A Bíblia pela Bíblia
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sexta-feira, 5 de junho de 2026
A bênção daquele que luta com Deus
A expressão "a bênção de Jacó" se refere a três momentos marcantes na vida do patriarca.
A bênção da primogenitura que ele herdou de Isaque em detrimento de seu irmão.
Ainda a bênção no Vale de Jaboque quando ele ele luta com um anjo.
E ainda o testamento profético que ele deixou para cada um de seus 12 filhos (Gn 49).
Em Gênesis 27, com a idade avançada de Isaque, já bastante idoso e cego,esqueceu que a primogenitura era do emnor confomr o Eterno relatara a sua esposa.
Com isso, planejava dar sua bênção (que incluía a primogenitura) ao seu filho mais velho, Esaú.
No entanto, Rebeca, mãe de Jacó, bem atenta aos planos do Altíssimo, ajudou-o a não errar.
Jacó cobriu-se com peles de cabrito para simular os pelos de Esaú e serviu comida ao pai.
Isaque o abençoou, dando-lhe primazia sobre os povos, domínio sobre o irmão e a herança das promessas feitas a Abraão.
Já em Gênesis 32, temendo o reencontro com o irmão Esaú, Jacó passou uma noite inteira lutando com um ser misterioso (frequentemente interpretado como um anjo ou o próprio Deus).
Exausto, mas determinado, Jacó exigiu ser abençoado.
A bênção veio e também um novo nome foi adquirido e passou a ser chamado de Israel (que significa "aquele que luta com Deus").
Por fim, em Gênesis 49, antes de falecer no Egito, Jacó reuniu seus 12 filhos para profetizar sobre o futuro de cada tribo.
Assim ficaram as bênçãos:Judá recebeu a promessa de que a realeza e o cetro viriam de sua linhagem, apontando para a vinda do Messias (o Leão da tribo de Judá).
José foi abençoado com a fartura e a multiplicação de seus descendentes (Efraim e Manassés).
Rúben perdeu o direito à primogenitura por causa de um grave pecado contra o pai.
Simeão e Levi receberam repreensões devido à violência que cometeram no passado.
Assim o senhor mostra que tem tudo sob controle!
quinta-feira, 4 de junho de 2026
A bênção de José
Jacó reúne todos os seus filhos para abençoá-los antes de falecer.
Na Bíblia, a bênção de José é um dos momentos mais marcantes do livro de Gênesis.
O pai compara José a "um ramo frutífero junto à fonte, cujos ramos correm sobre o muro".
Reconhece que José foi muito atacado por inimigos (flecheiros), mas seu arco permaneceu firme graças ao socorro do "Valente de Jacó".
Ele abençoa José com as bênçãos dos céus de cima, dos abismos debaixo e com a fertilidade da terra.
Na verdade, ela se divide em duas partes principais: quando ele é abençoado e elevado pelo seu pai Jacó, e a bênção que Jacó transmite aos próprios filhos de José.
Há detalhes ainda a se acrescentar como a bênção de Jacó aos filhos de José (Efraim e Manassés).
Prestes a morrer, Israel adota os dois filhos de José — Efraim e Manassés — como seus próprios filhos.
Ele cruza os braços de propósito: coloca a mão direita sobre a cabeça de Efraim (o mais novo) e a mão esquerda sobre Manassés (o mais velho).
Efraim recebe a primogenitura, profetizando que o mais novo se tornaria uma multidão de nações.
Ele ora: "Que o Anjo que me tem livrado de todo mal abençoe estes rapazes!"
José, uma história para se contar
O jovem José na casa de Potifar prospera, bem administra e é posto por mordomo.
José, na casa de seu senhor egípcio, persevera no mesmo perfil de fidelidade e responsabilidade que tinha na casa de seu pai Jacó.
Sob a benção de Deus, Potifar prospera e, na total confiança depositada em José, já não sabia da extensão de seus bens, a não ser do pão que comia.
A formosura de José desperta o interesse da mulher de Potifar, que o assedia várias vezes.
O jovem, numa demonstração de respeito a seu senhor e de temor a Deus, responde: “Como faria este mal e pecaria contra Deus?”
Ainda assim, certo dia, após mais uma investida e rejeição de José, a mulher, de posse do vestido do varão hebreu, injustamente o acusa de assédio perante seu marido. Seu senhor o entrega à casa do cárcere, onde ficavam os presos do rei, e assim esteve em prisão com grilhões e ferro (Sl 105.18).
Vem a tentação; pela fidelidade a Deus, sofre injustiça e é lançado na prisão.
No cárcere, o Senhor continuava com José e, mesmo lá, tudo o que fazia prosperava.
O carcereiro-mor confiou a ele todos os presos, de sorte que não tinha cuidado de nenhuma coisa que estava em suas mãos.
Após pecarem contra Faraó, o copeiro e o padeiro são enviados à prisão e, sob a supervisão de José, ali estiveram por muitos dias.
Na prisão, os servos do rei têm sonhos, que são interpretados por José. Após três dias se cumprem os sonhos conforme a sua interpretação – o padeiro é enforcado, e o copeiro restaurado a seu antigo trabalho diante do rei.
Após dois anos, Faraó tem dois sonhos, o sonho das sete vacas magras que devoravam sete vacas gordas, e depois o sonho das sete espigas cheias e boas que eram devoradas por sete espigas feias e miúdas.
O copeiro lembra-se de José, que é chamado a interpretar os sonhos de Faraó, visto que os sábios e adivinhos do rei do Egito não o podiam.
Da prisão, sai para que, pelo Espírito de Deus, interpreta os sonhos de Faraó e vem a ser governador de toda a terra do Egito.
quarta-feira, 3 de junho de 2026
Sem remover os marcos
Sem regras absolutas, a vida vira um relativismo onde os limites entre o certo e o errado desaparecem.
O sábio então pergunta: "Quando os fundamentos são destruídos, que pode fazer o justo?" (Pv 11.3).
Embora o mundo ruia, quem baseia sua vida nas palavras de Cristo está construindo sobre a rocha e resistirá (Mt 7.24-27).
A frase "Não removas os marcos antigos" é um provérbio que significa, em essência, não alterar ou destruir coisas estabelecidas por seus antepassados ou por tradição.
É um chamado à preservação do legado e da sabedoria acumulada ao longo do tempo (Dt 19.14; Pv 22.28).
Considerando Deus como o Pai de todos os viventes, há valores estabelecidos por Ele que não podem ser negociados!
O conceito de "não remover os marcos" remonta à sabedoria bíblica contra a alteração de limites de terras ou o apagamento de princípios fundamentais transmitidos por gerações passadas.
Em essência, significa viver honrando os valores, a história e os alicerces morais estabelecidos pelos antepassados.
Enfim, o apóstolo João também lembra que "o mundo passa, e a sua concupiscência; mas aquele que faz a vontade de Deus permanece para sempre" (1 Jo 2.17).
Babel, a porta do céu?
A Torre de Babel, que significa a "porta do céu" ou a "porta de Deus", é mencionada na Bíblia (Gn 11), como uma das construções mais ambiciosas do homem.
Na Bíblia, "Babel" está relacionada a "confusão", especialmente devido a confusão de línguas (Gn 11.1-9).
Ao chegarem à planície de Sinar (Mesopotâmia), decidiram construir uma cidade e um topo que alcançasse os céus para tornarem seus nomes famosos e evitar a dispersão como determinado pelo Altíssimo.
Após o dilúvio, Deus causou confusão na humanidade estabelecendo diferentes idiomas, o que impediu que a torre fosse construída, obrigando-os a interromper a construção e a se espalharem pela terra.
O homem em sua arrogância de querer chegar, por si mesmo ao céu, ou desconsiderar o plano divino para si, incorre em desordem, desentendimento, desunião, confusão.
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