quinta-feira, 9 de abril de 2026

O que é a estátua de Daniel

Pela ordem do sonho, Daniel começa com a interpretação da estátua, em suas partes formadas de diferentes materiais. Primeiro, observa-se o uso das palavras “reis” e “reinos”, que cada parte da estátua simbolizando um império deste mundo, um governo humano e terreno. Segundo, esses reinos se sucederiam ao longo da história, a começar com o império babilônico, durante o qual havia sido dada esta revelação. Nota-se, ainda, que os diferentes materiais que formavam as diferentes partes da estátua indicam que a nobreza desses impérios seria cada vez menor, antes de serem completamente destruídos. Embora a sucessão dos reinos seja descrita claramente na interpretação dada por Daniel, precisa-se recorrer à história bíblica posterior e à história secular para identificar de que reinos a visão está tratando. O primeiro (a cabeça de ouro), é o próprio império dos caldeus (ou babilônico), tendo como seu maior e mais poderoso rei, Nabucodonosor (v. 37-38; Jr 27.6-7). O povo seguinte a que passou o domínio (o peito e os braços de prata) foi o persa (ou medo-persa). Isto se deu na noite em que Belsazar profanou os vasos da casa de Deus (Dn 5.25-31). Os persas foram sucedidos pelos gregos (o ventre e coxas de cobre), comandados por Alexandre o macedônio (ou o Grande). Sua vitória sobre os persas, a rápida conquista e o domínio de toda a terra (v. 39), bem como sua morte prematura e a divisão do seu império entre seus generais, foram reveladas ao mesmo Daniel (Dn 8.20-22). O quarto império (as pernas de ferro) foi o romano, notório pelo seu poderio militar e pela severidade com que reprimia toda rebelião contra suas leis (v. 40). Era o império que governava nos tempos de Cristo (Lc 2.1). Chama a atenção para o império representado pelos pés com os dedos de ferro e de barro, que é o último na sucessão dos reinos deste mundo e, portanto, existirá até o fim.

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