Um Blog de estudos e comentários bíblicos. Apesar da muita disponibilidade e acesso no mundo virtual, este blogueiro entende que precisamos o mais rápido possível redescobrir a Palavra de Deus! esdrasneemiasdossantos@gmail.com Read it in english: http://thebiblebythebible.blogspot.com.br/
sábado, 31 de janeiro de 2026
Paz seja com vocês
A frase "Os mais miseráveis de todos os homens" provém da primeira epístola de Paulo aos Coríntios.
Nela o apóstolo refere à perspectiva de que, a esperança dos cristãos em Cristo não deve se limitar apenas a esta vida terrena pois eles seriam os mais infelizes e dignos de pena entre todas as pessoas (1 Co 15.19).
Os evangelhos da prosperidade material e do reinado milinear aqui nesta terra não creem na ressurreição e na vida eterna. Pra quê, né?
A ressurreição de Jesus Cristo é o pilar central da fé cristã, validando sua divindade, derrotando o pecado e a morte.
Sem ela, a pregação e a fé seriam vãs, tornando a cruz um sacrifício sem triunfo. É um fato histórico que sustenta a doutrina da salvação e antecipa a ressurreição futura dos crentes.
A crença na ressurreição de Cristo é fundamental, tornando a fé cristã sem sentido se for focada apenas no presente.
O apóstolo Paulo utiliza essa frase para argumentar que a vida cristã sem a promessa de ressurreição seria vã e lamentável.
A frase sugere que, ao abrir mão dos prazeres seculares por uma esperança falsa, os cristãos seriam mais dignos de pena do que qualquer outra pessoa.
O versículo enfatiza que, diferentemente dessa hipótese, a Bíblia afirma que Cristo ressuscitou, sendo a "primícias dos que dormem".
Essa tese é comprovada pelos relatos bíblicos e o testemunho apostólico (incluindo as aparições a mais de 500 pessoas), tornando assim a ressurreição um evento histórico.
Ao entardecer daquele primeiro dia da semana, os discípulos estavam reunidos com as portas trancadas, por medo dos líderes judeus. De repente, Jesus surgiu no meio deles e disse: “Paz seja com vocês!”.
Enquanto falava, mostrou-lhes as feridas nas mãos e no lado. Eles se encheram de alegria quando viram o Senhor (Jo 20.19-20).
Mais uma vez, ele disse: “Paz seja com vocês!
Se não é que crestes em vão
A frase "se não é que crestes em vão" provém da primeira carta de Paulo na qual explica que os coríntios são salvos se retiverem firme a mensagem, tal como foi pregada, indicando que a fé requer constância e apropriação correta do Evangelho.
Nela o apóstolo enfatiza a necessidade de perseverar no verdadeiro Evangelho para a salvação (1 Co 15.2).
Há evangelho que entende que Deus deseja abençoar os crentes com abundância de dinheiro e possessões. Assim, tudo o que o cristão necessita fazer é pedir (Tg 4.3-10).
Algumas pessoas acreditam que a missão de Jesus é transformar a sociedade e fazer justiça ao oprimido por meio de uma revolução política, assim ter uma fé superficial, baseada em falsos ensinamentos ou abandonada diante de dificuldades, resultando na perda da salvação (2Ts 2.9-10; Ap 21.1-5).
É claro que o Evangelho não é uma mensagem que nos ensina a viver uma vida melhor e, assim, nos tornar justos diante de Deus através do perdão dos pecados (Cl 1.13).
Assim, a expressão inicial alerta que a fé precisa ser fundamentada na ressurreição de Cristo e não ser superficial ou abandonada, caso contrário, a crença torna-se inútil, chamando o discípulo à firmeza e à fidelidade, assegurando que a fé produza os frutos de salvação.
Enfim, há vários outros evangelhos que são apenas instituições ou comunidades religiosas (Gl 1.6-10).
sexta-feira, 30 de janeiro de 2026
Servindo um Deus organizado
Deus tinha um propósito ao criar o mundo pois elaborou um projeto detalhado e organizado para todo o processo.
Como disse o sábio: “Jeová lançou os alicerces da terra com sabedoria. Estabeleceu firmemente os céus com discernimento” (Pv 3.19).
Antes de preencher a terra, os céus e os mares com toda a diversidade de seres viventes, Ele preparou o ambiente adequado, reunindo as condições necessárias para que pudesse ser habitado (Gn 1 e 2).
Mostras da organização do divino continuam na Bíblia como no caso da arca de Noé que abrigou exemplares de todas as espécies do mundo (Gn 6 - 9).
"Faça-se tudo decentemente e com ordem" é um princípio bíblico registrado na primeira carta de Paulo aos Coríntios.
Ela enfatiza que as ações, especialmente no contexto de culto e na vida cristã, devem ser organizadas, respeitosas e sem confusão.
Esse versículo reflete o caráter de Deus como um Deus de paz e ordem (1 Co 14.40).
Isso envolve realizar tarefas com decoro, dignidade, respeito aos bons costumes e organização, refletindo a seriedade e a intenção de honrar a Deus.
Dentro do contexto deste texto, o apóstolo instrui a igreja de Corinto a organizar o uso dos dons espirituais, garantindo que o culto edifique a todos e evite a desordem.
Isto posto, é importante ressaltar que esse princípio deve ser aplicado a todas as áreas da vida, promovendo a organização e a paz.
quinta-feira, 29 de janeiro de 2026
A fé dos tais imitai
A frase "a fé dos tais imitai" provém da epístola aos Hebreus, na qual o escritor, instrui os cristãos a lembrarem-se de seus líderes espirituais que pregaram a Palavra de Deus.
O contexto trata de obediência e sujeição ao ministério dos pastores (Ef 4.11).
O ministério pastoral é uma vocação divina e um dom da graça, com a missão de apascentar, proteger e guiar o rebanho de Deus (a Igreja) através do ensino da Palavra.
A principal função é alimentar a igreja com a Palavra de Deus e prover cuidado espiritual, demonstrando amor e compaixão.
Ele precisa cuidar das ovelhas que lhe foram confiadas pois prestarão contas de tudo a Deus (1 Co 4.1,2).
O texto incentiva a observar o resultado da vida e a conduta desses líderes, imitando a fé e a firmeza que demonstraram, tendo Jesus Cristo como referência inabalável.
O versículo exorta a não esquecer aqueles que ensinaram o evangelho, analisando sua "maneira de viver" ou o "fim da sua vida" (Hb 13.7).
Imitar a fé significa seguir o exemplo de confiança, obediência e firmeza demonstrado por líderes fiéis, em vez de se deixar levar por doutrinas estranhas.
A imitação da fé dos líderes é sustentada pela imutabilidade de Jesus Cristo, que é o mesmo "ontem, hoje e eternamente".
Enfim, refere-se a considerar a conduta de líderes passados e presentes, valorizando a fé demonstrada por eles ao longo da sua trajetória cristã.
quarta-feira, 28 de janeiro de 2026
Um homem de Deus que não corrigia
Assassinato, idolatria, ilegalidade sexual, tudo isso dentro de um certo contexto é o relato da trágica história entrelaçando todas essas transgressões que começou com Amnon, filho de Davi, apaixonando-se de forma doentia por sua meia-irmã Tamar (2 Sm 13).
Dois anos depois, Amnom foi morto por ordem de Absalão, que vingou sua irmã, enviando os seus servos para matar Amnom em uma festa à qual ele convidou todos os filhos do rei.
Absalão era conhecido por sua beleza notável, vingou o estupro de sua irmã Tamar e posteriormente iniciou uma rebelião para usurpar o trono, mas foi morto em batalha por Joabe, gerando profundo luto em Davi (2 Sm 18).
Fugindo em uma mula, Absalão ficou preso pelos cabelos (ou cabeça) em um carvalho. Joabe, comandante de Davi, ignorou a ordem do rei de poupá-lo e o matou com dardos, sendo o corpo jogado em uma cova com um monte de pedras por cima.
A situação ilustra situações descontroladas, crises consecutivas ou angústia emocional intensa, indicando um agravamento contínuo das circunstâncias.
"Um abismo chama outro abismo" é uma metáfora bíblica que descreve um ciclo vicioso de problemas, onde um erro ou sofrimento leva a outro cada vez maior, comparado a cascatas profundas (Sl 42.7).
É certo que Deus é quem julga, mas Davi nunca aplicou a disciplina em seu lar, pois "...aquele que cuida bem de sua casa" (1 Tm 5.8) inclui ter filhos sob disciplina e respeito.
Há uma história conhecida de um aspirante a escritor que pediu a um sábio corrigir um soneto ruim, mas ao ler percebeu que o poema era tão ruim que qualquer correção (emenda) tornaria o texto ainda pior.
A educação de Davi à seus filhos era ruim, e ao tentar discipliná-los com a idade avançada a situação só foi piorando.
Enfim, isso mostra a rigidez e a dificuldade de mudança de hábitos enraizados.
terça-feira, 27 de janeiro de 2026
O fenômeno dos desigrejados aumenta
O crescimento dos desigrejados é visto com preocupação por lideranças religiosas pois são o terceiro maior fenômeno religioso.
O sábio assim aconselhou: “O solitário busca o seu próprio interesse e insurge-se contra a verdadeira sabedoria” (Pv 18.1).
Contudo, os "desigrejados" no Brasil, indicados por dados preliminares do Censo 2022 do IBGE e pesquisas complementares, representam um contingente crescente.
Há mais de 17 milhões de pessoas em dados de 2025 — que crê em Deus e mantém fé cristã, mas se desligou de instituições religiosas.
São indivíduos que se afastaram de igrejas, principalmente evangélicas, devido a experiências traumáticas, abusos de poder, divergências políticas ou descrença na estrutura hierárquica.
Por isso, mais do que nunca, ecoa aos ouvidos a exortação do apóstolo PauloAtendei por vós e por todo o rebanho sobre o qual o Espírito Santo vos constitui bispos, para pastoreardes a igreja de Deus, a qual ele comprou com o seu próprio sangue” (At 20.28).
Embora a queda de católicos tenha desacelerado, o grupo sem religião e os desigrejados cresceram, com maior concentração entre jovens de 20 a 24 anos (14,3%).
A frase "Jovens, eu vos escrevi, porque sois fortes" provém da primeira epístola de João destacando o vigor juvenil espiritual.
A força do jovem na Bíblia não é apenas física, mas reside na permanência da Palavra de Deus em seu coração, permitindo-lhe vencer o Maligno e resistir às tentações do mundo.
Eles diferenciam-se dos ateus, pois muitos continuam com práticas de fé, mas optam por não ter vínculo oficial com templos.
Embora haja ainda a advertência aos cristãos deixada na epítola aos Hebreus: "Não deixemos de congregar-nos como é costume de alguns; antes façamos admoestações e tanto mais quanto vedes que o dia se aproxima"(Hb 10.25), os estudos apontam que o aumento de "evangélicos não praticantes" (desigrejados) pode retardar a projeção de que evangélicos se tornem maioria absoluta no Brasil.
sábado, 24 de janeiro de 2026
Meninos no entendimento
A frase "não sejais meninos no entendimento" provém da primeira carta aos Coríntios.
Nela o apóstolo Paulo exorta os cristãos a amadurecerem intelectualmente na fé, abandonando uma mentalidade infantil.
A orientação bíblica é ser imaturo (como crianças) apenas quanto à maldade, mas possuir entendimento maduro sobre as doutrinas e a vida cristã (1 Co 14.20).
Paulo escreve à igreja em Corinto, que valorizava dons espirituais de forma desordenada, agindo com falta de maturidade no uso da linguagem e no juízo.
O próprio Mestre assim se expressou: "aquele que não for como uma criança não herdará o reino dos céus" (Mt 18.3).
Fica claro assim que a conversão e a humildade, comparáveis à simplicidade e dependência de uma criança, são requisitos para entrar no Reino de Deus. Ser como criança significa abandonar a malícia e confiar totalmente em Deus.
O foco é tornar-se pequeno e humilde, reconhecendo a dependência de Deus, sendo este o caminho para a grandeza no céu.
É necessário "mudar de vida" e ter um coração receptivo, sem preconceitos.
Já a ausência de malícia se refere à pureza e à falta de astúcia ou fingimento, características de uma criança pequena (1 Pd 2.1-2).
Assim sendo, o Reino de Deus pertence aos que se tornam como crianças, aceitando-o com a mesma confiança e abertura que elas têm.
Agora, "Não ser menino no entendimento" (ou juízo) significa não ser ingênuo, superficial ou facilmente enganado em questões de fé.
Implica desenvolver discernimento espiritual e compreensão sólida da Palavra.
O apóstolo utiliza uma antítese: ser crianças na malícia (inocentes, sem maldade) e adultos (maduros) no entendimento.
A orientação visa evitar que a igreja fosse "bebê na fé" e, em vez disso, busca a maturidade para que a igreja entenda a vontade de Deus, valorizando a edificação mútua (como o uso da profecia e ensino) acima da exibição pessoal de dons como o falar em línguas sem interpretação.
Em resumo, a Bíblia incentiva o amadurecimento intelectual para a compreensão correta do Evangelho, enquanto mantém a pureza de coração como uma criança.
Falando de/com inteligência
O apóstolo bíblico frequentemente destacado por sua inteligência, educação refinada e capacidade argumentativa é Paulo de Tarso que após a chamada do doutor para a obra missionária, teve uma destacada carreira na da história da igreja.
Ele era um fariseu brilhante, treinado sob Gamaliel, que utilizou seu conhecimento intelectual e lógico para espalhar o cristianismo.
Dava importância prioritária ao dom de profetizar, ser mensageiro da Palavra: “... pregues a Palavra em tempo e fora de tempo” pois dizia "... quem profetiza edifica a igreja".
Aliou uma grande sabedoria espiritual e profunda compreensão das escrituras através de suas cartas.
Conhecido por sua sólida formação intelectual e teológica, sendo um dos principais autores do Novo Testamento.
Outra característica marcante de Paulo é que o mesmo era um poliglota - falava vários idiomas contudo assim se expressou: ”...quero falar na igreja cinco palavras na minha própria inteligência, do que dez mil palavras em língua desconhecida” (1 Co 14.18, 19).
Escolhido por Deus para a propagação do Evangelho: “Disse-lhe, porém, o Senhor: Vai, porque este é para mim um vaso escolhido, para levar o meu nome diante dos gentios, e dos reis e dos filhos de Israel” (At 9.15).
Ele era versado pelo menos no latim, na língua grega (escreveu as cartas nesta língua), aramaico e no hebraico (At 22.2).
Paulo também tinha vasta cultura secular, bem instruído na cultura e na filosofia grega e romana (At 17.18) e um homem de muitas letras (At 26.24).
Estava familiarizado com o conhecimento mais refinado de sua época.
Portanto, Paulo era um cristão culto e de alto nível.
É claro, para uma saúde de longo prazo, que a igreja está necessitada de professores em todos os níveis de instrução, mas em especial no mais elevado, de doutores.
sexta-feira, 23 de janeiro de 2026
Tolerando falsos ensinamentos
Deus ratifica que as últimas obras são maiores que as primeiras, sobre a igreja em Tiatira.
Lá Ele elogia que o amor, fé, serviço e perseverança da comunidade eram maiores no final do que no início.
Embora a igreja fosse elogiada pelo crescimento das obras, ela também recebeu críticas por tolerar falsos ensinamentos.
O contrário desse quadro é a estagnação, uma condição ou estado do que se encontra estagnado; que não flui nem se movimenta.
O apóstolo Paulo na epístola aos Hebreus, capítulo sexto exorta o crente precisa deixar os rudimentos da doutrina de Cristo, prosseguindo até a perfeição, pois se espera coisas melhores e uma das coisas que acompanham a salvação é o crescimento espiritual, para uma completa certeza da esperança, inclusive para não tolarar falso ensinamentos.
Salomão em sua sabedoria observou que o caminho dos ímpios é como a escuridão; nem sabem em que tropeçam, mas a vereda dos justos é como a luz da aurora, que vai brilhando mais e mais até ser dia perfeito e que só acham o conhecimento do Eterno aqueles que estão atentos a ouvir e coração inclinados ao entendimento, que clamam por conhecimento e por inteligência alça a sua voz.
Na segunda epístola do apóstolo Pedro, ele nos mostra a importância de crescermos na graça e no conhecimento de Cristo Jesus para que não sejamos arrebatados pelo engano dos homens abomináveis e possamos descair da nossa firmeza.
Enfim, o profeta Oséias vaticinou que o povo de Israel foi destruído por falta de conhecimento. Por terem rejeitado o conhecimento, Deus os rejeitaria como seus sacerdotes.
Esses dormentes desprezam assim o conhecimento que vem da boca do Senhor!
Assim, o aperfeiçoamento em Cristo não deve ser parado em momento algum, pois como alerta o profeta Ezequiel, há um grande risco na estagnação: “Mas os seus charcos e os seus pântanos não serão feitos saudáveis; serão deixados para o sal” Ez (47.11) e como Jesus disse: ”ninguém que lança mão do arado e olha para trás é apto para o reino de Deus” (Lc 9.62).
quinta-feira, 22 de janeiro de 2026
Visitou e remiu o seu povo
Deus veio pessoalmente à Terra em Jesus Cristo, cumprindo Sua promessa de intervenção.
Zacarias, após o nascimento de seu filho, João Batista, que prepararia o caminho para o Senhor, cheio do Espírito Santo, assim profetizou a respeito do menino Jesus: "visitou e remiu o seu povo".
Alegre e louvando a Deus por Ele ter vindo, resgatado (remido) seu povo e levantado uma salvação poderosa da linhagem de Davi.
Apresenta um cântico de louvor e profecia sobre a vinda de Jesus Cristo.
A sua vista estava se cumprindo as promessas antigas para libertar Israel de seus inimigos e servir a Deus sem medo (Lc 1.68).
Essa passagem é central para entender a vinda de Jesus como o cumprimento das esperanças messiânicas e o início do plano de redenção de Deus para a humanidade.
A Bíblia, revela como Ele resgata a humanidade do pecado e da morte através de Jesus Cristo, seu Filho, que voluntariamente morreu em nosso lugar para pagar o preço do pecado, oferecendo perdão e vida eterna.
Um ato de amor e graça que restaura a comunhão quebrada desde a queda, culminando na renovação de todas as coisas.
Deus criou o homem para viver em comunhão, mas o pecado (desobediência) quebrou essa relação, trazendo morte e separação (Gn 3).
Logo após a queda, Deus promete que a descendência da mulher esmagaria a cabeça da serpente, um prenúncio de Cristo vencendo o mal.
Antes de Jesus, sacrifícios de animais (cordeiros sem defeito) simbolizavam a necessidade de um substituto e apontavam para o sacrifício perfeito de Cristo, cobrindo o pecado temporariamente.
Jesus, o Criador, tornou-se homem para experimentar a morte no lugar da humanidade.
Ele morreu na cruz, levando os pecados do mundo, cumprindo a lei que diz que o salário do pecado é a morte (Rm 6.23).
Sua ressurreição prova Sua vitória sobre a morte, libertando aqueles que creem.
A prioridade da obediência a Deus
Considerando que as autoridades são constituídas por Deus, com a afirmação clássica: "... toda autoridade vem de Deus", sendo os governantes ministros divinos para promover a ordem e punir o mal.
Considerando ainda, que isso requer submissão, embora essa autoridade delegada deva servir ao bem comum e não se corromper, pois Deus é a fonte última de toda ordem.
A Bíblia relata a história de um rei caldeu que fez uma estátua toda de ouro e manda reunir as autoridades e ordena que todos a adorarem.
Três judeus (Hananias, Misael e Azarias) desobedecem a ordem real e, atados, são lançados na fornalha.
Mas, após isso, Nabucodonosor se espanta, levanta pois vê quatro homens andando e passeando soltos dentro do fogo (Dn 3.25).
Após a negativa dos hebreus em adorarem a estátua de sessenta côvados de altura que o rei mandou fazer e adorar, Nabucodonosor questiona a razão da negativa e os amigos de Daniel explicam que jamais adorariam outro Deus senão ao Senhor (Dn 3.16 e 19).
O rei manda joga-los atados dentro da fornalha de fogo, mas o Eterno intervém e não os deixa perecer, sendo a obediência dos jovens recompensada.
Apesar de a autoridade em si ser de origem divina, isso não significa, necessariamente, que todo governante seja justo ou bom (Rm 13.1-7).
Diante disso, no livro dos Atos dos Apóstolos, houve uma controvérsia sobre o testemunho das obras de Jesus diante do controle da narrativa e do ciúme dos religiosos.
Nela, os apóstolos ratificaram o propósito de continuar no caminho da obediência a Deus sobre as autoridades humanas (At 5.29).
Pedro e os apóstolos respondem, com sabedoria, "julgai vós mesmos", para decidir entre seguir ordens humanas que contradizem a vontade de Deus ou obedecer a Deus, reafirmando que a autoridade divina é superior e defendendo sua missão de proclamar o Evangelho.
Há aqui um conflito entre obediência civil/eclesiástica e obediência a Deus, mostrando que, quando há contradição, a lealdade suprema é a Deus.
É de se destacar a coragem e a convicção dos primeiros cristãos em manter sua fé, mesmo sob ameaça, mostrando que é "importante obedecer a Deus antes que aos homens" e um convite sobre qual voz seguir, priorizando a verdade divina sobre os comandos humanos.
Afinal, obedecer ao Senhor não deve ser um acontecimento esporádico que ocorre em nossas vidas, de conformidade com nossa vontade ou nossas conveniências. Obedecer a Deus deve ser nosso estilo de vida.
quarta-feira, 21 de janeiro de 2026
Em Deus há satisfação
A frase "Por que gastais o dinheiro naquilo que não é pão?" vem do livro de Isaías.
É um questionamento divino sobre por que as pessoas buscam satisfação em coisas materiais e passageiras (o "não-pão") em vez de buscar a Deus (Is 55.2-3).
Ele é o único que oferece alimento espiritual duradouro e verdadeiro sustento para a alma, convidando a um relacionamento que satisfaz verdadeiramente.
O "Pão" (o que é bom ou necessário, que satisfaz), representa o sustento, a satisfação, a vida plena e a provisão divina.
Ao contrário, "Aquilo que não é pão" (o que não satisfaz, status, para se amostrar) são os excessos de bens materiais, prazeres mundanos, buscas vazias e trabalhos que não trazem contentamento duradouro, como vícios ou coisas efêmeras, que não nutrem a alma.
Para conseguirem a admiração dos outros, alguns ostentam roupas de grife e outros itens chiques. Isso é justificável quando vivemos em um mundo de extrema desigualdade e muitos estão passando necessidades?
O Senhor indaga por que o povo gasta seus recursos e esforço em coisas que não preenchem a alma.
No texto há um desafio para ouvir a Deus, pois Ele oferece uma "fina refeição", uma satisfação que vem d'Ele, não do mundo.
Essa refeição acarretará em saciedade e libertação de seus ídolos, perdão, alegria e paz eterna.
E a maravilha da graça neste texto é que todos estes presentes são gratuitos, pois o próprio Senhor diz, que podemos comprá-los “sem dinheiro”.
terça-feira, 20 de janeiro de 2026
Detalhes do pôr do sol na Bíblia
"Houve tarde e manhã, o primeiro dia", mostrando o dia começando com o pôr do sol (Gn 1.5).
Na Bíblia, o pôr do sol marca o fim do dia e o início de um novo ciclo.
"Sucedeu, pois, que, dando já sombra nas portas de Jerusalém antes do sábado, ordenei que as portas fossem fechadas; e mandei que não as abrissem até passado o sábado; e pus às portas alguns de meus servos, para que nenhuma carga entrasse no dia de sábado” (Ne 13.19).
"E era o dia da preparação, e amanhecia o sábado " (Lc 23.54).
Por isso que a tradição judaica usa o ponto de partida para o cálculo dos dias sagrados judaicos.Por isso que a tradição judaica usa o ponto de partida para o cálculo dos dias sagrados judaicos.
Os detalhes bíblicos não devem ser desprezados pois trazem mensagens espirituais muito relevantes.
O plano maior do Eterno é que nossas vidas terminem como um dia, mesmo que tenha começado sem sol, sem a presença de Deus, Ele quer que terminemos essa existência terrena com a presença dEle (Ef 2.1-3; Rm 5.12).
Se por um lado começamos esta existência mortos espiritualmente, separados dEle, entretanto, Ele quer que nos acheguemos e assim tenhamos e sejamos luz...
O dia começou em trevas devido a separação com a luz que ocorreu com a Queda de Adão e Eva e continua a afetar a todos os homens que não foram “vivificados” por Cristo, que ressuscitou os mortos espiritualmente.
Entretanto, na Palavra é clara, simples e firme a verdade bíblica ao afirmar que o pecado traz a morte.
Assim, o homem nasce, afastado de Deus, necessitando de reconciliação.
“Portanto, como por um homem entrou o pecado no mundo, e pelo pecado a morte, assim também a morte passou a todos os homens por isso que todos pecaram.”
Enfim, o que passou a todos os homens, foi pecado? Não, de acordo com o texto bíblico foi a morte, morte espiritual.
Assim, o dia bíblico, segundo Gênesis, começa com a escuridão e termina com o pôr do sol, marcando a passagem para a noite e o início de um novo dia.
segunda-feira, 19 de janeiro de 2026
Há paz em Deus
Há temas que sempre é necessário voltar e "tentar explicar novamente"...
Um destes é sobre a grande tribulação, devido uns de carteirinha A ou B ficarem só dentro de sua caixa teológica e não se aventurarem na Bíblia por medo de represárias e outros.
É um período anunciado por Deus, mas é para termos paz nEle e bom ânimo, como está escrito no evangelho segundo escreveu João, no capítulo 16 e verso 33.
O apóstolo Paulo escrevendo aos coríntios, no capítulo 1 e verso 5 diz que elas são abundantes e Pedro na segunda epístola, verso 13 do quarto capítulo nos orienta a alegrarmos pelo fato de sermos participantes das aflições de Cristo.
Contudo, a expressão “grande tribulação” é encontrada no capítulo 7 do livro do Apocalipse, verso 14, referindo-se a um período de três dias e meio, conforme será descrito a seguir.
Não se pode deixar de lembrar que “um dia” para Deus pode significar mil anos ou um período só do conhecimento divino (2 Pd 3.8).
Outro texto para contextualizar o assunto está no profeta Daniel (Dn 9.24-27) (acerca das setenta semanas) e em Apocalipse 12 e 13 (um período de dias ou meses iguais há 3,5 anos ou figurados na expressão: “tempo, tempos e metade de um tempo”).
A identificação começa com : ”setenta semanas estão determinadas” (Dn 9.24).
Uma semana ou seus sete dias interpreta-se como um período de tempo pleno do conhecimento de Deus.
O primeiro período de sete semanas teve o seu início no reinado de Ciro, quando em cerca de 445 a.C., foi dada a ordem “para restaurar e reedificar Jerusalém” (Dn 9.25).
Segue-se o segundo período de 62 semanas, até a chegada do Messias, Jesus.
Neste ponto das setenta, o tempo avançou a 69 semanas.
Resta tão somente uma semana - o terceiro período...
Nesse período final (uma semana), o ungido seria rejeitado pelo seu povo, e morto (Dn 9.26).
Esta semana projeta-se até o fim (vs 26b).
Nesta mesma semana (7 dias, sete tempos de Deus) – e sete é plenitude - ele, Jesus, tem firmado “um concerto com muitos”, com os creem em seu nome.
Este concerto é o da salvação eterna (sete tempos), na remissão dos pecados pelo seu sangue (Mt 26.26 a 28; Hb 10.12 a 18).
Agora há uma repartição desta semana final em novos dois períodos de meia semana (3,5 dias ou 3,5 períodos de Deus).
A separação se dá pela citação de que no meio da semana, ele, o Messias, “faria cessar o sacrifício e oferta de manjares” (vs 27).
Cumpriu-se isto quando Cristo morto pelos judeus tornava inúteis os sacrifícios e ofertas determinadas pela lei (Hb 10.1, 8 a 11; Jo 1.17).
Para que cessasse de fato toda religiosidade vã definida pela lei foi, então destruído o templo e a cidade de Jerusalém pelo “povo do príncipe que havia de vir”.
Desde então nunca mais se realizou tais rituais. O povo citado refere-se ao romano que, no ano 70 aD, com seus exércitos, não deixaram pedra sobre pedra (Mt 24.2; Lc 21. 20 a 24).
Desde esse acontecimento transcorre a metade da última semana conforme está no texto de Dn 9.27: “sob as asas das abominações virá o assolador e isso até a consumação”.
Aqui está o período da grande tribulação que vai se desenrolar até o fim, incluindo a destruição do assolador.
A tribulação será grande por vários motivos: pela presença do anticristo, que já está presente no mundo (1 Jo 2.18 e 4.3; 2 Ts 2.7) e sua oposição ao evangelho (2 Co 1.8); pela grande fúria do mal (Ap 12.9,12); por causa da multiplicação da iniquidade ou avanço das trevas (Mt 24.9 a 12; 1 Tm 4.1,2; 2 Tm 3. 1 a 4); pela manifestação e avanço da besta (Ap 13.1,3, 7), que são os domínios deste mundo não sujeitos a Deus (Ap 17.9 a 12); e por estar chegando o tempo da saída da Igreja do mundo": ela está em terra estranha (1 Pd 4.12; Jo 17.14 a 16).
Referem-se a este meio período final também as passagens de Ap 12. 6 e 14; 13.5.
Enfim, Paulo nos exorta (1 Ts 3.3; Fp 1.28 a 29; 2 Co 1.7). Ninguém sabe quando se dará o arrebatamento da Igreja, findando as setenta semanas, mas sabemos que é a nossa missão pregar o evangelho e dar testemunho de Cristo diante dos homens. Com a volta de Jesus voltar terminará a tribulação e passaremos a desfrutar com ele da paz e glória celestiais (2 Ts 1.7).
domingo, 18 de janeiro de 2026
O que dizem da sua alma?
Há muita especulação sobre a salvação ou não das pessoas, seja no sentido de uma adversidade difícil terrena, passageira ou mesmo com significado eterno.
Nem Davi, o "homem segundo o coração de Deus", alguém comprometido com a vontade divina, que foi escolhido por Deus por sua fidelidade, obediência e um coração que, apesar das falhas humanas, buscava a Deus, conseguiu fugir dela.
O salmista assim se expressou: "Muitos dizem da minha alma: Não há salvação para ele em Deus".
De igual modo, a passagem bíblica expressa a experiência de muitas pessoas que enfrentam adversários e críticas, mas o salmista responde com confiança em Deus como seu escudo e protetor (Sl 3.2-4).
Ele está cercado por inimigos e pessoas que zombam de sua situação, acreditando que Deus o abandonou.
Apesar das vozes negativas, a resposta do salmista é uma declaração de fé: "Porém tu, Senhor, és um escudo para mim, a minha glória, e o que exalta a minha cabeça".
Assim, deve permanecer firme a fé em Deus do cristão mesmo em momentos de profunda dificuldade e descrença alheia, pois isso não vem da parte dEle.
Deve ainda O reconhecer como a fonte de toda a ajuda, mesmo quando se "... multiplicado os seus adversários...", ou em grandes desafios.
Enfim, a salvação vem somente do Senhor! (Sl 3.8 A).
sábado, 17 de janeiro de 2026
O Juiz dos juízes
Há um Juiz que julga os juízes da terra (Gn 18.25; 2 Tm 4.8).
Deus se posiciona em julgamento contra os juízes terrenos que são desonestos e fazem a injustiça parecer justiça, condenando os inocentes (Sl 82).
No salmo 2 assim está escrito: "Deixai-vos instruir, juízes da terra..." (Sl 2.10).
Neste salmo os reis se "levantam" contra o Senhor e Seu ungido (o Messias) e Deus zomba da rebelião e proclama Seu Filho como Rei.
A instrução é para que sirvam ao Senhor com temor e alegrem-se com tremor, submetendo-se ao Filho para evitar a destruição iminente.
A parábola do juiz iníquo é uma estória contada por Jesus.
Nela Ele enfatiza a importância da persistência na oração e a confiança na justiça de Deus.
Pois havia um juiz que não temia a Deus nem se importava com as pessoas, e uma viúva que, por insistência, obteve justiça dele para não ser mais importunada.
O Mestre usa essa narrativa para ensinar que, se um juiz ímpio atendeu à viúva, quanto mais Deus, que é justo e amoroso, atenderá aos clamores dos seus escolhidos, que oram a Ele continuamente.
Enfim, Jesus ensina que, se até um juiz desonesto foi movido pela insistência, Deus, que é justo e misericordioso, fará justiça plena aos seus escolhidos que clamam a Ele de dia e de noite, sem falhar, mesmo que a resposta pareça demorada (Lc 18.1-8).
Meditando na Lei
Há duas referências muito conhecidas sobre "na sua lei medita de dia e de noite", tanto no Salmo quanto no livro de Josué (Sl 1.2-3; Js 1.8).
Nelas estão implicitas a bênção do justo que encontra prazer na Palavra de Deus.
Não é apenas uma leitura mecânica ("...já li cem vezes a Bíblia..."), mas o verdadeiro cristão está refletindo nela constantemente para viver de acordo com seus ensinamentos e viver os princípios bíblicos.
Segundo a Bíblia, essa excelente prática resultará em prosperidade e sucesso, como uma árvore frondosa à beira de águas, que tudo o que faz dá certo, árvore frutífera e próspera.
É certo que a pessoa justificada em Deus tem alegria e satisfação em obedecer à lei de Deus (a Bíblia, ou os ensinamentos divinos).
Não é bom separar vida espiritual da material, ela é uma totalidade e o caminho da obediência leva a uma vida abençoada e bem-sucedida, tanto espiritual quanto materialmente.
Do mesmo modo, o conselho de Deus para Josué é para que ele nunca se afaste da Lei, mas medite nela dia e noite, para agir conforme tudo o que está escrito, garantindo assim que seu caminho prospere e ele seja bem-sucedido, sendo instruído a ser forte e corajoso, pois Deus estaria com ele em todos os lugares.
"Eu, a todo aquele que ouve as palavras da profecia deste livro, testifico: Se alguém lhes fizer qualquer acréscimo, Deus lhe acrescentará os flagelos escritos neste livro. Se alguém tirar qualquer palavra deste livro de profecia, Deus lhe tirará a sua parte da árvore da vida e da Cidade Santa, coisas escritas neste livro" (Ap 22.18,19).
A ameaça de ser amaldiçoado ou ter a parte da vida eterna tirada mostra a seriedade com que Deus vê qualquer tentativa de corromper Sua mensagem.
Enfim, o próprio Mestre trata a Palavra de Deus é perfeita e imutável: "Porque em verdade vos digo: até que o céu e a terra passem, nem um i ou um til jamais passará da Lei, até que tudo se cumpra"(Mt 5.18).
sexta-feira, 16 de janeiro de 2026
Como a moinha que o vento espalha
A tese do primeiro Salmo da Bíblia é que os ímpios não têm raízes profundas; são como a palha que o vento leva para qualquer lado, sem direção ou segurança.
A frase "como a moinha que o vento espalha" é uma das frases que descreve essa máxima neste texto e a figura da “palha” ou “moinha” que o vento espalha representa a sua transitoriedade.
O vento tem valor simbólico de adversidade para os cristãos, representa as provações, tentações, falsas doutrinas ou as próprias circunstâncias da vida.
A “palha” ou “moinha” são as partes leves e inúteis do grão (trigo ou cereal) que são separadas na debulha; não têm peso nem valor substancial.
Ela descreve os ímpios ou pessoas sem Deus como instáveis, sem propósito duradouro e facilmente dispersas pelas circunstâncias, como a ação do vento que leva a moinha para longe, sem deixar vestígios ou base (Sl 1.4).
Como a base da poesia hebraica é o paralelismo ao invés da rima ou métrica ocidental, o salmista agora contrasta essa situação com as do justo.
Segundo ele, os justos que são firmes como árvores, mostrando que a vida dos ímpios perece, enquanto a dos justos é abençoada.
Diferente da árvore que produz frutos, a vida do ímpio é passageira e sem relevância duradoura.
No juízo final, os ímpios não permanecerão, pois seu caminho é incerto e perecerá, ao contrário do caminho dos justos que o Senhor conhece e abençoa.
Em suma, a frase simboliza a fragilidade e a falta de substância daqueles que não se firmam em Deus, sendo facilmente desmantelados pelas adversidades.
A diferença fundamental é que o justo vive em conformidade com a vontade de Deus, encontrando prazer na Sua lei e sendo guiado pelo Espírito Santo.
Já o ímpio vive segundo seus próprios desejos, rejeitando ou ignorando os preceitos divinos, mesmo que possa parecer próspero na vida terrena.
Enfim, o justo tem sua segurança e destino eternos em Deus, ao passo que o ímpio perecerá, pois seu caminho é conhecido por Deus como destruição (Ml 3.18).
Foi feito para estar sem pavor
Quando Deus fala com Jó, no final do seu processo de aprendizagem, trata com ele sobre coisas terrenas que não entendia e depois muda para as espirituais.
Dentre elas, está o leviatã, uma criatura incomparável, tendo outra característica ser feito " ... para estar sem pavor".
Ele é uma criatura marinha poderosa descrita no livro de Jó, mostrando sua invencibilidade e poder (Jó 41.33).
O salmista assim o descreve: "Assim é este mar grande e muito espaçoso, onde há seres sem número, animais pequenos e grandes.Ali andam os navios; e o leviatã que formaste para nele folgar" (Sl104.25,26).
Deus começa questionando Jó sobre sua capacidade de capturar o leviatã, uma criatura tão poderosa que a ideia de domesticá-la ou usá-la para entretenimento é ridicularizada.
Ao buscar entender os motivos de sua desenvoltura e em sua conversa com o Eterno em muitos momentos ele se justifica e o Altíssimo responde de forma didática falando deste grande animal marinho.
Já o aprendizado espiritual foi relacionado à soberania de Deus e propósito do sofrimento, ensinando que a verdadeira devoção resiste à dor e perda, sem exigir entendimento imediato das razões divinas, resultando em um conhecimento mais profundo de Deus (Jó 42.5).
Relaciona-se ainda à importância de adorar a Deus em todas as circunstâncias, aceitar a Sua vontade, e entender que o sofrimento pode ser um caminho para o amadurecimento e a revelação do caráter, não necessariamente um castigo por pecados pessoais, reforçando a confiança na fidelidade de Deus.
É certo que a fé de Jó não dependia de suas bênçãos; ele amava a Deus pelo que Ele É, não pelo que Ele dava, adorando-o mesmo na total desgraça.
Mas, ainda aprendeu que Deus está no controle, e Seus caminhos são mais altos que os nossos e que não há a necessidade de se entender tudo para confiar em Sua perfeição.
No pano de fundo, Deus permitiu que Satanás testasse Jó para revelar a profundidade de sua fé e caráter, produzindo perseverança e fortalecendo sua relação com Deus.
Enfim, a fé verdadeira resiste às maiores provações, sendo um exemplo de integridade e resiliência espiritual.
Amando os inimigos
Há na Bíblia exemplos de reversão, mudança de quadro ou conversão.
Um desses casos está descrito no livro de Jó, quando o Eterno julga a causa do servo orpimido: "Deus virou o cativeiro de Jó".
Significa que o Senhor reverteu completamente a sorte de Jó, restaurando sua saúde, bens e família em dobro.
Isso aconteceu após ele ter orado por seus amigos que o criticaram, mostrando que a intercessão e a fé em meio ao sofrimento levaram à sua restauração.
Mostra claramente uma virada de vida e prosperidade após a provação (Jó 42.10).
Após enfrentar perdas inimagináveis, Jó orou pelos seus amigos. Foi nesse ato de intercessão, e não de autocomiseração, que Deus mudou sua situação.
O Senhor não apenas restaurou, mas "acrescentou, em dobro, a tudo quanto Jó antes possuía".
Ele ganhou mais posses, mais filhos (sete homens e três mulheres) e viveu mais 140 anos, vendo seus descendentes até a quarta geração.
O que aconteceu com Jó é um testemunho de que, mesmo nas maiores tribulações, a fé e a integridade podem levar à restauração.
A "virada" veio após Jó reconhecer sua limitação e a grandeza de Deus, e então interceder por aqueles que o julgaram.
Assim como Jó, quem está passando por dificuldades e se sente sem esperança pode ver sua situação transformada.
A intercessão pelos outros, mesmo por aqueles que nos fizeram mal, é um caminho para a própria bênção e libertação.
O próprio Mestre assim diz: "Amem os seus inimigos e orem por aqueles que os perseguem, para que vocês venham a ser filhos de seu Pai que está nos céus"(Mt 5.44).
quinta-feira, 15 de janeiro de 2026
Sendo aceitável a Deus
Segundo a Bíblia, é certo que Deus recebe a oração de uns em detrimento de outros.
A frase "deveras a ele aceitarei" vem de Deus para Elifaz, o temanita, onde o Senhor diz que aceitará as ofertas e orações de Jó em favor de seus amigos.
Eles falaram o que não era reto sobre o Eterno, contrastando com a retidão de Jó, e, por isso, o Senhor os perdoará por meio de Jó.
O ponto principal é que Deus honra e aceita a intercessão e a retidão de Jó, mostrando Seu favor e perdoando os amigos, que precisam se arrepender e pedir a Jó para orar por eles.
Jó passou por imenso sofrimento, e seus amigos tentaram consolá-lo, mas acabaram julgando-o e falando mal do Criador e, isso não ficou impune.
Assim, Deus manda que os amigos de Jó ofereçam holocaustos (sacrifícios) e peçam a Jó para orar por eles.
O contexto da palavra divina é assim: "... porque deveras a ele aceitarei, para que eu vos não trate conforme a vossa loucura; porque vós não falastes de mim o que era reto como o meu servo Jó" (Jo 42.8).
A situação destaca a aceitação da oração de Jó que tinha um comportamento que O agradava, mostrando que Ele pesa as ações quando se chega a Ele com ofertas na oração.
Isso também aconteceu com o rei Ezequias em um momento difícil de sua vida no qual ele diz ao Senhor em meio a súplicas: "Lembre-se que eu andei em retidão perante ti".
Ele estava doente e pede a Deus para lembrar de sua fidelidade e coração íntegro quando Deus lhe enviou a notícia da morte iminente devido a uma doença grave (2 Rs 20.3; Is 38.3).
"Os sacrifícios para Deus são o espírito quebrantado; a um coração quebrantado e contrito não desprezarás, ó Deus" (Sl 51.17).
Ele vem como ladrão
A frase "Ele virá como ladrão..." refere-se à vinda de Jesus Cristo, mas deve ser interpretada também quando Ele nos chama.
Nela, Ele retornará de forma inesperada e repentina, surpreendendo a todos.
Do mesmo modo que um ladrão não avisa sua chegada, pegando as pessoas desprevenidas, assim será a vinda dEle.
Mostrando a urgência da vigilância e preparação espiritual (1 Ts 5.2, 2 Pd 3.10)
Assim como um ladrão entra de repente, a vinda de Cristo ou a nossa "ida", será sem aviso prévio.
Para isso, precisa-se estar vigilantes, como as cinco virgens prudentes (Mt 25.1-13), pois as dez tomaram suas lâmpadas e saíram ao encontro do esposo.
A diferença entre as loucas e as prudentes era apenas a questão do azeite? Sim.
Ouviu-se um clamor à meia-noite e todas levantaram e prepararam suas lâmpadas. Mas as loucas não tinham azeite e pediram para as prudentes.
O sábio já deixou escrito; “sejam alvos os teus vestidos e nunca falte o óleo sobre a tua cabeça”.
Implica aqui que não basta ter vestes limpas, precisamos ter óleo sobre a nossa vida.
O reconhecimento é feito pelos frutos? Sim, pois é pelos frutos que somos reconhecidos como discípulos Dele.
O esposo chega quando as loucas tinham ido comprar azeite. E fecha-se a porta e quando voltaram o Senhor disse que não as conhecia. Não teve outra chance? Não.
Por isso que no Livro está escrito ”se hoje ouvirdes a sua voz...”, “Ele virá como ladrão...”, etc.
Lá no princípio bíblico quando Noé entra na arca, no versículo 16 do capítulo 7 de Gênesis, está escrito na parte b, que Noé foi fechado dentro da arca por Deus: ”O Senhor o fechou por dentro.”
Conforme Jesus predisse: "(...) como foi nos dias de Noé e de Ló, assim será na vinda do Filho do homem".
Por último, disse Jesus: “Eis que venho como um ladrão de noite. Bem-aventurado aquele que vigia, e guarda os seus vestidos, para que não ande nu, e não se vejam as suas vergonhas” (Ap 16.15).
Não se prende o Espírito
A história de Sansão sendo entregue amarrado aos filisteus por seus próprios irmãos está em Juízes.
Seus irmãos o amarraram com duas cordas novas e o entregaram, mas o Espírito do Senhor veio sobre ele, e ele rompeu as cordas como fios de linho queimados.
Nesse dia ele mata mil filisteus com uma queixada de jumento (Jz 15.12-13).
Diferentemente foi a situação diferente de quando Dalila o entregou, após ter cortado seu cabelo, o que o deixou fraco, resultando em sua captura e cegueira pelos filisteus em Gaza (Jz 16).
Os irmãos de Sansão, vendo-o sozinho em Leí, concordaram em entregá-lo aos filisteus, dizendo: "Vamos apenas amarrá-lo e entregá-lo aos filisteus. Não vamos matá-lo".
Eles o amarraram com duas cordas novas e o levaram para fora da rocha, onde os filisteus vieram ao seu encontro gritando de vitória.
Mas o Espírito do Senhor veio com poder sobre Sansão, e ele rompeu as cordas como se fossem barbantes de linho queimados, e as amarras caíram de suas mãos.
Com uma queixada de jumento, Sansão matou mil filisteus naquele lugar, chamando-o de Ramate-Leí.
No outro caso de prisão, Sansão é traído por Dalila, persuadida pelos filisteus, ao contar o segredo de sua grande força (Jz 16.17) e o Senhor se retirou dele (Jz 16.20).
Assim, os filisteus lhe arrancaram os olhos e foi amarrado com cadeia de bronze (Jz 16.21).
Com o passar do tempo, o seu cabelo começou a crescer novamente (Jz 16.22) e levaram a Sansão como um troféu de guerra para oferecer sacrifício ao deus Dagom dizendo que ele tinha entregado o seu inimigo (Jz 16.23) e era louvado por todo o povo (Jz 16.24).
Então Sansão é levado para brincar diante deles (Jz 16.25),“ora estava à casa cheia de homens e mulheres; e também ali estavam todos os príncipes dos filisteus; e sobre o telhado havia uns três mil homens e mulheres, que estavam vendo Sansão brincar” (Jz 16.27).
Deus seja louvado “... por fazer a sua obra, a sua estranha obra, e para executar o seu ato, o seu estranho ato” (Is 28.21 B) e o herói da fé, entrega a sua vida para cumprir a missão dada pelo Altíssimo: começar livrar a Israel da mão dos filisteus (Jz 13.5; Hb 11.32).
Em suma, no ato final: “... foram mais os mortos que matou na sua morte do que os que matara em sua vida” (Jz 16.30 B).
terça-feira, 13 de janeiro de 2026
Invocando o nome do Senhor
"Então se começou a invocar o nome do Senhor" é uma frase bíblica do livro de Gênesis.
Nela há um marco temporal, o início de uma nova linhagem espiritual após o nascimento de Enos, filho de Sete.
Insere disso que as pessoas começaram a se aproximar de Deus em oração e adoração, reconhecendo Sua presença e buscando Seu auxílio em momentos de fraqueza e necessidade, um ato de dependência e fé que se tornou uma característica dos crentes (Gn 4.26).
O contexto literal assim é expresso na Palavra: "A Sete nasceu-lhe também um filho, ao qual pôs o nome de Enos; daí se começou a invocar o nome do SENHOR".
É certo que em meio à linhagem de Caim (que se afastou de Deus) e Sete (substituto de Abel), o nascimento de Enos sinalizou um retorno à busca por Deus.
"Invocar o nome do Senhor" é uma palavra hebraica que significa "bradar", "clamar" ou "gritar", um pedido de socorro ou uma oração sincera.
É um ato de conversão ao Altíssimo, reconhecimento da própria fraqueza e a necessidade de Deus, pedindo Sua ajuda e salvação.
Pode-se de maneira geral invocar o nome de Deus através da oração, louvor e súplica, proclamando Sua grandeza e permitindo que Ele atue na vida dessa pessoa.
Essa atituded foi importante pois estabeleceu uma conexão com o divino, preservando o conhecimento de Deus e tendo o compromisso de transmitir às gerações futuras, mesmo com a longevidade dos primeiros homens.
Enfim, é um chamado para todos os que creem, como lembrado em Romanos: "Todo aquele que invocar o nome do Senhor será salvo" (Rm 10.13).
Semblante caído
A frase "Por que descaiu o teu semblante?" vem da Bíblia, especificamente no livro do Gênesis.
Esta é uma passagem bíblica que narra o primeiro assassinato na história da humanidade (Gn 4.6).
Essa pergunta, feita por Deus a Caim após ele não ter sua oferta aceita (enquanto a de seu irmão Abel foi), significa: "Por que você está furioso, zangado ou triste, com a expressão do rosto abatida e desanimada?".
Ambos tinham boas intenções, ofertar algo a Deus e, trouxeram ofertas ao Eterno.
Entretanto o Senhor,aceita de Abel, não de Caim: Deus olhou com favor para Abel e sua oferta, mas não para Caim e a sua.
Caim ficou irado, e seu rosto ficou fechado, triste, "descaído".
Há um conselho do Altíssimo, dizendo que, se ele fizesse o bem, seria aceito, mas se fizesse o mal, o pecado estava à porta, pronto para dominá-lo.
Caim, porém, não dominou o pecado e matou seu irmão Abel.
Conhece-se aqui, mais uma vez, as consequências do ato de Caim.
O primeiro homicídio da história humana foi de um irmão contra seu próprio irmão, causado por um desejo não controlado e uma não aceitação do conselho de Deus.
E tudo começou com um semblante caído!
Errando o alvo
A frase "Maldita serás" é uma citação bíblica que aparece no livro do Gênesis, onde Deus amaldiçoa a serpente após o pecado no Éden.
No contexto, literalment assim está escrito: "Porquanto fizeste isso, maldita serás mais que todo o gado, e mais que todos os animais do campo; sobre o teu ventre andarás, e pó comerás todos os dias da tua vida" (Gn 3.14).
Na Bíblia, o que faz separação entre Deus e os homens é o pecado.
Todo bem e toda boa dádiva vem de Deus, e a Sua ausência nos torna vulneráveis às maldições.
A serpente é amaldiçoada após o pecado no Éden, mas na verdade, ela já estava sem a bênção de Deus desde quando disse: "...subirei acima das mais altas nuvens e serei semelhante ao Altíssimo”.
Ela não andava mais com o Altíssimo e o primeiro pecado existente foi nas ordens espirituais (Ez 28; Is 14).
Como Satanás, o rei de Tiro provavelmente era orgulhoso. Ao invés de reconhecer a soberania de Deus, que institui os reis, ele atribuía as suas riquezas à sua própria sabedoria e força.
Não satisfeito com a sua posição extravagante, o rei de Tiro queria mais e mais, resultando em Tiro se aproveitando de outras nações, expandindo a sua própria riqueza à custa da opressão dos outros.
Entretanto, assim como o orgulho de Satanás causou a sua queda e causará a sua destruição final, pois já está condenado e destinado á destruição, assim também a cidade de Tiro perderá a sua riqueza, poder e posição.
segunda-feira, 12 de janeiro de 2026
Buscando o conhecimento
A frase "Paulo escreveu coisas difíceis que os indoutos distorcem" vem da segunda carta de Pedro.
Nela o apóstolo alerta que, embora Paulo escreva com sabedoria, há pontos em suas epístolas que pessoas "ignorantes e inconstantes" torcem para a própria perdição , assim como fazem com as outras Escrituras (2 Pd 3.16).
Isso significa que os ensinamentos de Paulo, embora profundos, são mal interpretados por aqueles que não têm base bíblica ou moral, resultando em deturpações doutrinárias, como a ideia de que a fé de Paulo contradiz a lei, o que não é verdade, segundo a perspectiva bíblica.
A inconstância, frequentemente descrita como ter "ânimo dobre" ou ser "irresoluto", é vista como uma falta de firmeza nas convicções e na fé.
O irmão de Jesus descreve a pessoa inconstante como alguém que não deve esperar receber nada do Senhor, pois é "irresoluto, inconstante em todo o seu proceder". Essa pessoa é comparada às ondas do mar, levada de um lado para outro pelo vento (Tg 1.6-8).
Quanto a ignorância, a Bíblia encoraja a busca por sabedoria, conhecimento e constância na fé, alertando que a combinação de ignorância espiritual e inconstância pode ser espiritualmente perigosa (Os 4.6; At 17.30; 2 Pd 3.16 e Sl 73.22).
A Bíblia, em Provérbios, descreve que buscar o conhecimento é como procurar ouro ou tesouros escondidos (Pv 2.3-5).
As coisas valiosas são buscaddas com dedicação, esforço e persistência, como quem cava ou explora até encontrar, pois a sabedoria vem de Deus e é mais preciosa que riquezas materiais.
Nunca foi ou será um achado casual; deve-se ir atrás, como quem escava a terra em busca de riquezas.
O resultado dessa busca diligente é entender o que significa temer a Deus e encontrar o conhecimento dEle, pois só o conhecimento vindo diretamente de Sião traz entendimento e aprofunda nossa relação com Deus (Is 2.3; Mq 4.2).
domingo, 11 de janeiro de 2026
Atingindo a eternidade
Há prioridade e tempos claros na Bíblia.
Assim como um GPS, a Bíblia indica a direção a seguir na vida, mostrando o melhor caminho e as coordenadas para superar obstáculos e tomar decisões.
A frase "Deixará o varão o seu pai e a sua mãe" vem da Bíblia do Gênesis.
Ela significa que, ao se casar, o homem deve formar uma nova unidade familiar, priorizando sua esposa, tornando-se uma "só carne" com ela, sem abandonar completamente os pais.
Deve, no entanto, estabelecer novos limites e independência emocional e financeira para a nova família (Gn 2.24).
Paulo, que segundo Pedro, escrevia coisas difíceis de entender, cita em Efésios para ilustrar o relacionamento de Cristo com a Igreja, enfatizando a lealdade, o amor mútuo e que o casamentofoi feito para atingir a eternidade (Ef 5.31).
Seguindo esses passo, o casal entra num processo de amadurecimento que fortalece a união e permite que o casal enfrente desafios como uma unidade.
Em suma, o casamento é um chamado à formação de uma nova e forte unidade familiar, onde o casal se torna o centro, mantendo um relacionamento respeitoso com os pais, mas com prioridades claras.
sábado, 10 de janeiro de 2026
Cuja semente esteja nela
A frase "cuja semente esteja nela" é uma passagem bíblica do livro de Gênesis, descrevendo a criação das plantas, significando que a terra deveria produzir vegetais e árvores que contivessem sua própria semente dentro de si para se reproduzirem, garantindo a continuidade da vida vegetal conforme sua espécie, como uma instrução para a autossustentabilidade da natureza (Gn 1.11-12).
O contexto diz assim: "E disse Deus: Produza a terra erva verde, erva que dê semente, árvore frutífera que dê fruto segundo a sua espécie, cuja semente está nela sobre a terra; e assim foi."
"E a terra produziu erva verde, erva que dava semente segundo a sua espécie, e árvore que dava fruto, cuja semente estava nele, segundo a sua espécie; e viu Deus que isso era bom."
As plantas geradas não dependeriam de outro elemento para se reproduzir, pois já carregavam sua semente internamente, estabelecendo a ordem natural do mundo vegetal.
Aos animais Ele disse: "Frutificai e multiplicai-vos e enchei a terra..." (Gn 1.22).
Aos seres humanos, começando com Adão e Eva foi dada no verso 28, para povoar e dominar a Terra, e repetida a Noé e seus filhos após o Dilúvio (Gn 9.1,7).
Segundo a Bíblia, todos os seres vivos criados aqui nesta terra, menos os celestiais (Mt 22.30, Mc 12.25, Lc 20.35), são chamados à procriação, ao crescimento da humanidade e à responsabilidade sobre a criação.
Esta frase simboliza a bênção de Deus para a continuidade da vida e a expansão da humanidade, bem como o dever de gerar "bons frutos", tanto físicos quanto espirituais.
O comando primário é para o crescimento populacional e a dispersão dos seres humanos pela Terra.
Isso implica também o dever de cuidar e governar a criação de Deus, em vez de destruí-la.
Para a fé cristã, "frutificar" também significa produzir bons frutos espirituais, como o amor e a justiça, refletindo a imagem de Deus.
Na Bíblia, os Frutos do Espírito são qualidades divinas formadas pela ação do Espírito Santo na vida de um cristão (Gl 5.22-23).
Gados, répteis e bestas feras
Na Bíblia, especialmente em Gênesis, Deus cria a terra com gados (animais domésticos), répteis (animais rastejantes) e bestas-feras (animais selvagens).
Cada um conforme sua espécie, dando ao homem domínio sobre eles, um conceito fundamental da criação e da relação humana com a natureza, detalhando a ordem e a diversidade da vida terrestre (Gn 1.24-28).
Então, na terra há três tipos de animais e um ser humano à Sua imagem e semelhança, criando homem e mulher com a capacidade de refletir o caráter, a razão, a moralidade e o propósito divino, sendo dotados de domínio sobre a criação, mas essa semelhança foi manchada pelo pecado, pela separação de Deus, pela morte espiritual que passou para todos conforme explica a carta aos Romanos (Rm 5.12).
Assim, o homem sem Deus, ou sem a Sua semelhança é igual aos animais como disse o sábio no livro bíblico de Eclesiastes: "Quem pode dizer que o fôlego dos filhos dos homens sobe para cima e o fôlego dos animais desce para baixo da terra?" (Ec 3.19; 21).
Não seria essa uma revelação de que o homem sem Deus é gado, levado pela manada, sem discernimento; um réptil - alguém baixo, vil que só se ocupa de poeira ou bestas feras que usam e vivem de seu instinto violento?
Haja luz!
Quem tem o interesse de ver o Senhor, deve cuidar em examinar as Sagradas Escrituras e "Haja luz" é uma frase icônica na Bíblia.
No original hebraico esta frase é: yehi or (יְהִי אוֹר). A palavra yehi (יְהִי)- “haja”- é um termo especial reservado para o poder criador do Senhor. Também é extraído do nome hebraico de Deus: Yahweh (יהוה).
Ela é encontrada em Gênesis, logo no início, sem Deus ainda ter criado os luminares (Gn 1.3).
Por exemplo, o rei sol foi criado somente no quarto dia.
Então, aqui não se tratar de nada físico ou material, esse é um verso totalmente, cem por cento espiritual.
Ora, não seria nenhum absurdo supor que a luz do primeiro dia da criação emanou-se do próprio Deus, isto é, a manifestação da glória de Deus em forma de luz.
Parece que João tinha isso em mente quando diz que “Deus é luz” (1Jo 1.5).
E igualmente Tiago ao chamá-lo de “Pai das luzes” (Tg 1.17).
Em Apocalipse, a luz de Deus sobressai ao sol na nova Jerusalém: “Então, já não haverá noite, nem precisam eles de luz da candeia, nem da luz do sol, porque o Senhor Deus brilhará sobre eles, e reinarão pelos séculos dos séculos” (Ap 22.5).
Foi o mais importante, primordial (se existe uma hierarquia de atos) e o primeiro ato criativo de Deus no universo.
Ele disse "Haja luz", e houve luz, separando-a das trevas e chamando-a de dia, o que deu início ao primeiro dia da criação.
Essa passagem descreve a criação da luz de forma poética, sendo a primeira expressão de Deus e um símbolo da Sua presença e do conhecimento, com relevantes e significativos paralelos espirituais na vida dos crentes.
O "Haja Luz" é, antes de tudo, uma ordem divina que trouxe luz e forma a um mundo sem forma e vazio, estabelecendo a ordem (dia e noite).
Mais ainda, a luz é vista como "boa", ela é a manifestação de Deus ("Eu, o Senhor, estou aqui", sou bom, fora de mim não há Nada) (Is 10.17).
Em um sentido mais profundo, simboliza a iluminação espiritual, a presença de Deus no coração humano e a expulsão das trevas do pecado, como descrito por Paulo em outras partes da Bíblia.
Enfim, no contexto bíblico, essa luz inicial não era do sol (que foi criado depois), mas da própria glória de Deus, que preenche o universo e o último dia, conforme Apocalipse, assim a frase original em hebraico é yehi ohr, "Haja luz", com a raiz de Yahweh, o nome sagrado de Deus, conectando diretamente a luz à existência e ao próprio Criador.
Répteis de alma vivente
Salta aos olhos a beleza da literatura bíblica.
Ao mesmo tempo há um desperdício mental e psicológico, uma perda de tempo, um ativo escasso no dia a dia, soberba em excesso com a manipulação e imposição desregulada das linhas de pensamento.
"Répteis de alma vivente" é uma expressão bíblica magnífica, encontrada principalmente no livro de Gênesis, que se refere aos animais aquáticos e terrestres criados por Deus.
Significa que esses seres vivos, incluindo répteis, possuíam vida (alma) e se reproduziam, sendo uma forma de descrever a vida animal criada por Ele (Gn 1.20-24).
Literalmente assim está escrito: "Disse Deus: 'Produzam as águas abundantemente répteis de alma vivente; e voem as aves sobre a face da expansão dos céus."
"E Deus criou as grandes baleias, e todo réptil de alma vivente que as águas abundantemente produziram, conforme as suas espécies...".
"Disse também Deus: 'Produza a terra alma vivente, conforme a sua espécie; gado, e répteis, e bestas-feras da terra, conforme a sua espécie.'".
"Alma vivente" (ou "ser vivente"), na concepção bíblica, "alma" (do hebraico nephesh) é à própria vida, ao fôlego, ao ser vivo em si, especialmente em animais.
A expressão abrange os répteis aquáticos (como os grandes animais marinhos) e terrestres (como répteis e feras da terra).
A frase enfatiza a ordem divina para que a água e a terra produzissem vida abundante, em sua diversidade e capacidade de se reproduzir, sendo uma descrição poética e teológica da criação da fauna.
O apóstolo Paulo aos Colossences adverte: “Acautelai-vos: talvez haja alguém que vos leve embora como presa sua, por intermédio de filosofia e de vão engano, segundo a tradição de homens" (Cl 2.8).
Até o Mesttre dos Mestres assim se expressou sobre o cuidado com a tradção: “Invalidando assim a Palavra de Deus pela vossa tradição, que vós ordenastes. E muitas coisas fazeis semelhantes a estas" (Mc 7.13).
Quando o Criador assoprou o fôlego de vida no primeiro homem ele se tornou alma vivente e não um ser que tinha alma, pois alma é vida.
A Palavra mostra em muitos casos que a alma pode comer, trabalhar, sentir fome e obedecer a leis.
Assim, a alma é a criatura inteira, não algo dentro do corpo que sobrevive à morte podendo assim responder outra questão diferentemente da filosofia grega: a alma é imortal? Não.
Já profetizou Ezequiel, a mando do Senhor, que a alma que pecasse morreria e em várias punições no antigo testamento vemos que a pena é que a alma seria cortada, isto é, a pessoa morreria.
Em outras passagens bíblicas o termo cadáver aparece como alma morta? Sim.
Vemos também que no Livro está registrado o sinônimo de vida para alma, como por exemplo a alma sair de alguém.
Tem gente misturando filosofias com a Palavra de Deus!
sexta-feira, 9 de janeiro de 2026
Astros no mundo
No livro do começo ou criação de todas as coisas, a Palavra trata no verso 14 do primeiro capítulo sobre os "luminares na expansão dos céus", sendo colocados para "sinais e tempos determinados e para dias e anos".
Outra função deles é fazer "separação entre o dia e a noite" e a luz é boa (vs. 4) mas, inicialmente não se trata da noite, nem física
ou espiritualmente.
Como o nosso recorte ou lugar de fala é a Bíblia, vamos discorrer sobre isso também...
O apóstolo Paulo escrevendo aos Filipenses, assim se pronunciou: "...para que se tornem irrepreensíveis e puros, filhos de Deus inculpáveis no meio de uma geração corrompida e depravada, na qual vocês brilham como astros no mundo" (Fl 2.15).
O sentido da passagem é um encorajamento para que os seguidores de Cristo vivam de forma exemplar e justa, sendo um testemunho visível do amor e da verdade de Deus em um mundo moralmente obscuro, assim como as estrelas brilham na escuridão.
Discernir a vontade de Deus envolve, além de oração, estudo da Bíblia, busca por paz interior e aconselhamento, alinhando desejos pessoais com os princípios divinos.
Esses princípios são: amor, honra a Deus e salvação, através de um processo contínuo de reflexão, buscando a clareza e a paz que vêm de Deus, e usando a sabedoria para avançar, recuar ou permanecer em certas situações.
Não se trata de esperar respostas mágicas, mas de viver em constante busca de uma vida piedosa e fiel aos ensinamentos de Cristo, mesmo em detalhes do dia a dia.
O cristão verdadeiro conversa com Deus, pedindo orientação e sabedoria em todas as coisas, pois orar é conversar com Deus!
A Palavra de Deus é a lâmpada para os pés, revelando princípios divinos e a vontade geral de Deus para a vida, ela não deve ser nunca pesprezada, como não se deve desprezar um amigo.
A paz de Deus (Fl 4.6-7) pode ser um guia, indicando que um caminho está alinhado com Sua vontade, enquanto a perturbação pode sinalizar o contrário e o cristão deve colocá-la em seu dia a dia como uma mola mestra.
Enfim, para separar luz das trevas, o crente não pode esquecer que está numa luta constante, e aprender a diferenciar desejos que vêm de Deus, de si mesmo ou do inimigo, simples assim!
quinta-feira, 8 de janeiro de 2026
Andando com Deus
A frase "Anda na minha presença e sê perfeito" vem do livro de Gênesis, onde Deus diz isso a Abrão (depois chamado Abraão) como parte de uma aliança.
Andar com Deus é se entregar, se doar por completo tudo que tem, a sua totalidade.
Isto é, viver em constante consciência de Deus, obedecendo Seus pensamentos (Sua Palavra) e perseverando em fé (Gn 17.1).
Significa viver com a consciência de que Deus está sempre observando, como se estivesse caminhando lado a lado com Ele, em Sua luz, mantendo os pensamentos e ações alinhados com Seus propósitos.
O próprio Mestre assim se expressou sobre perfeição: "Sede vós pois perfeitos, como é perfeito o vosso Pai que está nos céus" (Mt 5.48).
O padrão de perfeição que Deus exige de seu povo está diretamente relacionado à perfeita natureza moral Dele. Mesmo que essa perfeição não seja atingida nesta vida, ela deve ser o objetivo daqueles que se tornaram filhos de Deus (Fl 3.12-14).
Na verdade, Ele quer que cresçamos na graça e conhecimento de nosso Senhor e Salvador, Jesus Cristo como bem disse o apóstolo Pedro em sua segunda epístola (2 Pd 3.18).
Que o nosso andar seja pautado pelo desejo intenso de viver na presença de Deus, e que esse viver seja refletido em nosso estilo de vida e do nosso testemunho neste mundo como disse o salmista no Salmo 116: “Andarei na presença do Senhor, na terra dos viventes” (Sl 116.9).
domingo, 4 de janeiro de 2026
O reino de Deus é a verdade
O Reino de Deus não é deste mundo como bem ensinou o apóstolo João.
Isso significa que o Reino de Cristo é de natureza espiritual, não político ou territorial como os reinos terrenos.
Ele é focado na verdade e justiça de Deus, não em poder ou conquista militar (Jo 18.36).
Neste contexto, Jesus está sendo questionado por Pilatos sobre sua realeza, o que poderia ser interpretado como traição ao Império Romano.
Mas Pilatos se confunde totalmente e, possivelmente, com ceticismo ou indiferença, fez a pergunta: "Que é a verdade?"
Inclusive já está presente e age no coração dos crentes, transformando suas vidas e produzindo frutos visíveis de amor e retidão, sendo uma realidade que coexiste com o mundo, mas não se conforma a ele, inspirando os cristãos a viverem com esperança eterna.
Não é um reino material de comida ou bebida, mas de justiça, paz e alegria no Espírito Santo (Rm 14.17).
O reino de Deus é do alto, do céu, e não tem as alianças e poderes deste mundo (Dn 2).
Como o próprio Mestre disse, se fosse deste mundo, seus seguidores lutariam para defendê-lo com armas, como Jesus disse a Pilatos, mas Sua missão era de testemunho da verdade, não de poder terreno.
Ele complementa dizendo que veio ao mundo para dar testemunho da verdade, e que quem é da verdade escuta sua voz, indicando que seu reinado é de natureza espiritual e moral.
A verdade bíblica não muda com as tendências ou opiniões, sendo um fundamento sólido para a vida (Pv 12.17).
É essa Verdade que faz com que o ser humano não se desespere diante do luto, das adversidades da vida.
É Cristo, Verdade absoluta, que faz com que não se escute os barulhos deste mundo tenebroso.
O que faz a diferença é o coração
A Parábola do Semeador, contada por Jesus nos Evangelhos, descreve um semeador que lança sementes em diferentes tipos de solo: beira de caminho, pedregoso, entre espinhos e boa terra.
Ela trata sobre a evangelização, quando as pessoas ouvem o evangelho mas nem todas entendem e aceitam.
Somente os corações onde o evangelho ganha raízes têm suas vidas transformadas.
Mas, quando isso acontece, os resultados são notáveis mostrando a importância de se ter uma boa terra, pois a semente é poderosa em si mesma!
Cada um representando uma resposta diferente à Palavra de Deus, com a boa terra produzindo frutos abundantes (30, 60, 100 por um) e os outros solos simbolizando corações que não recebem ou retêm a mensagem.
A explicação é dada pelo próprio Jesus (Mt 13.18-23) que é dividida entre as sementes comidas pelas aves (pessoas que ouvem, mas o maligno tira a palavra), as que brotam rápido, mas secam por falta de raiz (alegria inicial, mas desistem com dificuldades).
As que caem entre os espinhos e são sufocadas pelas preocupações do mundo e riqueza (ouvem, mas se tornam infrutíferos).
E enfim, as que caem em boa terra, que segundo a Palavra são as pessoas que ouvem, entendem e praticam o ensino bíblico.
Os discípulos de Jesus apresentam um solo fértil.
Suas vidas mostram que o evangelho está plantado em seus corações.
Mas muitas outras pessoas que ouvem os ensinamentos de Jesus e não aceitam sua mensagem é porque seus corações são como os diferentes tipos de solo infértil da parábola.
Sendo o maior ensinamento que todos receberam a mesma mensagem mas o que fez a diferença foi o coração de cada um, isto é, precisamos receber a palavra de bom grado, como crianças, com alegria, vontade e prontidão!
sábado, 3 de janeiro de 2026
Jesus e o templo
A frase "A minha casa será chamada casa de oração" é uma citação bíblica que Jesus usou para afirmar que o lugar de adoração a Deus deve ser aberto a todos os povos e focado na oração (Is 56.7; Mc 11.17).
O templo não é lugar de comércio ou exploração, significando que tanto o espaço físico (templo/igreja) quanto o coração do crente devem ser um lugar de encontro com Deus, um lar de fé e comunhão para toda a família.
Jesus usou essa frase para repreender a comercialização no Templo de Jerusalém, mostrando que ele deveria ser um lugar de oração para todos (gentios incluídos), e não um "covil de ladrões".
A "casa" também pode ser o interior do indivíduo, o coração, que deve ser um espaço purificado e dedicado à oração e à presença de Deus.
Refere-se também ao lar físico, onde a família deve cultivar a comunhão e a presença de Deus, tornando-o um lugar de paz e oração.
Seja no espaço físico, na igreja ou em casa, o foco deve ser a adoração e a palavra de Deus, buscando uma conexão genuína com Ele.
Assim como Deus acolhe a todos em Sua "casa de oração", o lar e a igreja devem ser receptivos a todas as pessoas, sem distinção.
Assim como Jesus limpou o Templo, devemos permitir que a Palavra de Deus purifique nossos corações e lares, removendo o egoísmo e a desarmonia.
Enfim, a frase convida à reflexão sobre o propósito de nossos espaços e corações, transformando-os verdadeiramente em locais onde Deus habita e reina.
O que é que precisa ser mudado em mim? O que precisa ser tirado, expulso da minha vida para dar lugar ao Messias? O que está faltando para que o templo, que sou eu, seja lugar de oração?
Como serão os últimos dias?
A Bíblia diz que nos últimos dias, teremos dias difíceis devido o desvio da humanidade do Criador, os tempos seriam difíceis de suportar, pois as pessoas seriam egoístas, avarentas, rebeldes, orgulhosas e arrogantes (2 Tm 3.1).
A frase "enganando e sendo enganados" está escrita na segunda carta de Paulo a Timóteo, orienta a seu filho na fé a permanecer naquilo que tinha aprendido, sabendo que era uma Palavra que nunca mudaria e adverte que nos últimos dias, os homens maus e impostores avançarão para pior, enganando os outros e sendo eles mesmos enganados, em um ciclo de deterioração espiritual e moral (2 Tm 3.13).
Este versículo faz parte de uma passagem em que Paulo descreve os tempos difíceis que virão, caracterizados pela maldade e falsidade, servindo como um aviso para Timóteo (e para os cristãos) sobre a apostasia e a necessidade de permanecer firme na fé.
Nestes últimos dias os homens amam mais os deleites e a si mesmos do que a Deus, preferem adorar Mamom do que servir ao Eterno, tornando-se profanos, perdendo até o afeto natural.
Assim, conforme a orientação do doutor, os cristãos não devem participar das obras infrutíferas das trevas, sejam de ímpios ou falsos irmãos.
Quanto aos falsos irmãos, o conselho divino é: "Destes afasta-te". Destes, quem? Dos que fingem ser religiosos (2 Tm 3.5). Acrescenta ainda: "... com ele nem comais...".
Literalmente e com o devido contexto, assim está na Palavra: “Mas agora estou escrevendo a vocês que não devem se associar com alguém que, embora se chame irmão, seja imoral, avarento, idólatra, caluniador, alcoólatra ou ladrão. Com tais pessoas, vocês nem devem comer” (1 Co 5.11).
Há ainda nos últimos dias, uma maior capacidade de perceber o mundo espiritual através dos dons distribuídos pelo Espírito: "E acontecerá que nos últimos dias, diz o Senhor, que derramarei do meu Espírito sobre toda a carne, vossos filhos e vossas filhas terão visões, e sonharão vossos velhos" (Jl 2.28; At 2.17,18).
Enfim, o poder e a presença de Deus seriam acessíveis a todos, transformando o modo como as pessoas experimentam o divino nos últimos tempos.
sexta-feira, 2 de janeiro de 2026
A mulher de Potifar
A frase "entrou até mim para deitar-se comigo, e eu gritei com grande voz" faz parte do relato bíblico no livro de Gênesis.
Nele, a mulher de Potifar (esposa de um oficial egípcio) acusa José de tentar violentá-la, usando essa mentira para justificar o fato de José ter fugido e deixado sua veste com ela, levando José à prisão (Gn 39.11-22).
O contexto da história bem conhecida, José trabalhava na casa de Potifar e a mulher tentou seduzi-lo.
José recusou, fugiu e deixou sua roupa com ela.
A frase citada foi usada para mentir, alegando que José tentou abusar dela, e usou o grito e a roupa deixada como "prova", levando Potifar a prender José.
A esposa de Potifar se mostra infiel e vingativa, além de sedutora e manipuladora, pronta para mentir a fim de proteger-se e para arruinar um homem inocente.
Vós sois filhos do diabo
A frase "nem todo de Israel é israelita de coração" é uma citação bíblica encontrada no livro de Romanos.
No contexto do Novo Testamento, a citação refere-se a uma distinção feita pelo apóstolo Paulo entre a descendência física de Israel e a verdadeira pertença à comunidade da fé, ou "o Israel de Deus".
A frase argumenta que a mera descendência étnica ou nacional (de Abraão) não garante uma verdadeira conexão espiritual com Deus.
Paulo enfatiza que a verdadeira pertença (ser um "israelita de coração") é determinada pela fé e não pelo nascimento, nem mesmo pelo cumprimento da Lei Mosaica.
A citação faz parte de um argumento teológico mais amplo sobre quem constitui o verdadeiro povo escolhido de Deus após a vinda de Jesus Cristo.
Em resumo, a frase significa que a fé interior e a dedicação espiritual são mais importantes do que afiliações externas ou laços de sangue.
O próprio Mestre chegou a dizer para alguns israelitas (fariseus e líderes religiosos) assim: "vós sois filhos do diabo" por quererem seguir os desejos do Diabo, que é descrito como homicida, mentiroso e sem verdade, sendo ele o pai da mentira, explicando por que não creem em Jesus, que fala a verdade (Jo 8.44).
As obras do diabo, são realizadas pelas pessoas que dão ouvidos a ele; o nosso inimigo, trabalha na nossa mente, pois, tudo o que praticamos, inicialmente, planejamos na mente.
Se for coisa boa, é de Deus, se for coisas pecaminosas, são do diabo.Ele não obriga, mas sugere, induz, mente, engana.
A segurança de pertencer a Deus
A frase "Deus sabe quem é dEle" é uma afirmação bíblica, principalmente na segunda carta do apóstolo Paulo a Timóteo.
Significa que Deus conhece profundamente aqueles que são Seus, seus corações, necessidades e destino.
Ele reforça o conforto e a segurança através de um relacionamento pessoal com Seus fiéis, como um bom pastor com suas ovelhas, e que aqueles que professam pertencê-Lo devem se afastar do pecado (2 Tm 2.19).
Dentro do contexto do verso citado, há o alerta de se afastar da iniquidade todo aquele que confessa o nome do Senhor.
Isso estabelece um alicerce firme: a segurança de pertencer a Deus e a necessidade de santidade.
Já no Evangelho, Ele se coloca como o Bom Pastor, aquele que conhece suas ovelhas, mostrando um cuidado individual e um conhecimento profundo, mesmo que as pessoas se sintem perdidas na multidão (Jo 10.14).
Assim, Deus conhece individualmente cada pessoa que é sua, seus pensamentos, dores e anseios, diferente do conhecimento superficial humano.
Para os fiéis, é uma mensagem de que não estão sozinhos e que Deus os guarda e os chama pelo nome.
Contudo, a posse de Deus implica também uma responsabilidade de se apartar do pecado e viver em conformidade com Sua vontade.
quinta-feira, 1 de janeiro de 2026
Jesus, a Pedra angular e de tropeço
Nos tempos antigos, antes das modernas técnicas de construção, o edifício era estruturado em torno da “pedra de esquina”. A pedra de esquina ou angular era a pedra fundamental do edifício e a primeira a ser assentada. Ela constituía a esquina entre duas paredes e por ela eram alinhadas e sustentadas todas as outras pedras do edifício.
A pedra de esquina é a base sólida que permite que o edifício atinja a altura desejada sem ruir.
O Apóstolo Paulo no mesmo Espírito confirma esta verdade em sua primeira carta aos Coríntios: "Porque ninguém pode lançar outro fundamento, além do que já está posto, o qual é Jesus Cristo". Note o final do texto: "... o qual é Jesus Cristo" (1 Co 3.11).
Não tem nada a ver com Pedro nem com qualquer outra pessoa, nem tão pouco com qualquer denominação religiosa feita de cimento e tijolos, a não ser com Cristo. JESUS é o fundamento da Igreja, o alicerce, e a sua Pedra de esquina.
O apóstolo Paulo disse em Efésios:"Portanto, vocês já não são estrangeiros nem forasteiros, mas concidadãos dos santos e membros da família de Deus, edificados sobre o fundamento dos apóstolos e dos profetas, tendo Jesus Cristo como pedra angular, no qual todo o edifício é ajustado e cresce para tornar-se um santuário santo no Senhor. Nele vocês também estão sendo juntamente edificados, para se tornarem morada de Deus por seu Espírito” (Ef 2.19-22).
Uma das Escrituras que Jesus citou, ao referir-se a si mesmo, como o Messias, é encontrado em Salmos: “A pedra que os construtores rejeitaram tornou-se a pedra angular”.
Os fariseus, os saduceus e os escribas estavam entre aqueles que escutavam Jesus. Eles sabiam que Jesus estava a referir-se a eles como os construtores que rejeitaram o Messias.
Estavam furiosos e, a partir desse ponto, conspiraram para matar Jesus. Eles tropeçaram na rocha, que é Jesus. Esta rocha deveria ser o fundamento e a pedra angular para todo o Israel, mas a sua arrogância impediu que vissem a Sua importância.
Os líderes religiosos, nos dias de Jesus, não podiam entender como uma pessoa de baixa consideração poderia tornar-se rei, como um galileu poderia ser da tribo de Judá e como Deus poderia vir em forma humana. A razão deles tornou-se um tropeço. É com a revelação que se vê o valor de cada pedra e como construir com ela (Sl 118.22; Mc 12.10).
Quem profetiza edifica a igreja
A frase "quem profetiza edifica a igreja" vem da primeira carta de Paulo aos Coríntios.
Significa que a profecia, ao transmitir mensagens de Deus de forma compreensível, serve para a construção, encorajamento e consolo de toda a comunidade cristã (1 Co 14.4).
Ela é mais útil para o coletivo do que falar em línguas desconhecidas, que edifica apenas a si mesmo, a menos que seja interpretada para a igreja.
Falar em línguas (glossolalia) é falar em um idioma desconhecido, edifica o espírito do indivíduo, mas não é compreensível para os outros na congregação sem interpretação.
Ao proferir a Palavra de Deus, a mensagem que edifica, exorta e consola a todos, o profeta traz conhecimento e revelação para o crescimento da igreja, sendo um dom mais valioso para o corpo de Cristo.
A pregação fiel da Palavra é o meio principal que Deus usa para transformar vidas e desenvolver Sua igreja.
Enfim, Paulo destaca a importância de comunicação clara e edificante para o benefício mútuo e crescimento espiritual da comunidade cristã,
significando que a revelação, o estudo e a compreensão dos ensinamentos divinos (a Palavra de Deus) trazem clareza, entendimento e orientação, iluminando a vida das pessoas, especialmente dos mais simples, para que possam discernir o certo do errado e caminhar com segurança, afastando a confusão e o medo (Sl 119.130).
Os que me honram, honrarei
A frase "Os que me honram, honrarei" é uma citação bíblica, encontrada no primeiro livro do profeta Samuel, onde Deus declara que retribuirá a honra e o desprezo por Ele recebido.
Mostra que Ele valoriza aqueles que O respeitam e servem com um coração sincero, mas também trará desgraça aos que o desmerecem, aplicando um princípio de justiça e reciprocidade divina (1 Sm 2.30).
É uma promessa de Deus de retribuir o tratamento que recebe; quem O honra (com reverência, obediência e consagração) será honrado por Ele, e quem O despreza será tratado com desprezo ou desmerecido.
A passagem enfatiza que Deus tem compromisso com aqueles que têm compromisso com Ele, e isso se manifesta na obediência e na perseverança.
Assim, Deus julga cada um segundo os seus caminhos, retribuindo de acordo com as obras, sendo um princípio de justiça e não apenas de misericórdia incondicional para quem vive no desprezo.
Essa pergunta foi feita pelo rei Assuero a Hamã: "...como honrar alguém de quem ele se agrada?"
Hamã, pensando que seria ele mesmo, descreve uma honra grandiosa: vestir roupas reais, montar o cavalo do rei com coroa, ser levado pela cidade por um nobre, com proclamação pública de "Assim se fará ao homem de cuja honra o rei se agrada!".
O rei então ordena que isso seja feito a Mardoqueu, para grande humilhação de Hamã (Ester 6.6-12).
Pregando em tempo e fora dele
A frase "pregues a palavra em tempo e fora de tempo" é uma ordem do Apóstolo Paulo a Timóteo para pregar a mensagem de Deus sempre, seja conveniente ou não.
O texto continua: "...corrigindo, repreendendo e exortando com paciência e ensino, pois virá o tempo em que as pessoas não suportarão a sã doutrina e buscarão mestres que lhes digam o que querem ouvir, desviando-se da verdade" (2 Tm 4.2).
No contexto, há um juramento sagrado, uma forte exortação ou súplica solene feita diante de Deus e Jesus Cristo, com grande autoridade, para que a pessoa cumpra um dever, como pregar a Palavra, com fidelidade e seriedade, não se desviando para fábulas ou doutrinas humanas.
O termo vem do latim conjurare, significando jurar junto, mas na Bíblia assume um sentido de compromisso sério e divino.
Em momentos inoportunos é quando as pessoas podem não querer ouvir, quando é difícil ou impopular, ou quando há resistência.
É um chamado à fidelidade no ministério, sendo vigilante, suportando aflições e cumprindo o chamado, independentemente das circunstâncias.
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