segunda-feira, 19 de outubro de 2026

Conseguindo bons resultados

Segundo a Bíblia, honestidade não é vista apenas como uma regra moral, mas sim como a expressão prática da própria sabedoria e do temor a Deus. Assim, a verdadeira sabedoria não é apenas acumular conhecimento, mas viver com integridade, prudência e retidão: "O temor do Senhor é o princípio da sabedoria, e o conhecimento do Santo é a prudência" (Pv 9.10). A honestidade e a integridade de uma pessoa de bem a guiarão e a protegerão, enquanto a falsidade e a desonestidade a levarão à ruína: "...a sinceridade dos justos o encaminhará" (Pv 11.3). Por isso, a integridade e a retidão são qualidades que levam a bons resultados, enquanto a desonestidade, a traição e a falsidade são caminhos que levam à destruição. Enfim, a honestidade funciona como um escudo protetor para a vida. Quem anda retamente caminha seguro, enquanto a mentira e a trapaça criam caminhos instáveis (Pv 13.11, 21.6).

Se o meu senhor estivesse junto ao profeta

A história da menina israelita cativa constitui um dos contrastes mais comoventes e profundos de toda a Escritura, dialogando diretamente com tudo o que temos ponderado sobre a verdadeira fé, o egoísmo e o verdadeiro serviço a Deus. Enquanto nesta mesma narrativa acompanhamos a tragédia de Geazi — que, tendo todas as vantagens, privilégios e proximidade física com o profeta Eliseu, deixou-se corromper pela avareza e terminou leproso —, vemos no extremo oposto esta jovem anônima, desprovida de tudo. Esta única frase proferida pela menina exemplifica perfeitamente a máxima de Provérbios sobre a palavra dita a seu tempo: "...se o meu senhor estivesse junto ao profeta...". Enquanto muitos líderes religiosos buscavam construir reinos próprios, operar prodígios por vaidade ou negociar o sagrado (como vimos em Balaão e nos rejeitados pelo “nunca vos conheci”), esta menina israelita — sem título de profetisa, sem estrado ou púlpito — realizou uma obra de profundo impacto espiritual através de um ato genuíno de bondade e altruísmo. A trajetória dela nos recorda que o verdadeiro testemunho de Deus não floresce nos palcos do espetáculo religioso, mas na integridade secreta do caráter, na pureza dos motivos e na capacidade de refletir a misericórdia do Altíssimo mesmo nos lugares mais improváveis e dolorosos do cativeiro terreno. Ela não buscava holofotes, recompensa material, reconhecimento eclesiástico ou poder político. Ela simplesmente manifestou, com naturalidade e pureza, a realidade do Deus a quem pertencia. Sua palavra funcionou como uma semente providencial que cruzou fronteiras geopolíticas e religiosas, alcançando um general orgulhoso e desconstruindo a autossuficiência síria através da simplicidade da graça. Raptada de sua terra natal por bandos sírios, a menina foi reduzida à condição de escrava, servindo na casa de Naamã, o general inimigo. Sob uma perspectiva humana e mundana, ela tinha todos os motivos para nutrir o ódio, o ressentimento ou o desejo de ruína para com o seu opressor. No entanto, ao ver o sofrimento de seu senhor acometido pela lepra, ela não demonstra amargura, mas uma profunda compaixão e fidelidade ao Deus de Israel (2Rs 5. 2-3).

domingo, 18 de outubro de 2026

De Moabe, quem diria, sai uma rosa: Rute

Falando um pouco do povo dela, Moabe foi um povo descendente de Ló, sobrinho de Abraão. A filha primogênita de seu parente que escolheu as campinas de Sodoma e Gomorra, que o embebedou junto com sua irmã e deitaram com o pai delas. No livro dos Números, há Balaque, rei de Moabe, subornando Balaão, profeta do Altíssimo a amaldiçoar o povo de Israel. No tempo dos Juízes, Israel chegou a ser escravizado por eles por dezoito anos. Deus, porém, levantou Eude, o juiz, e os livrou. Em Apocalipse, o apóstolo João relata uma advertência a uma igreja da Ásia sobre “seguir a doutrina de Balaão”. O que seria isso? Segundo o apóstolo Pedro, ele deixou o caminho direito e amou o prêmio da injustiça. Tinha o coração inclinado mais ao prêmio do que em obedecer. Balaão um profeta do Deus Altíssimo, mas sem discernimento? Ter dons e ser profeta de Deus significa aprovação dEle? Não. A jumenta dele viu o anjo com a espada desembainhada e desviou e tomou uma surra, apertou-se contra a parede e tornou a apanhar e em outro lugar quando não podia mais desviar-se, deitou-se debaixo de Balaão e tornou a ser espancada. A história de Rute, a moabita, é uma mensagem clara de que Deus atrairia para si outros povos e nações bem como um exemplo de evangelização eficiente. Elimeleque, seu sogro, cujo nome significa “de quem Deus é rei”, homem de Belém de Judá, saiu a peregrinar nos campos de Moabe com sua esposa (Noemi, agradável) e seus dois filhos. Com a morte do pai da família e seus filhos, sobraram apenas três viúvas. Com a notícia que em Judá havia pão novamente, a agradável sogra, Noemi sugere às noras que elas voltassem à casa de suas mães, mas Rute se apega nela, virando sua companheira. Agora, autodenominada Mara, amarga, devido a sua perda tão grande, não entendia que Deus estava trabalhando na sua consolação, primeiramente lhe dando uma amiga. Na lei divina estava determinada que na colheita devesse deixar as sobras, rabiscos para os órfãos e viúvas, então Rute se apoia nesta Palavra e vai trabalhar nos campos de Boaz. A rosa virtuosa casa-se com o remidor e dá luz à Obede, avô de Davi, sendo assim da descendência de Jesus!

O compromisso divino é com Sua Palavra

No livro do profeta Ezequiel, capítulo 33, há um ensinamento divino sobre a função do profeta de Deus. No sentido geral, não se referindo aqui ao dom de profecia, todos aqueles que são discípulos do Mestre são seus profetas? Sim. São chamados para serem testemunhas. Testemunhas de quê? De Sua Palavra. O mensageiro deveria tocar a trombeta quando viesse o perigo. Em outras palavras, ele deveria anunciar a Palavra da parte daquele que o enviou. Se o Senhor dissesse ao ímpio que certamente morreria e o vidente não anunciasse, o ímpio morreria na sua iniquidade, mas o sangue seria requerido dele – pois não avisara. Entretanto, se avisasse e o ímpio não desse crédito, não se convertesse do seu caminho, então o ímpio morreria, mas o anúncio tinha sido feito – livrara a sua alma. Os cristãos sinceros estão reinando com Cristo e sendo seu porta-voz, têm a mesma responsabilidade? Sim, certamente. Existem dois caminhos a escolher: dizer a Palavra ou não. Aqui não tem mais ou menos. A Palavra é uma só, então, o que temos são falsos profetas e verdadeiros. Aqueles que querem anunciá-la e anunciam e outros que não anunciam. Dentre aqueles que não estão na primeira alternativa, há alguns casos diferenciados como: uns que anunciam apenas parte da mensagem, outros a trocam por filosofias, ciência e mitos. Quando saem de sua chamada (se é que foram mesmo chamados) querem ainda ser respeitados como profetas, mas esquecem de que a honra vêm de se pregar a Palavra e não ao contrário. Saindo de sua função vem é desonra, vilipendio. O que fazer? Voltar o mais rápido possível. Por quê? Porque o compromisso divino é com Sua Palavra. Não é com o profeta, seja quem for. Sempre!

Julgando as profecias

Julgar uma profecia ou um ensinamento não significa ser cínico ou hipercrítico, mas sim agir com responsabilidade e amor à Verdade. O equilíbrio entre ter um coração ensinável (pronto para ouvir) e uma mente vigilante (que examina tudo à luz da Bíblia) é frequentemente associado ao exemplo dos bereanos no Novo Testamento. O próprio Jesus e os apóstolos avisaram repetidamente que surgiriam falsos profetas e falsos ensinadores. O exame minucioso das Escrituras serve como um "escudo" espiritual para a comunidade: "Amados, não creiais em qualquer espírito, mas provai se os espíritos são de Deus, porque já muitos falsos profetas se têm levantado no mundo" (1 Jo 4.1). O livro de Atos dos Apóstolos destaca exatamente esse comportamento: "Estes eram mais nobres do que os de Tessalónica, pois receberam a palavra com grande avidez, examinando diariamente as Escrituras para ver se estas coisas eram assim" (At 17.11). Nenhuma revelação,tradição, profecia ou pregação contemporânea tem autoridade superior ou igual à Palavra de Força escrita. Se algo contradiz as Escrituras, deve ser rejeitado: "E peço isto: que o vosso amor cresça mais e mais em ciência e em todo o conhecimento, para que aproveis as coisas excelentes, para que sejais sinceros e sem escândalo algum até ao Dia de Cristo" (Fl 1.9-10). A Palavra ensina que o cristão não deve aceitar tudo cegamente: "Não desprezeis as profecias; examinai tudo, retende o que é bom" (1 Ts 5.20-21). O propósito de julgar não é destruir o dom, mas sim cumprir o que está em escrito: "garantir que a palavra traga edificação, exortação e consolação à igreja, retendo apenas o que é bom) (1 Co 14.3).