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sexta-feira, 31 de julho de 2026
Saul se desvia totalmente
“Ajuntaram-se os filisteus, e vieram e acamparam-se em Suném”, na extremidade norte da planície de Jezreel, enquanto Saul e suas forças se acamparam a poucos quilômetros, ao pé do Monte Gilboa, na extremidade sul da planície.
Saul sentia-se só e sem defesa, porque Deus o abandonara. Olhando para o exército filisteu, “temeu, e estremeceu muito o seu coração”(1 Sm 28.4, 5).
Saul soubera que Davi e sua força estavam com os filisteus, e esperava que o filho de Jessé aproveitasse esta oportunidade para vingar-se dos males que tinha sofrido. O rei estava em grande angústia, mas Deus não falava mais com ele.
Então disse Saul aos seus servos: “Buscai-me uma mulher que tenha o espírito de feiticeira, para que vá a ela e a consulte” (1Sm 28.6, 7).
Disfarçando-se, Saul saiu de noite, a fim de buscar a feiticeira.
Sob o manto das trevas, Saul e seus auxiliares se encaminharam através da planície, e, passando com segurança pelas hostes filistéias, atravessaram o cume das montanhas, em direção à morada solitária da pitonisa de En-Dor.
A mulher suspeitou que seu visitante era Saul, e seus ricos presentes fortaleceram-lhe as suspeitas. Ao seu pedido: “Peço-te que me adivinhes pelo espírito de feiticeira, e me faças subir a quem eu te disser”, respondeu a mulher: “Eis aqui tu sabes o que Saul fez, como tem destruído da terra os adivinhos e os encantadores; por que, pois me armas um laço à minha vida, para me fazer matar?” Então “Saul lhe jurou pelo Senhor, dizendo: Vive o Senhor, que nenhum mal te sobrevirá por isso”. E, quando ela disse: “A quem te farei subir?” ele respondeu: “a Samuel”.
Depois de praticar seus encantamentos, ela disse: “Vejo deuses que sobem da terra. […] Vem subindo um homem ancião, e está envolto numa capa. Entendendo Saul que era Samuel, inclinou-se com o rosto em terra, e se prostrou” (1 Sm 28.8-14).
Após a morte de Saul
Após a morte de Saul, a notícia da derrota espalhou-se larga e extensamente, levando o terror a todo o Israel.
O povo fugia das cidades, e os filisteus tomavam posse destas, sem serem incomodados nisso.
O reino de Saul, independente e desprezado por Deus, se tinha quase mostrado a ruína de seu povo.
No dia seguinte ao da luta, os filisteus, examinando o campo da batalha para roubar aos mortos, descobriram os corpos de Saul e de seus três filhos.
Para completarem seu triunfo, deceparam a cabeça de Saul e o despojaram de suas armas; então a cabeça e a armadura, exalando o cheiro de sangue, foram enviadas ao país dos filisteus como troféu de vitória, “a anunciá-lo no templo dos seus ídolos e entre o povo”.
A armadura finalmente foi posta no “templo de Astarote”, enquanto a cabeça foi fixa no templo de Dagom.
Assim a glória da vitória foi atribuída ao poder desses falsos deuses, e o nome de Jeová foi desonrado.
Assim pereceu o primeiro rei de Israel
Após passar a madrugada com a bruxa, Saul, antes do romper o dia, volta ao acampamento de Israel.
Ao consultar aquele espírito mal, o rei destruíra a si mesmo.
Na planície de Suném e nas encostas do Monte Gilboa, os exércitos de Israel e as hostes dos filisteus empenharam-se em batalha, mas os homens de Israel fugiram de diante dos filisteus, e caíram atravessados na montanha de Gilboa.
Os tês filhos do rei morreram ao seu lado. Os flecheiros apertaram Saul. Tinha visto seus soldados caírem em redor de si, e seus filhos príncipes cortados pela espada.
Ele próprio, estando ferido, não podia nem combater nem fugir. Escapar era impossível; e, resolvido a não ser tomado vivo pelos filisteus, ordenou a seu pajem de armas: “Arranca a tua espada, e atravessa-me com ela” (1 Sm 31:1, 4).
Recusando-se o homem a erguer a mão contra o ungido do Senhor, Saul tirou sua própria vida, lançando-se sobre a espada.
Conto de fábula
É tradicionalmente aceito que João foi exilado na ilha de Patmos.
No entanto, o apóstolo estava na ilha de Patmos, e lá não tem nem era exílio algum como em 1800 foi utilizada, por Napoleão Bonaparte, entretanto, o escrito foi realizado no ano cem depois de Cristo.
Enfim, chega de fábulas, João não estava exilado na ilha de Patmos, estava lá por causa da Palavra de Deus e pelo testemunho de Jesus Cristo, como diz a Palavra.
Cuidado com o sectarismo
É certo que o sistema religioso é exclusivista pois nota-se que grandes mestres se emprestam a defender coisas risíveis, mesmop contra a Verdade, por interesse de agradar a instituição.
Ele é de igual modo tendencioso pois tende a excluir sistematicamente outras pessoas, ideias ou grupos, privilegiando apenas um círculo, crença ou sistema específico, o deles.
Com isso, há uma supervalorização do próprio grupo ou convicção particular em detrimento das demais, e isso, seja em relação às tradições, seja na interpretação da Palavra.
Com isso, o livre examinar das Escrituras, corre um grande risco, pois a Palavra é, em sua maioria,interpretada de forma isolada, isolacionista ou puramente subjetiva e, é claro que deveria haver mais debates acerca das linhas de pensamento.
A ideia aqui defendida é extraída da segunda epístola do apóstolo Pedro , que diz: "nenhuma profecia da Escritura é de interpretação particular".
Segundo o texto apresentado, as profecias não vieram da vontade humana, mas foram guiadas pelo Espírito Santo (2 Pd 1.20).
Acontece de forma universal e também aqui no Brasil, que o cristão é formado com uma pré disposição a um entendimento particular.
Esse sectarismo pode ter várias benesses, mas também muitos engessamentos e contrariedades, inúmera contradições e enganos.
Tendo divina direção é melhor
A frase "tomem suas posições, permaneçam firmes" é um trecho bíblico encontrado no segundo livro das Crônicas dos reis de Israel.
Foi resposta divina a uma questão muito difícil. Nela há o incentivo as pessoas a não terem medo e a confiarem que o Senhor as guiará, mesmo quando confrontadas com desafios.
Há ainda o entendimento que lutas espirituais necessitam de respostas espirituais e direcionamento particular do Eterno.
Enfim, a direção divina em todos os conflitos da vida vem do Senhor, e, nesta batalha: "...Tomem posições, permaneçam firmes e vejam o livramento que o SENHOR dará..." (2 Cr 20.17).
Paulo em Jerusalém
Ao retornar a Jerusalém após a terceira viagem missionária, Paulo presta relatório aos líderes da igreja e glorifica a Deus pelo avanço do Evangelho entre judeus e gentios (At 21.19-20).
Contudo, rumores maliciosos levantam suspeitas contra seu ministério, levando-o a agir com prudência e sensibilidade pastoral.
Em Jerusalém, o apóstolo enfrenta agressões, prisão e falsas acusações, mas transforma a adversidade em oportunidade de testemunho, revelando que a fidelidade a Cristo pode conduzir ao sofrimento, sem jamais silenciar a verdade do Evangelho.
Discípulos em várias cidades, como Tiro e Cesareia (incluindo o profeta Ágabo), alertaram Paulo de que ele enfrentaria correntes e perigo se fosse a Jerusalém.
Entretando, Paulo recusou os pedidos para desistir, afirmando estar pronto não apenas para ser preso, mas também para morrer pelo nome de Jesus.
Paulo inicia seu testemunho lembrando quem era antes de encontrar Cristo.
Judeu zeloso, formado em Jerusalém aos pés de Gamaliel, um dos mestres mais respeitados do judaísmo (At 5.34).
Fora instruído rigorosamente na Lei de seus pais. Diante dos judeus, apresenta-se como alguém irrepreensível quanto ao zelo religioso (Fp 3.4-6), embora esse zelo estivesse equivocado por carecer de verdadeiro conhecimento espiritual (Rm 10.2).
Seu passado inclui a perseguição violenta à Igreja, a quem combatia “até à morte” (At 9.2).
Ao recordar essa fase, Paulo demonstra que a religiosidade sem Cristo pode produzir dureza, perseguição e cegueira espiritual.
Isso ocorre quando práticas de culto, rituais e regras morais perdem a centralidade em Jesus de Nazaré, focando-se em preceitos humanos, no legalismo ou no sincretismo religioso.
Demonstra que a forma exterior da fé pode existir sem uma conexão real com o evangelho.
O uso do nome ou de conceitos sagrados para obter benefícios pessoais, paz psicológica ou status social, ignorando a cruz e o arrependimento.
Ainda há a questão da postura rígida que afasta as pessoas em vez de acolher, gerando um ambiente de condenação.
Enfim, a comunidade cumpre obrigações religiosas, mas perde o sentido transformador do amor ao próximo e da comunhão com Deus.
A despedida de Paulo em Éfeso
Antes de sua saída definitiva da Ásia, a despedida de Paulo dos líderes da igreja de Éfeso ocorreu em Mileto durante sua terceira viagem missionária.
Os pontos centrais desse encontro incluem seu ministério de três anos na região, a viagem rumo a Jerusalém sob pressentimento de prisões, e as advertências finais aos presbíteros (At 20.17-38).
Paulo lembrou que serviu ao Senhor com humildade, lágrimas e provações diante das conspirações dos opositores lembrando os perigos que ameaçam a Igreja.
O apóstolo adverte que “lobos cruéis” surgiriam, tanto de fora quanto de dentro da própria comunidade, distorcendo a verdade para atrair discípulos após si.
Esses falsos mestres, movidos por interesses egoístas, representam ainda hoje uma ameaça constante à fidelidade da Igreja (Rm 16.17,18; 1Jo 4.1).
Embora o contexto histórico inclua possíveis influências gnósticas, a advertência é atemporal: sempre haverá ensinos que relativizam a verdade bíblica.
Por isso, somente a permanência na sã doutrina preserva a fé genuína e protege o povo de Deus contra o engano (2Tm 4.3,4).
Ainda hoje ainda há ensinos errados ou distorcidos que colocam o foco humano no lugar de Deus, como o excesso de ensinos voltados apenas para a riqueza material ou o bem-estar terreno.
O vingador do futuro é Jesus
A Bíblia descreve Deus, entre outras caractrísticas, como um ser "vingador".
É certo que essa vingança se refere à Sua justiça contra o mal e à punição dos adversários, e não à vingança pessoal que os humanos praticam.
Jesus, por sua vez, ensinou seus seguidores a não se vingarem e a oferecerem a outra face, mostrando um caminho de perdão e de não perpetuação do ciclo de ódio, mas reconhece que o Senhor é o juiz final e vingador contra o mal.
Deus é descrito como o "vingador" que pune os ímpios e protege o seu povo (Nm 1.2; Sl 94).
Essa crença na vingança divina não é apenas do Antigo Testamento, e Jesus mesmo mencionou que o Senhor é o vingador de todas as coisas (1Ts 4.6).
A Palavra aborda a defesa dos oprimidos como um mandamento de justiça social, mas proíbe a vingança pessoal
As Escrituras ensinam que a vingança pertence a Deus, enquanto os cristãos devem buscar a justiça, ajudar os necessitados e amar o próximo.
A orientação do Livro Sagrado é clara ao instruir as pessoas a não se vingarem por conta própria.
A justiça final e a retribuição pelo mal cometido cabem a Deus, que é o juiz perfeito.
Embora a vingança pessoal seja proibida, a Bíblia ordena ativamente que os crentes e líderes defendam os fracos e oprimidos, e busquem a justiça.
Isso envolve ações legais, éticas e de caridade para proteger os vulneráveis.
Em suma, a posição bíblica é de não-vingança pessoal, mas de ação compassiva e justa em defesa dos que sofrem opressão, confiando que a punição final do opressor virá de Deus (Rm 12.19; Pv 20.22 e 31.8-9 Lv 19.18; Jr 22.3; Sl 82.3 e 103.6).
A ideia é que a vingança é de Deus, que retribuirá a cada um segundo suas obras (Hb 10.30).
Emancipando-se em Deus
É certo que, o Deus da Bíblia é caracterizado, entre outras denominações, como um grande redentor.
O Milagre do Mar Vermelho transcende séculos como um dos mais impressionantes testemunhos do poder de Deus que as páginas sagradas da Bíblia oferecem.
Este fenômeno não apenas enfatiza o papel da fé em Deus como fundamenta a narrativa de libertação dos israelitas das amarras do Egito antigo.
A condução segura de um povo cada vez mais assolado pelo desespero da opressão ao espetacular desfecho onde são testemunhadas as promessas cumpridas do Criador, oferece uma visão inspiradora de libertação e perseverança.
O Egito antigo era uma civilização regida por faraós, onde a opressão e a servidão impunham um ritmo brutal de vida aos hebreus.
Lá, sob o julgo implacável do trabalho forçado, cresceu o clamor por libertação, um grito que atravessaria desertos e séculos. Moisés, como agente divino, surge para confrontar poderes terrenos e exigir a liberdade do seu povo, ecoando as promessas de um Deus que não abandona os seus.
Outra passagem semelhante onde uma legião se afoga no mar, agora de porcos, está descrita no Evangelho de Marcos do encontro de Jesus com um homem possuído pelo espírito impuro, que vivia num cemitério no meio dos túmulos, ferindo-se com pedras, e ninguém conseguia dominá-lo.
A cena é digna de um filme de terror. O endemoninhado tem nome. Ele se chama legião e mora na região dos gerasenos, na Decápole. Jesus age como exorcista, ao expulsar cerca de dois mil demônios, os quais entram numa manada de porcos e se atiram no mar. Na sequência, os pagãos pedem a Jesus que vá embora da região.
Um homem, que tinha sua vida destruída pelo poder do Diabo, ao se encontrar com Jesus foi liberto e salvo!
Há um Deus na periferia?
A pergunta ecoa o questionamento feito pelos fariseus em João: "Por acaso, alguém das autoridades ou algum dos fariseus creu nele? Não!".
Essa citação mostra que, para o establishment religioso da época, era inconcebível que Jesus fosse o Messias, pois a maioria dos seus seguidores vinha das camadas mais simples da sociedade, a quem eles desprezavam (Jo 7.48).
Mas respondendo a pergunta? Sim, algumas pessoas da elite da época de Jesus creram Nele e se tornaram seus seguidores, embora a maioria da oposição viesse justamente dos líderes religiosos e das autoridades.
Dois exemplos notáveis mencionados nos Evangelhos são: Nicodemos - fariseu e membro do Sinédrio, a mais alta autoridade judaica.
Nicodemos procurou Jesus secretamente, à noite, para aprender mais sobre seus ensinamentos.
Ele chegou a defender Jesus perante o conselho, argumentando que a lei exigia que um acusado fosse ouvido antes de ser julgado.
Mais tarde, ele ajudou José de Arimateia a sepultar o corpo de Jesus.
E, José de Arimateia - homem rico, membro respeitado do Sinédrio e, secretamente, um discípulo de Jesus.
Após a crucificação, foi ele quem corajosamente pediu o corpo de Jesus a Pilatos e providenciou um sepulcro novo para o enterro.
Apesar desses casos, a maioria dos seguidores de Jesus era composta por pessoas comuns, muitas vezes referidas pelos líderes religiosos com desprezo como "ralé" ou "essa plebe que nada sabe da lei".
A mensagem de Jesus muitas vezes confrontava o orgulho e as tradições da elite religiosa, o que gerava grande resistência por parte deles.
Respondendo a argumentação inicial: "Não! Mas essa ralé que nada entende da lei é maldita" (Jo 7.49).
quinta-feira, 30 de julho de 2026
A parábola do juiz iníquo
A parábola do juiz iníquo é uma lição de Jesus, encontrada em no evangelho segundo escreveu Lucas.
Ela ensina a importância da oração persistente e da fé inabalável em Deus, apesar das demoras.
A história relata uma viúva que, mesmo diante de um juiz sem temor a Deus e sem respeito pelas pessoas, não desiste de seu pedido por justiça e, por fim, é atendida.
Jesus usa este exemplo para mostrar que, se um juiz injusto pode ceder à insistência, quanto mais Deus, que é justo e amoroso, atenderá os anseios de seus escolhidos.
A parábola é um convite para que os fiéis orem constantemente, sem desanimar, mesmo quando a resposta parece demorar.
Se até um juiz iníquo atende a uma viúva insistente, quanto mais Deus, que é um Pai amoroso e justo, atenderá aos pedidos daqueles que clamam a Ele dia e noite.
No final, Jesus questiona se, quando o Filho do Homem vier, encontrará fé na terra, reforçando que a fé é essencial para que as orações sejam ouvidas e a justiça divina se manifeste.
Capacitando a liderança
A frase "estudado em toda a ciência dos egípcios" se refere a Moisés e é encontrada no livro de Atos dos Apóstolos.
O texto se refere ao versículo 22, do capítulo 7 diz: "E Moisés foi educado em toda a ciência dos egípcios e era poderoso em palavras e obras".
Essa passagem, parte do discurso de Estêvão, destaca a educação privilegiada de Moisés na corte do faraó: adotado pela filha do faraó e criado como se fosse seu filho.
Isso proporcionou a ele o melhor ensino disponível no Egito antigo, que era uma civilização avançada em diversas áreas, o primeiro império mundial.
Dentre os estudos, incluía conhecimentos em engenharia (construção, navegação), matemática (geometria), escrita (hieróglifos), medicina e administração.
Mostra que o preparo de Moisés foi completo, não desprezando nenhum tipo de conhecimento (Os 4.6; Rm 1.28-31).
quarta-feira, 29 de julho de 2026
Paulo confronta Afrodite
A fundação da igreja em Corinto, narrada no livro dos Atos dos Apóstolos, revela um momento decisivo da missão cristã, no qual a graça de Deus se mostra plenamente suficiente em meio a adversidades intensas.
Em uma cidade marcada pela imoralidade e pelo pluralismo religioso, o apóstolo Paulo experimenta o sustento divino para perseverar e anunciar o Evangelho com fidelidade.
Este episódio ensina que, mesmo em contextos desafiadores, a graça do Senhor capacita seus servos a permanecer firmes e frutíferos (At 18).
Após deixar Atenas, Paulo chega a Corinto, capital da província romana da Acaia desde 27 a.C.
A cidade havia superado Atenas em importância política e comercial, tornando-se um dos maiores centros econômicos do mundo romano.
Cosmopolita e estrategicamente localizada, Corinto reunia povos de diversas culturas, mas também se destacava por sua profunda decadência moral.
Templos pagãos, especialmente o de Afrodite, marcavam a vida religiosa da cidade, associando culto e prostituição ritual.
Historiadores antigos relatam a presença de centenas de prostitutas religiosas ligadas a esse culto.
Diante desse cenário espiritualmente caótico, Paulo chega consciente da complexidade da missão que o aguardava, anunciando o Evangelho em “fraqueza, e em temor e em grande tremor” (1Co 2.1-5).
Como era seu costume, Paulo inicia sua obra na sinagoga, anunciando que Jesus é o Cristo prometido.
Nesse período, encontra Priscila e Áquila, judeus expulsos de Roma pelo decreto do imperador Cláudio.
Trabalhando com eles como fabricante de tendas, Paulo une sustento próprio e missão, estabelecendo uma parceria que seria decisiva para a igreja em Corinto (At 18.2,3).
Com a chegada de Silas e Timóteo, trazendo notícias animadoras e apoio das igrejas da Macedônia, Paulo passa a dedicar-se integralmente à Palavra (At 18.5).
Contudo, a crescente oposição judaica o impede de continuar na sinagoga, preparando o caminho para uma nova etapa da missão, agora fora daquele ambiente religioso.
O choque cultural em Atenas
O choque cultural em Atenas ocorreu porque a mensagem de Paulo sobre Jesus e a ressurreição batia de frente com as duas maiores correntes filosóficas da época.
Um deles era o grupo dos Epicureus ou buscadores do prazer.
É a escola fundada por Epicuro no século IV a.C.
Segundo eles, os deuses existiam, mas eram distantes, indiferentes e não interferiam no mundo.
O objetivo principal dessa escola era alcançar a ataraxia (paz de espírito livre de medos) e a ausência de dor física.
O outro grupo, dos Estoicos ou defensores do dever.
Escola fundada por Zenão de Cítio, que ensinava nos pórticos (stoa) de Atenas.
Eram panteístas e acreditavam que Deus era uma força racional e impessoal fundida com a própria natureza (o Logos).
Valorizavam a lógica, o autocontrole estrito e a submissão resignada ao destino.
Enfim, viviam pelo esforço próprio e viam a autossuficiência moral como a maior virtude.
Que quer dizer este paroleiro?
O contexto histórico da visita do apóstolo Paulo a Atenas em Atos 17 deu-se por volta dos anos 50 a 52 d.C., durante a sua segunda viagem missionária.
Embora Roma detivesse o poder militar da época, Atenas ainda era o centro mundial da filosofia, das artes e da educação.
O missionário chegou à famosa cidade grega sozinho, fugindo de perseguições severas nas cidades de Tessalônica e Bereia.
Historiadores da época diziam que era mais fácil encontrar um deus do que um homem em Atenas. Havia estátuas e templos para divindades por todas as esquinas.
A palavra paroleiro significa uma pessoa que fala demais, tagarela, ou alguém que mente e usa de conversas fiadas para enganar os outros.
Essa expressão costuma aparecer no famoso texto bíblico de Atos quando filósofos gregos chamam o apóstolo Paulo assim de forma pejorativa (At 17.18).
Os filósofos usaram o termo grego original spermologos (traduzido como "paroleiro") para ironizar Paulo.
O sentido na época era o de um "apanhador de sementes", ou seja, alguém que recolhia migalhas de sabedoria alheia e repetia sem realmente entender nada.
Por isso, levaram-no ao Areópago, um tribunal e conselho de sábios situado numa colina perto da Acrópole.
Foi ali que Paulo fez o seu famoso discurso, usando uma estratégia genial: em vez de citar as escrituras judaicas (que os gregos não conheciam), ele usou como ponto de partida um altar da própria cidade dedicado "Ao Deus Desconhecido".
Paulo explicou que esse Deus que eles adoravam sem conhecer era o Criador do universo e que ressuscitou Jesus dos mortos.
Quando mencionou a ressurreição física, muitos zombaram dele, pois a filosofia grega via o corpo físico como uma prisão para a alma.
Mesmo assim, alguns líderes locais importantes converteram-se ali.
O Senhor o há de mister
Indo para Jerusalém, no monte das Oliveiras, Jesus mandou dois de seus discípulos ir a aldeia que estava adiante deles e trouxessem um jumentinho que estava preso.
E se alguém perguntar por que o soltais, dizeis que "O Senhor o há de mister" (Lc 19.31 B).
Soltou-se o jumentinho porque Jesus precisava dele para cumprir uma profecia bíblica e entrar em Jerusalém como um rei humilde e pacífico.
Os discípulos, a pedido de Jesus, foram até a povoação e encontraram um jumentinho amarrado; ao serem questionados, disseram que o "Senhor precisa dele" e ele foi trazido para Jesus, que o montou para entrar na cidade, cumprindo o relato de Zacarias.
O jumentinho foi entregue por um homem que, segundo as escrituras, estava no lugar e no momento certos para a necessidade de Jesus ( Zc 9.9).
Enfim, o dono do jumento foi sensível à necessidade de Jesus, entregando o animal para que o propósito do Messias pudesse ser cumprido (Lc 19.33).
Israel, luz para as nações
Havia muitos judeus por toda a parte do mundo espalhados pela perseguição em Jerusalém.
Assim consta do livro sagrado a ideia de se pregar nas sinagogas, mas muitos judeus não aceitaram a Palavra e se constituíram inimigos do Evangelho.
Ao rejeitarem a mensagem, muitos judeus se tornaram “indignos da vida eterna”, não por um decreto arbitrário, mas pela resistência voluntária ao Evangelho (At 13.46-49).
Assim, Paulo volta-se aos gentios, que recebem a Palavra com alegria e fé sincera.
Cumpre-se, então, o propósito divino anunciado em Isaías que Israel seria luz para as nações, e de Israel viria Cristo, a luz para revelação aos gentios (Is 49.6; Lc 2.32).
O texto afirma que “creram todos quantos estavam ordenados para a vida eterna” (v.48).
É certo que a salvação é oferecida a todos, mas acolhida apenas pelos que creem.
Muitos gentios acolheram a Palavra e tornaram-se testemunhas vivas do poder transformador do Evangelho (1Tm 2.4; Tt 2.11; 2Pe 3.9).
Isso mostra claramente que a missão avança quando a igreja responde com fé, discernimento e obediência.
Fiel ao princípio de alcançar primeiro o judeu e depois o gentio (Rm 1.16), Paulo iniciou sua pregação nas sinagogas.
Contudo, em Antioquia da Pisídia, a inveja e a resistência dos judeus revelam a dor do apóstolo ao ver seu povo rejeitar o Evangelho (Rm 9.1-3).
Diante dessa recusa, Paulo e Barnabé declaram: “Era mister que a vós se vos pregasse primeiro a palavra de Deus; mas, visto que a rejeitais, [...] eis que nos voltamos para os gentios” (At 13.46).
Assim, dentro do propósito soberano de Deus, o Evangelho alcança as nações.
A 1ª viagem missionária
A viagem consolidou a abertura definitiva do cristianismo para povos não judeus.
Comunidades sólidas foram estabelecidas em regiões difíceis da Ásia Menor.
O sucesso com os gentios gerou debates que levaram à realização do Concílio de Jerusalém em Atos 15 com a aprovação das três famosas restrições.
A viagem seguiu uma sequência geográfica bem documentada nos capítulos 13 e 14 de Atos dos Apóstolos.
Após o jejum na igreja de Antioquia da Síria, eles desceram ao porto vizinho de Selêucia e embarcaram.
Desembarcaram em Salamina pregando nas sinagogas e cruzaram a ilha até Pafos.
Ali, enfrentaram o falso profeta Elimas e converteram o procônsul romano Sérgio Paulo.
Navegando em direção ao norte, chegaram à região da Panfília.
Subiram as montanhas até Antioquia da Pisídia, onde Paulo fez um longo discurso bíblico antes de ser expulso por líderes religiosos judeus locais.
Seguiram para Icônio, escapando de uma tentativa de apedrejamento.
Em Listra, Paulo curou um coxo.
A multidão tentou adorar os missionários como deuses gregos (Júpiter e Mercúrio), mas depois mudou de atitude.
Paulo foi apedrejado e arrastado para fora da cidade como morto.
Ele sobreviveu e seguiu com Barnabé para Derbe, onde converteram muitos discípulos.
Em vez de pegar um atalho para casa, eles refizeram os passos pelas cidades onde haviam sido perseguidos (Listra, Icônio e Antioquia da Pisídia) para encorajar os novos cristãos e nomear presbíteros.
Passaram por Perge, desceram ao porto de Atalia e navegaram de volta a Antioquia da Síria.
Atentando ao Espírito Santo
"Apartai-me a Barnabé e a Saulo para a obra a que os tenho chamado" (At 13.2).
Esta frase está registrada no livro dos Atos dos Apóstolos.
Ela sinaliza que o Espírito que chama e envia os missionários.
A missão não nasce da criatividade humana, mas da vontade soberana do Espírito.
Sem o poder do Espírito, até os apóstolos permaneceram retraídos; com o Pentecostes, tornaram-se proclamadores ousados da fé.
Assim, toda iniciativa evangelizadora autêntica é fruto da ação do Espírito no coração da igreja.
Nesta situação é Barnabé e Saulo (Paulo) para a sua primeira viagem missionária.
A primeira viagem missionária de Paulo e Barnabé ocorreu aproximadamente entre os anos 46 e 48 d.C., cobrindo centenas de quilômetros por mar e terra através de Chipre e da atual Turquia.
Aconteceu na igreja de Antioquia da Síria, que era um importante centro cristão primitivo.
Os líderes e profetas estavam jejuando e servindo ao Senhor quando receberam a direção do Espírito Santo.
Após o direcionamento divino, a igreja jejuou, orou, impôs as mãos sobre eles e os despediu para a missão.
terça-feira, 28 de julho de 2026
Esperando em Deus
O salmista assim se expressa:“Espera no SENHOR, anima-te, e Ele fortalecerá o teu coração; espera, pois, no SENHOR” (Sl 27.14).
Para esperar em Deus é necessário primeiro aquietar a alma.
É certo que ninguém perde por esperar no Senhor, ninguém nunca foi decepcionado ou frustado por esperar em Deus.
Não é fácil esperar no Senhor, mas espere nEle, mesmo sem ver o seu agir.
É isso que faz toda a diferença.
Rogai, pois, ao Senhor da seara
Esta é uma das passagens mais marcantes e profundas dos Evangelhos.
O versículo lembra que há uma multidão necessitada de esperança e cuidado.
Contudo, o número de pessoas dispostas a ajudar e propagar essa mensagem é proporcionalmente reduzido (Mt 9.37-38 e Lc 10.2).
O contexto da mensagem foi a apresentação a Jesus de um mudo possesso e logo que o demônio foi expulso, ele falou.
O fato de o homem recuperar a voz imediatamente após a libertação mostra que há doenças "escondidas" em opressões espirituais.
Enfim, a multidão ficou admirada e os fariseus começarama criticar a Jesus e Ele se compadeceu da multidão: "...porque andavam fatigadas e abatidas, como ovelhas sem pastor".
A grande lição prática que Jesus deixou para este cenário não é o desespero ou o aumento de sobrecarga sobre os que já trabalham, mas sim a oração: "Rogai, pois, ao Senhor da seara que mande trabalhadores para a sua seara".
O trabalho é de Deus, e Ele é quem capacita e envia os missionários.
Deus aprovando é o suficiente
A expressão "Basta que Deus veja" implica que a aprovação ou o conhecimento divino são suficientes.
Sugere que não é preciso buscar o reconhecimento humano, mas sim o de Deus, que tudo sabe e tudo vê.
Essa ideia pode ser entendida como um incentivo à fé e à confiança no plano divino, mesmo quando as circunstâncias não são compreendidas pelos homens, pois Deus conhece o potencial e os desígnios de cada um.
A frase enfatiza que a validação de Deus é mais importante do que a aprovação de outras pessoas, que muitas vezes buscam aplausos e reconhecimento.
O evangelista Mateus, ao expressar os ensinamentos do Mestre, diz que: "não veja a sua mão direita, o que faz a esquerda" (Mt 6.3-4), mostrando que o bem deve ser praticado em segredo.
O fruto Bendito
Palavra e a Ciência.
Toda a Bíblia é centrada na Palavra e Sua vinda foi predita pelos profetas e celebrada por Isabel quando ainda tinha poucos dias de vida, durante o encontro com sua prima Maria: “Bendito o fruto do teu ventre”.
Com apenas seis meses de gestação, o Elias reconheceu-o e saltou no ventre.
“O sacerdote Zacarias, após o nascimento dEle predito também pelo profeta Malaquias, disse: “Bendito o Senhor, Deus de Israel, porque visitou e remiu o seu povo”“.
Uma multidão dos exércitos celestiais, louvou-O:” Glória a Deus nas alturas, paz na terra, boa vontade para com os homens!”.
Deus está entre nós!
Não há fórmulas mágicas
Na Bíblia, "o dedo de Deus" simboliza o poder, a intervenção e a vontade divina, manifestando-se como a força por trás de eventos sobrenaturais e da escrita dos Dez Mandamentos.
A expressão é usada para descrever a força de Deus na criação (Sl 8), a libertação de demônios (Lc 11.20) e a escrita dos Dez Mandamentos nas tábuas de pedra (Ex 31.18).
A expressão "No princípio criou Deus os céus e a terra" é a principal frase bíblica que descreve o poder de Deus na criação do universo.
Ela destaca que a criação ocorreu pela vontade e iniciativa divina, frequentemente descrita como a "Palavra Poderosa" de Deus, sem necessidade de matéria pré-existente ou disputas (Gn 1.1) .
O termo hebraico utilizado é bará, um verbo exclusivo para ações realizadas por Deus, reforçando sua soberania.
A narrativa bíblica enfatiza que Deus criou o universo simplesmente ao falar, trazendo ordem, luz e vida ao caos.
A libertação de demônios na Bíblia é apresentada como a expulsão de espíritos malignos realizada por Jesus e seus discípulos através da autoridade divina e do nome de Jesus, visando libertar pessoas de opressões físicas e espirituais.
Na passagem do Senhor pela terra do Egito e consequente saída do seu povo para o deserto, foi marcada com muitos sinais, alguns deles imitados pelos magos, antretanto, a partir da praga dos piolhos, eles mesmos disseram: “isto é o dedo de Deus” (Ex 8.19).
Essencialmente, é uma batalha espiritual vencida pela fé e obediência a Deus, não pela força própria.
Jesus demonstrou poder absoluto sobre os demônios, expulsando-os com Sua palavra (Lc 8.26-39).
O Mestre deu aos seus seguidores autoridade e poder para expulsar demônios e curar doenças (Lc 9.1-2).
Segundo ainda o evangelista Lucas, Jesus defendeu a chegada do reino dos céus pelo sinal de expulsão de demônios:“Se, porém, Eu expulso os demônios pelo dedo de Deus, certamente é chegado o reino de Deus sobre vós" (Lc 11.20).
A libertação ocorre através do uso do nome de Jesus, não por fórmulas mágicas (At 19.13-20).
A fé, a oração e o jejum são mencionados como meios para lidar com casos difíceis (Mt 17.19-21).
A orientação bíblica é submeter-se a Deus e resistir ao diabo, o que o faz fugir (Tg 4.7).
Já oss Dez Mandamentos foram escritos diretamente por Deus com "seu próprio dedo" em duas tábuas de pedra no Monte Sinai.
Isso significa que foi feita uma aliança divina eterna e imutável (Ex 31.18, Dt 9.10).
Durante o banquete de Belsazar, uma mão escreve uma sentença de morte na parede do palácio real. Essa é outra manifestação do dedo de Deus, julgando o rei por sua arrogância (Dn 5.5, 25).
O banquete foi uma celebração profana onde o rei babilônico usou taças sagradas do Templo de Jerusalém, resultando em uma misteriosa escrita na parede: "MENE, MENE, TEQUEL, PARSIM".
Daniel interpretou que Deus pesou e dividiu o reino, que foi tomado pelos medos e persas naquela noite.
A história destaca o orgulho de Belsazar em contraste com o julgamento divino, pois ele não se humilhou, mesmo conhecendo a história de seu antecessor, Nabucodonosor.
Enxergando o Messias
"Agora te veem os meus olhos" é uma citação bíblica do livro de Jó que expressa a transição de um conhecimento superficial ("só de ouvir falar") para uma experiência pessoal e direta com Deus.
É fruto de arrependimento e profunda revelação, como no famoso trecho: "Eu te conhecia só de ouvir, mas agora os meus olhos te veem; por isso me abomino e me arrependo no pó e na cinza" (Jo 42.5).
Jó passou por grandes sofrimentos e questionamentos sobre Deus, sendo visitado por amigos que lhe davam conselhos errados.
Após Deus falar com Jó, ele tem uma experiência transformadora, percebendo a grandeza de Deus de forma íntima.
A frase marca o momento em que Jó entende que conhecer a Deus não é apenas por meio de relatos, mas por uma revelação espiritual direta, onde ele se vê pequeno diante da majestade divina.
Ignorar as Escrituras é ignorar a Cristo
Houve várias figuras proeminentes que divergiram de São Jerônimo ao longo de sua vida e como ele próprio disse: "...ignorar as Escrituras é ignorar a Cristo".
Saliento que essas divergências contribuem para uma melhor abordagem e esclarecimento da Palavra.
Não havendo aqui, nenhum sentimento pessoal, mas sim o propósito de trazer uma pequena cooperação com a divulgação do Evangelho de Jesus Cristo.
São Jerônimo em sua proposta de debater com Porfírio as interpretações do livro de Daniel se equivoca ao alegar que o anticristo será um homem, a ponta pequena relatada no capítulo, (Dn 7.8).
Apresento a seguir, com enorme humildade e tremor, os pontos da discordância para aquele frutífero doutor da Bíblia.
A ponta pequena descrita no capítulo 7 de Daniel tem olhos de homens e fala grandiosamente que surge no império romano e derruba três outras pontas, das dez, sempre é debatida e explorada pelos estudantes da Palavra de Deus.
As grandes palavras que saíam da ponta chama atenção do profeta Daniel (vs.11) cuja aparência era mais firme (vs.20) até que o quarto animal, sem referência anterior, morre, diferente dos outros cujo domínio foi tirado, mas com continuidade de vida.
A pequena ponta fazia guerra aos santos e os vencia (vs.21) até o juízo final. Proferirá palavras contra o Altíssimo e destruirá os santos do Altíssimo, cuidando em mudar os tempos e a lei (vs. 25), mas o domínio será restabelecido e a pequena ponta será destruída (vs. 26 e 27).
Importante ainda, data vênia, ressaltar o paralelismo deste capítulo 7 com o capítulo 2 do livro do profeta Daniel, o sonho da estátua referenciando os cinco reinos que o eterno determinou sobre a terra, sendo o quinto reino, dos pés representados pelos dez chifres do quarto animal do qual se levanta a pequena ponta.
Assim, a pequena ponta se levanta no império romano e vai até o fim, sempre prosperando contra os santos e mudando as leis até a sua destruição final.
Os doutores também se equivocam e quando o Espírito não esclarece, sobra a nós, pobres mortais, a confusão!
O que é "rachar lenha"
Rachar lenha expõe ao perigo de se ferir com o machado, lascas de madeira ou por um golpe mal calculado, sendo um exemplo bíblico citado no livro do Eclesiastes.
O texto exemplifica que trabalhos manuais exigem cuidado e sabedoria (Ec 10.9-10).
São várias as possibilidade de perigo: falta de preparo, em uma ferramenta sem fio (machado embotado) e imprudência.
Há ainda os riscos físicos como cortes, contusões e, metaforicamente a passagem pode aludir a consequências negativas de ações descuidadas.
O versículo seguinte complementa: "Se o machado está cego e a sua lâmina não foi afiada, é preciso golpear com mais força; o proveito da sabedoria, porém, é que ela traz êxito".
Isso sugere que a preparação e a sabedoria (afiar o machado) evitam o sofrimento e trazem sucesso, ao contrário da força bruta e da falta de planejamento
Jugo desigual
"Jugo desigual" é uma expressão bíblica que usa a metáfora da agricultura para descrever uma parceria ou relação íntima entre pessoas com propósitos, valores e crenças radicalmente diferentes.
Isso resulta em desequilíbrio e dificuldade para atingir um objetivo comum, seja na fé ou na vida (2 Co 6.4).
O jugo é uma peça de madeira que une dois animais (como bois) para que puxem juntos uma carga ou arado.
A discordância inicia quando os animais são de tamanhos ou forças diferentes.
O animal mais forte se esforça mais, enquanto o mais fraco pode ser arrastado ou machucado.
O apóstolo Paulo usa essa metáfora para alertar os cristãos a não se unirem de forma íntima a pessoas descrentes.
Uma relação com alguém que não compartilha os mesmos valores e fé pode levar a um "caminhar em círculos", impedindo o crescimento espiritual, o desânimo e a dificuldade de avançar no propósito de Deus.
A expressão é aplicada a relacionamentos românticos e até mesmo a parcerias comerciais entre cristãos e não-cristãos, que têm visões de mundo e objetivos morais diferentes.
É possível, de igual modo, que mesmo em um relacionamento amoroso de dois cristãos, exista o jugo desigual.
Basta que um deles não tenha a mesma consagração e meta cristã que o outro.
Basta ainda que um cristão que tem um viver espiritual saudável esteja junto de um cristão que não tem um viver espiritual saudável!
A oposição a Timóteo em Éfeso
Os falsos mestres que Timóteo enfrentava em Éfeso promoviam um sincretismo religioso perigoso, misturando misticismo judaico, filosofia grega e ideias pré-gnósticas.
Esse ensino atacava a essência do Evangelho e causava divisões profundas na igreja.
Alguns desses falsos pregadores ensinavam que o corpo e o mundo material eram inerentemente maus.
Por conta disso, afirmavam que a ressurreição do corpo já havia acontecido (sendo apenas espiritual).
Outro ensinamento perverso é de um grupo que viam a matéria como algo maligno, impunham fardos pesados aos fiéis.
Eles proibiam o casamento e exigiam a abstinência de determinados alimentos criados por Deus.
Enfim, algo ainda em moda, uns falsos profetas vendiam um suposto "conhecimento secreto" e usavam o ministério para obter lucro financeiro e ostentavam um intelectualismo esnobe que gerava discussões inúteis.
A segunda carta à Timóteo
O contexto histórico da segunda carta à Timóteo é marcada pelo martírio iminente do apóstolo.
Paulo sabia que seria decapitado em breve e ele escreve para pedir que Timóteo venha visitá-lo antes do inverno e traga uma capa de frio e seus livros/pergaminhos.
Ele estava sob a violenta perseguição do Império Romano e a epístola é considerada o "testamento espiritual".
Alexandre era um artesão de metais (o "latoeiro" ou ferreiro) que se opôs duramente às pregações de Paulo.
Ele causou muitos males ao apóstolo e resistiu com força à mensagem do Evangelho e provavvelmente o delatou.
Paulo não buscou vingança pessoal, mas orientou Timóteo a se guardar dele e deixou a justiça nas mãos de Deus.
Ao contrário da primeira detenção (onde ficou em prisão domiciliar leve), Paulo estava agora num calabouço escuro, frio e insalubre.
O imperador romano Nero governava na época e após o grande incêndio de Roma em 64 d.C., ele usou os cristãos como bodes expiatórios, iniciando uma perseguição estatal brutal.
Por ser crime apoiar um inimigo do Estado, quase todos os amigos de Paulo o abandonaram por medo.
segunda-feira, 27 de julho de 2026
Vencendo em Cristo
A Bíblia mostra que existe uma batalha espiritual entre os servos de Deus e os servos do diabo.
Todo crente está envolvido na batalha espiritual.
Devemos resistir ao adversário, mas não precisamos ter medo dele, porque Deus é mais forte que todos os nossos inimigos.
A Palavra mostra que nossa luta não é contra seres humanos.
A verdadeira batalha é contra forças espirituais malignas que têm autoridade sobre nosso mundo (Ef 6.11-12).
O diabo que destruir a humanidade e ele não desiste quando uma pessoa se converte. Por isso, precisamos estar prontos para lutar (1 Pd 5.8-9).
A batalha espiritual é nossa luta contra tudo que nos afasta de Deus.
O Espírito revela que há três grandes inimigos a serem vencidos: o mundo, nossa natureza carnal e o diabo.
É certo que o adversário governa as forças espirituais em rebelião contra Deus (Jo 10.10).
Já o mundo está amaldiçoado por causa do pecado, é dominado pelo diabo e tem muitas tentações que tentam tirar o foco do cristão (1 Jo 5.19).
Enfim, a velha natureza têm uma tendência para pecar e faz necessário lutar contra esses desejos (Gl 5.16-17).
Esses três inimigos podem atuar juntos ou separados contra o fiel.
Por isso é mister resistir ao diabo através do rejeitamento de suas mentiras e declarando a verdade de Deus (Tg 4.7).
Ainda mantendo a santificação sem a qual ninguém verá ao Senhor, escolhendo não se contaminar com o mundo (1 Jo 2.15-17).
Servir ou dominar
Em sua terceira carta, João escreveu à igreja local para dar assistência aos pregadores e evangelistas itinerantes que por ali passavam (v.5).
Ele enalteceu Gaio por fazer esse trabalho de maneira eficiente, mas, em contrapartida, destacou como Diótrefes estava se opondo a esses pregadores.
Os falsos líderes e profetas sempre existiram, mas certamente se multiplicariam nos últimos tempos, como o próprio Senhor previu.
Se todo cristão mantivesse sua mente e coração bem abastecidos de Cristo e da Bíblia seria mais fácil identificá-los e manter distância deles
O nome "Diótrefes" significa "alimentado por Júpiter".
Considerando que Júpiter é o maior planeta do sistema solar e na mitologia era considerado o deus dos céus e dos trovões, além de rei dos deuses.
Do pouco que João fala dele é possível perceber que era alguém que queria para si o pedestal, um homem ambicioso, orgulhoso, rebelde, nada hospitaleiro.
Acrescenta-se ainda o seu não respeito a autoridade apostólica, o que equivalia a não aceitar a autoridade do Senhor na assembleia.
Faz-se interssante notar que alguém não gostasse do apóstolo mais amoroso, João!
É certo que o líder aí citado gostava de ser o primeiro e ter o comando principal na comunidade cristã.
Assim, recusava receber o apóstolo João e os irmãos que viajavam para pregar.
Além disso, falava mal de João com palavras ruins e expulsava da igreja quem tentava ajudar os mensageiros.
O apóstolo afirmou que iria visitar o local pessoalmente para corrigir e lembrar a todos das atitudes erradas daquele líder (3 Jo 1.9-10).
sábado, 25 de julho de 2026
Ele virá como ladrão
“Paz” é “eirene” no grego e alude ao contentamento íntimo, à tranquilidade, supostamente baseada na paz estabelecida entre os homens.
Os incrédulos do mundo são como bêbados vivendo em um paraíso falso e desfrutando uma segurança falsa.
A frase "ele virá como um ladrão" é uma imagem bíblica usada para ensinar que a volta de Jesus Cristo.
Ela é também chamadda de "o Dia do Senhor", e, é certo que vai acontecer de repente, sem aviso prévio e em um momento em que ninguém espera.
Assim como o ladrão não avisa o horário em que vai chegar; da mesma forma, o dia exato do retorno de Cristo é desconhecido.
Quem não está atento é pego de surpresa, por isso os textos bíblicos pedem vigilância constante.
Do mesmo modo, a comparação não diz que Jesus tem intenções ruins, mas apenas destaca a surpresa e a imprevisibilidade do momento.
Assim, a igreja deve aguardar a volta de Jesus com uma atitude de expectativa, vigilância, resiliência e confiança e Deus.
O apóstolo dos gentios assim explicou a vinda de Jesus: “Quando andarem dizendo: Paz e segurança, eis que sobrevirá repentina destruição” (1 Ts 5.3).
Aqui Pedro, está enfocando o pensamento pecaminoso, mundano que se consola pensando que nada lhe pode acontecer (2 Pe 3.3-4).
Será exatamente quando isto estiver sendo dito que lhes sobrevirá repentina destruição.
A destruição será repentina da qual não haverá meio escape. Será um dia de glória e de terror ao mesmo tempo.
Ajunte mais azeite
O evangelista Mateus descreve no capítulo 25 de seu livro, a parábola das dez virgens, na qual elas tomaram suas lâmpadas e saíram ao encontro do esposo.
A diferença entre as loucas e as prudentes era apenas a questão do azeite? Sim.
Ouviu-se um clamor à meia-noite e todas levantaram e prepararam suas lâmpadas. Mas as loucas não tinham azeite e pediram para as prudentes.
Tentando entender melhor, o azeite, símbolo do Espírito Santo, seria a ênfase dessa estória? Sim. Pois todas eram virgens, fala de pureza, separação, etc.
O que isso poderia implicar a mais? Quem tem comunhão com Deus, tem frutos desenvolvidos e isso não pode ser doado a ninguém? Sim. E só se adquire e desenvolve na presença dEle? É.
O sábio já deixou escrito; “sejam alvos os teus vestidos e nunca falte o óleo sobre a tua cabeça”. Não basta ter vestes limpas, precisamos ter óleo sobre a nossa vida.
O reconhecimento é feito pelos frutos? Sim, pois é pelos frutos que somos reconhecidos como discípulos Dele.
O esposo chega quando as loucas tinham ido comprar azeite. E fecha-se a porta e quando voltaram o Senhor disse que não as conhecia. Não teve outra chance? Não.
Por isso que no Livro está escrito ”se hoje ouvirdes a sua voz...”, “Ele virá como ladrão...”, etc.
Ele virá numa hora que não esperamos ou podemos ir desta vida a qualquer momento. E, como estamos agora diante dEle? Com azeite ou sem...
Lá no princípio bíblico quando Noé entra na arca, no versículo 16 do capítulo 7 de Gênesis, está escrito na parte b, que Noé foi fechado dentro da arca por Deus: ”O Senhor o fechou dentro.”
Noé poderia até querer abrir para seus conterrâneos a porta da arca, mas quem fechou por fora não deu outra chance? Não.
sexta-feira, 24 de julho de 2026
O início de um novo dia
Na Bíblia, o pôr do sol marca o fim do dia e o início de um novo ciclo.
Isto é demonstrado no livro de Neemias: "...dando já sombra nas portas de Jerusalém..." mostrando o término de um ciclo.
"Sucedeu, pois, que, dando já sombra nas portas de Jerusalém antes do sábado, ordenei que as portas fossem fechadas; e mandei que não as abrissem até passado o sábado; e pus às portas alguns de meus servos, para que nenhuma carga entrasse no dia de sábado” (Ne 13.19).
O evangelista Lucas também destaca: "...amanhecia o sábado..." revelando que com a claridade começava uma nova contagem.
"E era o dia da preparação, e amanhecia o sábado " (Lc 23.54).
A tradição judaica utiliza um calendário lunisolar e começa a calcular seus dias sagrados e feriados a partir da contagem do mês de Nissan como o primeiro mês do ano religioso. Os inícios dos meses são baseados nas fases da Lua (ciclo lunar), enquanto as estações dependem do Sol.
Com isso, divulga-se que os detalhes bíblicos não devem ser desprezados pois trazem mensagens espirituais muito relevantes.
O plano maior do Eterno para com a humanidade é que as vidas terminem como um dia, mesmo que tenha começado sem sol, sem a presença de Deus, Ele quer que todos terminem essa maravilhosa existência terrena com Ele (Ef 2.1-3; Rm 5.12).
Se por um lado todos começam a vida mortos espiritualmente, pois o pecado separa dEle, entretanto, Ele quer que todos se aproximem e vivam na luz!
É certo que o dia começou em trevas devido a separação com a luz que ocorreu com a Queda de Adão e Eva e continua a afetar a todos os homens que não foram “vivificados” por Cristo, que ressuscitou os mortos espiritualmente.
Entretanto, na Palavra é clara, simples e firme ao afirmar que o pecado traz a morte.
Assim, o homem nasce afastado de Deus, necessitando de reconciliação: “Portanto, como por um homem entrou o pecado no mundo, e pelo pecado a morte, assim também a morte passou a todos os homens por isso que todos pecaram" (Rm 5.5-19).
Enfim, o que passou a todos os homens, foi pecado? Não, de acordo com o texto bíblico foi a morte, morte espiritual.
Assim, o dia bíblico, segundo Gênesis, começa com a escuridão e termina com o pôr do sol, marcando a passagem para a noite e o início de um novo dia.
quinta-feira, 23 de julho de 2026
Desprezo ao Criador
A ideia de uma "geração que despreza o bem de Deus" é um tema recorrente na Bíblia.
Ela é frequentemente associado a um período de apostasia, indiferença espiritual e rebeldia moral.
O desprezo não é apenas a negação explícita de Deus, mas manifesta-se através da opressão ao pobre, o que é interpretado como desprezo ao Criador.
Outra forma de descaso de nosso tempo é evidenciado pois tanto a idolatria quanto a autoconfiança são estimadas em detrimento da fé e da dependência de Deus.
Os fatos atuais descrevem uma geração que não conhece a Deus, ou seja, não tem experiência pessoal com Ele (Lc 11.29-32).
O desdém pela palavra de Deus e seus mandamentos resulta em consequências severas, com a Escritura alertando que a iniquidade pode afetar gerações futuras que seguem o mesmo caminho de desobediência.
Uma forma clara de indiferença pelo conselho divino está na não atenção à importância das duas dobras.
Analisando o caso de Jó, a Palavra não reprime a sua esposa por causa deste momento que a caracteriza negativamente como não tendo dado apoio ao marido em sua tremenda prova de fé.
Deus restituiu os filhos com a mesma esposa, sem mais detalhes maiores ou menores!
Fugindo das especulações, então o Senhor não a repreendendo, por isso, não é razoável entrar nessa linha de argumentação sem respaldo bíblico.
O cônjuge é muito importante nestas horas de aflição de umas das dobras, por isso é que o Eterno recomenda dois e não um e Salomão assim se expressa no Eclesiastes: "E, se alguém quiser prevalecer contra um, os dois lhe resistirão; e o cordão de três dobras não se quebra tão depressa" (Ec 4.12).
Sugiro outra esposa para tratar deste assunto: Rebeca.
Ela foi atenta e prudente quando seu marido iria “errar” abençoando o maior, enquanto tinha revelação divina que deveria favorecer o menor, ela interveio com muita inteligência.
Tropeçando na pedra
É certo que, segundo a Bíblia, Jesus é uma pedra de tropeço.
Esse ensinamento dEle como "pedra de tropeço" é uma mensagem bíblica confirma pelo profeta Isaías e pelo apóstolo Pedro.
Sem sombras de dúvida, indica que Ele se torna um obstáculo ou escândalo para aqueles que rejeitam a fé.
De igual modo para aqueles que baseiam-se em obras ou desobedecem à Sua palavra.
Enquanto para os crentes Ele é a rocha firme, para os incrédulos, Sua mensagem e origem causam queda e rejeição (Is 8.14, 1 Pd 2.8).
Os judeus da época tropeçaram em Jesus por rejeitarem a salvação pela graça, buscando-a pelas obras da lei.
A mensagem da cruz era loucura e ofensa para muitos que esperavam um Messias político e triunfalista, tornando Jesus um motivo de tropeço.
O Altíssimo é, simultaneamente, a "Pedra Angular" (alicerce) para os que creem e a "Rocha de Escândalo" para os que não crêem.
Jesus chama Pedro de "pedra de tropeço" quando este tenta impedi-lo de ir à cruz, agindo contra os propósitos de Deus (Mt 16.23).
A expressão grega skandalon (pedra de tropeço ou escândalo) refere-se a algo que faz alguém tropeçar em seu caminho espiritual.
Portanto, Jesus se torna um tropeço quando as pessoas se recusam a aceitá-lo como Ele realmente é.
Por outro lado, Ele foi acolhido por muitos como o Messias: "Bendito o que vem em nome do Senhor" (Lc 19.38, Mt 21.9).
Frase conhecida de sua entrada triunfal em Jerusalém, conforme a profecia do profeta Zacarias (Zc 9.9).
Mas para Caifás, o sumo sacerdote, ironicamente, por ser um líder religioso, Ele foi uma pedra de tropeço, pois escolheu a lógica política de sacrificar um indivíduo (Jesus) para salvar a nação judaica da destruição pelos romanos.
Como Deus tem o controle de tudo, mesmo com más intenções, ele profetizou que Jesus morreria para salvar a nação (Jo 11.49-52).
Na verdade, ele se escandalizava em Cristo e temia que os milagres de Jesus atraíssem a atenção romana e resultassem na destruição do templo e da nação.
O que quis dizer o escritor?
"Forçar" uma interpretação bíblica significa extrair versículos de seu contexto original para justificar pontos de vista pessoais, ideologias ou interesses próprios, ignorando a intenção original do autor.
Essa prática é considerada um erro hermenêutico que transforma a mensagem bíblica para encaixar em pensamentos humanos.
É certo que Filemom era um cristão com bom exemplo.
Até mesmo o apóstolo Paulo enumera, entre outras características, que por ele “as entranhas dos santos foram recreadas”.
Ppor isso ele acreditava que, provavelmente, Filemom receberia o novo irmão em Cristo, Onésimo.
O apóstolo ou o escravo convertido, Onésimo, pode perfeitamente ter tido uma direção de Deus?
Conhecendo um pouco do apóstolo, diria que ele teve uma direção de mandar o escravo para voltar para o seu dono.
Agora como cristão, poderia servir como testemunho a ele e aos que o conheciam antes de sua nova crença.
Contudo, a epístola a Filemom não deve ser usada como uma orientação geral para os crentes.
Nada disso, nem voltarem onde devem algo e pagar, nada e nada e mais nada...
Ana lisando o contexto pelos escritos, nem se sabe ao certo se ele devia algo ao seu senhor!
Isso acontece muito com certa frequência nos meios religiosos, sendo até uma grande imprudência em certos casos.
Supor algo, de forma induzida ou não, que a Bíblia não mostra é colocar pensamentos próprios acima da Palavra.
Se continuarmos a fazer essa ação, assim estaremos acrescentando algo que o Livro não expõe, não ensina e nem tão pouco induziu.
Muitos tem tomado esse caminho, mas é um caminho totalmente irrecomendável, e, acima de tudo, é desaconselhado de igual modo em Apocalipse.
Deus de promessa
A expressão "a bênção de Jacó" se refere a três momentos marcantes na vida do patriarca.
A bênção da primogenitura que ele herdou de Isaque em detrimento de seu irmão.
Ainda a bênção no Vale de Jaboque quando ele ele luta com um anjo.
E ainda o testamento profético que ele deixou para cada um de seus 12 filhos (Gn 49).
Em Gênesis 27, com a idade avançada de Isaque, já bastante idoso e cego,esqueceu que a primogenitura era do emnor confomr o Eterno relatara a sua esposa.
Com isso, planejava dar sua bênção (que incluía a primogenitura) ao seu filho mais velho, Esaú.
No entanto, Rebeca, mãe de Jacó, bem atenta aos planos do Altíssimo, ajudou-o a não errar.
Jacó cobriu-se com peles de cabrito para simular os pelos de Esaú e serviu comida ao pai.
Isaque o abençoou, dando-lhe primazia sobre os povos, domínio sobre o irmão e a herança das promessas feitas a Abraão.
Já em Gênesis 32, temendo o reencontro com o irmão Esaú, Jacó passou uma noite inteira lutando com um ser misterioso (frequentemente interpretado como um anjo ou o próprio Deus).
Exausto, mas determinado, Jacó exigiu ser abençoado.
A bênção veio e também um novo nome foi adquirido e passou a ser chamado de Israel (que significa "aquele que luta com Deus").
Por fim, em Gênesis 49, antes de falecer no Egito, Jacó reuniu seus 12 filhos para profetizar sobre o futuro de cada tribo.
Assim ficaram as bênçãos:Judá recebeu a promessa de que a realeza e o cetro viriam de sua linhagem, apontando para a vinda do Messias (o Leão da tribo de Judá).
José foi abençoado com a fartura e a multiplicação de seus descendentes (Efraim e Manassés).
Rúben perdeu o direito à primogenitura por causa de um grave pecado contra o pai.
Simeão e Levi receberam repreensões devido à violência que cometeram no passado.
Assim o senhor mostra que tem tudo sob controle!
A importância do ensino e da evangelização
Essa foi a preocupação de Filipe para o eunuco etíope que lia o livro do profeta Isaías, mas sem entender direito o sentido das palavras.
Transfiramos, pois para nós: entendemos o que lemos?
Esse questionamento mostra-nos a importância do ensino e da evangelização.
São dois braços que devem andar juntos para a salvação de almas e sua posterior edificação em Cristo através do ensino, mas gostaríamos de enfocar sobre qual tem sido o nosso esforço para compreendermos melhor os escritos sagrados.
Temos procurado o conhecimento de Deus através da Bíblia como se busca a prata e como a tesouros escondidos como relata o texto abaixo?
“Se como a prata a buscares e como a tesouros escondidos a procurares, então, entenderás o temor do SENHOR, e acharás o conhecimento de Deus” (Pv 2.4, 5).
Somos muitas vezes covardes e acomodados com o pouco que sabemos e não buscamos crescer no conhecimento.
Usamos até mesmo versículos bíblicos (“As coisas encobertas pertencem ao SENHOR nosso Deus...”) para continuarmos estáticos no aprendizado e não clamamos como o salmista “desvenda os meus olhos, para que veja as maravilhas de tua lei” (Sl 119.18).
E em outras ocasiões buscamos o conhecimento dEle no lugar errado, enquanto que o versículo 6 do capítulo 2 de Provérbios de Salomão, diz que: “da boca do Senhor é que vem o conhecimento e o entendimento” e em outro lugar das Sagradas Escrituras diz que “a lei sairá de Sião”.
A Palavra não diz que o conhecimento viria dos concílios, se bem que de lá veio alguns ensinos inspirados por Ele.
Nem de teólogos ou evangelistas, mas que viria de Deus, dEle próprio. "A unção do Santo nos ensina tudo" ou apenas alguns assuntos? Tudo.
Outra pergunta é se temos colocado à prova o que temos aprendido. Este é verdadeiramente o conselho de Deus?
Ele continua respondendo os seus servos ou não tem prazer em nos responder em relação às diversas dúvidas? O conselho do apóstolo Paulo a Timóteo é para ele “manejasse bem a Palavra da Verdade”.
Manejar bem é saber inclusive os detalhes, é estar aberto e pronto para aprender sempre...
quarta-feira, 22 de julho de 2026
Por que não pudemos nós expulsá-lo?
Jesus disse que os discípulos não conseguiram expulsar o espírito maligno por causa da pouca fé deles.
Sem dúvidas alguma, é certo que o hábito de boas práticas espirituais como oração e jejum aumenta a fé e a devoção ao Altíssimo.
A tradição judaica, entre elas o jejum, é muito relevante para o cristianismo, mas a igreja em Jerusalém, com um discernimento sem igual, definiu que ela não era necessária para os gentios que creram no Messias.
Segundo o relato bíblico, o Mestre destacou que até mesmo uma fé pequena, como uma semente de mostarda, seria suficiente para realizar grandes feitos.
Outrossim, o mundo espiritual é bem organizado e pode ser que o Eterno estava atestando ali uma classe de demônio diferenciada.
Imagine um grande anjo, Gabriel tendo uma ordem para levar uma mensagem a Daniel e, é interpelado por outro ser espiritual ( o rei da Pérsia).
Foi necessário chamar um dos maiores arcanjos divinos para reslver o impasse!
A Nova Versão Internacional de 2023, inclusive, tira, acertadamente, o peso do versículo 21, do capítulo 17 de Mateus de ser uma fala do Eterno, pois foi averiguado que era apenas um comentário dos tradutores.
terça-feira, 21 de julho de 2026
O que a Igreja primitiva decidiu sobre os gentios?
Quando o doutor Paulo é enviado pelo Espírito aos gentios e muitos deles se convertem, havia uma forte discussão se os novos cristãos vindos de outros povos precisavam se circuncidar e seguir todas as leis judaicas de Moisés.
Os apóstolos (liderados por Tiago, Pedro e Paulo) decidiram que não era necessário impor toda a lei judaica sobre eles, exigindo apenas esses quatro pontos essenciais para manter a santidade e a comunhão entre cristãos judeus e gentios.
É certo que essa é uma das mais importantes decisões da igreja cristã primitiva registrada no Novo Testamento da Bíblia, especificamente no livro de Atos dos Apóstolos no capítulo 15.
Trata-se do Decreto Apostólico do Concílio de Jerusalém, onde os apóstolos definiram quais regras da lei de Moisés os cristãos gentios (não judeus) deveriam seguir.
Assim concluíram os pais dda Igreja: os crentes deveriam evitar a participação em rituais pagãos e não comer carne que tivesse sido oferecida a deuses falsos.
Não comer o sangue de animais nem a carne de animais que morriam por estrangulamento (sufocados), pois o sangue permanecia retido na carne pois o sangue representa a vida e pertence a Deus.
Enfim, ainda tinham que abster-se de relações sexuais fora do casamento e de práticas ligadas à prostituição cultual, que era comum nos templos pagãos da época.
Os seus discípulos não jejuam?
O trecho citado relata Jesus explicando que o jejum não era apropriado naquele momento.
Ele compara a Sua presença com a de um "noivo" em uma festa de casamento.
Como os convidados não jejuam enquanto o esposo está presente, Seus discípulos se alegravam, mas jejuariam quando Ele partisse: “Será que os amigos do noivo têm motivo para ficar de luto enquanto o noivo está com eles? Mas virão dias em que o noivo será tirado deles, e então jejuarão” (Mt 9.14-15).
João Batista foi preso algum tempo depois de Jesus celebrar a Páscoa de 30 EC.
O profeta queria que seus discípulos se tornassem seguidores de Jesus, mas já faz alguns meses que ele está na prisão, e nem todos fizeram isso.
À medida que a Páscoa de 31 EC se aproxima, alguns dos discípulos de João vão até Jesus e perguntam: “Por que nós e os fariseus praticamos o jejum, mas os seus discípulos não jejuam?”.
Os fariseus costumam jejuar como um ritual religioso judaico.
Mais tarde, Jesus conta uma ilustração sobre um fariseu orgulhoso que faz a seguinte oração: “Ó Deus, eu te agradeço que não sou como todos os outros . . . Jejuo duas vezes por semana” (Lc 18.11, 12).
Enfim, Ele quer ajudar os discípulos de João a entender que não devem esperar que os seguidores de Jesus se apeguem a antigas práticas do judaísmo como, por exemplo, jejuar como um ritual.
O Mestre não veio remendar uma forma de adoração desgastada nem fazer com que ela seja praticada por mais tempo.
Jesus não está incentivando uma forma de adoração que se adapte ao judaísmo da época e às tradições judaicas inventadas por homens.
Ele não está tentando colocar um remendo em uma roupa velha ou vinho novo em um odre (um tipo de recipiente de pele) velho e endurecido.
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