quinta-feira, 3 de setembro de 2026

Debaixo sol

Para o sábio Salomão não há nada de novo debaixo sol. Certamente na época/tempo dele já existiam avanços tecnológicos, mas que para ele não mudavam substancialmente a essência da vida cotidiana. Sem dúvida há debates e diversas correntes de pensamentos quanto ao que é moderno, pós-moderno, contemporâneo, etc. Momentos históricos não devem ser desprezados como as grandes navegações, a indústria, a globalização; porque trouxeram melhorias para a população, contudo o íntimo, a estrutura, a substância humana não é modificada. De igual maneira também não pode ser esquecida a realidade egoísta do ser humano que tem prevalecido nas últimas décadas através de governos com tendências liberais, com aumento progressivo das desigualdades sociais, com o destino das riquezas em mãos de uma pequena minoria. Bem, voltando ao sábio, não há nada de novo debaixo do sol e agora espiritualmente, segundo a Palavra, há somente três quadros representativos ou categorias de pessoas na face da terra: pessoas abençoadas (espiritualmente e/ou materialmente) e amaldiçoadas (Gn 9. 25-27; Dt 11.26-31; Dt 28).

quarta-feira, 2 de setembro de 2026

São poucos os fiéis?

O fundamento da fidelidade é indispensável, mas, segundo o salmista Davi, “são poucos os fiéis entre os filhos dos homens” (Sl 12.1B). Se, a princípio, na vida cristã, isso pode parecer simples, entretanto, não é bem assim, em razão de que certamente aparecerão entraves a esse belo propósito. No decorrer dos dias e avanços das provações é capaz de se tornar insuportável. Daniel era de família nobre em Judá e também da descendência de Davi, sendo enviado para a Babilônia pelo rei Nabucodonosor durante o reinado de Jeoaquim (Dn 1.1 e 2). Foi levado para viver no palácio do rei e lá permanece durante vários reinados subsequentes. No livro que leva o seu nome, o profeta relata a sua história entrelaçada com o juízo divino sobre o povo de Israel, mais precisamente, Judá. Seu intuito maior na Babilônia, segundo ele mesmo descreve, era permanecer fiel ao Senhor (Dn 1.8), mesmo envolvido no reino e em suas atividades na administração do governo mundial da época ele assim permaneceu até os seus últimos dias. Deus lhe deu entendimento em toda visão e sonhos (Dn 1.17B) e isso foi muito útil para ajuda ao rei com diversas interpretações divinas e depois também do rei Belsazar, filho de Nabucodonosor, com bons conselhos, apesar que este não foi bem sucedido em sua gestão interrompida pela invasão de outro reino, já revelado ao profeta. Daniel deixou também relatado em seu livro, um vasto material escatológico, devendo ser estudado em conjunto com o livro de Apocalipse e outros para ser ter um entendimento mais amplo e genuinamente bíblico, isto é, uma interpretação correta. Um ponto básico na fé é o ser achado fiel ao/pelo Senhor. A doutrina de Cristo recomenda/exige dos seus seguidores a sinceridade ao servi-lo, pois Ele sonda as intenções/interesses do coração e deles é ordenado que militem legitimamente (2 Tm 2.4-5). É necessário sempre buscar ajuda do Altíssimo, pois Ele certamente socorrerá e recompensará aqueles que lealmente o buscarem

Deus é imortal

Desde o primeiro relato de Gênesis sobre a criação do homem, há na Bíblia uma intelecção que é desenvolvida em que o fôlego da vida assoprado em seus narizes é algo (inicialmente ou de forma geral) passageiro. Quando ele ainda estava no Jardim do Éden em seu estado de pureza/simplicidade/inocência foi avisado pelo Eterno que ele não tem vida para sempre e, caso ele pecasse, certamente, morreria, sendo essa a natureza/forma normal da vida (Gn 2.7, 16 e 17, 3.19). Ainda no Velho Testamento, o sábio Salomão e o profeta Isaías também confirmam esse pensamento quando que toda a carne é erva e que devemos nos lembrar do Criador antes que venham os maus dias (Ec 8.8, 9.3-4, 12.1-7, Is 40.6-8). Por fim e em complemento aos pensamento acima exposto, agora no Novo Testamento, o apóstolo Paulo disse claramente que só o Altíssimo tem a imortalidade (1Tm 6.16).

Entre árvores, montes e caminhos

No livro do Gênesis, os primeiros seres humanos e antepassados da humanidade, Adão e Eva, foram advertidos por Deus para que não comessem do fruto da árvore do conhecimento do bem e do mal. Há ainda outra árvore no jardim, a árvore da vida, esta localiza-se no meio do jardim (Gn 1.29, Gn 2.9, Gn2.17, Ap 2.7). A árvore da vida, com a desobediência humana e as diversas consequências do ato, entre elas, a saída do jardim, não estava mais disponível ao homem pois um anjo foi colocado à porta do Éden para guardar o caminho para ela, dando acesso à vida eterna como diz o apóstolo João, “quem tem o Filho tem a vida[...]”, representando o próprio Deus (Gn 3.17, Gn 3.22, Gn 3.24, 1 Jo 5.12). No livro do Apocalipse não se vê mais a árvore do conhecimento do bem e do mal. Quem chegar lá, sem dúvida, escolheu seguir o caminho da bênção (monte Gerizim) ou da porta estreita e alcançou a vida eterna, ao contrário, a pessoa escolheu entrar pela porta larga e caminho espaçoso (Dt 11.29, Mt 7.13-14, Lc 13.24). Assim podemos notar similaridades entre as duas árvores apresentadas no Jardim do Éden, os dois montes relatados por Moisés e os dois caminhos ou portas que há na doutrina de Cristo nos Evangelhos.

Vinde às águas

Deus determinou salvar um povo desde a eternidade e jurou por Si mesmo que executaria a Sua Palavra. Uma situação, porém, naquele momento, era difícil de entender essa mensagem. Pois ao olhar a situação de desvio do povo escolhido, mas, o Senhor diz que Ele não tinha abandonado a Israel e ainda consolaria os filhos da casada. A estéril pode alongar a sua tenda, diz o profeta, pois ainda teria muito filhos, multiplicaria à direita e esquerda, significando a multidão dos escolhidos dEle espalhados em toda a terra. Contudo a salvação estaria/está aberta a todos os povos, sem dinheiro/preço e todos que viessem/buscassem/vêm ao Altíssimo teriam/tem as suas almas saciadas com a salvação. Um detalhe deve ser acrescido pois mesmo fora daquele que não era chamado povo de Deus, apenas deveriam continuar a caminhada e esperar de forma quieta no seu Salvador, pois haverá um povo incontável como as estrelas no céu de Deus.