A Bíblia pela Bíblia
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domingo, 8 de março de 2026
Edificarei a minha igreja
"Edificarei a minha igreja" é uma promessa de Jesus, afirmando que Ele fundará sua comunidade sobre a "pedra" (confissão de fé de Pedro), que é Ele mesmo.
O Eterno garante que, mesmo diante de oposições ("portas do inferno"), a igreja prevalecerá, sendo Cristo o verdadeiro edificador (Mt 16.18).
Ocorre após Pedro declarar que Jesus é "o Cristo, o Filho do Deus vivo".
A guerra contra a comunhão humana com o Criador ocorre desde a criação.
No capítulo 12 de Apocalipse, relata a igreja sendo representada por uma mulher, grávida e com ânsias de dar à luz.
Ela tem anunciado o nascimento do Deus Homem desde o livro do Gênesis, uma longa gestação aos olhos humanos, mas para o Altíssimo, é o tempo que já tinha projetado a salvação da humanidade através do sangue do Cordeiro, e disse ao apóstolo Pedro que Ele mesmo executaria essa missão: “edificarei a minha igreja e as portas do inferno não prevalecerão sobre ela. ”
Outro sinal no céu também é visto: um grande dragão vermelho, sete cabeças e dez chifres e, sobre a cabeças, sete diademas.
Mostra estultícia, as sete cabeças, se apresenta de inúmeras formas, “transfigura-se até em anjo de luz” e os dez chifres é indício de uma quantidade de poder muito grande, não devemos se iludir, é uma das mais poderosas criaturas dEle, entretanto, também formado pelo Criador.
É um ser muito glorioso, tanto que o profeta Ezequiel disse que ele andava no meio das pedras afogueadas e que toda pedra preciosa era a sua cobertura, até que se achou iniquidade nele.
O sacrifício de Jesus purificou até os céus, e os anjos rebelados e os outros indecisos precisavam tomar uma posição, por Deus ou contra Ele.
Satanás e os anjos arrastados por sua cauda, foram derribados e lançados sobre a terra. Parou diante da mulher, querendo tragar o Filho, mas Ele foi escondido em Deus, apesar da perseguição desde o Herodes, matando as crianças em Israel.
Agora, o dragão derribado e seus anjos, não podem nada contra o Filho e vão perseguir a mulher. Fazem guerra ao resto da sua semente, que são os que guardam os mandamentos de Deus e têm o testemunho de Jesus Cristo.
Tendo resiliência espiritual
Resiliência significa, entre outros, saltar para trás, voltar saltando.
Outro significado da palavra é maleabilidade ou flexibilidade.
Este significado me remete a um dos pássaros mais admirados por sua flexibilidade, o beija-flor.
Outra capacidade beija-flor é voar em todas as direções, inclusive voar para trás.
Há momentos nos quais o cristão necessita “voar para trás” ou como descrito pelo Apóstolo João no Apocalipse, voltar ao primeiro amor.
Isso foi cobrado de uma comunidade religiosa paciente que sofria muito com os falsos apóstolos e aborrecia as obras dos nicolaítas, a igreja de Éfeso na primeira carta às igrejas do Apocalipse.
É uma forma de recordar o quão vibrante era sua caminhada com Deus no princípio.
O primeiro amor representa uma dedicação total e um relacionamento apaixonado, não apenas serviço automático ou conhecimento teórico de Deus.
Ele é um chamado de Jesus para reavivar a paixão, a devoção e a intimidade sincera do início da caminhada cristã.
Aos pastores (estrelas), o Mestre adverte que, sem arrependimento, o "candelabro" (a luz, a influência da igreja/indivíduo) pode ser removido (Ap 2.5).
Envolve reconhecer o esfriamento espiritual, arrepender-se e retomar as "primeiras obras" (oração, leitura da Bíblia e comunhão), priorizando o relacionamento com Deus acima da rotina.
Jesus elogia a igreja de Éfeso por seu trabalho, perseverança e firmeza doutrinária, mas a repreende por abandonar o amor fervoroso que tinham no início (Ap 2.1-7).
É necessário o cristão se avaliar e verificar se o amor esfriou e pedir perdão, retomando as atitudes iniciais de devoção (oração, adoração, estudo bíblico).
Enfim, se a modernidade requer das pessoas um comportamento de adaptação à transformação, um preparo intelectual/psicológico para o enfrentamento das adversidades e do novo, voltar ao primeiro amor é, portanto, um processo de renovação espiritual e de reposicionar Jesus como o centro absoluto da vida.
A pedra reina
Pedras foram utilizadas no Antigo Testamento (como no Jordão) para lembrar os feitos de Deus.
As pedras funcionavam como uma ferramenta educacional para que, quando as gerações futuras perguntassem sobre o significado das pedras, os pais pudessem relatar como Deus cortou as águas do Jordão.
Doze pedras foram retiradas do leito do rio Jordão e erguidas em Gilgal por ordem divina.
Elas serviam como um memorial perpétuo para lembrar as futuras gerações da travessia a seco do rio e da fidelidade de Deus na conquista de Canaã (Js 4).
Na Bíblia, a "pedra" é também uma metáfora poderosa para Jesus Cristo e simboliza segurança e estabilidade para quem confia nEle.
Ele é citado como a "pedra angular" ou "principal", sua imagem da pedra principal liga a estabilidade da construção à firmeza espiritual, sendo essencial para a estrutura (Sl 118.22; Ef 2.20).
A pedra simboliza o alicerce firme, a base de salvação e a autoridade suprema na fé cristã.
É verdade que ela foi rejeitada pelos construtores (Israel), tornou-se a pedra mais importante, sendo também descrita como rocha de tropeço para os desobedientes.
Representa Jesus como a base sobre a qual a igreja e a vida do crente são edificadas, contudo, ao mesmo tempo ela é pedra de tropeço pela rejeição ou queda para aqueles que desobedecem à palavra.
O profeta Daniel no capítulo 2 e verso 44 de seu livro, relata que durante os reinados transitórios desse mundo (Egito, Assíria, Babilônia, etc), já havia um reino, especificado pela pedra (um reino coeso e sem aparência) que não passaria jamais, o reino da pedra.
Isso é ratificado de igual modo no início do Apocalipse, no verso 6 do primeiro capítulo com uma célebre revelação do reinado eterno de Cristo, uma realidade já cantada no Salmo 93.
É certo que, literalmente, o Senhor reina desde sempre e o seu reino é espiritual e eterno, não passará jamais, ao contrário dos reinos deste mundo que são momentâneos, passageiros.
No segundo livro da Bíblia, no capítulo 19 e verso 6, o Senhor deixa claro a Moisés que o plano dEle para o seu povo é que eles seriam um “reino sacerdotal”: “E vós me sereis reino sacerdotal e povo santo.Estas são as palavras que falarás aos filhos de Israel”.
O escritor aos Romanos igualmente explica que as pessoas nascem mortas em trevas, isto é, afastadas do Criador e por isso pecam, mas, quando aceitam a Cristo como salvador de suas almas, segundo o apóstolo Paulo aos Colossenses, passam da “potestade das trevas e o Senhor às transporta para o reino do filho do seu amor” (Rm 5.12, Cl 1.13).
Assim como os homens (SL 103.15, 1 Pd 1.24, Jo 14.2), os domínios deste mundo passam rapidamente como a erva do campo, mas há um reinado em Cristo Jesus, a fiel testemunha (Ap.1.5) que nunca passará, pois o apóstolo viu a mensagem do primeiro selo do Apocalipse que diz: “[...] foi-lhe dada uma coroa, e saiu vitorioso e para vencer”.
sábado, 7 de março de 2026
Destruindo os que destroem a terra
Existe na Palavra, uma breve interrupção, depois do toque da sexta trombeta, nos capítulos 10 e 11, com o Senhor revelando algo importante de repercussão tanto no céu quanto na terra.
Há segredos que só seriam revelados com o toque daquela última trombeta, como relata o apóstolo João, no verso 7 do capítulo 10.
O Espírito e a esposa são comissionados, no capítulo 11, “vestidos de pano e saco”, como o próprio apóstolo, recebe o livro da mão do anjo, para testificarem o testemunho do Senhor Jesus ao mundo.
Muitos seriam e serão abatidos na sua missão, pela “besta que sobe do abismo”, na verdade, desde o início da criação até nossos dias, sempre os religiosos e poderes mundanos, foram contrários à exposição das Sagradas Escrituras, contudo, não antes de terminarem a sua tarefa, no período de 3 dias e meio, 42 meses, 3 anos e meio, tempo tempos e metade de um tempo.
Nos versos 15 ao 19, do capítulo 11, há o relato do toque da sétima trombeta, e a Bíblia diz que os reinos deste mundo vieram a ser de nosso Senhor e do seu Cristo, e ele reinará para todo o sempre.
Os anciãos dizem que “iraram-se as nações, e veio a tua ira, e o tempo dos mortos, para que sejam julgados, e o tempo de dares o galardão aos profetas, teus servos, e aos santos, e aos que temem o teu nome, a pequenos e a grandes, e o tempo de destruíres os que destroem a terra".
Concluindo, com as palavras dos anciãos, “abriu-se no céu o templo de Deus, e a arca do seu concerto foi vista no seu templo; e houve relâmpagos, e vozes, e trovões, e terremotos, e grande saraiva”.
O toque da sétima trombeta, na verdade, inicia um ciclo de novas revelações, segredos de Deus a serem agora revelados e sãos contados por João, nosso irmão e conservo dEle, nos capítulos 12 ao 16 do livro do Apocalipse.
Multidões, multidões no vale da decisão
"Multidões, multidões no vale da decisão" é uma passagem bíblica de Joel.
Nela há um alerta para o iminente dia do Senhor e a urgência de uma decisão espiritual.
O "Vale da Decisão" (ou Vale de Josafá) é descrito como o local onde o Senhor julgará as nações que se opuseram a Ele.
O profeta fez a comparação entre a seara do Mestre e o lagar da ira de Deus.
Assim se expressou em seu livro: “multidões, multidões no vale da Decisão” (Jl 3.14)!
A obra de Deus é comparada muitas vezes a uma lavoura ou uma fazenda, com agricultura.
A sega e a vindima em Apocalipse são metáforas proféticas do Juízo Final, frequentemente comparadas à parábola do joio e do trigo.
Em guardar os mandamentos do Altíssimo está o mistério dos santos e segue após um alerta da parte de Deus, “Bem-aventurados os mortos que, desde agora, morrem no Senhor. Sim, diz o Espírito, para que descansem dos seus trabalhos, e as suas obras os sigam”: a morte deles é vista por Deus como apenas um adormecimento (Ap 14.12 e 13).
A sega (colheita de grãos) representa Jesus recolhendo os salvos: "O Filho do Homem (Jesus) assenta-se sobre uma nuvem branca com uma coroa de ouro e uma foice afiada, colhendo a terra (Ap 14.14-16).
No verso 9 ao 11, o terceiro anjo adverte aqueles que adoram à besta e a sua imagem, bem como receberam o seu sinal, pois do Eterno virão grandes repreensões, tormentos imediatos, condenação definitiva e eles beberão do “vinho da ira de Deus”.
Essa é a vindima (colheita de uvas) que simboliza os anjos reunindo os ímpios para o julgamento final, onde a "ira de Deus" é derramada: "Outro anjo, vindo do altar com uma foice, corta os cachos de uva da terra e os lança no grande lagar da ira de Deus" (Ap 14.17-20).
As uvas são esmagadas fora da cidade, e o sangue flui em grande quantidade, simbolizando a severidade do juízo.
Ambas as cenas indicam o amadurecimento da humanidade para o fim desta era, separando justos e ímpios.
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