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quarta-feira, 18 de fevereiro de 2026
Por que lhes falas por parábolas?
O Mestre então respondeu que assim fazia porque aos discípulos era concedido conhecer os mistérios do reino dos céus, mas àqueles para quem falava naquele momento não, e, sendo assim, eles ouviam as palavras de Jesus, mas não entendiam (Mt. 13.11-13).
O Senhor ainda afirmou que fazendo dessa forma se cumpria a profecia de Isaías que dizia: “Ouvireis com os ouvidos e de nenhum modo entendereis; vereis com os olhos e de nenhum modo percebereis. Porque o coração deste povo está endurecido, de mau grado ouviram com os ouvidos e fecharam os olhos; para não suceder que vejam com os olhos, ouçam com os ouvidos, entendam com o coração, se convertam e sejam por mim curados ” (Mt. 13.14-15).
A Bíblia aponta que o "homem natural" (sem o Espírito Santo) não compreende as coisas de Deus, isso por que elas parecem loucura e exigem discernimento espiritual.
Essa falta de entendimento é descrita como um coração endurecido ou rebeldia, impedindo que compreendam a vontade divina, mesmo quando ensinados.
As verdades divinas são discernidas pelo Espírito Santo, não pela lógica humana.
O que é sabedoria de Deus parece tolice para a sabedoria humana.
Em diversos contextos bíblicos, o povo não entende por se opor a Deus e possuir um coração endurecido.
Porém, aqueles que se enchiam de soberba por sua cultura, instrução e capacidade intelectual e em seus corações contemplara a vaidade (Sl. 66.18), não possuiriam a verdadeira compreensão e, como não guardavam em seus corações as Palavras do Senhor, incorriam em pecado contra Deus (Sl. 119.11) e, sendo assim, permaneceriam afastados do Pai (Is. 59.2).
A incapacidade de entender está ligada a viver segundo a carne e não pelo Espírito.
Portanto, segundo a Bíblia, o entendimento das coisas de Deus não é uma questão de capacidade intelectual, mas de uma intervenção espiritual que revela a verdade ao ser humano.
segunda-feira, 16 de fevereiro de 2026
Hoje estarás comigo no Paraíso
Na Bíblia há vários pedidos para lembrar, lembretes atendidos, esquecidos e posteriormente lembrados como o caso de José no Egito.
Ele pede ao copeiro-mor que se lembre dele quando tudo estivesse bem, pois segundo o seu sonho, ele voltaria a servir o rei (Gn 40.14).
Há, de igual modo, o clamor por socorro do "bom ladrão" a Jesus na cruz: "Senhor, lembra-te de mim, quando entrares no teu Reino", refletindo fé, arrependimento e confiança na misericórdia divina (Lc 23.42).
O ladrão arrependido na cruz pede que Jesus se lembre dele, recebendo a promessa: "Hoje estarás comigo no Paraíso".
Após ser avisado pelo profeta Isaías que morreria, Ezequias orou com choro intenso, lembrando sua fidelidade a Deus.
Deus respondeu enviando Isaías de volta com a promessa de cura e mais 15 anos de vida (2 Rs 20; Is 38).
No livro dos Salmos destaca-se uma oração pedindo que Deus lembre de sua misericórdia e não dos pecados da juventude (Sl 25.6-7) e um pedido do salmista para ser visitado com a salvação e a bondade de Deus (Sl 106.4-5).
O profeta Jeremias que sofreu muita perseguição em seu ministério pede que Deus o lembre, ampare e vingue dos perseguidores (Jr 15.15).
Neemias pede a Deus que lembre de suas ações a favor do povo com benevolência (Ne 5.19).
Esses versículos mostram que clamar para que Deus se lembre é um apelo para ser alvo de sua proteção, graça e cuidado no meio de sofrimentos ou provações.
Enfim, o apóstolo Tiago destaca que o clamor de quem busca a Deus com fé e alinhamento espiritual tem grande poder intercessor, assim, a oração fervorosa é eficaz, capaz de curar, mover o céu e trazer resultados concretos (Tg 5.16).
domingo, 15 de fevereiro de 2026
O tempo do fim e o espírito de Elias
A expressão "no espírito e poder de Elias", baseada no Evangelho do Senhor Jesus Cristo segundo o médico Lucas, refere-se à unção profética e ao zelo de João Batista, que espelharia o ministério do profeta Elias no tempo do fim.
Ele foi comissionado para converter corações a Deus, promover a reconciliação familiar e preparar o povo para a vinda do Senhor, agindo com coragem e ousadia.
Indica uma capacitação divina marcada por um ministério de arrependimento, coragem diante da hostilidade (semelhante a Elias contra Acabe/Jezabel e João contra Herodes) e zelo por Deus.
Agindo "no espírito e poder de Elias", João Batista preparou o caminho, convertendo corações desobedientes à sabedoria dos justos.
Suas pregações eram marcados por orações fervorosas, confiança inabalável em Deus e atuação em tempos de grande apostasia.
Foi enviado por Deus para preparar os corações do povo para o ministério de Jesus, cumprindo profecias de Isaías e Malaquias (a "voz que clama no deserto").
Pregou o batismo de arrependimento para a remissão de pecados, chamando à mudança de vida antes da chegada do Reino.
Reconheceu sua posição inferior a Cristo, afirmando que não era digno de desatar as sandálias de Jesus, focando totalmente em sua missão de apontar para o Salvador.
Considerado, entretanto, o maior entre os nascidos de mulher, representa o ápice da antiga aliança.
João demonstrou coragem inabalável tal qual Elias, ao confrontar o pecado (Herodes) e defender as leis de Deus, pagando com a própria vida.
A mensagem contemporânea associa esse conceito à necessidade de ser cheio do Espírito Santo para entender a palavra de Deus e viver com fé inabalável.
Em suma, ter o espírito e poder de Elias é ter um chamado para preparar o caminho do Senhor, restaurar relacionamentos e confrontar a idolatria/desobediência com o poder de Deus.
Elias é infinitamente maior que Jezabel
No contexto bíblico e histórico do primeiro livros dos Reis de Israel, Elias é certamente, de ênfase e destaque que Jezabel pois representava todos os profetas que haviam anunciado a vinda do Messias.
Elias foi um profeta influente durante um período turbulento na história de Israel.
A nação se afastou do Senhor para adorar Baal, e o rei Acabe formou uma aliança com Sidom ao se casar com sua princesa, Jezabel.
Como profeta de Deus, ele triunfou sobre a idolatria e as conspirações promovidas por ela e seu marido, o rei Acabe.
Elias representava o poder divino, enquanto Jezabel simbolizava a perseguição e a falsa adoração.
Ele enfrentou os profetas de Baal, seguidores de Jezabel, provando a soberania de Deus.
Anunciou a ruína da casa de Acabe e o fim desonroso de Jezabel, uma profecia que se cumpriu.
Embora Jezabel tivesse poder político e ameaçasse Elias, a força do profeta vinha de Deus, resultando na queda da rainha.
Portanto, em autoridade espiritual e desfecho histórico, a influência de Elias sobrepujou e em muito a de Jezabel.
Elias foi enviado para mostrar a Israel o mal de seus caminhos e encorajá-los a retornar ao Senhor.
Uma das passagens mais significativas do Novo Testamento em que Elias é mencionado é na Transfiguração de Jesus.
O evento, descrito nos Evangelhos de Mateus, Marcos e Lucas, relata como Jesus, acompanhado por Pedro, Tiago e João, subiu a um alto monte onde foi transfigurado diante deles.
Seu rosto brilhou como o sol e Suas roupas se tornaram alvas como a luz. Nesse momento, Elias e Moisés apareceram ao lado de Jesus, conversando com Ele (Mt 17.1-13; Mc 9.2-13; Lc 9.28-36).
Elias também é mencionado em conexão com João Batista.
O Evangelho de Lucas descreve João como aquele que vem “no espírito e poder de Elias”.
Essa associação remonta à profecia de Malaquias, que anunciou que Elias retornaria antes do “grande e terrível dia do Senhor” (Lc 1.17; Ml 4.5-6).
Enfim, Tiago lembra que Elias orou para que não chovesse, e a terra ficou sem chuva por três anos e seis meses; depois orou novamente, e a chuva voltou a cair, trazendo vida à terra (Tg 5.17-18).
Sendo apenas justo
O salmista diz que o caminho do justo é marcado por retidão, ele não segue, não se detém nem se assenta com aqueles que desprezam o Senhor pois não é conivente com o mal.
O caminho do justo é traçado pela Palavra de Deus, como uma árvore com folhagem exuberante que no devido tempo dá os frutos esperados.
Esse fato ocorre por causa das raízes que constantemente absorvem as águas que se encontram ao redor, a Palavra de Deus modela seu pensamento e seu comportamento sendo o prazer de sua vida (Sl 1).
A primeira vez que aparece a expressão "o justo viverá pela fé" na Bíblia é em Habacuque.
O profeta, quando, escreveu isto, estava sinalizando a necessidade do povo que confiasse no Senhor, tanto nas providências como propósito e situação de Israel.
Os israelitas estavam passando por injustiças e, o profeta reclama ao Senhor por isso (Hb 1.2-4).
A mensagem de Habacuque ensina que viver pela fé é permanecer leal, confiando nos propósitos de Deus, vivendo diferente dos padrões dos descrentes, longe da maldade, violência, ganância, libertinagem e idolatria.
É confiar e se alegrar no Deus da Salvação, mesmo que tudo desmorone.
A expressão "o justo viverá pela fé" pode significar tanto o modo como guiamos a nossa vida, como também a convicção sobre o livramento de Deus para os perigos da vida.
A Bíblia também amplia o modus vivente do justo, especificamente na epístola aos Filipenses, mostrando que ele foca a sua mente em tudo que é bom.
Acrescenta-se justo, verdadeiro, respeitável, puro, amável e de boa fama.
A justiça bíblica vai além de ações corretas, envolvendo a justificação divina e a fé.
Paulo instrui os filipenses a concentrarem suas mentes em coisas que são retas, éticas e de boa reputação (Fp 4.8).
Além de pensar, a instrução inclui colocar em prática o que foi aprendido e recebido, resultando na presença do "Deus da paz".
Biblicamente, ser justo muitas vezes significa ser declarado inocente por Deus, não apenas fazer coisas boas.
Enfim, o caminho do justo é abençoado, aquele que se apega a Deus pode ter paz e satisfação, independentemente das circunstâncias que o cercam.
sábado, 14 de fevereiro de 2026
Que fazes aqui?
A vida, o ministério e o êxito da caminhada de Elias tinha relação direta com a direção de Deus para sua vida. Deus dizia e Elias fazia.
"Que fazes aqui?" é uma pergunta bíblica marcante dirigida ao profeta Elias por Deus no Monte Horebe (1 Rs 19.9-13).
O profeta sofre uma ameaça de morte e para escapar foi ao deserto, pediu a morte e dormiu debaixo de uma pequena árvore.
Um anjo o acorda e ele come, bebe e dorme novamente.
Segunda vez o anjo o desperta e diz que comprido seria o caminho dele.
Come e bebe, só que desta vez anda quarenta dias e noites até Horebe.
Entra numa caverna e Deus fala com ele: que fazes aqui?
O Senhor passa como também um vento forte, mas Ele não estava no vento..., como não estava no terremoto e nem no fogo.
Mas numa voz mansa e delicada. Ele ouve, reconhece a voz dEle e recebe tarefas...
Há muitos teólogos macumbeiros e feiticeiros que fazem várias observações sobre Elias, mas ele buscava uma direção do divino e esperava nEle.
Nem um inferno todinho de Jezabéis tiraria Elias da direção do Altíssimo.
Mas, só espera quem sabe que não pode resolver seu problema por sua própria força... quem não é precipitado...nem é desobediente.
A morte de Jezabel por Jeú ocorreu em Jezreel, cumprindo a profecia de Elias.
Ao saber da revolta de Jeú, Jezabel se maquiou e o desafiou da janela.
Jeú ordenou aos eunucos que a atirassem.
Ela caiu, foi pisoteada pelos cavalos de Jeú e posteriormente devorada por cães, restando apenas crânio, pés e mãos.
Jamais entre em guerra dos outros, Elias não entrou, Jezabel é um problema para Jeú (2 Rs 9.30-37).
Jezabel vive de atenção
No livro do Gênesis, capítulo 39, conta a história da passagem de José pela casa de Potifar, capitão da guarda do exército de Faraó.
Um texto que requer discernimento e sabedoria!
Ele administrava os bens do ilustre egípcio, até que sua mulher imputa falsamente a José uma conduta desonesta.
Esse perfil de manipulação, é tratado na Bíblia como o espírito de Jezabel, alguém sem o fruto do Espírito, não tem domínio próprio nas emoções.
O termo "espírito de Jezabel" aparece no primeiro Livro dos Reis, baseado na rainha bíblica Jezabel e na menção em Apocalipse.
Ele simboliza manipulação, controle, sedução e rebeldia contra a autoridade divina, cheia de raiva e ódio; destruidora dos princípios de Deus.
É associado à promoção da idolatria, perseguição a líderes piedosos e corrupção espiritual dentro da igreja.
No Novo Testamento, a "mulher Jezabel" é usada como metáfora para falsos ensinamentos que levam os fiéis à idolatria e imoralidade.
A interpretação do termo é comum em estudos sobre batalha espiritual e desmascaração de comportamentos destrutivos na liderança e na comunidade.
José é atacado pela desgraçada apenas porque tinha rejeitado mais uma de suas propostas ilícitas.
Mas, o interessante é que quem “gritou” foi ela, a mentirosa, e Potifar a ouviu.
Ela planejou o mal ao filho de Raquel, que apenas deixou sua veste na mão dela e fugiu.
Entretanto, quem estava com a razão era o jovem hebreu e Deus continuou a estar com ele na prisão.
Ela disse: “entrou até mim para deitar-se comigo, e eu gritei com grande voz. ”
Ela ganhou essa disputa literalmente no grito e com uma veste como prova, cujo dono trabalhava na casa.
Na verdade ela é uma tola que destrói sua casa e a liderança do marido e não aceita correção (I Rs 21.11).
A igreja de Tiatira foi repreendida pelo Senhor Jesus por tolerar a atuação daquela mulher que dizia ensinar “as coisas profundas de Satanás” e vencer Jezabel é um dever da Igreja de Cristo (Ap 2.24).
quinta-feira, 12 de fevereiro de 2026
Sendo imitador de Jesus
Ser um discípulo de Jesus é aprender, seguir e imitar o Mestre diariamente, dedicando-se a viver segundo os seus ensinamentos em vez de apenas ouvir.
Implica um compromisso de renúncia pessoal, amor ao próximo e transformação de caráter, assumindo a missão de espalhar o Evangelho.
O discípulo é um aluno constante, comprometido em conhecer a Palavra de Deus e aplicá-la.
Ele busca tornar-se semelhante a Jesus, permitindo que a fé guie atitudes, caráter e escolhas.
Envolve "negar-se a si mesmo", tomar sua cruz diariamente e obedecer aos mandamentos de Cristo.
Caraceriza-se por amar a Cristo acima de tudo, servir ao próximo e vivenciar o Evangelho no dia a dia.
Cristão é, por definição, aquele que possui a Cristo.
A Verdade é divina, Ele mesmo disse: "Eu sou a Verdade".
Jesus é o Cristo, Ele é a Verdade.
Jesus andava com pecadores.
Jesus andava com pecadores para salvá-los e chamá-los ao arrependimento, agindo como um médico que busca os doentes, não os sãos.
Ao partilhar a mesa com cobradores de impostos, prostitutas e marginalizados, Ele desafiou as normas religiosas, demonstrando graça, compaixão e amor, em vez de julgamento.
Jesus foi criticado pelos fariseus por conviver com pessoas desprezadas, sendo chamado de "amigo de publicanos e pecadores".
Comer com alguém na época de Jesus simbolizava comunhão, aceitação e relacionamento próximo, mostrando que Ele não rejeitava os excluídos.
O propósito de Jesus não era participar do pecado, mas transformar corações, oferecendo perdão e reconciliação.
Jesus veio, como Ele mesmo disse, "não para chamar os justos, mas os pecadores".
Jesus não deixou que status social ou normas culturais determinassem o Seu relacionamento com as pessoas.
Jesus aboliu hierarquias opressoras.
Jesus afirmou que, ao contrário dos chefes das nações que oprimem, entre seus seguidores quem quisesse ser o primeiro deveria ser o servo de todos (Mc 10.42-45).
Jesus amava os inimigos.
Jesus ensinou e viveu o amor incondicional pelos inimigos, desafiando a lógica humana de retribuição (Mt 5.44).
Jesus é amplamente reconhecido como o maior exemplo de humildade, vivendo com simplicidade e servindo ao próximo em vez de buscar status ou poder.
Jesus interpretava a realidade através de uma perspectiva espiritual e ética, confrontando o contexto político-social da Palestina do século I com o "Reino de Deus".
Jesus atraía multidões devido à sua compaixão genuína, ensinamentos profundos sobre o amor de Deus e milagres curativos.
Jesus considerava os pobres felizes (bem-aventurados) porque, segundo as Bem-aventuranças, o Reino de Deus lhes pertence.
O Senhor é a minha bandeira
A guerra contra os amalequitas foi o primeiro confronto de Israel após o Egito, ocorrido em Refidim.
Os judeus ainda, nos dias atuais, estabeleceram duas sentenças com base na Palavra de Deus:“Obliterar a nação de Amaleque” (timchê et zecher Amalek) e “Nunca esquecer as maldades que Amaleque fez” (zechor al tishkach).
Josué liderou o exército, enquanto Moisés, no alto de um monte com Arão e Hur, levantava o bordão de Deus; quando Moisés erguia as mãos, Israel vencia, garantindo a vitória divina.
Os amalequitas, descendentes de Esaú, atacaram covardemente a retaguarda de Israel (os fracos e cansados).
Josué lutou no campo, mas a vitória dependia da oração e dependência de Deus, representadas pelas mãos erguidas de Moisés.
Arão e Hur sustentaram as mãos de Moisés, simbolizando a importância da colaboração e intercessão.
Após a vitória, Moisés construiu um altar chamado "O Senhor é a minha Bandeira" e registrou que Deus teria guerra contra Amaleque de geração em geração (Ex 17).
“Recorda-te do que te fez Amaleque no caminho quando saíeis do Egito, quando te encontrou pelo caminho e feriu todos os enfraquecidos que ficavam atrás de ti, e tu estavas sedento e cansado, e Amaleque não temeu a Deus. [Portanto,] quando, pois, o Eterno, teu Deus, te der descanso de todos os teus inimigos em redor, na terra que o Eterno, teu Deus, te está dando por herança para possuí-la, apagarás a memória de Amaleque de debaixo dos céus; não te esquecerás!” (Dt 25.17-19).
Lembrando ainda que Hamã que queria destruir aos judeus na Pérsia no tempo de Ester era também amalequita.
Os amalequitas continuaram inimigos de Israel, sendo posteriormente alvo de uma ordem de destruição total dada a Saul (1 Sm 15).
É certo que o Hamas não simboliza Amaleque e sim a passagem significa a luta entre a fé e a oposição ao propósito de Deus.
No fim, todos caem
Essa expressão, "no fim, todos caem", não da Bíblia, todavia ela se associa ao conceito bíblico de que todos tropeçam ou falham.
Na Palavra há a exortação de que Deus sustenta os caídos: "O Senhor sustenta todos os que caem, e levanta todos os abatidos" (Sl 145.14).
O justo e o ímpio caem, mas o sábio diz que: "Porque ainda que o justo caia sete vezes, tornará a levantar-se" (Pv 24.16).
É um princípio bíblico de perseverança, indicando que pessoas íntegras podem enfrentar dificuldades e falhas repetidas, mas possuem a capacidade de se erguer e superar os desafios.
A queda não define quem é justo; a capacidade de se levantar é o foco, garantindo que o esforço e a fé superam as dificuldades.
Diferente do justo, o perverso ou ímpio é derrubado por uma única calamidade, sugerindo que a perversidade traz consequências fatais.
O número mencionado no texto, "Sete Vezes" representa um número completo, sugerindo que mesmo que as quedas sejam constantes ou frequentes, a recuperação é certa.
O provérbio é frequentemente citado como uma mensagem de encorajamento para não desistir diante de erros ou problemas, enfatizando que a verdade e a retidão prevalecem no final.
Voltando ao Salmo, ele descreve Deus amparando os desanimados, garantindo que tropeçar não significa ficar no chão.
Outra interpretação, agora baseada no escritor aos Romanos, diz que "todo joelho se dobrará" diante de Deus, indicando que todos prestarão contas (Rm 14.11).
Ainda há um ditado popular que diz que "o cair é do homem, o levantar é de Deus", contudo a ênfase bíblica é no amparo de Deus aos que se sentem sem forças (Is 40.29).
Enfim, a Bíblia ensina que a queda é comum à humanidade, mas o levantar vem do Senhor e que os justos podem enfrentar dificuldades, mas prevalecerão, enquanto os ímpios serão, no final, capturados na armadilha por seus próprios erros.
domingo, 8 de fevereiro de 2026
Tu sustentas a minha sorte
A Bíblia aborda a "sorte" não como um acaso cego ou destino aleatório, mas sim sob a soberania de Deus.
Embora o lançamento de sortes (como no caso da divisão de terras em Josué ou escolha de Matias em Atos) fosse uma prática comum para buscar a vontade divina, o versículo 33 de Provérbios 16 destaca que a decisão final pertence ao Senhor, e não à sorte em si.
Assim sendo, eventos cotidianos não ocorrem por azar, mas sob o governo de Deus.
Esta frase: "Tu sustentas a minha sorte" é parte do versículo cinco do Salmo 16, onde o salmista reconhece Deus como o protetor e garantidor do seu futuro e herança.
A Bíblia retrata Deus como o provedor fiel e guia soberano, suprindo as necessidades físicas, emocionais e espirituais dos Seus filhos e direcionando seus caminhos.
Ele é o pastor que conduz, o pai celestial que alimenta, garantindo provisão e direção, especialmente em tempos de deserto ou escassez (Sl 23; Mt 6.26).
Jeová-Jiré é o "Senhor que provê", cuidando das necessidades diárias, exemplificado pelo maná no deserto e a multiplicação do azeite (Gn 22.14; 2 Rs 4.1-7).
Além do cuidado material, Ele sustenta a vida, não apenas com alimento e vestimenta, mas cuidando da alma (Sl 54.4; Mt 6.25-26).
Por isso o cristão não deve viver com ansiedade, confiando que o Pai sabe do que necessitamos (Mt 6.31-33).
Ele guia por "veredas de justiça" e, mesmo no "vale da sombra da morte", garante proteção (Sl 23.3-4).
A Palavra destaca a fidelidade de Deus em acompanhar e sustentar Seu povo, sem deixar faltar nada, mesmo após longos períodos (Dt 2.7).
A expressão enfatiza que a segurança, a vida e as bênçãos não dependem do acaso, mas da providência divina que firma o destino do fiel.
A "sorte" no texto refere-se à porção, destino ou herança que coube à pessoa, e Deus é aquele que segura, firma e protege essa parte (o "sustentáculo").
O Salmo 16, entre outros, expressa confiança total em Deus como refúgio e herança, destacando alegria e segurança na presença divina.
Em suma, a fé bíblica no Deus provedor e guia convida ao descanso na Sua providência (confiar que Ele dá) e na Sua soberania (seguir para onde Ele leva).
sábado, 7 de fevereiro de 2026
Faltam os homens benignos
A frase "Faltam os homens benignos" encontra-se no livro de Salmos.
Nela, Davi clama a Deus devido à escassez de pessoas leais, fiéis e bondosas na sociedade, destacando a predominância da mentira e falsidade.
O salmo lamenta a falta de piedade e a corrupção nas relações humanas, contrastando-as com a pureza das palavras de Deus (Sl 12.1).
A descrição do salmista não é diferente dos dias de hoje onde sobeja a falsidade, a lisonja e o orgulho, ainda mais quando "...os mais são exaltados" ( Sl 12.8).
No fim Deus promete se levantar para proteger os oprimidos e necessitados da corrupção ao seu redor.
A época de Noé é descrita em Gênesis como um período de grande corrupção humana, violência e afastamento de Deus.
Noé, considerado justo, construiu a arca durante cerca de 100 a 120 anos antes do dilúvio.
A maldade humana era contínua, com corações voltados apenas para o mal, o que levou Deus a decidir destruir a vida terrestre.
Jesus descreveu o tempo de Noé como dias normais de comer, beber e casar, indicando que as pessoas ignoravam os sinais da destruição iminente até que o dilúvio veio.
A Bíblia usa os dias de Noé como um paralelo direto para o estado do mundo antes da segunda vinda de Jesus (Gn 6; Mt 24).
Poesia para a alma
Em tempos de muita pressa no qual estamos vivendo rodeados de um número grande de pessoas e ao mesmo tempo sozinhos não é comum termos tempo para apreciar com calma e atenção as poesias que não é uma comunicação comum, e, sim algo construído com muito esforço e/ou inspiração.
A Bíblia oferece profunda poesia para a alma, focada em conforto, esperança e renovação espiritual através da presença de Deus.
A poesia hebraica não tem métrica nem rima de sons (ou não se sabe exatamente, provavelmente houve perdas nas traduções do hebraico para outras línguas) mas consiste de sentidos comparativos, seja contrários ou similares com o desenvolvimento de uma ideia.
Um exemplo disso são os Salmos, como: "Como a corça anseia por águas..." (Sl 42.1-2), "A minha alma descansa somente em Deus" (Sl 62.1-2), "A minha alma se derrete de tristeza; fortalece-me segundo a tua palavra"(Sl 119.28).
No Salmo 51 há um forte pedido por renovação espiritual e alegria na salvação (Sl 51).
Entre os inúmeros textos poéticos da Bíblia merece destaque o Cântico dos cânticos, coletânea de poemas que celebram o amor entre a Amada e o Amado, com expressivas aliterações, como o primeiro verso:"Beija-me com beijos de tua boca"ou no sétimo: "Diz-me tu, amado de minha alma, onde apascentas teu rebanho e onde o fazes repousar ao meio dia".
Nas palavras de Jesus, especialmente nas parábolas que narrava ao povo, são muitas as expressões poéticas, como “olhai os lírios do campo, que não trabalham nem fiam e, no entanto, nem Salomão, com toda a sua glória, se vestiu como um deles” (Lc 12. 20-32 e Mt 6.24-33).
sexta-feira, 6 de fevereiro de 2026
Vivendo de tradição
Por que transgridem os teus discípulos não cumprem a tradição dos anciãos?
Esse foi o questionamento dos escribas e fariseus de Jerusalém a Jesus de não lavar a mão quando comem (Mt 15.2).
A pergunta foi feita por fariseus e escribas a Jesus em , questionando por que seus discípulos não lavavam as mãos ritualmente antes de comer, quebrando a tradição dos anciãos.
Jesus respondeu chamando-os de hipócritas, afirmando que eles invalidavam o mandamento de Deus para seguir tradições humanas, isso sim era sério!
Não era somente a Lei de Moisés, mas regras orais desenvolvidas ao longo do tempo que os fariseus consideravam obrigatórias.
No contexto, não se tratava de higiene, mas de um ritual de purificação cerimonial específico exigido pelos líderes religiosos.
Ele argumentou que a tradição deles (como "corbã" - oferta a Deus para evitar ajudar os pais) anulava mandamentos divinos cruciais, como honrar pai e mãe.
Ensinou que a contaminação não vem do que entra na boca (comer sem lavar as mãos), mas do que sai do coração (maus pensamentos, blasfêmias).
Jesus colocou o mandamento de Deus acima das tradições dos homens.
De igual modo, respeitando os séculos passados, os costumes adquiridos, são norteadores da ações em sociedade.
A tradição é demais persuasiva e repassa-se formas de viver e ideias sem mesmo questioná-las.
A tradição é muito poderosa e devemos sempre discernir o Mandamento dentro dela, há necessidade de reflexão.
Por outro lado, quando ela contrariar a doutrina bíblica que é nossa regra de fé, sim, aí devemos com cuidado zelar pelo mandamento e rejeitarmos as suas insinuações.
quinta-feira, 5 de fevereiro de 2026
Quem vai morar no céu?
Davi no Salmo 15, descreve as características de quem pode habitar no "santo monte" do Senhor.
Ali há sem dúvida uma combinação complexa de conduta moral, honestidade, justiça e integridade.
"Aquele que fala verazmente segundo o seu coração" no verso 2, o crente que não difama com a língua, não faz o mal ao próximo e cumpre a sua palavra.
Reflete a coerência entre o íntimo e o que é verbalizado, essencial para permanecer na presença de Deus.
A "verdade no coração" indica que as palavras não são apenas corretas, mas sinceras, sinceras e desprovidas de falsidade, agindo com retidão no caráter, não apenas na fala.
Além de falar a verdade, a pessoa descrita anda em sinceridade, pratica a justiça, não usa a língua para difamar e não aceita afrontas contra o próximo.
Refere-se à integridade total, onde o interior (coração) e o exterior (fala e ação) estão alinhados.
Essa reflexão mostra que o cristão deve cumprir acordos e compromissos, independentemente de sacrifício pessoal ou financeiro (vs. 4).
No verso 5 o texto condena a usura — definida como a cobrança de juros abusivos ou exploração financeira de necessitados, focando na generosidade e não na ganância explorando o sofrimento alheio (Ex 22.25, Lv 25.37). e
Enfim há diveros ensinamentos descrevendo uma pessoa íntegra que, em vez de exaltar o ímpio, despreza o comportamento perverso (réprobo), valorizando quem teme a Deus.
A opressão tira a lucidez
Davi ao apresentar a sua visão sobre os ímpios, entre outras características ele assim se expressou: "Disse o néscio no seu coração: Não há Deus" ( Sl 14.1; 53.1-2).
É certo que o sofrimento extremo e a injustiça podem destruir a lucidez e o equilíbrio até mesmo das pessoas mais sábias e prudentes.
A opressão distorce a perspectiva, transforma o sábio em tolo e corrompe o coração.
A opressão é uma característica cruel que perturba a mente humana, enquanto o suborno corrompe o coração.
Assim como a sabedoria serve como proteção ("sombra"), a opressão é tão nociva que pode superar a sabedoria e enlouquecer o sábio.
A opressão é algo contráriro à natureza humana, que foi criada para a liberdade, e não para a submissão a injustiças (Ec 7.7).
Como demonstrado bliblicamente que a opressão faz endoidecer até o sábio é certo também que a Bíblia não define o néscio apenas como alguém sem inteligência intelectual, mas como alguém moralmente cego, obstinado e "grosseiro" que escolhe ignorar a Deus.
Enfim, aquele que não desfruta da existência divina é um tolo ou insensato que resultará em corrupção e iniquidade, pois a negação não é apenas intelectual, mas uma convicção interna que influencia o comportamento humano, tendo como consequência uma humanidade corrompida que se desviou do Criador.
quarta-feira, 4 de fevereiro de 2026
O Senhor a tudo contempla
No início do Salmo 11, Davi aborda a confiança em Deus em meio a perigos e perseguições.
O salmista questiona o conselho de fugir para as montanhas como um pássaro, reafirmando sua fé no Senhor como refúgio verdadeiro, mesmo quando os fundamentos da justiça parecem abalados.
Diz ele: "No SENHOR confio; como dizeis, pois, à minha alma: Foge para a tua montanha como pássaro?".
No contexto ele explica que os ímpios (perversos) preparam armadilhas (flechas no arco) contra os justos.
Contudo o Senhor está no seu santo templo e seu trono está nos céus, observando tudo (Sl 11.4; 139.7).
Apesar da pressão para fugir por medo, o salmista encontra segurança no Senhor, que prova o justo e julga os ímpios.
O salmo é um convite para permanecer firme na fé em vez de buscar refúgios inseguros durante crises, confiando que Deus é justo e cuida dos seus.
A afirmação de que "O Senhor a tudo contempla" reflete o atributo da onipresença e onisciência de Deus, que observa todos os habitantes da terra, tanto o bem quanto o mal, sem que nada passe despercebido (Pv 15.3).
Os olhos do Senhor estão em todo lugar, formando o coração dos homens e observando todas as suas obras (Sl 33.13-15; Rm 2.6).
terça-feira, 3 de fevereiro de 2026
Tapando os ouvidos
Não é fácil viver em um mundo repleto de violência, marcado por diversos conflitos.
Mas a Palavra ensina que quem tapa os ouvidos para a violência e fecha os olhos para o mal terá como recompensa a proteção divina, descrita como "habitar nas alturas".
Isso não quer dizer que o crente deva ignorar o seu redor e sim focar em coisas que edificam, "fechando os olhos, para não ver o mal" como profetizou Isaías.
A Bíblia orienta que o fiel não tema más notícias, mantendo o coração firme e confiante no Senhor (Sl 112.7).
"Aquele que anda em justiça, e fala com retidão; aquele que rejeita o ganho da opressão; que sacode as mãos para não receber peitas; o que tapa os ouvidos para não ouvir falar do derramamento de sangue, e fecha os olhos para não ver o mal"(Is 33.15).
Nela há a conduta de quem anda em retidão, rejeita a opressão e evita o pecado, mantendo-se íntegro, protege a mente e o coração, não permitindo que a maldade do mundo ofusque a luz interna (Lc 11.34).
Essa atitude espiritual foca em preservar a pureza interior e refúgio em Deus, desviando o olhar das iniquidades.
Segundo o profeta Jeremias, pensar no que traz esperança é um ato de confiança e espera, um exercício espiritual recomendado para manter a paz e a fé em momentos de crise (Lm 3.21).
Enquanto os maus dão atenção a más notícias e mentiras, o crente é incentivado a nutrir-se da Palavra de Deus, que oferece boas notícias e esperança, superando o medo e a ansiedade do presente (Pv 17.4).
Enfim o apóstolo Paulo reforça essa ideia, orientando a pensar em tudo que é verdadeiro, nobre, correto e agradável (Fl 4.8).
segunda-feira, 2 de fevereiro de 2026
Deus não é deus de confusão
Além de muito organizado e transparente, definitivamente Ele não é um deus confuso ou contraditório, apesar de algumas vezes mal interpretado ou não perfeitamente entendido.
Uma frase que denota isso é: "Deus não é Deus de confusão, senão de paz" escrita por Paulo aos Coríntios.
É certo que o apóstolo Paulo escreveu isso para ensinar que Deus é um Deus de ordem, harmonia e paz, e não de desordem ou tumulto, especialmente nas reuniões da igreja (1 Co 14.33).
O contexto específico aqui são as reuniões e o uso correto dos dons espirituais, como profecia e línguas, enfatizando que tudo deve ser feito com decência e ordem.
A confusão, brigas e a desordem são contrárias à natureza divina, que traz descanso à alma e organização ao coração.
Assim sendo, onde ou aonde há o Espírito de Deus, há paz, não caos.
A confusão muitas vezes é resultado de ambição egoísta ou desordem humana.
Há uma grande diferença entre confusão e a dificuldade espiritual, pois elas surgem, porém Ele manda o refrigério, E ajuda a passar por elas.
A cruz de Cristo veio para organizar a vida e não ao contrário, ela conclama a uma organização da vida espiritual, emocional e material de Seus seguidores.
Em um mundo repleto de vozes, é vital discernir a mensagem de Deus.
Ao silenciar as distrações e ao aproximar do Pai, encontra-se ordem, harmonia e paz.
domingo, 1 de fevereiro de 2026
Assim não haverá quem te salve
Na Bíblia, Deus nos orienta a evitar a astrologia e outras práticas ocultas, pois elas desviam nosso coração de confiar em Sua soberania.
Astrologia é uma arte de adivinhação, ela ensina que as posições relativas do Sol, da Lua e dos planetas no céu têm uma influência nos indivíduos e nos afazeres humanos.
Já a adivinhação é a arte de predizer os acontecimentos futuros, ou de revelar informação secreta, através de sinais ou outras atividades supernaturais.
Deus proíbe o ato de adivinhação de maneira bem explícita: "... não usareis de encantamentos, nem de agouros..." (Lv 19.26, 31).
Ainda no Pentateuco, em Deuteronômio, o cristão é orientado a não buscar respostas em adivinhações ou astrologia, pois isso é considerado abominação ao Senhor (Dt 18.10-12).
Literalmente o profeta Isaías assim se pronunciou sobre a prática astrológica: "Cansaste-te na multidão dos teus conselhos; levantem-se pois agora e te salvem os astrólogos, que contemplam os astros, e os que nas luas novas prognosticam o que há de vir sobre ti. Eis que são como restolho; e logo os queimará, não poderão livrar-se do poder das chamas; pois não é um braseiro com que se aquentar, nem fogo para se sentar junto dele. Assim serão para contigo aqueles com quem te hás fatigado, os que tiveram negócios contigo desde a tua mocidade; andarão vagueando, cada um pelo seu caminho, não haverá quem te salve" (Is 47.13-15).
Os astrólogos da Babilônia não foram capazes de ajudar o rei com o seu sonho perturbador.
Todavia, Deus abençoou o seu profeta piedoso Daniel com os dons verdadeiros do Espírito Santo, e ele foi levado à presença do rei para interpretar o sonho (Dn 2.27-28).
A descrição do fato foi assim: "Respondeu Daniel na presença do rei: o mistério que o rei exigiu, nem sábios, nem encantadores, nem magos, nem adivinhadores lhe podem revelar; mas há um Deus no céu, o qual revela os mistérios; ele, pois, fez saber ao rei Nabucodonossor o que há de suceder nos últimos dias. O teu sonho e as visões que tiveste na tua cama são estas".
Enfim, Jesus mandou que Seus seguidores não estivessem ansiosos pelo amanhã, dizendo-lhes: “Não andeis ansiosos pela vossa vida, quanto ao que haveis de comer ou beber, nem pelo vosso corpo pelo que haveis de vestir. Não é a vida mais do que o alimento, e o corpo mais do que as vestes? ... Buscai, pois, em primeiro lugar, o Seu reino e a Sua justiça...”(Mt 6.25,33).
Assim como a morte veio por um homem
Esta frase completa-se, segundo a Bíblia, com: "...também a ressurreição dos mortos veio por um homem".
O versículo estabelece um paralelo teológico entre Adão (por quem entrou o pecado e com isso passou a morte espiritual a todos) e Jesus Cristo (por quem veio a ressurreição e a oportunidade de vida eterna).
O oposto de vida não é pecado, pois pecado gera morte, e isso sim é o contrário de vida.
O pecado entrou no mundo por um só homem, e pelo pecado a morte, espalhando-se a toda a humanidade.
A desobediência de um gerou condenação, mas a obediência de Jesus Cristo trouxe justificação e vida.
A passagem enfatiza a superabundância da graça sobre o pecado, oferecendo a vida eterna através de um único homem, Jesus, em contrapartida ao pecado introduzido pelo primeiro homem.
É certo que não existe pecado original, como propagado pela teologia e sim um primeiro pecado que gerou morte como enraizado pela doutrina cristã.
Essa morte espiritual é que passou para a humanidade, todos os demais nasceram afastados de Deus e pecaram.
Se não existe pecado original, entretanto, há uma vida final ofertada na cruz por Jesus.
sábado, 31 de janeiro de 2026
Paz seja com vocês
A frase "Os mais miseráveis de todos os homens" provém da primeira epístola de Paulo aos Coríntios.
Nela o apóstolo refere à perspectiva de que, a esperança dos cristãos em Cristo não deve se limitar apenas a esta vida terrena pois eles seriam os mais infelizes e dignos de pena entre todas as pessoas (1 Co 15.19).
Os evangelhos da prosperidade material e do reinado milinear aqui nesta terra não creem na ressurreição e na vida eterna. Pra quê, né?
A ressurreição de Jesus Cristo é o pilar central da fé cristã, validando sua divindade, derrotando o pecado e a morte.
Sem ela, a pregação e a fé seriam vãs, tornando a cruz um sacrifício sem triunfo. É um fato histórico que sustenta a doutrina da salvação e antecipa a ressurreição futura dos crentes.
A crença na ressurreição de Cristo é fundamental, tornando a fé cristã sem sentido se for focada apenas no presente.
O apóstolo Paulo utiliza essa frase para argumentar que a vida cristã sem a promessa de ressurreição seria vã e lamentável.
A frase sugere que, ao abrir mão dos prazeres seculares por uma esperança falsa, os cristãos seriam mais dignos de pena do que qualquer outra pessoa.
O versículo enfatiza que, diferentemente dessa hipótese, a Bíblia afirma que Cristo ressuscitou, sendo a "primícias dos que dormem".
Essa tese é comprovada pelos relatos bíblicos e o testemunho apostólico (incluindo as aparições a mais de 500 pessoas), tornando assim a ressurreição um evento histórico.
Ao entardecer daquele primeiro dia da semana, os discípulos estavam reunidos com as portas trancadas, por medo dos líderes judeus. De repente, Jesus surgiu no meio deles e disse: “Paz seja com vocês!”.
Enquanto falava, mostrou-lhes as feridas nas mãos e no lado. Eles se encheram de alegria quando viram o Senhor (Jo 20.19-20).
Mais uma vez, ele disse: “Paz seja com vocês!
Se não é que crestes em vão
A frase "se não é que crestes em vão" provém da primeira carta de Paulo na qual explica que os coríntios são salvos se retiverem firme a mensagem, tal como foi pregada, indicando que a fé requer constância e apropriação correta do Evangelho.
Nela o apóstolo enfatiza a necessidade de perseverar no verdadeiro Evangelho para a salvação (1 Co 15.2).
Há evangelho que entende que Deus deseja abençoar os crentes com abundância de dinheiro e possessões. Assim, tudo o que o cristão necessita fazer é pedir (Tg 4.3-10).
Algumas pessoas acreditam que a missão de Jesus é transformar a sociedade e fazer justiça ao oprimido por meio de uma revolução política, assim ter uma fé superficial, baseada em falsos ensinamentos ou abandonada diante de dificuldades, resultando na perda da salvação (2Ts 2.9-10; Ap 21.1-5).
É claro que o Evangelho não é uma mensagem que nos ensina a viver uma vida melhor e, assim, nos tornar justos diante de Deus através do perdão dos pecados (Cl 1.13).
Assim, a expressão inicial alerta que a fé precisa ser fundamentada na ressurreição de Cristo e não ser superficial ou abandonada, caso contrário, a crença torna-se inútil, chamando o discípulo à firmeza e à fidelidade, assegurando que a fé produza os frutos de salvação.
Enfim, há vários outros evangelhos que são apenas instituições ou comunidades religiosas (Gl 1.6-10).
sexta-feira, 30 de janeiro de 2026
Servindo um Deus organizado
Deus tinha um propósito ao criar o mundo pois elaborou um projeto detalhado e organizado para todo o processo.
Como disse o sábio: “Jeová lançou os alicerces da terra com sabedoria. Estabeleceu firmemente os céus com discernimento” (Pv 3.19).
Antes de preencher a terra, os céus e os mares com toda a diversidade de seres viventes, Ele preparou o ambiente adequado, reunindo as condições necessárias para que pudesse ser habitado (Gn 1 e 2).
Mostras da organização do divino continuam na Bíblia como no caso da arca de Noé que abrigou exemplares de todas as espécies do mundo (Gn 6 - 9).
"Faça-se tudo decentemente e com ordem" é um princípio bíblico registrado na primeira carta de Paulo aos Coríntios.
Ela enfatiza que as ações, especialmente no contexto de culto e na vida cristã, devem ser organizadas, respeitosas e sem confusão.
Esse versículo reflete o caráter de Deus como um Deus de paz e ordem (1 Co 14.40).
Isso envolve realizar tarefas com decoro, dignidade, respeito aos bons costumes e organização, refletindo a seriedade e a intenção de honrar a Deus.
Dentro do contexto deste texto, o apóstolo instrui a igreja de Corinto a organizar o uso dos dons espirituais, garantindo que o culto edifique a todos e evite a desordem.
Isto posto, é importante ressaltar que esse princípio deve ser aplicado a todas as áreas da vida, promovendo a organização e a paz.
quinta-feira, 29 de janeiro de 2026
A fé dos tais imitai
A frase "a fé dos tais imitai" provém da epístola aos Hebreus, na qual o escritor, instrui os cristãos a lembrarem-se de seus líderes espirituais que pregaram a Palavra de Deus.
O contexto trata de obediência e sujeição ao ministério dos pastores (Ef 4.11).
O ministério pastoral é uma vocação divina e um dom da graça, com a missão de apascentar, proteger e guiar o rebanho de Deus (a Igreja) através do ensino da Palavra.
A principal função é alimentar a igreja com a Palavra de Deus e prover cuidado espiritual, demonstrando amor e compaixão.
Ele precisa cuidar das ovelhas que lhe foram confiadas pois prestarão contas de tudo a Deus (1 Co 4.1,2).
O texto incentiva a observar o resultado da vida e a conduta desses líderes, imitando a fé e a firmeza que demonstraram, tendo Jesus Cristo como referência inabalável.
O versículo exorta a não esquecer aqueles que ensinaram o evangelho, analisando sua "maneira de viver" ou o "fim da sua vida" (Hb 13.7).
Imitar a fé significa seguir o exemplo de confiança, obediência e firmeza demonstrado por líderes fiéis, em vez de se deixar levar por doutrinas estranhas.
A imitação da fé dos líderes é sustentada pela imutabilidade de Jesus Cristo, que é o mesmo "ontem, hoje e eternamente".
Enfim, refere-se a considerar a conduta de líderes passados e presentes, valorizando a fé demonstrada por eles ao longo da sua trajetória cristã.
quarta-feira, 28 de janeiro de 2026
Um homem de Deus que não corrigia
Assassinato, idolatria, ilegalidade sexual, tudo isso dentro de um certo contexto é o relato da trágica história entrelaçando todas essas transgressões que começou com Amnon, filho de Davi, apaixonando-se de forma doentia por sua meia-irmã Tamar (2 Sm 13).
Dois anos depois, Amnom foi morto por ordem de Absalão, que vingou sua irmã, enviando os seus servos para matar Amnom em uma festa à qual ele convidou todos os filhos do rei.
Absalão era conhecido por sua beleza notável, vingou o estupro de sua irmã Tamar e posteriormente iniciou uma rebelião para usurpar o trono, mas foi morto em batalha por Joabe, gerando profundo luto em Davi (2 Sm 18).
Fugindo em uma mula, Absalão ficou preso pelos cabelos (ou cabeça) em um carvalho. Joabe, comandante de Davi, ignorou a ordem do rei de poupá-lo e o matou com dardos, sendo o corpo jogado em uma cova com um monte de pedras por cima.
A situação ilustra situações descontroladas, crises consecutivas ou angústia emocional intensa, indicando um agravamento contínuo das circunstâncias.
"Um abismo chama outro abismo" é uma metáfora bíblica que descreve um ciclo vicioso de problemas, onde um erro ou sofrimento leva a outro cada vez maior, comparado a cascatas profundas (Sl 42.7).
É certo que Deus é quem julga, mas Davi nunca aplicou a disciplina em seu lar, pois "...aquele que cuida bem de sua casa" (1 Tm 5.8) inclui ter filhos sob disciplina e respeito.
Há uma história conhecida de um aspirante a escritor que pediu a um sábio corrigir um soneto ruim, mas ao ler percebeu que o poema era tão ruim que qualquer correção (emenda) tornaria o texto ainda pior.
A educação de Davi à seus filhos era ruim, e ao tentar discipliná-los com a idade avançada a situação só foi piorando.
Enfim, isso mostra a rigidez e a dificuldade de mudança de hábitos enraizados.
terça-feira, 27 de janeiro de 2026
O fenômeno dos desigrejados aumenta
O crescimento dos desigrejados é visto com preocupação por lideranças religiosas pois são o terceiro maior fenômeno religioso.
O sábio assim aconselhou: “O solitário busca o seu próprio interesse e insurge-se contra a verdadeira sabedoria” (Pv 18.1).
Contudo, os "desigrejados" no Brasil, indicados por dados preliminares do Censo 2022 do IBGE e pesquisas complementares, representam um contingente crescente.
Há mais de 17 milhões de pessoas em dados de 2025 — que crê em Deus e mantém fé cristã, mas se desligou de instituições religiosas.
São indivíduos que se afastaram de igrejas, principalmente evangélicas, devido a experiências traumáticas, abusos de poder, divergências políticas ou descrença na estrutura hierárquica.
Por isso, mais do que nunca, ecoa aos ouvidos a exortação do apóstolo PauloAtendei por vós e por todo o rebanho sobre o qual o Espírito Santo vos constitui bispos, para pastoreardes a igreja de Deus, a qual ele comprou com o seu próprio sangue” (At 20.28).
Embora a queda de católicos tenha desacelerado, o grupo sem religião e os desigrejados cresceram, com maior concentração entre jovens de 20 a 24 anos (14,3%).
A frase "Jovens, eu vos escrevi, porque sois fortes" provém da primeira epístola de João destacando o vigor juvenil espiritual.
A força do jovem na Bíblia não é apenas física, mas reside na permanência da Palavra de Deus em seu coração, permitindo-lhe vencer o Maligno e resistir às tentações do mundo.
Eles diferenciam-se dos ateus, pois muitos continuam com práticas de fé, mas optam por não ter vínculo oficial com templos.
Embora haja ainda a advertência aos cristãos deixada na epítola aos Hebreus: "Não deixemos de congregar-nos como é costume de alguns; antes façamos admoestações e tanto mais quanto vedes que o dia se aproxima"(Hb 10.25), os estudos apontam que o aumento de "evangélicos não praticantes" (desigrejados) pode retardar a projeção de que evangélicos se tornem maioria absoluta no Brasil.
sábado, 24 de janeiro de 2026
Meninos no entendimento
A frase "não sejais meninos no entendimento" provém da primeira carta aos Coríntios.
Nela o apóstolo Paulo exorta os cristãos a amadurecerem intelectualmente na fé, abandonando uma mentalidade infantil.
A orientação bíblica é ser imaturo (como crianças) apenas quanto à maldade, mas possuir entendimento maduro sobre as doutrinas e a vida cristã (1 Co 14.20).
Paulo escreve à igreja em Corinto, que valorizava dons espirituais de forma desordenada, agindo com falta de maturidade no uso da linguagem e no juízo.
O próprio Mestre assim se expressou: "aquele que não for como uma criança não herdará o reino dos céus" (Mt 18.3).
Fica claro assim que a conversão e a humildade, comparáveis à simplicidade e dependência de uma criança, são requisitos para entrar no Reino de Deus. Ser como criança significa abandonar a malícia e confiar totalmente em Deus.
O foco é tornar-se pequeno e humilde, reconhecendo a dependência de Deus, sendo este o caminho para a grandeza no céu.
É necessário "mudar de vida" e ter um coração receptivo, sem preconceitos.
Já a ausência de malícia se refere à pureza e à falta de astúcia ou fingimento, características de uma criança pequena (1 Pd 2.1-2).
Assim sendo, o Reino de Deus pertence aos que se tornam como crianças, aceitando-o com a mesma confiança e abertura que elas têm.
Agora, "Não ser menino no entendimento" (ou juízo) significa não ser ingênuo, superficial ou facilmente enganado em questões de fé.
Implica desenvolver discernimento espiritual e compreensão sólida da Palavra.
O apóstolo utiliza uma antítese: ser crianças na malícia (inocentes, sem maldade) e adultos (maduros) no entendimento.
A orientação visa evitar que a igreja fosse "bebê na fé" e, em vez disso, busca a maturidade para que a igreja entenda a vontade de Deus, valorizando a edificação mútua (como o uso da profecia e ensino) acima da exibição pessoal de dons como o falar em línguas sem interpretação.
Em resumo, a Bíblia incentiva o amadurecimento intelectual para a compreensão correta do Evangelho, enquanto mantém a pureza de coração como uma criança.
Falando de/com inteligência
O apóstolo bíblico frequentemente destacado por sua inteligência, educação refinada e capacidade argumentativa é Paulo de Tarso que após a chamada do doutor para a obra missionária, teve uma destacada carreira na da história da igreja.
Ele era um fariseu brilhante, treinado sob Gamaliel, que utilizou seu conhecimento intelectual e lógico para espalhar o cristianismo.
Dava importância prioritária ao dom de profetizar, ser mensageiro da Palavra: “... pregues a Palavra em tempo e fora de tempo” pois dizia "... quem profetiza edifica a igreja".
Aliou uma grande sabedoria espiritual e profunda compreensão das escrituras através de suas cartas.
Conhecido por sua sólida formação intelectual e teológica, sendo um dos principais autores do Novo Testamento.
Outra característica marcante de Paulo é que o mesmo era um poliglota - falava vários idiomas contudo assim se expressou: ”...quero falar na igreja cinco palavras na minha própria inteligência, do que dez mil palavras em língua desconhecida” (1 Co 14.18, 19).
Escolhido por Deus para a propagação do Evangelho: “Disse-lhe, porém, o Senhor: Vai, porque este é para mim um vaso escolhido, para levar o meu nome diante dos gentios, e dos reis e dos filhos de Israel” (At 9.15).
Ele era versado pelo menos no latim, na língua grega (escreveu as cartas nesta língua), aramaico e no hebraico (At 22.2).
Paulo também tinha vasta cultura secular, bem instruído na cultura e na filosofia grega e romana (At 17.18) e um homem de muitas letras (At 26.24).
Estava familiarizado com o conhecimento mais refinado de sua época.
Portanto, Paulo era um cristão culto e de alto nível.
É claro, para uma saúde de longo prazo, que a igreja está necessitada de professores em todos os níveis de instrução, mas em especial no mais elevado, de doutores.
sexta-feira, 23 de janeiro de 2026
Tolerando falsos ensinamentos
Deus ratifica que as últimas obras são maiores que as primeiras, sobre a igreja em Tiatira.
Lá Ele elogia que o amor, fé, serviço e perseverança da comunidade eram maiores no final do que no início.
Embora a igreja fosse elogiada pelo crescimento das obras, ela também recebeu críticas por tolerar falsos ensinamentos.
O contrário desse quadro é a estagnação, uma condição ou estado do que se encontra estagnado; que não flui nem se movimenta.
O apóstolo Paulo na epístola aos Hebreus, capítulo sexto exorta o crente precisa deixar os rudimentos da doutrina de Cristo, prosseguindo até a perfeição, pois se espera coisas melhores e uma das coisas que acompanham a salvação é o crescimento espiritual, para uma completa certeza da esperança, inclusive para não tolarar falso ensinamentos.
Salomão em sua sabedoria observou que o caminho dos ímpios é como a escuridão; nem sabem em que tropeçam, mas a vereda dos justos é como a luz da aurora, que vai brilhando mais e mais até ser dia perfeito e que só acham o conhecimento do Eterno aqueles que estão atentos a ouvir e coração inclinados ao entendimento, que clamam por conhecimento e por inteligência alça a sua voz.
Na segunda epístola do apóstolo Pedro, ele nos mostra a importância de crescermos na graça e no conhecimento de Cristo Jesus para que não sejamos arrebatados pelo engano dos homens abomináveis e possamos descair da nossa firmeza.
Enfim, o profeta Oséias vaticinou que o povo de Israel foi destruído por falta de conhecimento. Por terem rejeitado o conhecimento, Deus os rejeitaria como seus sacerdotes.
Esses dormentes desprezam assim o conhecimento que vem da boca do Senhor!
Assim, o aperfeiçoamento em Cristo não deve ser parado em momento algum, pois como alerta o profeta Ezequiel, há um grande risco na estagnação: “Mas os seus charcos e os seus pântanos não serão feitos saudáveis; serão deixados para o sal” Ez (47.11) e como Jesus disse: ”ninguém que lança mão do arado e olha para trás é apto para o reino de Deus” (Lc 9.62).
quinta-feira, 22 de janeiro de 2026
Visitou e remiu o seu povo
Deus veio pessoalmente à Terra em Jesus Cristo, cumprindo Sua promessa de intervenção.
Zacarias, após o nascimento de seu filho, João Batista, que prepararia o caminho para o Senhor, cheio do Espírito Santo, assim profetizou a respeito do menino Jesus: "visitou e remiu o seu povo".
Alegre e louvando a Deus por Ele ter vindo, resgatado (remido) seu povo e levantado uma salvação poderosa da linhagem de Davi.
Apresenta um cântico de louvor e profecia sobre a vinda de Jesus Cristo.
A sua vista estava se cumprindo as promessas antigas para libertar Israel de seus inimigos e servir a Deus sem medo (Lc 1.68).
Essa passagem é central para entender a vinda de Jesus como o cumprimento das esperanças messiânicas e o início do plano de redenção de Deus para a humanidade.
A Bíblia, revela como Ele resgata a humanidade do pecado e da morte através de Jesus Cristo, seu Filho, que voluntariamente morreu em nosso lugar para pagar o preço do pecado, oferecendo perdão e vida eterna.
Um ato de amor e graça que restaura a comunhão quebrada desde a queda, culminando na renovação de todas as coisas.
Deus criou o homem para viver em comunhão, mas o pecado (desobediência) quebrou essa relação, trazendo morte e separação (Gn 3).
Logo após a queda, Deus promete que a descendência da mulher esmagaria a cabeça da serpente, um prenúncio de Cristo vencendo o mal.
Antes de Jesus, sacrifícios de animais (cordeiros sem defeito) simbolizavam a necessidade de um substituto e apontavam para o sacrifício perfeito de Cristo, cobrindo o pecado temporariamente.
Jesus, o Criador, tornou-se homem para experimentar a morte no lugar da humanidade.
Ele morreu na cruz, levando os pecados do mundo, cumprindo a lei que diz que o salário do pecado é a morte (Rm 6.23).
Sua ressurreição prova Sua vitória sobre a morte, libertando aqueles que creem.
A prioridade da obediência a Deus
Considerando que as autoridades são constituídas por Deus, com a afirmação clássica: "... toda autoridade vem de Deus", sendo os governantes ministros divinos para promover a ordem e punir o mal.
Considerando ainda, que isso requer submissão, embora essa autoridade delegada deva servir ao bem comum e não se corromper, pois Deus é a fonte última de toda ordem.
A Bíblia relata a história de um rei caldeu que fez uma estátua toda de ouro e manda reunir as autoridades e ordena que todos a adorarem.
Três judeus (Hananias, Misael e Azarias) desobedecem a ordem real e, atados, são lançados na fornalha.
Mas, após isso, Nabucodonosor se espanta, levanta pois vê quatro homens andando e passeando soltos dentro do fogo (Dn 3.25).
Após a negativa dos hebreus em adorarem a estátua de sessenta côvados de altura que o rei mandou fazer e adorar, Nabucodonosor questiona a razão da negativa e os amigos de Daniel explicam que jamais adorariam outro Deus senão ao Senhor (Dn 3.16 e 19).
O rei manda joga-los atados dentro da fornalha de fogo, mas o Eterno intervém e não os deixa perecer, sendo a obediência dos jovens recompensada.
Apesar de a autoridade em si ser de origem divina, isso não significa, necessariamente, que todo governante seja justo ou bom (Rm 13.1-7).
Diante disso, no livro dos Atos dos Apóstolos, houve uma controvérsia sobre o testemunho das obras de Jesus diante do controle da narrativa e do ciúme dos religiosos.
Nela, os apóstolos ratificaram o propósito de continuar no caminho da obediência a Deus sobre as autoridades humanas (At 5.29).
Pedro e os apóstolos respondem, com sabedoria, "julgai vós mesmos", para decidir entre seguir ordens humanas que contradizem a vontade de Deus ou obedecer a Deus, reafirmando que a autoridade divina é superior e defendendo sua missão de proclamar o Evangelho.
Há aqui um conflito entre obediência civil/eclesiástica e obediência a Deus, mostrando que, quando há contradição, a lealdade suprema é a Deus.
É de se destacar a coragem e a convicção dos primeiros cristãos em manter sua fé, mesmo sob ameaça, mostrando que é "importante obedecer a Deus antes que aos homens" e um convite sobre qual voz seguir, priorizando a verdade divina sobre os comandos humanos.
Afinal, obedecer ao Senhor não deve ser um acontecimento esporádico que ocorre em nossas vidas, de conformidade com nossa vontade ou nossas conveniências. Obedecer a Deus deve ser nosso estilo de vida.
quarta-feira, 21 de janeiro de 2026
Em Deus há satisfação
A frase "Por que gastais o dinheiro naquilo que não é pão?" vem do livro de Isaías.
É um questionamento divino sobre por que as pessoas buscam satisfação em coisas materiais e passageiras (o "não-pão") em vez de buscar a Deus (Is 55.2-3).
Ele é o único que oferece alimento espiritual duradouro e verdadeiro sustento para a alma, convidando a um relacionamento que satisfaz verdadeiramente.
O "Pão" (o que é bom ou necessário, que satisfaz), representa o sustento, a satisfação, a vida plena e a provisão divina.
Ao contrário, "Aquilo que não é pão" (o que não satisfaz, status, para se amostrar) são os excessos de bens materiais, prazeres mundanos, buscas vazias e trabalhos que não trazem contentamento duradouro, como vícios ou coisas efêmeras, que não nutrem a alma.
Para conseguirem a admiração dos outros, alguns ostentam roupas de grife e outros itens chiques. Isso é justificável quando vivemos em um mundo de extrema desigualdade e muitos estão passando necessidades?
O Senhor indaga por que o povo gasta seus recursos e esforço em coisas que não preenchem a alma.
No texto há um desafio para ouvir a Deus, pois Ele oferece uma "fina refeição", uma satisfação que vem d'Ele, não do mundo.
Essa refeição acarretará em saciedade e libertação de seus ídolos, perdão, alegria e paz eterna.
E a maravilha da graça neste texto é que todos estes presentes são gratuitos, pois o próprio Senhor diz, que podemos comprá-los “sem dinheiro”.
terça-feira, 20 de janeiro de 2026
Detalhes do pôr do sol na Bíblia
"Houve tarde e manhã, o primeiro dia", mostrando o dia começando com o pôr do sol (Gn 1.5).
Na Bíblia, o pôr do sol marca o fim do dia e o início de um novo ciclo.
"Sucedeu, pois, que, dando já sombra nas portas de Jerusalém antes do sábado, ordenei que as portas fossem fechadas; e mandei que não as abrissem até passado o sábado; e pus às portas alguns de meus servos, para que nenhuma carga entrasse no dia de sábado” (Ne 13.19).
"E era o dia da preparação, e amanhecia o sábado " (Lc 23.54).
Por isso que a tradição judaica usa o ponto de partida para o cálculo dos dias sagrados judaicos.Por isso que a tradição judaica usa o ponto de partida para o cálculo dos dias sagrados judaicos.
Os detalhes bíblicos não devem ser desprezados pois trazem mensagens espirituais muito relevantes.
O plano maior do Eterno é que nossas vidas terminem como um dia, mesmo que tenha começado sem sol, sem a presença de Deus, Ele quer que terminemos essa existência terrena com a presença dEle (Ef 2.1-3; Rm 5.12).
Se por um lado começamos esta existência mortos espiritualmente, separados dEle, entretanto, Ele quer que nos acheguemos e assim tenhamos e sejamos luz...
O dia começou em trevas devido a separação com a luz que ocorreu com a Queda de Adão e Eva e continua a afetar a todos os homens que não foram “vivificados” por Cristo, que ressuscitou os mortos espiritualmente.
Entretanto, na Palavra é clara, simples e firme a verdade bíblica ao afirmar que o pecado traz a morte.
Assim, o homem nasce, afastado de Deus, necessitando de reconciliação.
“Portanto, como por um homem entrou o pecado no mundo, e pelo pecado a morte, assim também a morte passou a todos os homens por isso que todos pecaram.”
Enfim, o que passou a todos os homens, foi pecado? Não, de acordo com o texto bíblico foi a morte, morte espiritual.
Assim, o dia bíblico, segundo Gênesis, começa com a escuridão e termina com o pôr do sol, marcando a passagem para a noite e o início de um novo dia.
segunda-feira, 19 de janeiro de 2026
Há paz em Deus
Há temas que sempre é necessário voltar e "tentar explicar novamente"...
Um destes é sobre a grande tribulação, devido uns de carteirinha A ou B ficarem só dentro de sua caixa teológica e não se aventurarem na Bíblia por medo de represárias e outros.
É um período anunciado por Deus, mas é para termos paz nEle e bom ânimo, como está escrito no evangelho segundo escreveu João, no capítulo 16 e verso 33.
O apóstolo Paulo escrevendo aos coríntios, no capítulo 1 e verso 5 diz que elas são abundantes e Pedro na segunda epístola, verso 13 do quarto capítulo nos orienta a alegrarmos pelo fato de sermos participantes das aflições de Cristo.
Contudo, a expressão “grande tribulação” é encontrada no capítulo 7 do livro do Apocalipse, verso 14, referindo-se a um período de três dias e meio, conforme será descrito a seguir.
Não se pode deixar de lembrar que “um dia” para Deus pode significar mil anos ou um período só do conhecimento divino (2 Pd 3.8).
Outro texto para contextualizar o assunto está no profeta Daniel (Dn 9.24-27) (acerca das setenta semanas) e em Apocalipse 12 e 13 (um período de dias ou meses iguais há 3,5 anos ou figurados na expressão: “tempo, tempos e metade de um tempo”).
A identificação começa com : ”setenta semanas estão determinadas” (Dn 9.24).
Uma semana ou seus sete dias interpreta-se como um período de tempo pleno do conhecimento de Deus.
O primeiro período de sete semanas teve o seu início no reinado de Ciro, quando em cerca de 445 a.C., foi dada a ordem “para restaurar e reedificar Jerusalém” (Dn 9.25).
Segue-se o segundo período de 62 semanas, até a chegada do Messias, Jesus.
Neste ponto das setenta, o tempo avançou a 69 semanas.
Resta tão somente uma semana - o terceiro período...
Nesse período final (uma semana), o ungido seria rejeitado pelo seu povo, e morto (Dn 9.26).
Esta semana projeta-se até o fim (vs 26b).
Nesta mesma semana (7 dias, sete tempos de Deus) – e sete é plenitude - ele, Jesus, tem firmado “um concerto com muitos”, com os creem em seu nome.
Este concerto é o da salvação eterna (sete tempos), na remissão dos pecados pelo seu sangue (Mt 26.26 a 28; Hb 10.12 a 18).
Agora há uma repartição desta semana final em novos dois períodos de meia semana (3,5 dias ou 3,5 períodos de Deus).
A separação se dá pela citação de que no meio da semana, ele, o Messias, “faria cessar o sacrifício e oferta de manjares” (vs 27).
Cumpriu-se isto quando Cristo morto pelos judeus tornava inúteis os sacrifícios e ofertas determinadas pela lei (Hb 10.1, 8 a 11; Jo 1.17).
Para que cessasse de fato toda religiosidade vã definida pela lei foi, então destruído o templo e a cidade de Jerusalém pelo “povo do príncipe que havia de vir”.
Desde então nunca mais se realizou tais rituais. O povo citado refere-se ao romano que, no ano 70 aD, com seus exércitos, não deixaram pedra sobre pedra (Mt 24.2; Lc 21. 20 a 24).
Desde esse acontecimento transcorre a metade da última semana conforme está no texto de Dn 9.27: “sob as asas das abominações virá o assolador e isso até a consumação”.
Aqui está o período da grande tribulação que vai se desenrolar até o fim, incluindo a destruição do assolador.
A tribulação será grande por vários motivos: pela presença do anticristo, que já está presente no mundo (1 Jo 2.18 e 4.3; 2 Ts 2.7) e sua oposição ao evangelho (2 Co 1.8); pela grande fúria do mal (Ap 12.9,12); por causa da multiplicação da iniquidade ou avanço das trevas (Mt 24.9 a 12; 1 Tm 4.1,2; 2 Tm 3. 1 a 4); pela manifestação e avanço da besta (Ap 13.1,3, 7), que são os domínios deste mundo não sujeitos a Deus (Ap 17.9 a 12); e por estar chegando o tempo da saída da Igreja do mundo": ela está em terra estranha (1 Pd 4.12; Jo 17.14 a 16).
Referem-se a este meio período final também as passagens de Ap 12. 6 e 14; 13.5.
Enfim, Paulo nos exorta (1 Ts 3.3; Fp 1.28 a 29; 2 Co 1.7). Ninguém sabe quando se dará o arrebatamento da Igreja, findando as setenta semanas, mas sabemos que é a nossa missão pregar o evangelho e dar testemunho de Cristo diante dos homens. Com a volta de Jesus voltar terminará a tribulação e passaremos a desfrutar com ele da paz e glória celestiais (2 Ts 1.7).
domingo, 18 de janeiro de 2026
O que dizem da sua alma?
Há muita especulação sobre a salvação ou não das pessoas, seja no sentido de uma adversidade difícil terrena, passageira ou mesmo com significado eterno.
Nem Davi, o "homem segundo o coração de Deus", alguém comprometido com a vontade divina, que foi escolhido por Deus por sua fidelidade, obediência e um coração que, apesar das falhas humanas, buscava a Deus, conseguiu fugir dela.
O salmista assim se expressou: "Muitos dizem da minha alma: Não há salvação para ele em Deus".
De igual modo, a passagem bíblica expressa a experiência de muitas pessoas que enfrentam adversários e críticas, mas o salmista responde com confiança em Deus como seu escudo e protetor (Sl 3.2-4).
Ele está cercado por inimigos e pessoas que zombam de sua situação, acreditando que Deus o abandonou.
Apesar das vozes negativas, a resposta do salmista é uma declaração de fé: "Porém tu, Senhor, és um escudo para mim, a minha glória, e o que exalta a minha cabeça".
Assim, deve permanecer firme a fé em Deus do cristão mesmo em momentos de profunda dificuldade e descrença alheia, pois isso não vem da parte dEle.
Deve ainda O reconhecer como a fonte de toda a ajuda, mesmo quando se "... multiplicado os seus adversários...", ou em grandes desafios.
Enfim, a salvação vem somente do Senhor! (Sl 3.8 A).
sábado, 17 de janeiro de 2026
O Juiz dos juízes
Há um Juiz que julga os juízes da terra (Gn 18.25; 2 Tm 4.8).
Deus se posiciona em julgamento contra os juízes terrenos que são desonestos e fazem a injustiça parecer justiça, condenando os inocentes (Sl 82).
No salmo 2 assim está escrito: "Deixai-vos instruir, juízes da terra..." (Sl 2.10).
Neste salmo os reis se "levantam" contra o Senhor e Seu ungido (o Messias) e Deus zomba da rebelião e proclama Seu Filho como Rei.
A instrução é para que sirvam ao Senhor com temor e alegrem-se com tremor, submetendo-se ao Filho para evitar a destruição iminente.
A parábola do juiz iníquo é uma estória contada por Jesus.
Nela Ele enfatiza a importância da persistência na oração e a confiança na justiça de Deus.
Pois havia um juiz que não temia a Deus nem se importava com as pessoas, e uma viúva que, por insistência, obteve justiça dele para não ser mais importunada.
O Mestre usa essa narrativa para ensinar que, se um juiz ímpio atendeu à viúva, quanto mais Deus, que é justo e amoroso, atenderá aos clamores dos seus escolhidos, que oram a Ele continuamente.
Enfim, Jesus ensina que, se até um juiz desonesto foi movido pela insistência, Deus, que é justo e misericordioso, fará justiça plena aos seus escolhidos que clamam a Ele de dia e de noite, sem falhar, mesmo que a resposta pareça demorada (Lc 18.1-8).
Meditando na Lei
Há duas referências muito conhecidas sobre "na sua lei medita de dia e de noite", tanto no Salmo quanto no livro de Josué (Sl 1.2-3; Js 1.8).
Nelas estão implicitas a bênção do justo que encontra prazer na Palavra de Deus.
Não é apenas uma leitura mecânica ("...já li cem vezes a Bíblia..."), mas o verdadeiro cristão está refletindo nela constantemente para viver de acordo com seus ensinamentos e viver os princípios bíblicos.
Segundo a Bíblia, essa excelente prática resultará em prosperidade e sucesso, como uma árvore frondosa à beira de águas, que tudo o que faz dá certo, árvore frutífera e próspera.
É certo que a pessoa justificada em Deus tem alegria e satisfação em obedecer à lei de Deus (a Bíblia, ou os ensinamentos divinos).
Não é bom separar vida espiritual da material, ela é uma totalidade e o caminho da obediência leva a uma vida abençoada e bem-sucedida, tanto espiritual quanto materialmente.
Do mesmo modo, o conselho de Deus para Josué é para que ele nunca se afaste da Lei, mas medite nela dia e noite, para agir conforme tudo o que está escrito, garantindo assim que seu caminho prospere e ele seja bem-sucedido, sendo instruído a ser forte e corajoso, pois Deus estaria com ele em todos os lugares.
"Eu, a todo aquele que ouve as palavras da profecia deste livro, testifico: Se alguém lhes fizer qualquer acréscimo, Deus lhe acrescentará os flagelos escritos neste livro. Se alguém tirar qualquer palavra deste livro de profecia, Deus lhe tirará a sua parte da árvore da vida e da Cidade Santa, coisas escritas neste livro" (Ap 22.18,19).
A ameaça de ser amaldiçoado ou ter a parte da vida eterna tirada mostra a seriedade com que Deus vê qualquer tentativa de corromper Sua mensagem.
Enfim, o próprio Mestre trata a Palavra de Deus é perfeita e imutável: "Porque em verdade vos digo: até que o céu e a terra passem, nem um i ou um til jamais passará da Lei, até que tudo se cumpra"(Mt 5.18).
sexta-feira, 16 de janeiro de 2026
Como a moinha que o vento espalha
A tese do primeiro Salmo da Bíblia é que os ímpios não têm raízes profundas; são como a palha que o vento leva para qualquer lado, sem direção ou segurança.
A frase "como a moinha que o vento espalha" é uma das frases que descreve essa máxima neste texto e a figura da “palha” ou “moinha” que o vento espalha representa a sua transitoriedade.
O vento tem valor simbólico de adversidade para os cristãos, representa as provações, tentações, falsas doutrinas ou as próprias circunstâncias da vida.
A “palha” ou “moinha” são as partes leves e inúteis do grão (trigo ou cereal) que são separadas na debulha; não têm peso nem valor substancial.
Ela descreve os ímpios ou pessoas sem Deus como instáveis, sem propósito duradouro e facilmente dispersas pelas circunstâncias, como a ação do vento que leva a moinha para longe, sem deixar vestígios ou base (Sl 1.4).
Como a base da poesia hebraica é o paralelismo ao invés da rima ou métrica ocidental, o salmista agora contrasta essa situação com as do justo.
Segundo ele, os justos que são firmes como árvores, mostrando que a vida dos ímpios perece, enquanto a dos justos é abençoada.
Diferente da árvore que produz frutos, a vida do ímpio é passageira e sem relevância duradoura.
No juízo final, os ímpios não permanecerão, pois seu caminho é incerto e perecerá, ao contrário do caminho dos justos que o Senhor conhece e abençoa.
Em suma, a frase simboliza a fragilidade e a falta de substância daqueles que não se firmam em Deus, sendo facilmente desmantelados pelas adversidades.
A diferença fundamental é que o justo vive em conformidade com a vontade de Deus, encontrando prazer na Sua lei e sendo guiado pelo Espírito Santo.
Já o ímpio vive segundo seus próprios desejos, rejeitando ou ignorando os preceitos divinos, mesmo que possa parecer próspero na vida terrena.
Enfim, o justo tem sua segurança e destino eternos em Deus, ao passo que o ímpio perecerá, pois seu caminho é conhecido por Deus como destruição (Ml 3.18).
Foi feito para estar sem pavor
Quando Deus fala com Jó, no final do seu processo de aprendizagem, trata com ele sobre coisas terrenas que não entendia e depois muda para as espirituais.
Dentre elas, está o leviatã, uma criatura incomparável, tendo outra característica ser feito " ... para estar sem pavor".
Ele é uma criatura marinha poderosa descrita no livro de Jó, mostrando sua invencibilidade e poder (Jó 41.33).
O salmista assim o descreve: "Assim é este mar grande e muito espaçoso, onde há seres sem número, animais pequenos e grandes.Ali andam os navios; e o leviatã que formaste para nele folgar" (Sl104.25,26).
Deus começa questionando Jó sobre sua capacidade de capturar o leviatã, uma criatura tão poderosa que a ideia de domesticá-la ou usá-la para entretenimento é ridicularizada.
Ao buscar entender os motivos de sua desenvoltura e em sua conversa com o Eterno em muitos momentos ele se justifica e o Altíssimo responde de forma didática falando deste grande animal marinho.
Já o aprendizado espiritual foi relacionado à soberania de Deus e propósito do sofrimento, ensinando que a verdadeira devoção resiste à dor e perda, sem exigir entendimento imediato das razões divinas, resultando em um conhecimento mais profundo de Deus (Jó 42.5).
Relaciona-se ainda à importância de adorar a Deus em todas as circunstâncias, aceitar a Sua vontade, e entender que o sofrimento pode ser um caminho para o amadurecimento e a revelação do caráter, não necessariamente um castigo por pecados pessoais, reforçando a confiança na fidelidade de Deus.
É certo que a fé de Jó não dependia de suas bênçãos; ele amava a Deus pelo que Ele É, não pelo que Ele dava, adorando-o mesmo na total desgraça.
Mas, ainda aprendeu que Deus está no controle, e Seus caminhos são mais altos que os nossos e que não há a necessidade de se entender tudo para confiar em Sua perfeição.
No pano de fundo, Deus permitiu que Satanás testasse Jó para revelar a profundidade de sua fé e caráter, produzindo perseverança e fortalecendo sua relação com Deus.
Enfim, a fé verdadeira resiste às maiores provações, sendo um exemplo de integridade e resiliência espiritual.
Amando os inimigos
Há na Bíblia exemplos de reversão, mudança de quadro ou conversão.
Um desses casos está descrito no livro de Jó, quando o Eterno julga a causa do servo orpimido: "Deus virou o cativeiro de Jó".
Significa que o Senhor reverteu completamente a sorte de Jó, restaurando sua saúde, bens e família em dobro.
Isso aconteceu após ele ter orado por seus amigos que o criticaram, mostrando que a intercessão e a fé em meio ao sofrimento levaram à sua restauração.
Mostra claramente uma virada de vida e prosperidade após a provação (Jó 42.10).
Após enfrentar perdas inimagináveis, Jó orou pelos seus amigos. Foi nesse ato de intercessão, e não de autocomiseração, que Deus mudou sua situação.
O Senhor não apenas restaurou, mas "acrescentou, em dobro, a tudo quanto Jó antes possuía".
Ele ganhou mais posses, mais filhos (sete homens e três mulheres) e viveu mais 140 anos, vendo seus descendentes até a quarta geração.
O que aconteceu com Jó é um testemunho de que, mesmo nas maiores tribulações, a fé e a integridade podem levar à restauração.
A "virada" veio após Jó reconhecer sua limitação e a grandeza de Deus, e então interceder por aqueles que o julgaram.
Assim como Jó, quem está passando por dificuldades e se sente sem esperança pode ver sua situação transformada.
A intercessão pelos outros, mesmo por aqueles que nos fizeram mal, é um caminho para a própria bênção e libertação.
O próprio Mestre assim diz: "Amem os seus inimigos e orem por aqueles que os perseguem, para que vocês venham a ser filhos de seu Pai que está nos céus"(Mt 5.44).
quinta-feira, 15 de janeiro de 2026
Sendo aceitável a Deus
Segundo a Bíblia, é certo que Deus recebe a oração de uns em detrimento de outros.
A frase "deveras a ele aceitarei" vem de Deus para Elifaz, o temanita, onde o Senhor diz que aceitará as ofertas e orações de Jó em favor de seus amigos.
Eles falaram o que não era reto sobre o Eterno, contrastando com a retidão de Jó, e, por isso, o Senhor os perdoará por meio de Jó.
O ponto principal é que Deus honra e aceita a intercessão e a retidão de Jó, mostrando Seu favor e perdoando os amigos, que precisam se arrepender e pedir a Jó para orar por eles.
Jó passou por imenso sofrimento, e seus amigos tentaram consolá-lo, mas acabaram julgando-o e falando mal do Criador e, isso não ficou impune.
Assim, Deus manda que os amigos de Jó ofereçam holocaustos (sacrifícios) e peçam a Jó para orar por eles.
O contexto da palavra divina é assim: "... porque deveras a ele aceitarei, para que eu vos não trate conforme a vossa loucura; porque vós não falastes de mim o que era reto como o meu servo Jó" (Jo 42.8).
A situação destaca a aceitação da oração de Jó que tinha um comportamento que O agradava, mostrando que Ele pesa as ações quando se chega a Ele com ofertas na oração.
Isso também aconteceu com o rei Ezequias em um momento difícil de sua vida no qual ele diz ao Senhor em meio a súplicas: "Lembre-se que eu andei em retidão perante ti".
Ele estava doente e pede a Deus para lembrar de sua fidelidade e coração íntegro quando Deus lhe enviou a notícia da morte iminente devido a uma doença grave (2 Rs 20.3; Is 38.3).
"Os sacrifícios para Deus são o espírito quebrantado; a um coração quebrantado e contrito não desprezarás, ó Deus" (Sl 51.17).
Ele vem como ladrão
A frase "Ele virá como ladrão..." refere-se à vinda de Jesus Cristo, mas deve ser interpretada também quando Ele nos chama.
Nela, Ele retornará de forma inesperada e repentina, surpreendendo a todos.
Do mesmo modo que um ladrão não avisa sua chegada, pegando as pessoas desprevenidas, assim será a vinda dEle.
Mostrando a urgência da vigilância e preparação espiritual (1 Ts 5.2, 2 Pd 3.10)
Assim como um ladrão entra de repente, a vinda de Cristo ou a nossa "ida", será sem aviso prévio.
Para isso, precisa-se estar vigilantes, como as cinco virgens prudentes (Mt 25.1-13), pois as dez tomaram suas lâmpadas e saíram ao encontro do esposo.
A diferença entre as loucas e as prudentes era apenas a questão do azeite? Sim.
Ouviu-se um clamor à meia-noite e todas levantaram e prepararam suas lâmpadas. Mas as loucas não tinham azeite e pediram para as prudentes.
O sábio já deixou escrito; “sejam alvos os teus vestidos e nunca falte o óleo sobre a tua cabeça”.
Implica aqui que não basta ter vestes limpas, precisamos ter óleo sobre a nossa vida.
O reconhecimento é feito pelos frutos? Sim, pois é pelos frutos que somos reconhecidos como discípulos Dele.
O esposo chega quando as loucas tinham ido comprar azeite. E fecha-se a porta e quando voltaram o Senhor disse que não as conhecia. Não teve outra chance? Não.
Por isso que no Livro está escrito ”se hoje ouvirdes a sua voz...”, “Ele virá como ladrão...”, etc.
Lá no princípio bíblico quando Noé entra na arca, no versículo 16 do capítulo 7 de Gênesis, está escrito na parte b, que Noé foi fechado dentro da arca por Deus: ”O Senhor o fechou por dentro.”
Conforme Jesus predisse: "(...) como foi nos dias de Noé e de Ló, assim será na vinda do Filho do homem".
Por último, disse Jesus: “Eis que venho como um ladrão de noite. Bem-aventurado aquele que vigia, e guarda os seus vestidos, para que não ande nu, e não se vejam as suas vergonhas” (Ap 16.15).
Não se prende o Espírito
A história de Sansão sendo entregue amarrado aos filisteus por seus próprios irmãos está em Juízes.
Seus irmãos o amarraram com duas cordas novas e o entregaram, mas o Espírito do Senhor veio sobre ele, e ele rompeu as cordas como fios de linho queimados.
Nesse dia ele mata mil filisteus com uma queixada de jumento (Jz 15.12-13).
Diferentemente foi a situação diferente de quando Dalila o entregou, após ter cortado seu cabelo, o que o deixou fraco, resultando em sua captura e cegueira pelos filisteus em Gaza (Jz 16).
Os irmãos de Sansão, vendo-o sozinho em Leí, concordaram em entregá-lo aos filisteus, dizendo: "Vamos apenas amarrá-lo e entregá-lo aos filisteus. Não vamos matá-lo".
Eles o amarraram com duas cordas novas e o levaram para fora da rocha, onde os filisteus vieram ao seu encontro gritando de vitória.
Mas o Espírito do Senhor veio com poder sobre Sansão, e ele rompeu as cordas como se fossem barbantes de linho queimados, e as amarras caíram de suas mãos.
Com uma queixada de jumento, Sansão matou mil filisteus naquele lugar, chamando-o de Ramate-Leí.
No outro caso de prisão, Sansão é traído por Dalila, persuadida pelos filisteus, ao contar o segredo de sua grande força (Jz 16.17) e o Senhor se retirou dele (Jz 16.20).
Assim, os filisteus lhe arrancaram os olhos e foi amarrado com cadeia de bronze (Jz 16.21).
Com o passar do tempo, o seu cabelo começou a crescer novamente (Jz 16.22) e levaram a Sansão como um troféu de guerra para oferecer sacrifício ao deus Dagom dizendo que ele tinha entregado o seu inimigo (Jz 16.23) e era louvado por todo o povo (Jz 16.24).
Então Sansão é levado para brincar diante deles (Jz 16.25),“ora estava à casa cheia de homens e mulheres; e também ali estavam todos os príncipes dos filisteus; e sobre o telhado havia uns três mil homens e mulheres, que estavam vendo Sansão brincar” (Jz 16.27).
Deus seja louvado “... por fazer a sua obra, a sua estranha obra, e para executar o seu ato, o seu estranho ato” (Is 28.21 B) e o herói da fé, entrega a sua vida para cumprir a missão dada pelo Altíssimo: começar livrar a Israel da mão dos filisteus (Jz 13.5; Hb 11.32).
Em suma, no ato final: “... foram mais os mortos que matou na sua morte do que os que matara em sua vida” (Jz 16.30 B).
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