A Bíblia pela Bíblia
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quarta-feira, 18 de março de 2026
Crescendo na graça e no conhecimento
O apóstolo Pedro destaca a necessidade do cristão acerca do crescimento espiritual.
Crescer na graça e no conhecimento é um dever do crente que segue a Cristo.
É um chamado contínuo ao amadurecimento cristão.
Significa aprofundar o relacionamento com Jesus Cristo (conhecimento) e depender mais da capacitação divina (graça), equilibrando o ensino bíblico com a vida prática para resistir a falsos ensinos e glorificar a Deus (2 Pd 3.18).
A ordem bíblica é ativa ("crescei"), indicando que a vida cristã não deve ser estática, mas de constante progresso.
Uma forma conhecida de crescer espiritualmente é se alimentar da palavra de Deus.
Dependendo da fase o alimento é mais leve, para os maduros os alimentos devem ser mais sólidos (1 Pe 2.2; 1 Co 3.1,2; Hb 5.12-14).
Outra maneira eficaz é adquirir o hábito da oração.
O apóstolo fala de "orar sem cessar", nos aproximamos mais do Senhor Jesus (1 Ts. 5.17; Tg 4.7)
Isso envolve o aumento da dependência de Deus, o fortalecimento no amor e a prática da graça em relacionamentos.
É certo que crescer no conhecimento de Deus não é apenas um fortalecimento do intelecto, mas um conhecimento transformador e relacional de Jesus Cristo com aprofundamento e discernimento espiritual.
Isso se faz necessário pois a falta de conhecimento leva ao desvio, enquanto a falta de graça gera legalismo.
Como o objetivo final do fiel é chegar na glória de Deus, então a resistência à apostasia em um mundo hostil exige uma preparação continuada e direcionada pelo Mestre.
Só há comprovado crescimento nas coisas do Altíssimo quando se vê jorrando da vida do seguidor de Jesus o fruto do Espírito que é produzido pela comunhão com o Espírito, dominando o "eu" e exercendo ações de graça durante a sua vida.
terça-feira, 17 de março de 2026
Deus bate à porta
Cuidar do coração na Bíblia significa proteger o interior (mente, emoções e vontade), pois dele procedem as fontes da vida.
O sábio exorta a guardar o coração diligentemente.
Isso envolve encher a mente com a Palavra de Deus, manter a pureza, evitar a ansiedade, praticar o perdão e buscar a sabedoria divina (Pv 4.23).
A frase "Deus bate na porta do nosso coração" encontra-se em Apocalipse.
Ela representa o convite divino para um relacionamento íntimo, amoroso e transformador.
Significa que Deus respeita e aguarda a própria pessoa decida abrir a porta para recebê-lo, trazendo paz e conversão (Ap 3.20).
Uma comparação é a de Jesus batendo em uma porta que só tem maçaneta pelo lado de dentro, simbolizando que a decisão de abrir é exclusivamente do ser humano.
Ele bate à porta constantemente, aproveitando diversas circunstâncias, como momentos de oração, alegria, angústia ou reflexão.
Abrir a porta significa dar espaço para Deus na vida, família e decisões, permitindo que Ele guie a vida, gerando transformação interior.
A mensagem alerta contra a indiferença ou "mornidão" espiritual, incentivando uma mudança de vida (conversão) sincera, e não apenas de fachada.
Ao abrir, a promessa é de uma ceia, significando intimidade, amor profundo e comunhão entre a pessoa e Jesus.
Deus não força a entrada; Ele espera pacientemente que o coração esteja pronto para ouvir a Sua voz e acolhê-lo, permitindo a mudança de atitude e a renovação da fé.
Já o inimigo O inimigo invade o coração humano aproveitando brechas emocionais e espirituais, como raiva, medo, orgulho e cobiça.
Ele busca controlar pensamentos e afastar o indivíduo da presença de Deus.
Essa ação ocorre quando a guarda está em dúvida sobre a bondade divina.
As possíveis brechas são devido a quebra da comunhão com Ele.
O afastamento de Deus dão legalidade para o ataque, semelhante ao que ocorreu com Saul, ou de outra forma, o inimigo está em trevas e se o cristão sair da luz, entrará em seu território, necessitando ser sóbrio e vigilante para evitar ser "tragado" (1 Pd 5.8).
Enfim, a melhor defesa é encher o coração com a presença de Deus, oração e Palavra, para que o inimigo não encontre espaço e liberar perdão fechando a porta para o inimigo.
segunda-feira, 16 de março de 2026
O meu reino não é deste mundo
Na Bíblia, "os reinos deste mundo" representam os governos humanos, sistemas políticos e a esfera de influência terrena, frequentemente associados a poderes temporais e ao domínio de Satanás (Lc 4.5-7).
Jesus declarou a Pilatos que seu Reino não é deste mundo, destacando que sua soberania é espiritual e eterna, distinta das divisões e lutas políticas terrenos (Jo 18.36).
Enquanto os reinos terrenos são passageiros e focados no poder, o Reino de Deus (ou dos Céus) é eterno, baseado na verdade, justiça e no coração dos crentes.
O profeta Daniel 7:27 relata que o domínio de todos os reinos debaixo do céu será, no fim, dado ao povo santo do Altíssimo, estabelecendo um reino eterno (Dn 7.27).
O apóstolo João ensina que, por não pertencerem a este sistema, os cristãos devem focar na pregação do Reino de Deus e manter neutralidade política e na tentação do deserto, Jesus respondeu:"O meu Reino não é deste mundo. Se o meu Reino fosse deste mundo, os meus ministros se empenhariam por mim, para que eu não fosse entregue aos judeus (Jo 18.36-38).
O conceito bíblico de reino contrasta a fragilidade e a corrupção dos reinos humanos com a eternidade e a justiça do Reino de Deus.
A visão dada a Daniel sobre a pedra, cortada sem mão, que feria a estátua nos pés de ferro e de barro, e os pulverizava é representativa do Reino de Deus.
Por outro lado, foram pulverizadas todas as demais partes da estátua (os reinos deste mundo), e desapareciam levadas pelo vento.
E então a pedra, que havia ferido a estátua, se fazia um grande monte, que enchia toda a terra.
Segundo a Bíblia, estanos no fim, no último reino mundial representado pelos pés, uma multiplicidade de reis sem que nenhum deles tenha o domínio.
sábado, 14 de março de 2026
O aniquilamento do dragão e seus seguidores angelicais
O aniquilamento do dragão e seus seguidores angelicais refere-se ao confronto apocalíptico onde o dragão (simbolizando o caos e a escuridão espiritual) e seus anjos seguidores são derrotados.
Esta narrativa bíblica representa a vitória da justiça divina, frequentemente retratada como a queda das forças malignas que tentam destruir a criação.
Após a aplicação da justiça de Deus sobre os seus inimigos humanos na batalha do Armagedom, há ainda as hostes espirituais que serão destruídas com o assopro da boca dEle, dando assim fim a todos os inimigos de Deus: de ordem material/terrena e/ou espiritual.
No verso 7 ao 10, do capítulo 20 de Apocalipse, há o relato sucinto da destruição de Satanás junto com os anjos que “caíram” com ele na terra e presos espiritualmente em trevas.
O texto sagrado diz que eles serão soltos e subirão contra a cidade amada, entretanto, descerá fogo do céu e os devorará, como descrito também no livro do profeta Ezequiel.
A antiga serpente (um ser espiritual), que rasteja no pó, sem entender as coisas espirituais, porque está preso em cadeias de escuridão, pelo tempo de mil anos, desde que ele se rebelou contra Deus.
Esse período de mil anos é semelhante ao tempo daqueles que aceitaram a Jesus como Senhor, vivendo e reinando com Ele – os santos participam da glória divina, vencem a besta, não recebendo o sinal dela em suas testas nem em suas mãos.
O período de mil anos harmoniza também com os reinos deste mundo, como descrito no livro do profeta Daniel, bem como do Reino que não será jamais destruído e será estabelecido para sempre, mas sendo levantado durante o reinado dos impérios mundiais e corresponde ainda ao tempo da primeira ressurreição.
Na conversão, e passa da morte espiritual para a vida, sendo os convertidos, sacerdotes de Deus e reinam com Ele.
E, finalmente, esse período de mil anos condiz ao tempo da revelação de Deus, a pregação do Evangelho, desde o princípio do mundo até o aniquilamento dos reinos na vinda de Jesus. Sendo que, aqueles que vivem e reinam com Cristo, aqui durante os mil anos, também viverão e reinarão com Ele a eternidade toda.
Sobre o aniquilamento do dragão e seus seguidores, o Senhor fala ao profeta Ezequiel que colocará anzóis no queixo de seu adversário e seus anjos, juntamente irão atacar a cidade amada, o Israel de Deus e de lá, de onde saiu em rebeldia, será derribado/destruído com o sopro de Sua boca.
sexta-feira, 13 de março de 2026
De volta às catatumbas
As catacumbas de Roma são túneis extensos e espaçosos que foram escavados debaixo da cidade com a finalidade de servir de cemitério.
Os romanos tinham tanto pavor da morte que queriam mantê-los fora de vista.
As catacumbas eram escavadas pelos escravos e para lá os romanos mandavam seus mortos, que eram enterrados em túmulos nas paredes.
Quando no final dos anos 60 o Império Romano começou a perseguir os cristãos e a proibir que eles se reunissem para adorar a Cristo, as catacumbas se tornaram o lugar preferido pelos discípulos de Jesus em Roma para se encontrarem e juntos cultuarem a Deus.
Essa situação perdurou durante os primeiros quatro séculos depois de Cristo.
A perseguição agora vem de dentro das comunidades religiosas e a parte da Igreja que mais cresce no Brasil é aquela que está fora das instituições.
O Brasil caminha para ser um dos maiores países de "desigrejados" do mundo, com projeções indicando um aumento contínuo desse grupo nas próximas décadas.
É um protesto contra as estruturas corrompidas de falso poder religiosos!
Eles são cristãos, principalmente evangélicos, que mantêm a fé, a leitura bíblica e a comunhão com Deus, mas abandonaram a frequência às instituições religiosas.
Esse fenômeno acontece devido a diversas situações e em cada caso deve ser analisado de forma particular.
Em suma são decepções com lideranças, escândalos ou divergências políticas e para manter a sanidade mental e psicológica, eles preferem se afastar daquilo que lhe fazem mal: a instituição religiosa.
Pesquisas indicam que este grupo cresce, principalmente em São Paulo e tem maior incidência entre jovens e pessoas com ensino superior.
O fenômeno é visto como um protesto contra a burocratização da fé, manipulação religiosa, enfim, é um movimento rumo a uma espiritualidade autônoma, informal, mostrando de forma bem explícita a ineficiência da estrutura eclesiástica.
Esses crentes continuam acreditando em Deus e em Jesus, continuam a fazer suas orações, meditações na Palavra, se reunindo em pequenos grupos informais, sem a necessidade de um templo físico.
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