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sábado, 12 de setembro de 2026
Lidando com a tragédia
A Bíblia aborda a dor da perda e do luto de forma muito humana, validando o sofrimento, mas apontando sempre para a esperança da eternidade e o consolo divino (Sl 34.18; Mt 5.4; 1 Ts 4.13-14; Jo 11.25-26 e Ap 21.4).
Quem anda em retidão descansa em paz e entra no gozo eterno, em vez de enfrentar angústias terrenas maiores?
A frase "o justo é levado antes do mal" baseia-se no texto bíblico de Isaías .
A fé cristã usa essa passagem para confortar quem perdeu um ente querido, lembrando que a partida não é uma punição, mas uma promoção à presença de Deus.
Ela sugere que Deus pode recolher uma pessoa justa e piedosa para poupá-la de calamidades, sofrimentos ou juízos futuros que virão sobre o mundo.
Assim a morte de um servo fiel é vista como um livramento do mal e da maldade que se multiplicam na Terra.
Analisando o contexto do texto do capítulo 57 de Isaías, é necessário olhar para o cenário de crise espiritual, moral e política que o povo de Israel enfrentava na época, num período em que a liderança e a população de Judá se tinham afastado completamente da Aliança com Deus.
No capítulo anterior (Isaías 56), o profeta descreve os líderes e guardas de Israel como "cegos", "cães mudos" e gananciosos, que só procuravam o seu próprio ganho e prazer.
O povo tinha abandonado o culto ao Deus verdadeiro para adorar deuses pagãos (como Baal e Moloque). Eles praticavam rituais nos vales e debaixo de árvores sagradas, chegando ao extremo de sacrificar os próprios filhos (Is 57.5).
A sociedade tornou-se tão insensível que a morte de um homem bom ou piedoso passava completamente despercebida.
Ninguém se importava ou tentava compreender o propósito de Deus por trás desses eventos.
Na cronologia bíblica, Judá viria a enfrentar a invasão babilónica, a destruição de Jerusalém e o exílio. Deus, na Sua misericórdia, permitiu que muitos fiéis morressem antes dessas tragédias para não verem nem sofrerem o horror da guerra e do cativeiro.
Enquanto o mundo vê a morte precoce como uma tragédia, a profecia mostra que, para o justo, ela representa entrar no descanso e na paz eterna, livres do mal terreno.
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