A Bíblia pela Bíblia
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segunda-feira, 10 de agosto de 2026
Acabando com a idolatria em Israel
A idolatria foi sempre combatida por Deus desde a saída dos filhos de Israel do cativeiro egípcio (Êx 20.3-5,23).
Depois da aliança firmada no monte Sinai, Deus sempre advertiu seu povo de lhe ser fiel, e de não seguir os deuses das nações dos quais herdariam a terra (Êx 34.10-17).
Porém, durante a monarquia, Salomão trouxe este mal para dentro da nação santa e, consecutivamente, Jeroboão, filho de Nebate, oficializou o culto ao bezerro (1 Rs 11. 12.26-33).
Os profetas de Baal, que eram sustentados pela casa do rei (1 Rs 18.19), falavam ao povo o que o rei, e sua consorte queriam ouvir. Esses profetas faziam parte de um sistema estatal do governo (1 Rs 18.4).
A partir de então, os deuses das nações, dos quais o Senhor disse que não deveriam ser adorados, começam a fazer parte dos cultos do reino do norte. E, desses deuses, as divindades cananeias com seus cultos cheios de licenciosidade tiveram fácil aceitação dentre os hebreus (Nm 22.41; Jz 2.11,13; 2 Rs 23.4-6).
Assim sendo, suas principais divindades eram Baal e Astarote (Aserá). Baal era o deus do sol e das tempestades, responsável pela germinação e crescimento da lavoura, o aumento dos rebanhos e a fecundidade das famílias. Seu nome significava “senhor” ou “dono”. E, também, pode sinonimamente significar “proprietário” ou “marido”.
Desta forma, Baal era o supremo deus cananeu (rei dos deuses), e seu extenso nome era Baal Semaim (senhor do céu).
Portanto, cada lugar tinha seu próprio Baal.
A rainha Jezabel, finalmente, conseguiu realizar seu intento que era institucionalizar o culto a Baal e a Aserá no reino do norte.
Desta forma, o Senhor, Deus de Israel, passou a ser apenas mais uma divindade dentre as muitas daqueles politeístas.
E, de fato, seus profetas naquele momento eram a maioria. Isso porque, além dos profetas do Senhor que Jezabel destruiu (1 Rs 18.4), os outros estavam escondidos (1 Rs 19.18).
Na verdade, a Maior Autoridade estava com Elias, pois ele exaltou o nome do Senhor desmascarando aqueles falsos profetas (1 Rs 18.40,41).
Mas a destruição final deles acontece com Jeú ungido rei com a missão de acabar com a idolatria baalista e Jezabel (2Rs 9.6) restabelecendo a autoridade do Senhor(2Rs 10.20).
Sendo pai segundo Adão
O primeiro humano, personagem bíblico, criado a Sua semelhança, segundo a Bíblia, foi Adão.
É certo que ele foi cercado de cuidados, trabalho e recomendações.
A Adão Deus deu o trabalho de dar nome aos animais que Ele havia formado da terra os trouxe ao homem para ver como ele os chamaria (Gn 2.19-20).
Isso, sem sombra de dúvidas, representava um gesto de autoridade, domínio e responsabilidade sobre a criação
Adão observou as características de cada criatura no Jardim do Éden e atribuiu-lhes nomes, consolidando uma relação de harmonia entre o homem e a natureza.
Enquanto nomeava os animais, Adão percebeu que nenhum deles era um par compatível para ele, o que levou Deus a criar Eva.
Essa passagem é fundamental para a teologia do cuidado com a criação, onde os seres humanos foram feitos para cuidar e nomear, vivendo em equilíbrio com a natureza.
Dentro dos cuidados de Deus à sua "nova" criatura, o Senhor lhe deu, uma ajudadora, que lhe assistisse todos os dias de sua vida.
Observa-se que a mulher, segundo a Bíblia, não foi criada para competir com o homem.
Já sobre as recomendações, uma delas foi não comer da árvore do conhecimento do bem e mal.
O discernimento do que possa ser certo ou errado não foi condição aceita para se ter uma vida eterna, junto com o Criador.
E, sim a obediência ao Altíssimo, lhe atribuindo tempo definido sobre a face da terra, com sua esposa dando-lhe filhos e assim continuidade de sua geração, à sua semelhança.
Não sendo cobiçosos
O apóstolo Paulo aos Gálatas advertiu aos cristãos dizendo para eles não serem cobiçosos de vanglorias pois isso causa inveja.
Ele aconselhou a andar no espírito que é estar sob o controle e a direção do Espírito Santo.
Em vez de ceder aos impulsos egoístas e humanos da natureza carnal, a pessoa escolhe obedecer à voz de Deus, manifestando atitudes de amor, paz e bondade em suas escolhas (Gl 5.16).
A busca de vangloria aqui neste texto se refere à busca por orgulho pessoal, fama vazia ou considerar-se superior aos outros.
Isso destroem a comunhão e geram divisão, fazendo com que as pessoas "devorem umas às outras".
Em contrapartida, andar no Espírito produz amor, paz, mansidão e bondade.
Pai nosso que estais no céu
A filosofia aborda o amor e o cuidado divino através de conceitos que tentam conciliar a imensidão do universo com a nossa existência individual.
Em continuidade à famosa oração: "Santificado seja o teu nome; venha a nós o teu reino; seja feita a tua vontade, assim na terra como no céu..."
Esta é parte da principal oração do cristianismo, ensinada por Jesus aos seus discípulos conforme registrada na Bíblia no Evangelho de Mateus.
Mostra que Deus é de todos e cuida de cada pessoa como um filho, nenhuma pessoa está fora do alcance do cuidado divino.
Deus conhece cada indivíduo pelo nome, compreendendo as suas dores, alegrias e pensamentos mais íntimos.
Pequenos livramentos, momentos de paz inesperados e a força para superar desafios são vistos como sinais desse cuidado.
Agostinho defendia que Deus não está longe, mas no ponto mais profundo da alma humana: "Deus é mais íntimo a mim do que eu mesmo".
Esta é uma visão profunda e reconfortante compartilhada por muitas tradições espirituais e de fé ao redor do mundo.
A ideia de que o divino possui um amor universal e, ao mesmo tempo, individualizado pode ser compreendida através de diferentes perspetivas.
Uma delas é que o sol nasce e a chuva cai para todas as pessoas, independentemente de quem sejam.
Enfim, ser pai segundo Cristo, é habitar no centro mais profundo e íntimo do filho, conhecendo-nos melhor do que ele mesmo.
sábado, 8 de agosto de 2026
Deus proverá para si o cordeiro
É certo que o Eterno enxerga a necessidade antes que ela aconteça e já prepara a solução.
A frase "Deus proverá para si o cordeiro" mostra isso!
Ela é a resposta que Abraão deu a seu filho Isaque, quando subiam ao monte Moriá e o rapaz perguntou onde estava o animal para o sacrifício.
No antigo Oriente Médio, os povos vizinhos (como os cananeus) sacrificavam rotineiramente seus filhos primogênitos a deuses como Moloque.
O Altíssimo pediu que Abraão sacrifique Isaque, seu único filho, como prova de fé e mesmo diante da dor, Abraão confiou totalmente na obediência e no poder divino (Gn 22.8, Hb 11.19).
Entretanto, quando Abraão já ia sacrificar o filho, o anjo do Senhor o deteve e um carneiro preso pelos chifres no mato foi providenciado no lugar.
Ao parar a mão de Abraão, o Deus de Israel declarou categoricamente que rejeita o sacrifício humano.
Ficou claro assim que o Deus vivo exige devoção total do coração, mas proíbe o derramamento de sangue humano em Seu nome.
Enfim, Deus não queria a morte do menino (o que seria contra o Seu caráter), mas queria o trono do coração de Abraão.
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