terça-feira, 25 de junho de 2024

Quando Deus está fazendo juízo

Existe uma diferença entre ser vítima de um infortúnio e de estar sofrendo consequências, correção de ações más repetidas? Certamente. O povo de Israel ouviu de Deus essa mensagem através do profeta: olhe a espada e quem a enviou! (1 Cr 21.16; 1 Sm 15.1-3 e 7-9; Joel). Para ajudar pessoas em dificuldades diversas precisamos de muito discernimento espiritual? Sim. Se o Eterno está com sua espada desembainhada fazendo justiça e correções, quem somos nós que se intrometer? Caso envolvamos, seremos também alvo de sua ira? Obviamente. A correção dEle é no ponto e medida certos. Não devemos ficar alegres nem tristes, apenas cuidarmos para não sermos alvos dEla? É. A orientação divina ao vidente é de que não devia nem orar por aquele povo, pois Ele não ouviria! Olhe a espada e quem a enviou, sempre! Pois é..

O sermão do monte

O sermão do monte se inicia com a declaração das bem-aventuranças, nas quais o Senhor Jesus aponta as qualidades espirituais que constituem o caráter do verdadeiro súdito e herdeiro do reino dos céus. Em seguida, Ele pronuncia os próprios discípulos como participantes desta sorte (“bem-aventurados sois vós...”, v. 11), particularmente no que respeita a como seriam perseguidos pelos homens por causa da justiça (v. 12). E agora, através das comparações estabelecidas no texto, Cristo ressalta o outro lado dessa relação dos fieis com o mundo: se, por um lado, seriam odiados e perseguidos, por outro, seu exemplo em obras e suas palavras seriam alvo de grande atenção e interesse dos homens, como o foram as obras e palavras do próprio Mestre (cf. Jo 15.20). Assim veremos o que o Senhor espera de cada um de nós como representantes do Seu reino celestial perante o mundo. As declarações “vós sois” são enfáticas e categóricas, como o são as bem-aventuranças, e determinam não o que todo o cristão pode, mas o que deve ser. Mas, tratando da comparação em si, quando Jesus diz que os discípulos são o sal da terra, dentre as muitas qualidades e utilidades deste mineral nos tempos de Cristo, e em nossos dias, pelo menos duas delas estão em vista neste contexto: o sal como tempero e como agente de preservação ou conservação. No primeiro caso, o Senhor Jesus quer dizer que o caráter de um verdadeiro cidadão do reino dos céus (tal como expresso nas bem-aventuranças) não apenas se distingue radicalmente dos demais homens, em seus pensamentos, motivações, propósito e obras; mas também é incomparavelmente melhor, excelente e o único que agrada a Deus e alcança a Sua aprovação (Rm 8.5-8) – assim como um prato temperado é distinto, mais saboroso e preferível a um prato insípido. Em segundo lugar, a excelência de um caráter renovado não apenas é frutífera e benéfica para o que a possui, mas também para aqueles que não fazem parte do reino de Deus (cf. Mc 9.50; Cl 4.6). O mundo é corrupto e mau, mas os súditos do reino dos céus, que, apesar de não pertencerem ao mundo, estão nele como enviados da parte de Cristo (Jo 17.15-18), exercem poderosa influência santificadora, cada um em sua própria esfera de atuação e convivência com os homens, pondo freio à corrupção geral e ao desregramento do pecado na sociedade humana – assim como o sal preserva da corrupção natural e inerente aos alimentos em que é aplicado, retardando a sua degradação. Contudo, resta uma temível exortação: se o cristão não possui ou perde essa excelência, deixando-se corromper e conformar pelos padrões do mundo (cf. Rm 12.1-3), em nada mais se distinguindo do comum da humanidade, sua condição é pior que a do incrédulo, e deve esperar por uma severa reprovação da parte de Deus (Hb 6.7, 8), assim como o sal que se tornou-se insípido, para nada mais presta. A comparação seguinte, em que Cristo afirma que os discípulos são a luz do mundo, não é mais difícil de entender. O cristão não apenas participa de uma natureza espiritual excelente – obra da graça e poder de Deus entre os homens; mas também é importante e indispensável para o mundo, pois sem ele os homens estão completamente perdidos e sem esperança. É da natureza da luz ser comunicativa, propagando-se e iluminando a todo o ambiente e aos que estão nele. A luz dispersa as trevas, mostrando as coisas tais como são. Por isso é tão útil, mesmo indispensável, ao homem, se este quiser saber para onde vai e o que está fazendo. O mundo jaz em trevas, pois está do lado de fora do reino, nas “trevas exteriores” da ignorância acerca de Deus e da prática de obras infrutíferas e condenáveis (cf. Ef 4.18 e 5.11). Não sabem para onde estão indo, nem para onde devam ir (1 Jo 2.11), mesmo com todo o avanço do conhecimento técnico, cultural, filosófico e moral (1 Co 1.21). Cristo, por sua vez, é a verdadeira luz do mundo, comunicando graça e verdade no conhecimento de Deus; logo, aqueles que o seguem recebem a mesma luz (Jo 8.12), tornando-se eles mesmos luz para os que ainda estão de fora (Ef 5.8). O discípulo de Cristo é uma referência para o mundo quanto a vontade de Deus e o caminho que leva à salvação (Fp 2.15) – como uma cidade iluminada em um alto monte, ou uma candeia acesa no alto de um velador. O caráter santo de um cristão simplesmente não pode passar despercebido pelo mundo. É da natureza das coisas de Deus se contrastarem com as coisas terrenas e, com isto, ficarem em relevo. Nas palavras de Jesus: “não se 4 pode esconder uma cidade edificada sobre um monte...” e “nem se acenda a candeia e se coloca debaixo do alqueire...”, percebemos uma exortação a que não negligenciemos essa luz que foi acesa em nós, abafando ou fazendo pouco caso de nosso testemunho diante dos homens, mas entendamos que para isto o Senhor nos gerou de novo, e que uma luz oculta de nada serve. O Senhor conclui esta breve seção do Seu discurso com uma prescrição muito prática àqueles que ele chamara de sal da terra e, agora, de luz do mundo: “assim resplandeça a vossa luz”. Entenda-se: sejamos aquilo que devemos ser, agindo em conformidade com a nova natureza espiritual que Deus nos deu (Gl 5.25), cultivando e desenvolvendo aquelas qualidades implantadas em nosso caráter pela boa palavra de Deus, não nos conformando nem descendo aos padrões deste mundo, e isto em toda a nossa maneira de viver. Somente seremos excelentes e relevantes para o mundo se o nosso testemunho for conhecido do mundo. Por isso a luz deve resplandecer diante dos homens e eles devem ver as nossas boas obras. Não se trata de exibicionismo, nem de ostentação de uma religiosidade exterior, mas é uma verdade clara nas Escrituras que o cristão deve dar testemunho ao mundo, tanto em palavras como por obras (Jo 13.34, 35; At 2.47; Fp 4.5). A mesma sociedade que nos persegue e nos odeia é a que deve ver as nossas obras e ser impactada pelo nosso testemunho, ora para ser confundida naquilo em que falam mal de nós, ora para reconhecer que Deus está conosco (1 Pe 2.11-12). E assim chegamos à declaração do supremo propósito pelo qual o Senhor nos compara ao sal da terra e à luz do mundo – porque Ele nos fez participantes dessas bem-aventuranças que nos tornam excelentes e relevantes para o mundo – por causa da Sua própria glória. Se são as nossas obras que os homens devem ver, por outro lado são obras que nenhum homem jamais poderia fazer sem a graça de Deus (Jo 3.20, 21; Ef 2.8-10). Logo, são mais propriamente obras de Deus realizadas em nós ou através de nós, e é por isso mesmo que O glorificam (Jo 15.4, 8). O propósito de Deus é dar glória, não a nós, mas ao Seu próprio nome diante dos homens. E esse deve ser também o nosso propósito. A exortação ilustrada nos versos que ora estudamos está em estreita ligação com as bem-aventuranças. Se somos daqueles que, pelo arrependimento e perdão dos pecados, fomos trazidos para fazer parte do reino de Deus, e agora declarados felizes, benditos, pois destinados a um grande galardão nos céus, então repousa sobre nós uma grande responsabilidade para com aqueles que estão de fora: como embaixadores do reino dos céus, cabe a nós anunciar, tanto pela palavra como pela virtude da nova vida em Cristo, as boas novas de Deus a todos os homens.

Ester

Ester, apesar de não ter o nome do Altíssimo vinculado em seu texto, contudo não faltam os frutos do Espírito como relatado na epístola aos Gálatas, e dentre eles: a prudência, tempo e modo certos no falar demonstrando as virtudes de comunhão com o Eterno. No caso difícil que enfrentou, tendo o seu povo sido condenado injustamente à morte por uma alta autoridade do reino da Média e Pérsia, Hamã, ela demonstrou muita sabedoria para defender seus parentes daquela perseguição, e ao mesmo tempo, apontar o verdadeiro opressor e inimigo. Ela se arriscou ao entrar na presença do rei sem ser chamada, mas não teve o ímpeto de já falar o que lhe afligia, convidando o rei e o oponente para dois banquetes e só depois relatou seu desgosto ao monarca. Neste ínterim, Deus também trabalhava pelo povo de Israel fazendo o soberano perder o sono e se informar quanto como Mardoqueu tinha salvado a sua vida e sempre estava à porta do reinado com humildade, enquanto que o adversário, muito soberbo e presunçoso. Há muitos conselhos e ensinamentos diversos neste texto: para sermos sábios no uso de nossas palavras, da dificuldade de se controlar nossa língua, usá-las corretamente e no tempo apropriado, etc. Quando usamos as certas palavras no momento impróprio, não surgirá o efeito que poderia ser alcançado na hora certa (Proverbios de Salomão)... O modo de se expressar agrupado ao tempo complementa o conjunto de características necessárias para a eficácia no uso da comunicação. Se queremos falar de paz e expressarmos de maneira truculenta e intransigente, não seria isso um paradoxo? Então, o modo como nos expressamos, no tom da voz, na feição do rosto, articulação dos membros também são importantes.

Grande Tribulação

Um período de grande tribulação foi anunciado pela Palavra de Deus, desde os dias antigos. Deus sempre assim avisou aos seus servos, para crermos e confiarmos mais nEle, pelo entendimento de que nada poderá escapar ao seu controle. E a Igreja nisso acha paz e se fortalece, na esperança da vitória e da consolação também prometidas (Jo 16.33; 2 Co1.7; 1 Pd 4.12-14). A ideia apresentada é a de aflição, sofrimento, pressão, perseguição e injustiças que o crente padece por causa da Verdade, por causa do Senhor Jesus (Mt 5.11). Acrescenta-se a pressão, a aflição ou angústia da vida cotidiana, pois o mundo jaz no maligno e o salvo é Luz. (Jo 16.20) (At 14.22). Há citações diversas apontando para grandes aflições que sobrevêm ao mundo ou sobre os crentes (Mt 24.21; Dn 12.1). Mas esta expressão “grande tribulação” é encontrada em Ap 7.14, referindo-se à aflição que sobreviria aos de Deus - aos justificados pelo seu sangue - em um tempo conforme veremos a seguir. Salientemos antes que o tempo de Deus não é igual à contagem humana. Um Dia para Deus não só pode significar Mil Anos ou Um Ano ou, melhor ainda, um Período Para Nós Indeterminado e só do conhecimento divino (2 Pd 3.8). Tendo transcorrido Sete e sessenta e duas Semanas (Dn 9.25) restou tão somente uma Semana, espaço da chegada do messias à consumação, quando o Messias seria rejeitado e morto. Esta semana projeta-se até o fim. (Dn 9.26) Agora, atenção, pois há uma repartição desta Semana Final em novos dois períodos De Meia Semana (3,5 Dias ou os 3,5 Períodos De Deus). A separação se dá pela citação de que no Meio da Semana, Ele, o Messias, “Faria Cessar O Sacrifício E Oferta De Manjares” (Vs. 27). Cumpriu-se isto quando Cristo morto pelos Judeus, tornava desnecessário ou inútil Os Sacrifícios E Ofertas determinadas pela Lei.(Hb 10.1, 8 a 11). Para que cessasse de fato toda religiosidade inútil definida pela Lei, foi, então, destruído o Templo, pelo “Povo Do Príncipe Que Havia De Vir”, os romanos; desde então nunca mais se realizou tais rituais. (Mt 24.2) Desde esse acontecimento (a morte e subida de Jesus ao céu) transcorre A Metade da Última Semana conforme está no texto de Dn 9.27. “Sob As Asas Das Abominações Virá O Assolador E Isso Até A Consumação”, - Aqui Está O Período Da Grande Tribulação – observe que vai se desenrolar Até o Fim, incluindo a destruição do Assolador. Esse período de três e meio dias, ou meses, ou anos, são todos figurados na expressão “Tempo, Tempos E Metade De Um Tempo”). (Dn 12.7; Ap 12.6 e 14; 13.5 a 7) A Tribulação será Grande por vários motivos, citamos: a presença do anticristo, que já está presente no mundo (1 Jo 2.18 e 4.3); e sua oposição ao Evangelho (2 Co 1.8); pela grande fúria do Mal, quando foi derribado do céu com a glorificação de Jesus, após sua ascensão (Ap 12.5, 9,12, 17); por causa da multiplicação da iniquidade ou avanço das trevas (1 Tm 4.1,2; 2 Tm 3. 1 a 4). No nosso texto bíblico de Daniel ela é localizada antes da ressurreição dos mortos, ou seja, antes da vinda de Jesus. (Dn 12.1,2) Por Jesus fica bem identificada esta tribulação como “A Grande” quando Ele diz: “haverá, então, grande aflição, como nunca houve desde o princípio do mundo até agora” e bem localizada no tempo – antes de sua vinda, ao dizer: “Então, aparecerá no céu o sinal do Filho do Homem” e, ainda, antes do arrebatamento da Igreja: “ele enviará os seus anjos com rijo clamor de trombeta, os quais ajuntarão os seus escolhidos desde os quatro ventos” (Mt 24.21, 29-31). O que também é confirmado nas palavras de Marcos. (Mc 13. 19,24) A Grande Tribulação, como um dos Juízos de Deus profetizados, prosseguirá até o seu cumprimento total. Paulo nos exorta (1 Ts 3.3; Fp 1.28 e 29). Ninguém sabe quando se dará o arrebatamento da Igreja, findando as setenta semanas, mas sabemos que é a nossa missão pregar o evangelho e dar testemunho de Cristo diante dos homens. Quando Jesus voltar terminará a tribulação e passaremos a desfrutar com ele da paz e glória celestiais. (2 Ts 1.7)

Apostasia

Há alguns estudiosos menos desavisados, que explanam sobre grandes avivamentos que supostamente ocorrerão antes da segunda vinda do Senhor, entretanto, a Bíblia,mais precisamente o Novo Testamento, não comprova essa ideia de grandes avivamentos antes da vinda de Cristo, mas, sim, de uma grande apostasia (2 Ts 2.1-3). O termo apostasia significa o abandono consciente da fé cristã anteriormente defendida. De uma forma bem simples, é a negação ou alteração do ensino da Bíblia e o afastamento das pessoas da vontade de Deus (1 Tm 4.1-3; 1 Tm 4.1-5, 10; 2 Pe 3.1-4; Jd 3,4, 17-19), é caracterizada pelo abandono da fé, a fim de seguir o que o mundo oferece (Jr 16.11). Existe alguma evidências que a Igreja atravessa um momento claro de apostasia: vida frívola dos cristãos descomprometidos com a oração (Mt 26.41; Ap 2.4,5); insensibilidade à santidade de Deus e a naturalidade com que se comete pecado(Hb 12. 14; I Ts 4. 3-8); a introdução no estilo de louvor da igreja como extravagante e com estilos sensuais de adoração (Ap 2.14; Rm 12.1,2); desprezo e indiferença para com a Palavra de Deus(2Tm 3.14-17); o materialismo das igrejas, pastores e membros priorizando a busca da prosperidade no mundo (Tg 4.1-4; 1Tm 6.9); o alarmante número de ministros que caem em divórcio, adultérios, e que estão entrincheirados em seus púlpitos; o conceito tão baixo que o mundo secular tem das igrejas, pastores e cristãos; a facilidade com que as pessoas se tornam cristãs, são batizadas e se tornam membros de igrejas (Ez 44.23); e o misticismo herético como objetos venerados,culto a anjos e outros mediadores (At 4. 10-12; Jo 14.6). Qualquer um que tenha sensibilidade e discernimento do Espírito Santo sabe perfeitamente que esta é a realidade do cristianismo contemporâneo. No afã de agradar as pessoas para não perdê-las e para atrair um número cada vez maior de “fiéis”, é costumeiro usar a estratégia de se tratar assuntos banais no púlpito que não contrariem as pessoas pela falta de santidade em seus corações, e isto contra a ordenança de Jesus e dos apóstolos de se pregar tão somente o evangelho da cruz que impõe a morte do ego e um andar em novidade de vida em santificação na prática da justiça, e que se exorte e repreenda os insubmissos a esta regra divina. Isto faltando nos próprios líderes, não seria de se supor que exigissem dos outros o que não querem para si mesmos e nem para os seus familiares, a saber, uma estrita santificação bíblica, baseada nas exigências reveladas na Palavra de Deus. O que se verá é o entristecer e apagar da ação do Espírito Santo na Igreja, e então seus membros ficam expostos a uma grande tentação pela influência de tudo o que é do mundo. Com isto fica perdido o impulso e o poder do Espírito Santo para uma efetiva evangelização do mundo. Como estava profetizado, já está havendo em nossos dias a apostasia que prenuncia a vinda do Senhor Jesus. Portanto, precisamos ser vigilantes, como as cinco virgens prudentes. (Mt 25.1-13). Conforme Jesus predisse: "(...) como foi nos dias de Noé e de Ló, assim será na vinda do Filho do homem". Por último disse Jesus: “Eis que venho como um ladrão de noite. Bem-aventurado aquele que vigia, e guarda os seus vestidos, para que não ande nu, e não se vejam as suas vergonhas” (Ap 16.15). É preciso despertar do sono porque a noite já vai alta e o Senhor se encontra às portas. É preciso tomar a firme decisão de fugir das fontes de tentação e abandonar toda forma de pecado, principalmente o que é muito comum nestes dias relativo às práticas lascivas e sensuais não lícitas, e todas as formas de sexualidade proibidas por Deus em Sua Palavra. Renove a sua aliança com Deus e leia a Bíblia, aprenda o que ela ensina e fique vacinado contra a apostasia!