sexta-feira, 19 de junho de 2026

Satanás, o rei da divisão

Quem dividiu os céus? No capítulo 12, a igreja é representada por uma mulher, grávida e com ânsias de dar à luz. Outro sinal no céu também é visto: um grande dragão vermelho, sete cabeças e dez chifres e, sobre a cabeças, sete diademas. O sacrifício de Jesus purificou até os céus, e os anjos rebelados e os outros indecisos precisavam tomar uma posição, por Deus ou contra Ele. Satanás e os anjos arrastados por sua cauda, foram derribados e lançados sobre a terra. Parou diante da mulher, querendo tragar o Filho, mas Ele foi escondido em Deus, apesar da perseguição desde o Herodes, matando as crianças em Israel. Agora, o dragão derribado e seus anjos, não podem nada contra o Filho e vão perseguir a mulher. Fazem guerra ao resto da sua semente, que são os que guardam os mandamentos de Deus e têm o testemunho de Jesus Cristo. Quanta discórdia há, e quem causa divisão no meio do povo de Deus? O salmista mostra o caminho: “Oh! quão bom e quão suave é que os irmãos vivam em união! É como o óleo precioso sobre a cabeça, que desceu sobre a barba, a barba de Arão, que desceu sobre a gola das suas vestes; Como o orvalho de Hermom, que desce sobre os montes de Sião; porque ali o Senhor ordenou a bênção, a vida para sempre” (Sl 133). Quem quer dividir o homem e até deus? Trindade, corpo, alma e espírito!?! É certo que Deus não opera onde há divisão, pois a divisão é contra a natureza de Deus. O Eterno trabalha em meio de paz e ordem. Inclusive, as escrituras apontam que um reino dividido não subsiste, e que a união e a unidade são essenciais para o povo de Deus, sendo que a divisão é uma manifestação do pecado. Há uma tendência egoísta no ser humano de separação, enquanto que o Espírito trabalha incansavelmente para unir e não é de sua vontade a separação, nunca. Qualquer deidade que não seja o Deus verdadeiro é um espírito que se opõe a Ele, logo é um espírito do mal ou um demônio. A palavra demônio é de origem grega e significa “falsa deidade” (I Co 10.20). “Demônio” também significa “divisor”. Ele sempre quer criar divisão, e é isso o que ele se propõe a fazer ao tentar Jesus. Alguns estudiosos dizem que a palavra demônio provavelmente remonta ao verbo grego daiesthai (“dividir” ou “distribuir”). Precisa desenhar?

Os ídolos não veem, não ouvem, não andam...

É certo que tudo o que não for feito para Deus, segundo a retidão da Palavra é oferta a demônios. Esta ideia está baseada no texto bíblico a seguir:"Antes, digo que as coisas que os gentios sacrificam, as sacrificam aos demônios e não a Deus. E não quero que sejais participantes com os demônios. Não podeis beber o cálice do Senhor e o cálice dos demônios; não podeis ser participantes da mesa do Senhor e da mesa dos demônios". No que diz respeito aos sacrifícios oferecidos aos ídolos. Não porque o ídolo seja alguma coisa, ou que o sacrificado ao ídolo se torne algo diferente do que era quando comum, pois “o ídolo nada é”. Entretanto, há um segredo que os sacrifícios que são oferecidos aos deuses falsos são sacrifícios feitos a demônios, que são os verdadeiros responsáveis por manter os homens nas trevas da idolatria, como diz o profeta Isaías: não vêem, não ouvem, não andam... Os deuses assim chamados pelos homens nada são, mas Satanás e seus anjos são uma realidade que nenhum conhecedor das Escrituras pode negar. Portanto, assim como comer da mesa do Senhor é ter comunhão com o Senhor, comer da mesa dos ídolos – que na verdade é a mesa dos demônios – é ter comunhão com os demônios, o que representa um terrível ato de apostasia por parte de um cristão. E ninguém desejaria correr o risco de se envolver em uma prática que certamente despertaria a ira do Senhor(Sl 115).

Quem tem Deus não fica confundido

Desde o princípio da revelação divina, nos livros de Moisés, o Senhor orienta a não ter medo quando sair à peleja, pois Ele vai ma frente para pelejar contra os inimigos e salvar. Ele disse ao patriarca: "... o Senhor pelejará por vós e vos calareis" (Ex 14.14). Ela foi dita por Moisés ao povo de Israel quando estavam encurralados entre o Mar Vermelho e o exército egípcio que vinha para os atacar. O povo de Deus necessita ter confiança em vez de se desesperar ou tentar resolver o problema com as próprias forças, deve se aquietar e deixar o Eterno assumir o controle da situação (Dt 20.1-4). A Bíblia mostra que todos os que se levantam contra Deus ou seus desígnios serão e são confundidos. No livros dos Salmos assim está escrito:"Na verdade, não serão confundidos os que esperam em ti" (Sl 25.3). Na formação da família há ensinamento do Altíssimo para não ficar confundido quando os inimigos "baterem" em sua porta. O homem que prepara e direciona sua família ("flechas") para o bem não será envergonhado e enfrentará os desafios da vida ("os inimigos à porta") com coragem e segurança (Sl 127.5). O profeta Isaías vai além mostrando que a confiança em Deus protege contra o fracasso final. Ele garante que "envergonhados e confundidos serão todos os que se irritaram contra ti", e aqueles que guerrearem contra você tornar-se-ão como nada (Is 41.11-12). Enfim, em lugar de vergonha, haverá dupla honra para aqueles que "esperarem" no deus de Jacó: "Em lugar da vossa vergonha, tereis dupla honra; em lugar da afronta, exultareis na vossa herança; por isso, na vossa terra possuireis o dobro e tereis perpétua alegria" (Is 61.7). Por último, a porção dobrada está fornecendo uma bênção máxima e reconhecimento especial. Todo o sofrimento ou perda causado por afrontas e dificuldades é superado pelo regozijo na herança de Deus!

terça-feira, 16 de junho de 2026

Os príncipes de Judá são como aqueles que mudam os marcos

A frase citada está registrada no livro de Oséias. Ela é uma forte crítica de Deus aos líderes de Judá, comparando-os a pessoas desonestas que mudavam as cercas e divisas de lugar para roubar a terra do próximo. Os marcos eram pedras ou estacas cravadas no chão para marcar onde terminava o terreno de uma família e começava o do vizinho (Os 5.10-11). A Lei proibia essa prática (Pv 22.8), pois mudar os marcos era o mesmo que roubar propriedade e causar confusão. Na Bíblia, "mudar os marcos antigos" refere-se à proibição de alterar os limites físicos de propriedades ou, metaforicamente, de abandonar princípios morais e espirituais. O texto é assim: "Não mude de lugar os antigos marcos que limitam as propriedades e que foram colocados por seus antepassados". Há ainda determinações quanto a alteração das divisas na terra que Deus concedeu. Na antiguidade, as propriedades eram demarcadas por pedras cravadas no chão. Mudar essas pedras de lugar era considerado um roubo grave e desonesto, pois visava aumentar o próprio território em prejuízo do próximo. Já no sentido espiritual, o abandono dos ensinamentos, leis e princípios estabelecidos por Deus é um errao gravíssimo! Os líderes (príncipes) de Judá deveriam proteger o povo e guiar pela verdade. Em vez disso, eles estavam mudando as "regras" morais e espirituais, distorcendo a justiça para benefício próprio.

O que é sorte?

Na Bíblia, a ideia de "sorte" não significa acaso ou destino. Ela representa a soberania divina. Quando homens lançavam sortes, eles criam que o resultado final estava totalmente no controle de Deus. Ele guiava o evento para revelar a Sua vontade. O sábio assim se expressou: "A sorte é lançada no colo, mas a decisão vem do Senhor" (Pv 16.33). Isso significa que nada acontece por coincidência. É certo que o povo usava métodos de sorteio para tomar decisões difíceis. Por exemplo, para descobrir um culpado, dividir terras ou escolher líderes. Eles sabiam que o resultado vinha do alto! A escolha de Matias foi efetivada por sorte para escolher o substituto de Judas (At 1.26). Eles oraram pedindo a Deus que mostrasse o escolhido. Assim, é crucial notar, desde o início, que a Bíblia, escrita em contextos culturais e históricos muito distantes dos nossos, não contém uma proibição explícita sobre “jogos de azar” como os conhecemos hoje. Hoje há loterias, caça-níqueis ou apostas esportivas simplesmente não existiam da mesma forma na antiguidade. No entanto, ignorar a questão seria um erro. A sabedoria divina transcende épocas e, por isso, a Bíblia está repleta de princípios eternos que, quando aplicados, oferecem uma lente clara através da qual podemos examinar qualquer atividade, incluindo o jogo de azar. O foco não é uma lista de “pode” ou “não pode”, mas sim uma compreensão profunda de como nossas ações se alinham ou se desviam do caráter de Deus e dos seus propósitos para nossas vidas. A ausência de uma condenação explícita não significa, de forma alguma, uma aprovação implícita. Pelo contrário, nos convida a uma análise mais profunda, utilizando o discernimento espiritual. Devemos ir além da superfície e investigar as intenções, as consequências e o impacto que tais práticas podem ter em nossa mordomia, nosso relacionamento com Deus e com o próximo. Este é um exercício de aplicação da verdade bíblica a situações contemporâneas, um desafio constante para o cristão que busca viver de maneira consistente com sua fé.