A Bíblia pela Bíblia
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domingo, 19 de abril de 2026
Adão dá nome aos animais
O primeiro humano, personagem bíblico, criado a Sua semelhança, segundo a Bíblia, foi Adão.
É certo que ele foi cercado de cuidados, trabalho e recomendações.
A Adão Deus deu o trabalho de dar nome aos animais que Ele havia formado da terra os trouxe ao homem para ver como ele os chamaria (Gn 2.19-20).
Isso, sem sombra de dúvidas, representava um gesto de autoridade, domínio e responsabilidade sobre a criação
Adão observou as características de cada criatura no Jardim do Éden e atribuiu-lhes nomes, consolidando uma relação de harmonia entre o homem e a natureza.
Enquanto nomeava os animais, Adão percebeu que nenhum deles era um par compatível para ele, o que levou Deus a criar Eva.
Essa passagem é fundamental para a teologia do cuidado com a criação, onde os seres humanos foram feitos para cuidar e nomear, vivendo em equilíbrio com a natureza.
Dentro dos cuidados de Deus à sua "nova" criatura, o Senhor lhe deu, uma ajudadora, que lhe assistisse todos os dias de sua vida.
Observa-se que a mulher, segundo a Bíblia, não foi criada para competir com o homem.
Já sobre as recomendações, uma delas foi não comer da árvore do conhecimento do bem e mal.
O discernimento do que possa ser certo ou errado não foi condição aceita para se ter uma vida eterna, junto com o Criador.
E, sim a obediência ao Altíssimo, lhe atribuindo tempo definido sobre a face da terra, com sua esposa dando-lhe filhos e assim continuidade de sua geração, à sua semelhança.
O propósito dEle para o homem é algo muito sublime e excelso!
sábado, 18 de abril de 2026
O Senhor é "longo de nariz"
Há duas referências principais ao tratar sobre a misericórdia divina, uma em Salmos e a outra no livro do profeta Naum.
Mostra a paciência e compaixão do Altíssimo em Sua demora a se irar, dando oportunidade ao arrependimento (Sl 4.4; 103.8; 145.8; Naum 1.3).
No entanto, o texto complementa que Ele é grande em poder e não inocenta o culpado, o que mostra o equilíbrio entre Sua paciência e justiça.
No caso de Nínive, um dos grandes impérios mundiais, historicamente, depois do Egito, mas que destruiu as dez tribos de Israel.
A Bíblia mostra que o Senhor prefere demonstrar misericórdia e dar chances para mudança, em vez de punir imediatamente.
Contudo, ser tardio em irar-se não significa passividade; a ira divina contra o pecado e a injustiça é real, mas contida e precisa.
A expressão "tardio em irar-se" sugere "longo de nariz" ou "longo de rosto", indicando alguém que demora muito para ficar furioso.
O apóstolo Paulo aos Efésios alerta para não a alimentarmos por longo tempo a ira: “Não se ponha o sol sobre a vossa ira” (Ef 4.26).
Há pessoas que se vangloriam por serem “pavio curto”. Elas facilmente se irritam e não levam “desaforo para casa”, julgando-se fortes pelo seu temperamento. No entanto, as Escrituras mostram que:"Melhor é o langânimo do que o herói da guerra, e o que domina o seu espírito, do que o que toma uma cidade" (Pv 16.32).
Enfim, o Eterno é equilibrado em suas ações, pois é ao mesmo tempo, "compassivo e bondoso" e "grande em poder".
A tristeza não se levantará duas vezes
Há algumas passagens marcantes no livro de Naum, o elcosita.
A frase "a tristeza não se levantará duas vezes" é uma referência bíblica, especificamente encontrada no Peso de Nínive.
O contexto diz assim: "Que pensais vós contra o Senhor? Ele mesmo vos consumirá de todo; não se levantará por duas vezes a angústia" (Naum 1.9).
Naum é um profeta que fala sobre o juízo de Deus contra Nínive.
A promessa é que o Eterno destruiria o mal de tal forma que ele não teria força para voltar ou se levantar uma segunda vez.
Fazendo uma possível aplicação pessoal,espiritual e devocional, esse versículo é uma forma de encorajamento.
O fiel pode assegurar que se o Altíssimo decidir dar livramento, o sofrimento ou a angústia não retornarão para oprimir novamente.
Outra interpretação também analisada é uma promessa de que a angústia não dominará para sempre, pois o Senhor trará um fim definitivo ao sofrimento dos seus.
Outra passagem interessante: "O Senhor tem o seu caminho na tormenta", na qual se descreve o poder e a soberania de Deus sobre os fenômenos naturais.
De igual modo, ela enfatiza que, mesmo nas situações mais caóticas e difíceis ("tormenta"), Deus está presente.
Ele continua no controle e a agir conforme o seu propósito.
Evidencia de forma clara que a tempestade não é um elemento aleatório, mas sim uma manifestação da sua ação e poder.
Enfim, Deus tem poder sobre a tormenta, a tempestade, o vendaval e o furacão, que são representações de eventos devastadores e muitas vezes assustadores!
O cristão pode esperar descansado pois mesmo quando não compreendendo tudo, ele pode ter certeza que até a tormenta tem um propósito específico dentro do plano de Deus.
é certo que Deus não se ausenta nas dificuldades, mas está "no caminho" da tempestade, manifestando o seu poder e a sua presença.
sexta-feira, 17 de abril de 2026
Ficando na sua chamada
A vocação da mulher na Bíblia é baseada na criação como auxiliadora (ajudadora idônea).
Deus suportou Adão e o seu pecado de desobediência, induzido por Eva.
Tolerou Caim e pôs um sinal nele apesar de sua inveja e homicídio contra Abel.
Aguentou Lameque, aquele que matou um jovem por pisá-lo e um homem por feri-lo.
Mas quando os filhos de Deus mexeram com a família, “viram que as filhas dos homens eram formosas; e tomaram para si mulheres de todas as que escolheram”, Ele diminuiu os dias da existência humana para cento e vinte anos.
A Palavra enfatiza que, independente da função, a mulher é chamada a valorizar o espírito manso e tranquilo (1 Pe 3.3-4).
Enfim, o propósito dEle para o homem é algo muito sublime e excelso.
Um desafio enorme e para o qual, empenhou até a sua vida.
Deus o fez nada mais nem menos que à sua imagem e semelhança, com muita inteligência e sabedoria.
Não há superioridade entre ele e a mulher, entretanto, eles têm vocações diferentes e se complementam.
Se existe uma sujeição ao seu marido, dada ou colocada por Ele, é devido, simplesmente à vocação dela, contudo ela está cercada de honra, sendo de seu ventre a criação dos filhos e a preservação/continuidade da vida.
Repreendendo a esposa de Jó
A ideia de uma "geração que despreza o bem de Deus" é um tema recorrente na Bíblia.
Ela é frequentemente associado a um período de apostasia, indiferença espiritual e rebeldia moral.
O desprezo não é apenas a negação explícita de Deus, mas manifesta-se através da opressão ao pobre, o que é interpretado como desprezo ao Criador.
Outra forma de descaso de nosso tempo é evidenciado pois tanto a idolatria quanto a autoconfiança são estimadas em detrimento da fé e da dependência de Deus.
Os fatos atuais descrevem uma geração que não conhece a Deus, ou seja, não tem experiência pessoal com Ele (Lc 11.29-32).
O desdém pela palavra de Deus e seus mandamentos resulta em consequências severas, com a Escritura alertando que a iniquidade pode afetar gerações futuras que seguem o mesmo caminho de desobediência.
Uma forma clara de indiferença pelo conselho divino está na não atenção à importância das duas dobras.
Analisando o caso de Jó, a Palavra não reprime a sua esposa por causa deste momento que a caracteriza negativamente como não tendo dado apoio ao marido em sua tremenda prova de fé.
Deus restituiu os filhos com a mesma esposa, sem mais detalhes maiores ou menores!
Fugindo das especulações, então o Senhor não a repreendendo, por isso, não é razoável entrar nessa linha de argumentação sem respaldo bíblico.
O cônjuge é muito importante nestas horas de aflição de umas das dobras, por isso é que o Eterno recomenda dois e não um e Salomão assim se expressa no Eclesiastes: "E, se alguém quiser prevalecer contra um, os dois lhe resistirão; e o cordão de três dobras não se quebra tão depressa" (Ec 4.12).
Sugiro outra esposa para tratar deste assunto: Rebeca.
Ela foi atenta e prudente quando seu marido iria “errar” abençoando o maior, enquanto tinha revelação divina que deveria favorecer o menor, ela interveio com muita inteligência.
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