domingo, 30 de agosto de 2026

Os nossos olhos estão no Senhor

Na antiguidade oriental, os servos não falavam com os seus senhores. Eles observavam atentamente os gestos das mãos do mestre para entender as ordens ou pedir proteção. A frase remete diretamente ao Salmo 123, verso 2, que diz: "Como os olhos dos servos estão fitos nas mãos dos seus senhores... assim os nossos olhos estão fitos no Senhor, nosso Deus, até que se compadeça de nós". O salmo reflete o sofrimento de uma comunidade humilhada e desprezada pelos soberbos, que recorre a Deus como sua única esperança. Fixar os olhos no Senhor significa reconhecer que a vida, o sustento e o socorro dependem inteiramente de Deus. Enfim, essa expressão também aparece em momentos de súplica no Antigo Testamento, como em 2 Crônicas 20, verso 12, quando o povo declara "porém os nossos olhos estão postos em ti" diante de uma grande dificuldade.

Saco e cinza

A besta que sobe do abismo

Geralmente o "pano de de saco" era acompanhado de cinzas na cabeça, rasgar as roupas e choro em voz alta. Na Bíblia, vestir-se de pano de saco era um sinal físico de luto profundo, arrependimento sincero, humilhação e angústia extrema diante de Deus. O pano de saco era feito de pelos de cabra ou tecido grosseiro e escuro, usado originalmente para carregar grãos, o que causava grande incômodo no corpo como sinal de renúncia ao conforto. Davi ordenou que o povo vestisse pano de saco ao prantear a morte de Abner. Abner, comandante do exército de Israel, foi morto à traição por Joabe, o capitão de Davi, motivado por vingança e rivalidade política. Davi quis deixar claro que não teve participação no assassinato para evitar uma revolta civil. Ele ordenou a Joabe e a todo o povo que rasgassem suas roupas, vestissem pano de saco e lamentassem diante do corpo. O próprio rei Davi seguiu o caixão no cortejo e chorou em voz alta no túmulo de Abner, demonstrando respeito pelo rival (2 Sm 3.31). De igual modo Mardoqueu (Mordecai) vestiu-se de saco ao saber do decreto que destruiria os judeus. O primeiro-ministro Hamã selou uma lei real para exterminar todos os judeus do Império Persa em um único dia. Ao saber da notícia, Mardoqueu rasgou as suas vestes, cobriu-se de pano de saco e cinzas, e saiu pela cidade clamando com grande e amargo lamento. Ele foi até a porta do rei, mas não pôde entrar, pois as leis persas proibiam qualquer pessoa vestida de pano de saco de passar pelos portões reais. O texto bíblico relata que, em cada província onde o decreto chegava, havia grande luto entre os judeus, com jejum, choro, lamento e muitos se deitavam em pano de saco e cinzas (Rt 4.1-3). Reis e profetas, como Ezequias e o chamado ao jejum em Joel, usavam para clamar pelo socorro e perdão de Deus. O rei da Assíria cercou Jerusalém e afrontou o Deus vivo, exigindo a rendição da cidade. Ao ouvir as ameaças, o rei Ezequias rasgou as suas vestes, cobriu-se de pano de saco e entrou na Casa do Senhor (2 Rs 19.1). Ele enviou os seus oficiais também vestidos de pano de saco até o profeta Isaías para pedir que ele orasse pelo remanescente do povo. De igual modo, uma praga devastadora de gafanhotos destruiu todas as colheitas, gerando fome extrema e paralisando as ofertas no templo. O profeta Joel convocou os líderes religiosos dizendo: "Cingi-vos e lamentai-vos, sacerdotes... vinde, passai a noite vestidos de panos de saco...". A veste era um chamado à humilhação nacional, exigindo um jejum santificado e uma convocação solene para clamar ao Senhor por misericórdia. O Espírito e a esposa são comissionados, no capítulo 11 do derradeiro livro, “vestidos de pano e saco”, como o próprio apóstolo, recebe o livro da mão do anjo, para testificarem o testemunho do Senhor Jesus ao mundo. Muitos seriam e serão abatidos na sua missão, pela “besta que sobe do abismo”, na verdade, desde o início da criação até nossos dias, sempre os religiosos e poderes mundanos, foram contrários à exposição das Sagradas Escrituras, contudo, não antes de terminarem a sua tarefa, no período de 3 dias e meio, 42 meses, 3 anos e meio, tempo tempos e metade de um tempo.

A grande tribulação vem antes

Segundo a Bíblia, a grande tribulação começa com a queda dos anjos rebeldes. O sacrifício de Jesus purificou até os céus, e os anjos rebelados e os outros indecisos precisavam tomar uma posição, por Deus ou contra Ele. Satanás e os anjos arrastados por sua cauda, foram derribados e lançados sobre a terra. Parou diante da mulher, querendo tragar o Filho, mas Ele foi escondido em Deus, apesar da perseguição desde o Herodes, matando as crianças em Israel. Agora, o dragão derribado e seus anjos, não podem nada contra o Filho e vão perseguir a mulher. Fazem guerra ao resto da sua semente, que são os que guardam os mandamentos de Deus e têm o testemunho de Jesus Cristo. Após a expulsão dos céus, eles agora concentram suas atenções da Mulher, essa é a grande tribulação que já começou acerca de 2000 anos.

O mandamento é maior

O sacrifício de Jesus purificou até os céus

Tão certa biblicamente a expressão do título mostra que o sacrifício do Eterno removeu qualquer barreira entre o céu e a humanidade. O sacrifício de Cristo na cruz do Calvário garantiu a eficácia eterna da redenção (Hb 9.23). No Antigo Testamento, o santuário terrestre e seus utensílios precisavam ser purificados com o sangue de animais. Já o tabernáculo celestial não possui paredes ou objetos físicos que acumulem sujeira literal. Ele representa o ambiente da presença de Deus que foi inaugurado e validado de forma definitiva pelo sangue de Cristo. Enfim, a expressão aponta para a supremacia absoluta do sacrifício de Jesus, que operou uma expiação com alcance cósmico e definitivo, permitindo que os pecadores remidos tenham acesso livre e puro à presença santa de Deus. Contudo, há ainda outros aspectos não identificados nessas poucas linhas. Por exemplo, a queda dos anjos foi causada por essa purificação celestial. A rebelião dos anjos caídos ocorreu antes da criação da humanidade ou em um momento anterior da história cósmica, mas e expulsão deles do céu, certamente, também vinculada ao texto mencionado aos Hebreus foi realizada pelo sacrifício histórico de Jesus na cruz. O sacrifício de Jesus purificou até o céu! Isso é verdade bilbicaemente falando pois Satanás (e implicitamente os anjos rebeldes sob seu domínio) tinha acesso às cortes celestiais no tempo de Jó. O livro de Jó mostra claramente o momento em que os "filhos de Deus" (expressão usada no Antigo Testamento para designar os seres angelicais e discípulos de Deus) se apresentaram diante do Senhor, e Satanás veio explicitamente entre eles (Jó 1.6, 2.1). Por último, a bíblia aponta que esse acesso foi revogado e encerrado após a vitória sacrificial de Jesus na cruz e Sua exaltação descrito no livro do Apocalipse: o "acusador de nossos irmãos" é finalmente lançado fora do céu (Ap 12.7-11).

sábado, 29 de agosto de 2026

Não sendo conivente

Eli, o sacerdote, entendeu que Ana estava embriagada, pois movimentava apenas seus lábios diante do Eterno. Contudo, após explicação dela ao ministro de que ela estava colocando diante de Deus às suas mágoas. O pedido dela foi por um filho, Samuel, e ela o entrega ao serviço do Altíssimo, sendo que Eli foi seu tutor e viu o jovem, futuramente grande profeta desenvolver seus primeiros passos na vida espiritual. Entretanto, outro lado da história de Eli, nada bom, também é falado no Livro, que seus filhos não conheciam ao Deus Jeová, chamados de filhos do diabo, porquanto o costume daqueles sacerdotes com o povo, quando as pessoas ofertavam ao Senhor, era de tomar uma parte indevida da oferenda. Roubavam o povo a título de direito ministerial, até por força tomavam o que eles queriam, sendo assim os homens desprezavam o sacrifício ao Senhor e acrescentava a este pecado, o de sair com várias mulheres que se amontoavam à porta da congregação. A casa de Eli foi cortada, como castigo divino, pois honrava mais a seus filhos do que a obra de Deus.

Eu encontrei teus altares Senhor

Assim como o salmista encontrou Deus no Salmo 84, o cristão deve se preparar para esse encontro. O texto do salmo referido trata de como a habitação de Deus é amável e desejada e que sua alma desfalece de saudades dos pátios do Senhor Até "o pardal encontrou casa" é um dos trechos famosos do Salmo 84:"O pardal encontrou casa, e a andorinha, ninho para si, onde acolha os seus filhotes; eu, os teus altares, Senhor dos Exércitos, Rei meu e Deus meu!(Sl 84.3). Fala sobre achar refúgio, paz e segurança na presença de Deus, comparando o descanso dos pássaros em seus ninhos ao conforto de estar na casa do Senhor. O profeta Amós desperta o povo para esse encontro: “Prepara-te ó Israel para te encontrares com o Teu Deus” (Am 4.4-12). No contexto, o Senhor diz ao povo de Israel de todo o esforço que Deus fez para que o povo tivesse um encontro com Ele. Mas cinco vezes Deus disse “contudo não vos convertestes a mim” (v. 6, 8, 9, 10, 11). O Altíssimo faz tudo para estar conosco, mas, muitas vezes não nos convertemos a Ele. Converter é mudar de rumo e dirigir a vida na direção dEle.

quinta-feira, 27 de agosto de 2026

O jejum como prática religiosa

Em passagens como Levítico, Deus manda o povo "humilhar a sua alma" em um dia específico do ano. A tradição judaica e os estudiosos entendem essa "humilhação" como a proibição de comer e beber. Fora essa data anual, os outros jejuns do Antigo Testamento surgiam de situações de crise, luto ou arrependimento voluntário, e não como uma regra diária ou semanal da lei. No tempo de Jesus, os fariseus jejuavam duas vezes por semana por devoção própria, mas isso era uma tradição deles, não uma imposição direta da lei de Moisés. O apóstolo dos gentios exortou aos gálatas a não voltar à servidão, referindo-se à questão da circuncisão e quem quisesse se circuncidar que cumprisse também toda a lei. Os judeus que não compreenderam a vinda do Messias e da implantação do novo concerto, ainda cumpriam a lei e suas observâncias. Entendiam que para servir a Deus era dessa forma apenas. Paulo teve o entendimento aberto e juntamente com o Concílio em Jerusalém, adotaram os limites da Palavra que se devia ser observado, principalmente os novos conversos. Isso também pode ser aplicado hoje em relação aos costumes cristãos? Sim. A tradição tem a sua importância, pois identifica a cultura envolvida e transmite valores representativos de suas crenças. Entretanto, o limite bíblico jamais deve ser ignorado, ele é, e sempre será, o nosso alicerce e bússola!

terça-feira, 25 de agosto de 2026

Os enviados

O termo apóstolo que é enviado, muitas vezes é confundido ou empregado de forma incorreta, principalmente como uma posição hierárquica. É certo que enquanto tivermos a obra dEle ainda aqui na terra, certamente teremos este ministério para a edificação da igreja, entretanto, não é facilmente detectável e alguns estão incorrendo no erro da autoproclamação. Na verdade a própria função de diácono, presbítero, evangelista e pastor já não bem compreendida pelo mundo cristão, não sendo nenhuma surpresa e agora também a dificuldade de interpretação do termo apóstolo. Aparenta na realidade mais uma posição administrativa, mostrando assim uma soberba e preocupação com status e não em servir a igreja numa função específica dada por Deus, com muitos seguindo esse novo modismo, mais preocupados em agradar aos homens (ou não desagradá-los) do que ouvir ao Senhor, o que também não é novidade nenhuma.

Com a morte do juiz Otoniel

Um mensageiro de Deus lembra que o povo de Israel não estava atento ao mandato divino e se misturou com o povo da terra de Canaã, não destruíram os altares dos deuses das nações que também deveriam ser expelidos. Assim, os vizinhos serviriam de tropeços e laços para eles em toda a história dos juízes e após a morte de Josué, toda a geração foi renovada e os novos surgem sem conhecimento do Altíssimo e adorando às imagens de escultura, Baal e Astarote. Com a morte do juiz Otoniel, o povo novamente se desvia e Débora pergunta se Deus não ia livrar ao povo israelita da escravidão e Baraque, entretanto, coloca uma condição da juíza ir com ele. O Senhor deu vitória a Israel e Débora teve uma participação essencial como porta voz de Deus naquele momento.

A alegria do Senhor

Neemias foi enviado por Artaxerxes para Jerusalém para as reconstruções do muro. Teve sensibilidade com a questão social do povo, repreendendo os ricos na questão de usuras, sendo nomeado governador não comeu “o pão do governador”. Esteve sempre cercado de intimidações e ameaças, tentando intimidá-lo a desistir de seu intento. O objetivo inicial era levantar os muros, entretanto, faltava algo mais para o povo ter um encontro maior com Deus? Sim. Esdras, também enviado pelo rei, era um escriba hábil na lei de Moisés, e preparou o seu coração para buscar a lei do Senhor, e para cumprir, e para ensinar em Israel. Deparou-se com um problema grande, pois o povo de Israel, e os sacerdotes, e os levitas tinham se casado com mulheres hetéias, não guardando o mandamento do Senhor, e com a graça de Deus, promove um avivamento entre eles. No livro de Neemias, capítulo 8, foi dito a Esdras que trouxesse o Livro da Lei para todos ouvirem, desde a alva até o meio-dia, com todo o povo atento e consagraram aquele dia ao Senhor. “E leram no livro, na lei de Deus, e declarando e explicando o sentido, faziam que, lendo, se entendesse” (Ne 8.8). O resultado desse avivamento foi arrependimento e confissão de pecados. Um dos profetas do período pós-exílio que denunciou a situação caótica que vivia o povo e o incentiva a terminar a construção do templo foi o profeta Ageu. Após os primeiros retornos da Babilônia, tinha sido levantado o altar e postos os alicerces do templo, relatados no capítulo terceiro do livro de Esdras. Mas, devida a falsa acusação ao rei Artaxerxes, dos samaritanos, a construção do templo é paralisada por aproximadamente dezesseis anos. Ele (Ageu) e o profeta Zacarias exortam os judeus a continuarem a construção do templo. Existia um provérbio naquela época: “não é ainda tempo de edificar a Casa de Deus”. Entretanto, Ageu os questiona se era para eles tempo de habitar em casas bem acabadas, casa revestida de madeira e deixar de lado o templo do Senhor. Falou ainda ao povo, aplicai os vossos corações aos vossos caminhos: semeais muito e recolheis pouco; comeis, mas não fartais; bebeis, mas não vos saciais; vesti-vos, mas ninguém se aquece; e o que recebe salário recebe salário num saco furado. Alvos grandes, mas tudo está minguado! Tudo isso estava acontecendo com eles por terem deixado a casa dEle deserta. No final do versículo 12 do primeiro capítulo do livro do profeta Ageu, diz que o povo temeu e logo após no próximo verso o profeta diz que o Senhor já era com eles, e acrescenta dizendo que a partir daquele dia os abençoaria. O templo foi edificado com choro e alegria!

É muito feliz aquele que lê

No livro do Apocalipse, nos primeiros versos, há a orientação de bem-aventurança: É muito feliz aquele que lê, e os que ouvem as palavras desta profecia, e guardam as coisas que nela estão escritas; porque o tempo está próximo. É certo que nos escritos sagrados da Revelação, Jesus é a centralidade, nEle estão todas as coisas, quando se diz que: “eu sou o Alfa e o Ômega, o Princípio e o Fim. Já o mensageiro, o apóstolo escritor estava na ilha de Patmos, não em exílio, como alguns indoutos pensam, mas sim, por causa da Palavra de Deus e pelo testemunho de Jesus Cristo. Por quê? Em 1800 foi utilizada como exílio, por Napoleão Bonaparte, entretanto, o texto foi escrito no ano cem depois de Cristo. Há bastante tempo entre um episódio e o outro! Um fato interessante contido na letras do livro é verdade já bem explicada e fundamentada em relação ao reino de Deus, que está entre nós, e não virá como acreditam alguns pseudo estudiosos, pois quando se sai da potestade das trevas, somos feitos filhos do reino da luz e reinamos com Ele, espiritualmente, claro. É básico, mas sempre precisa ser lembrado, como o próprio apóstolo Paulo também explica isso: “ tendo recebido um reino inabalável”. Em fim, outro fato não menos cativante é sobrre o apóstolo ser arrebatado em espírito, num dia de sábado, pois João era judeu e só no ano 300 é que foi modificado para domingo, erroneamente com a ajuda de filósofos e teólogos imprudentes. Finalizando, o escritor recebe a ordem de escrever num livro a visão e enviá-lo às sete igrejas da Ásia, representada como castiçais, entre os quais Ele mesmo se encontrava, presente nas igrejas e na sua destra tinha sete estrelas que são os pastores das igrejas, chamados de anjos.

segunda-feira, 24 de agosto de 2026

O rei de Salém

No capítulo sete, o escritor aos Hebreus continua o assunto começado ainda no capítulo quatro, a chamada de Jesus, sumo sacerdote, segundo a ordem de Melquisedeque, realizada pelo próprio Criador e de consequências eternas (Hb 4-7). O rei de Salém abençoou a Abraão em sua volta de uma grande guerra e recebe o dízimo de tudo que possuía, por interpretação rei de paz e justiça. Essa nova ordem sacerdotal, também seria rei de justiça, rei e sacerdote, juntos. Uma figura do que havia de ser realizado pelo Altíssimo, que ninguém sabe quando começou a existir e não tem fim de dias, um sacerdote eterno, mostrando que se o sacerdócio levítico tinha a perfeição. Não necessitaria assim de outro totalmente novo, com leis novas, a lei da fé, pois a lei de Moisés não aperfeiçoou a ninguém e ela foi anulada, com Jesus como fiador de uma nova aliança, que já existia antes mesmo do outros sacerdotes instituídos no deserto, de forma provisória, figura daquele que havia de vir. O sacerdócio de Jesus, ministro do santuário nos céus, sentado a direita de Deus, para sempre. Os sacerdotes terrestres ministravam sacrifícios segundo a lei, mas agora, segundo o escritor aos Hebreus, temos um novo sacerdócio firmado em melhores promessas, que não pode ser quebrado, sendo colocadas as leis no coração e mente, diferente das escritas em tábuas e pedras, seres inertes.

domingo, 23 de agosto de 2026

Igreja ou Babilônia

Ao abrirmos o derradeiro livro da Bíblia, uma das mulheres descritas nele é a igreja, a esposa do Cordeiro, que junto com o Espírito Santo, gera filhos para eternidade, representada no capítulo 12 do livro do Apocalipse, vestida do sol, tendo a lua debaixo dos pés e uma coroa de doze estrelas sobre a cabeça. A outra mulher mencionada, é a humanidade desviada do Criador, chamada de Babilônia, agora do capítulo 17 ao 20 do livro da Revelação, com minúcias a mais, mostradas a nós pela Palavra, isso é claro, aos olhos do Criador. É comparada com uma mulher prostituta, pois se desencaminhou da orientação do seu Senhor, desde o Gênesis até o Apocalipse ela já existe, certamente. Esta mulher, como mostrada ao apóstolo, estava trazida pela besta, já relatada no capítulo 13 deste livro, com sete cabeças e dez chifres. Mostra uma relação íntima entre ela e a besta, obviamente, que é o sistema de poder globalizado deste mundo, e, ainda mais, sustentada pelo dragão. Outro pormenor relevante descrito, é que ela estava embriagada com o sangue dos santos e das testemunhas de Jesus, como no caso das arenas romanas e inquisições, nas quais muitos cristãos foram mortos. A besta é um retalho, com domínios mundiais que existiram, outros deixaram de existir e ainda outros que voltariam a emergir. Entretanto, os próprios chifres que a queimarão no fogo, isto é, esses poderes globais iriam julgar a própria Babilônia. O apóstolo se admira e o anjo lhe disse que lhe mostraria o segredo da mulher e da besta que a traz. Os sete montes, que são os impérios mundiais, que sempre perseguiram a igreja, é bom sempre lembrar disso, determinados pelo Altíssimo desde Egito, Assíria, Babilônico, Medo-Persa, Grego, Romano e o governo globalizado atual. Na época do apóstolo amado, estava no sexto, o romano e ainda um último viria que são os pés e dedos da revelação já dada ao profeta Daniel no capítulo 2 de seu livro, e entregarão o seu poder e autoridade à besta. Em síntese, de maneira bem simplificada e retornando à antiga Babel, Babilônia significa confusão e rebelião contra Deus e ela é apoiada pelos impérios mundiais. Não é só uma instituição que se desviou dos princípios bíblicos e sim, claramente, toda a humanidade desviada. Ou somos igreja, ou então, infelizmente, somos Babilônia, não tem para onde ir. Então, sejamos, pois igreja, parte da mulher vestida do sol.

sábado, 22 de agosto de 2026

Eu Sou o que Sou

Por zelo, os filhos de Abraão trocavam a caneta quando iam escrever o nome do “Eu Sou o que Sou”. Essa forma de cuidado se estende e não se sabe exatamente a dicção/articulação do Seu nome para evitar alguma possibilidade de banalização. É necessário o nome dEle seja santificado quando pronunciamos o seu nome e para isso necessita-se de reverência ao utilizá-lo, evitando empregá-lo em conversas cotidianas ou dizer que Ele está dizendo/disse algo para reforçar ou dar credibilidade uma ideia/mensagem. A Palavra do Altíssimo é preciosa e Ele não é falador, nem tagarela, diz pouco e apenas o necessário para caminharmos mais um pouco, para dar uma direção/orientação. Os filhos da promessa valorizavam o nome do Eterno trocando a tinta, evitando pronunciá-lo e nós como enxertados na videira, como poderemos respeitar melhor/mais o Seu Santo Nome?

A verdadeira essência do Pentecoste

Havendo pois zombaria e dúvidas acerca de várias línguas sendo faladas, glorificando a Deus, Pedro explica que aquilo nada mais era que o fora profetizado por Joel, o derramamento do Espírito. Por outro lado, aquele eram os frutos sendo apresentados e recebidos pelo Pai, a colheita do ministério de Jesus? Sim. A essência de Pentecostes não é barulho, fogo, línguas e sim apresentação de frutos, o que não deixa de ser também um revestimento de poder para serem testemunhas, resistir a perseguição que estava à porta. Claro, que com fim da missão evangelística, o Pai alegre recebe e aprova os frutos da mão do Filho, abrindo agora uma nova colheita de forma mundial e não só restrita aos judeus.

O desvio de Deus custou um cativeiro

O povo ignorou os avisos dos profetas e deixou os mandamentos, achou que a independência de Deus traria liberdade total. As escolhas humanas geram consequências reais na alma e o cativeiro físico reflete o "cativeiro espiritual" que ocorre quando o ser humano se afasta do Criador. Jerusalém caiu e os israelitas foram levados como prisioneiros mostrando que o pecado cria vícios, orgulho e escravidão emocional. O afastamento dos caminhos de Deus é demonstrado por sentimentos de vazio, ansiedade constante e falta de propósito de vida. Esse exílio de setenta anos serviu como consequência da desobediência espiritual, mas também abriu espaço para o arrependimento, a reflexão e o retorno à Aliança divina. A dor do cativeiro mostrou a fragilidade humana longe da proteção de Deus, assim Israel teve de aceitar o perdão divino para reconstruir a vida. O povo precisou reconhecer o erro com sinceridade e mudar de direção, buscou a Deus no "exílio", mesmo se sentindo longe dEle. É certo que Deus nunca abandonou totalmente o seu povo, mesmo na disciplina, assim, o fim do exílio trouxe restauração e um novo recomeço para a fé de Israel.

sexta-feira, 21 de agosto de 2026

Seguindo a Palavra

O desvio de Deus do povo de Israel custou além de inúmeras repreensões para que o povo se convertesse, um período de cativeiro na babilônia. O profeta Jeremias relata em seu livro, capítulo 52, o que o Altíssimo dizia já há muito tempo. Mas o povo e os governantes acreditavam mais em acordos políticos e por soberba e presunção, achavam que por ali estar o templo construído por Salomão, a cidade estaria guardada, mesmo eles estando desviados? É. “Também estenderei a minha rede sobre ele, e será apanhado nas minhas malhas; levá-lo-ei a Babilônia, à terra dos caldeus, mas não a verá, ainda que venha a morrer ali” (Ez 12.13). Cumpriu-se a mensagem divina dada a Ezequiel, que Zedequias seria levado para à terra dos caldeus, contudo não a veria, pois os seus olhos foram arrancados. Se a confiança deles estava no templo, ele também foi destruído, assim como todas as casas dos grandes de Jerusalém, ficando na cidade destruída os mais pobres da terra para serem vinhateiros e lavradores. A nossa confiança e temor primeiramente deve estar no Senhor, acima de templos que são construídos por mãos humanas, instituições que se corrompem e homens que se desviam de seguir a Palavra.

A Igreja segue caminhando

Na carta universal de Judas, vs 6 temos: “e aos anjos que não guardaram o seu principado...” “E havendo feito tudo, ficar firmes” e “oração e súplica no espírito e vigiando nisso com toda perseverança...” (Ef 6. 13 e 18) Vemos aqui um alerta à perseverança em todas as cartas às igreja da Ásia também: “ao que vencer...” “Sê fiel até a morte, e dar-te-ei a coroa da vida” (Ap 2. 10). “Então vos hão de entregar para serdes atormentados, e matar-vos-ão; e sereis odiados de todas as nações por causa do meu nome. Nesse tempo muitos serão escandalizados, e trair-se-ão uns aos outros, e uns aos outros se odiarão. E surgirão muitos falsos profetas, e enganarão a muitos. E, por se multiplicar a iniquidade, o amor de muitos esfriará. Mas aquele que perseverar até ao fim, esse será salvo” (Mt 24. 9-13). “Um poucochinho de tempo e o que há de vir virá e não tardará. Mas o justo viverá da fé; e se ele recuar, a minha alma não tem prazer nele” (Hb 10. 37-38). O cristão pode pensar que não tem força, mas Deus já deu para suportar... não há provados além do que pode suportar... Ele conhece, sabe das limitações. Entretanto, nas lutas e nas provas a Igreja segue caminhando...

Ouvindo Deus

No evangelho segundo escreveu Mateus, no capítulo 19, verso 9, há um texto que tem sido utilizado para justificar o divórcio. "Eu vos digo, porém, que qualquer que repudiar sua mulher, não sendo por causa de prostituição, e casar com outra, comete adultério; e o que casar com a repudiada também comete adultério". O Senhor quando questionado sobre se era permitido divorciar, Ele disse que não. Já bastaria para resolver tanta coisa! Mas como um “abismo chama outro abismo”, não só manipulam grosseiramente a Palavra para atingir seus interesses carnais, como “abrem” a permissão do divórcio e piorando, autorizam um outro casamento, entendendo que aquele laço foi desfeito. Desfeito por quem? Por eles mesmos... É certo que se o Altíssimo corrigiu o pensamento da permissão do divórcio (“dureza de coração”) o que Ele não diria do segundo casamento? Segundo a Bíblia, os duros de coração entrarão no céu?

Achando a vida

O evangelista Mateus relata no capítulo 10 de seu livro que Jesus deu autoridade aos seus discípulos sobre espíritos imundos para os expelir. Também deu poder para curar toda sorte de doenças e enfermidades. Enfim, os enviou e destacou que a prioridade deles seria procurar as ovelhas perdidas da casa de Israel. Completando tudo isso, deveriam anunciar a chegada do reino dos céus! Não deveriam se preocupar com nada e isso inclui não possuir ouro, nem prata, nem cobre nos cintos (...) Orienta ainda para serem prudentes como as serpentes e símplices como as pombas. Há aí um contrassenso? De maneira alguma, a vida do discípulo deve ser sem malícia ou arrogância, simplicidade deve ser acompanhada de prudência, cautela, sensatez, vigilância. Concluindo disse que haveria perseguição: "... sereis odiados e traídos", diz o Mestre. Bem, Jesus também foi e devemos levar a nossa cruz pois caso contrário não seremos dignos dEle: “Basta ao discípulo ser como seu Mestre” (Mt 10.25). Não temais pois, quem perder a sua vida por amor dEle, achá-la-á!

O espiritual discerne bem tudo

O dom de discernimento de espíritos é o talento distribuído por Deus para aqueles que são afinados com a Palavra. Claro que naturalmente conseguem distinguir aquilo que é contrário a ela, manejam com excelência a VERDADE e são à favor dessa Verdade. Forma um conjunto eficiente e eficaz com o dom de conhecimento e da sabedoria? Sim. É necessário para julgamento dos outros dons? Certamente. Faltou discernimento a Eva em Gênesis e aos anjos que caíram? Por que Acabe não discerniu o espírito de mentira o enviando para morrer na batalha? Elias discerniu uma voz mansa como a direção do Altíssimo? Ezequias discerniu que a profecia de vários mensageiros não era inspirada pelo Senhor? Como Jesus venceu o combate espiritual no deserto? Como os apóstolos discerniram a mentira de Ananias e Safira? O apóstolo Paulo discerniu que uma mulher dizia (palavras certas) não era de Deus? E nós, temos discernido a VERDADE BÍBLICA ou estamos amontoando doutores segundo nossos interesses carnais. Sem revelação dEle chegaremos fiéis até o fim de nossa carreira cristã? Está faltando discernimento em nossos dias? No celeiro do céu não há crise nem faltas, está à disposição da igreja esse dom também. Temos buscado com zelo? “Mas o que é espiritual discerne bem tudo, e ele de ninguém é discernido” (1 Co 2.15).

Volta Jacó!

Na Bíblia, a volta de Jacó para a terra de seus pais em Canaã, saindo da casa de Labão em Padã-Arã, marca uma grande virada em sua vida com o reencontro e reconciliação com seu irmão Esaú e a renovação de sua aliança com Deus em Betel. Após Jacó peregrinar na terra de seus parentes, no Oriente, o Senhor manda que ele volte à terra de seus pais. Mais de quatorze anos, seu salário foi mudado dez vezes, enganado em relação a Raquel e olhado agora com desconfiança pela sua prosperidade. Entretanto é a voz de Deus que faz a diferença: volta Jacó! Antes de partir, conversa com suas esposas, a Raquel e a Lia, explicando que o Deus de Betel o mandara retornar. Problemas em sair certamente teria com Labão, com Esaú também preocupava que seu irmão vingasse a perda da bênção, contudo a voz dEle em seu coração é que toma prioridade: é tempo de voltar Jacó! O Eterno sendo conosco é o que basta, mas se é hora de voltar, não titubeies, largue tudo, ouça a ordem, vá! Israel torna à sua terra cheio de bens materiais, esposas e filhos, muitas experiências e confirmações que o Deus de Abraão e Isaque, juntamente era seu amigo.

Propósito da ciranda

Na agricultura antiga, o trigo colhido passava por um processo violento de agitação em uma peneira.O objetivo era chacoalhar o cereal para separar os grãos bons da palha, da sujeira e do joio. Espiritualmente significa passar por dores, falhas ou crises profundas que abalam os alicerces da pessoa. O evangelista Lucas descreve no capítulo 22, o aviso do Senhor ao apóstolo Pedro, o qual seria peneirado como trigo? Sim. Seria uma mensagem particular ou direcionada também para os outros discípulos? Na verdade todos foram cirandados... Nos outros evangelhos a conversa fica apenas em torno da negação de Pedro de conhecer e/ou ser discípulo de Jesus e não cita a ciranda. Poderíamos entender, então, que as suas negativas, antes que o galo cantasse, fizesse parte dessa mensagem revelada por Ele? Certamente. Ao negar ser discípulo e/ou conhecer o Nazareno, parte da ciranda, e a conclusão daquela cena com o olhar fulminante de Jesus a Pedro, ele se lembrou da palavra do Senhor e chorou amargamente. Na verdade, o apóstolo não estava convertido ainda? É. Andando três anos com o Mestre dos Mestres e ainda precisava se converter? Isso é possível? Obviamente. Uma grande multidão o seguia sempre, entretanto, no Cenáculo tinha apenas cento e vinte pessoas. Continuando o relato do médico amado, ele diz que a intercessão divina seria para que a fé do discípulo não se desfalecesse e quando ele se convertesse, fortaleceria os demais! Enfim, o propósito de resistir à peneira não é apenas sobreviver, mas usar a experiência para dar apoio e fortalecer a fé de outras pessoas.

A descida o Espírito Santo e implicações

A descida do Espírito Santo, conhecida como o evento de Pentecostes, ocorreu em Jerusalém cinquenta dias após a Páscoa. Descrita no livro de Atos, ela ocorreu com um som de vento forte, línguas de fogo sobre os apóstolos e o dom de falar em várias línguas sendo evidenciado. Ao lembrarmos dela e do uso do dom de línguas para a evangelização no dia de Pentecoste, vemos claramente aí a sua função: pregação do evangelho a outros povos, nada a mais?! Bem, poderia ainda acrescentar a edificação da igreja através do dom de interpretação de línguas? Certamente. Caso haja o dom de interpretação, sim. Acrescentando ainda a essas úteis utilizações dessas ferramentas espirituais, há ainda a edificação da própria pessoa? Sim. Após o famoso dia de Pentecoste como é entendido nos dias de hoje a utilização dele. Línguas de anjos? Jamais! Afinal de contas, quem disse que anjos tem línguas? Um questionamento plausível é da possibilida de ter o Espírito Santo na vida do crente e mesmo assim não entender com profundidade as coisas divinas, não ter manifestação dos dons? É. Outra indagação é sobre a hipótese de se ter o Espírito Santo e não ter o dom de línguas? Obviamente. Enfim, só é batizado com o Espírito Santo quem fala em línguas? Não. Todos os que são batizados com o Espírito Santo tem que ter o dom de línguas? Negativo. Nem todos que falam em línguas são batizados no Espírito Santo no sentido de que endemoniados também podem falar! A condição de salvação em Jesus, é termos fé e não dons!

segunda-feira, 17 de agosto de 2026

O juízo deve ser sob medida

Existe uma tendência humana em atenuar nossas faltas e darmos ênfase às dos outros? Sim. Ao analisarmos a diferença entre argueiro e trave, certamente a trave deveria conseguir mais atenção? É. Segundo o ensino do Mestre, damos atenção ao cisco no olho do nosso irmão, entretanto temos problemas maiores que não damos crédito, ou desprezamos. Igualmente precisamos ter misericórdia de nós mesmos, (pois alguns se cobram muito) e também dos outros. Se esforçamos para melhorar, não pode faltar o entendimento que dependemos na maior parte da graça divina para alcançarmos melhorias? Obviamente. E os outros? Bem, como depende identicamente mais de Deus, é indispensável estarmos submissos a Ele nesse quesito? Certamente. O juízo deve ser sob medida, com misericórdia e direcionados pelo Eterno para que da mesma forma sermos julgados nesse ou outros casos!

Diaconato feminino

O debate contemporâneo sobre o diaconato feminino divide teólogos, historiadores e líderes religiosos. Existe o receio de que a aprovação do diaconato feminino seja apenas o primeiro passo para exigir a ordenação de mulheres como pastoras ou sacerdotisas, O Novo Testamento menciona explicitamente mulheres exercendo o diaconato. As mulheres diaconisas devem ser honestas, não maldizentes, sóbrias e fiéis em tudo (Tm 3.11). O contexto histórico da carta à Timóteo está inserido nas Cartas Pastorais (1 e 2 Timóteo e Tito), escritas por volta de 62-67 d.C. pelo apóstolo Paulo. O texto reflete um momento de transição e amadurecimento das primeiras comunidades cristãs. O exemplo mais citado é Febe, descrita por Paulo em Romanos como "diácono" (usando o termo masculino no grego para indicar a função oficial) da igreja de Cencreia (Rm 16.1). No grego original, a palavra usada é gynaikes (que pode significar tanto "mulheres" quanto "esposas"). Os historiadores e teólogos dividem-se em duas interpretações principais sobre quem eram essas mulheres. Pensando em esposas dos diáconos, entende-se que , como os diáconos visitavam os lares e cuidavam de finanças, suas esposas precisavam partilhar do mesmo bom testemunho para não comprometer o ministério do marido. Por outro lado, há muitas evidências históricas apontam que eram mulheres que exerciam o próprio diaconato. Na cultura da época, os homens não podiam entrar livremente nos quartos das mulheres; por isso, as diaconisas eram essenciais para batizar, instruir e assistir as mulheres doentes ou necessitadas.

Ensinamentos para Timóteo

“Aquele que honra a Deus” acompanhou o apóstolo Paulo em suas caminhadas e por ordem dele, o jovem pastor Ficou em Éfeso com a preocupação de manter a doutrina e se afastasse de fábulas, genealogias, evitando contendas. Quanto aos cuidados pessoais, exortou ao discípulo que pelejasse a boa milícia pelas profecias houveram para ele, sobre o seu ministério, conservando a fé e a boa consciência. Recomenda a orar por todos os homens e por aqueles que estão em eminência para que tenhamos uma vida quieta e sossegada. Ensina como a mulher de Deus deve se vestir: traje honesto, com pudor e modéstia, sem ostentações e com boas obras. Anima os candidatos ao episcopado, entretanto enumera as qualificações inclusive quanto a casa do presbítero. O bispo deveria ser casado? Não. Se casado, que fosse de uma mulher, no sentido de não divorciados, separados e pior ainda, sendo casados novamente. Não servem para ser anciãos! Para o presbitério precisa também ser aptos para ensinar, diferentemente dos diáconos, isso não é cobrado. As mulheres diaconisas devem ser honestas, não maldizentes, sóbrias e fiéis em tudo. Não significa que as mulheres dos que servem às mesas deveriam ser assim, pois isso não é exigido do episcopado que é mais rígido.

sábado, 15 de agosto de 2026

Despertando do sono

Estagnação é a condição ou estado do que se encontra estagnado; que não flui nem se movimenta, segundo o Dicionário Online de Português. Espiritualmente também, poderíamos ficar estagnados? Certamente. O apóstolo Paulo na epístola aos Hebreus, capítulo sexto exorta o crente precisa deixar os rudimentos da doutrina de Cristo, prosseguindo até a perfeição, pois se espera coisas melhores e uma das coisas que acompanham a salvação é o crescimento espiritual, para uma completa certeza da esperança. Não podemos nos fazer negligentes sem imitar aqueles que pela fé e paciência herdam as promessas. Abraão cresceu em fé? Sim, como também Isaque, Jacó e seus filhos, Davi e Samuel. Salomão em sua sabedoria observou que o caminho dos ímpios é como a escuridão; nem sabem em que tropeçam, mas a vereda dos justos é como a luz da aurora, que vai brilhando mais e mais até ser dia perfeito e que só acham o conhecimento do Eterno aqueles que estão atentos a ouvir e coração inclinados ao entendimento, que clamam por conhecimento e por inteligência alça a sua voz. Na segunda epístola do apóstolo Pedro, ele nos mostra a importância de crescermos na graça e no conhecimento de Cristo Jesus para que não sejamos arrebatados pelo engano dos homens abomináveis e possamos descair da nossa firmeza. O profeta Oséias vaticinou que o povo de Israel foi destruído por falta de conhecimento. Por terem rejeitado o conhecimento, Deus os rejeitaria como seus sacerdotes. Esses dormentes desprezam assim o conhecimento que vem da boca do Senhor!

Crescimento espiritual

Segundo a Palavra, as águas milagrosas de Ezequiel 47, curariam todos os males, entretanto, não curarão a todos, pois o vidente detalha que águas paradas (charcos e os seus pântanos) não tornar-se-ão saudáveis; serão deixados para sal. Por isso na caminhada é importante estarmos sempre atentos. O crescimento espiritual tem que ser constante, para podermos experimentar do alimento sólido e não estarmos sempre imaturos e dependentes do leite. Assim, a referida passagem de Ezequiel , mais especificadamente no capítulo 47 é um convite, a cada cristão de experimentar as profundezas dos mistérios e intimidade com Deus, até chegarmos à profundidade de ter de atravessar à nado, isso é, até chegarmos à estatura de “varão perfeito” (Ef. 4.13). Assim sendo, o desejo e o comprometimento do cristão deve ser de aprofundamento mais e mais nas coisas de Deus, seja em oração, louvor, na Palavra e na intimidade com o Pai. Assim como as águas paradas tornar-se-iam não saudáveis na passagem de Ezequiel ou o Sal da Terra quando se torna insípido para nada mais serve a não ser para ser pisado pelos homens (Mt 5.13). Enfim, o crente ao se estagnar espiritualmente deve tomar cuidado para não se transformar de cheiro suave ao fedor de lodo. Deus morreu por todos para salvação de muitos?

A lei direciona para a graça

A lei que foi ministrada por Moisés teve o seu importante papel de aio, guia. Sua função foi cumprida? Sim, claramente, mas não era aperfeiçoar o homem. Precisava de algo mais, completo - e o novo concerto eterno em Cristo Jesus, em sua morte, pode sim transformar o mais vil pecador. Ele não precisa de complementos, é suficiente, sublime e tem poder não só de começar a boa obra de aproximação do Eterno, como também de completá-la até aquele grande dia? Sim. Entretanto se desprezarmos este novo testamento, o que nos restará, condenação? Certamente. O profeta já mandou a mensagem: “não desprezeis os dias das pequenas coisas”, ou ainda "como escaparemos nós se não atentarmos para tão grande salvação?".

A alma é mortal

A imortalidade é um tema muito discutido e pouco compreendido pela maioria dos cristãos. Muitas vezes os cristãos ao invés de serem influenciados pela Palavra de Deus, buscam respostas incompletas na filosofia. Até mesmo os teólogos inconstantes e neófitos se deixam levar por ideias não bíblicas diversas. Há casos que contrariam a correta interpretação hermenêutica “a Bíblia deve ser interpretada pela Bíblia”. é certo que a Bíblia afirma que Deus é "o único que possui imortalidade" inerente em Si mesmo (1 Tm 6.16). Como a única Fonte da vida, Deus concedeu originalmente o dom da imortalidade a todas as Suas criaturas, na condição de que estas continuassem vivendo em plena comunhão com Ele. Assim, a imortalidade é algo só de Deus? Sim. Segundo a carta de Paulo a Timóteo diz que só Ele tem a imortalidade. O profeta Isaías nos alerta que toda a carne é erva, isso é, passa rápido e logo seca (Is 40.6-8). O profeta é corroborado por Salomão que disse que nenhum homem tem domínio sobre a vida (Ec 8.8). Enfim, a alma ser imortal é uma fábula que muito contada parece verdade.

Morando com Deus

A Bíblia mostra desde seu início que Ele sempre quis habitar entre os homens. Mandou Moisés construir o Tabernáculo, que seria a sua morada. O profeta Isaías em um de seus oráculos disse que o seu nome seria Emanuel – Deus conosco. O Alto e Sublime que habita na eternidade também demonstra o seu interesse de habitar entre os humanos. Salomão, a quem Ele deu sabedoria, riqueza e paz para construir um templo para adoração dEle, disse “...habitará Deus com homens na terra? Eis que os céus dos céus não te podem conter , quanto menos esta casa que tenho edificado?” Na volta do cativeiro disse por Ageu, um profeta daquele tempo, que apesar daquele templo ser simples, naquele lugar viria o Desejado das Nações. O Criador que se fez carne foi ali apresentado por Simeão, que ainda disse que ele era posto para sinal contraditado. O salmista diz, no Salmo 84, que são amáveis os seus tabernáculos. A alma dele anelava pelos seus átrios. Até os pássaros encontram abrigo lá – Deus as alimenta e protege como diz o evangelista Mateus? Diante de tudo isso exposto, descortina-se um dos maiores segredos da humanidade: Ele quer habitar em nós, no nosso coração, ser o centro de nossa vida, quer o nosso melhor, a nossa companhia.

Seguindo a Paz

Vivemos em um mundo no qual se incentiva a disputa, as competições são enaltecidas e grande parte das guerras é por motivo nada ético ou bom. Muitos estudiosos comentam que uma das características do mundo moderno ou pós-moderno é a individualização, ganha-se em conhecimento, entretanto perde-se em singeleza, aumentam-se os riscos. No entanto, em contradição a tudo isso, no Salmo 119 e verso 165, tem uma interessante frase: “muita paz têm os que amam a tua lei, e para eles não há tropeço.” A Palavra não é de particular entendimento, como bem disse o apóstolo, mas aqui vemos claramente uma condição para termos muita paz. Qual é? É amar a lei de Deus. Contudo, o que é isso? Não seria amá-lo?Sim. O apóstolo João disse que no princípio era o verbo e Ele estava com Deus e Ele era Deus. O próprio Senhor se apresenta como sendo Ele a Palavra. Em outro lugar do texto sagrado diz que aqueles que o amam, guardam os seus mandamentos. Em se guardar os mandamentos teremos paz? Sim. E para nós não haverá tropeço, armadilha. No livro do profeta Isaías está escrito: “Ele será chamado Príncipe da Paz” e ”nenhuma ferramenta preparada contra ti prosperará.” O salmista disse: “mil cairão ao teu lado e dez mil a tua direita, mas tu não serás atingido” e “o Senhor abençoará o seu povo com paz”. Há muitas recompensas para aqueles que amam a lei dEle, mas ao ímpio, diz o Senhor, ele não tem paz!

Indo à casa dos recabitas

No capítulo 35 do livro do profeta Jeremias é relatado um fato interessante. Uma ordem divina para o profeta: “Vai à casa dos recabitas...". E acrescenta ainda, "... fala com eles, e leva-os à casa do SENHOR, a uma das câmaras e dá-lhes vinho a beber.” A resposta deles: “Não beberemos vinho, porque Jonadabe, filho de Recabe, nosso pai, nos ordenou, dizendo: nunca bebereis vinho, nem vós nem vossos filhos.” O nazireu não podia beber vinho ou bebida forte e Deus disse para Arão “Não bebereis vinho nem bebida forte, nem tu nem teus filhos contigo, quando entrardes na tenda da congregação, para que não morrais.” Estas recomendações encontraram na lei mosaica quanto ao vinho. Com isso, não daria para dizer que o vinho era proibido naquela época. Mas, foi uma recomendação do pai deles. A recompensa deles por sua obediência a Jonadabe, seu pai, é que teriam uma descendência abençoada por Deus. Nunca faltaria de sua família alguém que assistisse perante o Senhor.

Poesias na Bíblia

Em tempos de muita pressa nos quais estamos vivendo há um número grande de pessoas que, ao mesmo tempo sozinhas, apesar de estar em grandes multidões. Não é um privilégio ter tempo para apreciar com calma e atenção as poesias? Elas são construídas com muito esforço e/ou inspiração! A Bíblia oferece poesia para a alma, focada em conforto, esperança e renovação espiritual através da presença de Deus. A poesia hebraica não tem métrica nem rima de sons (ou não se sabe exatamente, provavelmente houve perdas nas traduções do hebraico para outras línguas) mas consiste de sentidos comparativos, seja contrários ou similares com o desenvolvimento de uma ideia. Um exemplo disso são os Salmos, como: "Como a corça anseia por águas..." (Sl 42.1-2). "A minha alma descansa somente em Deus" (Sl 62.1-2). "A minha alma se derrete de tristeza; fortalece-me segundo a tua palavra"(Sl 119.28). No Salmo 51 há um forte pedido por renovação espiritual e alegria na salvação (Sl 51). Há na Bíblia romance que merece destaque como o Cântico dos cânticos. Ela é uma coletânea de poemas que celebram o amor entre a Amada e o Amado, com expressivas aliterações. Já no primeiro verso: "Beija-me com beijos de tua boca"! Ou ainda no sétimo: "Diz-me tu, amado de minha alma, onde apascentas teu rebanho e onde o fazes repousar ao meio dia". Enfim, há ainda nas palavras de Jesus, especialmente nas parábolas que narrava ao povo, são muitas as expressões poéticas, como “olhai os lírios do campo, que não trabalham nem fiam e, no entanto, nem Salomão, com toda a sua glória, se vestiu como um deles” (Lc 12. 20-32 e Mt 6.24-33).

O dia mal

O livro do Pregador ou Eclesiastes nos relata que todos têm dias ou momentos de profunda tristeza. Mas, no Salmo 50 e verso 15, temos uma recomendação divina para aqueles que oferecem sacrifício de louvor e pagam ao Altíssimo os seus votos: “Invoca-me no dia angústia; eu te livrarei, e tu me glorificarás”. O escritor aos Hebreus diz que o sacrifício de louvor é o fruto dos lábios que confessam o nome de Deus. Então, o que vem a ser sacrifício de louvor? São as pessoas que glorificam a Ele com suas boas ações e procedimentos? Sim. O que temos feito no dia da angústia? Além de ficar estressado, deprimido, angustiado? Estaríamos esquecendo o mais importante que é clamar a quem pode nos socorrer? Não podemos. José teve vários momentos assim, Jonas clamou no ventre do peixe já perto de sua morte, Sansão pediu força mais uma vez. Ana, com amargura de alma, clamou ao Senhor por um filho e foi atendida. Ezequias clamou a Ele quando lhe foi informado que não viveria mais. E quantos mais provaram esta verdade em suas vidas? Entretanto, ao ímpio diz Deus: Que tens tu que recitar os meus estatutos e que tomar o meu concerto na tua boca, pois aborreces a correção e lanças as minhas palavras para detrás de ti?

Que costume esquisito!

No primeiro livro da bíblia, no capítulo 12, temos relatada a história do pai na fé, Abraão. No versículo 10, temos um episódio interessante, que mostra um pouco como eram os costumes no Egito. Ele precisou descer para lá devido à fome na terra em que estava. Logo se preocupa com sua vida, pois sua mulher era muito formosa. Por quê? Por causa dos costumes daquela terra. Deixa parecer que para se tomar a mulher do outro no Egito, bastava “apenas” que o marido fosse morto? Sim. “Gente boa”, hein? A mulher é muito bonita e adulterar a gente não pode, então mata o marido e tudo resolvido! Que costume esquisito! Não vemos Abraão orando para pedir uma direção para Deus. Será que ele buscou a orientação divina? A bíblia fala sobre isso? Não. Então ele diz uma meia verdade – pois Sara era irmã dele também, filha do mesmo pai, mas com outra mãe – para tentar resolver o problema dele. Para aquele povo, adultério era considerado pecado relevante, mas, assassinar o marido não tinha problema? Pois é... hoje se inverteu, matar não pode mais casar com casados, pode! Vemos isso acontecendo em outras vezes, inclusive com Isaque – dizendo que era irmão de sua linda esposa para não ser morto. Mas Deus que tudo vê e guarda os seus profetas, não deixou que os egípcios tocassem neles e nas suas esposas. Fazendo uma comparação do Egito com o mundo – modo de viver das pessoas sem Deus - também vemos que entre eles existem costumes muitos estranhos e longes do padrão da Palavra. Aliás, não deveríamos esperar algo diferente deles, pois estão em trevas, enganando e sendo enganados. E mais ainda, nem sabem onde tropeçam! O próprio Jesus ensinou aos seus discípulos que no mundo teriam aflições, mas era para ter bom ânimo, pois Ele tinha vencido e venceríamos também. Mas, se formos amigos do mundo, seremos inimigos dEle. Vale a pena? Certamente que não. Agora, com o mundo mais corrompido, precisamos ser cada vez mais simples e prudente para não embaraçarmos com ele, não é mesmo?

O Emanuel está conosco

Quando os edificadores lançaram os alicerces do templo, no retorno do cativeiro, o livro sagrado diz que os sacerdotes e os levitas, filhos de Asafe, se reuniram com saltérios, para louvarem ao Senhor. Cantavam a revezes e todo o povo jubilou com grande júbilo pela fundação da Casa. Porém muitos dos sacerdotes, e levitas, e chefes dos pais, já velhos, que viram a primeira construção, choraram em altas vozes, de maneira que não discernia o povo as vozes de alegria das vozes do choro. Fazendo-se uma comparação entre os dois templos: o de Salomão e o daquela época, há muitas discrepâncias. O mesmo Senhor, que incentivou a construção do primeiro, dando muitas riquezas, gente para trabalhar, paz em redor; incentivou também agora no último: falta gente, recursos e o povo vive em meio a muitas perseguições. Então, veio àquela palavra de Deus para o povo, através do profeta Zacarias "não desprezeis o dia das pequenas coisas". Por fim, e ainda por Ageu "a glória desta última casa será maior que a da primeira". Eis a questão principal, o templo em si não era nada, mas o que Deus iria fazer, sim era muito grande, viria o Desejado de todas as nações. O Emanuel viria estar conosco, moraria em nós apenas seres viventes feitos do pó da terra, pois Ele não mora em templo feito por mãos humanas, como bem disse Estevão perante os seus falsos acusadores. A glória desta última casa será maior que a da primeira, entretanto não devemos desprezar o dia das pequenas coisas.

Falsidade ideológica

Falsos profetas são pessoas que afirmam falar em nome de Deus, mas transmitem mensagens enganosas e distorcidas, muitas vezes para benefício próprio, poder ou reconhecimento Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos:"Acautelai-vos dos falsos profetas, que andam vestidos de ovelhas, mas por dentro são lobos ferozes. Pelos frutos os conhecereis. Poderão colher-se uvas dos espinheiros ou figos dos cardos? Assim, toda a árvore boa dá bons frutos e toda a árvore má dá maus frutos. E continua: "Uma árvore boa não pode dar maus frutos, nem uma árvore má dar bons frutos. Toda a árvore que não dá bom fruto é cortada e lançada ao fogo. Portanto, pelos frutos os conhecereis" (Mt 7.15-20). O assunto é sobre os falsos profetas pois são enganadores, parecem mansas ovelhas, mas são lobos ferozes; falam com suavidade mas escondem um coração egoísta e manipulador. João Batista os denunciou: "Acorriam até Ele mas não tinham nenhuma vontade de se emendarem". A esses dizia asperamente:“Raça de víboras, quem vos ensinou a fugir da ira iminente? Dai o fruto que a conversão exige. O machado já está posto à raiz das árvores, e a árvore que não dá bom fruto será cortada e lançada ao fogo” (Mt 3.7). Não basta pois dizer, torna-se necessário praticar. O profeta bom e autêntico deve ser coerente na Palavra e na ação!

Santo na aparência

A crítica aos “fariseus” é recorrente nas palavras sagradas. Há o risco de alguém se considerar reto, ou, pior, melhor do que os outros, pelo simples fato de observar regras, os costumes, mesmo se não ama o próximo, se é duro de coração, se é soberbo, orgulhoso. O ministério de Jesus contrapôs a atitude dos escribas e dos fariseus, fundadas na “exclusão”, à de Jesus, fundado na “inclusão”. Jesus condenou os fariseus porque conhecia-lhes o coração: eram pecadores, mas se consideravam santos. O Senhor queria ensinar aos seus discípulos que não basta o cumprimento exterior de boas obras; o que torna boa uma ação não é apenas o seu objeto, mas a intenção. No entanto, se é verdade que não bastam as boas obras se falta a boa intenção, é igualmente verdade que não basta a boa intenção se faltam as boas obras.

segunda-feira, 10 de agosto de 2026

Acabando com a idolatria em Israel

A idolatria foi sempre combatida por Deus desde a saída dos filhos de Israel do cativeiro egípcio (Êx 20.3-5,23). Depois da aliança firmada no monte Sinai, Deus sempre advertiu seu povo de lhe ser fiel, e de não seguir os deuses das nações dos quais herdariam a terra (Êx 34.10-17). Porém, durante a monarquia, Salomão trouxe este mal para dentro da nação santa e, consecutivamente, Jeroboão, filho de Nebate, oficializou o culto ao bezerro (1 Rs 11. 12.26-33). Os profetas de Baal, que eram sustentados pela casa do rei (1 Rs 18.19), falavam ao povo o que o rei, e sua consorte queriam ouvir. Esses profetas faziam parte de um sistema estatal do governo (1 Rs 18.4). A partir de então, os deuses das nações, dos quais o Senhor disse que não deveriam ser adorados, começam a fazer parte dos cultos do reino do norte. E, desses deuses, as divindades cananeias com seus cultos cheios de licenciosidade tiveram fácil aceitação dentre os hebreus (Nm 22.41; Jz 2.11,13; 2 Rs 23.4-6). Assim sendo, suas principais divindades eram Baal e Astarote (Aserá). Baal era o deus do sol e das tempestades, responsável pela germinação e crescimento da lavoura, o aumento dos rebanhos e a fecundidade das famílias. Seu nome significava “senhor” ou “dono”. E, também, pode sinonimamente significar “proprietário” ou “marido”. Desta forma, Baal era o supremo deus cananeu (rei dos deuses), e seu extenso nome era Baal Semaim (senhor do céu). Portanto, cada lugar tinha seu próprio Baal. A rainha Jezabel, finalmente, conseguiu realizar seu intento que era institucionalizar o culto a Baal e a Aserá no reino do norte. Desta forma, o Senhor, Deus de Israel, passou a ser apenas mais uma divindade dentre as muitas daqueles politeístas. E, de fato, seus profetas naquele momento eram a maioria. Isso porque, além dos profetas do Senhor que Jezabel destruiu (1 Rs 18.4), os outros estavam escondidos (1 Rs 19.18). Na verdade, a Maior Autoridade estava com Elias, pois ele exaltou o nome do Senhor desmascarando aqueles falsos profetas (1 Rs 18.40,41). Mas a destruição final deles acontece com Jeú ungido rei com a missão de acabar com a idolatria baalista e Jezabel (2Rs 9.6) restabelecendo a autoridade do Senhor(2Rs 10.20).

Sendo pai segundo Adão

O primeiro humano, personagem bíblico, criado a Sua semelhança, segundo a Bíblia, foi Adão. É certo que ele foi cercado de cuidados, trabalho e recomendações. A Adão Deus deu o trabalho de dar nome aos animais que Ele havia formado da terra os trouxe ao homem para ver como ele os chamaria (Gn 2.19-20). Isso, sem sombra de dúvidas, representava um gesto de autoridade, domínio e responsabilidade sobre a criação Adão observou as características de cada criatura no Jardim do Éden e atribuiu-lhes nomes, consolidando uma relação de harmonia entre o homem e a natureza. Enquanto nomeava os animais, Adão percebeu que nenhum deles era um par compatível para ele, o que levou Deus a criar Eva. Essa passagem é fundamental para a teologia do cuidado com a criação, onde os seres humanos foram feitos para cuidar e nomear, vivendo em equilíbrio com a natureza. Dentro dos cuidados de Deus à sua "nova" criatura, o Senhor lhe deu, uma ajudadora, que lhe assistisse todos os dias de sua vida. Observa-se que a mulher, segundo a Bíblia, não foi criada para competir com o homem. Já sobre as recomendações, uma delas foi não comer da árvore do conhecimento do bem e mal. O discernimento do que possa ser certo ou errado não foi condição aceita para se ter uma vida eterna, junto com o Criador. E, sim a obediência ao Altíssimo, lhe atribuindo tempo definido sobre a face da terra, com sua esposa dando-lhe filhos e assim continuidade de sua geração, à sua semelhança.

Não sendo cobiçosos

O apóstolo Paulo aos Gálatas advertiu aos cristãos dizendo para eles não serem cobiçosos de vanglorias pois isso causa inveja. Ele aconselhou a andar no espírito que é estar sob o controle e a direção do Espírito Santo. Em vez de ceder aos impulsos egoístas e humanos da natureza carnal, a pessoa escolhe obedecer à voz de Deus, manifestando atitudes de amor, paz e bondade em suas escolhas (Gl 5.16). A busca de vangloria aqui neste texto se refere à busca por orgulho pessoal, fama vazia ou considerar-se superior aos outros. Isso destroem a comunhão e geram divisão, fazendo com que as pessoas "devorem umas às outras". Em contrapartida, andar no Espírito produz amor, paz, mansidão e bondade.

Pai nosso que estais no céu

A filosofia aborda o amor e o cuidado divino através de conceitos que tentam conciliar a imensidão do universo com a nossa existência individual. Em continuidade à famosa oração: "Santificado seja o teu nome; venha a nós o teu reino; seja feita a tua vontade, assim na terra como no céu..." Esta é parte da principal oração do cristianismo, ensinada por Jesus aos seus discípulos conforme registrada na Bíblia no Evangelho de Mateus. Mostra que Deus é de todos e cuida de cada pessoa como um filho, nenhuma pessoa está fora do alcance do cuidado divino. Deus conhece cada indivíduo pelo nome, compreendendo as suas dores, alegrias e pensamentos mais íntimos. Pequenos livramentos, momentos de paz inesperados e a força para superar desafios são vistos como sinais desse cuidado. Agostinho defendia que Deus não está longe, mas no ponto mais profundo da alma humana: "Deus é mais íntimo a mim do que eu mesmo". Esta é uma visão profunda e reconfortante compartilhada por muitas tradições espirituais e de fé ao redor do mundo. A ideia de que o divino possui um amor universal e, ao mesmo tempo, individualizado pode ser compreendida através de diferentes perspetivas. Uma delas é que o sol nasce e a chuva cai para todas as pessoas, independentemente de quem sejam. Enfim, ser pai segundo Cristo, é habitar no centro mais profundo e íntimo do filho, conhecendo-nos melhor do que ele mesmo.

sábado, 8 de agosto de 2026

Deus proverá para si o cordeiro

É certo que o Eterno enxerga a necessidade antes que ela aconteça e já prepara a solução. A frase "Deus proverá para si o cordeiro" mostra isso! Ela é a resposta que Abraão deu a seu filho Isaque, quando subiam ao monte Moriá e o rapaz perguntou onde estava o animal para o sacrifício. No antigo Oriente Médio, os povos vizinhos (como os cananeus) sacrificavam rotineiramente seus filhos primogênitos a deuses como Moloque. O Altíssimo pediu que Abraão sacrifique Isaque, seu único filho, como prova de fé e mesmo diante da dor, Abraão confiou totalmente na obediência e no poder divino (Gn 22.8, Hb 11.19). Entretanto, quando Abraão já ia sacrificar o filho, o anjo do Senhor o deteve e um carneiro preso pelos chifres no mato foi providenciado no lugar. Ao parar a mão de Abraão, o Deus de Israel declarou categoricamente que rejeita o sacrifício humano. Ficou claro assim que o Deus vivo exige devoção total do coração, mas proíbe o derramamento de sangue humano em Seu nome. Enfim, Deus não queria a morte do menino (o que seria contra o Seu caráter), mas queria o trono do coração de Abraão.

Haveria coisa alguma difícil ao Senhor?

Os momentos de espera e de dificuldades pessoais são os cenários onde a nossa fé é mais testada, mas também onde o poder de Deus se torna mais real. A soberania e o poder de Deus são as âncoras mais seguras para se ter durante o seu momento de espera e dificuldade. Isso quer dizer que Deus é soberano significa entender que Ele está no controle absoluto de tudo, e saber que Ele é poderoso significa que nada está além da capacidade dEle de agir (Sl 115.3). "Haveria coisa alguma difícil ao Senhor? ", esta célebre pergunta retórica é encontrada em Gênesis, quando Deus confronta a incredulidade de Sara, que rira ao ouvir a promessa de que teria um filho na velhice. A resposta implícita e absoluta das Escrituras é que para o Todo-Poderoso não existem limites, barreiras físicas ou impossibilidades temporais (Gn 18.14). O patriarca e sua esposa eram idosos e biologicamente incapazes de gerar filhos, mas o cumprimento da promessa dependia unicamente do poder soberano de Deus, e não das capacidades humanas. O texto reforça que os planos do Criador não sofrem frustração por causa do tempo ou das circunstâncias adversas; o que Ele declara, Ele cumpre no tempo determinado. A pergunta serve como um convite constante para que os fiéis abandonem a dúvida racional e confiem que Deus pode operar milagres mesmo nos cenários mais irreversíveis (Is 40.1,31; Fl 4.7).