domingo, 5 de julho de 2026

A comissão das testemunhas

O Espírito e a esposa são comissionados, no capítulo 11 do Apocalipse. Uma de suas característica é estar “vestidos de pano e saco”. Outra similaridade com o próprio apóstolo João, recebe o livro da mão do anjo. Qual a intenção? Testificarem o testemunho do Senhor Jesus ao mundo. As testemunhas são o Espírito e a Esposa. Dentre aqueles que compõem a igreja, muitos seriam/ão abatidos na sua missão. Abatidos por quem? Segundo a Bíblia “besta que sobe do abismo”, lembrando sempre que ela é manipulada pelo Dragão. É certo que desde o início da criação até nossos dias, sempre os religiosos e poderes mundanos, foram contrários à exposição das Sagradas Escrituras. Contudo, as testemunhas não serão "abatidas" antes de terminarem a sua tarefa. Qual é o tempo de sua missão? Um período de 3 dias e meio, 42 meses, 3 anos e meio, tempo tempos e metade de um tempo.

Eis me aqui, com os filhos que me deu o Senhor

Esta é uma das citações mais profunda das escrituras é: "Eis me aqui, com os filhos que me deu o Senhor". Ela certamente simboliza a entrega, a intercessão e o cuidado pelos que nos foram confiados (Is 8.18, Hb 2.13). Jesus em sua oração sacerdotal assim se expressou: "...aqueles que tu me deste nenhum se perdeu", como uma prestação de contas ao Pai (Jo 17.12). É certo que há vários aspectos interessantes nessa mensagem: o próprio Jesus "prestando" contas ao Pai e de igual modo, os seus discípulos. No texto do livro de Levítico, no capítulo 6 e verso 13, há um texto intrigante e a Palavra de Deus afirma literalmente que sempre haverá fogo no altar de Deus. A partir disso, se no altar divino tem fogo, o que poderia faltar são vidas entregues sobre ele, ofertas voluntárias que serão queimadas, mas com promessas: “aquele que perder a sua vida por amor ao evangelho, achá-la-á” (Mt 16.25,26). Uma característica da Igreja, é sua esterilidade, como Sara, Rebeca, Raquel, Ana e outras. No salmo 127, a Bíblia coloca os filhos como bênção, galardão e mais para frente, “muito feliz quem enche deles a sua aljava”. Com isso, a ordem é para exclamar de alegria, ampliar a tenda, porque transbordaria de filhos e não seria mais envergonhada. O apóstolo João na ilha de Patmos viu uma multidão que não se podia contar. Tantos como a areia da praia (Is 54.1-5)! No livro da Revelação, ao abrir o quinto selo, são vistas almas debaixo do altar no quinto selo (Ap 6.9-11). Estão na lembrança dEle os que passaram desta vida aprovados pelo Eterno, como uma saudade dos seus discípulos (1 Ts 4.13-14), A eles, o Criador ainda não fez justiça completa como em Abel (Gn 4.10), Estêvão (At 22.20) e os outros demais (Mt 23.30, Lc 11.47, At 7.52). Na verdade, isso é assim, pois Ele almeja o aprimoramento de todos do corpo, vidas que foram apresentadas como “sacrifício vivo” (Rm 12.2) no altar dEle (Lv 6.10-11).

sábado, 4 de julho de 2026

Jesus censura os escribas e os fariseus

A censura de Jesus aos escribas, que é um tema central nos Evangelhos, especialmente em Mateus 23, Lucas 11 e Marcos 12, se deve principalmente à hipocrisia e ao legalismo deles. Jesus os critica não por seu conhecimento da Lei, mas por não viverem de acordo com o que ensinavam, impondo fardos pesados sobre o povo, mas se recusando a movê-los A hipocrisia dos escribas e fariseus refere-se à incoerência entre o discurso religioso e o comportamento prático. Jesus os criticou por exigirem o cumprimento de leis rigorosas que eles mesmos não cumpriam, agindo apenas para manter aparências e obter status social. Eles foram chamados de "sepulcros caiados" por parecerem belos por fora, mas estarem repletos de corrupção por dentro. Em vez de praticarem valores essenciais como a justiça, a misericórdia e a fé, focavam em rituais superficiais e na ostentação. Já o legalismo dos escribas e fariseus baseava-se na obediência cega a tradições e regras externas, negligenciando o amor, a justiça e a misericórdia. Eles impunham fardos pesados ao povo, valorizavam a aprovação social e usavam a religião de forma hipócrita, focando na aparência em vez da transformação interior. Eles não se contentavam com os mandamentos escritos da Lei de Moisés. Criaram uma extensa "tradição oral" que detalhava minuciosamente cada aspecto da vida diária para evitar qualquer quebra acidental da Lei (como o trabalho no sábado). Chegaram a catalogar 248 mandamentos e 365 proibições. O foco mudou de uma devoção espontânea para o cumprimento mecânico e exaustivo de protocolos.

A favor dos vivos, interrogar-se-ão os mortos?

A frase é uma citação do livro do profeta Isaías. Nela o escritor repreende o povo por buscar médiuns e adivinhos em vez de consultar a Deus. Há aqui, neste texto, um forte questionamento retórico! O verso assim está escrito: os vivos não deveriam recorrer ao seu Criador em vez de buscar respostas junto aos mortos? (Is 8.19). Há vários aspectos a serem considerados, e, um deles é a questão de muitos salvos em Cristo, com a mente iluminada pelo Espírito Santo pedir ou seguir conselhos para em coisas espirituais àqueles que estão mortos espiritualmente, ou seja, não aceitaram a Cristo como Salvador e aasim não passaram da morte para a vida? Sim. Há ainda outro aspecto que é o mal exemplo de Saul(1 Sm 28.6). Em seu desespero, Saul consultou ao Eterno das três formas possíveis que lhe eram conhecidas:sonhos, profetas, Urim e do Tumim, mas sem resposta. Em vez de reconhecer sua condição pífia diante do Altíssimo e de se humilhar buscando por misericórdia. O rei decide pela pior opção possível: tentar obter uma revelação acerca do futuro de um modo indigno de um verdadeiro servo do Senhor. Saul ordena que seus homens busquem uma mulher que seja médium a quem ele possa fazer uma consulta proibida pela lei de Deus. Visitou a mulher médium durante à noite e disfarçado, com o intuito de não ser reconhecido pela mesma. A mulher entende os riscos que está correndo e procura algum tipo de defesa. Ela desconfia que, devido o fato de Saul ter expulsado os necromantes da terra, ele poderia estar armando uma armadilha para ela (Lv 20.27). As palavras já conhecidas de Samuel, ditas pela mulher foram: "Como tu não deste ouvidos à voz do SENHOR e não executaste o que ele, no furor da sua ira, ordenou contra Amaleque, por isso, o SENHOR te fez, hoje, isto. O SENHOR entregará também a Israel contigo nas mãos dos filisteus, e, amanhã, tu e teus filhos estareis comigo; e o acampamento de Israel o SENHOR entregará nas mãos dos filisteus" (1 Sm 28.18—19). Elas alarmaram Saul até levá-lo a perder, por completo, seu controle emocional. Ele e seus filhos morreram naquela batalha!

Ai dos que decretam leis injustas

Esse trecho está registrado no livro do profeta Isaías, capítulo 10, versículos 1 e 2. O profeta pronuncia um "ai" (que na Bíblia significa uma advertência ou condenação). A exortação é contra líderes, legisladores e juízes que usam o poder para criar regras opressivas e roubar os direitos dos mais vulneráveis. O texto diz:"Ai dos que decretam leis injustas, dos que escrevem leis de opressão, para negarem justiça aos pobres, para arrebatarem o direito aos aflitos do meu povo, a fim de despojarem as viúvas e roubarem os órfãos!" A Bíblia condena a injustiça, considerando-a pecado e iniquidade que desagradam profundamente a Deus. Ela orienta os cristãos a combaterem o mal praticando o bem. Orienta ainda a permanecer confiando que Deus é um juiz justo que vê o sofrimento e trará o julgamento no tempo certo. A Palavra condena quem subverte a justiça, toma suborno e favorece os poderosos em detrimento dos necessitados. Há um forte apelo para que se proteja o órfão, a viúva e o pobre, sendo a justiça social vista como parte de uma fé verdadeira. A orientação diante de ofensas é não buscar a própria vingança, mas agir com amor, entregando o julgamento nas mãos do Senhor. Jesus reconheceu que o mundo teria aflições e injustiças, mas garantiu que venceu o mundo, o que significa que o sofrimento é temporário.

O povo que andava em trevas viu uma grande luz

Essa é uma das passagens mais belas e consoladoras das Escrituras. Ela foi originalmente escrita pelo profeta Isaías. Sem sombra de dúvidas é uma promessa de esperança e libertação (Is 9.2). No Novo Testamento, o Evangelho revela que essa "grande luz" é o próprio Jesus Cristo. O Senhor veio trazer salvação e paz para a humanidade (Mt 4.16). O próprio Jesus declarou "Eu sou a luz do mundo". Nisso Ele está prometendo que quem o segue não andará nas trevas, mas terá a luz da vida (Jo 8.12). Ele ensinou não apenas sobre a Sua divindade, mas também estendeu esse chamado (Mt 5.14). Nesse chamado ele sempre está afirmando que os Seus seguidores são a luz do mundo. é certo que o Mestre não falou isso como uma sugestão. Ele declarou uma identidade! A luz representa a verdade, a vida e a salvação, dissipando a escuridão espiritual e o pecado. Por último, o Eterno compara seus discípulos a uma cidade no alto de um monte que não pode ser escondida. Por isso, o cristão deve deixar essa luz brilhar através das boas obras para que Deus seja glorificado.

Esperança no Altíssimo

O profeta Isaías profetizou nos tempos de divisão entre os reinos do sul e norte. O povo do norte, mais afastado de Deus devido à falta do templo e consequentemente da contínua vida sacerdotal, sacrifícios, etc. A tudo isso ainda somava a situação da criação de ídolos em Dã e Berseba. Mas, o profeta expressa sua confiança ao dizer: "E esperarei o Senhor, que esconde o seu rosto da casa de Jacó..." (Is 8.17). Ele expressa a atitude de confiança inteiramente em Deus, mesmo diante de tempos de crise e rebelião. Na parte final do verso, há a forte declaração que o Senhor escondia Sua face do povo de Israel ("casa de Jacó").

Coração endurecido

Para explicar o uso de parábolas Jesus cita Isaías 6 que fala da degradação espiritual dos israelitas. Fala também do orgulho e da teimosia de coração que impediram a eles entender as palavras de Deus. Ele disse: "o coração deste povo está endurecido, de mau grado ouviram com os ouvidos, e fecharam os olhos" (Mt 13.15). O texto alerta sobre a autossuficiência e a resistência espiritual. Nessa situação, mesmo recebendo a mensagem, os ouvintes escolhem conscientemente fechar a mente para a verdade e a transformação.

O profeta Micaías

No tempo do rei Acabe, em Israel, o livro sagrado relata a história de um profeta de Deus que estava no calabouço. Ao ser chamado à presença do rei de Judá, que pretendia consultar ao Senhor a respeito da sua ida a uma batalha para reconquistar Ramote-Gileade. O profeta foi retirado da prisão e conduzido à presença dos reis. Sua resposta, porém, revelou plena convicção: "Se voltares em paz, o Senhor não falou por mim" (1Rs 22.28). Enquanto quase quatrocentos profetas anunciavam vitória, ele permaneceu fiel à Palavra de Deus. Declarou exatamente o que havia recebido do Senhor, ainda que sua mensagem fosse contrária aos interesses do rei Acabe. Por causa dessa fidelidade, foi rejeitado, agredido e enviado novamente ao cárcere. Permaneceu preso até que Acabe retornasse em paz, o que nunca aconteceu!

A Palavra é fogo ardente

"Fui enganado" é uma frase registrada no livro de Jeremias, onde o profeta expressa profunda angústia e frustração. Ele sente-se enganado pelas dificuldades do seu chamado, mas conclui que a Palavra de Deus era como um "fogo ardente" em seu coração que ele não conseguia conter (Jr 20.7). O contexto desta expressão foi logo depoois de ser agredido por Pasur, sacerdote que havia sido nomeado presidente na casa do Senhor. A Bíblia diz que ele feriu ao profeta e o lançou no cepo. Era um instrumento de tortura e humilhação pública feito de madeira, onde o prisioneiro ficava preso pelas pernas, braços ou pescoço. No dia seguinte, quando foi solto, Jeremias profetizou um destino terrível para Pasur e seus amigos por rejeitarem a palavra de Deus

Não rejeitando a confiança

"O justo viverá da fé" é um dos princípios mais profundos da Bíblia. A frase é encontrada no Antigo Testamento em Habacuque (Hb 2.4). Contudo o mesmo princípio já estava relatado no Gênesis quando Abraão creu em Deus e isso lhe foi imputado por justiça (Gn 15.6). Devido a sua relevância, ela é repetida no Novo Testamento em Romanos, Gálatas e nas epístolas aos Hebreus e de Tiago (Rm 1.17, 4.3; Gl 3.11; Hb 10.38 e Tg 2.23). Significa que a nossa vida e as nossas escolhas devem ser guiadas pela confiança em Deus, e não apenas pelas circunstâncias ou por regras. É um convite a confiar no Criador mesmo quando a visão humana não consegue enxergar o caminho.

quinta-feira, 2 de julho de 2026

Um menino pequeno os guiará

A frase "e um menino pequeno os guiará" está registrada no livro do profeta Isaías. O texto descreve um cenário de paz futura (o Reino Messiânico), onde animais ferozes e pacíficos viverão em harmonia, e uma criança pequena será a responsável por guiá-los. Geralmente, esta passagem é uma referência simbólica à transformação da natureza e à paz perfeita trazida pelo Messias, destacando que a mansidão reinará para sempre no reino de Deus (Is 11.6-9). Durante o ministério galileu de nosso Senhor e Salvador, os discípulos o procuraram, perguntando-lhe: “Quem é o maior no reino dos céus? E Jesus, chamando um menino, o pôs no meio deles, E disse: Em verdade vos digo que, se não vos converterdes e não vos fizerdes como meninos, de modo algum entrareis no reino dos céus. E qualquer que receber em meu nome um menino tal como este, a mim me recebe. Mas qualquer que escandalizar um destes pequeninos, que crêem em mim, melhor lhe fora que se lhe pendurasse ao pescoço uma mó de azenha, e se submergisse na profundeza do mar” (Mt 18.1–6.)

A humildade na Bíblia

A humildade na Bíblia é o reconhecimento da nossa dependência de Deus e do valor do próximo. A verdadeira humildade significa colocar os outros em primeiro lugar, servir sem buscar aplausos e seguir o exemplo de Jesus, que foi manso e humilde de coração. Ela é considerada uma virtude essencial para a sabedoria e é frequentemente recompensada por Deus (Fl 2.3, Mq 6.8, Jo 13). A frase do sábio "diante da honra vai a humildade" é um princípio bíblico que ensina que a verdadeira valorização e reconhecimento (honra) são precedidos por uma postura humilde. Destaca que a verdadeira honra é reconhecida pelos outros, não autoexaltada. A humildade prepara o caráter, evitando a soberba que leva à ruína, e funciona como um pré-requisito para o crescimento sustentável e o respeito. Ela não vem depois do sucesso, ela vai à frente, preparando o caminho (Po 15.33, 18.12). Do outro lado oposto, o coração arrogante (soberbo) precede a queda, enquanto a humildade precede a honra. A humildade está ligada ao "temor do Senhor", reconhecendo as próprias limitações diante de Deus. Enfim, a sabedoria ensina que, para ser levantado (honrado), é preciso primeiro estar abatido (humilde). Logo na criação do homem no jardim do Éden, já temos ali exemplos sendo traçados de humildade e soberba. Um querubim ungido para proteger, cheio de sabedoria e glória – só que se ensoberbeceu e quis fazer o seu próprio reino ao norte, abandonando o seu trabalho cotidiano, sua ocupação. Já está julgado e condenado! Aquele que se separa, insurge-se contra a verdadeira sabedoria e busca seus interesses, diz o sábio. Do outro lado, ele esculpe dos materiais do pó, um ser humano frágil, mas que se andar na obediência e em Sua vontade, será eterno junto com Ele. Seremos deuses, diz o salmista, ou entre os deuses daremos louvores? É. Lembrando, novamente que diante da honra vai à humildade

Interpretando a Escritura

. Ao retirar o significado do texto original é sempre necessário lembrar do apóstolo Pedro lembrou que disse: "nenhuma profecia da Escritura é de interpretação particular" (2 Pd 1.20-21). Historicamente, essa passagem tem implicações diretas sobre como a mensagem cristã deve ser compreendida. Assim como há entendimentos forjados aos longos dos séculos, devemos entender que a Palavra é em sua essência "revelação". Não é à toa que o apóstolo Paulo orava para que Deus abrisse a "porta da Palavra" (Cl 4.3)

quarta-feira, 1 de julho de 2026

No cotidiano, há uma dimensão espiritual

O pastor de ovelhas entendia que os combates não eram somente físico, mas também espiritual. De igual modo compreendia que proteger o rebanho exigia mais do que força e coragem física. Além de perigos reais, como lobos e tempestades, sabia que, ainda, por trás das ameaças havia uma dimensão espiritual. Assim sendo, a verdadeira segurança dependia de vigilância contínua, oração e discernimento. Davi lutava com foco na fé e coragem em Deus, não em sua própria força. A Bíblia descreve suas vitórias como resultado de sua confiança no Senhor, mesmo quando usava apenas uma funda e pedras para derrotar o gigante Golias. Como rei, Davi também liderou batalhas usando estratégia militar e obediência, combinando sua ação com a confiança divina, e não se limitando a uma única abordagem. Davi não confiava apenas em sua força física, mas, principalmente na crença de que Deus lhe daria a vitória.

Dedicação e esforço

A frase "todo homem emprega força para entrar no reino de Deus" é uma referência no evangelho segundo escreveu Lucas. Nela há uma indicação clara que a entrada no Reino de Deus requer, em muitos momentos, um esforço "violento" ou "ardente". é certo que isso não se refere à violência física, mas sim a uma luta espiritual e um combate contra as inclinações para o mal e as tentações do mundo (Lc 16.16). É uma luta interior, uma disciplina e um compromisso com uma vida ética e cheia de boa-fé, que exige o controle dos pensamentos, das vontades e das paixões, para que se possa viver em harmonia com a vontade de Deus. A passagem bíblica marca, inclusive, um ponto de viragem na história da salvação, com o anúncio do Reino de Deus sendo introduzido e assumindo um caráter de maior imediatismo e urgência. A entrada no Reino de Deus exige dedicação, esforço contínuo, disciplina pessoal e uma vigilância constante para não ceder às seduções e distrações que roubam a vida espiritual. Assim sendo, é necessário um combate interior contra as más inclinações da alma, os vícios, os pensamentos desordenados e os desejos mundanos, que afastam o homem de Deus.

Experimentando a bondade divina

Moisés pede a Deus que Ele mostre a Sua glória (Ex 33.18). A resposta divina é um convite para experimentar a Sua bondade e conhecer o Seu nome, enquanto o protege para que não seja destruído pela visão de Sua glória total, que ninguém pode ver e viver. Como as experiências passadas não substituem uma busca contínua pela presença de Deus, o salmista recomenda exatamente a provar que o Senhor é bom (Sl 34.8). Um dos textos mais conhecidos é : "Porque o Senhor é bom; a sua misericórdia dura para sempre, e a sua fidelidade se estende de geração em geração" (Sl 100.5). A Bíblia destaca a bondade divina de ponta a ponta! O profeta Naum diz que "O Senhor é bom, um refúgio em tempos de angústia. Ele protege os que nele confiam" (Naum 1.7). Já o apóstolo Tiago ensina que "Toda boa dádiva e todo dom perfeito vêm do alto, descendo do Pai das luzes, que não muda como sombras inconstantes" (Tg 1.17). Eis aberto o convite para que as pessoas vivenciem a bondade de Deus em suas vidas de forma prática, e não apenas acreditem teoricamente.

terça-feira, 30 de junho de 2026

Tomando posse da vida eterna

Tomar posse da vida eterna é um conceito baseado na recomendação do apóstolo Paulo a Timóteo. Ele incentiva ao jovem pastor: "Combate o bom combate da fé. Toma posse da vida eterna" (1 Tm 6.12). Espiritualmente, significa viver ativamente os princípios, a justiça e a comunhão com Cristo hoje, reconhecendo a salvação como um presente atual. Segundo o apóstolo João, a vida eterna consiste em conhecer a Deus e a Jesus Cristo (Jo 17.3). Isso significa uma postura diária de confiança, opondo-se às tentações e buscando valores como a justiça e a piedade. Viver com a convicção da redenção, não se limitando apenas às preocupações materiais desta vida. O capacete da salvação é um elemento da "armadura de Deus" citado pelo apóstolo Paulo aos Efésios. Ele simboliza a proteção espiritual da mente e dos pensamentos contra dúvidas, medos, acusações e ataques do mal, baseando-se na certeza da vida eterna em Cristo (Ef 6.17). A certeza da salvação é a convicção do perdão e da redenção, impedindo que sentimentos de culpa ou condenação dominem a mente. Ela lembra o crente de quem é em Deus, protegendo-o de sussurros de desespero e fracasso, ajudando a filtrar influências negativas e focar nas promessas divinas.

Forçando a interpretação bíblica

"Forçar" uma interpretação bíblica significa extrair versículos de seu contexto original para justificar pontos de vista pessoais, ideologias ou interesses próprios, ignorando a intenção original do autor. Essa prática é considerada um erro hermenêutico que transforma a mensagem bíblica para encaixar em pensamentos humanos. É certo que Filemom era um cristão com bom exemplo. Até mesmo o apóstolo Paulo enumera, entre outras características, que por ele “as entranhas dos santos foram recreadas”. Ppor isso ele acreditava que, provavelmente, Filemom receberia o novo irmão em Cristo, Onésimo. O apóstolo ou o escravo convertido, Onésimo, pode perfeitamente ter tido uma direção de Deus? Conhecendo um pouco do apóstolo, diria que ele teve uma direção de mandar o escravo para voltar para o seu dono. Agora como cristão, poderia servir como testemunho a ele e aos que o conheciam antes de sua nova crença. Contudo, a epístola a Filemom não deve ser usada como uma orientação geral para os crentes. Nada disso, nem voltarem onde devem algo e pagar, nada e nada e mais nada... Ana lisando o contexto pelos escritos, nem se sabe ao certo se ele devia algo ao seu senhor! Isso acontece muito com certa frequência nos meios religiosos, sendo até uma grande imprudência em certos casos. Supor algo, de forma induzida ou não, que a Bíblia não mostra é colocar pensamentos próprios acima da Palavra. Se continuarmos a fazer essa ação, assim estaremos acrescentando algo que o Livro não expõe, não ensina e nem tão pouco induziu. Muitos tem tomado esse caminho, mas é um caminho totalmente irrecomendável, e, acima de tudo, é desaconselhado de igual modo em Apocalipse.

Jesus é a verdade

A Bíblia revela Jesus Cristo como a personificação da verdade absoluta. O conceito de verdade tem estreita relação com o de fidelidade (Sl 25.4-5,10). A verdade é de extrema importância na relação do homem com Deus: É preciso conhecer a verdade (Jo 8.32), obedecer a verdade (1 Pd 1.22), adorar em verdade (Jo 4.24), andar em verdade (2 Jo 4), amar com a verdade (Ef 6.14) e amar a verdade (2Ts 2.10). Aqueles que se desviam da Verdade estão perdidos (Tg 5.19). Aqueles ainda que não andam segundo a Verdade serão repreendidos por Deus (Rm 1.25). Enfim, aqueles que não estão com a Verdade seguem seu pai o Diabo (Jo 8.44). Jesus assim orou ao Pai: Santifica-os na tua verdade; a tua palavra é a verdade (Jo 17.17). A principal passagem sobre isso está no Evangelho segundo escreveu o apóstolo João: "Eu sou o caminho, e a verdade e a vida; ninguém vem ao Pai, senão por mim". É certo que, na perspectiva bíblica, a verdade não é apenas um conceito, mas uma pessoa. Isso significa que, toda a verdade moral, espiritual e o propósito da existência estão centralizados em Cristo. Além dessa afirmação central, outros textos importantes reforçam esse tema: "E conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará" (Jo 1.14). Segundo a Bíblia Ele veio a nós "cheio de graça e de verdade" (Jo 18.37). Quando questionado por Pilatos sobre o que é a verdade, Jesus afirma que veio ao mundo para "dar testemunho da verdade". A expressão bíblica "a fidelidade [ou verdade] será o cinto dos seus rins" aparece em um texto do profeta Isaías. Há várias facetas, como em todo o toda a Palavra, indicando a justiça e o caráter firme do Messias. Cingir os rins significa amarrar a roupa para trabalhar ou lutar, simbolizando preparação, prontidão, verdade e controle sobre as paixões (Is 11.5-9). Significa a possibilidade de correr, caminhar ou trabalhar sem estorvo. Pois o contexto da mensagem se insere nos tempos bíblicos, em que as pessoas usavam túnicas longas. Assim sendo, cingir os rins (ou lombos) com um cinto ou corda era essencial para prender a roupa, mostando que o Altíssimo se prende à Verdade. Do mesmo modo, Paulo, em Efésios, no capítulo 6, instrui ao cristão a "cingir a cintura com a verdade", como parte da armadura de Deus. Isso simboliza viver com integridade e prontidão para a batalha espiritual. Outra face do ensino é a de que cingir os rins simboliza também o autocontrole das paixões internas (a região dos rins na Bíblia é vista como lugar da sexualidade e emoções) e a prontidão para servir a Deus. Em suma, a verdade e a justiça são o suporte e a prontidão na vida do cristão, assim como o cinto era para o trabalhador antigo e Deus instrui o fiel a se cingir da Verdade, que é a Sua Palavra, pois só assim estará pronto para combater espiritualmente o diabo e seus demônios.

Caminhos de tentação

"Cada um, porém, é tentado pela própria cobiça [e não por demônios primariamente, porém estes podem influenciar na tentação em segundo plano] sendo por esta arrastado e seduzido. Então a cobiça, tendo engravidado, dá à luz o pecado; e o pecado, após ter-se consumado, gera a morte"(Tg 1.14-15). Há uma diferença entre os pecados morais citados na Bíblia, que nem sempre é percebida. Por exemplo, a Palavra difere entre adultério e prostiuição: "...os que se dão a prostiuição e aos adúlteros..." A principal diferença é que adultério é a traição dentro do casamento, ou seja, ter relações sexuais com alguém que não é o cônjuge. Já a prostituição se refere à venda de serviços sexuais em troca de dinheiro. Enfim a "fornicação" consiste em sexo fora do casamento (seja antes ou depois).

Tempo de confusão

A Torre de Babel, que significa a "porta do céu" ou a "porta de Deus", é mencionada na Bíblia (Gn 11), como uma das construções mais ambiciosas do homem. Na Bíblia, "Babel" está relacionada a "confusão", especialmente devido a confusão de línguas (Gn 11.1-9). Ao chegarem à planície de Sinar (Mesopotâmia), decidiram construir uma cidade e um topo que alcançasse os céus para tornarem seus nomes famosos e evitar a dispersão como determinado pelo Altíssimo. Após o dilúvio, Deus causou confusão na humanidade estabelecendo diferentes idiomas, o que impediu que a torre fosse construída, obrigando-os a interromper a construção e a se espalharem pela terra. O homem em sua arrogância de querer chegar, por si mesmo ao céu, ou desconsiderar o plano divino para si, incorre em desordem, desentendimento, desunião, confusão.

segunda-feira, 29 de junho de 2026

Uma ponta com aparência firme

O "chifre pequeno" em Daniel, nos capítulos 7 e 8, é uma figura profética que surge de um dos grandes reinos (Roma), o quarto da estátua. Ela representa um poder que cresce, persegue os santos e blasfema, um sistema religioso-político que se desenvolveu a partir de Roma, culminando em um poder que persegue a igreja e se levanta com palavras e ferocidade até contra Deus. A pequena ponta fazia guerra aos santos e os vencia (Vs.21) até o juízo final. Surge entre os 10 chifres de um grande animal (a quarta besta, que representa Roma) e "arranca três deles para abrir caminho", possui olhos como os de um homem, mostrando o seu lado humano e uma "boca que fala com arrogância e blasfêmias". Cresce em direção ao Sul, Oriente e Terra Gloriosa (Palestina), lança alguns do exército dos céus por terra, tira o sacrifício diário e destrói o santuário. As grandes palavras que saíam da ponta chama atenção do profeta Daniel (Vs.11) cuja aparência era mais firme (Vs.20) até que o quarto animal, sem referência anterior, morre, diferente dos outros cujo domínio foi tirado, mas com continuidade de vida. Proferirá palavras contra o Altíssimo e destruirá os santos do Altíssimo, cuidando em mudar os tempos e a lei (Vs. 25), mas o domínio será restabelecido e a pequena ponta será destruída (Vs. 26 e 27).

Jesus, o "príncipe que há de vir"

A profecia das Setenta Semanas de Daniel (Dn 9.24-27) é uma revelação bíblica que detalha um cronograma de tempos para o povo de Israel e Jerusalém, focando na vinda do Messias e eventos futuros. Elas têm o propósito de:"Extinguir a transgressão e o pecado; Expiar a iniquidade; Trazer a justiça eterna; Selar a visão e a profecia e Ungir o Santo dos Santos (o Messias)". Um dos períodos é desde a ordem para restaurar Jerusalém até o Messias, período da reconstrução da cidade em tempos difíceis. Outro ponto crucial e a vinda do Messias, o Ungido, que seria morto. Da subida do Messias até o fim, há um período de perseguições mais fortes à Igreja, chamado comumente de Grande Tribulação. O "príncipe que há de vir" que fará uma aliança com muitos é o próprio Jesus que assim se expressou: "este é o meu sangue que é derramado por muitos" a conhecida citação bíblica de Jesus Cristo durante a Última Ceia, encontrada nos Evangelhos segundo Mateus e Marcos. Isso significa que o sangue derramado como sacrifício para selar a nova aliança com Deus, oferecendo o perdão dos pecados para muitas pessoas (Mt 26.28; Mc 14.24).

Dizendo aos maridos: Dá cá

Quando uma pessoa vive anestesiada pelo luxo, ela costuma perder a sensibilidade moral. Então, o profeta usa uma figura que causa impacto — não para humilhar mulheres por serem mulheres, mas para denunciar um grupo específico de mulheres ricas e opressoras dentro de um sistema injusto. “Ouvi esta palavra, vacas de Basã, que estais no monte de Samaria, oprimis os pobres, esmagais os necessitados e dizeis a vosso marido: Dá cá, e bebamos”. "Vacas de Basã" é uma expressão bíblica de tom irônico usada pelo profeta Amós para repreender essa elite opressora de Samaria. O termo faz referência às vacas da rica e fértil região de Basã, conhecidas por serem gordas, robustas e mimadas. Basã era uma área a leste do Rio Jordão famosa por suas pastagens verdejantes, terras férteis e criação de gado de alta qualidade. A metáfora era direcionada às mulheres da alta classe samaritana (ou, segundo alguns teólogos, aos homens cortesãos) que viviam no luxo e na ostentação. Amós utilizou essa comparação forte para destacar a falta de empatia e a postura da elite (Am 4.1-3). A riqueza e os banquetes dessas pessoas eram sustentados pela opressão e exploração dos pobres e necessitados. Demonstravam total insensibilidade perante o sofrimento do povo, preocupando-se apenas em manter seus próprios vícios e estilo de vida. Segundo estudiosos da cultura hebraica, as mulheres mimadas exigiam que seus maridos trouxessem recursos para beber e se fartar, mesmo que isso custasse o suor dos mais vulneráveis.

Cultivando sicômoros

Cultivador de sicômoros era Amós, o profeta também boiadeiro. Sicômoro é uma árvore de frutos semelhantes a figueira e folhas bem parecidas com parreiras. Podia ser encontrada em abundância pelas colinas de Israel:"E fez o rei que em Jerusalém houvesse prata como pedras; e cedros em abundância como sicômoros que estão nas planícies" (1 Rs 10.27). Um aspecto interessante dessa figueira brava é que seus frutos precisam ser arranhados, cortados com algum instrumento pontiagudo para poderem crescer e amadurecer de modo que sirva para o consumo. O risco ou furo nos figos verdoengos do sicômoro provoca um acentuado aumento na emanação do gás etileno, o que acelera consideravelmente (de três a oito vezes) o crescimento e o amadurecimento do fruto. Isto é importante, visto que de outro modo o fruto não se desenvolve plenamente e continua duro, ou é estragado por vespas parasíticas que penetram no fruto e habitam nele para reprodução. Deus usa um cultivador de sicômoros para ensinar que, muitas vezes, as marcas permitidas por Ele em nossa vida são instrumentos de amadurecimento espiritual.

A mensagem dura de Amós

Amós foi um pastor de ovelhas e cultivador de figos da pequena cidade de Tecoa, em Judá (sul). Homem do campo, sem estudos formais na "escola de profetas", foi chamado por Deus para pregar no Reino do Norte (Israel) durante um período de grande prosperidade material, mas extrema corrupção, idolatria e injustiça social. Era reinado de Uzias, um período que corresponde a 792-740 a. C (Judá) e Jeroboão II 793-753 a.C. (Israel). Os ricos cada vez mais ricos e os pobres sendo oprimidos. O sistema judicial corrompido, luxuria e idolatria generalizados, contudo a nação acreditava que Deus os abençoava por conta da expansão no comércio, das alianças politicas e vitórias militares. Estavam enganados e o Eterno envia Amós com uma mensagem muito dura! A abundância dos celeiros, não representava a alegria de Deus. O sorriso da nação necessitava ser voltado para os céus, para as coisas espirituais e para Iavé, aquele que os amava tanto e de tal forma, que havia providenciado um profeta para entregar-lhes mensagem de arrependimento. Uma de suas frases marcantes foi: "Corra, porém, o juízo como as águas, e a justiça como um ribeiro perene" (Am 5.24). Condenou fortemente a opressão aos pobres, o suborno, a corrupção dos líderes e a ganância dos comerciantes que trapaceavam nas balanças. Reprovou um povo que oferecia sacrifícios e cumpria ritos religiosos no templo, mas vivia de forma imoral e injusta no dia a dia. E os reis se aterrorizam com o agricultor que recusava título de profeta, mas cujas palavras cortavam qual navalha afiada e disseram a ele:"Foge daqui Amós, não profetizarás mais em Bétel, porque aqui é o santuário do rei" (Am 7.13). Ao enfrentar a rejeição de Amazias, sacerdote do santuário de Betel, que tentou bani-lo por suas duras palavras contra o rei Jeroboão II, assim se pronunciou: "Eu não sou profeta, nem filho de profeta, mas boiadeiro, e cultivador de sicômoros" (Am 7.14). Ele deixou claro que não pertencia a uma casta de profetas profissionais, mas era apenas um boiadeiro e cultivador de sicômoros chamado diretamente pelo Altíssimo.

domingo, 28 de junho de 2026

Intuito dos sonhos

A interpretação dos sonhos é conhecida historicamente como onirocrítica. Ela é a prática de atribuir significado a diferentes elementos, símbolos e sensações vivenciadas durante o sono. Na Bíblia, a interpretação de sonhos é um dom espiritual de revelação concedido diretamente por Deus, e não uma habilidade humana. As Escrituras mostram que os significados pertencem a Ele, e destacam que o dom exige total discernimento para alinhar qualquer mensagem com a vontade e a Palavra divina. Abimeleque foi avisado claramente por Deus que havia sido enganado por Abraão quando este disse que Sara era sua irmã, ocultando o fato de ser sua esposa. O propósito deste sonho foi alertar sobre o pecado e dar livramento das suas consequências (Gn 20.3-6). Jacó sonhou com uma escada da terra ao céu e anjos subindo e descendo. A partir de então passou a ter um relacionamento com Deus. A finalidade deste sonho era trazer despertamento espiritual para Jacó (Gn 28.17-22). Em outra oportunidade, Deus mostrou para ele o que seu sogro fazia e lhe mandou de volta para sua terra. Com este sonho Deus mostrou a Jacó que dirigia a sua vida e lhe sustentava em todas as suas necessidades (Gn 31.12-13). José tinha sonhos e o dom de interpretá-los. Ele sonhou que os feixes de trigo de seus irmãos se inclinavam diante do feixe de trigo dele. Outra vez sonhou que o sol, que representava seu pai, a lua representando sua mãe e onze estrelas, que seriam seus irmãos se encurvavam diante dele(Gn 37.5-10). O propósito destes sonhos era direcionar a vida de José e lhe dar esperança quando passasse por perseguições (Gn 37.20). O padeiro e o copeiro de faraó foram presos por suspeitas de traição ao rei e ficaram na mesma prisão que José, onde os dois tiveram os seguintes sonhos (Gn 40.1-3). Depois o faraó sonhou que de uma só haste saíam sete espigas feias e sete boas, sendo que as feias devoraram as boas. O copeiro real se lembrou de que José interpretou seu sonho e do padeiro (Gn 41.11,12). O faraó mandou chamar José e contou para ele o sonho (Gn 41.15-24). José interpretou o sonho do faraó (Gn 41.25-32). O propósito destes sonhos de faraó foi levantar José para governar o Egito e mostrar o poder de provisão de Deus. Quando Gideão foi espiar a terra dos midianitas ouviu um homem contando seu sonho em que via um pão de cevada derrubando a tenda do comandante do exército midianita e derrotando-o. O outro homem que ouvia o relato do sonho logo entendeu o significado que seria a respeito de Gideão vencendo o exército midianita, sendo um sinal de Deus para sua vida (Jz 7.13-15). O rei Salomão teve um sonho onde ouviu Deus lhe falar. No sonho Deus lhe disse que poderia pedir o que desejasse e ele pediu sabedoria. Este pedido agradou ao Senhor que lhe concedeu o pedido. O objetivo deste sonho foi estabelecer o reinado de Salomão e dinastia de Davi sobre o trono de Israel. Um tempo de paz seria fruto da sabedoria no reino de Salomão (1 Rs 3.5-15). O rei Nabucodonosor sonhou com uma estátua que tinha cabeça de ouro, braços de prata, cintura de bronze e pernas de ferro com os pés em ferro misturado com barro. No sonho uma pedra acerta os pés da estátua e a destrói. Esta visão mostrava que ele era a cabeça de ouro e após viriam outros reinos representando os metais. A partir do grande Império Babilônico, outros reinos dominariam o mundo civilizado de sua época até que o Reino de Deus se estabelece sobre a terra (Dn 2.26-45). José, pai adotivo de Jesus, quando soube que Maria estaria grávida, sonhou quatro vezes. No primeiro sonho, um anjo diz para se casar com Maria (Mt 1.20). Já no segundo, um anjo diz para José fugir para o Egito (Mt 2.13). O próximo, o anjo manda José voltar para Israel (Mt 2.19). Por fim, José é orientado a ir para a Galiléia (Mt 2.22). Os sonhos que José teve tiveram como alvo orientar a família que abrigaria o Filho de Deus. A vida de José foi um exemplo de servo de Deus que seguia as ordens do Senhor disposto a fazer tudo que agradasse ao seu Deus.

sábado, 27 de junho de 2026

Vivendo em união

Oh! Quão bom e quão suave é, que os irmãos vivam em união... Essa bela frase é o versículo inicial do Salmo 133 da Bíblia Sagrada. Mostra, sem sombra de dúvidas, a beleza e a força da comunhão. O Salmo completo compara essa união a duas coisas muito significativas na cultura da época: o óleo precioso e o orvalho de Hermom. O primeiro representa o Espírito Santo derramado sobre as nossas vidas e que traz pureza e alegria. É na comunhão que o Espírito de Deus é derramado sobre a nossa cabeça, purificando os pensamentos, ungindo nossos olhos, ouvidos, boca e todo o nosso corpo. É na união que passamos a experimentar uma vida cheia do Espírito Santo, do amor de Deus e da paz que só Jesus pode trazer ao nosso coração. Andar cheio do Espírito Santo é amar ao próximo, servindo o irmão, ajudando o necessitado, socorrendo os feridos e levantando os caídos... Andar cheio do Espírito Santo é ainda perdoar e amar o irmão, ter comunhão com ele, compartilhando as vitórias e as lutas também, é viver uma vida em unidade com a igreja, todos juntos com o mesmo propósito, levar o amor de Cristo para aquelas almas que ainda não foram alcançadas. O segundo representa o refrigério e o cuidado de Deus que alcançam a todos, pois é onde Ele ordena a sua bênção. O capítulo 10 e verso do livro dos Provérbio 22, a bênção que enriquece é a de Deus.

Indo à Casa do Senhor

Na Nova Aliança feita por Cristo no calvário muita coisa mudou, hoje nós temos livre acesso a presença de Deus, não precisamos mais do intermédio dos sacerdotes para oferecer sacrifícios de louvor, pois Cristo é nosso Sumo Sacerdote. Por mais que a Igreja seja chamada de Casa de Oração, não devemos pensar que ela seja apenas um lugar para irmos pedir algo a Deus. Deus busca verdadeiros adoradores (Jo 4.23-24), devemos ir á Casa do Pai com a intenção de adorá-Lo, podemos pedir, é lógico, pois Jesus nos ensinou a importância de pedir ( Mt 7.7), mas esta não deve ser nossa prioridade. Davi no salmo 27 deixa isso claro, ele almejava ir a Casa do Senhor por dois objetivos: contemplar a formosura do Senhor e aprender! No Antigo Testamento há episódios em que Deus responde a adoração de seu povo enviando fogo do céu para consumir o holocausto, como forma de demonstrar que se agradou daquele ato, logo devemos oferecer culto ao Pai sempre com o intuito de agradá-Lo. Em Atos 16 vemos que o culto a Deus, prestado por Paulo e Silas, agradou tanto ao Senhor que houve um terremoto naquele lugar. Que procuremos sempre, em todos os momentos, agradar a Deus! Por fim, no livro de Atos está escrito: E, perseverando unânimes todos os dias no Templo (At 2.46A). Deus não habita em templos feitos por mãos humanas, porém Ele pode se fazer presente nesses templos: "Porque, onde estiverem dois ou três reunidos em meu nome, ali estou no meio deles" ( Mt 18.20). Então, que aprendemos a valorizar a ida à Casa do Senhor, assim como Davi e a igreja primitiva.

Local de encontro de Deus com o povo

O homem segundo o coração de Deus queria morar na igreja: "Uma coisa pedi ao SENHOR e a buscarei: que possa morar na Casa do SENHOR todos os dias da minha vida, para contemplar a formosura do SENHOR e aprender no seu templo" (Sl 27.4). A Palavra de Deus diz, tanto na carta aos coríntios como na carta aos gálatas, que somos templo e morada do Espírito Santo, logo Deus habita em nós. Por este motivo muitos chegam a perguntar o porquê de ir a um templo, feito por mãos humanas, já que o próprio Deus disse que não é nele que Ele habita? (Is 66.1). No Antigo Testamento nos livros de Gênesis e Êxodo nota-se que a princípio não existiam Casas de Oração, mas tanto Abraão como seus descendentes escolhiam um lugar para construir um altar e ali oferecer sacrifícios ao Senhor, assim concluímos que Deus deseja que tenhamos um lugar para O encontrar. A partir do capítulo 25 de Êxodo Deus pede que Moisés construa um tabernáculo, Ele dá a Moisés todas as instruções, no versículo 8, o Senhor diz que habitará no meio daquele santuário. A partir do versículo 10 Deus manda que seja construído a Arca da Aliança e no versículo 22 Ele diz a Moisés que sobre aquela arca se encontraria com Moisés. E foi assim por todo o Antigo Testamento, Deus se encontrava com o sumo sacerdote através da Arca da Aliança, era ela que representava a presença de Deus no meio do Tabernáculo e, posteriormente, no Templo construído por Salomão. Há de se observar que o próprio Deus pediu que construíssem um santuário, que ao lermos com atenção vemos que era o local de encontro de Deus com o povo, embora o acesso a presença de Deus fosse um privilégio apenas dos sacerdotes. Aquele Tabernáculo, e mais tarde o Templo, era o local onde eram oferecidos sacrifícios ao Senhor por gratidão ou por expiação pelos pecados. Era ali também onde muitos oravam ao Senhor! No segundo livro de Crônicas, Deus diz que estaria atento às orações feitas naquele lugar (2 Cr 7.15). No entanto, por mais que tenhamos em nós a Sua presença, o pedido da construção do Tabernáculo, e mais tarde do Templo, serve para compreendermos que, por mais que buscamos a Deus em nossos lares, que é de suma importância para obtermos intimidade com Deus, é necessário que tenhamos um local para aprender do Senhor. No capítulo 29 de Êxodo por várias vezes Deus diz a Moisés que aquela oferta ou holocausto é "aroma agradável ao Senhor", é aqui que quero frisar. Na verdade, não precisamos mais oferecer animais em sacrifícios, porém aqueles holocaustos eram uma forma de prestar culto ao Senhor e, assim como os holocaustos deveriam agradar ao Senhor, assim deve ser a nossa adoração. Tudo o que fazemos para o Senhor deve chegar ao céu como oferta agradável, em alguns momentos na Escritura é dito "como cheiro suave". No livro de Eclesiastes no capítulo 5 há uma exortação, diz que devemos guardar nosso pé ao entrar na Casa de Deus, isto é, saber que ali é lugar de reverência.

Figueira seca até a raiz

A figueira tem aparência enganosa: coberta de folhas e não apresenta frutos. É símbolo do Templo, quando só tem aparências. Betel é conhecida como a Casa do Pão, mas o que fazer quando não há mais pão lá? Muitas vezes, o lugar sagrado é transformado num movimentado mercado, prejudicando sobretudo os pobres, e convertido num instrumento de exploração do povo. Se continuar assim, a sua esterilidade fará com que desapareça por ter se tornado inútil. O que fazer quando o comercio profana a “a casa de oração”? Na história bíblica, os dirigentes de Israel muitas vezes acabaram traindo a missão que receberam para manter seus privilégios e oprimiam o povo. Neste caso, se tornaram como a imagem da figueira seca até a raiz...

Fé e caráter íntegro

A fé baseada no ser, e não no ter, é um conceito que enfatiza a importância da relação com Deus e a identidade em Cristo, em vez da acumulação de bens materiais ou de conquistas pessoais. É uma fé que se concentra no que a pessoa é em Deus, não no que ela possui ou faz. Diferente de uma fé que busca resultados imediatos ou recompensas, essa abordagem prioriza a intimidade com Deus, independentemente das circunstâncias. O foco está na confiança na pessoa de Deus e em Sua fidelidade, não na garantia de que Ele realizará todos os desejos humanos. Em vez de ser abalada por dificuldades, essa fé permanece sempre firme. A pessoa que confia no Senhor é como os "montes de Sião", inabalável, pois sua segurança não está na ausência de problemas, mas na confiança em Deus. O crescimento espiritual não é alcançado por esforço humano, mas pela vida de Cristo na pessoa. O foco é em "estar em Cristo" e permitir que o Espírito Santo atue, e não em seguir uma fórmula religiosa. Deus falou com Satanás: Viste o meu servo Jó? A resposta divina descreve o personagem bíblico Jó, como sendo um homem sincero, reto, temente a Deus e que se desvia do mal. Deus usa essa descrição ao conversar com Satanás para enfatizar a integridade de Jó e a sua pureza de coração, mesmo diante de provações severas. Jó é descrito como um homem íntegro e correto em suas ações e caráter. Ele temia a Deus e honrava o seu nome, tanto em momentos de bênção quanto de perda. A integridade de Jó era tamanha que ele se afastava deliberadamente do mal. Deus mostra a Satanás que a fé de Jó não era baseada apenas em sua prosperidade, mas em um caráter íntegro e temente a Deus.

Coração sem vida

É certo que a generosidade e a ação de ajudar os outros sempre retornam para a pessoa que a pratica. Em Provérbios, Salomão lembra que a generosidade nunca é vã (Pv 11.25). Uma das teses mais conhecidas da Bíblia é: "Aquele que regar também será regado". O ser humano ao dividir o que tem — seja atenção, conhecimento ou recursos — está diante de uma verdade: semeando o bem que o beneficiará futuramente. A metáfora de "regar" refere-se a dar, a ser generoso e a agir com bondade para com os outros. Por outro lado, a pessoa que "será regada" é aquela que recebe o retorno dessa generosidade, seja em forma de bênçãos, prosperidade ou outras formas de reciprocidade. O generoso é aquele que está sempre a gerar boas obras e a produzir frutos bons. Por sua vez, o avarento, nada gera, pois possui uma alma estéril. O alerta do texto sagrado é : "Pelos frutos os conhecereis". Poderão colher-se uvas dos espinheiros ou figos dos cardos? Assim, toda a árvore boa dá bons frutos e toda a árvore má dá maus frutos. E continua: "Uma árvore boa não pode dar maus frutos, nem uma árvore má dar bons frutos. Toda a árvore que não dá bom fruto é cortada e lançada ao fogo. Portanto, pelos frutos os conhecereis" (Mt 7.15-20). Já o avarento não possui, frutos de generosidade; porque a raiz do seu coração está sem vida e a seiva do amor secou.

Qualquer coisa que não seja Deus

Segundo a Bíblia, idolatria é a adoração de qualquer coisa que não seja Deus, seja uma imagem feita por mãos humanas, um ídolo, ou qualquer outra coisa que tome o lugar de primazia em sua vida. Isso inclui o amor excessivo, adoração e dependência de coisas como dinheiro, poder, pessoas, trabalho, prazeres e até mesmo vícios, em detrimento do amor e obediência a Deus. A lei mosaica proíbe estritamente a adoração de imagens, comparando a idolatria a uma traição a Deus. No Antigo Testamento, a idolatria de Israel era frequentemente comparada a uma "prostituição" espiritual, significando o abandono de Deus, seu "marido", para seguir outros deuses. A história de Israel mostra que a idolatria levou a divisões e ao cativeiro, destacando as consequências graves desse pecado. Jesus ensina que a verdadeira adoração a Deus, que é "em espírito e em verdade", sem a necessidade de imagens físicas de Deus. No capítulo 7 e verso 7, do primeiro livro do profeta Samuel, há uma grande vitória do povo israelita sobre os filisteus. Em alguns versos anteriores, houve primeiramente a conversão inteira do povo a Deus, retirada de deuses estranhos e os astarotes. Quando o profeta estava sacrificando o holocausto, os filisteus chegaram à peleja contra Israel; e trovejou o Senhor aquele dia com grande trovoada, de tal modo que foram derrotados. A prosperidade espiritual vem com a retirada dos ídolos!

A salvação vem somente do Senhor

Há muita especulação sobre a salvação ou não das pessoas, seja no sentido de uma adversidade difícil terrena, passageira ou mesmo com significado eterno. Nem Davi, o "homem segundo o coração de Deus", alguém comprometido com a vontade divina, que foi escolhido por Deus por sua fidelidade, obediência e um coração que, apesar das falhas humanas, buscava a Deus, conseguiu fugir dela. O salmista assim se expressou: "Muitos dizem da minha alma: Não há salvação para ele em Deus". De igual modo, a passagem bíblica expressa a experiência de muitas pessoas que enfrentam adversários e críticas, mas o salmista responde com confiança em Deus como seu escudo e protetor (Sl 3.2-4). Ele está cercado por inimigos e pessoas que zombam de sua situação, acreditando que Deus o abandonou. Apesar das vozes negativas, a resposta do salmista é uma declaração de fé: "Porém tu, Senhor, és um escudo para mim, a minha glória, e o que exalta a minha cabeça". Assim, deve permanecer firme a fé em Deus do cristão mesmo em momentos de profunda dificuldade e descrença alheia, pois isso não vem da parte dEle. Deve ainda O reconhecer como a fonte de toda a ajuda, mesmo quando se "... multiplicado os seus adversários...", ou em grandes desafios. Enfim, a salvação vem somente do Senhor! (Sl 3.8 A).

Estando sem pavor

Quando Deus fala com Jó, no final do seu processo de aprendizagem, trata com ele sobre coisas terrenas que não entendia e depois muda para questões espirituais. Ainda no começo da discussão é tratado sobre o leviatã, uma criatura incomparável, tendo outra característica ser feito " ... para estar sem pavor". Ele é uma criatura marinha poderosa descrita em seu livro, mostrando sua invencibilidade e poder (Jó 41.33). O salmista assim o descreve: "Assim é este mar grande e muito espaçoso, onde há seres sem número, animais pequenos e grandes.Ali andam os navios; e o leviatã que formaste para nele folgar" (Sl 104.25,26). Deus começa questionando Jó sobre sua capacidade de capturar o leviatã, uma criatura tão poderosa que a ideia de domesticá-la ou usá-la para entretenimento é ridicularizada. Ao buscar entender os motivos de sua desenvoltura e em sua conversa com o Eterno em muitos momentos ele se justifica e o Altíssimo responde de forma didática falando deste grande animal marinho. Já o aprendizado espiritual foi relacionado à soberania do Eterno e sobre o propósito do sofrimento. Assim foi ensinado que a verdadeira devoção resiste à dor e perda, sem exigir entendimento imediato das razões divinas, resultando em um conhecimento mais profundo de Deus (Jó 42.5). Relaciona-se ainda à importância de adorar a Deus em todas as circunstâncias, aceitar a Sua vontade, e entender que o sofrimento pode ser um caminho para o amadurecimento e a revelação do caráter, não necessariamente um castigo por pecados pessoais, reforçando a confiança na fidelidade do Altíssimo. É certo que a fé de Jó não dependia de suas bênçãos; ele amava a Deus pelo que Ele É, não pelo que Ele dava, adorando-o mesmo na total desgraça. Mas, ainda aprendeu que Deus está no controle, e Seus caminhos são mais altos que os nossos e que não há a necessidade de se entender tudo para confiar em Sua perfeição. No pano de fundo, Deus permitiu que Satanás testasse Jó para revelar a profundidade de sua fé e caráter, produzindo perseverança e fortalecendo sua relação com Deus. Enfim, a fé verdadeira resiste às maiores provações, sendo um exemplo de integridade e resiliência espiritual.

O pecado traz a morte

"Houve tarde e manhã, o primeiro dia", mostrando o dia começando com o pôr do sol (Gn 1.5). Na Bíblia, o pôr do sol marca o fim do dia e o início de um novo ciclo. Isto é demonstrado no livro de Neemias: "...dando já sombra nas portas de Jerusalém..." mostrando o término de um ciclo. "Sucedeu, pois, que, dando já sombra nas portas de Jerusalém antes do sábado, ordenei que as portas fossem fechadas; e mandei que não as abrissem até passado o sábado; e pus às portas alguns de meus servos, para que nenhuma carga entrasse no dia de sábado” (Ne 13.19). O evangelista Lucas também destaca: "...amanhecia o sábado..." revelando que com a claridade começava uma nova contagem. "E era o dia da preparação, e amanhecia o sábado " (Lc 23.54). A tradição judaica utiliza um calendário lunisolar e começa a calcular seus dias sagrados e feriados a partir da contagem do mês de Nissan como o primeiro mês do ano religioso. Os inícios dos meses são baseados nas fases da Lua (ciclo lunar), enquanto as estações dependem do Sol. Com isso, divulga-se que os detalhes bíblicos não devem ser desprezados pois trazem mensagens espirituais muito relevantes. O plano maior do Eterno para com a humanidade é que as vidas terminem como um dia, mesmo que tenha começado sem sol, sem a presença de Deus, Ele quer que todos terminem essa maravilhosa existência terrena com Ele (Ef 2.1-3; Rm 5.12). Se por um lado todos começam a vida mortos espiritualmente, pois o pecado separa dEle, entretanto, Ele quer que todos se aproximem e vivam na luz! É certo que o dia começou em trevas devido a separação com a luz que ocorreu com a Queda de Adão e Eva e continua a afetar a todos os homens que não foram “vivificados” por Cristo, que ressuscitou os mortos espiritualmente. Entretanto, na Palavra é clara, simples e firme ao afirmar que o pecado traz a morte. Assim, o homem nasce afastado de Deus, necessitando de reconciliação: “Portanto, como por um homem entrou o pecado no mundo, e pelo pecado a morte, assim também a morte passou a todos os homens por isso que todos pecaram" (Rm 5.5-19). Enfim, o que passou a todos os homens, foi pecado? Não, de acordo com o texto bíblico foi a morte, morte espiritual. Assim, o dia bíblico, segundo Gênesis, começa com a escuridão e termina com o pôr do sol, marcando a passagem para a noite e o início de um novo dia.

sexta-feira, 26 de junho de 2026

Ordenando o caminho

O livro do Pregador ou Eclesiastes nos relata que todos têm dias ou momentos de profunda tristeza. Mas, no Salmo 50 e verso 15, temos uma recomendação divina para aqueles que oferecem sacrifício de louvor e pagam ao Altíssimo os seus votos: “Invoca-me no dia angústia; eu te livrarei, e tu me glorificarás”. O escritor aos Hebreus diz que o sacrifício de louvor é o fruto dos lábios que confessam o nome de Deus. Então, o que vem a ser sacrifício de louvor? São as pessoas que glorificam a Ele com suas boas ações e procedimentos? Sim. O que temos feito no dia da angústia? Além de ficar estressado, deprimido, angustiado? Estaríamos esquecendo o mais importante que é clamar a quem pode nos socorrer? Não podemos. José teve vários momentos assim, o proffeta Jonas clamou no ventre do peixe já perto de sua morte, Sansão pediu força mais uma vez. Ana, com amargura de alma, clamou ao Senhor por um filho e foi atendida! O rei Ezequias clamou a Ele quando lhe foi informado que não viveria mais. E quantos mais provaram esta verdade em suas vidas? Entretanto, ao ímpio diz Deus: Que tens tu que recitar os meus estatutos e que tomar o meu concerto na tua boca, pois aborreces a correção e lanças as minhas palavras para detrás de ti? Procuremos, pois bem ordenar nosso caminho, como diz Asafe, para que possamos ver a salvação de Deus e obter ajuda nos momentos ou dias indesejados!

Deus não é Deus de confusão

Em um mundo repleto de vozes, é vital discernir a mensagem de Deus. Ao silenciar as distrações e ao aproximar do Pai, encontra-se ordem, harmonia e paz. A confusão é resultado de ambição egoísta ou desordem humana. Creio que algumas vezes Ele é mal interpretado ou não perfeitamente entendido. O apóstolo Paulo assim escreveu aos Coríntios: "Deus não é Deus de confusão, senão de paz". Além de muito organizado e transparente, definitivamente Ele não é um deus confuso ou contraditório É certo que o apóstolo Paulo escreveu isso para ensinar que Deus é um Deus de ordem, harmonia e paz, e não de desordem ou tumulto, especialmente nas reuniões da igreja (1 Co 14.33). Confusões, brigas e a desordem são contrárias à natureza divina, que traz descanso à alma e organização ao coração. Assim sendo, onde ou aonde há o Espírito de Deus, há paz, não caos. A cruz de Cristo veio para organizar a vida e não ao contrário, ela conclama a uma organização da vida espiritual, emocional e material de Seus seguidores.

Apenas uma reflexão

Pode ser um assunto difícil, mas não impossível de entendimento. Há ainda uma inflexibilidade e falta de vontade para novas visões ou facetas, neste caso estritamente bíblica. É certo que as tradições e os ensinamentos estabelecidos até hoje são importantíssimos para essa reflexão. Mas não podem ser uma forma de engessar o acesso à informação bíblica. Se formos focar a Bíblia, não há pecado original, pois o homem nasce morto espiritualmente. Devido o afastamento de Deus, ele peca, e não o contrário.

Discernindo suas inclinações e habilidades

"Ensina a criança no caminho em que deve andar, e ainda quando for velho, não se desviará dele" (Pv 22.6). A palavra hebraica original para "ensina" também carrega a ideia de dedicar ou treinar, o que exige um esforço ativo e intencional dos pais e responsáveis. Este é um dos versículos mais conhecidos do livro de Provérbios, que destaca a importância crucial da educação e formação de valores durante a infância. Na verdade, o texto citado constitui um princípio bíblico que destaca a importância da fé e bons hábitos desde cedo. A promessa "ainda quando for velho, não se desviará dele" indica que a base moral e espiritual sólida forma raízes profundas, moldando as decisões ao longo de toda a vida da pessoa. Significa, de igual modo, que instruir sobre o caminho certo (prudência, humildade) é algo que perdurará para a vida toda. Educar conforme a natureza da criança, discernindo suas inclinações e habilidades, em vez de apenas impor regras. É certo que, a instrução não ocorre apenas por meio de palavras, mas principalmente pela vivência dos princípios no dia a dia. É uma responsabilidade primordial dos pais, e não deve ser transferida para escolas ou igrejas. Ensinar a amar a Deus e a respeitar suas leis, agindo com a verdade no dia a dia. Direcionar as crianças para adquirir capacidade para enfrentar as responsabilidades da vida, trabalho, casamento, solida base moral, auto-disciplina, auto-estima, domínio próprio, controle sobre os sentimentos, gostos, etc. Além de obterem clara consciência de sua identidade, capacidade de se relacionar com outros, assumir compromissos. A instrução bíblica enfatiza que os pais devem instruir com amor, criando filhos responsáveis e maduros.

Entendendo o que se lê

Essa foi a preocupação de Filipe para o eunuco etíope que lia o livro do profeta Isaías, mas sem entender direito o sentido das palavras. Transfiramos, pois para nós: entendemos o que lemos? Esse questionamento mostra-nos a importância do ensino e da evangelização. São dois braços que devem andar juntos para a salvação de almas e sua posterior edificação em Cristo através do ensino, mas gostaríamos de enfocar sobre qual tem sido o nosso esforço para compreendermos melhor os escritos sagrados. Temos procurado o conhecimento de Deus através da Bíblia como se busca a prata e como a tesouros escondidos como relata o texto abaixo? “Se como a prata a buscares e como a tesouros escondidos a procurares, então, entenderás o temor do SENHOR, e acharás o conhecimento de Deus” (Pv 2.4, 5). Somos muitas vezes covardes e acomodados com o pouco que sabemos e não buscamos crescer no conhecimento. Usamos até mesmo versículos bíblicos (“As coisas encobertas pertencem ao SENHOR nosso Deus...”) para continuarmos estáticos no aprendizado e não clamamos como o salmista “desvenda os meus olhos, para que veja as maravilhas de tua lei” (Sl 119.18). E em outras ocasiões buscamos o conhecimento dEle no lugar errado, enquanto que o versículo 6 do capítulo 2 de Provérbios de Salomão, diz que: “da boca do Senhor é que vem o conhecimento e o entendimento” e em outro lugar das Sagradas Escrituras diz que “a lei sairá de Sião”. A Palavra não diz que o conhecimento viria dos concílios, se bem que de lá veio alguns ensinos inspirados por Ele. Nem de teólogos ou evangelistas, mas que viria de Deus, dEle próprio. "A unção do Santo nos ensina tudo" ou apenas alguns assuntos? Tudo. Outra pergunta é se temos colocado à prova o que temos aprendido. Este é verdadeiramente o conselho de Deus? Ele continua respondendo os seus servos ou não tem prazer em nos responder em relação às diversas dúvidas? O conselho do apóstolo Paulo a Timóteo é para ele “manejasse bem a Palavra da Verdade”. Manejar bem é saber inclusive os detalhes, é estar aberto e pronto para aprender sempre...

Inspirados pelo Espírito Santo

A inspiração da Bíblia é plenária significa que toda a Escritura é inspirada por Deus, e não apenas algumas partes. O termo plenária vem de "pleno", "completo". Assim, a inspiração alcança todos os livros das Escrituras, embora cada autor bíblico tenha escrito com seu próprio estilo, vocabulário, contexto histórico e personalidade. A apóstolo Paulo assim ensina: "Toda a Escritura é divinamente inspirada e proveitosa para ensinar, para repreender, para corrigir, para instruir em justiça" (2 Tm 3.16) Portanto, afirmar que "a inspiração da Bíblia é plenária" é afirmar que todos os livros da Bíblia possuem a mesma origem divina e a mesma autoridade como Palavra de Deus, ainda que apresentem diferentes gêneros literários, contextos e autores humanos. Enfim o apóstolo Pedro relata que "... a profecia nunca foi produzida por vontade de homem algum, mas os homens santos de Deus falaram inspirados pelo Espírito Santo" (2 Pd 1.21).

Coragem e sabedoria nos conflitos

Abisag (ou Abigail) é uma mulher descrita no livro de Samuel como “sensata e de belo parecer”; ela sozinha conseguiu fazer com que Davi não fosse tão cruel com os que perderam a guerra. Embora fosse rica e bonita, Abigail tinha um ponto de vista equilibrado sobre si mesma. Com o objetivo de manter a paz, ela estava disposta a se desculpar por algo que não era culpa dela. Ela resolveu uma situação tensa com calma, tato, coragem e sabedoria.