domingo, 5 de julho de 2026

Eis me aqui, com os filhos que me deu o Senhor

Esta é uma das citações mais profunda das escrituras é: "Eis me aqui, com os filhos que me deu o Senhor". Ela certamente simboliza a entrega, a intercessão e o cuidado pelos que nos foram confiados (Is 8.18, Hb 2.13). Jesus em sua oração sacerdotal assim se expressou: "...aqueles que tu me deste nenhum se perdeu", como uma prestação de contas ao Pai (Jo 17.12). É certo que há vários aspectos interessantes nessa mensagem: o próprio Jesus "prestando" contas ao Pai e de igual modo, os seus discípulos. No texto do livro de Levítico, no capítulo 6 e verso 13, há um texto intrigante e a Palavra de Deus afirma literalmente que sempre haverá fogo no altar de Deus. A partir disso, se no altar divino tem fogo, o que poderia faltar são vidas entregues sobre ele, ofertas voluntárias que serão queimadas, mas com promessas: “aquele que perder a sua vida por amor ao evangelho, achá-la-á” (Mt 16.25,26). Uma característica da Igreja, é sua esterilidade, como Sara, Rebeca, Raquel, Ana e outras. No salmo 127, a Bíblia coloca os filhos como bênção, galardão e mais para frente, “muito feliz quem enche deles a sua aljava”. Com isso, a ordem é para exclamar de alegria, ampliar a tenda, porque transbordaria de filhos e não seria mais envergonhada. O apóstolo João na ilha de Patmos viu uma multidão que não se podia contar. Tantos como a areia da praia (Is 54.1-5)! No livro da Revelação, ao abrir o quinto selo, são vistas almas debaixo do altar no quinto selo (Ap 6.9-11). Estão na lembrança dEle os que passaram desta vida aprovados pelo Eterno, como uma saudade dos seus discípulos (1 Ts 4.13-14), A eles, o Criador ainda não fez justiça completa como em Abel (Gn 4.10), Estêvão (At 22.20) e os outros demais (Mt 23.30, Lc 11.47, At 7.52). Na verdade, isso é assim, pois Ele almeja o aprimoramento de todos do corpo, vidas que foram apresentadas como “sacrifício vivo” (Rm 12.2) no altar dEle (Lv 6.10-11).

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