quinta-feira, 29 de outubro de 2026

Benjamim é lobo que despedaça

A tribo de Benjamim, apesar de ser uma das menores em território e população, tornou-se famosa pela sua habilidade militar e combatentes destemidos. No livro de Juízes, a tribo enfrentou sozinha uma guerra civil contra todas as outras onze tribos de Israel combinadas, demonstrando a tenacidade feroz de um "lobo encurralado". Ela tinha um corpo de elite de guerreiros canhotos altamente precisos no uso da funda (Jz 20.16). Na Bíblia, a figura do lobo é consistentemente usada para representar o perigo, a crueldade, a falsidade e os inimigos espirituais ou terrenos do povo de Deus (que é frequentemente comparado a ovelhas). Entretanto, no leito de morte de Jacó, ele profetiza sobre o futuro dos seus doze filhos. Para o seu filho mais novo, a bênção é curta, mas muito intensa: "Benjamim é lobo que despedaça; pela manhã comerá a presa, e à tarde repartirá o despojo" (Gn 49.27). A expressão "pela manhã" aponta para o primeiro período de destaque da tribo na história da nação, quando Benjamim liderou Israel através do rei Saul (1 Sm 9.1-2). Ele passou o seu reinado a combater os filisteus, moabitas e amalequitas, "conquistando a presa" para consolidar o reino. Seu filho, Jónatas, personificou esta bravura ao derrotar guarnições inteiras de inimigos com grande ousadia. Já a expressão "à tarde repartirá o despojo" destaca à fase posterior da história de Israel, após o exílio e a divisão do reino onde Benjamim foi a única tribo que permaneceu fiel à tribo de Judá e à dinastia de David, garantindo a sua sobrevivência espiritual e histórica. No exílio persa, dois benjamitas salvaram o povo judeu da destruição decretada por Amã (Livro de Ester), dividindo as honras e os bens dos seus inimigos. Enfim, o apóstolo Paulo, o maior missionário do cristianismo faz questão de afirmar: "eu também sou israelita, da descendência de Abraão, da tribo de Benjamim" (Rm 11.1). Se antes da sua conversão, ele agiu como um "lobo" que perseguia e "despedaçava" a Igreja; depois, usou essa mesma intensidade guerreira para conquistar almas e repartir o "despojo" do Evangelho com o mundo gentio, mostrando que ao contrário das outras menções bíblicas onde o lobo representa o mal ou a falsidade, aqui a representação do lobo destaca a natureza guerreira, a ferocidade e a coragem militar da tribo de Benjamim.

quarta-feira, 28 de outubro de 2026

Motivo de risos de outras mulheres

Oração é alimento e Ana num momento de adversidade em sua vida resolve utilizar essa arma espiritual. Estava triste pois era motivo de risos de outras mulheres por ser estéril. Ela porém, cheia da graça divina, abre o seu coração e clama ao Senhor com choros. Uniu ali naquele ato uma impressionante fé, esperança, perseverança e amor. O seu pedido foi concedido e o seu filho, Samuel veio a ser um dos maiores profetas de Israel, como diz o hino: "oração é alimento" e tem resposta!

Tudo foi escrito para nosso ensino

No capítulo 11 do segundo Livro de Samuel, a Bíblia relata uma passagem muito ruim da vida de Davi. A Bíblia não esconde os problemas de seus herois da fé. Um homem segundo o coração de Deus, em falta, e tudo foi escrito para nosso ensino (Rm 15.4). A passagem nos conduz a uma reflexão profunda sobre o arrependimento, a disciplina divina, a adoração e a maneira como devemos lidar com aquilo que não podemos mudar. Continuando a história bíblica, agora já no próximo capítulo, o profeta Natã é mandado para repreendê-lo. Certamente não era aqueles profetas do tempo de Acabe, que só falavam “bem” dele, ao contrário de Micaías. Esses profeta de Acabe eram sustentados diretamente pela rainha Jezabel e atuavam como os profetas oficiais do Estado. A consequência do seu desvio está descrita no versículo 10 ao 12, deste capítulo 12. Em continuidade, Já no versículo 15 a Palavra diz que o Senhor feriu a criança e ela adoeceu gravemente. Então, Davi busca a Deus pela criança e não come pão, nem aceita se levantar da terra. Porém, ao sétimo dia a criança morre e os seus servos temem dizer-lhe, não sabendo qual seria sua reação. No versículo 19, Davi entende que a criança tinha morrido e a reação dele foi muito interessante: se lavou, se ungiu, mudou de vestes, entrou na Casa de Deus, adorou, depois foi para sua casa, pediu pão e comeu. Os seus servos não entendem e o questionam: que é isto que fizeste? Quando a criança estava viva chorava e jejuava e agora comes pão?

terça-feira, 27 de outubro de 2026

Incredulidade

Deus ao tirar o seu povo do Egito, conduziu-o à terra prometida. Entretanto, a maioria do povo foi destruída no deserto por incredulidade. Alguns não se contentaram com o maná e quiseram carne. Murmuraram dizendo que no Egito tinham cebolas, mas o resto de sua situação de escravidão, não lembravam mais, ingratidão. Convenhamos, a escravidão nunca foi boa. No deserto o povo de Israel estava sozinho, mas, o que faltava no deserto, Deus supria. No deserto ainda, eles deveriam morar em cabanas (para lembrarem que estavam de passagem para Canaã) pois ali não era sua terra. Contudo, voltar atrás (ao Egito) significava desvio da vontade soberana, rebeldia, desobediência, falta de visão. Será que muitas vezes, agindo sem sabedoria, podemos também estar tendo saudades do Egito? De alguma coisa que tínhamos em nossa vida anterior? No deserto por fim, há diferentes temperaturas, falta de água e várias outras dificuldades, mas não é isso mesmo que Ele queria, que o povo andasse (dependesse) com dEle? Depois, já na terra prometida, após o período dos juízes, o povo de Israel querendo ser igual às outras nações: “dá-nos um rei que nos julgue”, pediram eles. Todavia o Senhor reinava em Israel e isso O incomodou muito (o Eterno guerreava as suas lutas). . Querendo ser iguais aos outros povos idólatras e desviados, mostrando na verdade uma grande falta de fé.

segunda-feira, 26 de outubro de 2026

Que valor damos às coisas de Deus?

No primeiro livro dos Reis, no capítulo 10 a Bíblia relata a história de uma rainha que tinha ouvido a fama de Salomão foi prová-lo com enigmas e ver se sua fama era verdadeira. Ao ver a sua sabedoria, e a casa que Salomão edificara, a comida da sua mesa, o assentar dos seus servos, e o estar de seus criados, e as vestes deles, e os seus copeiros, e a sua subida à Casa do Senhor, não houve espírito nela. E disse: “eis que não me disseram metade; sobrepujaste em sabedoria e bens a fama que ouvi. Bendito seja o Senhor, teu Deus, que teve agrado em ti, para te por no trono de Israel”. Muito tempo depois, Jesus conta isso aos escribas e fariseus que lhe pediam um sinal. Que alguém que se levantaria no dia do juízo e condenaria aquela geração, pois tinha ido dos confins da terra para ouvir a sabedoria de Salomão e aquele povo desprezava quem é maior que Salomão, assim tinham todas as oportunidades de valorizarem mais as coisas dEle, mas, não o faziam. Na epístola aos Hebreus, o escritor disse que Esaú não deu o devido valor às coisas divinas, trocando o direito da primogenitura por uma refeição. Jacó, entretanto, estava mais inclinado à benção e assim, acabou por ficar com ela. E nós, a que estamos mais inclinados? Teríamos a mesma disposição da rainha para buscá-lo? Estamos mais inclinados à bênção como Jacó?