A Bíblia pela Bíblia
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domingo, 29 de março de 2026
Entrando no Reino dos céus
A frase "Nem todo aquele que me diz: Senhor, Senhor, entrará no Reino dos céus.
Quem entra então? Segundo Jesus, "aquele que faz a vontade de meu Pai que está nos céus" (Mt 7.21).
Isso denota que a salvação exige ações práticas e obediência à vontade de Deus, não a filiação religiosa.
O Mestre enfatiza que realizar milagres ou pregar em seu nome não garante a entrada no Reino; a transformação de vida e a obediência são essenciais (Mt 7.21-23).
Então, a verdadeira fé é demonstrada ao colocar em prática a vontade de Deus, agindo com sinceridade e não com falsidade ou palavras vazias.
Muitos que dizem ser seguidores ("Senhor, Senhor") podem ser rejeitados se não viverem de acordo com os ensinamentos, mostrando que a fé exige compromisso real.
A essência da mensagem é que o Reino dos Céus é para aqueles que constroem suas vidas sobre a rocha da obediência à palavra de Deus, tornando-se verdadeiros discípulos.
É importante e fundamental o conhecimento da doutrina da Igreja, pois o profeta Oseias adverte em seu livro: “O meu povo foi destruído, porque lhe faltou o conhecimento”.
Deus quer que todos O conheçam: "Porque isto é bom e agradável diante de Deus nosso Salvador,
Que quer que todos os homens se salvem, e venham ao conhecimento da verdade" (1 Tm 2.3,4).
O verdadeiro fundamento para construir nossa vida é o próprio Deus.
Quem se apoia n´Ele, este é que permanece inabalável apesar de tudo.
Não haverá nada nem ninguém que o faça sucumbir.
Porém, apoiar-se em Deus sempre implica fazer sua vontade com seriedade e sinceridade sem ficar-se nas meras aparências, pois “Nem todo aquele que diz: ‘Senhor, Senhor’ entrará no Reino dos céus, mas sim aquele que faz a vontade de meu Pai que está nos céus”.
Ainda há lugar
Quando Jesus, em seu ministério terreno, falava em parábolas, Ele escondia as verdades do reino.
Em uma delas, mas especificadamente na "Parábola do Grande Banquete" ensina que, mesmo após os convidados iniciais recusarem, o convite para o banquete (representando o Reino de Deus) foi estendido a todos, garantindo que ainda há espaço (Lc 14.22).
O contexto consistia em um senhor que prepara uma grande ceia, mas os convidados originais dão desculpas para não ir.
O senhor ordena que tragam os pobres, aleijados, cegos e coxos das ruas.
A frase "ainda há lugar" simboliza a misericórdia de Deus, a inclusão de todos (independente de raça, classe ou condição) e a oportunidade contínua de salvação.
Após o servo dizer que ainda há lugar, o senhor ordena: "Sai pelos caminhos e valados, e força-os a entrar, para que a minha casa se encha" (Lc 14.23).
A frase destaca que a graça divina não se esgotou e o convite continua aberto.
A salvação é um dom (presente) de Deus, é de graça, e para todos.
Para alcançá-la basta crer de todo o seu coração em Jesus; peça o perdão de Deus pelos seus pecados, e pela fé, convide Jesus Cristo entrar em sua vida.
Recebendo a Jesus pela fé, você irá ganhar vida eterna, porque a salvação está no nome de Jesus: "Porque todo aquele que invocar o nome do Senhor será salvo" (Rm 10.13 ).
Aceite Jesus, e seja salvo hoje!
Entrando pela porta estreita
A Bíblia ensina que Jesus Cristo morreu na cruz por toda a humanidade.
Isso implica em oferecer a salvação a todos.
Contudo o benefício dela é aplicado àqueles que creem.
Seu sacrifício substitutivo pagou a dívida do pecado, proporcionando reconciliação com Deus e a oportunidade de vida eterna (2 Co 5.15, Jo 3.16).
Jesus morreu por todos os seres humanos, não apenas por um grupo restrito, seja ele qual for.
O objetivo foi salvar a humanidade do pecado e da morte, agindo como substituto (justificação).
Aqui há um mistério, pois está a inflexão do texto, que embora o sacrifício seja para todos, a salvação é aplicada individualmente através da fé e do arrependimento.
Enfim, a morte de Jesus é vista como o amor de Deus em ação, oferecendo perdão gratuito e uma nova vida para quem crê.
Se até alguns dos que se esforçam não conseguem passar pela porta estreita, que pensar de nós?
Como tem sido a nossa vida cristã?
Temos feito todo esforço possível para alcançar o Céu, ou vivemos acomodados, iludidos com a ideia de que já basta o “muito” que nos empenhamos?
Perguntam ao Mestre: “Senhor, é verdade que são poucos os que se salvam?”
Jesus não responde diretamente à pergunta, mas diz assim: “Fazei todo o esforço possível para entrar pela porta estreita”.
Por isso, ao falar sobre a futura desgraça das pessoas religiosas que são soberbas e que confiam em si mesmas, mas não em Deus, o Senhor prevê: “Haverá choro e ranger de dentes, quando virdes Abraão, Isaac e Jacó, junto com todos os profetas no Reino de Deus, e vós, porém, sendo lançados fora...
Virão homens do Oriente e do Ocidente, do Norte e do Sul, e tomarão lugar à mesa no Reino de Deus” (Lc 13.28).
Deus é grande, é bom, é generoso e “quer que todos os homens sejam salvos e cheguem ao conhecimento da verdade” (1Tm 2.4).
No entanto, cabe a nós imitá-Lo e, sem cálculos ou mesquinhez, trabalharmos pela nossa salvação com confiança, amor, temor e tremor (Fl 2.12).
sábado, 28 de março de 2026
Saudando com a paz
A paz verdadeira não depende de possuir um livro físico.
O cristão a tem, então pode até mandar aqueles que não a têm, pois Ela volta para ele.
Mandar paz a quem não a tem é um desejo sincero de tranquilidade.
Pode trazer paz interior e conforto espiritual ao receptor, ou, Ela volta ao crente verddeiro conforme as Escrituras.
Essa Paz é responsável de encontrar calmaria interior em Jesus, mesmo no mundo em extremo caos.
Ela excede o entendimento, guardando o coração e a mente, e está disponível a todos que buscam confiança e esperança no cuidado de Deus, superando medos e ansiedades.
Assim o Mestre se expressou: "Deixo-lhes a paz; a minha paz lhes dou. Não a dou como o mundo a dá. Não se perturbem os seus corações, nem tenham medo" (Jo 14.27).
E o apóstolo Paulo assim recomenda: "Não andem ansiosos por coisa alguma, mas em tudo, pela oração e súplicas, e com ação de graças, apresentem seus pedidos a Deus" (Fl 4.6).
Então o fiel não deve ter medo, pois a Paz está com ele (Is 41.10) e Ela traz alegria e esperança (Rm 15.13).
A saudação "paz seja convosco" ou saudar com a paz é um princípio bíblico fundamentado no ensino de Jesus.
Ele mesmo orientou seus discípulos a levarem paz às casas que visitassem (Mt 10.12-13).
Essa saudação representa o desejo de harmonia, reconciliação e a presença de Deus, sendo usada para abençoar (1 Sm 25.6) e desejar que a paz de Cristo repouse sobre as pessoas (1 Pd 5.14).
Espírito manso e quieto
A Bíblia, particularmente em Provérbios, descreve a "mulher briguenta" ou tola como alguém que detesta a paz.
Ela é comparada a uma goteira incessante, destruindo o lar, enquanto a sábia edifica (Pv 14.1).
O foco é a contenda constante e o controle em vez da harmonia.
O termo refere-se a uma mulher resmungona, de mau humor, raivosa e que briga por qualquer motivo: "Melhor morar no canto do telhado do que com uma mulher briguenta numa casa ampla" (Pv 21.9).
Segundo o sábio, é melhor morar no canto do telhado ou no deserto (Pv 21.19).
Sabe aquele dia que não pára de chover é comparado com a mulher rixosa: "A mulher briguenta é comparada ao gotejar contínuo em dia de chuva" (Pv 27.15-16).
A poesia hebraica frequentemente contrasta a sabedoria com a tolice, e uma mulher que briga constantemente, grita e tenta controlar é vista como uma força destrutiva no lar.
A "Mulher Tola"é descrita na Palavra como alguém que faz o homem perder a paz, a força, a ambição e a alegria de viver.
Da mesma forma que se fala da mulher briguenta, entretanto, a Bíblia exalta a mulher virtuosa que traz paz, honra e sabedoria ao lar.
Em resumo, o Espírito destaca o impacto negativo da falta de sabedoria e da contenda excessiva na vida familiar, incentivando atitudes que promovem a paz e a edificação mútua.
De igual modo, o apóstolo Pedro incentiva o "espírito manso e quieto", que é precioso diante de Deus, em contrapartida a atitudes que geram conflito.
Um espírito manso e quieto é descrito na Bíblia como um adorno interior "incorruptível", considerado de grande valor diante de Deus.
Não é fraqueza, mas "poder sob controle" ou força controlada. É a capacidade de gerenciar o temperamento, reagindo com doçura e calma em vez de agressividade, raiva ou vaidade.
Essa característica é preciosa para Deus, mais importante que a beleza exterior ou a força física.
Refere-se a um caráter gentil, humilde e controlado, exemplificado por Jesus, que mantém a paz interior e a confiança em Deus, mesmo em situações difíceis (1 Pd 3.4).
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