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domingo, 8 de março de 2026
A pedra reina
Pedras foram utilizadas no Antigo Testamento (como no Jordão) para lembrar os feitos de Deus.
As pedras funcionavam como uma ferramenta educacional para que, quando as gerações futuras perguntassem sobre o significado das pedras, os pais pudessem relatar como Deus cortou as águas do Jordão.
Doze pedras foram retiradas do leito do rio Jordão e erguidas em Gilgal por ordem divina.
Elas serviam como um memorial perpétuo para lembrar as futuras gerações da travessia a seco do rio e da fidelidade de Deus na conquista de Canaã (Js 4).
Na Bíblia, a "pedra" é também uma metáfora poderosa para Jesus Cristo e simboliza segurança e estabilidade para quem confia nEle.
Ele é citado como a "pedra angular" ou "principal", sua imagem da pedra principal liga a estabilidade da construção à firmeza espiritual, sendo essencial para a estrutura (Sl 118.22; Ef 2.20).
A pedra simboliza o alicerce firme, a base de salvação e a autoridade suprema na fé cristã.
É verdade que ela foi rejeitada pelos construtores (Israel), tornou-se a pedra mais importante, sendo também descrita como rocha de tropeço para os desobedientes.
Representa Jesus como a base sobre a qual a igreja e a vida do crente são edificadas, contudo, ao mesmo tempo ela é pedra de tropeço pela rejeição ou queda para aqueles que desobedecem à palavra.
O profeta Daniel no capítulo 2 e verso 44 de seu livro, relata que durante os reinados transitórios desse mundo (Egito, Assíria, Babilônia, etc), já havia um reino, especificado pela pedra (um reino coeso e sem aparência) que não passaria jamais, o reino da pedra.
Isso é ratificado de igual modo no início do Apocalipse, no verso 6 do primeiro capítulo com uma célebre revelação do reinado eterno de Cristo, uma realidade já cantada no Salmo 93.
É certo que, literalmente, o Senhor reina desde sempre e o seu reino é espiritual e eterno, não passará jamais, ao contrário dos reinos deste mundo que são momentâneos, passageiros.
No segundo livro da Bíblia, no capítulo 19 e verso 6, o Senhor deixa claro a Moisés que o plano dEle para o seu povo é que eles seriam um “reino sacerdotal”: “E vós me sereis reino sacerdotal e povo santo.Estas são as palavras que falarás aos filhos de Israel”.
O escritor aos Romanos igualmente explica que as pessoas nascem mortas em trevas, isto é, afastadas do Criador e por isso pecam, mas, quando aceitam a Cristo como salvador de suas almas, segundo o apóstolo Paulo aos Colossenses, passam da “potestade das trevas e o Senhor às transporta para o reino do filho do seu amor” (Rm 5.12, Cl 1.13).
Assim como os homens (SL 103.15, 1 Pd 1.24, Jo 14.2), os domínios deste mundo passam rapidamente como a erva do campo, mas há um reinado em Cristo Jesus, a fiel testemunha (Ap.1.5) que nunca passará, pois o apóstolo viu a mensagem do primeiro selo do Apocalipse que diz: “[...] foi-lhe dada uma coroa, e saiu vitorioso e para vencer”.
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