quarta-feira, 3 de junho de 2026

Sem remover os marcos

Sem regras absolutas, a vida vira um relativismo onde os limites entre o certo e o errado desaparecem. O sábio então pergunta: "Quando os fundamentos são destruídos, que pode fazer o justo?" (Pv 11.3). Embora o mundo ruia, quem baseia sua vida nas palavras de Cristo está construindo sobre a rocha e resistirá (Mt 7.24-27). A frase "Não removas os marcos antigos" é um provérbio que significa, em essência, não alterar ou destruir coisas estabelecidas por seus antepassados ou por tradição. É um chamado à preservação do legado e da sabedoria acumulada ao longo do tempo (Dt 19.14; Pv 22.28). Considerando Deus como o Pai de todos os viventes, há valores estabelecidos por Ele que não podem ser negociados! O conceito de "não remover os marcos" remonta à sabedoria bíblica contra a alteração de limites de terras ou o apagamento de princípios fundamentais transmitidos por gerações passadas. Em essência, significa viver honrando os valores, a história e os alicerces morais estabelecidos pelos antepassados. Enfim, o apóstolo João também lembra que "o mundo passa, e a sua concupiscência; mas aquele que faz a vontade de Deus permanece para sempre" (1 Jo 2.17).

Babel, a porta do céu?

A Torre de Babel, que significa a "porta do céu" ou a "porta de Deus", é mencionada na Bíblia (Gn 11), como uma das construções mais ambiciosas do homem. Na Bíblia, "Babel" significa confusão, especialmente a confusão de línguas. Deus causou confusão na humanidade estabelecendo diferentes idiomas, o que impediu que a torre fosse construída. O homem em sua arrogância de querer chegar, por si mesmo ao céu, ou desconsiderar o plano divino para si, incorre em desordem, desentendimento, desunião, confusão.

Quando a cobiça engravida

"Cada um, porém, é tentado pela própria cobiça [e não por demônios primariamente, porém estes podem influenciar na tentação em segundo plano] sendo por esta arrastado e seduzido. Então a cobiça, tendo engravidado, dá à luz o pecado; e o pecado, após ter-se consumado, gera a morte"(Tg 1.14-15). Há uma diferença entre os pecados morais citados na Bíblia, que nem sempre é percebida. Por exemplo, a Palavra difere entre adultério e prostiuição: "...os que se dão a prostiuição e aos adúlteros..." A principal diferença é que adultério é a traição dentro do casamento, ou seja, ter relações sexuais com alguém que não é o cônjuge. Já a prostituição se refere à venda de serviços sexuais em troca de dinheiro. Enfim a "fornicação" consiste em sexo fora do casamento (seja antes ou depois).