A Bíblia pela Bíblia
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terça-feira, 23 de junho de 2026
Refúgios bíblicos
Após a separação de seu tio Abraão, Ló escolhe as campinas de Sodoma e Gomorra.
Quando o Senhor disse que tinha a intenção de destruir a cidade, o patriarca se preocupou com o sobrinho que morava nas redondezas.
Ele intercepede e Deus o escuta pois foi achado como "um homem justo" (2 Pd 2.7).
Primeiro foi orientado a ir para os montes, e, depois foi autorizado ir para Zoar, uma pequena cidade.
O que é amar o prêmio da injustiça?
Os midianitas e moabitas se reuniram para discutirem sobre o perigo da aproximação do povo de Israel de suas possessões.
Eles vinham dominando tudo!
Balaque rei dos moabitas mandou chamar Balaão da Mesopotâmia, na origem dos povos – profeta do Deus Altíssimo, mas que não morava com Israel.
O versículo 7 do capítulo 22 do livro de Números relata a ida dos anciãos midianitas e moabitas, com o preço dos encantamentos nas mãos, dizendo as palavras de Balaque para Balaão e ficam ali uma noite.
A Palavra de Deus para Balaão foi: ”Não irás com eles, nem amaldiçoarás o povo, pois é bendito.”
Mas o rei insiste e envia a ele mais príncipes e mais honrados para tentar persuadi-lo e ele diz: “Ainda que Balaque me desse a sua casa cheia de ouro eu não poderia traspassar o mandado do Senhor...”
Contudo, pediu a eles para ficarem mais uma noite. Deus fala com ele novamente e diz: “Vai com eles...”, mas o Texto Sagrado descreve que a ira divina acendeu-se, porque ele se ia; e o anjo do Senhor pôs-se lhe no caminho por adversário.
Segundo o apóstolo Pedro, ele deixou o caminho direito e amou o prêmio da injustiça (2 Pd 2.15).
O rei Balaque queria que ele amaldiçoasse Israel e ofereceu recompensas e honras em troca.
Embora Deus o tenha impedido de amaldiçoar o povo, Balaão demonstrou um coração inclinado ao ganho material e à cobiça.
Mais tarde, ele aconselhou um plano que levou Israel ao pecado da idolatria e da imoralidade.
O “prêmio da injustiça” significa amar mais o dinheiro, a honra ou as vantagens pessoais do que a vontade de Deus.
De igual modo é usar dons espirituais para benefício próprio.
Enfim é estar disposto a comprometer a verdade em troca de recompensa.
A advertência de Pedro é contra falsos mestres e pessoas que, como Balaão, abandonam o caminho reto por causa da ganância
sábado, 20 de junho de 2026
Perseverando unânimes todos os dias no Templo
A figueira tem aparência enganosa: coberta de folhas e não apresenta frutos.
É símbolo do Templo, só tem aparências.
O lugar sagrado, foi transformado num movimentado mercado, prejudicando sobretudo os pobres, e convertido num instrumento de exploração do povo.
Sua esterilidade fará com que desapareça por ter se tornado inútil.
O comercio profanou “a casa de oração”!
Os dirigentes de Israel acabaram traindo a missão que receberam para manter seus privilégios e oprimiam o povo.
Se tornam a imagem da figueira seca até a raiz...
Mas, como o salmista diz:"Uma coisa pedi ao SENHOR e a buscarei: que possa morar na Casa do SENHOR todos os dias da minha vida, para contemplar a formosura do SENHOR e aprender no seu templo" (Sl 27.4).
A Palavra de Deus diz, tanto na carta aos corintios como na carta aos gálatas, que somos templo e morada do Espírito Santo, logo Deus habita em nós.
Por este motivo muitos chegam a perguntar o porquê de ir a um templo, feito por mãos humanas, já que o próprio Deus disse que não é nele que Ele habita? (Is 66.1).
No Antigo Testamento nos livros de Gênesis e Êxodo nota-se que a princípio não existiam Casas de Oração, mas tanto Abraão como seus descendentes escolhiam um lugar para construir um altar e ali oferecer sacrifícios ao Senhor, assim concluímos que Deus deseja que tenhamos um lugar para O encontrar.
A partir do capítulo 25 de Êxodo Deus pede que Moisés construa um tabernáculo, Ele dá a Moisés todas as instruções, no versículo 8, o Senhor diz que habitará no meio daquele santuário.
A partir do versículo 10 Deus manda que seja construído a Arca da Aliança e no versículo 22 Ele diz a Moisés que sobre aquela arca se encontraria com Moisés.
E foi assim por todo o Antigo Testamento, Deus se encontrava com o sumo sacerdote através da Arca da Aliança, era ela que representava a presença de Deus no meio do Tabernáculo e, posteriormente, no Templo construído por Salomão.
Há de se observar que o próprio Deus pediu que construíssem um santuário, que ao lermos com atenção vemos que era o local de encontro de Deus com o povo, embora o acesso a presença de Deus fosse um privilégio apenas dos sacerdotes.
Aquele Tabernáculo, e mais tarde o Templo, era o local onde eram oferecidos sacrifícios ao Senhor por gratidão ou por expiação pelos pecados.
Era ali também onde muitos oravam ao Senhor!
No segundo livro de Crônicas, Deus diz que estaria atento às orações feitas naquele lugar (2 Cr 7.15).
Na Nova Aliança feita por Cristo no calvário muita coisa mudou, hoje nós temos livre acesso a presença de Deus, não precisamos mais do intermédio dos sacerdotes para oferecer sacrifícios de louvor, pois Cristo é nosso Sumo Sacerdote.
No entanto, por mais que tenhamos em nós a Sua presença, o pedido da construção do Tabernáculo, e mais tarde do Templo, serve para compreendermos que, por mais que buscamos a Deus em nossos lares, que é de suma importância para obtermos intimidade com Deus, é necessário que tenhamos um local para aprender do Senhor.
No capítulo 29 de Êxodo por várias vezes Deus diz a Moisés que aquela oferta ou holocausto é "aroma agradável ao Senhor", é aqui que quero frisar.
Na verdade, não precisamos mais oferecer animais em sacrifícios, porém aqueles holocaustos eram uma forma de prestar culto ao Senhor e, assim como os holocaustos deveriam agradar ao Senhor, assim deve ser a nossa adoração. Tudo o que fazemos para o Senhor deve chegar ao céu como oferta agradável, em alguns momentos na Escritura é dito "como cheiro suave".
No livro de Eclesiastes no capítulo 5 há uma exortação, diz que devemos guardar nosso pé ao entrar na Casa de Deus, isto é, saber que ali é lugar de reverência.
Por mais que a Igreja seja chamada de Casa de Oração, não devemos pensar que ela seja apenas um lugar para irmos pedir algo a Deus.
Deus busca verdadeiros adoradores (Jo 4.23-24), devemos ir á Casa do Pai com a intenção de adorá-Lo, podemos pedir, é lógico, pois Jesus nos ensinou a importância de pedir ( Mt 7.7), mas esta não deve ser nossa prioridade.
Davi no salmo 27 deixa isso claro, ele almejava ir a Casa do Senhor por dois objetivos: contemplar a formosura do Senhor e aprender!
No Antigo Testamento há episódios em que Deus responde a adoração de seu povo enviando fogo do céu para consumir o holocausto, como forma de demonstrar que se agradou daquele ato, logo devemos oferecer culto ao Pai sempre com o intuito de agradá-Lo.
Em Atos 16 vemos que o culto a Deus, prestado por Paulo e Silas, agradou tanto ao Senhor que houve um terremoto naquele lugar.
Que procuremos sempre, em todos os momentos, agradar a Deus!
Por fim, no livro de Atos está escrito: E, perseverando unânimes todos os dias no Templo (At 2.46A).
Deus não habita em templos feitos por mãos humanas, porém Ele pode se fazer presente nesses templos:
"Porque, onde estiverem dois ou três reunidos em meu nome, ali estou no meio deles" ( Mt 18.20).
Então, que aprendemos a valorizar a ida à Casa do Senhor, assim como Davi e a igreja primitiva.
Levantando casas de oração
Jesus entrou em Jerusalém e dirigiu-se ao templo.
Observou tudo à sua volta e, como já era tarde, foi para Betânia com os Doze.
No dia seguinte, quando estavam saindo de Betânia, Jesus teve fome.
Vendo à distância uma figueira com folhas, foi ver se encontraria nela algum fruto.
Aproximando-se dela, nada encontrou, a não ser folhas, porque não era tempo de figos.
Então lhe disse: “Ninguém mais coma de seu fruto”.
E os seus discípulos ouviram-no dizer isso.
Chegando a Jerusalém, Jesus entrou no templo e ali começou a expulsar os que estavam comprando e vendendo.
Derrubou as mesas dos cambistas e as cadeiras dos que vendiam pombas e não permitia que ninguém carregasse mercadorias pelo templo.
E os ensinava, dizendo: “Não está escrito:” ‘A minha casa será chamada casa de oração para todos os povos’? Mas vocês fizeram dela um ‘covil de ladrões’”.
Os chefes dos sacerdotes e os mestres da lei ouviram essas palavras e começaram a procurar uma forma de matá-lo, pois o temiam, visto que toda a multidão estava maravilhada com o seu ensino.
Quem desdenha, quer comprar
O livro de Provérbios é uma coleção de ditos de sabedoria prática, principalmente atribuídos a Salomão, voltados a como viver bem diante de Deus e das pessoas.
O capítulo 20 faz parte da seção que trata de conduta cotidiana, incluindo ética nos negócios, linguagem e relações sociais.
O verso em foco usa uma imagem de comprador para ilustrar uma tendência humana de desvalorizar o valor real das coisas para obter vantagem.
O ditado correto é "quem desdenha, quer comprar".
Ele deriva da antiga sabedoria popular, referindo-se a compradores que criticam a qualidade de um produto para diminuir o preço, mas depois se gabam do "bom negócio" que fizeram (Pv 20.14).
O provérbio é usado para situações em que alguém critica, desvaloriza ou finge desinteresse por algo, mas, na verdade, tem um grande interesse ou desejo de possuir aquilo.
O gênero é proverbial, não narrativo: ele apresenta uma situação típica para ensinar uma lição moral.
A voz é a do sábio que observa comportamentos comuns na vida diária e aponta as consequências éticas dessas atitudes.
Pode, de igual modo, expor a desonestidade e a cultura da vantagem a qualquer custo, destacando a falta de integridade nas relações comerciais e a contradição entre as palavras e as verdadeiras intenções.
Essa leitura se harmoniza com a ênfase bíblica na honestidade nas transações comerciais.
Por exemplo, a Bíblia condena pesos e medidas enganosos (Pv 16.11, 20.23), lembrando que o valor real e justo de um bem não deve depender da astúcia humana, mas da integridade diante de Deus.
Assim, o provérbio ensina que a verdadeira sabedoria envolve ver o valor de bens de forma correta e evitar a manipulação para lucrar à custa da justiça.
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