Dando continuidade aos estudos em Apocalipse,
nos capítulos 2 e 3 do livro temos o relato das cartas às igrejas da Ásia.
Vemos Deus se apresentando a cada uma delas de maneira diferente, mostrando que
as conhecia profundamente. Sabia das suas obras (disse para todos os anjos das
igrejas), trabalho, paciência, tribulação, blasfêmia, caridade, fé – contudo
não encobria os erros, como: “tolerar Jezabel”, “não és frio nem quente”,
“seguir a doutrina de Balaão” e outros.
Mostra a responsabilidade que o anjo da
igreja tem – tratados como estrelas, pois Deus trata diretamente com eles.
Creio que muitos destes problemas talvez nem sejam deles diretamente, mas eram
da igreja que eles cuidavam - castiçais.
Ele se apresenta como: “aquele que tem na sua
destra as sete estrelas e anda no meio dos sete castiçais de ouro”, “o Primeiro
e o Último, que foi morto e reviveu”, “aquele que tem a espada aguda de dois
fios”, etc.
Também notamos uma diversidade de
características nas igrejas. “Alguns paradoxos são revelados”: “pobreza (mas tu
és rico)”,” Rico sou, e estou enriquecido, e de nada tenho falta (e não sabes
que és um desgraçado, e miserável, e pobre, e cego, e nu)”, “tens nome de que
vives e estás morto”, “tendo pouca força, guardaste a minha palavra e não
negaste o meu nome”. Igreja que “deixou a primeira caridade” e outra que “as
últimas obras são maiores que as primeiras”. Uma que “aborrece as obras dos
nicolaítas” e outra que tem “alguns que seguem a sua doutrina”.
Poderíamos dizer que Filadélfia era uma
igreja sem mácula, fiel – apesar de ter pouca força? Laodicéia se achava rica e
Ele se apresenta como a testemunha verdadeira, mostrando a sua realidade,
repreendendo-a porque a amava? Sardes seria um exemplo de vida cristã aparente
apenas? Esmirna é uma igreja atribulada, pobre materialmente, sofrendo
blasfêmias. Pérgamo uma igreja que apesar de estar num local espiritualmente
difícil, mas se mantinha fiel – apesar de umas poucas coisas desfavoráveis.
Tiatira a igreja que tolerava Jezabel? Éfeso deixou o primeiro
amor, contudo colocou à prova alguns que se diziam apóstolos e os achou
mentirosos.
Considerando o número sete como simbólico,
(significa plenitude, perfeição) e aquelas igrejas como figuras de todas e em
todas as épocas, considerando também nós como igrejas vivas, qual, pois seria a
melhor descrição nossa? Ou, como tem sido nosso testemunho diante dEle? Ainda,
o que Ele tem dito de nossa comunidade ou de nós?
Muitos querem e podem até se considerar uma
“Filadélfia” ou “Esmirna”, mas será que são mesmo? Alguns de Sardes achavam que
estavam “vivos”, mas diante daquEle que tem os sete Espíritos de Deus fica
explícita sua morte espiritual.
Interessante notar que ela tinha pouca força.
Então, força não é garantia de fidelidade! Em mais uma igreja (Esmirna) também
se fala “aos que se dizem judeus, mas não são” que blasfemavam, chamando-os,
nos dois casos, de sinagogas de Satanás. Pessoas com aparente religiosidade,
mas, servindo ao adversário?
Nicolaítas era algo que Deus não gostava, mas
na Bíblia não encontramos maiores explicações. Já, ao contrário, Balaão está
claro que se refere ao profeta que instiga o povo a pecar e assim ser
amaldiçoado.
Para a igreja de Éfeso, a única observação
negativa foi ter deixado a primeira caridade. Seria uma congregação de “crentes
antigos” que não tinham mais aquele vigor espiritual do início de sua
conversão? Precisamos sempre ser, no aspecto de primeiro amor, novo-convertido?
Tolerar Jezabel, uma rainha idólatra e
assassina, era o problema de alguns de Tiatira e passariam por uma grande
tribulação caso não se arrependessem de suas obras e os filhos seriam feridos
de morte. Seria um erro de omissão, falta de postura correta?
Para a igreja de Laodicéia, disse “não és
frio nem quente”, seria isso um medo de dizer a verdade? Pessoas que estão
divididas entre servir a Deus e o mundo? Estariam elas com a Palavra sufocada
pelos espinhos (os cuidados desta vida, embaraços), como na parábola da
semente? Outra observação foi: ”Rico sou, e estou enriquecido, e de nada tenho
falta (e não sabes que és um desgraçado, e miserável, e pobre, e cego, e nu)”,
“tens nome de que vives e estás morto”. Seria uma igreja que tinha muitos
recursos materiais, ao contrário de outras, só que não “investia” atenção,
tempo e recursos no mundo espiritual? Precisamos sempre nos analisar para
vermos onde está o nosso coração e não colocarmos a nossa esperança nas
riquezas. Não podemos nos esquecer de priorizarmos o reino dos céus!
Nenhum comentário:
Postar um comentário