terça-feira, 16 de junho de 2026

Incomodando as autoridades religiosas

Os pais de João Batista eram Zacarias e Elisabete. Zacarias era um sacerdote judeu. O nascimento de João foi um milagre porque a mãe dele não conseguia ter filhos.Além disso, ela e Zacarias eram idosos, “de idade bem avançada”.(Lc 1.5-7, 13). Num determinado dia, quando Zacarias estava exercendo suas funções sacerdotais, ele recebeu a visita do anjo Gabriel, que anunciou o nascimento de um filho e indicou o nome pelo qual ele deveria ser chamado. Vale ressaltar que o anjo disse para Zacarias que a oração dele tinha sido ouvida. Gabriel também falou que João Batista seria grande diante do Senhor e cheio do Espírito Santo desde o ventre materno (Lc 1.15). João Batista viveu nos desertos da Judéia em aproximadamente 26 d.C. e recebeu o chamado para exercer seu ministério profético (Lc 3.2). Ele tinha uma mensagem firme, pregava o arrependimento de pecados. Era uma pessoa singular, usava roupas feitas de pêlos de camelo, e usava um cinto de couro na cintura. O seu alimento era gafanhotos e mel silvestre. Ou seja, João Batista definitivamente não se encaixava em nenhum dos principais grupos religiosos judaicos de sua época. Mas a pregação de João Batista incomodava as autoridades religiosas. Dizer que basta com arrepender-se e batizar-se, sem necessidade de sacrifícios no templo, nem da intermediação dos sacerdotes era algo perigoso. Os líderes religiosos não gostaram nada dessa novidade. Mas, enquanto os sacerdotes se escandalizavam, a mensagem de João Batista comoveu a muitas pessoas pois denunciava sem medo o pecado do povo e das autoridades.

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