A Bíblia pela Bíblia
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sábado, 18 de julho de 2026
A batalha da Pérsia
Essa história está registrada na Bíblia no livro do profeta Daniel (Dn 10.13).
O anjo enviado para entregar uma mensagem a Daniel ficou retido por 21 dias devido à resistência do "príncipe do reino da Pérsia" (uma entidade espiritual maligna).
A situação só foi resolvida quando o Arcanjo Miguel, um dos príncipes celestiais supremos, interveio no combate para liberar o mensageiro.
Daniel passou três semanas (21 dias) chorando, jejuando e orando para entender uma visão profética sobre o futuro do seu povo.
Deus enviou o anjo com a resposta logo no primeiro dia da oração, mas ela demorou a chegar ao plano terreno O anjo mensageiro (tradicionalmente identificado como Gabriel) foi barrado por uma potestade maligna.
A criatura é chamada no texto de "príncipe do reino da Pérsia", que operava influenciando negativamente o governo humano daquela região.
Vendo o impasse, o Arcanjo Miguel, o anjo guerreiro protetor do povo de Deus, entrou na batalha espiritual. Com o auxílio de Miguel, o mensageiro conseguiu romper a barreira e finalmente falar com Daniel.
Os espíritos ministradores
Segundo o escritor aos Hebreus, os anjos são todos eles espíritos ministradores, enviados para servir àqueles que hão de herdar a salvação (Hb 1.14).
Há "milhares de milhões" ou "legiões" de anjos é frequentemente utilizada para ilustrar a magnitude do reino espiritual e o alcance da proteção divina.
A Bíblia menciona dois anjos apenas, Miguel e Gabriel.
Miguel e Gabriel são os únicos anjos mencionados pelo nome em todos os cânones cristãos (incluindo o protestante).
O Arcanjo Gabriel é conhecido como o mensageiro divino.
Ele aparece no Antigo Testamento para Daniel e, no Novo Testamento, é quem anuncia o nascimento de João Batista a Zacarias e de Jesus a Maria.
Já Miguel é descrito na Bíblia (como no livro de Daniel e no Apocalipse) como um líder guerreiro dos exércitos celestiais.
Atua como o Príncipe da Milícia Celeste, comandando o exército de Deus contra as forças do mal.
De acordo com a Epístola de Judas (Jd 1.9), confrontou diretamente Satanás ao disputar o corpo de Moisés.
Ele é até referido como um "arcanjo", sendo o defensor do povo de Deus contra o mal.
Liderou os anjos fiéis contra o dragão (Lúcifer) e os anjos rebeldes, expulsando-os do Céu (Ap 12.7-9).
sexta-feira, 17 de julho de 2026
Socorrendo os aflitos e oprimidos
"A cana trilhada não quebrará..."!
Esta frase é uma bela metáfora bíblica encontrada no livro do profeta Isaías (Is 42.3, Mt 12.20).
Ela ilustra a compaixão, o cuidado e a paciência de Deus para com os fracos, feridos e com a fé fragilizada.
A profecia se cumpriu, Jesus chegou na plenitude dos tempos para socorrer os aflitos e oprimidos; para trazer libertação, luz e salvação para todos os povos.
Significa que o eterno tem um olhar diferenciado pelas pessoas vulneráveis, magoadas ou esgotadas pelos fardos da vida.
Ele, em vez de esmagar ou descartar o que já está quebrado trata com cuidado e restaura.
Dom do discernimento
É certo que lidar com cobras não é um exercício fácil.
Na Bíblia ela envolve interpretações literais e simbólicas.
Literalmente, a Palavra relata cura ao olhar para a cobra de bronze.
Quando os israelitas foram castigados com serpentes venenosas no deserto, Moisés foi instruído por Deus a criar uma cobra de metal e colocá-la em uma haste; quem fosse picado e olhasse para ela, sobrevivia (Nm 21.4).
É um evento profético que aponta para o Messias: "...olhai para mim e sereis salvos" (Is 45.22).
Simbolicamente, representa astúcia (Mt 10.16), tentação (Gn 3) e o maligno, exigindo discernimento, vigilância e, conforme a fé cristã, autoridade em oração.
Nos textos sagrados a referência a cobras estão associadas ao mal, tentação e advertência contra situações perigosas.
No livro do Gênesis (Gn 3.1-5), a serpente é descrita como astuta e é quem engana Eva para comer o fruto proibido e desobedecer a Deus.
Uma das orientações bíblicas acerca de cobras é evitá-la, não dialogar com a tentação, evitar conversas com a "cobra" (inimigo/fofoca/enganos).
Enfim, ao lidar com cobras deve-se cortar o assunto e proteger sua paz.
Desde agora ninguém me inquiete
Paulo escreveu aos cristãos na Galácia porque estava muito preocupado com um conflito dentro da comunidade, uma crise provocada pelos cristãos que tinham vindo do judaísmo e que com seus ensinamentos buscavam “corromper o Evangelho de Cristo”.
A frase "...desde agora ninguém me inquiete" é um famoso trecho bíblico do apóstolo Paulo no fim da carta.
A expressão marca a convicção e o encerramento das discussões do autor, que considerava as dificuldades superadas e sua dedicação à fé já provada.
Ele reafirma sua autoridade e dedicação total a Cristo, indicando que as dificuldades e perseguições físicas que ele sofreu por causa do Evangelho.
Sua "marcas" ou cicatrizes são a prova de que ele pertence a Jesus e não precisa ser questionado (Gl 6.17).
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