A Bíblia pela Bíblia
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segunda-feira, 29 de junho de 2026
Dizendo aos maridos: Dá cá
Quando uma pessoa vive anestesiada pelo luxo, ela costuma perder a sensibilidade moral.
Então, o profeta usa uma figura que causa impacto — não para humilhar mulheres por serem mulheres, mas para denunciar um grupo específico de mulheres ricas e opressoras dentro de um sistema injusto.
“Ouvi esta palavra, vacas de Basã, que estais no monte de Samaria, oprimis os pobres, esmagais os necessitados e dizeis a vosso marido: Dá cá, e bebamos”.
"Vacas de Basã" é uma expressão bíblica de tom irônico usada pelo profeta Amós para repreender essa elite opressora de Samaria.
O termo faz referência às vacas da rica e fértil região de Basã, conhecidas por serem gordas, robustas e mimadas.
Basã era uma área a leste do Rio Jordão famosa por suas pastagens verdejantes, terras férteis e criação de gado de alta qualidade.
A metáfora era direcionada às mulheres da alta classe samaritana (ou, segundo alguns teólogos, aos homens cortesãos) que viviam no luxo e na ostentação.
Amós utilizou essa comparação forte para destacar a falta de empatia e a postura da elite (Am 4.1-3).
A riqueza e os banquetes dessas pessoas eram sustentados pela opressão e exploração dos pobres e necessitados.
Demonstravam total insensibilidade perante o sofrimento do povo, preocupando-se apenas em manter seus próprios vícios e estilo de vida.
Segundo estudiosos da cultura hebraica, as mulheres mimadas exigiam que seus maridos trouxessem recursos para beber e se fartar, mesmo que isso custasse o suor dos mais vulneráveis.
Cultivando sicômoros
Cultivador de sicômoros era Amós, o profeta também boiadeiro.
Sicômoro é uma árvore de frutos semelhantes a figueira e folhas bem parecidas com parreiras.
Podia ser encontrada em abundância pelas colinas de Israel:"E fez o rei que em Jerusalém houvesse prata como pedras; e cedros em abundância como sicômoros que estão nas planícies" (1 Rs 10.27).
Um aspecto interessante dessa figueira brava é que seus frutos precisam ser arranhados, cortados com algum instrumento pontiagudo para poderem crescer e amadurecer de modo que sirva para o consumo.
O risco ou furo nos figos verdoengos do sicômoro provoca um acentuado aumento na emanação do gás etileno, o que acelera consideravelmente (de três a oito vezes) o crescimento e o amadurecimento do fruto.
Isto é importante, visto que de outro modo o fruto não se desenvolve plenamente e continua duro, ou é estragado por vespas parasíticas que penetram no fruto e habitam nele para reprodução.
Deus usa um cultivador de sicômoros para ensinar que, muitas vezes, as marcas permitidas por Ele em nossa vida são instrumentos de amadurecimento espiritual.
A mensagem dura de Amós
Amós foi um pastor de ovelhas e cultivador de figos da pequena cidade de Tecoa, em Judá (sul).
Homem do campo, sem estudos formais na "escola de profetas", foi chamado por Deus para pregar no Reino do Norte (Israel) durante um período de grande prosperidade material, mas extrema corrupção, idolatria e injustiça social.
Era reinado de Uzias, um período que corresponde a 792-740 a. C (Judá) e Jeroboão II 793-753 a.C. (Israel).
Os ricos cada vez mais ricos e os pobres sendo oprimidos.
O sistema judicial corrompido, luxuria e idolatria generalizados, contudo a nação acreditava que Deus os abençoava por conta da expansão no comércio, das alianças politicas e vitórias militares.
Estavam enganados e o Eterno envia Amós com uma mensagem muito dura!
A abundância dos celeiros, não representava a alegria de Deus.
O sorriso da nação necessitava ser voltado para os céus, para as coisas espirituais e para Iavé, aquele que os amava tanto e de tal forma, que havia providenciado um profeta para entregar-lhes mensagem de arrependimento.
Uma de suas frases marcantes foi: "Corra, porém, o juízo como as águas, e a justiça como um ribeiro perene" (Am 5.24).
Condenou fortemente a opressão aos pobres, o suborno, a corrupção dos líderes e a ganância dos comerciantes que trapaceavam nas balanças.
Reprovou um povo que oferecia sacrifícios e cumpria ritos religiosos no templo, mas vivia de forma imoral e injusta no dia a dia.
E os reis se aterrorizam com o agricultor que recusava título de profeta, mas cujas palavras cortavam qual navalha afiada e disseram a ele:"Foge daqui Amós, não profetizarás mais em Bétel, porque aqui é o santuário do rei" (Am 7.13).
Ao enfrentar a rejeição de Amazias, sacerdote do santuário de Betel, que tentou bani-lo por suas duras palavras contra o rei Jeroboão II, assim se pronunciou: "Eu não sou profeta, nem filho de profeta, mas boiadeiro, e cultivador de sicômoros" (Am 7.14).
Ele deixou claro que não pertencia a uma casta de profetas profissionais, mas era apenas um boiadeiro e cultivador de sicômoros chamado diretamente pelo Altíssimo.
domingo, 28 de junho de 2026
Intuito dos sonhos
A interpretação dos sonhos é conhecida historicamente como onirocrítica.
Ela é a prática de atribuir significado a diferentes elementos, símbolos e sensações vivenciadas durante o sono.
Na Bíblia, a interpretação de sonhos é um dom espiritual de revelação concedido diretamente por Deus, e não uma habilidade humana.
As Escrituras mostram que os significados pertencem a Ele, e destacam que o dom exige total discernimento para alinhar qualquer mensagem com a vontade e a Palavra divina.
Abimeleque foi avisado claramente por Deus que havia sido enganado por Abraão quando este disse que Sara era sua irmã, ocultando o fato de ser sua esposa.
O propósito deste sonho foi alertar sobre o pecado e dar livramento das suas consequências (Gn 20.3-6).
Jacó sonhou com uma escada da terra ao céu e anjos subindo e descendo. A partir de então passou a ter um relacionamento com Deus.
A finalidade deste sonho era trazer despertamento espiritual para Jacó (Gn 28.17-22).
Em outra oportunidade, Deus mostrou para ele o que seu sogro fazia e lhe mandou de volta para sua terra. Com este sonho Deus mostrou a Jacó que dirigia a sua vida e lhe sustentava em todas as suas necessidades (Gn 31.12-13).
José tinha sonhos e o dom de interpretá-los. Ele sonhou que os feixes de trigo de seus irmãos se inclinavam diante do feixe de trigo dele.
Outra vez sonhou que o sol, que representava seu pai, a lua representando sua mãe e onze estrelas, que seriam seus irmãos se encurvavam diante dele(Gn 37.5-10).
O propósito destes sonhos era direcionar a vida de José e lhe dar esperança quando passasse por perseguições (Gn 37.20).
O padeiro e o copeiro de faraó foram presos por suspeitas de traição ao rei e ficaram na mesma prisão que José, onde os dois tiveram os seguintes sonhos (Gn 40.1-3).
Depois o faraó sonhou que de uma só haste saíam sete espigas feias e sete boas, sendo que as feias devoraram as boas.
O copeiro real se lembrou de que José interpretou seu sonho e do padeiro (Gn 41.11,12).
O faraó mandou chamar José e contou para ele o sonho (Gn 41.15-24).
José interpretou o sonho do faraó (Gn 41.25-32).
O propósito destes sonhos de faraó foi levantar José para governar o Egito e mostrar o poder de provisão de Deus.
Quando Gideão foi espiar a terra dos midianitas ouviu um homem contando seu sonho em que via um pão de cevada derrubando a tenda do comandante do exército midianita e derrotando-o.
O outro homem que ouvia o relato do sonho logo entendeu o significado que seria a respeito de Gideão vencendo o exército midianita, sendo um sinal de Deus para sua vida (Jz 7.13-15).
O rei Salomão teve um sonho onde ouviu Deus lhe falar.
No sonho Deus lhe disse que poderia pedir o que desejasse e ele pediu sabedoria.
Este pedido agradou ao Senhor que lhe concedeu o pedido.
O objetivo deste sonho foi estabelecer o reinado de Salomão e dinastia de Davi sobre o trono de Israel. Um tempo de paz seria fruto da sabedoria no reino de Salomão (1 Rs 3.5-15).
O rei Nabucodonosor sonhou com uma estátua que tinha cabeça de ouro, braços de prata, cintura de bronze e pernas de ferro com os pés em ferro misturado com barro.
No sonho uma pedra acerta os pés da estátua e a destrói.
Esta visão mostrava que ele era a cabeça de ouro e após viriam outros reinos representando os metais.
A partir do grande Império Babilônico, outros reinos dominariam o mundo civilizado de sua época até que o Reino de Deus se estabelece sobre a terra (Dn 2.26-45).
José, pai adotivo de Jesus, quando soube que Maria estaria grávida, sonhou quatro vezes.
No primeiro sonho, um anjo diz para se casar com Maria (Mt 1.20).
Já no segundo, um anjo diz para José fugir para o Egito (Mt 2.13).
O próximo, o anjo manda José voltar para Israel (Mt 2.19).
Por fim, José é orientado a ir para a Galiléia (Mt 2.22).
Os sonhos que José teve tiveram como alvo orientar a família que abrigaria o Filho de Deus.
A vida de José foi um exemplo de servo de Deus que seguia as ordens do Senhor disposto a fazer tudo que agradasse ao seu Deus.
sábado, 27 de junho de 2026
Vivendo em união
Oh! Quão bom e quão suave é, que os irmãos vivam em união...
Essa bela frase é o versículo inicial do Salmo 133 da Bíblia Sagrada.
Mostra, sem sombra de dúvidas, a beleza e a força da comunhão.
O Salmo completo compara essa união a duas coisas muito significativas na cultura da época: o óleo precioso e o orvalho de Hermom.
O primeiro representa o Espírito Santo derramado sobre as nossas vidas e que traz pureza e alegria.
É na comunhão que o Espírito de Deus é derramado sobre a nossa cabeça, purificando os pensamentos, ungindo nossos olhos, ouvidos, boca e todo o nosso corpo.
É na união que passamos a experimentar uma vida cheia do Espírito Santo, do amor de Deus e da paz que só Jesus pode trazer ao nosso coração.
Andar cheio do Espírito Santo é amar ao próximo, servindo o irmão, ajudando o necessitado, socorrendo os feridos e levantando os caídos...
Andar cheio do Espírito Santo é ainda perdoar e amar o irmão, ter comunhão com ele, compartilhando as vitórias e as lutas também, é viver uma vida em unidade com a igreja, todos juntos com o mesmo propósito, levar o amor de Cristo para aquelas almas que ainda não foram alcançadas.
O segundo representa o refrigério e o cuidado de Deus que alcançam a todos, pois é onde Ele ordena a sua bênção.
O capítulo 10 e verso do livro dos Provérbio 22, a bênção que enriquece é a de Deus.
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