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sexta-feira, 13 de março de 2026
De volta às catatumbas
As catacumbas de Roma são túneis extensos e espaçosos que foram escavados debaixo da cidade com a finalidade de servir de cemitério.
Os romanos tinham tanto pavor da morte que queriam mantê-los fora de vista.
As catacumbas eram escavadas pelos escravos e para lá os romanos mandavam seus mortos, que eram enterrados em túmulos nas paredes.
Quando no final dos anos 60 o Império Romano começou a perseguir os cristãos e a proibir que eles se reunissem para adorar a Cristo, as catacumbas se tornaram o lugar preferido pelos discípulos de Jesus em Roma para se encontrarem e juntos cultuarem a Deus.
Essa situação perdurou durante os primeiros quatro séculos depois de Cristo.
A perseguição agora vem de dentro das comunidades religiosas e a parte da Igreja que mais cresce no Brasil é aquela que está fora das instituições.
O Brasil caminha para ser um dos maiores países de "desigrejados" do mundo, com projeções indicando um aumento contínuo desse grupo nas próximas décadas.
É um protesto contra as estruturas corrompidas de falso poder religiosos!
Eles são cristãos, principalmente evangélicos, que mantêm a fé, a leitura bíblica e a comunhão com Deus, mas abandonaram a frequência às instituições religiosas.
Esse fenômeno acontece devido a diversas situações e em cada caso deve ser analisado de forma particular.
Em suma são decepções com lideranças, escândalos ou divergências políticas e para manter a sanidade mental e psicológica, eles preferem se afastar daquilo que lhe fazem mal: a instituição religiosa.
Pesquisas indicam que este grupo cresce, principalmente em São Paulo e tem maior incidência entre jovens e pessoas com ensino superior.
O fenômeno é visto como um protesto contra a burocratização da fé, manipulação religiosa, enfim, é um movimento rumo a uma espiritualidade autônoma, informal, mostrando de forma bem explícita a ineficiência da estrutura eclesiástica.
Esses crentes continuam acreditando em Deus e em Jesus, continuam a fazer suas orações, meditações na Palavra, se reunindo em pequenos grupos informais, sem a necessidade de um templo físico.
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