domingo, 19 de julho de 2026

Como interpretar a Bíblia

A interpretação da Bíblia, ainda que os estudiosos bíblicos tenham a função de interpretar as Sagradas Escrituras, esse trabalho não compete somente a eles, pois Ela é viva. É certo que a leitura e a vivência dos textos bíblicos vão além das análises acadêmicas, já que os Livros Sagrados não são apenas um conjunto de livros históricos, mas a Palavra de Deus. E essa Palavra se torna atual e responde aos questionamentos e angústias do homem pós-contemporâneo. Por isso, a leitura e o estudo bíblico devem ser feitos por todos, uma vez que proporcionam uma experiência de fé prática e atual. Nas Escrituras Sagradas a tarefa de “ensinar” é classificada como um dom divinamente concedido aos crentes. Na epístola aos Romanos, Paulo enfatiza que segundo a graça que nos é dada recebemos do Senhor “diferentes dons” (Rm 12.6a). Na sequência dessa elucidação, o apóstolo enumera alguns desses diferentes dons, a saber: o de profetizar, o de servir, o de ensinar, o de exortar, o de contribuir, o de presidir, e o de exercer misericórdia (Rm 12.6-8). Para cada um dos dons dessa lista, Paulo explica em uma única frase, sobre como eles devem ser usados por aqueles que o receberam. Nesse ponto, convém destacar que essa lista não contém todos os dons (1 Co 12.8-10, 29; Ef 4.11). Não obstante, quando o apóstolo se refere ao dom de ensinar a Bíblia é enfática em destacar a exigência da dedicação: “se é ensinar; haja dedicação ao ensino” (Rm 12.7b). Há aqui uma instrução bem clara, que, quem possui o dom de ensinar deve se dedicar com zelo e esmero, um aprimoramento contínuo. Ensinar é um chamado, não apenas uma função, exigindo estudo e compromisso fiel com a verdade bíblica

O justo é levado antes do mal

O profeta Isaías diz que o justo é levado antes do mal? Pode parecer que o justo está partindo antes da hora e que homens piedosos são tirados do nosso convívio sem entendermos os propósitos divinos. Na verdade, eles estão guardados em Deus, descansarão em paz pois andaram em justiça e equidade. O Altíssimo sabe o que é melhor para os seus filhos, bem como quando recolhe-los? Certamente. Aos olhos do Eterno, esses servos fiéis, são frutos maduros que necessitam serem levados daqui? Sim. Muitas vezes em nossa míope visão e falta de fé, entendemos que eles eram merecedores de outra sorte? É. Contudo o Senhor não se engana, nem se deixará se comover por nossas lágrimas, quando o tempo for chegado? Obviamente. Se amamos o servo ou serva dEle e queremos eles conosco, Ele ama muito mais! “Preciosa é aos olhos do Senhor a morte dos seus santos” (SL 116:15).

Esta casta só sai com jejum e oração

No conhecimento geral, essa frase faz referência à passagem bíblica encontrada no evangelho segundo escreveu Mateus. Uma das interpretações plausíveis é que certos tipos de problemas espirituais ou vícios exigem uma consagração mais profunda por meio da abstenção e da conexão com o divino para serem superados. Quando se fala de casta é possível que seja uma classe de demônios. Como o jejum e oração nos falam de abstinência das necessidades da carne e das coisas do mundo. Oração nos fala de conexão, comunhão e comunicação constantes com Deus. É certo que os discípulos não estavam vivendo assim, daí estarem tão desprovidos de poder espiritual. Para saber a condição em que estavam é só ler um pouco adiante e você verá que orgulho e soberba eram as coisas que ocupavam seus corações. Nos versículos 33 e 34 do mesmo capítulo de Marcos 9 se lê: "E [Jesus] chegou a Cafarnaum e, entrando em casa, perguntou-lhes: Que estáveis vós discutindo pelo caminho? Mas eles calaram-se; porque pelo caminho tinham disputado entre si qual era o maior". Contudo, uma observação mais aprofundada mostra que o problema ali era falta de fé, pois Jejum em si mesmo não concede, certamente, mais poder para quem tenta expulsar algum demônio. O próprio Jesus disse no contexto: "... por causa de vossa incredulidade...".

sábado, 18 de julho de 2026

Escolhendo a paz

A mansidão manifesta-se em momentos de conflito, vê-se pela forma como se reage a uma situação hostil. Jesus disse no Sermão do Monte: "Bem-aventurados os mansos, porque herdarão a terra" (Mt 5.5). É certo que ser manso nada tem a ver com fraqueza! Ela é um fruto do espírito caracterizada pelo domínio próprio. O manso não se deixa sequestrar por qualquer provocação que venha da parte de alguém. Ser manso é a capacidade de escolher a paz em vez da violência e da agressividade. O processo de se tornar manso e humilde de coração se dá pela prática no dia a dia andando com Jesus. Ele mesmo convida para essa caminhada: "aprendei de mim que sou manso e humilde de coração" (Mt 11.29). O convite é para buscar descanso para a alma ao assumir os ensinamentos de Cristo, que se apresenta não com a força da opressão, mas com a serenidade.

A batalha da Pérsia

Essa história está registrada na Bíblia no livro do profeta Daniel (Dn 10.13). O anjo enviado para entregar uma mensagem a Daniel ficou retido por 21 dias devido à resistência do "príncipe do reino da Pérsia" (uma entidade espiritual maligna). A situação só foi resolvida quando o Arcanjo Miguel, um dos príncipes celestiais supremos, interveio no combate para liberar o mensageiro. Daniel passou três semanas (21 dias) chorando, jejuando e orando para entender uma visão profética sobre o futuro do seu povo. Deus enviou o anjo com a resposta logo no primeiro dia da oração, mas ela demorou a chegar ao plano terreno O anjo mensageiro (tradicionalmente identificado como Gabriel) foi barrado por uma potestade maligna. A criatura é chamada no texto de "príncipe do reino da Pérsia", que operava influenciando negativamente o governo humano daquela região. Vendo o impasse, o Arcanjo Miguel, o anjo guerreiro protetor do povo de Deus, entrou na batalha espiritual. Com o auxílio de Miguel, o mensageiro conseguiu romper a barreira e finalmente falar com Daniel.