Um Blog de estudos e comentários bíblicos. Apesar da muita disponibilidade e acesso no mundo virtual, este blogueiro entende que precisamos o mais rápido possível redescobrir a Palavra de Deus! esdrasneemiasdossantos@gmail.com Read it in english: http://thebiblebythebible.blogspot.com.br/
quinta-feira, 30 de abril de 2026
Uma multiplicidade de reis
A frase que descreve "uma multiplicidade de reis sem que nenhum deles tenha o domínio" está relacionada ao último reino descrito nos textos bíblicos.
A profecia da estátua de Nabucodonosor menciona "dez dedos" ou "dez chifres" que representam uma multiplicidade de reis (um reino dividido) nos dias finais.
Os dez chifres resumem o quinto reino, apontando para a multiplicidade de povos ou nações que dominariam ao mesmo tempo, até o fim (v. 24a).
Um aspecto novo nesta visão é o chifre pequeno que surge após os dez, abate três e se exalta terrivelmente contra os santos, e isso por um período de “tempo, tempos e metade de um tempo” (vv. 21-22, 25).
Trata-se do mesmo reino representado pelos dez chifres – a multiplicidade de estados menores, soberanias e nações; mas agora coligadas em um sistema final de governo, sob a égide de uma pretensa “união”, com propósitos hostis e contrários ao reino dos céus e aos santos de Deus (vv. 21, 25).
Estes reinos são os que compõem a besta mostrada a João, em Apocalipse (13.6-8; 17.12-14).
O texto diz que o Deus dos céus estabelecerá um reino que "quebrará em pedaços e consumirá todos estes reinos", o reino da pedra.
A glória desse reino começa pequena e de forma simples como uma pedra, mas no fim se torna como um monte que enche toda a terra.
É o reino de Deus que, embora presente entre os homens, não é deste mundo e nada tem de terreno (Mt 4.17; Jo 18.36).
Nele só entram os que são trazidos por Deus (Cl 1.13; Ap 1.6, 9).
Embora sem aparência exterior (Lc 17.20- 21), é um reino cuja grandeza e glória aumentarão mais e mais até a sua plena manifestação na vinda de Cristo e na destruição final dos reinos deste mundo (1 Co 15.24-28).
A base deste reino é a pessoa do seu próprio Rei, Cristo Jesus, identificado como a pedra eleita por Deus (1 Pe 2.4-6).
Sempre haverá fogo no altar de Deus
O título deste texto é baseado no livro de Levítico, no capítulo 6 e verso 13.
Um texto intrigante e a Palavra de Deus afirma literalmente que sempre haverá fogo no altar de Deus.
Se no altar tem fogo, o que poderia faltar são vidas entregues sobre ele, ofertas voluntárias que serão queimadas, mas com promessas: “aquele que perder a sua vida por amor ao evangelho, achá-la-á” (Mt 16.25,26).
O altar também pode representar provação. O fogo purifica, faz separação, pois tira as impurezas.
Diz o Senhor: “eu provarei o meu povo como se purifica a prata e o ouro” (Zc 13.9).
E o que sobra de uma vida ofertada no altar de Deus é somente "pó", entretanto, as cinzas que sobram do altar são colocadas num lugar limpo (Lv 4.12).
Em seu contexto, de forma mais precisa: "O fogo arderá continuamente sobre o altar; não se apagará".
Este fogo, ateado pelo próprio Deus, simboliza a presença contínua e a necessidade de expiação.
Sacerdotes alimentavam a chama diariamente com lenha e sacrifícios, representando a responsabilidade humana de manter a intimidade, oração e santidade (Lv 6.2-13).
O fogo não era opcional e não podia apagar durante a noite.
Os sacerdotes adicionavam lenha toda manhã para assegurar a chama contínua sobre o holocausto.
O altar pode representar a vida do crente e o coração, que deve permanecer com a chama do Espírito Santo acesa, independentemente de circunstâncias.
E assim, manter o fogo requer ação humana (oração, devoção) para manter o altar pronto. A manutenção do fogo é contínua, mesmo em estados de impureza espiritual.
Por isso, a Bíblia adverte contra o uso de fogo não ordenado por Deus, destacando a necessidade de adoração baseada na obediência à Sua Palavra.
Trindade?
Deus não anda sozinho, o profeta Ezequiel relata isso no começo do seu livro, os querubins o levam de um lado para outro? Sim.
Temos também o profeta Isaías relatando a glória divina e o próprio apóstolo João no Apocalipse.
Ele não tem pressa no que faz, trabalha com a família celestial, e a Palavra diz que a Igreja de Cristo “ensina sabedoria”, inclusive aos principados e potestades no céu, diz o apóstolo Paulo na Carta aos Efésios.
Faltam palavras para exprimirmos a grandiosidade dEle, e se não conhecemos bem as coisas materiais, como falaremos das espirituais?
A dificuldade é real, entretanto, utilizando a confissão de fé dos judeus, no quinto livro da Bíblia, e na epístola aos Gálatas, na qual se diz que “Deus é um”, não há embasamento bíblico para dividi-lo!
Não O entendemos direito, dada a nossa fragilidade, contudo, alguns estudiosos ainda ousam dividi-lo? É.
Existe uma tendência egoísta no ser humano de separação, enquanto que o Espírito trabalha incansavelmente para unir e não é de sua vontade a separação, nunca.
Separação, só do pecado...
Esse, “Deus é um”, era o ensinamento na época de Jesus e dos apóstolos (que ensinaram sobre todas as doutrinas) e em nenhum momento eles o criticaram.
Essa ideia de divisão, na verdade, veio depois de Jesus, sendo um dogma criado por uma instituição religiosa milenar e nem é citado literalmente no Livro sagrado.
Um sábio professor, disse uma vez que: Deus é Espírito e provou biblicamente que Deus é Santo também.
Não teve nenhuma dificuldade em mostrar de forma expositiva, na Bíblia toda (plenária), que Jesus é Espírito e é Santo.
O Espírito Santo, bem, o nome já sugere tudo, Ele é Espírito e Santo.
Não existe diferença nem divisão, pois “Deus é um.”
Entretanto, quando estudamos a Bíblia já direcionado/influenciado pela tradição milenar, realmente fica muito difícil de discernirmos essas verdades.
A graça dEle, contudo, sempre nos ajuda a abrir os olhos. Graças a Deus!
Crendice na Igreja
Crendices na igreja são superstições que se infiltram na fé, muitas vezes substituindo a confiança em Deus pelo medo, busca de sorte ou mesmo ignorância.
O apóstolo Paulo já exortava contra as ilusões: “Acautelai-vos: talvez haja alguém que vos leve embora como presa sua, por intermédio de filosofia e de vão engano, segundo a tradição de homens" (Cl 2.8).
O próprio Mestre adverte contra as supertições: “Invalidando assim a palavra de Deus pela vossa tradição, que vós ordenastes. E muitas coisas fazeis semelhantes a estas" (Mc 7.13).
Dizem os estudiosos que a palavra “alma” na Bíblia é uma tradução da palavra hebraica néfesh que significa"criatura que respira", e da palavra grega psykhé, "um ser vivente".
Quando o Criador assoprou o fôlego de vida no primeiro homem ele se tornou alma vivente e não um ser que tinha alma? Exatamente.
A Palavra mostra em muitos casos que a alma pode comer, trabalhar, sentir fome e obedecer a leis.
Assim, a alma é a criatura inteira, não algo dentro do corpo que sobrevive à morte podendo assim responder outra questão diferentemente da filosofia grega: a alma é imortal? Não.
Já profetizou Ezequiel, a mando do Senhor, que a alma que pecasse morreria e em várias punições no antigo testamento vemos que a pena é que a alma seria cortada, isto é, a pessoa morreria.
Em outras passagens bíblicas o termo cadáver aparece como alma morta? Sim.
Vemos também que no Livro está registrado o sinônimo de vida para alma, como por exemplo a alma sair de alguém.
Tem gente misturando filosofias com a Palavra de Deus.
Para a Igreja, essas práticas indicam uma fé imatura ou baseada no medo, recomendando a confiança na Palavra em vez de contos de fadas.
domingo, 26 de abril de 2026
A importância do conhecimento
O conhecimento consolida a força (Pv 24.3), porque pelo conhecimento podemos saber o que nos é dado gratuitamente por Deus (1Co 2.12).
Pelo conhecimento da verdade podemos alcançar plena libertação (Jo 8.32).
Pelo conhecimento podemos saber que Deus quer que todos os homens venham ao conhecimento da verdade (1Tm 2.4).
Pelo conhecimento podemos saber como agradar a Deus, pois não é resultado da nossa própria força, mas o próprio Deus nos dá graça para agradá-lo (2Co 5.9).
Ainda sobre a importância do ensino, é indubitavelmente salutar, pois é o elemento central para o desenvolvimento e a criação do caráter cristão.
O ensino da Palavra implanta normas espirituais nos crentes.
Essas normas dão forma às manifestações da Nova Vida naquele que se converte, naquele que, pela operação do Espírito de Deus, passa a andar nos estatutos de Deus (Ez 36.27).
O salvo em Cristo deve ser honesto a toda prova (Rm 12.17; 2Co 8.21; Fp 4.8; 1Pe 1.12; Hb 13.18), jamais mente (Is 63.8; Ef 4.25; 1Jo 2.28) ou tem o testemunho de sua consciência, no Espírito Santo, de que não mentiu (Rm 9.1), porque Jesus disse: “Seja, porém, o vosso falar: Sim, sim; não, não, porque o que passa disso é de procedência maligna” (Mt 5.37).
O cristão não se apodera de alguma coisa que não seja dele: “Aquele que furtava não furte mais” (Ef 4.28), assim como Zaqueu depois de salvo queria restituir e restituiu aquilo que havia defraudado (Lc 19.8) pois agora vive uma vida moral que é exemplo de pureza.
Enfim, o convertido jamais dá falso testemunho de alguém (Êx 20.16; Pv 10.18; Tg 4.11).
É certo que o ensino da Palavra dá conhecimento como o que aconteceu na igreja de Corinto que foi enriquecida pelo ensino da Palavra de Deus (1Co 1.5).
Ingratidão, não!
Paulo ensinou aos crentes de Tessalônica a serem agradecidos por tudo a Deus.
Ele mostra que transformar a gratidão em hábito pode ser feito com ações práticas.
"Em tudo dai graças" é uma exortação bíblica que orienta cristãos a agradecerem a Deus em todas as circunstâncias, boas ou ruins, pois isso representa a vontade divina.
A frase incentiva a gratidão contínua, enxergando a soberania de Deus em meio às dificuldades (1 Ts 5.18).
Ao contrário, a ingratidão é não reconhecer o bem que alguém nos fez.
A pessoa ingrata não valoriza as bênçãos que recebeu nem agradece.
A Bíblia encara a ingratidão como um pecado grave e um sinal de rebeldia, muitas vezes associada a tempos difíceis e ao egoísmo, onde o bem recebido não é reconhecido.
É uma recusa em reconhecer a bondade divina e as bênçãos recebidas (Jr 2:31).
O apóstolo alerta que pessoas ingratas serão comuns nos últimos dias, sendo a ingratidão uma atitude de rebeldia que ignora as bênçãos.
A ingratidão é listada como uma característica de tempos difíceis, junto com o egoísmo, a soberba e a falta de amor.
O cristão deve se afastar-se daqueles que demonstram ingratidão crônica e comportamentos destrutivos, mesmo quando tem aparência de religiosidade, mas suas ações negam o verdadeiro poder de Deus (2 Tm 3.1-5).
Jesus curou dez leprosos, mas apenas um voltou para agradecer (um samaritano), destacando a rara atitude de gratidão (Lc 17.15-18).
A ordem divina é para agradecer em todas as situações, e não necessariamente pelas coisas negativas em si, mas sim pela presença e soberania de Deus em todos os momentos.
Esta atitude é considerada a vontade de Deus em Cristo Jesus para os fiéis.
Agradecer em tempos difíceis é um ato de obediência e fé, reconhecendo que Deus é justo e amoroso, mesmo quando não compreendemos o cenário atual.
Agradecer ajuda a superar o luto e as dores da vida, focando na bondade divina e não na circunstância dolorosa, mudando o foco das atenções.
A expressão, portanto, representa um chamado para manter um coração grato e uma postura de adoração contínua.
A gratidão tem o poder de melhorar relacionamentos, reduzir tensões e criar uma atmosfera de esperança.
Agradecer faz com que pequenas conquistas sejam valorizadas e que os desafios sejam vistos como oportunidades de aprendizado.
Enfim, dar graça em tudo implica, então, em reconhecer que nossa vida está nas mãos do Deus Pai, que vivemos sob o senhorio de Cristo e somos sustentados pelo Espírito Santo.
É necessário nascer de novo
Segundo o apóstolo João, é indispensável nascer de novo para ver e entrar no Reino de Deus.
Não há meio termo, mais ou menos ou pela metade, é uma ordenança!
Não é um processo físico, mas uma transformação espiritual e soberana realizada pelo Espírito Santo.
Nela a pessoa recebe uma nova vida, coração e mente, crendo em Jesus Cristo.
Jesus afirmou que sem esse nascimento espiritual, ninguém pode ver o Reino de Deus.
É descrito como nascer "da água e do Espírito", indicando uma purificação e nova vida concedida por Deus (Jo 3.1-18).
Significa uma transformação profunda na alma, arrependimento sincero e fé, não dependendo de boas obras ou tradição familiar.
Jesus explica a um líder judeu que o nascimento físico não é suficiente; a corrupção do pecado humano exige uma regeneração espiritual.
Quem nasce de novo torna-se uma "nova criatura", passando da morte para a vida e tornando-se filho de Deus.
O novo nascimento é o início da vida cristã, marcando a transição da escravidão ao pecado para a liberdade em Cristo.
Nós éramos escravos do pecado, mas fomos resgatados mediante um pagamento de altíssimo valor, mais precioso que a prata e o ouro: o preço da nossa libertação foi o sangue de Jesus (1 Pe 1.18,19; 1 Jo 1.7).
Após isso, o cristão começará a ver o reino de Deus.
Agora, seus olhos estão abertos para ver além das coisas desta terra; para ver o que tem valor verdadeiro.
Com o reino de Deus vem tudo que é verdadeiramente bom, tanto neste mundo como na eternidade.
Buscar o reino de Deus é, portanto, a coisa mais gratificante que uma pessoa pode fazer.
sábado, 25 de abril de 2026
Vencendo o conflito interno
A tendência humana é se tornar mais acostumado com as coisas divinas e no dia-a-dia ir se esfriando.
O formalismo esconde muitas vezes a realidade.
Pode parecer estar bem, mas a religiosidade também pode trazer afastamento do verdadeiro sentido bíblico do adorar, cultuar, servir.
Oferecer algo a Deus que não nos custa? Davi discordaria. Ele disse que não ofereceria algo que não tivesse valor.
Quando não oferecemos o melhor, desprezamos a mesa dEle? Sim. E estaremos sendo profano, segundo o profeta Malaquias. O profano é também não dar o devido valor às coisas importantes.
Servir ao Criador de qualquer maneira é dizer que Ele é bom? Não. Ele aceita isso? Hum... de maneira nenhuma.
Em outro lugar diz que não servir a Deus de maneira correta é até maldição. Será que estamos honrando o nome do Senhor no nosso viver diário?
A Bíblia, especificamente em Atos, no capítulo 5, estabelece de forma categórica que "importa obedecer a Deus antes que aos homens".
A obediência a Deus deve prevalecer quando ordens humanas entram em conflito com a vontade divina.
É certo que a submissão às autoridades constituídas seja, em regra, ensinada, desde que não viole princípios superiores.
A fé cristã coloca a obediência a Deus como autoridade máxima.
Pedro e João declararam que é justo obedecer a Deus quando as ordens humanas contrariam a vontade divina.
"Dai a César o que é de César, e a Deus o que é de Deus" (Mt 22.21) orienta o respeito às leis civis, mas a autoridade humana não é absoluta se oposta à fé.
Por isso, obedecer a Deus é visto como uma forma de libertação e confiança, e não como uma restrição à liberdade.
A resistência à obediência humana ocorre especificamente quando as ordens humanas impedem o cumprimento dos mandamentos divinos.
A questão fundamental é que a obediência a Deus é vista como o bem maior, enquanto a obediência aos homens está sujeita aos valores divinos.
Quem suportará o dia da sua vinda?
De acordo com o profeta Malaquias, a pergunta retórica destaca que poucos suportarão o dia da vinda do Senhor, pois Ele virá como um "fogo de fundidor" e "sabão de lavandeiros".
A passagem indica que Ele purificará e refinará os filhos de Levi como ouro e prata, permitindo que tragam ofertas justas ao Senhor.
O "dia da sua vinda" descrito no capítulo 3 e a vinculação com o "fogo do ourives" mostra um processo de purificação intensa, removendo as impurezas (pecados) do povo, como metais preciosos são refinados.
É certo que isso representa a purificação moral e espiritual, limpando a sujeira e a desobediência.
Se o contexto se refere aos "filhos de Levi" prova que o início da purificação começa com aqueles que lideram, garantindo que o culto e o serviço a Deus sejam feitos com integridade, para que as ofertas sejam aceitáveis.
Em suma, o texto enfatiza a santidade da vinda do Senhor, sugerindo que apenas aqueles que passarem por esse processo de purificação (refinamento) subsistirão.
Como disse o profeta Malaquias sobre a vinda do Messias: ”Mas quem suportará o dia da sua vinda? E quem subsistirá, quando Ele aparecer? Porque Ele será como o fogo do ourives e como o sabão dos lavandeiros. E assentar-se-á, afinando e purificando a prata; e purificará os filhos de Levi e os afinará como ouro e como prata.” Eis um aperfeiçoamento eficaz: a fornalha divina!
O profeta disse pelo Espírito, quem suportará? Muitas vezes realmente parece que não vamos suportar... O fogo do ourives é até fundir para haver separação de impurezas. Deveríamos então tentar fugir ou sair do forno? Pra quê? Para onde ir? O apóstolo Pedro disse assim: Para onde iremos nós, só tu tens a palavra da vida eterna. É na fornalha que Ele conduz ao céu. Ou como diz o profeta que o divino tem um caminho na tormenta!
Não é fácil e também Ele não vai desistir ou diminuir o fogo. Aquele que começou a grande obra a aperfeiçoará. Por quê? Porque quer purificar e pureza só acontece com fundição. Estamos sendo quebrados? Fundidos na mão dEle? Graças a Deus!
Então, glorifiquemos a Ele!
O ministério da profecia
As profecias são frequentemente classificadas como procedentes de Deus, da carne ou do diabo, exigindo discernimento espiritual.
O ministério da profecia envolve a proclamação da verdade divina para edificar, exortar e consolar (I Co 14.3).
No contexto bíblico, refere-se a um dom dado por Deus para guiar e fortalecer Seu povo.
A profecia visa a edificação (cumprimento da promessa), exortação (advertência) e consolação (conforto) da igreja.
Uma das discussões atuais é sobre o continuísmo (o dom continua hoje) versus sensacionismo (o dom cessou), com a necessidade de "examinar e julgar as profecias".
No livro do profeta Ezequiel, capítulo 33, temos um ensinamento divino sobre a função do profeta de Deus.
No sentido geral, não se referindo aqui ao dom de profecia, todos aqueles que são discípulos do Mestre são seus profetas? Sim. São chamados para serem testemunhas. Testemunhas de quê? De sua Palavra.
O mensageiro deveria tocar a trombeta quando viesse o perigo. Em outras palavras, ele deveria anunciar a Palavra da parte daquele que o enviou.
Se Deus dissesse ao ímpio que certamente morreria e o vidente não anunciasse, o ímpio morreria na sua iniquidade, mas o sangue seria requerido dele – pois não avisara.
Entretanto, se avisasse e o ímpio não desse crédito, não se convertesse do seu caminho, então o ímpio morreria, mas o anúncio tinha sido feito – livrara a sua alma.
Nós hoje em dia, reinando com Cristo e sendo seu porta-voz, temos a mesma responsabilidade? Sim, certamente.
Temos dois caminhos a escolher: dizer a Palavra ou não. Aqui não tem mais ou menos. A Palavra é uma só, então, o que temos são falsos profetas e verdadeiros. Aqueles que querem anunciá-la e anunciam e outros que não anunciam.
Dentre aqueles que não estão na primeira alternativa, temos alguns casos diferenciados como: uns que anunciam apenas parte da mensagem, outros a trocam por filosofias, ciência e mitos.
Quando saem de sua chamada (se é que foram mesmo chamados) querem ainda ser respeitados como profetas, mas esquecem de que a honra vêm de se pregar a Palavra e não ao contrário. Saindo de sua função vem é desonra, vilipendio. O que fazer? Voltar o mais rápido possível. Por quê? Porque o compromisso divino é com Sua Palavra.
Não é com o profeta, seja quem for!
A Bíblia e o divórcio
Analisemos o que diz a Bíblia a respeito do divórcio, no livro do profeta Malaquias:
“Porque o SENHOR, o Deus de Israel diz que odeia o repúdio, e aquele que encobre a violência com a sua roupa, diz o SENHOR dos Exércitos; portanto guardai-vos em vosso espírito, e não sejais desleais.”
Já o apóstolo Paulo faz um comparativo entre Cristo e a igreja a respeito do casamento, diz que existiam pontos ainda não bem entendidos e fala também de sujeição:
“Porque o marido é a cabeça da mulher, como também Cristo é a cabeça da igreja, sendo ele próprio o salvador do corpo.”
“Grande é este mistério; digo-o, porém, a respeito de Cristo e da igreja.”
“De sorte que, assim como a igreja está sujeita a Cristo, assim também as mulheres sejam em tudo sujeitas a seus maridos.”
Entendendo ser o casamento de suma importância para a sociedade e valorizado por Deus, vemos com tristeza e pesar, mesmo que já se havia predito isso, o despreparo e falta de cuidados de muitos descrentes e até cristãos nesse assunto.
Um conselho sábio sobre escolha é o que foi dado ao rei Lemuel.
No capítulo 31 do livro de Provérbios de Salomão, temos a profecia da mãe de Lemuel. Parte desta profecia diz respeito às características da mulher virtuosa e diz, quem a achará?
No livro de Deuteronômio no capítulo 19, versículo 14 é que encontramos esta referência bíblica.
Muitas vezes é utilizada na questão de “usos e costumes” na qual existem exageros de todos os lados. Alguns “liberando tudo”, esquecendo até dos limites da Palavra de Deus (modéstia, pudor, decência) e outros exigindo mais que necessário por costume, tradição ou mesmo falta de entendimento.
O contexto da colocação de limites é antigo e precisa ser recolocado, pois naquelas épocas as mulheres (as principais atingidas) não precisavam trabalhar fora em ambientes que é importante uma adequação.
A orientação dos antigos é que não se podia divorciar.
Entretanto, atualmente não tem sido assim, não sei se por causa do momento de muita libertinagem - apelos diários na televisão e outras mídias – a sociedade tem sido atacada na sua célula mater, com muitas separações - as pessoas não se entendem, uma Babel.
Isso tem afetado inclusive as instituições religiosas cristãs.
No capítulo 19 do Evangelho segundo escreveu Mateus, quando Jesus foi questionado sobre o assunto (divórcio) Ele “voltou ao princípio”, destacou “uma só carne” e “o que Deus uniu não separe o homem”.
Já na epístola de Paulo aos coríntios no capítulo 7, o assunto é sempre focado no descrente, “se o descrente se apartar”. Como a Palavra de Deus não muda esse assunto não deveria ainda continuar sendo de descrentes?
A ação demoníaca é real
Existe uma imagem, estabelecida no senso comum, do homem medieval constantemente assombrado por forças maléficas, pelas tentações demoníacas e pelo medo que a figura de Satanás e seus asseclas gerava.
Tal imagem se reproduziu ao longo do tempo e levou a interpretações errôneas da consciência cristã na Idade Média.
Na verdade, até meados do século XIII, a figura do diabo e dos demônios em geral não era um problema para o pensamento cristão, configurando basicamente uma dinâmica de oposição necessária à salvação humana.
Contudo, biblicamente, a ação demoníaca é real.
Essa influência de seres espirituais maus que tentam desviar condutas humanas através de tentação, opressão externa ou possessão.
A possessão é vista como rara, enquanto a opressão — influências negativas — é considerada mais frequente, muitas vezes ligada a "brechas" espirituais.
Jesus, após vários ensinamentos no seu sermão do monte e seguir curando e expulsando demônios, maravilhava a população que experimentava e presenciava as suas obras.
Após acalmar ventos e mar, Jesus e seus discípulos chegam à província dos gadarenos e a Bíblia narra que vieram ao seu encontro dois endemoninhados ferozes que chegavam até a impedir o caminho das pessoas ao redor.
O fato é que os demônios que dominavam aqueles homens reconhecem em Jesus o Filho de Deus e através dEle o seu próprio fim.
É aí que pedem para que Jesus permita que entrem na manada de porcos e ela precipita no mar.
Os porqueiros correm a cidade para contar o ocorrido com os endemoninhados e a população sai ao encontro do divino pedindo que deixe aquela província.
Aida hoje, ao invés de aprender sobre o mundo espiritual, muitos preferem a distância!
sexta-feira, 24 de abril de 2026
A verdade é o cinto dos rins
A expressão bíblica "a fidelidade [ou verdade] será o cinto dos seus rins" aparece em um texto do profeta Isaías.
Há várias facetas, como em todo o toda a Palavra, indicando a justiça e o caráter firme do Messias.
Cingir os rins significa amarrar a roupa para trabalhar ou lutar, simbolizando preparação, prontidão, verdade e controle sobre as paixões (Is 11.5-9).
Significa a possibilidade de correr, caminhar ou trabalhar sem estorvo.
Pois o contexto da mensagem se insere nos tempos bíblicos, em que as pessoas usavam túnicas longas.
Assim sendo, cingir os rins (ou lombos) com um cinto ou corda era essencial para prender a roupa, mostando que o Altíssimo se prende à Verdade.
Do mesmo modo, Paulo, em Efésios, no capítulo 6, instrui ao cristão a "cingir a cintura com a verdade", como parte da armadura de Deus.
Isso simboliza viver com integridade e prontidão para a batalha espiritual.
Outra face do ensino é a de que cingir os rins simboliza também o autocontrole das paixões internas (a região dos rins na Bíblia é vista como lugar da sexualidade e emoções) e a prontidão para servir a Deus.
Em suma, a verdade e a justiça são o suporte e a prontidão na vida do cristão, assim como o cinto era para o trabalhador antigo e Deus instrui o fiel a se cingir da Verdade, que é a Sua Palavra, pois só assim estará pronto para combater espiritualmente o diabo e seus demônios.
Como vencer batalhas espirituais?
Sem nenhum trocadilho, vencer batalhas espirituais exige o uso de armas espirituais.
Armas físicas não resolvem nesta peleja!
O cristão deve focar na oração constante, jejum, leitura da Bíblia e principalmente, na obediência e direção de Deus.
No capítulo 7 e verso 7, do primeiro livro do profeta Samuel, temos uma grande vitória do povo israelita sobre os filisteus.
Em alguns versos anteriores, vemos primeiramente a conversão inteira do povo a Deus, retirada de deuses estranhos e os astarotes.
Em suma, a vitória é alcançada sujeitando-se a Deus, resistindo ao diabo (Tg 4.7).
É imprescindível ao fiel se fortalecer no Senhor e na força do seu poder, revestindo-nos de toda a armadura de Deus (Ef 6).
Continuando, nos versículos seguintes do capítulo 6 da epístola aos Efésios, o apóstolo Paulo descreve uma armadura de um soldado romano, próprio daquele tempo.
Começa a descrição com “cingir” os lombos com a verdade e “vestir” a couraça da justiça.
Defender a verdade e fazer o que é justo é parte da recomendação bíblica para nossa segurança espiritual (Vs. 14).
“Calçar” os pés na preparação do evangelho da paz – no que puder, tenha paz com todos (Vs. 15).
Falta ainda o “escudo da fé” (os dardos, setas do maligno são apagados pela fé, isto é, pela confiança na palavra de Deus), a “espada do Espírito” (saber manejá-la bem, é necessário) e o “capacete da salvação” (certeza da salvação) (Vs. 16 e 17).
Outra coisa que faz-se necessário pontuar é que a contenda começa na mente, então, é crucial filtrar pensamentos, perdoar, abandonar pecados e manter a mente nas coisas do alto.
Nota-se que após citar as seis peças da armadura de Deus, Paulo nos instiga a orar (Ef 6.18).
A oração é a chave que abre as portas entre nós e Deus.
Quando estamos numa batalha é através dela que nos achegamos a Cristo.
A busca constate em conhecer nosso Deus, nos mantém firmes diante das ciladas tramadas pelo maligno.
Precisamos orar incessantemente, pois é por meio dela que nos aproximamos de Deus, e nos tornamos mais fortes para suportar as tentações.
A oração nos capacita vencer a batalha espiritual!
quinta-feira, 23 de abril de 2026
Não há neutralidade espiritual
A idolatria, crença e adoração em outros deuses é comparada no livro sagrado como prostituição, adultérios, traição.
Deus conquistou para si um povo e disse que estaria se unindo a ele como um casamento. Mas, Israel se afastou de Deus e se prostituiu com vários deuses.
Desde o deserto o povo de Deus sempre esteve envolvido com a idolatria. Judá não foi diferente, até a sua ida para Babilônia, levada cativa, onde certamente aprendeu sobre o assunto de forma definitiva.
O profeta Jeremias trata com o povo de forma firme, mas o Altíssimo prometeu a ele que tiraria a idolatria do coração do povo, através da figura de um cinto apodrecido enterrado no deserto.
Assim como também o profeta Ezequiel que fala de idolatria dentro do templo.
Existia a imagem de ciúmes e na porta do Átrio pinturas nas paredes com animais imundos e os anciãos com incensários, dizendo: o Senhor não nos vê e abandonou a terra.
Se em Israel havia incentivada pelos ídolos em sua periferia, em Judá elas estavam dentro do templo - uma forma muito mais agressiva e afrontosa ao Deus de toda a terra.
A frase "aquilo que não é feito a Deus, aos demônios é consagrado" é uma interpretação teológica baseada em princípios bíblicos.
É comumente usada para enfatizar que não existe "neutralidade" espiritual nas ações e objetos.
Segundo a Bíblia, todas as coisas devem ser dedicadas ao Criador; caso contrário, estão sujeitas à influência das trevas.
Paulo diz que o que os pagãos quando sacrificam, oferecem aos demônios e não a Deus.
E assim, o apóstolo afirma que não se pode participar da mesa do Senhor e da mesa dos demônios (1Co 10.20).
Assim sendo, os lugares ou ações dedicados a ídolos são "consagrados" ou "abertos à influência demoníaca".
Então, a consagração é uma questão de direção: se algo não é dedicado a Deus, ele está, por omissão ou prática, alinhado ao lado oposto.
Provado está mais uma vez que por trás de toda idolatria, há demônios, que são seres sobrenaturais controlados pelo diabo.
Tanto Moisés (Dt 32.17) quanto o salmista (Sl 106.36,37) também associam os falsos deuses com demônios.
Enfim, todas as atividades — comer, beber, trabalhar — devem ser feitas para a glória de Deus, evitando a dedicação, mesmo que inconsciente, ao mal (1 Co 10.31).
terça-feira, 21 de abril de 2026
Estou à porta e bato
A frase "Eis que estou à porta e bato" provém de Apocalipse na Bíblia.
É um convite de Jesus para comunhão íntima, onde ele pede para entrar no coração e na vida de alguém que o deixou do lado de fora, prometendo "cear" (ter intimidade) com quem abrir a porta.
Jesus também bate através de circunstâncias (problemas, momentos difíceis) ou da Sua Palavra para despertar o indivíduo.
No contexto citado, a mensagem foi dirigida à igreja de Laodiceia, descrevendo uma condição "morna" (Ap 3.20).
Neste verso, há a ênfase tanto em "ouvir a voz" quanto tomar a decisão de "abrir a porta".
De certa forma, o texto é interpretado como um apelo ao arrependimento e à renovação da fé, convidando a um relacionamento sincero, em vez de apenas auxílio externo.
O texto é muito usado para evangelizar as pessoas, contudo, se você prestar atenção ao contexto, esse versículos são direcionados aos crentes que dizem que professam uma fé em cristo.
A ironia dele é que ele é direcionado para "crentes" que não abriam o seu coração para Deus.
Na verdade é uma reprovação para crentes "mornos" que o Senhor sente vontade de vomitá-los.
Eles acham que não precisam de nada e dizem: "'Estou rico e abastado e não preciso de coisa alguma', e nem sabem que são infelizes, sim, miseráveis, pobres, cegos e nus (Ap 3.17).
Humildade bíblica
Diante da tese apresentada por Isaías, na qual ele diz que o Senhor, que mora na eternidade e cujo nome é Santo, habita também com o quebrantado e contrito de espírito.
Há, então, vários pressupos: tudo aquilo entre os homens que é elevado é abominação para Ele.
Considerando ainda, que o trono divino é eterno e deixar de reconhecer isto não é uma boa escolha...o caminho que sobra é na humildade.
A humildade, no sentido bíblico, é uma virtude que representa o reconhecimento sincero da grandeza de Deus e a moderação sobre si mesmo.
Assim sendo, o modo de agir deve ser sem orgulho ou busca por honra.
A humildade é caracterizada pela mansidão, serviço ao próximo e obediência à vontade divina.
Com isso, o cristão humilde não é soberbo, arrogante nem vaidoso, mas não se considerar inferior e nem superior aos outros, reconhecendo suas limitações.
O que queres que eu te faça?
Uma das perguntas bíblicas mais diretas do livro sagrado é dirigida a um cego em Jericó que clamava por socorro.
É certo que o encontro com Jesus é sempre um encontro libertador.
É sempre um encontro que cura as nossas feridas e nos dá direções.
Sem sombra de dúvidas a passagem ela enfatiza a misericórdia, a oração ativa e a transformação pessoal, convidando à reflexão sobre o que se busca de Deus (Mc 10.51).
Embora a necessidade pareça óbvia, Jesus incentiva o pedido para que o cego reconheça sua necessidade e demonstre sua fé.
A resposta do cego foi: "Mestre, que eu torne a ver" e Jesus atende ao pedido, atribuindo a cura à fé de Bartimeu, que passa a segui-lo.
A mesma indagação pode ser uma reflexão sobre intimidade com Deus, cura e mudança de vida.
domingo, 19 de abril de 2026
Adão dá nome aos animais
O primeiro humano, personagem bíblico, criado a Sua semelhança, segundo a Bíblia, foi Adão.
É certo que ele foi cercado de cuidados, trabalho e recomendações.
A Adão Deus deu o trabalho de dar nome aos animais que Ele havia formado da terra os trouxe ao homem para ver como ele os chamaria (Gn 2.19-20).
Isso, sem sombra de dúvidas, representava um gesto de autoridade, domínio e responsabilidade sobre a criação
Adão observou as características de cada criatura no Jardim do Éden e atribuiu-lhes nomes, consolidando uma relação de harmonia entre o homem e a natureza.
Enquanto nomeava os animais, Adão percebeu que nenhum deles era um par compatível para ele, o que levou Deus a criar Eva.
Essa passagem é fundamental para a teologia do cuidado com a criação, onde os seres humanos foram feitos para cuidar e nomear, vivendo em equilíbrio com a natureza.
Dentro dos cuidados de Deus à sua "nova" criatura, o Senhor lhe deu, uma ajudadora, que lhe assistisse todos os dias de sua vida.
Observa-se que a mulher, segundo a Bíblia, não foi criada para competir com o homem.
Já sobre as recomendações, uma delas foi não comer da árvore do conhecimento do bem e mal.
O discernimento do que possa ser certo ou errado não foi condição aceita para se ter uma vida eterna, junto com o Criador.
E, sim a obediência ao Altíssimo, lhe atribuindo tempo definido sobre a face da terra, com sua esposa dando-lhe filhos e assim continuidade de sua geração, à sua semelhança.
O propósito dEle para o homem é algo muito sublime e excelso!
sábado, 18 de abril de 2026
O Senhor é "longo de nariz"
Há duas referências principais ao tratar sobre a misericórdia divina, uma em Salmos e a outra no livro do profeta Naum.
Mostra a paciência e compaixão do Altíssimo em Sua demora a se irar, dando oportunidade ao arrependimento (Sl 4.4; 103.8; 145.8; Naum 1.3).
No entanto, o texto complementa que Ele é grande em poder e não inocenta o culpado, o que mostra o equilíbrio entre Sua paciência e justiça.
No caso de Nínive, um dos grandes impérios mundiais, historicamente, depois do Egito, mas que destruiu as dez tribos de Israel.
A Bíblia mostra que o Senhor prefere demonstrar misericórdia e dar chances para mudança, em vez de punir imediatamente.
Contudo, ser tardio em irar-se não significa passividade; a ira divina contra o pecado e a injustiça é real, mas contida e precisa.
A expressão "tardio em irar-se" sugere "longo de nariz" ou "longo de rosto", indicando alguém que demora muito para ficar furioso.
O apóstolo Paulo aos Efésios alerta para não a alimentarmos por longo tempo a ira: “Não se ponha o sol sobre a vossa ira” (Ef 4.26).
Há pessoas que se vangloriam por serem “pavio curto”. Elas facilmente se irritam e não levam “desaforo para casa”, julgando-se fortes pelo seu temperamento. No entanto, as Escrituras mostram que:"Melhor é o langânimo do que o herói da guerra, e o que domina o seu espírito, do que o que toma uma cidade" (Pv 16.32).
Enfim, o Eterno é equilibrado em suas ações, pois é ao mesmo tempo, "compassivo e bondoso" e "grande em poder".
A tristeza não se levantará duas vezes
Há algumas passagens marcantes no livro de Naum, o elcosita.
A frase "a tristeza não se levantará duas vezes" é uma referência bíblica, especificamente encontrada no Peso de Nínive.
O contexto diz assim: "Que pensais vós contra o Senhor? Ele mesmo vos consumirá de todo; não se levantará por duas vezes a angústia" (Naum 1.9).
Naum é um profeta que fala sobre o juízo de Deus contra Nínive.
A promessa é que o Eterno destruiria o mal de tal forma que ele não teria força para voltar ou se levantar uma segunda vez.
Fazendo uma possível aplicação pessoal,espiritual e devocional, esse versículo é uma forma de encorajamento.
O fiel pode assegurar que se o Altíssimo decidir dar livramento, o sofrimento ou a angústia não retornarão para oprimir novamente.
Outra interpretação também analisada é uma promessa de que a angústia não dominará para sempre, pois o Senhor trará um fim definitivo ao sofrimento dos seus.
Outra passagem interessante: "O Senhor tem o seu caminho na tormenta", na qual se descreve o poder e a soberania de Deus sobre os fenômenos naturais.
De igual modo, ela enfatiza que, mesmo nas situações mais caóticas e difíceis ("tormenta"), Deus está presente.
Ele continua no controle e a agir conforme o seu propósito.
Evidencia de forma clara que a tempestade não é um elemento aleatório, mas sim uma manifestação da sua ação e poder.
Enfim, Deus tem poder sobre a tormenta, a tempestade, o vendaval e o furacão, que são representações de eventos devastadores e muitas vezes assustadores!
O cristão pode esperar descansado pois mesmo quando não compreendendo tudo, ele pode ter certeza que até a tormenta tem um propósito específico dentro do plano de Deus.
é certo que Deus não se ausenta nas dificuldades, mas está "no caminho" da tempestade, manifestando o seu poder e a sua presença.
sexta-feira, 17 de abril de 2026
Ficando na sua chamada
A vocação da mulher na Bíblia é baseada na criação como auxiliadora (ajudadora idônea).
Deus suportou Adão e o seu pecado de desobediência, induzido por Eva.
Tolerou Caim e pôs um sinal nele apesar de sua inveja e homicídio contra Abel.
Aguentou Lameque, aquele que matou um jovem por pisá-lo e um homem por feri-lo.
Mas quando os filhos de Deus mexeram com a família, “viram que as filhas dos homens eram formosas; e tomaram para si mulheres de todas as que escolheram”, Ele diminuiu os dias da existência humana para cento e vinte anos.
A Palavra enfatiza que, independente da função, a mulher é chamada a valorizar o espírito manso e tranquilo (1 Pe 3.3-4).
Enfim, o propósito dEle para o homem é algo muito sublime e excelso.
Um desafio enorme e para o qual, empenhou até a sua vida.
Deus o fez nada mais nem menos que à sua imagem e semelhança, com muita inteligência e sabedoria.
Não há superioridade entre ele e a mulher, entretanto, eles têm vocações diferentes e se complementam.
Se existe uma sujeição ao seu marido, dada ou colocada por Ele, é devido, simplesmente à vocação dela, contudo ela está cercada de honra, sendo de seu ventre a criação dos filhos e a preservação/continuidade da vida.
Repreendendo a esposa de Jó
A ideia de uma "geração que despreza o bem de Deus" é um tema recorrente na Bíblia.
Ela é frequentemente associado a um período de apostasia, indiferença espiritual e rebeldia moral.
O desprezo não é apenas a negação explícita de Deus, mas manifesta-se através da opressão ao pobre, o que é interpretado como desprezo ao Criador.
Outra forma de descaso de nosso tempo é evidenciado pois tanto a idolatria quanto a autoconfiança são estimadas em detrimento da fé e da dependência de Deus.
Os fatos atuais descrevem uma geração que não conhece a Deus, ou seja, não tem experiência pessoal com Ele (Lc 11.29-32).
O desdém pela palavra de Deus e seus mandamentos resulta em consequências severas, com a Escritura alertando que a iniquidade pode afetar gerações futuras que seguem o mesmo caminho de desobediência.
Uma forma clara de indiferença pelo conselho divino está na não atenção à importância das duas dobras.
Analisando o caso de Jó, a Palavra não reprime a sua esposa por causa deste momento que a caracteriza negativamente como não tendo dado apoio ao marido em sua tremenda prova de fé.
Deus restituiu os filhos com a mesma esposa, sem mais detalhes maiores ou menores!
Fugindo das especulações, então o Senhor não a repreendendo, por isso, não é razoável entrar nessa linha de argumentação sem respaldo bíblico.
O cônjuge é muito importante nestas horas de aflição de umas das dobras, por isso é que o Eterno recomenda dois e não um e Salomão assim se expressa no Eclesiastes: "E, se alguém quiser prevalecer contra um, os dois lhe resistirão; e o cordão de três dobras não se quebra tão depressa" (Ec 4.12).
Sugiro outra esposa para tratar deste assunto: Rebeca.
Ela foi atenta e prudente quando seu marido iria “errar” abençoando o maior, enquanto tinha revelação divina que deveria favorecer o menor, ela interveio com muita inteligência.
quarta-feira, 15 de abril de 2026
Diante da honra vai à humildade
A frase do sábio "diante da honra vai a humildade" é um princípio bíblico que ensina que a verdadeira valorização e reconhecimento (honra) são precedidos por uma postura humilde.
Destaca que a verdadeira honra é reconhecida pelos outros, não autoexaltada.
A humildade prepara o caráter, evitando a soberba que leva à ruína, e funciona como um pré-requisito para o crescimento sustentável e o respeito.
Ela não vem depois do sucesso, ela vai à frente, preparando o caminho (Po 15.33, 18.12).
Do outro lado oposto, o coração arrogante (soberbo) precede a queda, enquanto a humildade precede a honra.
A humildade está ligada ao "temor do Senhor", reconhecendo as próprias limitações diante de Deus.
Enfim, a sabedoria ensina que, para ser levantado (honrado), é preciso primeiro estar abatido (humilde).
Logo na criação do homem no jardim do Éden, já temos ali exemplos sendo traçados de humildade e soberba.
Um querubim ungido para proteger, cheio de sabedoria e glória – só que se ensoberbeceu e quis fazer o seu próprio reino ao norte, abandonando o seu trabalho cotidiano, sua ocupação. Já está julgado e condenado!
Aquele que se separa, insurge-se contra a verdadeira sabedoria e busca seus interesses, diz o sábio.
Do outro lado, ele esculpe dos materiais do pó, um ser humano frágil, mas que se andar na obediência e em Sua vontade, será eterno junto com Ele. Seremos deuses, diz o salmista, ou entre os deuses daremos louvores? É.
Lembrando, novamente que diante da honra vai à humildade...
Rocha de escândalo
É certo que, segundo a Bíblia, Jesus é uma pedra de tropeço.
Esse ensinamento dEle como "pedra de tropeço" é uma mensagem bíblica confirma pelo profeta Isaías e pelo apóstolo Pedro.
Sem sombras de dúvida, indica que Ele se torna um obstáculo ou escândalo para aqueles que rejeitam a fé.
De igual modo para aqueles que baseiam-se em obras ou desobedecem à Sua palavra.
Enquanto para os crentes Ele é a rocha firme, para os incrédulos, Sua mensagem e origem causam queda e rejeição (Is 8.14, 1 Pd 2.8).
Os judeus da época tropeçaram em Jesus por rejeitarem a salvação pela graça, buscando-a pelas obras da lei.
A mensagem da cruz era loucura e ofensa para muitos que esperavam um Messias político e triunfalista, tornando Jesus um motivo de tropeço.
O Altíssimo é, simultaneamente, a "Pedra Angular" (alicerce) para os que creem e a "Rocha de Escândalo" para os que não crêem.
Jesus chama Pedro de "pedra de tropeço" quando este tenta impedi-lo de ir à cruz, agindo contra os propósitos de Deus (Mt 16.23).
A expressão grega skandalon (pedra de tropeço ou escândalo) refere-se a algo que faz alguém tropeçar em seu caminho espiritual.
Portanto, Jesus se torna um tropeço quando as pessoas se recusam a aceitá-lo como Ele realmente é.
Por outro lado, Ele foi acolhido por muitos como o Messias: "Bendito o que vem em nome do Senhor" (Lc 19.38, Mt 21.9).
Frase conhecida de sua entrada triunfal em Jerusalém, conforme a profecia do profeta Zacarias (Zc 9.9).
Mas para Caifás, o sumo sacerdote, ironicamente, por ser um líder religioso, Ele foi uma pedra de tropeço, pois escolheu a lógica política de sacrificar um indivíduo (Jesus) para salvar a nação judaica da destruição pelos romanos.
Como Deus tem o controle de tudo, mesmo com más intenções, ele profetizou que Jesus morreria para salvar a nação (Jo 11.49-52).
Na verdade, ele se escandalizava em Cristo e temia que os milagres de Jesus atraíssem a atenção romana e resultassem na destruição do templo e da nação.
segunda-feira, 13 de abril de 2026
Resumindo as setenta semanas
Os principais objetivos descritos no capítulo 9 de Daniel aqui descritos nestas linhas foram: extinguir a transgressão; dar fim aos pecados; expiar a iniquidade; trazer a justiça eterna; selar a visão e a profecia; ungir o Santo dos Santos.
Inicialmente há um período destacado de sete semanas e 62 semanas (as sessenta e nove semanas) tendo o seu início no reinado de Ciro, quando foi dada a “ordem para restaurar e reedificar Jerusalém” e que iria até a chegada do Messias, Jesus, e, então, até a vinda de Cristo são 69 semanas, faltando apenas uma semana.
Nesse período final de uma semana é já a semana de número setenta; e no verso 26 e depois o 27 separadamente.
No verso vinte e seis é dito que nesta última semana o Messias Jesus seria tirado e, mais, “o povo do príncipe que há de vir, destruirá a cidade e o santuário” e “até o fim haverá guerra; estão determinadas assolações”.
Já o verso 27 traz mais detalhes desta mesma última semana: o Messias “firmará um concerto com muitos por uma semana”. E, agora, há uma repartição desta semana final ao dizer: “na metade da semana fará cessar o sacrifício e a ofertas de manjares” e, ainda acontecerá que “sobre a asa das abominações virá o assolador e isso até a consumação; e o que está determinado será derramado sobre o assolador”.
Enfim, o verso 27 primeiro refere-se ao concerto eterno (sete dias) que Jesus faz pela morte na cruz e “com muitos”, com os creem em seu nome é o concerto da salvação eterna, no perdão dos pecados pelo seu sangue.
O clímax das setentas semanas acontece a partir da metade da última semana, os três e meio dias finais, quando, então, o Messias “faria cessar o sacrifício e a oferta de manjares” cumpriu-se isto quando Cristo morto pelos judeus tornava inútil os sacrifícios e ofertas determinadas pela lei e para que cessasse de fato toda religiosidade vã definida pela lei é que foi destruído o templo e a cidade de Jerusalém pelo “povo do príncipe que havia de vir” - os romanos, que, no ano 70 aD, com seus exércitos, não deixou pedra sobre pedra e desde então nunca mais se realizou tais rituais levíticos.
Então de Jesus morto até o fim dos tempos faltam apenas três dias e meio.
Os setenta anos de cativeiro babilônico
A história dos setenta anos começa quando Daniel entende, lendo e refletindo sobre as Escrituras, que o tempo determinado por Deus para a duração do cativeiro do Seu povo na Babilônia seria de setenta anos (Jr 25.11-12; 29.10).
Aquele era o primeiro ano de Dario, o medo.
O império babilônico já havia passado, e estava para se cumprir o tempo determinado por Deus através de Jeremias.
Isto levou o profeta Daniel a buscar ao Senhor “com oração, e rogos, e jejum, e pano de saco, e cinza” (v. 3).
Em resposta à oração do profeta, o anjo Gabriel é enviado para instruir Daniel sobre um novo período de tempo, nunca antes citado – não mais de setenta anos, mas setenta semanas.
Vários objetivos são propostos para esse novo período de tempo determinado por Deus.
Todos eles se relacionam com a redenção e felicidade eterna dos santos, de modo que, no cumprimento de todo o propósito das setenta semanas, o povo de Deus terá alcançado a plenitude de tudo quanto Deus havia prometido antes por boca de outros profetas.
Portanto, esta visão abrange um período de tempo muito mais amplo do que a contagem literal de setenta semanas poderia sugerir!
É um tempo do conhecimento exclusivo de Deus – a expressão “setenta semanas” apenas indicando simbolicamente sua perfeição e completude para o cumprimento dos desígnios divinos (2 Pe 3.8).
Embora se trate de um período cuja duração de tempo exata é do conhecimento exclusivo de Deus, o avanço das setenta semanas é assinalado por eventos que são claramente identificáveis nas Escrituras e na História.
O primeiro, nas primeiras “sessenta e nova semanas”, e o segundo, na última “semana”.
O marco inicial se dá no reinado de Ciro, o persa, por volta de 445 a.C., quando foi dada a “ordem para restaurar e reedificar Jerusalém” (2 Cr 36.22-23; Ed 1.1-3; Is 44.24-28; 45.1, 13).
No período pós-cativeiro, aconteceu a reconstrução do Templo e da cidade de Jerusalém, mas, como diz a profecia, em “dias angustiosos”.
Conforme registrado nos livros de Esdras e Neemias, a obra de restauração esteve sob constante ameaça dos inimigos vizinhos, chegando até a ser interrompida por influência destes.
E os próprios israelitas viram-se novamente sujeitos às fraquezas e infidelidades de seus antepassados, como nos revelam os profetas Ageu, Zacarias e Malaquias.
Esse período se estende até a chegada do Messias, o Príncipe – isto é, Jesus Cristo.
Neste ponto da história, o tempo avançou sessenta e nove semanas no “relógio” divino, restando tão somente uma semana para a conclusão dos desígnios de Deus para o Seu povo na terra.
Quer dizer que, desde a manifestação do Senhor Jesus em carne, há aproximadamente 2000 anos, até o fim, transcorre apenas uma semana na visão de Deus.
O período final é de apenas uma semana.
Mas, atenção, pois aqui ocorre uma repartição na septuagésima e última semana em dois novos períodos de meia semana cada.
Os versos em relevo destacam os eventos que devem suceder tanto na primeira como na segunda metade desta última semana.
Em primeiro lugar, é dito no verso 26 que o Messias “será tirado, e não será mais”.
Isto se refere a Jesus sendo rejeitado e morto pelos judeus (Is 53.8; Jo 1.10) e, pela Sua ressurreição e ascensão, deixando este mundo e voltando para o Pai (Lc 9.22; Jo 14.19).
O verso 27 afirma também, ainda em relação ao Messias, que Ele “firmará um concerto com muitos” – uma clara referência ao Concerto da salvação eterna (“por uma semana” – sete tempos), selada no Seu sangue para a remissão dos pecados de muitos – do Seu povo (Mt 1.21; 20.28; 26.26-28).
Voltando ao verso 26, ali é dito, na sequência da rejeição do Messias, que “o povo do príncipe, que há de vir, destruirá a cidade e o santuário”.
O povo aqui citado é o romano que, no ano 70 d.C., liderado pelo general Tito, cercou Jerusalém com seus exércitos e arrasou a cidade e o Templo, não deixando pedra sobre pedra (Mt 24.2; Lc 21.20-24).
O verso 27 volta a este acontecimento, pela citação de que, no meio da semana, o Messias faria “cessar o sacrifício e a oferta de manjares”.
Isto se cumpre, primeiro, quando Cristo, pelo sacrifício único e perfeito de Si mesmo, tornava inúteis e obsoletos os sacrifícios e ofertas determinadas pela Lei (Hb 9.11-12; 10.1, 8-12).
Mas, para que cessasse de fato toda religiosidade judaica, o Templo foi destruído, e nunca mais os judeus puderam realizar tais sacrifícios.
A partir desse acontecimento, transcorre a segunda metade da última semana.
Com o fim de toda a ordem mosaica baseada no Templo e na missão de Israel como povo de Deus – fim esse assinalado pela destruição de Jerusalém e do Templo, entramos no período final das setenta semanas.
No verso 26, lemos que “até ao fim haverá guerra; estão determinadas assolações” – que é uma referência aos acontecimentos catastróficos e aflitivos que se abateriam sobre as nações até o fim do mundo, como Jesus avisaria os Seus discípulos (Mt 24.6-7).
Observa-se ainda, pelo verso 27, que esse é o tempo em que o Assolador, isto é, o espírito do anticristo, se faz presente no mundo (Jo 14.30; 1 Jo 2.18; 4.3; 2 Ts 2.1-5), manifestando-se na multiplicação do engano e da iniquidade (Mt 24.9-12; 1 Tm 4.1-2; 2 Tm 3.1-4; 2 Ts 2.7, 9-12).
Contudo, esse período também inclui o derramar da ira de Deus sobre todo o sistema e poder das trevas, com a destruição do próprio Assolador (2 Ts 2.7-8; Ap 20.10).
Pedi, pedi e dar-se-vos-á
"Pedi, e dar-se-vos-á; buscai e achareis; batei, e abrir-se-vos-á" é uma promessa bíblica de Jesus, registrada no Evangelho.
Ela que incentiva a oração perseverante.
A perseverança é um esforço contínuo.
É alcançar o que se propõe e buscar soluções para as dificuldades que podem surgir.
É um valor fundamental na vida para obter um resultado concreto.
Na parábola do juiz iníquo, Jesus nos ensina a orar sempre sem se esmorecer. Ensina a termos perseverança. E como poderíamos aplicar este conselho às outras áreas de nossa vida?
Quando desistimos de algo, por dificuldades, cansaço, incompreensões, ou outros motivos, alguns até razoáveis, estaríamos perdendo tempo? Se assim for a nossa escolha ou possibilidade ao voltarmos, qual seria a real situação no nosso retorno?
O ambiente em torno já teria mudado e assim teríamos que adaptar novamente? Ou escolheríamos outra atividade e teríamos que “aprender” desde o início, sendo que na outra que desistimos já tínhamos alguma experiência?
A pessoa melhor capacitada para dar continuidade àquela atividade não seríamos nós mesmos? Então, como enfrentar as dificuldades sem desistir? Pedindo a Deus que nos ajude a carregar as nossas cargas? Se este objetivo foi Ele quem nos deu, então nos ajudará a entendermos a sua direção quanto a terminá-lo ou como continuar.
Assim como Jacó “lutou” com Deus e prevaleceu, nós também podemos vencer.
Por que perseverar então? Porque sem a perseverança não aprendemos, não crescemos, não concluímos e não chegamos a um objetivo.
A perseverança recebe novas motivações, e a motivação nasce do desejo de se alcançar um objetivo. Portanto, quanto maior a vontade de vencer, maior a motivação, maior a determinação para enfrentar as dificuldades.
Deus poderá nos dar estratégias para nos aliviar ou ensinar a viver com as “pressões” no caminho do objetivo e assim continuar nosso empreendimento.
Será que o tempo nosso nessa tarefa já terminou? Ele nos dirá claramente, mas desistir não devemos...
Então não desistamos, pois Deus nos dará um direcionamento!
“E Deus não fará justiça aos seus escolhidos, que clamam a Ele de dia e de noite, ainda que tardio para com eles?” Lc 18.7
A passagem citada assegura que quem pede recebe, quem busca encontra e, para quem bate, a porta se abrirá, destacando a bondade de Deus em responder (Mt 7.7-11).
A frase é um convite à confiança e à persistência na oração.
Ela enfatiza que Deus, como um pai amoroso, deseja dar "coisas boas" aos seus filhos que lhe pedem.
A ordem é composta por três ações contínuas: pedir (oração), buscar (ação/esforço) e bater (persistência).
Encontra-se no Sermão da Montanha, onde Jesus ensina sobre a oração e a confiança na providência divina, garantindo que Deus ouve e responde ao seu povo.
domingo, 12 de abril de 2026
A pedra de tropeço
"Para trás de mim, Satanás" é uma famosa repreensão de Jesus a Pedro descrita no Evangelho segundo Mateus.
Isso aconteceu quando Pedro tenta dissuadi-lo de sua missão de sofrimento e morte.
A frase indica rejeição à influência que se opõe aos planos divinos, focando nas coisas humanas em vez das de Deus, servindo de lição sobre disciplina espiritual (Mt 16.3).
Jesus tinha acabado de revelar que sofreria, morreria e ressuscitaria, ao que Pedro respondeu tentando impedi-lo.
Jesus chama Pedro de "pedra de tropeço" e "Satanás" porque, ao tentar evitar a cruz, Pedro agia como um instrumento da tentação, alinhando-se aos interesses humanos e não aos de Deus.
Muitas vezes essa situação é compreendida não apenas como um insulto, mas como uma ordem para que Pedro deixasse de agir como um opositor e voltasse à sua posição de seguidor (atrás de Jesus).
O ensinamento principal é manter o foco na vontade de Deus, resistindo a pensamentos que desviam do propósito divino.
Na verdade Jesus estava dizendo diretamento para o adversário: "Você é uma pedra de tropeço para mim, e não pensa nas coisas de Deus, mas nas dos homens”.
Segundo o apóstolo, o "lugar dele é ao derredor" refere-se à atuação do diabo (adversário), que, conforme Pedro, "anda em derredor" como um leão que ruge procurando quem devorar.
Esse trecho bíblico de sua epístola é um alerta para a necessidade de sobriedade e vigilância espiritual constante.
O versículo insta os fiéis a serem sensatos e vigiarem, pois o diabo não é onipresente, mas ativo na busca de brechas.
A expressão "ao derredor" indica que ele rodeia constantemente (ao redor da terra), aguardando uma oportunidade para trazer divisão e tentação (1 Pd 5.8).
A orientação é resistir firmes na fé e destaca a necessidade de vigilância sobre pensamentos e conversas para evitar dar "lugar ao diabo" por omissão ou pecado.
Já o apóstoloPaulo orienta que ele "transforma-se em anjo de luz", indicando que Satanás se disfarça para enganar, aparentando ser bom, verdadeiro ou divino.
O texto alerta que, da mesma forma, falsos ministros se transfiguram em "ministros da justiça" para espalhar mentiras.
Subtende que ele usa disfarces atraentes (luz) em vez de figuras assustadoras (escuridão) para enganar as pessoas, atraindo-as para mentiras que parecem inofensivas ou boas (2 Co 11.14).
Enfim, Paulo avisa aos Coríntios que não é surpresa que o mal se disfarce de bem, pois ele busca imitar a luz de Deus.
sábado, 11 de abril de 2026
Pede-me o que quiseres
A frase "Pede-me o que quiseres" é um convite bíblico famoso, principalmente quando Deus diz isso a Salomão.
O rei pediu sabedoria para governar, o que agradou a Deus, resultando em riquezas e honra também.
O contexto envolve humildade e busca pela vontade divina (2 Cr 1.7; 1 Rs 3.5).
Deus aparece ao filho de Davi em um sonho e oferece qualquer coisa.
Ele, no entanto, pede sabedoria para julgar o povo, e Deus lhe dá sabedoria, riquezas e fama.
Jesus também afirma que se os discípulos permanecerem nele e as suas palavras neles, "pedireis tudo o que quiserdes, e vos será feito" (Jo 15.7.
Herodes, em contrapartida e de igual modo, diz a uma moça que lhe pedisse o que quisesse, um exemplo de vaidade e promessa imprudente que resultou na morte de João Batista.
A atuação do governante Herodes, violento no exercício do poder e escandaloso em sua vida pessoal, produziu morte na história do seu povo: exploração, fome, perseguição política.
Em todos os tempos, os profetas são perseguidos.
Jesus disse que, em contraponto, os falsos profetas são aplaudidos.
O próprio Herodes mandara prender João e o acorrentar no cárcere, por causa de Herodíades, mulher de seu irmão Filipe, com a qual ele se tinha casado.
João tinha dito a Herodes: "Não te é permitido ter a mulher de teu irmão".
Por isso, Herodíades odiava-o e queria matá-lo, não o conseguindo porque Herodes respeitava João, sabendo que era um justo e Santo homem.
Protegia-o e, quando o ouvia, sentia-se embaraçado.
Mas, mesmo assim, de boa mente ouvia-o. Chegou, no entanto, um favorável dia em que Herodes, por ocasião de seu natalício, deu um banquete aos grandes de sua corte, a seus oficiais e aos principais de Galileia.
A filha de Herodíades apresentou-se e pôs-se a dançar, com grande satisfação de Herodes e de seus convivas. Disse o rei à moça:"Pede-me o que quiseres, e eu dá-te-ei" (Mc 6.17-29).
O que ela pediu? A cabeça do profeta que denunciou o pecado com firmeza!
Segundo a Bíblia, quem tem falta de sabedoria deve pedi-la a Deus.
Ele é descrito como alguém que dá livremente, de boa vontade e sem reprovar ninguém, concedendo sabedoria a quem pedir com fé e sem duvidar (Tg 1.5-7).
Enfim, contexto de pedir algo a Quem pode dar envolve, sem sobra de dúvidas o ensinamento de buscar algo altruísta de acordo com a vontade de Deus, em vez de interesses pessoais egoístas, pois assim, resultará em bênçãos duradouras.
sexta-feira, 10 de abril de 2026
O chifre pequeno
No capítulo 7 de Daniel pode-se ver exatamente a mesma sequência de impérios, descrita no capítulo 2.
Nele é representada pelos quatro animais e os dez chifres do quarto animal (v. 17).
Desta vez, o leão representa o império babilônico, o urso o medo-persa, o leopardo o grego, o animal terrível e espantoso o romano.
Por fim, os dez chifres resumem o quinto reino.
Eles apontam para a multiplicidade de povos ou nações que dominariam ao mesmo tempo, até o fim (v. 24a).
Um aspecto novo nesta visão é o chifre pequeno que surge após os dez, abate três e se exalta terrivelmente contra os santos, e isso por um período de “tempo, tempos e metade de um tempo” (vv. 21-22, 25).
Trata-se do mesmo reino representado pelos dez chifres – a multiplicidade de estados menores, soberanias e nações; mas agora coligadas em um sistema final de governo, sob a égide de uma pretensa “união”, com propósitos hostis e contrários ao reino dos céus e aos santos de Deus (vv. 21, 25).
Estes reinos são os que compõem a besta mostrada a João, em Apocalipse (13.6-8; 17.12-14).
Neste ponto, a visão é ainda mais clara quanto ao estabelecimento do reino de Deus e sua vitória contra os reinos deste mundo.
Primeiro, o tribunal de Deus estabelecido para julgar e condenar os reinos (vv. 9-12) – o que vem se realizando na medida em que um reino após o outro passa e nunca mais volta ao poder, ainda que algo daquilo que construíram permaneça como legado aos povos seguintes.
Esse juízo se cumprirá totalmente na destruição final dos reinos deste mundo, coligados conforme a figura do “chifre pequeno” (v. 26).
A visão ainda mostra o reino de Deus sendo entregue aos santos, na pessoa do Seu próprio Rei e cabeça, o Filho do homem – Cristo Jesus (vv. 13-14, 18, 27).
quinta-feira, 9 de abril de 2026
O último reino e a pedra
Sabe-se que, após a queda do Império Romano (no Ocidente, em 475 d.C. e, no Oriente, em 1453 d.C.), jamais se levantou outro império que dominasse o mundo conhecido.
Ao invés disso, diversos povos ou nações procuraram estabelecer o seu próprio domínio, de acordo com suas identidades étnicas e culturais, dando origem a uma multiplicidade de reinos, que atualmente denomina-se de Estados-Nações.
Existe algo de forte nesses pequenos reinos, porque ainda têm o poder das armas, da violência, da coerção, das leis.
Mas, por outro lado, estão grandemente enfraquecidos por se basearem em acordos humanos que podem ser facilmente alterados pelas mais diversas circunstâncias políticas e históricas.
A pedra, por sua vez, também representa um reino, mas, em contraste com os reinos terrestres e humanos, esse reino jamais será destruído, e não passará a outro povo.
Não entra na sucessão dos reinos representados pela estátua, mas se estabelece de forma independente “nos dias desses reis”, ou seja, no tempo em que estes governos estão se sucedendo na terra.
A glória desse reino começa pequena e de forma simples como uma pedra, mas no fim se torna como um monte que enche toda a terra.
É o reino de Deus que, embora presente entre os homens, não é deste mundo e nada tem de terreno (Mt 4.17; Jo 18.36).
Nele só entram os que são trazidos por Deus (Cl 1.13; Ap 1.6, 9).
Embora sem aparência exterior (Lc 17.20- 21), é um reino cuja grandeza e glória aumentarão mais e mais até a sua plena manifestação na vinda de Cristo e na destruição final dos reinos deste mundo (1 Co 15.24-28).
A base deste reino é a pessoa do seu próprio Rei, Cristo Jesus, identificado como a pedra eleita por Deus (1 Pe 2.4-6).
O que é a estátua de Daniel
Pela ordem do sonho, Daniel começa com a interpretação da estátua, em suas partes formadas de diferentes materiais.
Primeiro, observa-se o uso das palavras “reis” e “reinos”, que cada parte da estátua simbolizando um império deste mundo, um governo humano e terreno.
Segundo, esses reinos se sucederiam ao longo da história, a começar com o império babilônico, durante o qual havia sido dada esta revelação.
Nota-se, ainda, que os diferentes materiais que formavam as diferentes partes da estátua indicam que a nobreza desses impérios seria cada vez menor, antes de serem completamente destruídos.
Embora a sucessão dos reinos seja descrita claramente na interpretação dada por Daniel, precisa-se recorrer à história bíblica posterior e à história secular para identificar de que reinos a visão está tratando.
O primeiro (a cabeça de ouro), é o próprio império dos caldeus (ou babilônico), tendo como seu maior e mais poderoso rei, Nabucodonosor (v. 37-38; Jr 27.6-7).
O povo seguinte a que passou o domínio (o peito e os braços de prata) foi o persa (ou medo-persa).
Isto se deu na noite em que Belsazar profanou os vasos da casa de Deus (Dn 5.25-31).
Os persas foram sucedidos pelos gregos (o ventre e coxas de cobre), comandados por Alexandre o macedônio (ou o Grande).
Sua vitória sobre os persas, a rápida conquista e o domínio de toda a terra (v. 39), bem como sua morte prematura e a divisão do seu império entre seus generais, foram reveladas ao mesmo Daniel (Dn 8.20-22).
O quarto império (as pernas de ferro) foi o romano, notório pelo seu poderio militar e pela severidade com que reprimia toda rebelião contra suas leis (v. 40). Era o império que governava nos tempos de Cristo (Lc 2.1).
Chama a atenção para o império representado pelos pés com os dedos de ferro e de barro, que é o último na sucessão dos reinos deste mundo e, portanto, existirá até o fim.
A pedra e a estátua
As visões dadas a Daniel no capítulo de seu livro mosta os reinos que se sucederiam no mundo.
A revelação feita a Daniel com respeito à sucessão dos reinos se deve a um sonho que teve Nabucodonosor.
O rei mostrou persistência em querer saber exatamente como havia sido o sonho que esqueceu e a sua interpretação.
Para isso, mandou chamar todos os sábios e entendidos de Babilônia.
Mas não recebeu nenhuma resposta satisfatória.
Por isso, indignado com a incapacidade dos seus conselheiros, o rei determina que todos sejam mortos.
Nesse momento o profeta entra na história, quando ele e seus companheiros são buscados para também serem mortos.
Daniel pede que se lhe dê uma chance de atender ao pedido do rei e, após os jovens hebreus buscarem instantemente ao Senhor.
Enfim, são revelados a Daniel o sonho e sua interpretação!
O sonho era uma resposta divina a uma pergunta que Nabucodonosor havia feito quanto ao que seria após ele (v. 29).
O sonho tratava, em linhas gerais, de uma estátua e uma pedra.
A estátua, de grande altura e aspecto terrível, estava dividida em cinco partes, cada uma formada de um material diferente: a cabeça, de ouro; o peito e os braços, de prata; o ventre e as coxas, de cobre; as pernas, de ferro; e os pés, com os seus dedos, de ferro misturado com barro.
Na segunda parte da visão, a pedra, cortada sem mão, feria a estátua nos pés de ferro e de barro, e os pulverizava. Ao mesmo tempo, eram pulverizadas todas as demais partes da estátua, e desapareciam levadas pelo vento.
E então a pedra, que havia ferido a estátua, se fazia um grande monte, que enchia toda a terra.
terça-feira, 7 de abril de 2026
Há dois caminhos
A Bíblia descreve dois caminhos espirituais: o caminho largo/fácil, que leva à perdição e é seguido por muitos, e o caminho estreito/difícil, que conduz à vida eterna e é encontrado por poucos.
Essa parábola destaca a necessidade de escolha consciente entre obediência a Deus e a perdição.
A Palavra afirma que Jesus morreu por todos, para que as pessoas não vivam mais para si mesmas, mas para Ele (Mt 7.13-14).
O benefício de Seu sacrifício está disponível a qualquer pessoa, oferecendo salvação universal e irrestrita (2 Co 5.15).
Nesta vida, porém, há dois caminhos: ceifa ou vindima, uma gerando vida eterna e a outra a morte (Ap 14).
Seu sacrifício é descrito como uma propiciação pelos pecados de todo o mundo, embora teologicamente haja debates sobre a aplicação eficaz dessa expiação apenas para os que creem (1 Jo 2.2).
É certo que a visão de que Jesus morreu por cada indivíduo, mas o benefício é aplicado aos que aceitam a fé é explicada também de outra forma pois é Ele quem traz o conhecimento e o arrependimento para o perdão dos pecados.
O profeta Joel, também fez esta comparação entre a seara do Mestre e o lagar da ira de Deus e um de seus versos de maior destaque assim diz: “multidões, multidões no vale da Decisão”.
Entendemos então, a partir disso, que temos assim uma escolha a fazer: vida eterna ou morte.
Em suma, a a morte de Cristo foi intencionalmente eficaz para a salvação dos eleitos, embora suficiente para todos.
segunda-feira, 6 de abril de 2026
Deus chama trabalhadores
A expressão "me queima com brasa viva" na Bíblia refere-se à purificação espiritual vivida pelo profeta Isaías.
O fogo provém do altar de Deus, representando a presença e o poder purificador do Senhor.
De igual modo o toque da brasa simboliza a remoção da iniquidade e o perdão, permitindo que Isaías servisse a Deus purificado.
Há no contexto a ideia e/ou o desejo por um avivamento pessoal, onde a "brasa viva" queima o que é impuro na alma.
Um serafim tocou os lábios de Isaías com uma brasa do altar para remover sua culpa e perdoar seus pecados.
É um símbolo de consagração e purificação pelo fogo santo de Deus.
Como a brasa, tirada do altar com uma tenaz, tocou a boca de Isaías para purificá-lo antes de seu ministério profético, há aqui neste texto uma mensagem de chamada para o trabalho.
Apesar de seu chamado, poucos atendenram ou deram ouvidos às palavras do Altíssimo.
Isaías assim se expressou: "quem deu crédito à nossa pregação" na qual ele questiona quem acreditou na mensagem sobre o "braço do Senhor", ou seja, o Messias.
A resposta bíblica é que aqueles que acreditam são os que dão ouvidos à Palavra de Cristo, se arrependem, aceitam o sacrifício de Jesus e creem em sua salvação.
A fé vem pelo ouvir a palavra, e aqueles que creem verdadeiramente dão valor e creditam a mensagem pregada.
A pergunta foi feita por Isaías para expressar a pouca aceitação da sua mensagem sobre o futuro Messias, que seria desprezado e sofreria.
Quem dá crédito às coisas divinas?
domingo, 5 de abril de 2026
Ensina o menino no caminho
"Ensina a criança no caminho em que deve andar, e ainda quando for velho, não se desviará dele" (Pv 22.6).
O texto citado constitui um princípio bíblico que destaca a importância da educação baseada em valores, fé e bons hábitos desde cedo.
Significa instruir sobre o caminho certo (prudência, humildade) para a vida toda.
Educar conforme a natureza da criança, discernindo suas inclinações e habilidades, em vez de apenas impor regras.
É uma responsabilidade primordial dos pais, e não deve ser transferida para escolas ou igrejas.
Ensinar a amar a Deus e a respeitar suas leis, agindo com a verdade no dia a dia.
A instrução bíblica enfatiza que os pais devem instruir com amor, criando filhos responsáveis e maduros.
Ouvindo a Deus na oração
Ouvir a Deus na oração envolve buscar a Sua vontade, meditar na Bíblia, cultivar o silêncio e discernir Sua voz através da paz interior e do Espírito Santo.
A voz de Deus traz paz e frutos, orientando as decisões e a Sua direção.
"Orando em todo o tempo" é uma ordem bíblica para manter uma conexão contínua com Deus, não limitada a momentos específicos.
Quanto ao contexto bíblico deste texto, ele faz parte da instrução sobre a Armadura de Deus, indicando que a oração é o meio de sustentar a batalha espiritual.
Significa viver em atitude de dependência espiritual, vigiando e intercedendo no Espírito, perseverando na oração por todos os santos.
É certo que isso não é estar de joelhos 24 horas, mas viver em comunhão com Deus e com o coração voltado para Ele, independente da circunstância.
Orar guiado e fortalecido pelo Espírito Santo, não apenas por repetições humanas (Ef 6.18; 1 Ts 5.17; Cl 4.2; 1 Tm 2.1).
Do mesmo modo é certo que há diferentes níveis e tipos de oração, variando em tipos como adoração, confissão, petição, intercessão e gratidão.
Ela se desenvolve em níveis de profundidade, indo da oração vocal e de petição (pedir/buscar) até a consagração, intercessão profunda e comunhão constante.
É interessante o cristão tem a necessidade de reservar um horário especial para estar diante dEle.
Não como sobras, mas como prioridade!
sexta-feira, 3 de abril de 2026
Examine-se pois o homem a si mesmo
Vivemos em uma época em que a tendência humana é olhar mais para a vida alheia do que para a própria.
As mídias sociais é um exemplo disso refletindo uma enorme superficialidade e um comprometimento com a imagem que se quer passar.
Julga-se com facilidade as atitudes dos outros, suas falhas, incoerências e não se aplica o mesmo zelo à si próprio.
No fundo evidencia um enorme isolamento social, um mundo mentiroso apresentado sem frustações em que os conflitos são incentivados.
"Examine-se, pois, o homem a si mesmo" é uma exortação bíblica paulina que convida à autoanálise sincera antes de participar da Santa Ceia.
O texto orienta o indivíduo a avaliar sua própria conduta, fé e discernimento sobre o sacrifício de Cristo, evitando participar de forma "indigna" ou negligente, o que traria julgamento.
Mais do que uma checagem rápida, é um exercício contínuo de olhar para dentro, reconhecendo falhas e corrigindo-as (1 Co 11.28).
O objetivo não é causar medo, mas garantir que a participação no pão e no cálice seja feita com reverência e compreensão, discernindo o "corpo do Senhor" (a igreja e o sacrifício).
A Bíblia orienta que a falta de autoexame e o desrespeito ao momento sagrado geram fraqueza espiritual e física.
A ordem é clara, examinar a si mesmo, não ao próximo, evitando o julgamento alheio.
A frase destaca a necessidade de sinceridade pessoal e arrependimento para manter uma comunhão saudável com Deus e com a comunidade.
Examinando tudo pela Palavra
Em todo o tempo, o cristão necessita discernir o que Deus está falando.
A voz divina traz paz, nunca contradiz as Escrituras e requer sensibilidade espiritual para diferenciar sentimentos pessoais da vontade divina.
Para isso é necessário buscar entendimento diário para perceber o que Ele espera especificamente de você.
Infelizmente em nossa cultura a palavra discriminação carrega uma forte conotação negativa, porque está associada a pessoas que fazem distinções injustas entre raças.
Mas, discriminar é o sinônimo de discernir, ou seja, traçar uma linha entre o bem e o mal, o verdadeiro e o falso, o certo e o errado.
Por quê? Porque desde o início, Ele se comunica com o ser humano de forma a não somente transmitir mensagens, mas fazendo doação de Si mesmo a nós.
O Altíssimo é também o Emanuel, Deus conosco!
O Senhor usa de vários meios para nos transmitir Seus desígnios e Sua Pessoa.
Há os anjos, que são Seus mensageiros e os dons do Espírito Santo, mas principalmente as Sagradas Escrituras.
Entre os dons destaca-se a necessidade do crente desenvolver o dom de discernimento.
O discernimento espiritual envolve aprender a silenciar as opiniões passageiras e os ruídos do mundo para focar na voz eterna de Deus e ele não nasce do achismo, mas da intimidade.
Em Béreia, Paulo disse que eles eram mais nobres que os de Tessalônica; pois receberam a palavra com toda avidez, examinando as Escrituras todos os dias para ver se as coisas eram, de fato, assim” (At 17.11).
Eram fieis que tinham discernimento e não "engoliam" tudo o que lhes eram ensinados, nem mesmo pelo o apóstolo, mostrando uma reverência maior à Palavra.
Ela é o único referencial para julgarmos com eficiência as mensagens que nos rodeiam é justamente a palavra de Deus que nos convoca ao discernimento bíblico e ensina como fazê-lo.
O apóstolo Paulo, escrevendo à Igreja em Tessalônica nos ensina a como atender ao discernimento bíblico: “Julgai todas as coisas…” (1 Ts 5.21-22).
O mesmo discernimento cauteloso que às Escritura exigem de pastores e presbíteros (1Tm 4.6-7, 13,16; Tt 1.9), também é um dever de todo crente.
Além disso o cristão deve “…Reter o que é bom” e proteger a verdade e a lutar por ela, atacando a mentira, falando a verdade em amor e firmeza (1 Tm 6.20; 2 Tm 1.13-14).
Enfim, o discípulo deve “…abster de toda forma de mal” mostrando pureza na vida e a honra de Cristo.
quinta-feira, 2 de abril de 2026
Deus vai na frente
A frase "Deus vai na frente" é fundamentada em passagens bíblicas que prometem a presença e o preparo divino.
O texto bíblico mostra que o Senhor precede, acompanha e jamais abandona o cristão: "O Senhor passará adiante de ti e destruirá nações para que possas possuir a terra".
Ele o encoraja a não ter medo nem perder a coragem diante de desafios ou do futuro (Dt 31.3).
Isso significa que "O próprio Senhor irá à sua frente e estará com você; ele nunca o deixará, nunca o abandonará. Não tenha medo! Não desanime!" (Dt 31.8).
O profeta Isaías relata a promessa do Altíssimo dando sempre uma direção divina atrás de você, dizendo "Este é o caminho", indicando a condução de Deus (Is 30.21).
Ele ir na frente, de igual modo, significa que Ele prepara o caminho e luta por seus filhos.
Isso traz a certeza de que não é preciso ter medo de circunstâncias difíceis ou do desconhecido.
Mesmo sem ver a saída, o fial cuida que a fé permite descansar no cuidado de Deus.
Por outro lado, um dia todos nós vamos estaremos diante de Deus para sermos julgados, e Ele, estará à nossa frente.
Todos os seres humanos comparecerão diante de Deus para prestar contas de suas vidas.
Esse evento é descrito como um momento de prestação de contas individual e um julgamento de obras.
No Antigo Testamento, já se ensinava que "Deus trará a julgamento tudo o que foi feito, inclusive tudo o que está escondido, seja bom, seja mau" (Ec 12.14).
O apóstolo Paulo afirma que "todos compareceremos diante do tribunal de Deus" e que "cada um de nós prestará contas de si mesmo a Deus" (Rm 14.10-12).
Explica que todos devemos comparecer perante o tribunal de Cristo para que cada um receba a retribuição pelo que fez enquanto estava no corpo, seja o bem ou o mal (2 Co 5.10).
Estabelece a ordem natural dos eventos espirituais: "aos homens está ordenado morrerem uma só vez, vindo depois disso o juízo" (Hb 9.27).
Enfim, no último livro da Bíblia, há a visão do Grande Trono Branco, onde os mortos, "grandes e pequenos", são julgados de acordo com o que está escrito nos livros (Ap 20.11-15).
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