Um Blog de estudos e comentários bíblicos. Apesar da muita disponibilidade e acesso no mundo virtual, este blogueiro entende que precisamos o mais rápido possível redescobrir a Palavra de Deus! esdrasneemiasdossantos@gmail.com Read it in english: http://thebiblebythebible.blogspot.com.br/
sexta-feira, 3 de abril de 2026
Examine-se pois o homem a si mesmo
Vivemos em uma época em que a tendência humana é olhar mais para a vida alheia do que para a própria.
As mídias sociais é um exemplo disso refletindo uma enorme superficialidade e um comprometimento com a imagem que se quer passar.
Julga-se com facilidade as atitudes dos outros, suas falhas, incoerências e não se aplica o mesmo zelo à si próprio.
No fundo evidencia um enorme isolamento social, um mundo mentiroso apresentado sem frustações em que os conflitos são incentivados.
"Examine-se, pois, o homem a si mesmo" é uma exortação bíblica paulina que convida à autoanálise sincera antes de participar da Santa Ceia.
O texto orienta o indivíduo a avaliar sua própria conduta, fé e discernimento sobre o sacrifício de Cristo, evitando participar de forma "indigna" ou negligente, o que traria julgamento.
Mais do que uma checagem rápida, é um exercício contínuo de olhar para dentro, reconhecendo falhas e corrigindo-as (1 Co 11.28).
O objetivo não é causar medo, mas garantir que a participação no pão e no cálice seja feita com reverência e compreensão, discernindo o "corpo do Senhor" (a igreja e o sacrifício).
A Bíblia orienta que a falta de autoexame e o desrespeito ao momento sagrado geram fraqueza espiritual e física.
A ordem é clara, examinar a si mesmo, não ao próximo, evitando o julgamento alheio.
A frase destaca a necessidade de sinceridade pessoal e arrependimento para manter uma comunhão saudável com Deus e com a comunidade.
Examinando tudo pela Palavra
Em todo o tempo, o cristão necessita discernir o que Deus está falando.
A voz divina traz paz, nunca contradiz as Escrituras e requer sensibilidade espiritual para diferenciar sentimentos pessoais da vontade divina.
Para isso é necessário buscar entendimento diário para perceber o que Ele espera especificamente de você.
Infelizmente em nossa cultura a palavra discriminação carrega uma forte conotação negativa, porque está associada a pessoas que fazem distinções injustas entre raças.
Mas, discriminar é o sinônimo de discernir, ou seja, traçar uma linha entre o bem e o mal, o verdadeiro e o falso, o certo e o errado.
Por quê? Porque desde o início, Ele se comunica com o ser humano de forma a não somente transmitir mensagens, mas fazendo doação de Si mesmo a nós.
O Altíssimo é também o Emanuel, Deus conosco!
O Senhor usa de vários meios para nos transmitir Seus desígnios e Sua Pessoa.
Há os anjos, que são Seus mensageiros e os dons do Espírito Santo, mas principalmente as Sagradas Escrituras.
Entre os dons destaca-se a necessidade do crente desenvolver o dom de discernimento.
O discernimento espiritual envolve aprender a silenciar as opiniões passageiras e os ruídos do mundo para focar na voz eterna de Deus e ele não nasce do achismo, mas da intimidade.
Em Béreia, Paulo disse que eles eram mais nobres que os de Tessalônica; pois receberam a palavra com toda avidez, examinando as Escrituras todos os dias para ver se as coisas eram, de fato, assim” (At 17.11).
Eram fieis que tinham discernimento e não "engoliam" tudo o que lhes eram ensinados, nem mesmo pelo o apóstolo, mostrando uma reverência maior à Palavra.
Ela é o único referencial para julgarmos com eficiência as mensagens que nos rodeiam é justamente a palavra de Deus que nos convoca ao discernimento bíblico e ensina como fazê-lo.
O apóstolo Paulo, escrevendo à Igreja em Tessalônica nos ensina a como atender ao discernimento bíblico: “Julgai todas as coisas…” (1 Ts 5.21-22).
O mesmo discernimento cauteloso que às Escritura exigem de pastores e presbíteros (1Tm 4.6-7, 13,16; Tt 1.9), também é um dever de todo crente.
Além disso o cristão deve “…Reter o que é bom” e proteger a verdade e a lutar por ela, atacando a mentira, falando a verdade em amor e firmeza (1 Tm 6.20; 2 Tm 1.13-14).
Enfim, o discípulo deve “…abster de toda forma de mal” mostrando pureza na vida e a honra de Cristo.
quinta-feira, 2 de abril de 2026
Deus vai na frente
A frase "Deus vai na frente" é fundamentada em passagens bíblicas que prometem a presença e o preparo divino.
O texto bíblico mostra que o Senhor precede, acompanha e jamais abandona o cristão: "O Senhor passará adiante de ti e destruirá nações para que possas possuir a terra".
Ele o encoraja a não ter medo nem perder a coragem diante de desafios ou do futuro (Dt 31.3).
Isso significa que "O próprio Senhor irá à sua frente e estará com você; ele nunca o deixará, nunca o abandonará. Não tenha medo! Não desanime!" (Dt 31.8).
O profeta Isaías relata a promessa do Altíssimo dando sempre uma direção divina atrás de você, dizendo "Este é o caminho", indicando a condução de Deus (Is 30.21).
Ele ir na frente, de igual modo, significa que Ele prepara o caminho e luta por seus filhos.
Isso traz a certeza de que não é preciso ter medo de circunstâncias difíceis ou do desconhecido.
Mesmo sem ver a saída, o fial cuida que a fé permite descansar no cuidado de Deus.
Por outro lado, um dia todos nós vamos estaremos diante de Deus para sermos julgados, e Ele, estará à nossa frente.
Todos os seres humanos comparecerão diante de Deus para prestar contas de suas vidas.
Esse evento é descrito como um momento de prestação de contas individual e um julgamento de obras.
No Antigo Testamento, já se ensinava que "Deus trará a julgamento tudo o que foi feito, inclusive tudo o que está escondido, seja bom, seja mau" (Ec 12.14).
O apóstolo Paulo afirma que "todos compareceremos diante do tribunal de Deus" e que "cada um de nós prestará contas de si mesmo a Deus" (Rm 14.10-12).
Explica que todos devemos comparecer perante o tribunal de Cristo para que cada um receba a retribuição pelo que fez enquanto estava no corpo, seja o bem ou o mal (2 Co 5.10).
Estabelece a ordem natural dos eventos espirituais: "aos homens está ordenado morrerem uma só vez, vindo depois disso o juízo" (Hb 9.27).
Enfim, no último livro da Bíblia, há a visão do Grande Trono Branco, onde os mortos, "grandes e pequenos", são julgados de acordo com o que está escrito nos livros (Ap 20.11-15).
domingo, 29 de março de 2026
Intolerância religiosa
João disse a Jesus que tentaram impedir alguém de expulsar demônios porque não o seguia.
Jesus respondeu: "Não o impeçam... pois quem não é contra nós está a nosso favor".
A frase "quem não é contra nós, é por nós" é uma resposta de Jesus aos discípulos relatada pelo evangelista Marcos.
Nela há uma indicação de tolerância e unidade no serviço a Deus, repreendendo o exclusivismo.
Isso vai ao contrário de muitas comunidades religiosas que trabalham com essa ideia.
Exclusivismo é a tendência ou prática de excluir sistematicamente outras pessoas, ideias ou grupos, privilegiando apenas um círculo, crença ou sistema específico.
Caracteriza-se pela intolerância, restrição de acesso e valorização de um único aspecto em detrimento de outros, muitas vezes associado a egoísmo ou elitismo.
Nesses grupos há uma mentalidade de rejeição ao que é diferente, valorizando apenas o próprio grupo ou convicção.
Os elitistas creem que apenas o ponto de vista bíblico deles é verdadeiro, considerando todas os outros falsos ou inválidos.
Ao contrário deste cenário, o Mestre ensina que, se alguém realiza boas obras em seu nome, deve ser aceito, mesmo não sendo do grupo principal (Mc 9.38-40).
Esta passagem destaca a necessidade de não impedir ações bondosas realizadas em nome de Cristo.
Ela combate o ciúme ministerial e a visão estreita de que apenas um grupo específico tem a "autoridade" de agir.
Entrando no Reino dos céus
A frase "Nem todo aquele que me diz: Senhor, Senhor, entrará no Reino dos céus.
Quem entra então? Segundo Jesus, "aquele que faz a vontade de meu Pai que está nos céus" (Mt 7.21).
Isso denota que a salvação exige ações práticas e obediência à vontade de Deus, não a filiação religiosa.
O Mestre enfatiza que realizar milagres ou pregar em seu nome não garante a entrada no Reino; a transformação de vida e a obediência são essenciais (Mt 7.21-23).
Então, a verdadeira fé é demonstrada ao colocar em prática a vontade de Deus, agindo com sinceridade e não com falsidade ou palavras vazias.
Muitos que dizem ser seguidores ("Senhor, Senhor") podem ser rejeitados se não viverem de acordo com os ensinamentos, mostrando que a fé exige compromisso real.
A essência da mensagem é que o Reino dos Céus é para aqueles que constroem suas vidas sobre a rocha da obediência à palavra de Deus, tornando-se verdadeiros discípulos.
É importante e fundamental o conhecimento da doutrina da Igreja, pois o profeta Oseias adverte em seu livro: “O meu povo foi destruído, porque lhe faltou o conhecimento”.
Deus quer que todos O conheçam: "Porque isto é bom e agradável diante de Deus nosso Salvador,
Que quer que todos os homens se salvem, e venham ao conhecimento da verdade" (1 Tm 2.3,4).
O verdadeiro fundamento para construir nossa vida é o próprio Deus.
Quem se apoia n´Ele, este é que permanece inabalável apesar de tudo.
Não haverá nada nem ninguém que o faça sucumbir.
Porém, apoiar-se em Deus sempre implica fazer sua vontade com seriedade e sinceridade sem ficar-se nas meras aparências, pois “Nem todo aquele que diz: ‘Senhor, Senhor’ entrará no Reino dos céus, mas sim aquele que faz a vontade de meu Pai que está nos céus”.
Ainda há lugar
Quando Jesus, em seu ministério terreno, falava em parábolas, Ele escondia as verdades do reino.
Em uma delas, mas especificadamente na "Parábola do Grande Banquete" ensina que, mesmo após os convidados iniciais recusarem, o convite para o banquete (representando o Reino de Deus) foi estendido a todos, garantindo que ainda há espaço (Lc 14.22).
O contexto consistia em um senhor que prepara uma grande ceia, mas os convidados originais dão desculpas para não ir.
O senhor ordena que tragam os pobres, aleijados, cegos e coxos das ruas.
A frase "ainda há lugar" simboliza a misericórdia de Deus, a inclusão de todos (independente de raça, classe ou condição) e a oportunidade contínua de salvação.
Após o servo dizer que ainda há lugar, o senhor ordena: "Sai pelos caminhos e valados, e força-os a entrar, para que a minha casa se encha" (Lc 14.23).
A frase destaca que a graça divina não se esgotou e o convite continua aberto.
A salvação é um dom (presente) de Deus, é de graça, e para todos.
Para alcançá-la basta crer de todo o seu coração em Jesus; peça o perdão de Deus pelos seus pecados, e pela fé, convide Jesus Cristo entrar em sua vida.
Recebendo a Jesus pela fé, você irá ganhar vida eterna, porque a salvação está no nome de Jesus: "Porque todo aquele que invocar o nome do Senhor será salvo" (Rm 10.13 ).
Aceite Jesus, e seja salvo hoje!
Entrando pela porta estreita
A Bíblia ensina que Jesus Cristo morreu na cruz por toda a humanidade.
Isso implica em oferecer a salvação a todos.
Contudo o benefício dela é aplicado àqueles que creem.
Seu sacrifício substitutivo pagou a dívida do pecado, proporcionando reconciliação com Deus e a oportunidade de vida eterna (2 Co 5.15, Jo 3.16).
Jesus morreu por todos os seres humanos, não apenas por um grupo restrito, seja ele qual for.
O objetivo foi salvar a humanidade do pecado e da morte, agindo como substituto (justificação).
Aqui há um mistério, pois está a inflexão do texto, que embora o sacrifício seja para todos, a salvação é aplicada individualmente através da fé e do arrependimento.
Enfim, a morte de Jesus é vista como o amor de Deus em ação, oferecendo perdão gratuito e uma nova vida para quem crê.
Se até alguns dos que se esforçam não conseguem passar pela porta estreita, que pensar de nós?
Como tem sido a nossa vida cristã?
Temos feito todo esforço possível para alcançar o Céu, ou vivemos acomodados, iludidos com a ideia de que já basta o “muito” que nos empenhamos?
Perguntam ao Mestre: “Senhor, é verdade que são poucos os que se salvam?”
Jesus não responde diretamente à pergunta, mas diz assim: “Fazei todo o esforço possível para entrar pela porta estreita”.
Por isso, ao falar sobre a futura desgraça das pessoas religiosas que são soberbas e que confiam em si mesmas, mas não em Deus, o Senhor prevê: “Haverá choro e ranger de dentes, quando virdes Abraão, Isaac e Jacó, junto com todos os profetas no Reino de Deus, e vós, porém, sendo lançados fora...
Virão homens do Oriente e do Ocidente, do Norte e do Sul, e tomarão lugar à mesa no Reino de Deus” (Lc 13.28).
Deus é grande, é bom, é generoso e “quer que todos os homens sejam salvos e cheguem ao conhecimento da verdade” (1Tm 2.4).
No entanto, cabe a nós imitá-Lo e, sem cálculos ou mesquinhez, trabalharmos pela nossa salvação com confiança, amor, temor e tremor (Fl 2.12).
sábado, 28 de março de 2026
Saudando com a paz
A paz verdadeira não depende de possuir um livro físico.
O cristão a tem, então pode até mandar aqueles que não a têm, pois Ela volta para ele.
Mandar paz a quem não a tem é um desejo sincero de tranquilidade.
Pode trazer paz interior e conforto espiritual ao receptor, ou, Ela volta ao crente verddeiro conforme as Escrituras.
Essa Paz é responsável de encontrar calmaria interior em Jesus, mesmo no mundo em extremo caos.
Ela excede o entendimento, guardando o coração e a mente, e está disponível a todos que buscam confiança e esperança no cuidado de Deus, superando medos e ansiedades.
Assim o Mestre se expressou: "Deixo-lhes a paz; a minha paz lhes dou. Não a dou como o mundo a dá. Não se perturbem os seus corações, nem tenham medo" (Jo 14.27).
E o apóstolo Paulo assim recomenda: "Não andem ansiosos por coisa alguma, mas em tudo, pela oração e súplicas, e com ação de graças, apresentem seus pedidos a Deus" (Fl 4.6).
Então o fiel não deve ter medo, pois a Paz está com ele (Is 41.10) e Ela traz alegria e esperança (Rm 15.13).
A saudação "paz seja convosco" ou saudar com a paz é um princípio bíblico fundamentado no ensino de Jesus.
Ele mesmo orientou seus discípulos a levarem paz às casas que visitassem (Mt 10.12-13).
Essa saudação representa o desejo de harmonia, reconciliação e a presença de Deus, sendo usada para abençoar (1 Sm 25.6) e desejar que a paz de Cristo repouse sobre as pessoas (1 Pd 5.14).
Espírito manso e quieto
A Bíblia, particularmente em Provérbios, descreve a "mulher briguenta" ou tola como alguém que detesta a paz.
Ela é comparada a uma goteira incessante, destruindo o lar, enquanto a sábia edifica (Pv 14.1).
O foco é a contenda constante e o controle em vez da harmonia.
O termo refere-se a uma mulher resmungona, de mau humor, raivosa e que briga por qualquer motivo: "Melhor morar no canto do telhado do que com uma mulher briguenta numa casa ampla" (Pv 21.9).
Segundo o sábio, é melhor morar no canto do telhado ou no deserto (Pv 21.19).
Sabe aquele dia que não pára de chover é comparado com a mulher rixosa: "A mulher briguenta é comparada ao gotejar contínuo em dia de chuva" (Pv 27.15-16).
A poesia hebraica frequentemente contrasta a sabedoria com a tolice, e uma mulher que briga constantemente, grita e tenta controlar é vista como uma força destrutiva no lar.
A "Mulher Tola"é descrita na Palavra como alguém que faz o homem perder a paz, a força, a ambição e a alegria de viver.
Da mesma forma que se fala da mulher briguenta, entretanto, a Bíblia exalta a mulher virtuosa que traz paz, honra e sabedoria ao lar.
Em resumo, o Espírito destaca o impacto negativo da falta de sabedoria e da contenda excessiva na vida familiar, incentivando atitudes que promovem a paz e a edificação mútua.
De igual modo, o apóstolo Pedro incentiva o "espírito manso e quieto", que é precioso diante de Deus, em contrapartida a atitudes que geram conflito.
Um espírito manso e quieto é descrito na Bíblia como um adorno interior "incorruptível", considerado de grande valor diante de Deus.
Não é fraqueza, mas "poder sob controle" ou força controlada. É a capacidade de gerenciar o temperamento, reagindo com doçura e calma em vez de agressividade, raiva ou vaidade.
Essa característica é preciosa para Deus, mais importante que a beleza exterior ou a força física.
Refere-se a um caráter gentil, humilde e controlado, exemplificado por Jesus, que mantém a paz interior e a confiança em Deus, mesmo em situações difíceis (1 Pd 3.4).
Vai nesta tua força
A Bíblia está cheia de histórias de homens incapazes que, por meio de Deus, realizaram grandes obras.
Gideão era um homem de família pobre.
O Senhor enviou um anjo que o chamou para libertar Israel.
Ele se perguntou por que o Senhor o escolhera.
A história dele mostra Deus escolhendo um homem que se via fraco e insignificante para libertar Israel dos midianitas.
Mesmo com medo e "pouca força", Gideão foi chamado de "varão valoroso", demonstrando que a força de Deus se aperfeiçoa na fraqueza humana e que a vitória vem da fé, não da quantidade de recursos.
Lembrando do contexto do seu medo e pouca força, Gideão malhava o trigo no lagar (local de fazer vinho) para escondê-lo dos midianitas, revelando medo e escassez.
Ele estava fazendo o melhor que podia com o que tinha disponível: elaborou um plano para salvar o trigo que possuía, para sustentar a sua família.
Usou um recurso que era das uvas para preparar esse alimento; Deus usou de sua proatividade para aplica-la num plano bem maior.
Os juízes tinham a função de julgar, liderar e proteger o povo de Deus.
Permaneciam em suas funções até morrerem e, diferentemente dos reis, não estabeleciam governos hereditários em Israel.
O primeiro juiz de Israel foi Moisés e o último Samuel.
Dentre tantos homens e uma mulher (Débora), vamos falar de Gideão, um juiz que veio da tribo de Manassés.
O Anjo do Senhor o chama de "varão valoroso" enquanto ele se sentia o menor de sua família.
"Vai nesta tua força", Deus encoraja Gideão a ir com a força que ele já tinha — a consciência de sua própria necessidade de Deus.
Assim que ele tomou a frente desta dificuldade, Deus mandou ele derrubar o altar e o bosque da idolatria, que havia entre o povo.
Alguns homens não gostaram (6-29), mas, era ordem de Deus!
Deus reduziu o exército de Gideão de 22 mil para apenas 300 homens para garantir que a glória da vitória fosse dEle, e não da força humana.
A história ensina a confiar em Deus em momentos de crise, insegurança e fraqueza, transformando a dependência dEle em ação.
A mensagem central é que, com Deus, a aparente fraqueza é o cenário ideal para um livramento extraordinário.
Gideão participou de um grande livramento operado por Deus.
Ele era de uma família simples, e o menor desta família.
Não se trata dos recursos que alguém possui, mas, da vontade de Deus que opera conjuntamente com a vontade do homem, para operar grandes feitos.
Momentos ou tempos de pouca força
A frase "tendo pouca força, guardaste a minha palavra" é uma mensagem bíblica do livro do Apocalipse.
Nela há encorajamento, indicando que, mesmo com limitações físicas ou espirituais, a fidelidade em seguir a Deus é valorizada e recompensada com oportunidades ("uma porta aberta") que ninguém pode fechar.
Jesus reconhece que a igreja de Filadélfia tinha pouca força, valorizando o esforço sincero em vez da performance (Ap 3.8).
No capítulo 10 de Daniel, o profeta fica fisicamente exausto, sem forças e prostrado após ter uma visão de um ser celestial.
O profeta narra que perdeu os sentidos e sua cor pálida mudou, mas é tocado e fortalecido pelo anjo, que o levanta e o chama de "muito amado".
A intensidade da revelação sobre uma grande guerra o deixou sem energia e relata ficar sem forças, ter dores como de parto e perder o fôlego.
O ser com aparência humana tocou Daniel três vezes para lhe dar forças, acalmar seu coração e permitir que ele ouvisse a mensagem.
A experiência enfatiza que, embora Daniel estivesse fisicamente fraco e abatido, ele foi sustentado pelo poder divino para cumprir sua missão profética.
é certo que "pouca força" não é um impedimento, desde que haja compromisso em guardar a palavra e não negar o nome de Deus.
Representa oportunidades divinas para serviço e salvação que forças humanas não podem impedir.
A fé em Deus revela que a fraqueza humana permite que a força de Deus se manifeste, como Paulo diz: "quando sou fraco, é que sou forte" (2 Co 12.10).
Há diversas promessas bíblicas na Palavra que indicam um caminho próspero para aqueles que esperam no Senhor, eles renovaram suas forças (Is 41.13,31).
Essa mensagem valoriza a perseverança e a integridade, garantindo que Deus valoriza mais a fidelidade do que a capacidade própria.
Se alegrando em Deus
"O coração alegre aformoseia o rosto" é um provérbio bíblico que destaca como o estado emocional e espiritual interior se reflete na aparência física.
Um espírito alegre e em paz embeleza o semblante, enquanto a dor ou tristeza interior oprime e abate o ser humano.
A frase indica que a verdadeira beleza não é apenas superficial, mas transparece de um interior feliz, cheio de gratidão e fé (Pv 15.13).
é certo que, segundo a Bíblia, "o coração alegre é um banquete contínuo", indicando que a felicidade é um estado de espírito constante, não apenas um momento.
A segunda parte do versículo, em acordo com a métrica hebraica, há uma contraposição de ideias: "mas pela dor do coração o espírito se abate" (ou "a tristeza do coração oprime o espírito").
Isso mostra que angústias internas podem tornar o semblante pesado e abatido.
A Palavra oferece essa alegria que está associada a uma perspectiva de vida baseada na fé, onde o medo é superado pela confiança em Deus.
O versículo é um convite para cultivar a alegria interna, cuidando da saúde emocional e espiritual, o que naturalmente reflete em um sorriso e uma expressão mais leve e atraente.
A cada dia é uma oportunidade de alegria como diz o salmista: "Este é o dia em que o Senhor agiu; alegremo-nos e exultemos neste dia” (Sl 118.24).
Por fim, há um texto conhecido que afirma que a alegria divina é a fonte de vigor, superando tristezas e circunstâncias difíceis.
Essa força não depende de fatores externos, mas do poder, amor e presença de Deus no coração, renovando o ânimo mesmo em momentos de dor, luta ou reconstrução.
A frase foi dita pelo líder Neemias ao povo de Judá, que estava entristecido ao ouvir a lei, após voltarem do exílio e encontrarem Jerusalém em ruínas.
Não é uma alegria passageira do mundo, mas uma força que vem do Espírito Santo, capaz de trazer coragem e esperança (Ne 8.10).
A alegria no Senhor é vista como uma ordem para não se entristecer, confiando na soberania de Deus.
Assim como na reconstrução dos muros por Neemias, essa alegria fortalece os fiéis diante de zombarias e conspirações.
sexta-feira, 27 de março de 2026
A batalha espiritual é real
Bíblia mostra que existe uma batalha espiritual entre os servos de Deus e os servos do diabo.
Todo crente está envolvido na batalha espiritual.
Devemos resistir ao adversário, mas não precisamos ter medo dele, porque Deus é mais forte que todos os nossos inimigos.
A Palavra mostra que nossa luta não é contra seres humanos.
A verdadeira batalha é contra forças espirituais malignas que têm autoridade sobre nosso mundo (Ef 6.11-12).
O diabo que destruir a humanidade e ele não desiste quando uma pessoa se converte. Por isso, precisamos estar prontos para lutar (1 Pd 5.8-9).
A batalha espiritual é nossa luta contra tudo que nos afasta de Deus.
O Espírito revela que há três grandes inimigos a serem vencidos: o mundo, nossa natureza carnal e o diabo.
É certo que o adversário governa as forças espirituais em rebelião contra Deus (Jo 10.10).
Já o mundo está amaldiçoado por causa do pecado, é dominado pelo diabo e tem muitas tentações que tentam tirar o foco do cristão (1 Jo 5.19).
Enfim, a velha natureza têm uma tendência para pecar e faz necessário lutar contra esses desejos (Gl 5.16-17).
Esses três inimigos podem atuar juntos ou separados contra o fiel.
Por isso é mister resistir ao diabo através do rejeitamento de suas mentiras e declarando a verdade de Deus (Tg 4.7).
Ainda mantendo a santificação sem a qual ninguém verá ao Senhor, escolhendo não se contaminar com o mundo (1 Jo 2.15-17).
Superando o esgotamento espiritual
A luta espiritual pode causar exaustão física, emocional e espiritual profunda.
Sendo descrita como uma batalha invisível que gera desânimo, opressão e enfraquecimento da fé.
Cristãos são instruídos a se revestirem da armadura de Deus e buscarem forças no Senhor, e não em si mesmos, para resistir às ciladas do mal.
A guerra espiritual é considerada uma realidade diária que afeta áreas como família, trabalho e saúde emocional, frequentemente resultando em sensação de travamento e cansaço extremo.
A estratégia do maligno é causar opressão, medo e desânimo, com o objetivo de afastar as pessoas da oração e de Deus.
A resistência no "dia mau" não se vence com armas humanas, mas através do poder do Espírito Santo, oração e jejum.
Para superar o esgotamento, a orientação bíblica é utilizar a "armadura de Deus" (fé, verdade, palavra) para se manter inabalável.
A sensação de perda de forças é momentânea para quem busca o fortalecimento espiritual, sendo o combate uma chamada para a vigilância e não para o comodismo.
A batalha espiritual é uma luta real que todos enfrentamos. Muitas vezes, não a vemos, mas ela impacta nossas vidas de maneiras profundas. Lutar no mundo espiritual significa enfrentar desafios que nos cercam, como dúvidas e medos. Essa luta ocorre diariamente. As Escrituras nos alertam para ficarmos atentos e preparados.
Entender essa batalha é crucial. Quando reconhecemos que existem forças espirituais em ação, podemos nos equipar melhor. A Bíblia diz que nossa luta não é contra carne e sangue. Em vez disso, é contra os poderes e principados deste mundo.
Estar ciente disso nos ajuda a buscar a orientação divina. Devemos nos lembrar de que não estamos sozinhos. Deus está conosco nessa batalha. Ele nos fornece as armas necessárias para vencer. Versículos e orações nos guiam e fortalecem. Quando colocamos nossa fé em ação, podemos superar qualquer desafio.
Além disso, a fé é um escudo poderoso. Ela nos protege das mentiras e ataques do inimigo. Em momentos de fraqueza, podemos clamar a Deus. Ele sempre responde e nos dá a força para continuar lutando.
sexta-feira, 20 de março de 2026
Busque a paz e siga-a
"Busque a paz e siga-a" é a orientação do apóstolo Pedro aos cristãos.
É ao mesmo tempo um convite bíblico para afastar-se do mal, praticar o bem e cultivar a harmonia interior e exterior.
O crente deve se esforçar ao máximo para permanecer na paz de Deus e tudo que for contrário a isso deve ser rejeitado.
A paz é descrita não como ausência de problemas externos, mas como um estado interior de consciência tranquila (1 Pd 3.11).
A verdadeira paz não resulta da gestão dos próprios conflitos, como orgulho e desejo de ter sempre razão.
Deve sim é sim saber perdoar, ser indulgente e, como ensinado em "Amai vossos inimigos", retribuir o mal com o bem.
Mais do que apenas desejar a tranquilidade, o convite é para "segui-la" e "empenhar-se" por alcançá-la, superando dificuldades que surgem.
É certo que a paz é um estado interior que pode ser mantido mesmo diante de problemas externos.
A paz de Deus supera qualquer ambiente intraquilo ou de opressão.
A frase destaca que a paz é uma construção ativa, baseada no autoconhecimento e na conduta ética, em vez de depender apenas de circunstâncias favoráveis.
Já o apóstolo Paulo destaca que "a paz de Deus, excede todo o entendimento".
Ele descreve ela como uma tranquilidade sobrenatural que supera a compreensão humana (Fl 4.7).
Ao mesmo tempo que guarda o coração (emoções) e a mente (pensamentos) em Cristo Jesus.
Ratificando mais uma vez que essa paz não depende de circunstâncias externas, permitindo serenidade mesmo em meio a lutas e ansiedades.
É uma paz que não faz sentido lógico diante de crises ou dificuldades.
Funciona como um "sentinela" que protege as emoções e pensamentos contra a ansiedade e o desespero.
A paz é garantida quando se apresenta todas as necessidades a Deus através da oração, súplica e ações de graças, substituindo a ansiedade pela confiança.
Enfim, é um estado de segurança interna em Deus, independentemente de problemas externos e só se mostra confiança em Deus, inteiramente quando não se anda ansioso, mas entrega tudo a Deus, recebendo assim essa proteção emocional e mental.
Que igreja há hoje?
Considerando o número sete como simbólico, (significa plenitude, perfeição) e aquelas igrejas como figuras de todas e em todas as épocas, considerando também nós como igrejas vivas, qual, pois seria a melhor descrição nossa?
Ou, como tem sido nosso testemunho diante dEle? Ainda, o que Ele tem dito de nossa comunidade ou de nós?
Muitos querem e podem até se considerar uma “Filadélfia” ou “Esmirna”, mas será que são mesmo? Alguns de Sardes achavam que estavam “vivos”, mas diante Daquele que tem os sete Espíritos de Deus fica explícita sua morte espiritual.
Interessante notar que ela tinha pouca força. Então, força não é garantia de fidelidade! Em mais uma igreja (Esmirna) também se fala “aos que se dizem judeus, mas não são” que blasfemavam, chamando-os, nos dois casos, de sinagogas de Satanás. Pessoas com aparente religiosidade, mas, servindo ao adversário?
Nicolaítas era algo que Deus não gostava, mas na Bíblia não encontramos maiores explicações. Já, ao contrário, Balaão está claro que se refere ao profeta que instiga o povo a pecar e assim ser amaldiçoado.
Para a igreja de Éfeso, a única observação negativa foi ter deixado a primeira caridade. Seria uma congregação de “crentes antigos” que não tinham mais aquele vigor espiritual do início de sua conversão? Precisamos sempre ser, no aspecto de primeiro amor, novo-convertido?
Tolerar Jezabel, uma rainha idólatra e assassina, era o problema de alguns de Tiatira e passariam por uma grande tribulação caso não se arrependessem de suas obras e os filhos seriam feridos de morte. Seria um erro de omissão, falta de postura correta?
Para a igreja de Laodicéia, disse “não és frio nem quente”, seria isso um medo de dizer a verdade?
Pessoas que estão divididas entre servir a Deus e o mundo?
Estariam elas com a Palavra sufocada pelos espinhos (os cuidados desta vida, embaraços), como na parábola da semente?
Outra observação foi:” Rico sou, e estou enriquecido, e de nada tenho falta (e não sabes que és um desgraçado, e miserável, e pobre, e cego, e nu)”, “tens nome de que vives e estás morto”.
Seria uma igreja que tinha muitos recursos materiais, ao contrário de outras, só que não “investia” atenção, tempo e recursos no mundo espiritual?
Precisamos sempre nos analisar para vermos onde está o nosso coração e não colocarmos a nossa esperança nas riquezas.
Não podemos nos esquecer de priorizarmos o reino dos céus!
Em todos os tempos: Igreja é igreja
Nos capítulos 2 e 3 do Livro do Apocalipse há o relato das cartas às igrejas da Ásia.
Deus se apresenta a cada uma delas de maneira diferente, mostrando que as conhecia profundamente.
Sabia das suas obras (disse para todos os anjos das igrejas), trabalho, paciência, tribulação, blasfêmia, caridade, fé – contudo não encobria os erros, como: “tolerar Jezabel”, “não és frio nem quente”, “seguir a doutrina de Balaão” e outros.
Isso mostra a responsabilidade que os anjos da igreja tem – tratados como estrelas, pois Deus trata diretamente com eles.
É óbvio que muitos destes problemas talvez nem sejam deles diretamente, mas eram da igreja que eles cuidavam - castiçais.
Ele se apresenta como: “aquele que tem na sua destra as sete estrelas e anda no meio dos sete castiçais de ouro”, “o Primeiro e o Último, que foi morto e reviveu”, “aquele que tem a espada aguda de dois fios”, etc.
Nota-se que há uma diversidade de características nas igrejas e “alguns paradoxos são revelados: “pobreza (mas tu és rico)”,” Rico sou, e estou enriquecido, e de nada tenho falta (e não sabes que és um desgraçado, e miserável, e pobre, e cego, e nu)”, “tens nome de que vives e estás morto”, “tendo pouca força, guardaste a minha palavra e não negaste o meu nome”. Igreja que “deixou a primeira caridade” e outra que “as últimas obras são maiores que as primeiras”.
Enfim, há igreja que “aborrece as obras dos nicolaítas” e outra que segue: “alguns que seguem a sua doutrina”.
Filadélfia era uma igreja sem mácula, fiel – apesar de ter pouca força?
Laodicéia se achava rica e Ele se apresenta como a testemunha verdadeira, mostrando a sua realidade, repreendendo-a porque a amava.
Sardes é um exemplo de vida cristã aparente apenas.
Esmirna é uma igreja atribulada, pobre materialmente, sofrendo blasfêmias.
Pérgamo é a igreja que apesar de estar num local espiritualmente difícil se mantinha fiel – apesar de umas poucas coisas desfavoráveis.
Tiatira a igreja que tolerava Jezabel.
Éfeso deixou o primeiro amor, contudo colocou à prova alguns que se diziam apóstolos e os achou mentirosos.
quinta-feira, 19 de março de 2026
Em tudo dai graças
Paulo ensinou aos crentes de Tessalônica a serem agradecidos por tudo a Deus.
Ele mostra que transformar a gratidão em hábito pode ser feito com ações práticas.
"Em tudo dai graças" é uma exortação bíblica que orienta cristãos a agradecerem a Deus em todas as circunstâncias, boas ou ruins, pois isso representa a vontade divina.
A frase incentiva a gratidão contínua, enxergando a soberania de Deus em meio às dificuldades (1 Ts 5.18).
Ao contrário, a ingratidão é não reconhecer o bem que alguém nos fez.
A pessoa ingrata não valoriza as bênçãos que recebeu nem agradece.
A Bíblia encara a ingratidão como um pecado grave e um sinal de rebeldia, muitas vezes associada a tempos difíceis e ao egoísmo, onde o bem recebido não é reconhecido.
É uma recusa em reconhecer a bondade divina e as bênçãos recebidas (Jr 2:31).
O apóstolo alerta que pessoas ingratas serão comuns nos últimos dias, sendo a ingratidão uma atitude de rebeldia que ignora as bênçãos.
A ingratidão é listada como uma característica de tempos difíceis, junto com o egoísmo, a soberba e a falta de amor.
O cristão deve se afastar-se daqueles que demonstram ingratidão crônica e comportamentos destrutivos, mesmo quando tem aparência de religiosidade, mas suas ações negam o verdadeiro poder de Deus (2 Tm 3.1-5).
Jesus curou dez leprosos, mas apenas um voltou para agradecer (um samaritano), destacando a rara atitude de gratidão (Lc 17.15-18).
A ordem divina é para agradecer em todas as situações, e não necessariamente pelas coisas negativas em si, mas sim pela presença e soberania de Deus em todos os momentos.
Esta atitude é considerada a vontade de Deus em Cristo Jesus para os fiéis.
Agradecer em tempos difíceis é um ato de obediência e fé, reconhecendo que Deus é justo e amoroso, mesmo quando não compreendemos o cenário atual.
Agradecer ajuda a superar o luto e as dores da vida, focando na bondade divina e não na circunstância dolorosa, mudando o foco das atenções.
A expressão, portanto, representa um chamado para manter um coração grato e uma postura de adoração contínua.
A gratidão tem o poder de melhorar relacionamentos, reduzir tensões e criar uma atmosfera de esperança.
Agradecer faz com que pequenas conquistas sejam valorizadas e que os desafios sejam vistos como oportunidades de aprendizado.
Enfim, dar graça em tudo implica, então, em reconhecer que nossa vida está nas mãos do Deus Pai, que vivemos sob o senhorio de Cristo e somos sustentados pelo Espírito Santo.
quarta-feira, 18 de março de 2026
Crescendo na graça e no conhecimento
O apóstolo Pedro destaca a necessidade do cristão acerca do crescimento espiritual.
Crescer na graça e no conhecimento é um dever do crente que segue a Cristo.
É um chamado contínuo ao amadurecimento cristão.
Significa aprofundar o relacionamento com Jesus Cristo (conhecimento) e depender mais da capacitação divina (graça), equilibrando o ensino bíblico com a vida prática para resistir a falsos ensinos e glorificar a Deus (2 Pd 3.18).
A ordem bíblica é ativa ("crescei"), indicando que a vida cristã não deve ser estática, mas de constante progresso.
Uma forma conhecida de crescer espiritualmente é se alimentar da palavra de Deus.
Dependendo da fase o alimento é mais leve, para os maduros os alimentos devem ser mais sólidos (1 Pe 2.2; 1 Co 3.1,2; Hb 5.12-14).
Outra maneira eficaz é adquirir o hábito da oração.
O apóstolo fala de "orar sem cessar", nos aproximamos mais do Senhor Jesus (1 Ts. 5.17; Tg 4.7)
Isso envolve o aumento da dependência de Deus, o fortalecimento no amor e a prática da graça em relacionamentos.
É certo que crescer no conhecimento de Deus não é apenas um fortalecimento do intelecto, mas um conhecimento transformador e relacional de Jesus Cristo com aprofundamento e discernimento espiritual.
Isso se faz necessário pois a falta de conhecimento leva ao desvio, enquanto a falta de graça gera legalismo.
Como o objetivo final do fiel é chegar na glória de Deus, então a resistência à apostasia em um mundo hostil exige uma preparação continuada e direcionada pelo Mestre.
Só há comprovado crescimento nas coisas do Altíssimo quando se vê jorrando da vida do seguidor de Jesus o fruto do Espírito que é produzido pela comunhão com o Espírito, dominando o "eu" e exercendo ações de graça durante a sua vida.
terça-feira, 17 de março de 2026
Deus bate à porta
Cuidar do coração na Bíblia significa proteger o interior (mente, emoções e vontade), pois dele procedem as fontes da vida.
O sábio exorta a guardar o coração diligentemente.
Isso envolve encher a mente com a Palavra de Deus, manter a pureza, evitar a ansiedade, praticar o perdão e buscar a sabedoria divina (Pv 4.23).
A frase "Deus bate na porta do nosso coração" encontra-se em Apocalipse.
Ela representa o convite divino para um relacionamento íntimo, amoroso e transformador.
Significa que Deus respeita e aguarda a própria pessoa decida abrir a porta para recebê-lo, trazendo paz e conversão (Ap 3.20).
Uma comparação é a de Jesus batendo em uma porta que só tem maçaneta pelo lado de dentro, simbolizando que a decisão de abrir é exclusivamente do ser humano.
Ele bate à porta constantemente, aproveitando diversas circunstâncias, como momentos de oração, alegria, angústia ou reflexão.
Abrir a porta significa dar espaço para Deus na vida, família e decisões, permitindo que Ele guie a vida, gerando transformação interior.
A mensagem alerta contra a indiferença ou "mornidão" espiritual, incentivando uma mudança de vida (conversão) sincera, e não apenas de fachada.
Ao abrir, a promessa é de uma ceia, significando intimidade, amor profundo e comunhão entre a pessoa e Jesus.
Deus não força a entrada; Ele espera pacientemente que o coração esteja pronto para ouvir a Sua voz e acolhê-lo, permitindo a mudança de atitude e a renovação da fé.
Já o inimigo O inimigo invade o coração humano aproveitando brechas emocionais e espirituais, como raiva, medo, orgulho e cobiça.
Ele busca controlar pensamentos e afastar o indivíduo da presença de Deus.
Essa ação ocorre quando a guarda está em dúvida sobre a bondade divina.
As possíveis brechas são devido a quebra da comunhão com Ele.
O afastamento de Deus dão legalidade para o ataque, semelhante ao que ocorreu com Saul, ou de outra forma, o inimigo está em trevas e se o cristão sair da luz, entrará em seu território, necessitando ser sóbrio e vigilante para evitar ser "tragado" (1 Pd 5.8).
Enfim, a melhor defesa é encher o coração com a presença de Deus, oração e Palavra, para que o inimigo não encontre espaço e liberar perdão fechando a porta para o inimigo.
segunda-feira, 16 de março de 2026
O meu reino não é deste mundo
Na Bíblia, "os reinos deste mundo" representam os governos humanos, sistemas políticos e a esfera de influência terrena, frequentemente associados a poderes temporais e ao domínio de Satanás (Lc 4.5-7).
Jesus declarou a Pilatos que seu Reino não é deste mundo, destacando que sua soberania é espiritual e eterna, distinta das divisões e lutas políticas terrenos (Jo 18.36).
Enquanto os reinos terrenos são passageiros e focados no poder, o Reino de Deus (ou dos Céus) é eterno, baseado na verdade, justiça e no coração dos crentes.
O profeta Daniel 7:27 relata que o domínio de todos os reinos debaixo do céu será, no fim, dado ao povo santo do Altíssimo, estabelecendo um reino eterno (Dn 7.27).
O apóstolo João ensina que, por não pertencerem a este sistema, os cristãos devem focar na pregação do Reino de Deus e manter neutralidade política e na tentação do deserto, Jesus respondeu:"O meu Reino não é deste mundo. Se o meu Reino fosse deste mundo, os meus ministros se empenhariam por mim, para que eu não fosse entregue aos judeus (Jo 18.36-38).
O conceito bíblico de reino contrasta a fragilidade e a corrupção dos reinos humanos com a eternidade e a justiça do Reino de Deus.
A visão dada a Daniel sobre a pedra, cortada sem mão, que feria a estátua nos pés de ferro e de barro, e os pulverizava é representativa do Reino de Deus.
Por outro lado, foram pulverizadas todas as demais partes da estátua (os reinos deste mundo), e desapareciam levadas pelo vento.
E então a pedra, que havia ferido a estátua, se fazia um grande monte, que enchia toda a terra.
Segundo a Bíblia, estanos no fim, no último reino mundial representado pelos pés, uma multiplicidade de reis sem que nenhum deles tenha o domínio.
sábado, 14 de março de 2026
O aniquilamento do dragão e seus seguidores angelicais
O aniquilamento do dragão e seus seguidores angelicais refere-se ao confronto apocalíptico onde o dragão (simbolizando o caos e a escuridão espiritual) e seus anjos seguidores são derrotados.
Esta narrativa bíblica representa a vitória da justiça divina, frequentemente retratada como a queda das forças malignas que tentam destruir a criação.
Após a aplicação da justiça de Deus sobre os seus inimigos humanos na batalha do Armagedom, há ainda as hostes espirituais que serão destruídas com o assopro da boca dEle, dando assim fim a todos os inimigos de Deus: de ordem material/terrena e/ou espiritual.
No verso 7 ao 10, do capítulo 20 de Apocalipse, há o relato sucinto da destruição de Satanás junto com os anjos que “caíram” com ele na terra e presos espiritualmente em trevas.
O texto sagrado diz que eles serão soltos e subirão contra a cidade amada, entretanto, descerá fogo do céu e os devorará, como descrito também no livro do profeta Ezequiel.
A antiga serpente (um ser espiritual), que rasteja no pó, sem entender as coisas espirituais, porque está preso em cadeias de escuridão, pelo tempo de mil anos, desde que ele se rebelou contra Deus.
Esse período de mil anos é semelhante ao tempo daqueles que aceitaram a Jesus como Senhor, vivendo e reinando com Ele – os santos participam da glória divina, vencem a besta, não recebendo o sinal dela em suas testas nem em suas mãos.
O período de mil anos harmoniza também com os reinos deste mundo, como descrito no livro do profeta Daniel, bem como do Reino que não será jamais destruído e será estabelecido para sempre, mas sendo levantado durante o reinado dos impérios mundiais e corresponde ainda ao tempo da primeira ressurreição.
Na conversão, e passa da morte espiritual para a vida, sendo os convertidos, sacerdotes de Deus e reinam com Ele.
E, finalmente, esse período de mil anos condiz ao tempo da revelação de Deus, a pregação do Evangelho, desde o princípio do mundo até o aniquilamento dos reinos na vinda de Jesus. Sendo que, aqueles que vivem e reinam com Cristo, aqui durante os mil anos, também viverão e reinarão com Ele a eternidade toda.
Sobre o aniquilamento do dragão e seus seguidores, o Senhor fala ao profeta Ezequiel que colocará anzóis no queixo de seu adversário e seus anjos, juntamente irão atacar a cidade amada, o Israel de Deus e de lá, de onde saiu em rebeldia, será derribado/destruído com o sopro de Sua boca.
sexta-feira, 13 de março de 2026
De volta às catatumbas
As catacumbas de Roma são túneis extensos e espaçosos que foram escavados debaixo da cidade com a finalidade de servir de cemitério.
Os romanos tinham tanto pavor da morte que queriam mantê-los fora de vista.
As catacumbas eram escavadas pelos escravos e para lá os romanos mandavam seus mortos, que eram enterrados em túmulos nas paredes.
Quando no final dos anos 60 o Império Romano começou a perseguir os cristãos e a proibir que eles se reunissem para adorar a Cristo, as catacumbas se tornaram o lugar preferido pelos discípulos de Jesus em Roma para se encontrarem e juntos cultuarem a Deus.
Essa situação perdurou durante os primeiros quatro séculos depois de Cristo.
A perseguição agora vem de dentro das comunidades religiosas e a parte da Igreja que mais cresce no Brasil é aquela que está fora das instituições.
O Brasil caminha para ser um dos maiores países de "desigrejados" do mundo, com projeções indicando um aumento contínuo desse grupo nas próximas décadas.
É um protesto contra as estruturas corrompidas de falso poder religiosos!
Eles são cristãos, principalmente evangélicos, que mantêm a fé, a leitura bíblica e a comunhão com Deus, mas abandonaram a frequência às instituições religiosas.
Esse fenômeno acontece devido a diversas situações e em cada caso deve ser analisado de forma particular.
Em suma são decepções com lideranças, escândalos ou divergências políticas e para manter a sanidade mental e psicológica, eles preferem se afastar daquilo que lhe fazem mal: a instituição religiosa.
Pesquisas indicam que este grupo cresce, principalmente em São Paulo e tem maior incidência entre jovens e pessoas com ensino superior.
O fenômeno é visto como um protesto contra a burocratização da fé, manipulação religiosa, enfim, é um movimento rumo a uma espiritualidade autônoma, informal, mostrando de forma bem explícita a ineficiência da estrutura eclesiástica.
Esses crentes continuam acreditando em Deus e em Jesus, continuam a fazer suas orações, meditações na Palavra, se reunindo em pequenos grupos informais, sem a necessidade de um templo físico.
Tomando a cruz
Nos evangelhos, há textos maravilhosos em que aparece a generosidade de pessoas que foram chamadas a seguir Jesus.
Elas largaram tudo para atender ao seu convite. É certo que o Único que tem poder de chamar e continuar chamando é Deus!
Seguir Jesus é uma expressão para indicar a condição de ser seu discípulo, sua discípula.
Caminhar com ele, ao lado dele, como muitos faziam, era uma espécie de escola, de tempo de formação e um modelo para toda a vida.
Mesmo não andando com Jesus o tempo todo, o discípulo ou a discípula tinha sempre em mente estar caminhando com ele, seguindo os seus passos.
O ato de "tomar a cruz" implica estar disposto a perder a vida por amor a Cristo para encontrá-la.
A frase "Vem, e segue-me" é um convite direto de Jesus Cristo registrado várias vezes na Bíblia.
Destaca o chamado ao discipulado, desapego material (deixando prioridades mundanas) e confiança em Deus.
Envolve negar-se a si mesmo, carregar a cruz diariamente e priorizar tesouros celestiais, enfatizando o desapego e o seguimento radical.
O Mestre chamou Mateus para segui-lo e o publicano Levi prontamente deixa tudo e o segue (Mt 9.9).
Ao jovem rico, de igual modo, o chamou: "Se queres ser perfeito, vai, vende tudo o que tens e dá-o aos pobres, e terás um tesouro no céu; e vem, e segue-me" (Mt 19.21).
O Criador amplia o chamado para todos: "Se alguém quer vir após mim, negue-se a si mesmo, e tome cada dia a sua cruz, e siga-me" (Lc 9.23).
A vida é bela demais para ficar reduzida em pequenas coisas e hoje o Senhor também te faz esse convite: “Vem e Segue-me”.
Deixe se conduzir para onde o Senhor quiser pois é assim que Deus nos conduz para o céu!
A Igreja está em terra estranha
A semana final do Apocalipse é dividida em dois períodos de meia semana (3,5 dias ou 3,5 períodos de Deus).
A separação se dá pela citação de que no meio da semana, ele, o Messias, “faria cessar o sacrifício e oferta de manjares” (vs 27).
Cumpriu-se isto quando Cristo morto pelos judeus tornava inúteis os sacrifícios e ofertas determinadas pela lei (Hb 10.1, 8 a 11; Jo 1.17).
Para que cessasse de fato toda religiosidade vã definida pela lei foi, então destruído o templo e a cidade de Jerusalém pelo “povo do príncipe que havia de vir”.
Desde então nunca mais se realizou tais rituais.
O povo citado refere-se ao romano que, no ano 70 aD, com seus exércitos, não deixaram pedra sobre pedra (Mt 24.2; Lc 21. 20 a 24).
Desde esse acontecimento transcorre a metade da última semana conforme está no texto de Dn 9.27: “sob as asas das abominações virá o assolador e isso até a consumação”.
Aqui está o período da grande tribulação que vai se desenrolar até o fim, incluindo a destruição do assolador.
A tribulação será grande por vários motivos: pela presença do anticristo, que já está presente no mundo (1 Jo 2.18 e 4.3; 2 Ts 2.7) e sua oposição ao evangelho (2 Co 1.8); pela grande fúria do mal (Ap 12.9,12); por causa da multiplicação da iniquidade ou avanço das trevas (Mt 24.9 a 12; 1 Tm 4.1,2; 2 Tm 3. 1 a 4); pela manifestação e avanço da besta (Ap 13.1,3, 7), que são os domínios deste mundo não sujeitos a Deus (Ap 17.9 a 12); e por estar chegando o tempo da saída da Igreja do mundo": ela está em terra estranha (1 Pd 4.12; Jo 17.14 a 16).
Referem-se a este meio período final também as passagens de Ap 12. 6 e 14; 13.5. Paulo nos exorta (1 Ts 3.3; Fp 1.28 a 29; 2 Co 1.7).
Ninguém sabe quando se dará o arrebatamento da Igreja, findando as setenta semanas, mas sabemos que é a nossa missão pregar o evangelho e dar testemunho de Cristo diante dos homens.
Com a volta de Jesus voltar terminará a tribulação e passaremos a desfrutar com ele da paz e glória celestiais. (2 Ts 1.7)
terça-feira, 10 de março de 2026
Elas têm poder para fechar o céu
Esta frase refere-se às duas testemunhas descritas em Apocalipse, no intervalo entre a sexta e a sétima trombeta, agora no capítulo onze.
O texto sagrado relata a presença de duas testemunhas, que são as duas oliveiras e os dois castiçais (Ap 11.4) que estão diante de Deus, que deveriam profetizar, assim como o amado do Mestre, por 1.260 dias, vestidas de pano e saco.
Elas recebem poder de Deus para profetizar vestida de saco (humildade/humilhação) por 1.260 dias, fechando o céu para não chover como o sinal dado pelo profeta Elias (1 Rs 17).
Podem, de igual modo, transfor águas em sangue e ferir a terra com pragas como no Egito.
Na passagem do Senhor pela terra do Egito e consequente saída do seu povo para o deserto, foi marcada com muitos sinais, alguns deles imitados pelos magos, antretanto, a partir da praga dos piolhos, eles mesmos disseram: “isto é o dedo de Deus” (Ex 8.19).
Esse poder é parte de seu ministério de evangelização desde o começo do mundo relatado em Gênesis: "...têm poder para fechar o céu, para que não chova, nos dias da sua profecia; e têm poder sobre as águas para convertê-las em sangue..." (Ap 11.6).
As duas testemunhas também são conhecidas por "duas oliveiras ou dois castiçais".
Além de fechar o céu, podem transformar água em sangue e causar pragas na terra, fogo sai da boca delas para devorar inimigos que tentarem matá-las antes de seu tempo.
Após seu testemunho, a besta do abismo as combaterá!
O texto ecoa os poderes dos profetas Elias (que fechou o céu) e Moisés (que transformou águas em sangue e enviou pragas no Egito), indicando um ministério focado em sinais e chamado ao arrependimento.
Se alguém tentar causar-lhes algum dano, da boca deles sairá fogo que devorará os seus inimigos mostrando autoridade divina para concluir o seu chamado: "Se alguém lhes quiser fazer mal, fogo sairá de sua boca e devorará os seus inimigos" (Ap 11.5).
E continua o texto sagrado: "Elas têm “poder para fechar o céu, para que não chova nos dias da sua profecia; tem poder sobre as águas para convertê-las em sangue e para ferir a terra com toda a sorte de pragas”, quantas vezes quiserem como no Egito de Faraó" (Ap 11.6).
Lembrando que, quando acabarem o seu testemunho, a besta que sobe do abismo lhes fará guerra, e as vencerá, e as matará (Ap 11.7).
Seus cadáveres descansarão “na praça da grande cidade que, espiritualmente, se chama Sodoma e Egito, onde o seu senhor também foi crucificado”, isto é, aqui mesmo nessa terra (Ap 11.8).
Lembrando ainda, que elas têm de Deus uma promessa, depois de três dias e meio, o espírito de vida, vindo de Deus, entrará nelas, e subirão ao céu em uma nuvem (Vs. 11 e 12).
domingo, 8 de março de 2026
Edificarei a minha igreja
"Edificarei a minha igreja" é uma promessa de Jesus, afirmando que Ele fundará sua comunidade sobre a "pedra" (confissão de fé de Pedro), que é Ele mesmo.
O Eterno garante que, mesmo diante de oposições ("portas do inferno"), a igreja prevalecerá, sendo Cristo o verdadeiro edificador (Mt 16.18).
Ocorre após Pedro declarar que Jesus é "o Cristo, o Filho do Deus vivo".
A guerra contra a comunhão humana com o Criador ocorre desde a criação.
No capítulo 12 de Apocalipse, relata a igreja sendo representada por uma mulher, grávida e com ânsias de dar à luz.
Ela tem anunciado o nascimento do Deus Homem desde o livro do Gênesis, uma longa gestação aos olhos humanos, mas para o Altíssimo, é o tempo que já tinha projetado a salvação da humanidade através do sangue do Cordeiro, e disse ao apóstolo Pedro que Ele mesmo executaria essa missão: “edificarei a minha igreja e as portas do inferno não prevalecerão sobre ela. ”
Outro sinal no céu também é visto: um grande dragão vermelho, sete cabeças e dez chifres e, sobre a cabeças, sete diademas.
Mostra estultícia, as sete cabeças, se apresenta de inúmeras formas, “transfigura-se até em anjo de luz” e os dez chifres é indício de uma quantidade de poder muito grande, não devemos se iludir, é uma das mais poderosas criaturas dEle, entretanto, também formado pelo Criador.
É um ser muito glorioso, tanto que o profeta Ezequiel disse que ele andava no meio das pedras afogueadas e que toda pedra preciosa era a sua cobertura, até que se achou iniquidade nele.
O sacrifício de Jesus purificou até os céus, e os anjos rebelados e os outros indecisos precisavam tomar uma posição, por Deus ou contra Ele.
Satanás e os anjos arrastados por sua cauda, foram derribados e lançados sobre a terra. Parou diante da mulher, querendo tragar o Filho, mas Ele foi escondido em Deus, apesar da perseguição desde o Herodes, matando as crianças em Israel.
Agora, o dragão derribado e seus anjos, não podem nada contra o Filho e vão perseguir a mulher. Fazem guerra ao resto da sua semente, que são os que guardam os mandamentos de Deus e têm o testemunho de Jesus Cristo.
Tendo resiliência espiritual
Resiliência significa, entre outros, saltar para trás, voltar saltando.
Outro significado da palavra é maleabilidade ou flexibilidade.
Este significado me remete a um dos pássaros mais admirados por sua flexibilidade, o beija-flor.
Outra capacidade beija-flor é voar em todas as direções, inclusive voar para trás.
Há momentos nos quais o cristão necessita “voar para trás” ou como descrito pelo Apóstolo João no Apocalipse, voltar ao primeiro amor.
Isso foi cobrado de uma comunidade religiosa paciente que sofria muito com os falsos apóstolos e aborrecia as obras dos nicolaítas, a igreja de Éfeso na primeira carta às igrejas do Apocalipse.
É uma forma de recordar o quão vibrante era sua caminhada com Deus no princípio.
O primeiro amor representa uma dedicação total e um relacionamento apaixonado, não apenas serviço automático ou conhecimento teórico de Deus.
Ele é um chamado de Jesus para reavivar a paixão, a devoção e a intimidade sincera do início da caminhada cristã.
Aos pastores (estrelas), o Mestre adverte que, sem arrependimento, o "candelabro" (a luz, a influência da igreja/indivíduo) pode ser removido (Ap 2.5).
Envolve reconhecer o esfriamento espiritual, arrepender-se e retomar as "primeiras obras" (oração, leitura da Bíblia e comunhão), priorizando o relacionamento com Deus acima da rotina.
Jesus elogia a igreja de Éfeso por seu trabalho, perseverança e firmeza doutrinária, mas a repreende por abandonar o amor fervoroso que tinham no início (Ap 2.1-7).
É necessário o cristão se avaliar e verificar se o amor esfriou e pedir perdão, retomando as atitudes iniciais de devoção (oração, adoração, estudo bíblico).
Enfim, se a modernidade requer das pessoas um comportamento de adaptação à transformação, um preparo intelectual/psicológico para o enfrentamento das adversidades e do novo, voltar ao primeiro amor é, portanto, um processo de renovação espiritual e de reposicionar Jesus como o centro absoluto da vida.
A pedra reina
Pedras foram utilizadas no Antigo Testamento (como no Jordão) para lembrar os feitos de Deus.
As pedras funcionavam como uma ferramenta educacional para que, quando as gerações futuras perguntassem sobre o significado das pedras, os pais pudessem relatar como Deus cortou as águas do Jordão.
Doze pedras foram retiradas do leito do rio Jordão e erguidas em Gilgal por ordem divina.
Elas serviam como um memorial perpétuo para lembrar as futuras gerações da travessia a seco do rio e da fidelidade de Deus na conquista de Canaã (Js 4).
Na Bíblia, a "pedra" é também uma metáfora poderosa para Jesus Cristo e simboliza segurança e estabilidade para quem confia nEle.
Ele é citado como a "pedra angular" ou "principal", sua imagem da pedra principal liga a estabilidade da construção à firmeza espiritual, sendo essencial para a estrutura (Sl 118.22; Ef 2.20).
A pedra simboliza o alicerce firme, a base de salvação e a autoridade suprema na fé cristã.
É verdade que ela foi rejeitada pelos construtores (Israel), tornou-se a pedra mais importante, sendo também descrita como rocha de tropeço para os desobedientes.
Representa Jesus como a base sobre a qual a igreja e a vida do crente são edificadas, contudo, ao mesmo tempo ela é pedra de tropeço pela rejeição ou queda para aqueles que desobedecem à palavra.
O profeta Daniel no capítulo 2 e verso 44 de seu livro, relata que durante os reinados transitórios desse mundo (Egito, Assíria, Babilônia, etc), já havia um reino, especificado pela pedra (um reino coeso e sem aparência) que não passaria jamais, o reino da pedra.
Isso é ratificado de igual modo no início do Apocalipse, no verso 6 do primeiro capítulo com uma célebre revelação do reinado eterno de Cristo, uma realidade já cantada no Salmo 93.
É certo que, literalmente, o Senhor reina desde sempre e o seu reino é espiritual e eterno, não passará jamais, ao contrário dos reinos deste mundo que são momentâneos, passageiros.
No segundo livro da Bíblia, no capítulo 19 e verso 6, o Senhor deixa claro a Moisés que o plano dEle para o seu povo é que eles seriam um “reino sacerdotal”: “E vós me sereis reino sacerdotal e povo santo.Estas são as palavras que falarás aos filhos de Israel”.
O escritor aos Romanos igualmente explica que as pessoas nascem mortas em trevas, isto é, afastadas do Criador e por isso pecam, mas, quando aceitam a Cristo como salvador de suas almas, segundo o apóstolo Paulo aos Colossenses, passam da “potestade das trevas e o Senhor às transporta para o reino do filho do seu amor” (Rm 5.12, Cl 1.13).
Assim como os homens (SL 103.15, 1 Pd 1.24, Jo 14.2), os domínios deste mundo passam rapidamente como a erva do campo, mas há um reinado em Cristo Jesus, a fiel testemunha (Ap.1.5) que nunca passará, pois o apóstolo viu a mensagem do primeiro selo do Apocalipse que diz: “[...] foi-lhe dada uma coroa, e saiu vitorioso e para vencer”.
sábado, 7 de março de 2026
Destruindo os que destroem a terra
Existe na Palavra, uma breve interrupção, depois do toque da sexta trombeta, nos capítulos 10 e 11, com o Senhor revelando algo importante de repercussão tanto no céu quanto na terra.
Há segredos que só seriam revelados com o toque daquela última trombeta, como relata o apóstolo João, no verso 7 do capítulo 10.
O Espírito e a esposa são comissionados, no capítulo 11, “vestidos de pano e saco”, como o próprio apóstolo, recebe o livro da mão do anjo, para testificarem o testemunho do Senhor Jesus ao mundo.
Muitos seriam e serão abatidos na sua missão, pela “besta que sobe do abismo”, na verdade, desde o início da criação até nossos dias, sempre os religiosos e poderes mundanos, foram contrários à exposição das Sagradas Escrituras, contudo, não antes de terminarem a sua tarefa, no período de 3 dias e meio, 42 meses, 3 anos e meio, tempo tempos e metade de um tempo.
Nos versos 15 ao 19, do capítulo 11, há o relato do toque da sétima trombeta, e a Bíblia diz que os reinos deste mundo vieram a ser de nosso Senhor e do seu Cristo, e ele reinará para todo o sempre.
Os anciãos dizem que “iraram-se as nações, e veio a tua ira, e o tempo dos mortos, para que sejam julgados, e o tempo de dares o galardão aos profetas, teus servos, e aos santos, e aos que temem o teu nome, a pequenos e a grandes, e o tempo de destruíres os que destroem a terra".
Concluindo, com as palavras dos anciãos, “abriu-se no céu o templo de Deus, e a arca do seu concerto foi vista no seu templo; e houve relâmpagos, e vozes, e trovões, e terremotos, e grande saraiva”.
O toque da sétima trombeta, na verdade, inicia um ciclo de novas revelações, segredos de Deus a serem agora revelados e sãos contados por João, nosso irmão e conservo dEle, nos capítulos 12 ao 16 do livro do Apocalipse.
Multidões, multidões no vale da decisão
"Multidões, multidões no vale da decisão" é uma passagem bíblica de Joel.
Nela há um alerta para o iminente dia do Senhor e a urgência de uma decisão espiritual.
O "Vale da Decisão" (ou Vale de Josafá) é descrito como o local onde o Senhor julgará as nações que se opuseram a Ele.
O profeta fez a comparação entre a seara do Mestre e o lagar da ira de Deus.
Assim se expressou em seu livro: “multidões, multidões no vale da Decisão” (Jl 3.14)!
A obra de Deus é comparada muitas vezes a uma lavoura ou uma fazenda, com agricultura.
A sega e a vindima em Apocalipse são metáforas proféticas do Juízo Final, frequentemente comparadas à parábola do joio e do trigo.
Em guardar os mandamentos do Altíssimo está o mistério dos santos e segue após um alerta da parte de Deus, “Bem-aventurados os mortos que, desde agora, morrem no Senhor. Sim, diz o Espírito, para que descansem dos seus trabalhos, e as suas obras os sigam”: a morte deles é vista por Deus como apenas um adormecimento (Ap 14.12 e 13).
A sega (colheita de grãos) representa Jesus recolhendo os salvos: "O Filho do Homem (Jesus) assenta-se sobre uma nuvem branca com uma coroa de ouro e uma foice afiada, colhendo a terra (Ap 14.14-16).
No verso 9 ao 11, o terceiro anjo adverte aqueles que adoram à besta e a sua imagem, bem como receberam o seu sinal, pois do Eterno virão grandes repreensões, tormentos imediatos, condenação definitiva e eles beberão do “vinho da ira de Deus”.
Essa é a vindima (colheita de uvas) que simboliza os anjos reunindo os ímpios para o julgamento final, onde a "ira de Deus" é derramada: "Outro anjo, vindo do altar com uma foice, corta os cachos de uva da terra e os lança no grande lagar da ira de Deus" (Ap 14.17-20).
As uvas são esmagadas fora da cidade, e o sangue flui em grande quantidade, simbolizando a severidade do juízo.
Ambas as cenas indicam o amadurecimento da humanidade para o fim desta era, separando justos e ímpios.
Os segredos de Deus
As trombetas são acontecimentos conjuntos que se sucedem até o fim do mundo.
Ao toque das trombetas existe uma deliberação do Altíssimo quanto à queima de uma parte das árvores, do mar, rios, fontes de águas, atingindo até a terça parte dos homens para que eles se arrependessem de suas más obras, mas isso não acontece.
Tem uma ordem divina e isso, segundo a Bíblia deve acontecer!
Com o abrimento do sétimo selo (Ap 8.1), há o preâmbulo da apresentação de sete anjos na presença dEle, prontos para tocar sete trombetas (Ap 8.2) que são determinações divinas, episódios que acontecem desde a criação do mundo e irão até os derradeiros dias.
No verso sete do capítulo oito, temos o toque da primeira trombeta (Ap 8.7) sendo lançados na terra saraiva e fogo misturado com sangue, queimando a terça parte das árvores.
Diante do toque do segundo metal foi atirado no mar como que um monte no fogo e com isso, faz-se em sangue a terça parte do mar, sendo atingida a terça parte do transporte marítimo e da vida do mar (Ap 8.8 e 9).
O terceiro arauto toca o seu instrumento e caiu do céu como que uma tocha de fogo atingindo a terça parte dos rios e fontes de águas (Ap 8.10) e a terça parte das águas torna-se amarga e muitos homens são mortos por causa de seu amargor (Ap 8.11).
O quarto querubim assopra o seu aparelho musical e foi ferida a terça parte do sol, da lua e estrelas (Ap 8.12).
Uma diretriz divina já sendo ordenada, dessarte que um terço deles será queimado e isso se dá progressivamente desde o início do mundo (Rm 1.18).
Antes do quinto mensageiro utilizar o seu artefato, no qual foi visto um anjo cair do céu, um emissário divino diz com grande voz: Ai! Ai! Ai! Dos que habitam sobre a terra por causa das outras vozes das trombetas dos três anunciadores que hão de ainda tocar (Ap 8.13).
Assim vieram gafanhotos sobre a terra para afligir por cinco meses os homens que não tinham o “selo de Deus” (Ap 9.4).
Essa dor é como a agonia da picada de um escorpião e as criaturas atingidas buscariam a morte, mas não a encontrariam (Ap 9.6).
Após o sexto ruído no céu (Ap 9.13), decorre três pragas na qual morrem a terça parte dos homens pelo fogo, fumaça e pelo enxofre (Ap 9.18).
Tudo isso para os homens se arrependerem de suas más obras.
Mas eles não deixaram de adorar os ídolos, demônios, nem de seus homicídios, feitiçarias, prostituição, ladroices (Ap 9.20).
Por fim, ao toque da sétima trombeta, inicia-se um ciclo de novas revelações, segredos de Deus a ser, agora, revelados nos capítulos 12 ao 16 do livro do Apocalipse.
sexta-feira, 6 de março de 2026
Deus procura trabalhadores
Uma das grandes pedras de tropeço para nós é o modo como interpretamos a Bíblia.
Não basta ler superficialmente, muito menos apenas ouvir mensagens.
O Senhor quer que conheçamos as Escrituras por nós mesmos, com zelo, entendimento e fé.
A frase "Deus procura trabalhadores" reflete a parábola bíblica onde o Senhor da vinha convida pessoas para a sua obra, enfatizando a necessidade de colaboradores para a colheita espiritual.
Deus valoriza a disponibilidade, a dedicação e o serviço fiel, muitas vezes escolhendo quem já está ocupado (Mt 20).
Ao dizer que a colheita é grande, mas os trabalhadores são poucos, Jesus indicou que há muito trabalho espiritual a ser feito, mas poucos dispostos a colaborar, enfatizando a urgência e a necessidade de serviço (Lc 10.2; Mt 9.37-38).
A parábola da vinha mostra que Deus chama trabalhadores em diferentes momentos do dia (cedo, ao meio-dia, no fim da tarde), indicando que nunca é tarde para aceitar a missão, e todos recebem a mesma recompensa (justiça divina).
A chamada espiritual bíblica é um convite divino e soberano de Deus para um propósito específico, comunhão com Cristo e salvação.
Envolve uma transformação pessoal, saindo das trevas para a luz, agindo como vocação para a vida eterna e serviço no Reino, fundamentada no Espírito Santo.
Pode ser um chamado imediato ou gradual, exigindo obediência e renúncia ao mal.
É uma eleição divina, não baseada em méritos humanos, mas na vontade de Deus.
Diferente do chamado geral à salvação, a vocação é um direcionamento para um serviço ou missão específica.
A resposta assertiva a esse chamado resulta em crescimento espiritual, impacto no mundo e uma vida alinhada à vontade divina.
Conhecer as Escrituras não é apenas acumular versículos, mas encontrar Jesus nelas através de sua chamada.
Quando a batalha é de Deus
O Rei Josafá enfrentava um grande exército e recebeu a orientação de que a batalha não era dele, mas de Deus.
A instrução foi "postai-vos, ficai parados, e vede a salvação do Senhor".
"Nesta batalha não tereis que pelejar" é uma promessa bíblica encontrada no segundo livro de Crônicas.
Deus confundiu os inimigos e eles lutaram entre si!
O rei só teve o trabalho de buscar os despojos da guerra durante três dias pois eram muitos e a vitória foi alcançada devido a obediência ao Altíssimo.
Esta passagem é frequentemente usada para encorajar a confiança em Deus durante desafios difíceis, garantindo que Ele agirá.
Representa a necessidade de fé e descanso, em vez de tentar resolver tudo com a própria força.
Nela Deus diz a Josafá para não temer diante do inimigo, mas sim posicionar-se, ficar parado e ver a salvação do Senhor (2 Cr 20.17).
"Não temais, nem vos assusteis; amanhã saí-lhes ao encontro, porque o Senhor será convosco".
Enfim, os cristãos vitoriosos permanecem sempre na dependência e direcionamento do Eterno e em todos os conflitos, a estratégia do embate vem dEle pois é conhecido como o “vitorioso que saiu para vencer”.
quinta-feira, 5 de março de 2026
Aumentando a compreensão da Revelação
A revelação contida no Apocalipse é para a compreensão dos acontecimentos de antes mesmo da criação do mundo.
Há um entendimento equivocado que o seu significado é um mistério.
Contudo, logo nos primeiros versos, há a orientação de bem-aventurança: “É muito feliz aquele que lê, e os que ouvem as palavras desta profecia, e guardam as coisas que nela estão escritas; porque o tempo está próximo” (Vs.3).
Nele a centralidade está em Jesus, pois nEle estão todas as coisas, quando se diz que: “eu sou o Alfa e o Ômega, o Princípio e o Fim, diz o Senhor, que é, e que era, e que há de vir, o Todo-Poderoso” (Vs.8).
O apóstolo João estava naquela localidade por causa da “Palavra de Deus e pelo testemunho de Jesus Cristo” (Vs.9).
No verso 19 do primeiro capítulo da Revelação, trata sobre a temporalidade da mensagem, isto é, as ocorrências do Apocalipse são: “[...] coisas que tem visto, e as que são, e as que depois destas hão de acontecer (Ap 1.19)”.
Sendo assim, o Apocalipse é para os dias de hoje e ao caminhar por suas sábias letras o leitor encontrará edificação espiritual, refrigério e consolação.
As mulheres em oposição
A mulher mais importante da Bíblia é a Igreja.
No Apocalipse ela é uma figura simbólica que representa o povo de Deus em todos os tempos, desde Adão (Gn 3; Ap 12).
Se apresenta vestida de sol, com a lua sob os pés e 12 estrelas na cabeça, grávida do Messias (o filho homem) e perseguida por um grande Dragão (o Diabo), que tenta destruir a ela e seus descendentes.
Essa mulher de branco simboliza a pureza, a vitória sobre o mal (a lua sob seus pés) e as 12 tribos de Israel (as estrelas), conectando a história de Israel com a Igreja, que esmaga a cabeça da serpente (Gn 3.15).
Há também "outra mulher" que é contrastada com a mulher vestida de sol!
Ela é a Babilônia, a Grande Prostituta, descrita no capítulo 17, vestida de púrpura e vermelho, montada sobre uma besta escarlate.
Sem dúvidas nenhuma, ela representa a corrupção e a idolatria, em oposição à pureza e fidelidade da primeira mulher.
O apóstolo João se admira da visão que o Senhor lhe mostra sobre a Babilônia!
quarta-feira, 4 de março de 2026
Sendo generoso
Historicamente, a primeira menção é Abraão entregando a Melquisedeque, e o sistema mosaico determinava que os dízimos fossem levados à "casa do tesouro" (templo) (Gn 14.17-20).
No Antigo Testamento, os levitas e sacerdotes recebiam os dízimos das tribos de Israel.
Os levitas, por não terem herança de terra, recebiam o dízimo para seu sustento e para a manutenção do culto.
A prática evolui da obrigatoriedade da lei para a generosidade voluntária, focando no sustento da obra missionária e obreiros (2 Co 9.7).
É certo que as Escrituras não ensinam que o dízimo é obrigatório no Novo Testamento.
No entanto, as mesmas Escrituras ensinam que os crentes devem contribuir de maneira generosa, sacrificial, sem esperar nada em troca, com alegria e amor.
terça-feira, 3 de março de 2026
Somos o que queremos
A visão bíblica foca na nova identidade em Jesus, não no desejo egoísta, mas aquilo que o cristão estiver alinhado com o Espírito, sim, isso será alcançado.
Isso é certo pois a Bíblia ensina que somos transformados pelo que pensamos e cremos (Rm 12.2).
A Palavra condena a ambição pessoal, incentivando a humildade, o amor ao próximo e o altruísmo.
O que queremos em Cristo poderemos alcançar com a graça dEle e confessar a vitória antes mesmo de recebê-la (Rm 4.17).
Paulo aos Filipenses exorta a não fazer nada por ambição egoísta ou vaidade, mas sim considerar os outros superiores a si mesmo: "Nada façam por ambição egoísta ou por vaidade, mas humildemente considerem os outros superiores a vocês mesmos, cuidando, cada um, não somente dos próprios interesses, mas também dos interesses dos outros" (Fl 2.3-4).
O apóstolo ainda trata com seu filho na fé sobre os últimos dias, nele as pessoas serão egoístas e amantes do dinheiro (2 Tm 3.1-4).
Ele representa a cobiça e a priorização da riqueza sobre valores morais, éticos e fé, frequentemente levando à insatisfação crônica, corrupção e sofrimento emocional.
Já o irmão de Jesus alerta que, se houver inveja amarga e ambição egoísta no coração, isso é maligno e não vem de Deus (Tg 3.14).
Acolher tais sentimentos contradiz a verdade e gera comportamentos destrutivos, destacando a necessidade de uma sabedoria pura, pacífica e cheia de bons frutos.
Mais do que "querer", somos o que a palavra de Deus diz que somos: "mais que vencedores" (Rm 8.37).
O plano de Deus para a vida do cristão é fundamentado em amor, busca a sua santificação, o cumprimento de boas obras e a salvação da sua alma.
Esse propósito visa a sua felicidade genuína através da comunhão com Jesus e ao amor ao próximo, transformando sua história mesmo em momentos difíceis.
Enfim, quem se separa dos outros busca seus próprios desejos e rejeita a sensatez, insurge-se contra a verdadeira sabedoria (Pv 18.1).
segunda-feira, 2 de março de 2026
Valorizando a dedicação
Na Bíblia, o esforço é uma ordem divina para persistir com coragem e fé, mesmo diante de dificuldades, confiando que Deus capacita e recompensa a dedicação.
Para Josué Ele disse: "Não to mandei eu? Esforça-te e tem bom ânimo; não te atemorizes, nem te espantes; porque o SENHOR, teu Deusé contigo, por onde quer que andares" (Js 1.9).
Não é apenas físico, mas um compromisso espiritual e moral em servir ao Eterno, fugir do pecado e amadurecer.
Deus disse ao povo de Israel no exílio, que enfrentava o medo dos babilônios e precisava de consolo e força: "Não temas, porque eu sou contigo; não te assombres, porque eu sou o teu Deus; eu te fortaleço, e te ajudo, e te sustento com a minha destra fiel" (Is 41.10).
Destaca que o Senhor valoriza e auxilia pessoas trabalhadoras e dedicadas, muitas vezes associando a unção a essa característica.
Há uma frase conhecida no livro dos Salmos: "Socorri um que é esforçado", o texto complementa que a mão do Altíssimo fortalece o esforçado.
Nela Deus relata ter socorrido e exaltado um escolhido (Davi), destacando a valorização do esforço e dedicação na obra divina (Sl 89.19).
É frequentemente usado para ilustrar como a dedicação (como a de Daniel) resulta em capacitação divina.
A dedicação de Daniel ao divino, marcada por oração constante e integridade inabalável, resultou em capacitação divina superior, tornando-o dez vezes mais sábio e capaz de interpretar visões.
Essa postura fiel em meio à cultura babilônica gerou um "espírito excelente", permitindo que ele se destacasse e recebesse revelações divinas (Dn 5.12; 14.
Que Deus nos ache como pessoas esforçadas em sua obra!
domingo, 1 de março de 2026
Somos o que somos
Para incômodo de muitos, o novo nascimento, ou regeneraçãoé um conceito central no cristianismo que descreve uma transformação espiritual radical, operada exclusivamente por Deus através do Espírito Santo.
Não se trata de reforma moral ou religiosidade, mas de nascer de novo (do alto), transformando a natureza humana inclinada ao pecado em uma nova criatura com um novo coração.
Ao ter um encontro com Cristo a nossa nova identidade é dada por Ele.
A Bíblia ensina que a nossa verdadeira identidade não é definida por sentimentos ou opiniões alheias.
Ela é definida pelo que Deus diz que somos: filhos amados, herdeiros e novas criaturas em Cristo.
Somos o que Deus diz, baseando nossa identidade no amor, graça e propósito divino.
O grandioso milagre do novo nascimento operado por Deus no ser humano.
Jesus descreveu esta experiência inicial e transformadora da vida cristã como nascer de novo (Jo 3.1-8).
Os pecadores, "mortos em ofensas e pecados" (Ef 2.1), necessitam de um renascimento espiritual. Pelo novo nascimento o homem é reconciliado com
Deus e adquire a condição de Seu filho (1 Jo 3.1,2). O novo nascimento em Cristo não é simplesmente uma transformação, mas uma nova criação.
Paulo recorda que no passado, estávamos “mortos em ofensas e pecados”, “andávamos “segundo o curso deste mundo”, guiados pelo próprio satanás (“o príncipe das potestades do ar”), assim considerados “filhos da desobediência”.
Andávamos segundo a vontade da nossa carne, fazendo os desejos de nossos pensamentos, por fim, éramos considerados por natureza, “filhos da ira”.
Tito esclarece que noutro tempo éramos: “insensatos, desobedientes, extraviados, servindo a várias concupiscências e deleites, vivendo em malícia e inveja, odiosos, odiando-nos uns aos outros” (Tt 3.3).
Com efeito, estávamos sem esperança de salvação, distante de Deus e de Sua glória, receberíamos como salário do pecado, a morte (Rm 6.23).
Nós éramos escravos do pecado, mas fomos resgatados mediante um pagamento de altíssimo valor, mais precioso que a prata e o ouro: o preço da nossa libertação foi o sangue de Jesus (1 Pe 1.18,19; 1 Jo 1.7).
E essa nova identidade em Cristo nos liberta para viver segundo a Palavra, mesmo enfrentando dificuldades, pois a vitória já foi conquistada.
sábado, 28 de fevereiro de 2026
Somos o que pensamos
A relação entre pensamento e pecado na Bíblia é uma temática rica e complexa.
Ela ensina que os nossos pensamentos são o início de nossas ações.
Jesus, em suas palavras, enfatizou isso ao afirmar que não é apenas o ato que é pecado, mas também os pensamentos que o precedem.
A Palavra exorta no livro dos Provérbios que "como um homem pensa em seu coração, a guardar a mente e o coração, pois a vida é dirigida por eles.
.
O sábio assim se expressou: "Acima de tudo o que deve guardar, guarde o seu coração, pois dele procedem as fontes da vida" (Pv 4.23).
As ações do crente são fruto do que é cultivado na mente e no coração.
Aqui há um ensinamento que pensamentos moldam caráter, ações e o futuro (Pv 23.7).
Pensamentos maus levam ao pecado, enquanto pensamentos focados em Jesus geram ações agradáveis a Deus.
Nela os cristãos são instruídos a focar em pensamentos nobres, verdadeiros e positivos (Fl 4.8).
O escritor aos Romanos incentiva a transformação pela renovação da mente, abandonando padrões de pensamento mundanos (Rm 12.2) .
Portanto, a perspectiva bíblica é que os pensamentos não são apenas ideias passageiras, mas a semente que produz os frutos do caráter e da conduta de vida.
Enquanto nossos pensamentos formam nosso caráter, o profeta Isaías lembra que os pensamentos de Deus são muito mais elevados que os humanos (Is 55.8-9).
Honra e responsabilidade
A compreensão dos textos bíblicos muitas vezes exige uma análise que vai além da leitura superficial, levando em conta o contexto cultural e as particularidades das expressões utilizadas no texto.
Então, para tratar um assunto tão importante sobre a herança espiritual, tendo como base o profeta Elias, faz-se necessário primeiramentte discorrer na Palavra sobre a "porção dobrada".
Na Bíblia, além do significado cultural do direito do primogênito relatado no Pentateuco, mais precisamente no livro de Deuteronômio, na qual o primogênito recebia o dobro da herança, assim sendo, a porção dobrada representa o duplo da honra e responsabilidade (Dt 21.17).
Assim sendo, a porção dobrada pedida por Eliseu a Elias no segundo livro dos Reis, simboliza, de igual modo, a herança espiritual e autoridade de um primogênito.
É certo que, a porção dobrada, não significa ter o dobro de autoridade, mas sim o direito legítimo de suceder ao líder espiritual, continuando seu ministério e legado com a unção de Deus para, apenas poder continuar com eficiência a missão de seu antecessor.
“Havendo eles passado, Elias disse a Eliseu: Pede-me o que queres que eu te faça, antes que seja tomado de ti. E disse Eliseu: Peço-te que haja sobre mim dobrada porção de teu espírito. Respondeu Elias: Coisa difícil pediste. Todavia, se me vires quando for tomado de ti, assim se te fará; porém, se não, não se fará” (2 Rs 2. 9-10).
O profeta Eliseu pediu a Elias porção dobrada do Espírito de Deus sobre ele. Na verdade o que ele queria é a presença do Senhor em sua vida e ministério, assim como Ele tinha sido com o seu antecessor.
O Altíssimo daria parte de unção aos seus servos? Certamente que não, mas entendendo biblicamente que a preocupação do coração do profeta foi concedida por Ele pois viu Elias sendo tomado.
Eliseu entendia da necessidade imprescindível da presença dEle no ministério, como Moisés chegou a comentar que se o Senhor não fosse com ele, não continuaria sua liderança no meio do povo: "Se a tua presença não for comigo, não nos faças subir daqui" (Ex 33.15).
Sábia decisão dos servos dEle quando se focam mais em estar com Ele do que se achar ou colocar como referência em alguma coisa na sua obra, pois ela é de Deus e não humana.
Fazendo assim estaremos ajudando aqueles que estão na nossa volta a se aproximar mais do Altíssimo e não ao contrário.
Assinar:
Comentários (Atom)







































