quinta-feira, 30 de abril de 2026

Uma multiplicidade de reis

A frase que descreve "uma multiplicidade de reis sem que nenhum deles tenha o domínio" está relacionada ao último reino descrito nos textos bíblicos. A profecia da estátua de Nabucodonosor menciona "dez dedos" ou "dez chifres" que representam uma multiplicidade de reis (um reino dividido) nos dias finais. Os dez chifres resumem o quinto reino, apontando para a multiplicidade de povos ou nações que dominariam ao mesmo tempo, até o fim (v. 24a). Um aspecto novo nesta visão é o chifre pequeno que surge após os dez, abate três e se exalta terrivelmente contra os santos, e isso por um período de “tempo, tempos e metade de um tempo” (vv. 21-22, 25). Trata-se do mesmo reino representado pelos dez chifres – a multiplicidade de estados menores, soberanias e nações; mas agora coligadas em um sistema final de governo, sob a égide de uma pretensa “união”, com propósitos hostis e contrários ao reino dos céus e aos santos de Deus (vv. 21, 25). Estes reinos são os que compõem a besta mostrada a João, em Apocalipse (13.6-8; 17.12-14). O texto diz que o Deus dos céus estabelecerá um reino que "quebrará em pedaços e consumirá todos estes reinos", o reino da pedra. A glória desse reino começa pequena e de forma simples como uma pedra, mas no fim se torna como um monte que enche toda a terra. É o reino de Deus que, embora presente entre os homens, não é deste mundo e nada tem de terreno (Mt 4.17; Jo 18.36). Nele só entram os que são trazidos por Deus (Cl 1.13; Ap 1.6, 9). Embora sem aparência exterior (Lc 17.20- 21), é um reino cuja grandeza e glória aumentarão mais e mais até a sua plena manifestação na vinda de Cristo e na destruição final dos reinos deste mundo (1 Co 15.24-28). A base deste reino é a pessoa do seu próprio Rei, Cristo Jesus, identificado como a pedra eleita por Deus (1 Pe 2.4-6).

Sempre haverá fogo no altar de Deus

O título deste texto é baseado no livro de Levítico, no capítulo 6 e verso 13. Um texto intrigante e a Palavra de Deus afirma literalmente que sempre haverá fogo no altar de Deus. Se no altar tem fogo, o que poderia faltar são vidas entregues sobre ele, ofertas voluntárias que serão queimadas, mas com promessas: “aquele que perder a sua vida por amor ao evangelho, achá-la-á” (Mt 16.25,26). O altar também pode representar provação. O fogo purifica, faz separação, pois tira as impurezas. Diz o Senhor: “eu provarei o meu povo como se purifica a prata e o ouro” (Zc 13.9). E o que sobra de uma vida ofertada no altar de Deus é somente "pó", entretanto, as cinzas que sobram do altar são colocadas num lugar limpo (Lv 4.12). Em seu contexto, de forma mais precisa: "O fogo arderá continuamente sobre o altar; não se apagará". Este fogo, ateado pelo próprio Deus, simboliza a presença contínua e a necessidade de expiação. Sacerdotes alimentavam a chama diariamente com lenha e sacrifícios, representando a responsabilidade humana de manter a intimidade, oração e santidade (Lv 6.2-13). O fogo não era opcional e não podia apagar durante a noite. Os sacerdotes adicionavam lenha toda manhã para assegurar a chama contínua sobre o holocausto. O altar pode representar a vida do crente e o coração, que deve permanecer com a chama do Espírito Santo acesa, independentemente de circunstâncias. E assim, manter o fogo requer ação humana (oração, devoção) para manter o altar pronto. A manutenção do fogo é contínua, mesmo em estados de impureza espiritual. Por isso, a Bíblia adverte contra o uso de fogo não ordenado por Deus, destacando a necessidade de adoração baseada na obediência à Sua Palavra.

Trindade?

Deus não anda sozinho, o profeta Ezequiel relata isso no começo do seu livro, os querubins o levam de um lado para outro? Sim. Temos também o profeta Isaías relatando a glória divina e o próprio apóstolo João no Apocalipse. Ele não tem pressa no que faz, trabalha com a família celestial, e a Palavra diz que a Igreja de Cristo “ensina sabedoria”, inclusive aos principados e potestades no céu, diz o apóstolo Paulo na Carta aos Efésios. Faltam palavras para exprimirmos a grandiosidade dEle, e se não conhecemos bem as coisas materiais, como falaremos das espirituais? A dificuldade é real, entretanto, utilizando a confissão de fé dos judeus, no quinto livro da Bíblia, e na epístola aos Gálatas, na qual se diz que “Deus é um”, não há embasamento bíblico para dividi-lo! Não O entendemos direito, dada a nossa fragilidade, contudo, alguns estudiosos ainda ousam dividi-lo? É. Existe uma tendência egoísta no ser humano de separação, enquanto que o Espírito trabalha incansavelmente para unir e não é de sua vontade a separação, nunca. Separação, só do pecado... Esse, “Deus é um”, era o ensinamento na época de Jesus e dos apóstolos (que ensinaram sobre todas as doutrinas) e em nenhum momento eles o criticaram. Essa ideia de divisão, na verdade, veio depois de Jesus, sendo um dogma criado por uma instituição religiosa milenar e nem é citado literalmente no Livro sagrado. Um sábio professor, disse uma vez que: Deus é Espírito e provou biblicamente que Deus é Santo também. Não teve nenhuma dificuldade em mostrar de forma expositiva, na Bíblia toda (plenária), que Jesus é Espírito e é Santo. O Espírito Santo, bem, o nome já sugere tudo, Ele é Espírito e Santo. Não existe diferença nem divisão, pois “Deus é um.” Entretanto, quando estudamos a Bíblia já direcionado/influenciado pela tradição milenar, realmente fica muito difícil de discernirmos essas verdades. A graça dEle, contudo, sempre nos ajuda a abrir os olhos. Graças a Deus!

Crendice na Igreja

Crendices na igreja são superstições que se infiltram na fé, muitas vezes substituindo a confiança em Deus pelo medo, busca de sorte ou mesmo ignorância. O apóstolo Paulo já exortava contra as ilusões: “Acautelai-vos: talvez haja alguém que vos leve embora como presa sua, por intermédio de filosofia e de vão engano, segundo a tradição de homens" (Cl 2.8). O próprio Mestre adverte contra as supertições: “Invalidando assim a palavra de Deus pela vossa tradição, que vós ordenastes. E muitas coisas fazeis semelhantes a estas" (Mc 7.13). Dizem os estudiosos que a palavra “alma” na Bíblia é uma tradução da palavra hebraica néfesh que significa"criatura que respira", e da palavra grega psykhé, "um ser vivente". Quando o Criador assoprou o fôlego de vida no primeiro homem ele se tornou alma vivente e não um ser que tinha alma? Exatamente. A Palavra mostra em muitos casos que a alma pode comer, trabalhar, sentir fome e obedecer a leis. Assim, a alma é a criatura inteira, não algo dentro do corpo que sobrevive à morte podendo assim responder outra questão diferentemente da filosofia grega: a alma é imortal? Não. Já profetizou Ezequiel, a mando do Senhor, que a alma que pecasse morreria e em várias punições no antigo testamento vemos que a pena é que a alma seria cortada, isto é, a pessoa morreria. Em outras passagens bíblicas o termo cadáver aparece como alma morta? Sim. Vemos também que no Livro está registrado o sinônimo de vida para alma, como por exemplo a alma sair de alguém. Tem gente misturando filosofias com a Palavra de Deus. Para a Igreja, essas práticas indicam uma fé imatura ou baseada no medo, recomendando a confiança na Palavra em vez de contos de fadas.

domingo, 26 de abril de 2026

A importância do conhecimento

O conhecimento consolida a força (Pv 24.3), porque pelo conhecimento podemos saber o que nos é dado gratuitamente por Deus (1Co 2.12). Pelo conhecimento da verdade podemos alcançar plena libertação (Jo 8.32). Pelo conhecimento podemos saber que Deus quer que todos os homens venham ao conhecimento da verdade (1Tm 2.4). Pelo conhecimento podemos saber como agradar a Deus, pois não é resultado da nossa própria força, mas o próprio Deus nos dá graça para agradá-lo (2Co 5.9). Ainda sobre a importância do ensino, é indubitavelmente salutar, pois é o elemento central para o desenvolvimento e a criação do caráter cristão. O ensino da Palavra implanta normas espirituais nos crentes. Essas normas dão forma às manifestações da Nova Vida naquele que se converte, naquele que, pela operação do Espírito de Deus, passa a andar nos estatutos de Deus (Ez 36.27). O salvo em Cristo deve ser honesto a toda prova (Rm 12.17; 2Co 8.21; Fp 4.8; 1Pe 1.12; Hb 13.18), jamais mente (Is 63.8; Ef 4.25; 1Jo 2.28) ou tem o testemunho de sua consciência, no Espírito Santo, de que não mentiu (Rm 9.1), porque Jesus disse: “Seja, porém, o vosso falar: Sim, sim; não, não, porque o que passa disso é de procedência maligna” (Mt 5.37). O cristão não se apodera de alguma coisa que não seja dele: “Aquele que furtava não furte mais” (Ef 4.28), assim como Zaqueu depois de salvo queria restituir e restituiu aquilo que havia defraudado (Lc 19.8) pois agora vive uma vida moral que é exemplo de pureza. Enfim, o convertido jamais dá falso testemunho de alguém (Êx 20.16; Pv 10.18; Tg 4.11). É certo que o ensino da Palavra dá conhecimento como o que aconteceu na igreja de Corinto que foi enriquecida pelo ensino da Palavra de Deus (1Co 1.5).