sexta-feira, 3 de abril de 2026

Examinando tudo pela Palavra

Em todo o tempo, o cristão necessita discernir o que Deus está falando. A voz divina traz paz, nunca contradiz as Escrituras e requer sensibilidade espiritual para diferenciar sentimentos pessoais da vontade divina. Para isso é necessário buscar entendimento diário para perceber o que Ele espera especificamente de você. Infelizmente em nossa cultura a palavra discriminação carrega uma forte conotação negativa, porque está associada a pessoas que fazem distinções injustas entre raças. Mas, discriminar é o sinônimo de discernir, ou seja, traçar uma linha entre o bem e o mal, o verdadeiro e o falso, o certo e o errado. Por quê? Porque desde o início, Ele se comunica com o ser humano de forma a não somente transmitir mensagens, mas fazendo doação de Si mesmo a nós. O Altíssimo é também o Emanuel, Deus conosco! O Senhor usa de vários meios para nos transmitir Seus desígnios e Sua Pessoa. Há os anjos, que são Seus mensageiros e os dons do Espírito Santo, mas principalmente as Sagradas Escrituras. Entre os dons destaca-se a necessidade do crente desenvolver o dom de discernimento. O discernimento espiritual envolve aprender a silenciar as opiniões passageiras e os ruídos do mundo para focar na voz eterna de Deus e ele não nasce do achismo, mas da intimidade. Em Béreia, Paulo disse que eles eram mais nobres que os de Tessalônica; pois receberam a palavra com toda avidez, examinando as Escrituras todos os dias para ver se as coisas eram, de fato, assim” (At 17.11). Eram fieis que tinham discernimento e não "engoliam" tudo o que lhes eram ensinados, nem mesmo pelo o apóstolo, mostrando uma reverência maior à Palavra. Ela é o único referencial para julgarmos com eficiência as mensagens que nos rodeiam é justamente a palavra de Deus que nos convoca ao discernimento bíblico e ensina como fazê-lo. O apóstolo Paulo, escrevendo à Igreja em Tessalônica nos ensina a como atender ao discernimento bíblico: “Julgai todas as coisas…” (1 Ts 5.21-22). O mesmo discernimento cauteloso que às Escritura exigem de pastores e presbíteros (1Tm 4.6-7, 13,16; Tt 1.9), também é um dever de todo crente. Além disso o cristão deve “…Reter o que é bom” e proteger a verdade e a lutar por ela, atacando a mentira, falando a verdade em amor e firmeza (1 Tm 6.20; 2 Tm 1.13-14). Enfim, o discípulo deve “…abster de toda forma de mal” mostrando pureza na vida e a honra de Cristo.

quinta-feira, 2 de abril de 2026

Deus vai na frente

A frase "Deus vai na frente" é fundamentada em passagens bíblicas que prometem a presença e o preparo divino. O texto bíblico mostra que o Senhor precede, acompanha e jamais abandona o cristão: "O Senhor passará adiante de ti e destruirá nações para que possas possuir a terra". Ele o encoraja a não ter medo nem perder a coragem diante de desafios ou do futuro (Dt 31.3). Isso significa que "O próprio Senhor irá à sua frente e estará com você; ele nunca o deixará, nunca o abandonará. Não tenha medo! Não desanime!" (Dt 31.8). O profeta Isaías relata a promessa do Altíssimo dando sempre uma direção divina atrás de você, dizendo "Este é o caminho", indicando a condução de Deus (Is 30.21). Ele ir na frente, de igual modo, significa que Ele prepara o caminho e luta por seus filhos. Isso traz a certeza de que não é preciso ter medo de circunstâncias difíceis ou do desconhecido. Mesmo sem ver a saída, o fial cuida que a fé permite descansar no cuidado de Deus. Por outro lado, um dia todos nós vamos estaremos diante de Deus para sermos julgados, e Ele, estará à nossa frente. Todos os seres humanos comparecerão diante de Deus para prestar contas de suas vidas. Esse evento é descrito como um momento de prestação de contas individual e um julgamento de obras. No Antigo Testamento, já se ensinava que "Deus trará a julgamento tudo o que foi feito, inclusive tudo o que está escondido, seja bom, seja mau" (Ec 12.14). O apóstolo Paulo afirma que "todos compareceremos diante do tribunal de Deus" e que "cada um de nós prestará contas de si mesmo a Deus" (Rm 14.10-12). Explica que todos devemos comparecer perante o tribunal de Cristo para que cada um receba a retribuição pelo que fez enquanto estava no corpo, seja o bem ou o mal (2 Co 5.10). Estabelece a ordem natural dos eventos espirituais: "aos homens está ordenado morrerem uma só vez, vindo depois disso o juízo" (Hb 9.27). Enfim, no último livro da Bíblia, há a visão do Grande Trono Branco, onde os mortos, "grandes e pequenos", são julgados de acordo com o que está escrito nos livros (Ap 20.11-15).

domingo, 29 de março de 2026

Intolerância religiosa

João disse a Jesus que tentaram impedir alguém de expulsar demônios porque não o seguia. Jesus respondeu: "Não o impeçam... pois quem não é contra nós está a nosso favor". A frase "quem não é contra nós, é por nós" é uma resposta de Jesus aos discípulos relatada pelo evangelista Marcos. Nela há uma indicação de tolerância e unidade no serviço a Deus, repreendendo o exclusivismo. Isso vai ao contrário de muitas comunidades religiosas que trabalham com essa ideia. Exclusivismo é a tendência ou prática de excluir sistematicamente outras pessoas, ideias ou grupos, privilegiando apenas um círculo, crença ou sistema específico. Caracteriza-se pela intolerância, restrição de acesso e valorização de um único aspecto em detrimento de outros, muitas vezes associado a egoísmo ou elitismo. Nesses grupos há uma mentalidade de rejeição ao que é diferente, valorizando apenas o próprio grupo ou convicção. Os elitistas creem que apenas o ponto de vista bíblico deles é verdadeiro, considerando todas os outros falsos ou inválidos. Ao contrário deste cenário, o Mestre ensina que, se alguém realiza boas obras em seu nome, deve ser aceito, mesmo não sendo do grupo principal (Mc 9.38-40). Esta passagem destaca a necessidade de não impedir ações bondosas realizadas em nome de Cristo. Ela combate o ciúme ministerial e a visão estreita de que apenas um grupo específico tem a "autoridade" de agir.

Entrando no Reino dos céus

A frase "Nem todo aquele que me diz: Senhor, Senhor, entrará no Reino dos céus. Quem entra então? Segundo Jesus, "aquele que faz a vontade de meu Pai que está nos céus" (Mt 7.21). Isso denota que a salvação exige ações práticas e obediência à vontade de Deus, não a filiação religiosa. O Mestre enfatiza que realizar milagres ou pregar em seu nome não garante a entrada no Reino; a transformação de vida e a obediência são essenciais (Mt 7.21-23). Então, a verdadeira fé é demonstrada ao colocar em prática a vontade de Deus, agindo com sinceridade e não com falsidade ou palavras vazias. Muitos que dizem ser seguidores ("Senhor, Senhor") podem ser rejeitados se não viverem de acordo com os ensinamentos, mostrando que a fé exige compromisso real. A essência da mensagem é que o Reino dos Céus é para aqueles que constroem suas vidas sobre a rocha da obediência à palavra de Deus, tornando-se verdadeiros discípulos. É importante e fundamental o conhecimento da doutrina da Igreja, pois o profeta Oseias adverte em seu livro: “O meu povo foi destruído, porque lhe faltou o conhecimento”. Deus quer que todos O conheçam: "Porque isto é bom e agradável diante de Deus nosso Salvador, Que quer que todos os homens se salvem, e venham ao conhecimento da verdade" (1 Tm 2.3,4). O verdadeiro fundamento para construir nossa vida é o próprio Deus. Quem se apoia n´Ele, este é que permanece inabalável apesar de tudo. Não haverá nada nem ninguém que o faça sucumbir. Porém, apoiar-se em Deus sempre implica fazer sua vontade com seriedade e sinceridade sem ficar-se nas meras aparências, pois “Nem todo aquele que diz: ‘Senhor, Senhor’ entrará no Reino dos céus, mas sim aquele que faz a vontade de meu Pai que está nos céus”.

Ainda há lugar

Quando Jesus, em seu ministério terreno, falava em parábolas, Ele escondia as verdades do reino. Em uma delas, mas especificadamente na "Parábola do Grande Banquete" ensina que, mesmo após os convidados iniciais recusarem, o convite para o banquete (representando o Reino de Deus) foi estendido a todos, garantindo que ainda há espaço (Lc 14.22). O contexto consistia em um senhor que prepara uma grande ceia, mas os convidados originais dão desculpas para não ir. O senhor ordena que tragam os pobres, aleijados, cegos e coxos das ruas. A frase "ainda há lugar" simboliza a misericórdia de Deus, a inclusão de todos (independente de raça, classe ou condição) e a oportunidade contínua de salvação. Após o servo dizer que ainda há lugar, o senhor ordena: "Sai pelos caminhos e valados, e força-os a entrar, para que a minha casa se encha" (Lc 14.23). A frase destaca que a graça divina não se esgotou e o convite continua aberto. A salvação é um dom (presente) de Deus, é de graça, e para todos. Para alcançá-la basta crer de todo o seu coração em Jesus; peça o perdão de Deus pelos seus pecados, e pela fé, convide Jesus Cristo entrar em sua vida. Recebendo a Jesus pela fé, você irá ganhar vida eterna, porque a salvação está no nome de Jesus: "Porque todo aquele que invocar o nome do Senhor será salvo" (Rm 10.13 ). Aceite Jesus, e seja salvo hoje!