terça-feira, 27 de outubro de 2026

Incredulidade

Deus ao tirar o seu povo do Egito, conduziu-o à terra prometida. Entretanto, a maioria do povo foi destruída no deserto por incredulidade. Alguns não se contentaram com o maná e quiseram carne. Murmuraram dizendo que no Egito tinham cebolas, mas o resto de sua situação de escravidão, não lembravam mais, ingratidão. Convenhamos, a escravidão nunca foi boa. No deserto o povo de Israel estava sozinho, mas, o que faltava no deserto, Deus supria. No deserto ainda, eles deveriam morar em cabanas (para lembrarem que estavam de passagem para Canaã) pois ali não era sua terra. Contudo, voltar atrás (ao Egito) significava desvio da vontade soberana, rebeldia, desobediência, falta de visão. Será que muitas vezes, agindo sem sabedoria, podemos também estar tendo saudades do Egito? De alguma coisa que tínhamos em nossa vida anterior? No deserto por fim, há diferentes temperaturas, falta de água e várias outras dificuldades, mas não é isso mesmo que Ele queria, que o povo andasse (dependesse) com dEle? Depois, já na terra prometida, após o período dos juízes, o povo de Israel querendo ser igual às outras nações: “dá-nos um rei que nos julgue”, pediram eles. Todavia o Senhor reinava em Israel e isso O incomodou muito (o Eterno guerreava as suas lutas). . Querendo ser iguais aos outros povos idólatras e desviados, mostrando na verdade uma grande falta de fé.

segunda-feira, 26 de outubro de 2026

Que valor damos às coisas de Deus?

No primeiro livro dos Reis, no capítulo 10 a Bíblia relata a história de uma rainha que tinha ouvido a fama de Salomão foi prová-lo com enigmas e ver se sua fama era verdadeira. Ao ver a sua sabedoria, e a casa que Salomão edificara, a comida da sua mesa, o assentar dos seus servos, e o estar de seus criados, e as vestes deles, e os seus copeiros, e a sua subida à Casa do Senhor, não houve espírito nela. E disse: “eis que não me disseram metade; sobrepujaste em sabedoria e bens a fama que ouvi. Bendito seja o Senhor, teu Deus, que teve agrado em ti, para te por no trono de Israel”. Muito tempo depois, Jesus conta isso aos escribas e fariseus que lhe pediam um sinal. Que alguém que se levantaria no dia do juízo e condenaria aquela geração, pois tinha ido dos confins da terra para ouvir a sabedoria de Salomão e aquele povo desprezava quem é maior que Salomão, assim tinham todas as oportunidades de valorizarem mais as coisas dEle, mas, não o faziam. Na epístola aos Hebreus, o escritor disse que Esaú não deu o devido valor às coisas divinas, trocando o direito da primogenitura por uma refeição. Jacó, entretanto, estava mais inclinado à benção e assim, acabou por ficar com ela. E nós, a que estamos mais inclinados? Teríamos a mesma disposição da rainha para buscá-lo? Estamos mais inclinados à bênção como Jacó?

sábado, 24 de outubro de 2026

A lição de Jacó

A primeira menção de dízimo na Bíblia está registrada no livro de Gênesis, capítulo 14, referindo-se a uma atitude voluntariosa de Abraão, ora Abrão, quando depois de uma guerra, ele deu o dízimo de todo o despojo que levara do oponente a um sacerdote de quem pouco se sabe, chamado Melquisedeque. Não existe qualquer outro relato dos patriarcas dizimando, apenas uma promessa, um voto de Jacó (Gn 28.20-22). A lição de Jacó é que os dízimos devem ser entregues como gratidão pelas bênçãos recebidas e não como condição para se receber bênçãos ou medo do devorador. É certo que o dízimo na Lei era limitado aos alimentos produzidos pelos agricultores e pecuaristas: "Todos os dízimos da terra, seja dos cereais, seja das frutas das árvores, pertencem ao Senhor; são consagrados ao Senhor... O dízimo dos seus rebanhos, um de cada dez animais que passem debaixo da vara do pastor, será consagrado ao Senhor (Lv 27.30-32). O dízimo foi instituído por causa da tribo de Levi, que não recebeu herança de terras, pois Deus disse que Ele próprio seria a herança deles. Deus então fazia as outras tribos de Israel trabalharem para sustentar a tribo de Levi, de onde vinha os levitas e sacerdotes. Então, qual a finalidade de se ter comida, alimento estocado na Casa do Senhor? “Para que os levitas, ...e os estrangeiros, os órfãos e as viúvas (pobres)... venham comer e saciar-se..." (Dt 14.9). Outro texto que trata do dízimo é no livro de Malaquias no qual o profeta falava diretamente aos sacerdotes: "E agora esta advertência é para vocês, ó sacerdotes” (Ml 2.1).

O ídolo nada é

Notório é que tudo o que não for feito para Deus, segundo a retidão da Palavra é oferta a demônios. Esta ideia está baseada no texto bíblico a seguir:"Antes, digo que as coisas que os gentios sacrificam, as sacrificam aos demônios e não a Deus. E não quero que sejais participantes com os demônios. Não podeis beber o cálice do Senhor e o cálice dos demônios; não podeis ser participantes da mesa do Senhor e da mesa dos demônios". A história da palavra demônio remonta ao verbo grego daiesthai (“dividir” ou “distribuir”) e significa “falsa deidade” (I Co 10.20). Assim, qualquer deidade que não seja o Deus verdadeiro é um espírito que se opõe a Ele, logo é um espírito do mal ou um demônio. “Demônio” também significa “divisor” pois ele sempre quer criar divisão, e é isso o que ele se propõe a fazer ao tentar Jesus. Entretanto, há um segredo que os sacrifícios que são oferecidos aos deuses falsos são sacrifícios feitos a demônios, que são os verdadeiros responsáveis por manter os homens nas trevas da idolatria, como diz o profeta Isaías: não vêem, não ouvem, não andam... Os deuses assim chamados pelos homens nada são, mas Satanás e seus anjos são uma realidade que nenhum conhecedor das Escrituras pode negar. Portanto, assim como comer da mesa do Senhor é ter comunhão com o Senhor, comer da mesa dos ídolos – que na verdade é a mesa dos demônios – é ter comunhão com os demônios, o que representa um terrível ato de apostasia por parte de um cristão. Há muitos exemplos na Bíblia e uma grande parte do trabalho de Jesus na terra envolveu a cura de pessoas controladas pelos demônios. Após acalmar ventos e mar, Jesus e seus discípulos chegam à província dos gadarenos e a Bíblia narra que vieram ao seu encontro dois endemoninhados ferozes que chegavam até a impedir o caminho das pessoas ao redor. Enfim, a Bíblia nos conta que Deus tomou os anjos que pecaram contra Ele e os “precipitou no inferno e os entregou a abismos de trevas, reservando-os para juízo” (II Pd 2.4) sendo o tempo de mil anos da prisão.

Imposição de um modo de vida não é conversão

Nos primeiros séculos da Era Cristã, o Império Romano via o Cristianismo com suspeita e hostilidade por razões principalmente políticas e sociais. A justificativa era que os cristãos recusavam-se a adorar o Imperador como um deus e a sacrificar aos deuses romanos, o que era visto como traição e deslealdade ao Estado. Na verdade, ao contrário de outras religiões integradas no panteão romano, o Cristianismo rejeitava todas as outras divindades. é notório que sob imperadores como Nero, Domiciano, Decio e Diocleciano, os cristãos enfrentaram execuções brutais, confisco de bens e destruição de escrituras sagradas. Historicamente, o ponto de viragem crucial ocorreu no início do século IV, quando Roma começou a adotar uma postura de tolerância e, posteriormente, de preferência. O imperador Constantino e o seu co-imperador Licínio legalizaram o Cristianismo, garantindo a liberdade religiosa em todo o Império, começou a financiar a Igreja, a construir basílicas e a convocar concílios ecuménicos (como o de Niceia em 325 d.C.) para resolver disputas teológicas. Para piorar, a transformação completou-se poucas décadas depois quando o imperador Teodósio I declarou o Cristianismo católico como a única religião oficial do Império Romano, proibindo os cultos pagãos tradicionais. Por fim, Roma fez o maior mal a Cristo, sendo a principal difusora do Cristianismo desviado do Criador, impondo um modo de vida sem transformação que é a mola mestra no Evangelho. Essa sim, foi a maior maldade!