Um Blog de estudos e comentários bíblicos. Apesar da muita disponibilidade e acesso no mundo virtual, este blogueiro entende que precisamos o mais rápido possível redescobrir a Palavra de Deus! esdrasneemiasdossantos@gmail.com Read it in english: http://thebiblebythebible.blogspot.com.br/
sábado, 30 de maio de 2026
Os loucos não errarão o caminho
Aqui, “louco” refere-se a pessoas que poderiam ter pouca compreensão ou discernimento espiritual.
O profeta Isaías quer enfatizar que, mesmo aqueles que são “simples” ou com menos entendimento, não se perderão nesse caminho preparado por Deus.
Esse caminho é tão claro, definido e seguro para todos, e Deus guiará até os mais fracos ou despreparados.
Portanto, o termo “louco” aqui não tem uma conotação depreciativa ou discriminatória, pois refere-se apenas às pessoas que, mesmo não sendo sábias ou instruídas, serão protegidas e guiadas por Deus nesse caminho.
O sábio “impuro” não percorrerá o caminho; ao passo que o “louco” redimido e regenerado poderá viajar sem se perder.
Para trilhar esse caminho vale mais o temor do Senhor, que é o princípio da sabedoria, embora muitos considerem loucura a fé cristã.
Com Deus, comunicação e viagem são fáceis.
A orientação que é dada a todos que seguem no caminho: “Quando te desviares para a direita e quando te desviares para a esquerda, os teus ouvidos ouvirão atrás de ti uma palavra, dizendo: Este é o caminho, andai por ele” (Is 30.21).
Essas palavras comunicam a proximidade do Mestre e a sensibilidade do aluno, respectivamente.
O Senhor está sempre presente na caminhada e, de vez em quando, basta um sussurro para nos manter no caminho certo.
Essa é a vida ideal cheia do Espírito, onde o contato entre nós e Ele é tão íntimo que basta uma palavra. O pecado quer nos separar de Jesus, mas a Sua graça nos mantém unidos a Ele.
O texto diz assim:"Haverá ali uma estrada, um caminho, que se chamará o Caminho Santo; [...] os caminhantes, até mesmo os loucos, não errarão" (Is 35.8).
Ele mostra que a salvação e o propósito divino não dependem de alta capacidade intelectual ou erudição.
O caminho é tão evidente que a sinceridade e a pureza de coração superam qualquer aparente "falta de conhecimento".
O apóstolo Paulo argumentou que o mundo não conheceu a Deus por sua própria sabedoria: “Estava no mundo, e o mundo foi feito por ele, e o mundo não o conheceu” (Jo 1.10).
Ele complementa, dizendo: “Visto como, na sabedoria de Deus, o mundo não conheceu a Deus pela sua sabedoria, aprouve a Deus salvar os crentes pela loucura da pregação” (1 Co 1.21).
Para os judeus, Jesus era um escândalo; para os gregos, uma loucura: “Mas nós pregamos a Cristo crucificado, que é escândalo para os judeus e loucura para os gregos” (1 Co 1.23).
Contudo, o que o mundo considera “loucura” é, na verdade, a sabedoria e o poder de Deus. O apóstolo enfatiza:
“Porque a loucura de Deus é mais sábia do que os homens; e a fraqueza de Deus é mais forte do que os homens” (1 Co 1.25).
E é por isso que o apóstolo Paulo declarou que não se envergonhava do evangelho: “Porque não me envergonho do evangelho de Cristo, pois é o poder de Deus para a salvação de todo aquele que crê” (Rm 1.16).
Ele também exortou Timóteo a não se envergonhar do testemunho do Senhor, nem de sua condição como prisioneiro por causa do evangelho: “Portanto, não te envergonhes do testemunho de nosso Senhor, nem de mim, que sou prisioneiro seu; antes, participa das aflições do evangelho segundo o poder de Deus” (2 Tm 1.8).
Para aqueles que perecem, a mensagem da cruz é loucura; mas para os que creem, ela é o poder de Deus: “Porque a palavra da cruz é loucura para os que perecem, mas para nós, que somos salvos, é o poder de Deus” (1 Co 1.18).
Diante do evangelho, o sábio, o escriba e o inquiridor deste século tiveram sua sabedoria desmascarada e reduzida a nada, pois Deus escolheu salvar os crentes por meio da pregação, que os sábios chamam de loucura. Como Paulo escreve:
“Ora, o homem natural não compreende as coisas do Espírito de Deus, porque lhe parecem loucura; e não pode entendê-las, porque elas se discernem espiritualmente” (1 Co 2.14).
sexta-feira, 29 de maio de 2026
Qual é o seu chamado e o que está disposto a despender para cumprí-lo?
Jerusalém é conhecida principalmente pela sua centralidade religiosa no Judaísmo, Cristianismo, etc.
Mas, ela também é conhecida pela sua rejeição aos mensageiros de Deus.
Quando Jesus é avisado de que Herodes quer matá-lo, responde que nenhum profeta deveria morrer fora de Jerusalém.
O Mestre compara Jerusalém a alguém que "mata os profetas e apedreja os que lhe são enviados".
Então, a emblemática cidade, de igual modo, perfila como o símbolo da resistência do povo em aceitar a vontade de Deus.
Entretanto, e, mesmo assim, o Altíssimo usa de profunda ternura: "Quantas vezes quis eu reunir os teus filhos, como a galinha ajunta os seus pintinhos debaixo das asas, e vós não o quisestes!".
É, por isso, um local de juízo como consequência dessa rejeição contínua.
Jesus profetiza a desolação da cidade e do Templo ("Eis que a vossa casa vos ficará deserta").
A última viagem do apóstolo Paulo a Jerusalém foi uma missão guiada pelo Espírito Santo, onde ele levou ofertas de solidariedade para os cristãos necessitados e entregou um testemunho final, mesmo sabendo pelos profetas que enfrentaria prisões e grande perseguição ao chegar.
A jornada abrangeu os seguintes pontos e eventos principais como a sua passagem em Éfeso.
Ele passou por Mileto, onde fez um discurso emocionante de despedida aos líderes da igreja.
Viajou de navio parando em Cós, Rodes, Pátara e Tiro, onde foi avisado pelos discípulos sobre o perigo iminente em Jerusalém.
Hospedou-se na casa do evangelista Filipe.
Lá, o profeta Ágabo amarrou as próprias mãos e pés com o cinto de Paulo, profetizando que ele seria preso e entregue aos gentios.
Apesar das súplicas para que desistisse da viagem, Paulo manteve-se firme, declarando que estava pronto não apenas para ser preso, mas para morrer pelo nome de Jesus (At 20-21).
Sim, Paulo foi a Jerusalém, embora tenha recebido avisos do Espírito Santo e dos seus companheiros para não ir, pois ele seria preso.
Apesar dos conselhos, o apóstolo estava determinado a ir, pois sentia que era o chamado de Deus para ele.
Em Atos 21, os discípulos em Tiro e Cesareia aconselharam Paulo a não ir a Jerusalém, alertando-o sobre o perigo que o aguardava. Eles, movidos pelo Espírito Santo, previram que ele seria preso e entregue aos judeus.
Apesar dos avisos, o apóstolo estava determinado a ir, pois sentia que era o chamado de Deus para ele.
No entanto, Paulo, mesmo com a advertência, decidiu seguir adiante com sua missão, afirmando estar pronto para ser preso ou até mesmo morrer em Jerusalém por Jesus.
segunda-feira, 25 de maio de 2026
Se Ele se agradar de nós
A Bíblia ensina que agradar a Deus exige fé, obediência sincera e amor ao próximo.
As escrituras deixam claro que o mais importante não são apenas rituais, mas a intenção do coração e uma vida de acordo com os ensinamentos divinos.
Um dos principais atributos para agradar a Deus é ter fé: "Sem fé é impossível agradar a Deus, pois quem d'Ele se aproxima precisa crer que Ele existe e que recompensa aqueles que o buscam" (Hb 11.6).
Em suma, Jesus resumiu os mandamentos em: amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a si mesmo.
Assim sendo, a verdadeira obediência demonstra amor (Jo 14.15).
Enfim, para agradar a Deus é necessário viver uma vida íntegra, praticar a justiça, ser misericordioso e andar humildemente (Mq 6.8).
Ele se alegra quando reconhecemos nossos erros, nos arrependemos e mudamos de atitude (Ez 18.32).
Na passagem, os espiões Josué e Calebe encorajam o povo de Israel a conquistar a Terra Prometida.
Eles afirmam que, se Deus for favorável, os fará entrar e conquistar a terra, e por isso exortam o povo a não ter medo ou se rebelar (Nm 14.8-9).
O salmista convida a todos a encontrar a sua alegria e satisfação em Deus, centralizando seus desejos nEle (Sl 37.4).
Já o Salmo 147, versículo 11, afirma: "O Senhor se agrada dos que o temem, dos que colocam a esperança no seu amor leal".
Esse temor não se refere ao medo ou pavor, mas sim ao respeito reverente, à obediência e à confiança na bondade e misericórdia de Deus.
domingo, 24 de maio de 2026
Jesus, a personificação da verdade
A Bíblia revela Jesus Cristo como a personificação da verdade absoluta.
O conceito de verdade tem estreita relação com o de fidelidade (Sl 25.4-5,10).
A verdade é de extrema importância na relação do homem com Deus: É preciso conhecer a verdade (Jo 8.32), obedecer a verdade (1 Pd 1.22), adorar em verdade (Jo 4.24), andar em verdade (2 Jo 4), amar com a verdade (Ef 6.14) e amar a verdade (2Ts 2.10).
Aqueles que se desviam da Verdade estão perdidos (Tg 5.19).
Aqueles ainda que não andam segundo a Verdade serão repreendidos por Deus (Rm 1.25).
Enfim, aqueles que não estão com a Verdade seguem seu pai o Diabo (Jo 8.44).
Jesus assim orou ao Pai: Santifica-os na tua verdade; a tua palavra é a verdade (Jo 17.17).
A principal passagem sobre isso está no Evangelho segundo escreveu o apóstolo João: "Eu sou o caminho, e a verdade e a vida; ninguém vem ao Pai, senão por mim".
É certo que, na perspectiva bíblica, a verdade não é apenas um conceito, mas uma pessoa.
Isso significa que, toda a verdade moral, espiritual e o propósito da existência estão centralizados em Cristo.
Além dessa afirmação central, outros textos importantes reforçam esse tema: "E conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará" (Jo 1.14).
Segundo a Bíblia Ele veio a nós "cheio de graça e de verdade" (Jo 18.37).
Quando questionado por Pilatos sobre o que é a verdade, Jesus afirma que veio ao mundo para "dar testemunho da verdade".
A expressão bíblica "a fidelidade [ou verdade] será o cinto dos seus rins" aparece em um texto do profeta Isaías.
Há várias facetas, como em todo o toda a Palavra, indicando a justiça e o caráter firme do Messias.
Cingir os rins significa amarrar a roupa para trabalhar ou lutar, simbolizando preparação, prontidão, verdade e controle sobre as paixões (Is 11.5-9).
Significa a possibilidade de correr, caminhar ou trabalhar sem estorvo.
Pois o contexto da mensagem se insere nos tempos bíblicos, em que as pessoas usavam túnicas longas.
Assim sendo, cingir os rins (ou lombos) com um cinto ou corda era essencial para prender a roupa, mostando que o Altíssimo se prende à Verdade.
Do mesmo modo, Paulo, em Efésios, no capítulo 6, instrui ao cristão a "cingir a cintura com a verdade", como parte da armadura de Deus.
Isso simboliza viver com integridade e prontidão para a batalha espiritual.
Outra face do ensino é a de que cingir os rins simboliza também o autocontrole das paixões internas (a região dos rins na Bíblia é vista como lugar da sexualidade e emoções) e a prontidão para servir a Deus.
Em suma, a verdade e a justiça são o suporte e a prontidão na vida do cristão, assim como o cinto era para o trabalhador antigo e Deus instrui o fiel a se cingir da Verdade, que é a Sua Palavra, pois só assim estará pronto para combater espiritualmente o diabo e seus demônios.
sábado, 23 de maio de 2026
Idolatria é o oposto da fé
Segundo a Bíblia, idolatria é a adoração de qualquer coisa que não seja Deus, seja uma imagem feita por mãos humanas, um ídolo, ou qualquer outra coisa que tome o lugar de primazia em sua vida.
Isso inclui o amor excessivo, adoração e dependência de coisas como dinheiro, poder, pessoas, trabalho, prazeres e até mesmo vícios, em detrimento do amor e obediência a Deus.
A lei mosaica proíbe estritamente a adoração de imagens, comparando a idolatria a uma traição a Deus.
No Antigo Testamento, a idolatria de Israel era frequentemente comparada a uma "prostituição" espiritual, significando o abandono de Deus, seu "marido", para seguir outros deuses.
A história de Israel mostra que a idolatria levou a divisões e ao cativeiro, destacando as consequências graves desse pecado.
Idolatria no Novo Testamento
Jesus ensina que a verdadeira adoração a Deus, que é espírito, deve ser feita "em espírito e em verdade", sem a necessidade de imagens físicas de Deus.
No capítulo 7 e verso 7, do primeiro livro do profeta Samuel, há uma grande vitória do povo israelita sobre os filisteus.
Em alguns versos anteriores, houve primeiramente a conversão inteira do povo a Deus, retirada de deuses estranhos e os astarotes.
Quando o profeta estava sacrificando o holocausto, os filisteus chegaram à peleja contra Israel; e trovejou o Senhor aquele dia com grande trovoada, de tal modo que foram derrotados.
A prosperidade espiritual vem com a retirada dos ídolos!
Daniel e sua dedicação às coisas do rei
A dedicação é um compromisso profundo de amor, tempo e esforço dedicado a Deus, ao próximo ou a um propósito sagrado.
Ela é frequentemente descrita como a entrega total do coração e a constância em fazer a vontade divina em todas as áreas da vida.
O texto bíblico destaca que a dedicação, a competência e a excelência profissional abrem portas de grande reconhecimento.
O sábio assim se expressou: Viste um homem diligente na sua obra? Perante reis será posto; não será posto perante os de baixa sorte (Pv 22.29).
Em contrário, Jeremias advertiu quanto a agir de forma relaxada, com falta de compromisso e seriedade (Jr 48.10).
Os filhos de Eli, Hofni e Finéias, que, apesar de serem sacerdotes, desprezaram as coisas santas e trataram a obra do Senhor com irreverência.
Como resultado, ambos enfrentaram um fim trágico!
Há uma frase conhecida no livro dos Salmos: "Socorri um que é esforçado".
O texto complementa que a mão do Altíssimo fortalece o esforçado. Nela Deus relata ter socorrido e exaltado um escolhido (Davi), destacando a valorização do esforço e dedicação na obra divina (Sl 89.19).
É frequentemente usado para ilustrar como a dedicação (como a de Daniel) resulta em capacitação divina.
Ele destacou-se não apenas por sua excelência administrativa, mas por manter princípios inegociáveis, servindo ao rei terreno sem jamais comprometer sua fidelidade a Deus
A dedicação de Daniel ao divino, marcada por oração constante e integridade inabalável, resultou em capacitação divina superior, tornando-o dez vezes mais sábio e capaz de interpretar visões.
Essa postura fiel em meio à cultura babilônica gerou um "espírito excelente", permitindo que ele se destacasse e recebesse revelações divinas (Dn 5.12; 14).
sexta-feira, 22 de maio de 2026
Ele institui os reis
Na Bíblia, a monarquia em Israel foi instituída pelo próprio Deus, que atendeu ao pedido do povo para ser governado por um rei como as outras nações.
O profeta Samuel, que atuava como juiz, ungiu os primeiros monarcas:Saul e Davi após a rejeição de Saul.
A relação simbólica entre o rei de Tiro e o Adversário de Jesus é extremamente clara.
A frase "Maldita serás" é uma citação bíblica que aparece no livro do Gênesis.
Nela, Deus amaldiçoa a serpente pela indução do pecado de Adão no Éden.
No contexto, literalmente assim está escrito: "Porquanto fizeste isso, maldita serás mais que todo o gado, e mais que todos os animais do campo; sobre o teu ventre andarás, e pó comerás todos os dias da tua vida" (Gn 3.14).
Na Bíblia, o que faz separação entre Deus e os homens é o pecado e a serpente "causou" isso e acima está a sentença divina sobre ela.
Segundo o apóstolo Tiago, tTodo bem e toda boa dádiva vem de Deus, e a Sua ausência, necessariamente e logicamente, nos torna vulneráveis às maldições.
A serpente é amaldiçoada após o pecado no Éden, mas na verdade, ela já estava sem a bênção de Deus desde quando disse: "...subirei acima das mais altas nuvens e serei semelhante ao Altíssimo”.
Ela não andava mais com o Altíssimo, já rastelava espiritualmente desde o seu primeiro e decisivo pecado (Ez 28; Is 14).
Como Satanás, o rei de Tiro era certemente muito presunçoso e orgulhoso.
Ao invés de reconhecer a soberania de Deus, que institui os reis, ele atribuía as suas riquezas à sua própria sabedoria e força, ledo engano, adivinhação e auto-ilusiosismo.
Não satisfeito com a sua posição extravagante, o rei de Tiro queria mais e mais, resultando em Tiro se aproveitando de outras nações...
O rei de Tiro, como outras nações, para sua própria destruição, expandiu a sua própria riqueza à custa da opressão dos outros.
Entretanto, assim como o orgulho de Satanás causou a sua queda e causará a sua destruição final, pois já está condenado e destinado á destruição, assim também a cidade de Tiro perderá a sua riqueza, poder e posição.
segunda-feira, 18 de maio de 2026
Sem conhecimento, há destruição
O conhecimento consolida a força (Pv 24.3), porque pelo conhecimento sabe-se o que nos é dado gratuitamente por Deus (1Co 2.12).
Pelo conhecimento pode-se alcançar libertação (Jo 8.32).
Ainda pelo conhecimento o cristão é instruído acerca do que Deus quer dos homens (1Tm 2.4).
Por ele agrada-se a Deus, pois não é resultado da nossa própria força, mas o próprio Deus nos dá graça para agradá-lo (2Co 5.9).
Enfim, ele é o elemento central para o desenvolvimento e a criação do caráter cristão.
Traz normas espirituais pela operação do Espírito de Deus, passa a andar nos estatutos de Deus (Ez 36.27).
Através dele se sabe que o salvo em Cristo deve ser honesto a toda prova (Rm 12.17; 2Co 8.21; Fp 4.8; 1Pe 1.12; Hb 13.18), jamais mente (Is 63.8; Ef 4.25; 1Jo 2.28) ou tem o testemunho de sua consciência, no Espírito Santo, de que não mentiu (Rm 9.1), porque Jesus disse: “Seja, porém, o vosso falar: Sim, sim; não, não, porque o que passa disso é de procedência maligna” (Mt 5.37).
Ainda se sabe que o cristão não se apodera de alguma coisa que não seja dele: “Aquele que furtava não furte mais” (Ef 4.28), assim como Zaqueu depois de salvo queria restituir e restituiu aquilo que havia defraudado (Lc 19.8) pois agora vive uma vida moral que é exemplo de pureza.
Por último, sem ele o convertido jamais saberia que não se dá falso testemunho de alguém (Êx 20.16; Pv 10.18; Tg 4.11).
sábado, 16 de maio de 2026
Esperando em Deus
Na Bíblia, a "arte de esperar com paciência" não significa ficar parado na passividade.
É um exercício de confiança ativa e perseverança (Sl 40.1, Is 40.31, Tg 5.8).
O tempo de Deus é perfeito, e esperar nele é uma forma de renovar as forças e manter a esperança diante das dificuldades.
"Esperei com paciência no SENHOR, e ele se inclinou para mim, e ouviu o meu clamor".
O Salmo mostra que a espera tem uma recompensa e que Deus está atento.
"Mas os que esperam no SENHOR renovarão as suas forças; subirão com asas como águias; correrão, e não se cansarão; caminharão, e não se fatigarão".
A Bíblia compara a paciência à atitude do agricultor, que espera a colheita com expectativa e trabalho árduo.
"Sede vós também pacientes, fortalecei os vossos corações; porque já a vinda do Senhor está próxima".
Refletir sobre a providência divina é a melhor forma de lidar com a ansiedade e as incertezas, confiando que o propósito divino se cumprirá no momento certo.
O Mestre também incentiva a buscá-lo: "Pedi, e dar-se-vos-á; buscai e achareis; batei, e abrir-se-vos-á".
Um meio de compreensão significa que a perseverança na busca por algo (seja conhecimento, favor, ajuda de Deus) leva ao sucesso ou ao encontro do que se procura, incentivando a persistência com fé (Mt 7.7-8).
Há também provérbios relacionados, como "Quem procura o bem alcança favor; mas o mal chegará àquele que o busca", indicando que a busca por coisas boas resulta em bênçãos, enquanto a busca pelo mal traz consequências negativas (Pv 11.27).
Enfim, a Bíblia mostra que a ação de buscar, seja em oração ou em ações práticas, é recompensada.
Quem é de Deus, ouve a Palavra
Esse é um princípio fundamental do Paulo registrado na primeira carta aos Coríntios.
O apóstolo descreve o "homem natural" ou "carnal" como alguém que rejeita os ensinamentos divinos porque eles exigem discernimento espiritual.
Literalmente assim está escrito: "Ora, o homem natural não aceita as coisas do Espírito de Deus" (1 Co 2.14-16).
Assim, o intelecto humano, focado apenas nas coisas materiais e terrenas, não consegue processar ou aceitar a verdade espiritual, que muitas vezes parece loucura aos olhos do mundo.
A compreensão das coisas de Deus não vem pela lógica humana, mas pela ação do Espírito Santo, que ilumina o entendimento de quem busca uma vida espiritual.
A Bíblia ensina que a nossa verdadeira identidade não é definida por sentimentos ou opiniões alheias.
Ela é definida pelo que Deus diz que somos: filhos amados, herdeiros e novas criaturas em Cristo.
Somos o que Deus diz, baseando nossa identidade no amor, graça e propósito divino.
O grandioso milagre do novo nascimento operado por Deus no ser humano.
Jesus descreveu esta experiência inicial e transformadora da vida cristã como nascer de novo (Jo 3.1-8).
Os pecadores, "mortos em ofensas e pecados" (Ef 2.1), necessitam de um renascimento espiritual. Pelo novo nascimento o homem é reconciliado com
Deus e adquire a condição de Seu filho (1 Jo 3.1,2). O novo nascimento em Cristo não é simplesmente uma transformação, mas uma nova criação.
Não há um entendimento particular da Escritura
O sistema religioso brasileiro é exclusivista.
Ele é tendencioso a excluir sistematicamente outras pessoas, ideias ou grupos, privilegiando apenas um círculo, crença ou sistema específico.
Há uma supervalorização do próprio grupo ou convicção particular, e isso, seja em relação às tradições, seja na interpretação da Palavra.
Há ainda, um grande risco em Ela ser interpretada de forma isolada, isolacionista ou puramente subjetiva.
O conceito aqui defendido é extraído da segunda epístola do apóstolo Pedro , que diz: "nenhuma profecia da Escritura é de interpretação particular".
O texto enfatiza que as profecias não vieram da vontade humana, mas foram guiadas pelo Espírito Santo (2 Pd 1.20).
Assim, o cristão é formado com uma pré disposição a um entendimento particular.
Esse sectarismo pode ter várias benesses, mas também muitos engessamentos e contrariedades.
Não existe pecado original
Pode ser um assunto difícil, mas não impossível de entendimento.
Há ainda uma inflexibilidade e falta de vontade para novas visões ou facetas, neste caso estritamente bíblica.
É certo que as tradições e os ensinamentos estabelecidos até hoje são importantíssimos para essa reflexão.
Mas não podem ser uma forma de engessar o acesso à informação bíblica.
Se formos focar a Bíblia, não há pecado original, pois o homem nasce morto espiritualmente.
Devido o afastamento de Deus, ele peca, e não o contrário.
Deus é paz, harmonia e ordem
Em um mundo repleto de vozes, é vital discernir a mensagem de Deus.
Ao silenciar as distrações e ao aproximar do Pai, encontra-se ordem, harmonia e paz.
A confusão é resultado de ambição egoísta ou desordem humana.
Creio que algumas vezes Ele é mal interpretado ou não perfeitamente entendido.
O apóstolo Paulo assim escreveu aos Coríntios: "Deus não é Deus de confusão, senão de paz".
Além de muito organizado e transparente, definitivamente Ele não é um deus confuso ou contraditório
É certo que o apóstolo Paulo escreveu isso para ensinar que Deus é um Deus de ordem, harmonia e paz, e não de desordem ou tumulto, especialmente nas reuniões da igreja (1 Co 14.33).
Confusões, brigas e a desordem são contrárias à natureza divina, que traz descanso à alma e organização ao coração.
Assim sendo, onde ou aonde há o Espírito de Deus, há paz, não caos.
A cruz de Cristo veio para organizar a vida e não ao contrário, ela conclama a uma organização da vida espiritual, emocional e material de Seus seguidores.
quinta-feira, 14 de maio de 2026
Enquanto dormimos
Há uma crença, embasada na Bíblia, de que Deus fala enquanto dormimos.
O Altíssimo usa sonhos, visões ou sussurros durante o repouso para transmitir mensagens, alertas e diretrizes.
Esse diálogo noturno visa trazer sabedoria, consolo e renovação da mente, permitindo que a pessoa desperte com paz e respostas.
Davi profetizou que "o Espírito Santo falou tinha falado por ele" (2 Sm 23.2).
É certo que o Espírito pode abrir ou fechar "portas", indicando o caminho.
No contexto, mais precisamente a frase é assim: "O Espírito do SENHOR falou por mim, e a sua Palavra esteve em minha boca".
Assim sendo, essa passagem mostra que Deus comunicou diretamente através de Davi e com ele.
Bem, agora contemporizando o ensinamento, Ele não fala/ falou só Davi, como também os profetas.
A Palavra garante que o Espírito Santo fala com as pessoas quando dormem trazendo clareza sobre decisões, novas ideias, estratégias para o dia seguinte e respostas para problemas, trabalhando a mente e o coração(Jó 33.15-17).
Ele fala ao coração e à mente, gerando um "sentimento" ou "saber" interior que guia as decisões.
Mas, quem está atento a isso?
segunda-feira, 11 de maio de 2026
Fala Deus
A frase "o Espírito Santo falou por mim" vem de passagens bíblicas como no segundo livro do profeta Samuel.
O Altíssimo pode abrir ou fechar "portas", indicando o caminho como fez com o apóstolo Paulo várias vezes.
Mais precisamente a frase é assim: "O Espírito do SENHOR falou por mim, e a sua Palavra esteve em minha boca", mostrando que Deus comunicou diretamente através de Davi (2 Sm 23.2).
É certo que o Eterno fala pelo e por seus servos.
Não só Davi, como também os profetas falaram pelo Espírito de coisas de Deus que muitas vezes nem entendiam direito nem o modo, nem quanto ao tempo.
O Espírito Santo fala com as pessoas quando dormem trazendo clareza sobre decisões, novas ideias, estratégias para o dia seguinte e respostas para problemas, trabalhando a mente e o coração(Jó 33.15-17).
Ele fala ao coração e à mente, gerando um "sentimento" ou "saber" interior que guia as decisões.
No caso de Davi, ele proferiu palavras proféticas, especialmente sobre o Messias (Jesus Cristo), em Salmos e outras escrituras, sendo um exemplo claro de como Deus usa pessoas para comunicar Sua vontade.
Contudo, mesmo que ele próprio não compreendia totalmente o alcance da mensagem, tinha percepções, era sensível ao mover do Espírito.
Chegou a dizer para que o Altíssimo não retirasse de o Espírito Santo no Salmos 50 ou 51, devido sua angustia e arrependimento pelos pecados cometidos, principalmente o que se referia a Urias marido de Bate Seba com quem teve um filho que acabou morrendo e que trouxe ainda outras graves consequenciais para sua casa.
Enfim, Ele se comunica de forma sutil, como uma "voz mansa e delicada", guiando, ensinando e confirmando a vontade de Deus através da Palavra escrita (Bíblia), pensamentos inspirados, sentimentos de paz ou convicção, e até mesmo através de outras pessoas e circunstâncias, buscando sempre alinhar com as Escrituras.
Destruindo fortalezas e anulando sofismas
Destruir fortalezas e anular sofismas é um conceito bíblico de batalha espiritual para libertar a mente de mentiras, argumentos altivos e crenças limitantes que se opõem ao conhecimento de Deus.
Usa-se armas espirituais — não carnais — como a palavra de Deus, humildade e oração, focando em derrubar pensamentos falsos arraigados.
Fortalezas e sofismas são crenças arraigadas, mentiras aceitas como verdade, pensamentos limitantes ou sistemas de crenças que aprisionam a mente.
São também raciocínios falsos, argumentos bem elaborados, mas enganosos, que se levantam contra o conhecimento de Deus.
De igual modo se refere a um estado de orgulho intelectual ou espiritual que impede a submissão à verdade divina.
Nós não ignoramos os seus ardis
A frase "não ignoramos os seus ardis" está na segunda carta de Paulo aos Coríntios.
É muito importante levar isso em consideração e saber com que inimigo estamos lidando.
É necessário conhecer suas intenções e seus métodos, para não subestimar o perigo que representam para nós.
O apóstolo alerta a igreja para não dar vantagem a Satanás, conhecendo suas intenções e métodos enganosos.
Os "ardis" (ou desígnios/estratégias) referem-se à astúcia, mentira e artimanhas usadas para induzir ao erro, semear a divisão e o desânimo (2 Co 2.11).
O diabo é o grande mentiroso, e é chamado de “pai da mentira” (Jo 8.44).
Desde o Gênesis, quando ele entrou em cena pela primeira vez, no jardim do Éden.
Todas as atividades do diabo são marcadas por mentiras.
Tudo o que ele diz ou tudo aquilo em que ele nos tenta fazer acreditar não é verdade: ele distorce os fatos ou os nega.
Mostra a necessidade de perdoar e confortar alguém que pecou e se arrependeu, para evitar que a falta de perdão e a dureza de coração criem uma brecha para o diabo.
As intenções de Satanás, entre elas incluem o desânimo, a divisão na igreja, a mentira e a tentativa de afastar os fiéis da verdade de Deus.
Paulo e seus colaboradores tiveram de experimentar o empenho de Satanás em sua oposição à obra do Senhor.
Deus pode permitir que Satanás crie obstáculos a ela, ou até mesmo que a impeça.
Embora as intenções daqueles missionários fossem boas e seus motivos, corretos, Satanás os impediu de ir a Tessalônica, e isso aconteceu duas vezes (1 Ts 2.18).
Enfim, os cristãos devem estar alertas, vigilantes e compreender as táticas do inimigo para não serem enganados.
domingo, 10 de maio de 2026
Diga não ao horóscopo
Dizer não ao horóscopo é uma postura que prioriza a racionalidade, a ciência e o livre arbítrio sobre crenças baseadas na posição dos astros.
Do ponto de vista científico, o horóscopo não é reconhecido e a astrologia é vista como superstição, sem comprovação de que os signos influenciem a personalidade.
A astronomia moderna, desde o século 17, demonstra que a posição dos astros no momento do nascimento não determina o caráter ou o futuro de alguém.
Na Bíblia, há diversas orientações quanto a evitar a astrologia.
Os astrólogos da Babilônia não foram capazes de ajudar o rei com o seu sonho perturbador. Todavia, Deus abençoou o seu profeta piedoso Daniel com os dons verdadeiros do Espírito Santo, e ele foi levado à presença do rei para interpretar o sonho (Dn 2.27-28).
A descrição do fato foi assim: "Respondeu Daniel na presença do rei: o mistério que o rei exigiu, nem sábios, nem encantadores, nem magos, nem adivinhadores lhe podem revelar; mas há um Deus no céu, o qual revela os mistérios; ele, pois, fez saber ao rei Nabucodonossor o que há de suceder nos últimos dias. O teu sonho e as visões que tiveste na tua cama são estas".
Deus proíbe o ato de adivinhação de maneira bem explícita: "... não usareis de encantamentos, nem de agouros..." (Lv 19.26, 31).
Ainda no Pentateuco, o cristão é orientado a não buscar respostas em adivinhações ou astrologia, pois isso é considerado abominação ao Senhor (Dt 18.10-12).
Literalmente o profeta Isaías assim se pronunciou sobre a prática astrológica: "Cansaste-te na multidão dos teus conselhos; levantem-se pois agora e te salvem os astrólogos, que contemplam os astros, e os que nas luas novas prognosticam o que há de vir sobre ti. Eis que são como restolho; e logo os queimará, não poderão livrar-se do poder das chamas; pois não é um braseiro com que se aquentar, nem fogo para se sentar junto dele. Assim serão para contigo aqueles com quem te hás fatigado, os que tiveram negócios contigo desde a tua mocidade; andarão vagueando, cada um pelo seu caminho, não haverá quem te salve" (Is 47.13-15).
Cativo, o cativeiro?
A expressão "manietar o valente" (ou "amarrar o homem forte") provém das parábolas de Jesus.
Ela ilustra que, para libertar os cativos (roubar os bens) de Satanás (o valente), Jesus precisou primeiro subjugá-lo, demonstrando sua Jesus disse isso ao ser acusado de expulsar demônios pelo poder de Belzebu, explicando que seu poder vinha do Espírito de Deus.
Nela o Valente (Homem Forte) representa Satanás, que guarda o seu "território" e mantém os seres humanos cativos (Mc 3.27, Mt 12.29 e Lc 11.21-22).
Quanto a ação (Manietar) que significa amarrar, restringir ou subjugar o poder de Satanás.
Jesus faz isso através de sua obra expiatória e poder sobre os demônios, levando cativo o que estava em cativeiro e como Paulo diz após a sua conversão: "...sou preso de Cristo" (Ef 3.1).
O resultado prático de saquear a casa é a libertação de pessoas da influência do mal e a expansão do Reino de Deus.
Dentro de uma pequena análise textual de um dos exemplos citados pelo apóstolo Paulo, agora aos Efésios, em seu capítulo 4 e verso 8: “...subindo ao alto...”, não há outra melhor verossimilhança do que o Altíssimo ao subir glorificado, leva preso (o apóstolo, por exemplo, disse algumas vezes, “ o preso do Senhor”) o que estava aprisionado em uma vida de pecados e delitos , e, agora dá ferramentas para o trabalho no Reino.
Assim, os dons são ferramentas espirituais dadas à Igreja para o trabalho na Seara do Mestre.
Desenhando para melhor compreensão
Para tratar do assunto em pauta é necessário, segundo a Bíblia, falar sobre os dons.
A Palavra diz que Deus dá dons aos homens, e, é verdade que há dons naturais e espirituais – toda a boa dádiva vem d’Ele.
Segunda coisa, dons espirituais são distribuídos pelo Altíssimo para aquilo que for útil como destaca o apóstolo Paulo aos Coríntios.
Se o Eterno distribui segundo a sua presciência e soberania de forma liberal, então já está aí a chamada do cristão, que é a sua efetividade no Reino.
Agora, ministério é a constância em trabalhar no reino dos Céus com o dom que Ele deu.
Cristão, qual a sua dificuldade?
Com base em reflexões comuns na caminhada cristã, as maiores dificuldades frequentemente giram em torno de manter a constância e a fidelidade em um mundo cheio de distrações e desafios.
A maior luta costuma ser a regularidade na oração e na leitura da Bíblia, priorizando o tempo com Deus em meio à rotina agitada.
Outra peleja é enfrentar a pressão de ser luz e manter o caráter cristão diante de um ambiente contrário aos valores do Evangelho.
Uma das maiores é a batalha diária contra o ego, a carne e as tentações (pecados ocultos ou de estimação), buscando a transformação diária.
Enfim, manter a fé e a esperança em Deus durante momentos de crise, dor ou quando as respostas não vêm rápido.
A caminhada é vista como uma "guerra" espiritual, onde a perseverança é fundamental, reconhecendo que a força vem da graça de Deus, e não apenas do esforço humano.
Um breve comparativo é necessário com as dificuldades, rejeição, perseguições enfrentadas pelo profeta Jeremias.
Durante o seu ministério devido a sua mensagem como a conspiração em Anatote (Jr 11.21), foi ferido e colocado no cepo pelo sacerdote Pasur (Jr 20.1), tentativa de morte por sacerdotes, príncipes, profetas e pelo povo ao profetizar no átrio da casa do Senhor (Jr 26.1-8).
Ainda foi ferido/preso pelos príncipes durante o reinado de Zedequias (Jr 37.13-15) e lançado no calabouço de Malquias (Jr 38.6).
Entretanto, ressalta-se que o mensageiro do Eterno era muito bem conhecido no império caldeu, pois o próprio rei Nabucodonosor dá ordens a seu respeito para o general do exército, isso será comentado posteriormente.
Apesar de toda dificuldade e perseguições o profeta ainda intercede pelo povo (Jr 14.10) sendo orientado para não rogar pelo bem do povo, pois que “tanto amaram o afastar-se e não detiveram os seus pés, por isso o Senhor não se agrada deles, mas agora se lembrará da maldade deles e visitará os seus pecados” mostrando que sobre eles não viriam boas coisas.
Deus ainda acrescenta a informação de que mesmo que outros servos fiéis de tempos antigos clamassem pelo povo, Ele ainda assim não os ouviriam: “Moisés e Samuel se pusessem diante de mim, não seria a minha alma com este povo” (Jr 15.1).
Bem, dificuldades sempre existiram!
sexta-feira, 8 de maio de 2026
Tempo de juízo
Em nossos dias falta alegria, alimento - isso porque na Casa do Senhor falta oferta, e esses sinais querem dizer o que está por vir? Sim, juízo.
Em todo tempo “Jeová é Deus”, mas o profeta Joel assim se refere em seu livro aos inimigos da lavoura mostrando um desastre completo: interno e externo.
Outras figuras mais são apresentadas se referindo ao dia do Senhor...
O "Dia do Senhor" no livro de Joel é um tempo de juízo (Jl 1.15, 2.1-11).
É um momento de visitação de Deus para correção!
Joel descreve o dia como "grande e muito temível", indicando uma intervenção divina direta.
Ele é descrito com imagens sombrias de escuridão, nuvens densas e destruição, falta da presença de Deus.
Diante do juízo, o profeta clama por jejum, choro e arrependimento sincero, indicando que Deus é misericordioso e pode restaurar o povo se houver mudança de coração.
Duas árvores, dois caminhos e montes
No livro do Gênesis, Adão e Eva, foram advertidos por Deus para que não comessem do fruto da árvore do conhecimento do bem e do mal.
Há ainda outra árvore no jardim, a árvore da vida, esta localiza-se no meio do jardim (Gn 1.29, Gn 2.9, Gn2.17, Ap 2.7).
A árvore da vida, com a desobediência humana e as diversas consequências do seu ato, entre elas, a saída do jardim, não estava mais disponível ao homem pois um anjo foi colocado à porta do Éden para guardar o caminho para ela, dando acesso à vida eterna como diz o apóstolo João, “quem tem o Filho tem a vida[...]”, representando o próprio Deus (Gn 3.17, Gn 3.22, Gn 3.24, 1 Jo 5.12).
No último livro da Bíblia não se vê mais a árvore do conhecimento do bem e do mal. Por quê?
Quem chegar lá, sem dúvida, escolheu seguir o caminho da bênção (monte Gerizim) ou da porta estreita e alcançou a vida eterna, ao contrário, a pessoa escolheu entrar pela porta larga e caminho espaçoso (Dt 11.29, Mt 7.13-14, Lc 13.24).
Assim podemos notar similaridades entre as duas árvores apresentadas no Jardim do Éden, os dois montes relatados por Moisés e os dois caminhos ou portas que há na doutrina de Cristo nos Evangelhos.
quinta-feira, 7 de maio de 2026
Não deixando a sua própria habitação
A frase refere-se a uma que se encontra na epístola de Judas.
Nela, o autor menciona anjos que não guardaram a sua ocupação, seu trabalho original dado pelo Eterno.
Contudo, o abandonaram, deixaram a sua própria habitação, sendo reservados em prisões eternas para o julgamento.
Certamente um julgamento à altura da responsabilidade deles!
Esse versículo ilustra a seriedade bíblica da rebelião e o abandono de sua posição destinada por Deus.
É comparado ao pecado de Sodoma e Gomorra na busca de prazeres ilícitos e contra a natureza.
O sábio assim ilustra esse assunto: "Busca seu próprio desejo aquele que se separa; ele insurge-se contra a verdadeira sabedoria" (Pv 18.1).
O texto alerta sobre o perigo do isolamento egoísta, onde a pessoa ignora conselhos e foca apenas na própria vontade.
quarta-feira, 6 de maio de 2026
Homens amantes de si mesmos
O mundo contemporâneo é caracterizado pela exacerbação da globalização.
Desde os avanços das telecomunicações e da internet, com as religiões se transformando e com os governos atuando para a aprovação de leis contra os princípios divinos.
No mundo moderno há ainda um significativo aumento das desigualdades sociais.
Uma parcela diminuta da população mundial cresce em riqueza e acúmulos e uma grande massa passa necessidades.
O ser humano nesses últimos dias e anos de grandes aglomerações, contudo, certamente tem aumentado em individualismo.
Reflete as sábias palavras de Paulo, “homens amantes de si mesmos”.
uma última característica dos momentos finais, segundo a Bíblia, são os marcos fronteiriços das nações.
Eles estão sendo desfeitos e/ou, para aquelas que ainda os possuem, com limites muito tênues, não havendo clara separação de territórios.
Isso se aplica também no mundo espiritual (falta de limites claros) com o “secamento do rio Eufrates” não havendo mais obstáculos para separação entre a nação de Israel e os demais povos.
Assim, neste tempo, na última hora, a luta espiritual é interna, dentro do espaço/território do povo de Deus, mas, claramente já invadido pelos exércitos inimigos, consequentemente aumentando a profanação dos valores sobrenaturais.
Enfim, as guerras espirituais hoje em dia são travadas no “corpo a corpo”, pois já há uma mistura desigual/heterogênea dentro da própria igreja, que é o Israel de Deus.
Com o secamento do rio Eufrates, no mundo espiritual quebrou-se as barreiras, não havendo clara separação das coisas espirituais/divinas das que não são, dos servos divinos e daqueles que não são.
domingo, 3 de maio de 2026
Aquele que busca alcança
A frase "aquele que busca alcança" é uma citação bíblica popular: "Pedi, e dar-se-vos-á; buscai e achareis; batei, e abrir-se-vos-á".
Um meio de compreensão significa que a perseverança na busca por algo (seja conhecimento, favor, ajuda de Deus) leva ao sucesso ou ao encontro do que se procura, incentivando a persistência com fé (Mt 7.7-8).
Há também provérbios relacionados, como "Quem procura o bem alcança favor; mas o mal chegará àquele que o busca", indicando que a busca por coisas boas resulta em bênçãos, enquanto a busca pelo mal traz consequências negativas (Pv 11.27).
Segundo a Bíblia, a ação de buscar, seja em oração ou em ações práticas, é recompensada.
sábado, 2 de maio de 2026
Forçando uma interpretação bíblica
"Forçar" uma interpretação bíblica significa extrair versículos de seu contexto original para justificar pontos de vista pessoais, ideologias ou interesses próprios, ignorando a intenção original do autor.
Essa prática é considerada um erro hermenêutico que transforma a mensagem bíblica para encaixar em pensamentos humanos.
É certo que Filemom era um cristão com bom exemplo.
Até mesmo o apóstolo Paulo enumera, entre outras características, que por ele “as entranhas dos santos foram recreadas”.
Ppor isso ele acreditava que, provavelmente, Filemom receberia o novo irmão em Cristo, Onésimo.
O apóstolo ou o escravo convertido, Onésimo, pode perfeitamente ter tido uma direção de Deus?
Conhecendo um pouco do apóstolo, diria que ele teve uma direção de mandar o escravo para voltar para o seu dono.
Agora como cristão, poderia servir como testemunho a ele e aos que o conheciam antes de sua nova crença.
Contudo, a epístola a Filemom não deve ser usada como uma orientação geral para os crentes.
Nada disso, nem voltarem onde devem algo e pagar, nada e nada e mais nada...
Ana lisando o contexto pelos escritos, nem se sabe ao certo se ele devia algo ao seu senhor!
Isso acontece muito com certa frequência nos meios religiosos, sendo até uma grande imprudência em certos casos.
Supor algo, de forma induzida ou não, que a Bíblia não mostra é colocar pensamentos próprios acima da Palavra.
Se continuarmos a fazer essa ação, assim estaremos acrescentando algo que o Livro não expõe, não ensina e nem tão pouco induziu.
Muitos tem tomado esse caminho, mas é um caminho totalmente irrecomendável, e, acima de tudo, é desaconselhado de igual modo em Apocalipse.
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