A Bíblia pela Bíblia
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quarta-feira, 4 de fevereiro de 2026
O Senhor a tudo contempla
No início do Salmo 11, Davi aborda a confiança em Deus em meio a perigos e perseguições.
O salmista questiona o conselho de fugir para as montanhas como um pássaro, reafirmando sua fé no Senhor como refúgio verdadeiro, mesmo quando os fundamentos da justiça parecem abalados.
Diz ele: "No SENHOR confio; como dizeis, pois, à minha alma: Foge para a tua montanha como pássaro?".
No contexto ele explica que os ímpios (perversos) preparam armadilhas (flechas no arco) contra os justos.
Contudo o Senhor está no seu santo templo e seu trono está nos céus, observando tudo (Sl 11.4; 139.7).
Apesar da pressão para fugir por medo, o salmista encontra segurança no Senhor, que prova o justo e julga os ímpios.
O salmo é um convite para permanecer firme na fé em vez de buscar refúgios inseguros durante crises, confiando que Deus é justo e cuida dos seus.
A afirmação de que "O Senhor a tudo contempla" reflete o atributo da onipresença e onisciência de Deus, que observa todos os habitantes da terra, tanto o bem quanto o mal, sem que nada passe despercebido (Pv 15.3).
Os olhos do Senhor estão em todo lugar, formando o coração dos homens e observando todas as suas obras (Sl 33.13-15; Rm 2.6).
terça-feira, 3 de fevereiro de 2026
Tapando os ouvidos
Não é fácil viver em um mundo repleto de violência, marcado por diversos conflitos.
Mas a Palavra ensina que quem tapa os ouvidos para a violência e fecha os olhos para o mal terá como recompensa a proteção divina, descrita como "habitar nas alturas".
Isso não quer dizer que o crente deva ignorar o seu redor e sim focar em coisas que edificam, "fechando os olhos, para não ver o mal" como profetizou Isaías.
A Bíblia orienta que o fiel não tema más notícias, mantendo o coração firme e confiante no Senhor (Sl 112.7).
"Aquele que anda em justiça, e fala com retidão; aquele que rejeita o ganho da opressão; que sacode as mãos para não receber peitas; o que tapa os ouvidos para não ouvir falar do derramamento de sangue, e fecha os olhos para não ver o mal"(Is 33.15).
Nela há a conduta de quem anda em retidão, rejeita a opressão e evita o pecado, mantendo-se íntegro, protege a mente e o coração, não permitindo que a maldade do mundo ofusque a luz interna (Lc 11.34).
Essa atitude espiritual foca em preservar a pureza interior e refúgio em Deus, desviando o olhar das iniquidades.
Segundo o profeta Jeremias, pensar no que traz esperança é um ato de confiança e espera, um exercício espiritual recomendado para manter a paz e a fé em momentos de crise (Lm 3.21).
Enquanto os maus dão atenção a más notícias e mentiras, o crente é incentivado a nutrir-se da Palavra de Deus, que oferece boas notícias e esperança, superando o medo e a ansiedade do presente (Pv 17.4).
Enfim o apóstolo Paulo reforça essa ideia, orientando a pensar em tudo que é verdadeiro, nobre, correto e agradável (Fl 4.8).
segunda-feira, 2 de fevereiro de 2026
Deus não é deus de confusão
Além de muito organizado e transparente, definitivamente Ele não é um deus confuso ou contraditório, apesar de algumas vezes mal interpretado ou não perfeitamente entendido.
Uma frase que denota isso é: "Deus não é Deus de confusão, senão de paz" escrita por Paulo aos Coríntios.
É certo que o apóstolo Paulo escreveu isso para ensinar que Deus é um Deus de ordem, harmonia e paz, e não de desordem ou tumulto, especialmente nas reuniões da igreja (1 Co 14.33).
O contexto específico aqui são as reuniões e o uso correto dos dons espirituais, como profecia e línguas, enfatizando que tudo deve ser feito com decência e ordem.
A confusão, brigas e a desordem são contrárias à natureza divina, que traz descanso à alma e organização ao coração.
Assim sendo, onde ou aonde há o Espírito de Deus, há paz, não caos.
A confusão muitas vezes é resultado de ambição egoísta ou desordem humana.
Há uma grande diferença entre confusão e a dificuldade espiritual, pois elas surgem, porém Ele manda o refrigério, E ajuda a passar por elas.
A cruz de Cristo veio para organizar a vida e não ao contrário, ela conclama a uma organização da vida espiritual, emocional e material de Seus seguidores.
Em um mundo repleto de vozes, é vital discernir a mensagem de Deus.
Ao silenciar as distrações e ao aproximar do Pai, encontra-se ordem, harmonia e paz.
domingo, 1 de fevereiro de 2026
Assim não haverá quem te salve
Na Bíblia, Deus nos orienta a evitar a astrologia e outras práticas ocultas, pois elas desviam nosso coração de confiar em Sua soberania.
Astrologia é uma arte de adivinhação, ela ensina que as posições relativas do Sol, da Lua e dos planetas no céu têm uma influência nos indivíduos e nos afazeres humanos.
Já a adivinhação é a arte de predizer os acontecimentos futuros, ou de revelar informação secreta, através de sinais ou outras atividades supernaturais.
Deus proíbe o ato de adivinhação de maneira bem explícita: "... não usareis de encantamentos, nem de agouros..." (Lv 19.26, 31).
Ainda no Pentateuco, em Deuteronômio, o cristão é orientado a não buscar respostas em adivinhações ou astrologia, pois isso é considerado abominação ao Senhor (Dt 18.10-12).
Literalmente o profeta Isaías assim se pronunciou sobre a prática astrológica: "Cansaste-te na multidão dos teus conselhos; levantem-se pois agora e te salvem os astrólogos, que contemplam os astros, e os que nas luas novas prognosticam o que há de vir sobre ti. Eis que são como restolho; e logo os queimará, não poderão livrar-se do poder das chamas; pois não é um braseiro com que se aquentar, nem fogo para se sentar junto dele. Assim serão para contigo aqueles com quem te hás fatigado, os que tiveram negócios contigo desde a tua mocidade; andarão vagueando, cada um pelo seu caminho, não haverá quem te salve" (Is 47.13-15).
Os astrólogos da Babilônia não foram capazes de ajudar o rei com o seu sonho perturbador.
Todavia, Deus abençoou o seu profeta piedoso Daniel com os dons verdadeiros do Espírito Santo, e ele foi levado à presença do rei para interpretar o sonho (Dn 2.27-28).
A descrição do fato foi assim: "Respondeu Daniel na presença do rei: o mistério que o rei exigiu, nem sábios, nem encantadores, nem magos, nem adivinhadores lhe podem revelar; mas há um Deus no céu, o qual revela os mistérios; ele, pois, fez saber ao rei Nabucodonossor o que há de suceder nos últimos dias. O teu sonho e as visões que tiveste na tua cama são estas".
Enfim, Jesus mandou que Seus seguidores não estivessem ansiosos pelo amanhã, dizendo-lhes: “Não andeis ansiosos pela vossa vida, quanto ao que haveis de comer ou beber, nem pelo vosso corpo pelo que haveis de vestir. Não é a vida mais do que o alimento, e o corpo mais do que as vestes? ... Buscai, pois, em primeiro lugar, o Seu reino e a Sua justiça...”(Mt 6.25,33).
Assim como a morte veio por um homem
Esta frase completa-se, segundo a Bíblia, com: "...também a ressurreição dos mortos veio por um homem".
O versículo estabelece um paralelo teológico entre Adão (por quem entrou o pecado e com isso passou a morte espiritual a todos) e Jesus Cristo (por quem veio a ressurreição e a oportunidade de vida eterna).
O oposto de vida não é pecado, pois pecado gera morte, e isso sim é o contrário de vida.
O pecado entrou no mundo por um só homem, e pelo pecado a morte, espalhando-se a toda a humanidade.
A desobediência de um gerou condenação, mas a obediência de Jesus Cristo trouxe justificação e vida.
A passagem enfatiza a superabundância da graça sobre o pecado, oferecendo a vida eterna através de um único homem, Jesus, em contrapartida ao pecado introduzido pelo primeiro homem.
É certo que não existe pecado original, como propagado pela teologia e sim um primeiro pecado que gerou morte como enraizado pela doutrina cristã.
Essa morte espiritual é que passou para a humanidade, todos os demais nasceram afastados de Deus e pecaram.
Se não existe pecado original, entretanto, há uma vida final ofertada na cruz por Jesus.
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