sexta-feira, 10 de fevereiro de 2023

Promessa

"Enquanto a terra durar, sementeira e sega, frio e calor,..., sempre existirão" (Gn 8.22). Este texto exemplifica que Deus fez esta aliança com Noé logo após o dilúvio, garantindo a preservação da ordem natural do planeta, relembrando a aliança de Deus com Noé (e com toda a criação), simbolizada pelo arco-íris. Na antiguidade, os povos vizinhos de Israel (como os babilónios e sumérios) relatavam histórias dos antepassados sobre o dilúvio. A maioria dos historiadores e arqueólogos concorda que as narrativas partilham uma memória histórica comum de uma inundação catastrófica na região da Mesopotâmia. A presença de narrativas de um grande dilúvio não se limita à Mesopotâmia e ao Médio Oriente. Praticamente todas as grandes civilizações antigas possuem um mito de inundação global, no qual a humanidade é destruída devido à corrupção moral ou ao capricho divino, sobrevivendo apenas um pequeno grupo encarregado de repovoar a Terra. Esse relato bíblico ressurge como um contraponto histórico: mostra um Deus que age com justiça, mas também com fidelidade e ordem. Para os antigos israelitas e povos contemporâneos, a sobrevivência dependia inteiramente da regularidade das estações. Ele assegura que os ciclos da Terra — como plantar e colher, as estações do ano e a alternância entre o dia e a noite — vão continuar funcionando enquanto o mundo existir. Enfim, mostra que a aliança de Deus não é apenas com os seres humanos, mas com a própria Terra pois o Eterno compromete-se a preservar o ecossistema e a ordem natural contra o caos.

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