12). Literalmente o profeta Isaías assim se pronunciou sobre a prática astrológica: "Cansaste-te na multidão dos teus conselhos; levantem-se pois agora e te salvem os astrólogos, que contemplam os astros, e os que nas luas novas prognosticam o que há de vir sobre ti. Eis que são como restolho; e logo os queimará, não poderão livrar-se do poder das chamas; pois não é um braseiro com que se aquentar, nem fogo para se sentar junto dele. Assim serão para contigo aqueles com quem te hás fatigado, os que tiveram negócios contigo desde a tua mocidade; andarão vagueando, cada um pelo seu caminho, não haverá quem te salve" (Is 47.13-15).

Cativo, o cativeiro?

A expressão "manietar o valente" (ou "amarrar o homem forte") provém das parábolas de Jesus. Ela ilustra que, para libertar os cativos (roubar os bens) de Satanás (o valente), Jesus precisou primeiro subjugá-lo, demonstrando sua Jesus disse isso ao ser acusado de expulsar demônios pelo poder de Belzebu, explicando que seu poder vinha do Espírito de Deus. Nela o Valente (Homem Forte) representa Satanás, que guarda o seu "território" e mantém os seres humanos cativos (Mc 3.27, Mt 12.29 e Lc 11.21-22). Quanto a ação (Manietar) que significa amarrar, restringir ou subjugar o poder de Satanás. Jesus faz isso através de sua obra expiatória e poder sobre os demônios, levando cativo o que estava em cativeiro e como Paulo diz após a sua conversão: "...sou preso de Cristo" (Ef 3.1). O resultado prático de saquear a casa é a libertação de pessoas da influência do mal e a expansão do Reino de Deus. Dentro de uma pequena análise textual de um dos exemplos citados pelo apóstolo Paulo, agora aos Efésios, em seu capítulo 4 e verso 8: “...subindo ao alto...”, não há outra melhor verossimilhança do que o Altíssimo ao subir glorificado, leva preso (o apóstolo, por exemplo, disse algumas vezes, “ o preso do Senhor”) o que estava aprisionado em uma vida de pecados e delitos , e, agora dá ferramentas para o trabalho no Reino. Assim, os dons são ferramentas espirituais dadas à Igreja para o trabalho na Seara do Mestre.