domingo, 10 de maio de 2026

Cristão, qual a sua dificuldade?

Com base em reflexões comuns na caminhada cristã, as maiores dificuldades frequentemente giram em torno de manter a constância e a fidelidade em um mundo cheio de distrações e desafios. A maior luta costuma ser a regularidade na oração e na leitura da Bíblia, priorizando o tempo com Deus em meio à rotina agitada. Outra peleja é enfrentar a pressão de ser luz e manter o caráter cristão diante de um ambiente contrário aos valores do Evangelho. Uma das maiores é a batalha diária contra o ego, a carne e as tentações (pecados ocultos ou de estimação), buscando a transformação diária. Enfim, manter a fé e a esperança em Deus durante momentos de crise, dor ou quando as respostas não vêm rápido. A caminhada é vista como uma "guerra" espiritual, onde a perseverança é fundamental, reconhecendo que a força vem da graça de Deus, e não apenas do esforço humano. Um breve comparativo é necessário com as dificuldades, rejeição, perseguições enfrentadas pelo profeta Jeremias. Durante o seu ministério devido a sua mensagem como a conspiração em Anatote (Jr 11.21), foi ferido e colocado no cepo pelo sacerdote Pasur (Jr 20.1), tentativa de morte por sacerdotes, príncipes, profetas e pelo povo ao profetizar no átrio da casa do Senhor (Jr 26.1-8). Ainda foi ferido/preso pelos príncipes durante o reinado de Zedequias (Jr 37.13-15) e lançado no calabouço de Malquias (Jr 38.6). Entretanto, ressalta-se que o mensageiro do Eterno era muito bem conhecido no império caldeu, pois o próprio rei Nabucodonosor dá ordens a seu respeito para o general do exército, isso será comentado posteriormente. Apesar de toda dificuldade e perseguições o profeta ainda intercede pelo povo (Jr 14.10) sendo orientado para não rogar pelo bem do povo, pois que “tanto amaram o afastar-se e não detiveram os seus pés, por isso o Senhor não se agrada deles, mas agora se lembrará da maldade deles e visitará os seus pecados” mostrando que sobre eles não viriam boas coisas. Deus ainda acrescenta a informação de que mesmo que outros servos fiéis de tempos antigos clamassem pelo povo, Ele ainda assim não os ouviriam: “Moisés e Samuel se pusessem diante de mim, não seria a minha alma com este povo” (Jr 15.1). Bem, dificuldades sempre existiram!

sexta-feira, 8 de maio de 2026

Tempo de juízo

Em nossos dias falta alegria, alimento - isso porque na Casa do Senhor falta oferta, e esses sinais querem dizer o que está por vir? Sim, juízo. Em todo tempo “Jeová é Deus”, mas o profeta Joel assim se refere em seu livro aos inimigos da lavoura mostrando um desastre completo: interno e externo. Outras figuras mais são apresentadas se referindo ao dia do Senhor... O "Dia do Senhor" no livro de Joel é um tempo de juízo (Jl 1.15, 2.1-11). É um momento de visitação de Deus para correção! Joel descreve o dia como "grande e muito temível", indicando uma intervenção divina direta. Ele é descrito com imagens sombrias de escuridão, nuvens densas e destruição, falta da presença de Deus. Diante do juízo, o profeta clama por jejum, choro e arrependimento sincero, indicando que Deus é misericordioso e pode restaurar o povo se houver mudança de coração.

Duas árvores, dois caminhos e montes

No livro do Gênesis, Adão e Eva, foram advertidos por Deus para que não comessem do fruto da árvore do conhecimento do bem e do mal. Há ainda outra árvore no jardim, a árvore da vida, esta localiza-se no meio do jardim (Gn 1.29, Gn 2.9, Gn2.17, Ap 2.7). A árvore da vida, com a desobediência humana e as diversas consequências do seu ato, entre elas, a saída do jardim, não estava mais disponível ao homem pois um anjo foi colocado à porta do Éden para guardar o caminho para ela, dando acesso à vida eterna como diz o apóstolo João, “quem tem o Filho tem a vida[...]”, representando o próprio Deus (Gn 3.17, Gn 3.22, Gn 3.24, 1 Jo 5.12). No último livro da Bíblia não se vê mais a árvore do conhecimento do bem e do mal. Por quê? Quem chegar lá, sem dúvida, escolheu seguir o caminho da bênção (monte Gerizim) ou da porta estreita e alcançou a vida eterna, ao contrário, a pessoa escolheu entrar pela porta larga e caminho espaçoso (Dt 11.29, Mt 7.13-14, Lc 13.24). Assim podemos notar similaridades entre as duas árvores apresentadas no Jardim do Éden, os dois montes relatados por Moisés e os dois caminhos ou portas que há na doutrina de Cristo nos Evangelhos.

quinta-feira, 7 de maio de 2026

Não deixando a sua própria habitação

A frase refere-se a uma que se encontra na epístola de Judas. Nela, o autor menciona anjos que não guardaram a sua ocupação, seu trabalho original dado pelo Eterno. Contudo, o abandonaram, deixaram a sua própria habitação, sendo reservados em prisões eternas para o julgamento. Certamente um julgamento à altura da responsabilidade deles! Esse versículo ilustra a seriedade bíblica da rebelião e o abandono de sua posição destinada por Deus. É comparado ao pecado de Sodoma e Gomorra na busca de prazeres ilícitos e contra a natureza. O sábio assim ilustra esse assunto: "Busca seu próprio desejo aquele que se separa; ele insurge-se contra a verdadeira sabedoria" (Pv 18.1). O texto alerta sobre o perigo do isolamento egoísta, onde a pessoa ignora conselhos e foca apenas na própria vontade.

quarta-feira, 6 de maio de 2026

Homens amantes de si mesmos

O mundo contemporâneo é caracterizado pela exacerbação da globalização. Desde os avanços das telecomunicações e da internet, com as religiões se transformando e com os governos atuando para a aprovação de leis contra os princípios divinos. No mundo moderno há ainda um significativo aumento das desigualdades sociais. Uma parcela diminuta da população mundial cresce em riqueza e acúmulos e uma grande massa passa necessidades. O ser humano nesses últimos dias e anos de grandes aglomerações, contudo, certamente tem aumentado em individualismo. Reflete as sábias palavras de Paulo, “homens amantes de si mesmos”. uma última característica dos momentos finais, segundo a Bíblia, são os marcos fronteiriços das nações. Eles estão sendo desfeitos e/ou, para aquelas que ainda os possuem, com limites muito tênues, não havendo clara separação de territórios. Isso se aplica também no mundo espiritual (falta de limites claros) com o “secamento do rio Eufrates” não havendo mais obstáculos para separação entre a nação de Israel e os demais povos. Assim, neste tempo, na última hora, a luta espiritual é interna, dentro do espaço/território do povo de Deus, mas, claramente já invadido pelos exércitos inimigos, consequentemente aumentando a profanação dos valores sobrenaturais. Enfim, as guerras espirituais hoje em dia são travadas no “corpo a corpo”, pois já há uma mistura desigual/heterogênea dentro da própria igreja, que é o Israel de Deus. Com o secamento do rio Eufrates, no mundo espiritual quebrou-se as barreiras, não havendo clara separação das coisas espirituais/divinas das que não são, dos servos divinos e daqueles que não são.