sábado, 20 de junho de 2026

Perseverando unânimes todos os dias no Templo

A figueira tem aparência enganosa: coberta de folhas e não apresenta frutos. É símbolo do Templo, só tem aparências. O lugar sagrado, foi transformado num movimentado mercado, prejudicando sobretudo os pobres, e convertido num instrumento de exploração do povo. Sua esterilidade fará com que desapareça por ter se tornado inútil. O comercio profanou “a casa de oração”! Os dirigentes de Israel acabaram traindo a missão que receberam para manter seus privilégios e oprimiam o povo. Se tornam a imagem da figueira seca até a raiz... Mas, como o salmista diz:"Uma coisa pedi ao SENHOR e a buscarei: que possa morar na Casa do SENHOR todos os dias da minha vida, para contemplar a formosura do SENHOR e aprender no seu templo" (Sl 27.4). A Palavra de Deus diz, tanto na carta aos corintios como na carta aos gálatas, que somos templo e morada do Espírito Santo, logo Deus habita em nós. Por este motivo muitos chegam a perguntar o porquê de ir a um templo, feito por mãos humanas, já que o próprio Deus disse que não é nele que Ele habita? (Is 66.1). No Antigo Testamento nos livros de Gênesis e Êxodo nota-se que a princípio não existiam Casas de Oração, mas tanto Abraão como seus descendentes escolhiam um lugar para construir um altar e ali oferecer sacrifícios ao Senhor, assim concluímos que Deus deseja que tenhamos um lugar para O encontrar. A partir do capítulo 25 de Êxodo Deus pede que Moisés construa um tabernáculo, Ele dá a Moisés todas as instruções, no versículo 8, o Senhor diz que habitará no meio daquele santuário. A partir do versículo 10 Deus manda que seja construído a Arca da Aliança e no versículo 22 Ele diz a Moisés que sobre aquela arca se encontraria com Moisés. E foi assim por todo o Antigo Testamento, Deus se encontrava com o sumo sacerdote através da Arca da Aliança, era ela que representava a presença de Deus no meio do Tabernáculo e, posteriormente, no Templo construído por Salomão. Há de se observar que o próprio Deus pediu que construíssem um santuário, que ao lermos com atenção vemos que era o local de encontro de Deus com o povo, embora o acesso a presença de Deus fosse um privilégio apenas dos sacerdotes. Aquele Tabernáculo, e mais tarde o Templo, era o local onde eram oferecidos sacrifícios ao Senhor por gratidão ou por expiação pelos pecados. Era ali também onde muitos oravam ao Senhor! No segundo livro de Crônicas, Deus diz que estaria atento às orações feitas naquele lugar (2 Cr 7.15). Na Nova Aliança feita por Cristo no calvário muita coisa mudou, hoje nós temos livre acesso a presença de Deus, não precisamos mais do intermédio dos sacerdotes para oferecer sacrifícios de louvor, pois Cristo é nosso Sumo Sacerdote. No entanto, por mais que tenhamos em nós a Sua presença, o pedido da construção do Tabernáculo, e mais tarde do Templo, serve para compreendermos que, por mais que buscamos a Deus em nossos lares, que é de suma importância para obtermos intimidade com Deus, é necessário que tenhamos um local para aprender do Senhor. No capítulo 29 de Êxodo por várias vezes Deus diz a Moisés que aquela oferta ou holocausto é "aroma agradável ao Senhor", é aqui que quero frisar. Na verdade, não precisamos mais oferecer animais em sacrifícios, porém aqueles holocaustos eram uma forma de prestar culto ao Senhor e, assim como os holocaustos deveriam agradar ao Senhor, assim deve ser a nossa adoração. Tudo o que fazemos para o Senhor deve chegar ao céu como oferta agradável, em alguns momentos na Escritura é dito "como cheiro suave". No livro de Eclesiastes no capítulo 5 há uma exortação, diz que devemos guardar nosso pé ao entrar na Casa de Deus, isto é, saber que ali é lugar de reverência. Por mais que a Igreja seja chamada de Casa de Oração, não devemos pensar que ela seja apenas um lugar para irmos pedir algo a Deus. Deus busca verdadeiros adoradores (Jo 4.23-24), devemos ir á Casa do Pai com a intenção de adorá-Lo, podemos pedir, é lógico, pois Jesus nos ensinou a importância de pedir ( Mt 7.7), mas esta não deve ser nossa prioridade. Davi no salmo 27 deixa isso claro, ele almejava ir a Casa do Senhor por dois objetivos: contemplar a formosura do Senhor e aprender! No Antigo Testamento há episódios em que Deus responde a adoração de seu povo enviando fogo do céu para consumir o holocausto, como forma de demonstrar que se agradou daquele ato, logo devemos oferecer culto ao Pai sempre com o intuito de agradá-Lo. Em Atos 16 vemos que o culto a Deus, prestado por Paulo e Silas, agradou tanto ao Senhor que houve um terremoto naquele lugar. Que procuremos sempre, em todos os momentos, agradar a Deus! Por fim, no livro de Atos está escrito: E, perseverando unânimes todos os dias no Templo (At 2.46A). Deus não habita em templos feitos por mãos humanas, porém Ele pode se fazer presente nesses templos: "Porque, onde estiverem dois ou três reunidos em meu nome, ali estou no meio deles" ( Mt 18.20). Então, que aprendemos a valorizar a ida à Casa do Senhor, assim como Davi e a igreja primitiva.

Levantando casas de oração

Jesus entrou em Jerusalém e dirigiu-se ao templo. Observou tudo à sua volta e, como já era tarde, foi para Betânia com os Doze. No dia seguinte, quando estavam saindo de Betânia, Jesus teve fome. Vendo à distância uma figueira com folhas, foi ver se encontraria nela algum fruto. Aproximando-se dela, nada encontrou, a não ser folhas, porque não era tempo de figos. Então lhe disse: “Ninguém mais coma de seu fruto”. E os seus discípulos ouviram-no dizer isso. Chegando a Jerusalém, Jesus entrou no templo e ali começou a expulsar os que estavam comprando e vendendo. Derrubou as mesas dos cambistas e as cadeiras dos que vendiam pombas e não permitia que ninguém carregasse mercadorias pelo templo. E os ensinava, dizendo: “Não está escrito:” ‘A minha casa será chamada casa de oração para todos os povos’? Mas vocês fizeram dela um ‘covil de ladrões’”. Os chefes dos sacerdotes e os mestres da lei ouviram essas palavras e começaram a procurar uma forma de matá-lo, pois o temiam, visto que toda a multidão estava maravilhada com o seu ensino.

Quem desdenha, quer comprar

O livro de Provérbios é uma coleção de ditos de sabedoria prática, principalmente atribuídos a Salomão, voltados a como viver bem diante de Deus e das pessoas. O capítulo 20 faz parte da seção que trata de conduta cotidiana, incluindo ética nos negócios, linguagem e relações sociais. O verso em foco usa uma imagem de comprador para ilustrar uma tendência humana de desvalorizar o valor real das coisas para obter vantagem. O ditado correto é "quem desdenha, quer comprar". Ele deriva da antiga sabedoria popular, referindo-se a compradores que criticam a qualidade de um produto para diminuir o preço, mas depois se gabam do "bom negócio" que fizeram (Pv 20.14).  O provérbio é usado para situações em que alguém critica, desvaloriza ou finge desinteresse por algo, mas, na verdade, tem um grande interesse ou desejo de possuir aquilo. O gênero é proverbial, não narrativo: ele apresenta uma situação típica para ensinar uma lição moral. A voz é a do sábio que observa comportamentos comuns na vida diária e aponta as consequências éticas dessas atitudes. Pode, de igual modo, expor a desonestidade e a cultura da vantagem a qualquer custo, destacando a falta de integridade nas relações comerciais e a contradição entre as palavras e as verdadeiras intenções. Essa leitura se harmoniza com a ênfase bíblica na honestidade nas transações comerciais. Por exemplo, a Bíblia condena pesos e medidas enganosos (Pv 16.11, 20.23), lembrando que o valor real e justo de um bem não deve depender da astúcia humana, mas da integridade diante de Deus. Assim, o provérbio ensina que a verdadeira sabedoria envolve ver o valor de bens de forma correta e evitar a manipulação para lucrar à custa da justiça.

sexta-feira, 19 de junho de 2026

Satanás, o rei da divisão

Quem dividiu os céus? No capítulo 12, a igreja é representada por uma mulher, grávida e com ânsias de dar à luz. Outro sinal no céu também é visto: um grande dragão vermelho, sete cabeças e dez chifres e, sobre a cabeças, sete diademas. O sacrifício de Jesus purificou até os céus, e os anjos rebelados e os outros indecisos precisavam tomar uma posição, por Deus ou contra Ele. Satanás e os anjos arrastados por sua cauda, foram derribados e lançados sobre a terra. Parou diante da mulher, querendo tragar o Filho, mas Ele foi escondido em Deus, apesar da perseguição desde o Herodes, matando as crianças em Israel. Agora, o dragão derribado e seus anjos, não podem nada contra o Filho e vão perseguir a mulher. Fazem guerra ao resto da sua semente, que são os que guardam os mandamentos de Deus e têm o testemunho de Jesus Cristo. Quanta discórdia há, e quem causa divisão no meio do povo de Deus? O salmista mostra o caminho: “Oh! quão bom e quão suave é que os irmãos vivam em união! É como o óleo precioso sobre a cabeça, que desceu sobre a barba, a barba de Arão, que desceu sobre a gola das suas vestes; Como o orvalho de Hermom, que desce sobre os montes de Sião; porque ali o Senhor ordenou a bênção, a vida para sempre” (Sl 133). Quem quer dividir o homem e até deus? Trindade, corpo, alma e espírito!?! É certo que Deus não opera onde há divisão, pois a divisão é contra a natureza de Deus. O Eterno trabalha em meio de paz e ordem. Inclusive, as escrituras apontam que um reino dividido não subsiste, e que a união e a unidade são essenciais para o povo de Deus, sendo que a divisão é uma manifestação do pecado. Há uma tendência egoísta no ser humano de separação, enquanto que o Espírito trabalha incansavelmente para unir e não é de sua vontade a separação, nunca. Qualquer deidade que não seja o Deus verdadeiro é um espírito que se opõe a Ele, logo é um espírito do mal ou um demônio. A palavra demônio é de origem grega e significa “falsa deidade” (I Co 10.20). “Demônio” também significa “divisor”. Ele sempre quer criar divisão, e é isso o que ele se propõe a fazer ao tentar Jesus. Alguns estudiosos dizem que a palavra demônio provavelmente remonta ao verbo grego daiesthai (“dividir” ou “distribuir”). Precisa desenhar?

Os ídolos não veem, não ouvem, não andam...

É certo que tudo o que não for feito para Deus, segundo a retidão da Palavra é oferta a demônios. Esta ideia está baseada no texto bíblico a seguir:"Antes, digo que as coisas que os gentios sacrificam, as sacrificam aos demônios e não a Deus. E não quero que sejais participantes com os demônios. Não podeis beber o cálice do Senhor e o cálice dos demônios; não podeis ser participantes da mesa do Senhor e da mesa dos demônios". No que diz respeito aos sacrifícios oferecidos aos ídolos. Não porque o ídolo seja alguma coisa, ou que o sacrificado ao ídolo se torne algo diferente do que era quando comum, pois “o ídolo nada é”. Entretanto, há um segredo que os sacrifícios que são oferecidos aos deuses falsos são sacrifícios feitos a demônios, que são os verdadeiros responsáveis por manter os homens nas trevas da idolatria, como diz o profeta Isaías: não vêem, não ouvem, não andam... Os deuses assim chamados pelos homens nada são, mas Satanás e seus anjos são uma realidade que nenhum conhecedor das Escrituras pode negar. Portanto, assim como comer da mesa do Senhor é ter comunhão com o Senhor, comer da mesa dos ídolos – que na verdade é a mesa dos demônios – é ter comunhão com os demônios, o que representa um terrível ato de apostasia por parte de um cristão. E ninguém desejaria correr o risco de se envolver em uma prática que certamente despertaria a ira do Senhor(Sl 115).