A Bíblia pela Bíblia
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sexta-feira, 29 de maio de 2026
Qual é o seu chamado e o que está disposto a despender para cumprí-lo?
Jerusalém é conhecida principalmente pela sua centralidade religiosa no Judaísmo, Cristianismo, etc.
Mas, ela também é conhecida pela sua rejeição aos mensageiros de Deus.
Quando Jesus é avisado de que Herodes quer matá-lo, responde que nenhum profeta deveria morrer fora de Jerusalém.
O Mestre compara Jerusalém a alguém que "mata os profetas e apedreja os que lhe são enviados".
Então, a emblemática cidade, de igual modo, perfila como o símbolo da resistência do povo em aceitar a vontade de Deus.
Entretanto, e, mesmo assim, o Altíssimo usa de profunda ternura: "Quantas vezes quis eu reunir os teus filhos, como a galinha ajunta os seus pintinhos debaixo das asas, e vós não o quisestes!".
É, por isso, um local de juízo como consequência dessa rejeição contínua.
Jesus profetiza a desolação da cidade e do Templo ("Eis que a vossa casa vos ficará deserta").
A última viagem do apóstolo Paulo a Jerusalém foi uma missão guiada pelo Espírito Santo, onde ele levou ofertas de solidariedade para os cristãos necessitados e entregou um testemunho final, mesmo sabendo pelos profetas que enfrentaria prisões e grande perseguição ao chegar.
A jornada abrangeu os seguintes pontos e eventos principais como a sua passagem em Éfeso.
Ele passou por Mileto, onde fez um discurso emocionante de despedida aos líderes da igreja.
Viajou de navio parando em Cós, Rodes, Pátara e Tiro, onde foi avisado pelos discípulos sobre o perigo iminente em Jerusalém.
Hospedou-se na casa do evangelista Filipe.
Lá, o profeta Ágabo amarrou as próprias mãos e pés com o cinto de Paulo, profetizando que ele seria preso e entregue aos gentios.
Apesar das súplicas para que desistisse da viagem, Paulo manteve-se firme, declarando que estava pronto não apenas para ser preso, mas para morrer pelo nome de Jesus (At 20-21).
Sim, Paulo foi a Jerusalém, embora tenha recebido avisos do Espírito Santo e dos seus companheiros para não ir, pois ele seria preso.
Apesar dos conselhos, o apóstolo estava determinado a ir, pois sentia que era o chamado de Deus para ele.
Em Atos 21, os discípulos em Tiro e Cesareia aconselharam Paulo a não ir a Jerusalém, alertando-o sobre o perigo que o aguardava. Eles, movidos pelo Espírito Santo, previram que ele seria preso e entregue aos judeus.
Apesar dos avisos, o apóstolo estava determinado a ir, pois sentia que era o chamado de Deus para ele.
No entanto, Paulo, mesmo com a advertência, decidiu seguir adiante com sua missão, afirmando estar pronto para ser preso ou até mesmo morrer em Jerusalém por Jesus.
segunda-feira, 25 de maio de 2026
Se Ele se agradar de nós
A Bíblia ensina que agradar a Deus exige fé, obediência sincera e amor ao próximo.
As escrituras deixam claro que o mais importante não são apenas rituais, mas a intenção do coração e uma vida de acordo com os ensinamentos divinos.
Um dos principais atributos para agradar a Deus é ter fé: "Sem fé é impossível agradar a Deus, pois quem d'Ele se aproxima precisa crer que Ele existe e que recompensa aqueles que o buscam" (Hb 11.6).
Em suma, Jesus resumiu os mandamentos em: amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a si mesmo.
Assim sendo, a verdadeira obediência demonstra amor (Jo 14.15).
Enfim, para agradar a Deus é necessário viver uma vida íntegra, praticar a justiça, ser misericordioso e andar humildemente (Mq 6.8).
Ele se alegra quando reconhecemos nossos erros, nos arrependemos e mudamos de atitude (Ez 18.32).
Na passagem, os espiões Josué e Calebe encorajam o povo de Israel a conquistar a Terra Prometida.
Eles afirmam que, se Deus for favorável, os fará entrar e conquistar a terra, e por isso exortam o povo a não ter medo ou se rebelar (Nm 14.8-9).
O salmista convida a todos a encontrar a sua alegria e satisfação em Deus, centralizando seus desejos nEle (Sl 37.4).
Já o Salmo 147, versículo 11, afirma: "O Senhor se agrada dos que o temem, dos que colocam a esperança no seu amor leal".
Esse temor não se refere ao medo ou pavor, mas sim ao respeito reverente, à obediência e à confiança na bondade e misericórdia de Deus.
domingo, 24 de maio de 2026
Jesus, a personificação da verdade
A Bíblia revela Jesus Cristo como a personificação da verdade absoluta.
O conceito de verdade tem estreita relação com o de fidelidade (Sl 25.4-5,10).
A verdade é de extrema importância na relação do homem com Deus: É preciso conhecer a verdade (Jo 8.32), obedecer a verdade (1 Pd 1.22), adorar em verdade (Jo 4.24), andar em verdade (2 Jo 4), amar com a verdade (Ef 6.14) e amar a verdade (2Ts 2.10).
Aqueles que se desviam da Verdade estão perdidos (Tg 5.19).
Aqueles ainda que não andam segundo a Verdade serão repreendidos por Deus (Rm 1.25).
Enfim, aqueles que não estão com a Verdade seguem seu pai o Diabo (Jo 8.44).
Jesus assim orou ao Pai: Santifica-os na tua verdade; a tua palavra é a verdade (Jo 17.17).
A principal passagem sobre isso está no Evangelho segundo escreveu o apóstolo João: "Eu sou o caminho, e a verdade e a vida; ninguém vem ao Pai, senão por mim".
É certo que, na perspectiva bíblica, a verdade não é apenas um conceito, mas uma pessoa.
Isso significa que, toda a verdade moral, espiritual e o propósito da existência estão centralizados em Cristo.
Além dessa afirmação central, outros textos importantes reforçam esse tema: "E conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará" (Jo 1.14).
Segundo a Bíblia Ele veio a nós "cheio de graça e de verdade" (Jo 18.37).
Quando questionado por Pilatos sobre o que é a verdade, Jesus afirma que veio ao mundo para "dar testemunho da verdade".
A expressão bíblica "a fidelidade [ou verdade] será o cinto dos seus rins" aparece em um texto do profeta Isaías.
Há várias facetas, como em todo o toda a Palavra, indicando a justiça e o caráter firme do Messias.
Cingir os rins significa amarrar a roupa para trabalhar ou lutar, simbolizando preparação, prontidão, verdade e controle sobre as paixões (Is 11.5-9).
Significa a possibilidade de correr, caminhar ou trabalhar sem estorvo.
Pois o contexto da mensagem se insere nos tempos bíblicos, em que as pessoas usavam túnicas longas.
Assim sendo, cingir os rins (ou lombos) com um cinto ou corda era essencial para prender a roupa, mostando que o Altíssimo se prende à Verdade.
Do mesmo modo, Paulo, em Efésios, no capítulo 6, instrui ao cristão a "cingir a cintura com a verdade", como parte da armadura de Deus.
Isso simboliza viver com integridade e prontidão para a batalha espiritual.
Outra face do ensino é a de que cingir os rins simboliza também o autocontrole das paixões internas (a região dos rins na Bíblia é vista como lugar da sexualidade e emoções) e a prontidão para servir a Deus.
Em suma, a verdade e a justiça são o suporte e a prontidão na vida do cristão, assim como o cinto era para o trabalhador antigo e Deus instrui o fiel a se cingir da Verdade, que é a Sua Palavra, pois só assim estará pronto para combater espiritualmente o diabo e seus demônios.
sábado, 23 de maio de 2026
Idolatria é o oposto da fé
Segundo a Bíblia, idolatria é a adoração de qualquer coisa que não seja Deus, seja uma imagem feita por mãos humanas, um ídolo, ou qualquer outra coisa que tome o lugar de primazia em sua vida.
Isso inclui o amor excessivo, adoração e dependência de coisas como dinheiro, poder, pessoas, trabalho, prazeres e até mesmo vícios, em detrimento do amor e obediência a Deus.
A lei mosaica proíbe estritamente a adoração de imagens, comparando a idolatria a uma traição a Deus.
No Antigo Testamento, a idolatria de Israel era frequentemente comparada a uma "prostituição" espiritual, significando o abandono de Deus, seu "marido", para seguir outros deuses.
A história de Israel mostra que a idolatria levou a divisões e ao cativeiro, destacando as consequências graves desse pecado.
Idolatria no Novo Testamento
Jesus ensina que a verdadeira adoração a Deus, que é espírito, deve ser feita "em espírito e em verdade", sem a necessidade de imagens físicas de Deus.
No capítulo 7 e verso 7, do primeiro livro do profeta Samuel, há uma grande vitória do povo israelita sobre os filisteus.
Em alguns versos anteriores, houve primeiramente a conversão inteira do povo a Deus, retirada de deuses estranhos e os astarotes.
Quando o profeta estava sacrificando o holocausto, os filisteus chegaram à peleja contra Israel; e trovejou o Senhor aquele dia com grande trovoada, de tal modo que foram derrotados.
A prosperidade espiritual vem com a retirada dos ídolos!
Daniel e sua dedicação às coisas do rei
A dedicação é um compromisso profundo de amor, tempo e esforço dedicado a Deus, ao próximo ou a um propósito sagrado.
Ela é frequentemente descrita como a entrega total do coração e a constância em fazer a vontade divina em todas as áreas da vida.
O texto bíblico destaca que a dedicação, a competência e a excelência profissional abrem portas de grande reconhecimento.
O sábio assim se expressou: Viste um homem diligente na sua obra? Perante reis será posto; não será posto perante os de baixa sorte (Pv 22.29).
Em contrário, Jeremias advertiu quanto a agir de forma relaxada, com falta de compromisso e seriedade (Jr 48.10).
Os filhos de Eli, Hofni e Finéias, que, apesar de serem sacerdotes, desprezaram as coisas santas e trataram a obra do Senhor com irreverência.
Como resultado, ambos enfrentaram um fim trágico!
Há uma frase conhecida no livro dos Salmos: "Socorri um que é esforçado".
O texto complementa que a mão do Altíssimo fortalece o esforçado. Nela Deus relata ter socorrido e exaltado um escolhido (Davi), destacando a valorização do esforço e dedicação na obra divina (Sl 89.19).
É frequentemente usado para ilustrar como a dedicação (como a de Daniel) resulta em capacitação divina.
Ele destacou-se não apenas por sua excelência administrativa, mas por manter princípios inegociáveis, servindo ao rei terreno sem jamais comprometer sua fidelidade a Deus
A dedicação de Daniel ao divino, marcada por oração constante e integridade inabalável, resultou em capacitação divina superior, tornando-o dez vezes mais sábio e capaz de interpretar visões.
Essa postura fiel em meio à cultura babilônica gerou um "espírito excelente", permitindo que ele se destacasse e recebesse revelações divinas (Dn 5.12; 14).
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