sábado, 22 de agosto de 2026

Eu Sou o que Sou

Por zelo, os filhos de Abraão trocavam a caneta quando iam escrever o nome do “Eu Sou o que Sou”. Essa forma de cuidado se estende e não se sabe exatamente a dicção/articulação do Seu nome para evitar alguma possibilidade de banalização. É necessário o nome dEle seja santificado quando pronunciamos o seu nome e para isso necessita-se de reverência ao utilizá-lo, evitando empregá-lo em conversas cotidianas ou dizer que Ele está dizendo/disse algo para reforçar ou dar credibilidade uma ideia/mensagem. A Palavra do Altíssimo é preciosa e Ele não é falador, nem tagarela, diz pouco e apenas o necessário para caminharmos mais um pouco, para dar uma direção/orientação. Os filhos da promessa valorizavam o nome do Eterno trocando a tinta, evitando pronunciá-lo e nós como enxertados na videira, como poderemos respeitar melhor/mais o Seu Santo Nome?

A verdadeira essência do Pentecoste

Havendo pois zombaria e dúvidas acerca de várias línguas sendo faladas, glorificando a Deus, Pedro explica que aquilo nada mais era que o fora profetizado por Joel, o derramamento do Espírito. Por outro lado, aquele eram os frutos sendo apresentados e recebidos pelo Pai, a colheita do ministério de Jesus? Sim. A essência de Pentecostes não é barulho, fogo, línguas e sim apresentação de frutos, o que não deixa de ser também um revestimento de poder para serem testemunhas, resistir a perseguição que estava à porta. Claro, que com fim da missão evangelística, o Pai alegre recebe e aprova os frutos da mão do Filho, abrindo agora uma nova colheita de forma mundial e não só restrita aos judeus.

O desvio de Deus custou um cativeiro

O povo ignorou os avisos dos profetas e deixou os mandamentos, achou que a independência de Deus traria liberdade total. As escolhas humanas geram consequências reais na alma e o cativeiro físico reflete o "cativeiro espiritual" que ocorre quando o ser humano se afasta do Criador. Jerusalém caiu e os israelitas foram levados como prisioneiros mostrando que o pecado cria vícios, orgulho e escravidão emocional. O afastamento dos caminhos de Deus é demonstrado por sentimentos de vazio, ansiedade constante e falta de propósito de vida. Esse exílio de setenta anos serviu como consequência da desobediência espiritual, mas também abriu espaço para o arrependimento, a reflexão e o retorno à Aliança divina. A dor do cativeiro mostrou a fragilidade humana longe da proteção de Deus, assim Israel teve de aceitar o perdão divino para reconstruir a vida. O povo precisou reconhecer o erro com sinceridade e mudar de direção, buscou a Deus no "exílio", mesmo se sentindo longe dEle. É certo que Deus nunca abandonou totalmente o seu povo, mesmo na disciplina, assim, o fim do exílio trouxe restauração e um novo recomeço para a fé de Israel.

sexta-feira, 21 de agosto de 2026

Seguindo a Palavra

O desvio de Deus do povo de Israel custou além de inúmeras repreensões para que o povo se convertesse, um período de cativeiro na babilônia. O profeta Jeremias relata em seu livro, capítulo 52, o que o Altíssimo dizia já há muito tempo. Mas o povo e os governantes acreditavam mais em acordos políticos e por soberba e presunção, achavam que por ali estar o templo construído por Salomão, a cidade estaria guardada, mesmo eles estando desviados? É. “Também estenderei a minha rede sobre ele, e será apanhado nas minhas malhas; levá-lo-ei a Babilônia, à terra dos caldeus, mas não a verá, ainda que venha a morrer ali” (Ez 12.13). Cumpriu-se a mensagem divina dada a Ezequiel, que Zedequias seria levado para à terra dos caldeus, contudo não a veria, pois os seus olhos foram arrancados. Se a confiança deles estava no templo, ele também foi destruído, assim como todas as casas dos grandes de Jerusalém, ficando na cidade destruída os mais pobres da terra para serem vinhateiros e lavradores. A nossa confiança e temor primeiramente deve estar no Senhor, acima de templos que são construídos por mãos humanas, instituições que se corrompem e homens que se desviam de seguir a Palavra.

A Igreja segue caminhando

Na carta universal de Judas, vs 6 temos: “e aos anjos que não guardaram o seu principado...” “E havendo feito tudo, ficar firmes” e “oração e súplica no espírito e vigiando nisso com toda perseverança...” (Ef 6. 13 e 18) Vemos aqui um alerta à perseverança em todas as cartas às igreja da Ásia também: “ao que vencer...” “Sê fiel até a morte, e dar-te-ei a coroa da vida” (Ap 2. 10). “Então vos hão de entregar para serdes atormentados, e matar-vos-ão; e sereis odiados de todas as nações por causa do meu nome. Nesse tempo muitos serão escandalizados, e trair-se-ão uns aos outros, e uns aos outros se odiarão. E surgirão muitos falsos profetas, e enganarão a muitos. E, por se multiplicar a iniquidade, o amor de muitos esfriará. Mas aquele que perseverar até ao fim, esse será salvo” (Mt 24. 9-13). “Um poucochinho de tempo e o que há de vir virá e não tardará. Mas o justo viverá da fé; e se ele recuar, a minha alma não tem prazer nele” (Hb 10. 37-38). O cristão pode pensar que não tem força, mas Deus já deu para suportar... não há provados além do que pode suportar... Ele conhece, sabe das limitações. Entretanto, nas lutas e nas provas a Igreja segue caminhando...