segunda-feira, 2 de julho de 2012

Morada de Deus.





Para comentar um pouco sobre a morada do divino, a Bíblia mostra desde seu início que Ele sempre quis habitar entre os homens. Mandou Moisés construir o Tabernáculo, que seria a sua morada.

O profeta Isaías em um de seus oráculos disse que o seu nome seria Emanuel – Deus conosco. O Alto e Sublime que habita na eternidade também demonstra o seu interesse de habitar entre os humanos.

Salomão, a quem Ele deu sabedoria, riqueza e paz para construir um templo para adoração dEle, disse “...habitará Deus com homens na terra? Eis que os céus dos céus não te podem conter , quanto menos esta casa que tenho edificado?”

Na volta do cativeiro disse por Ageu, um profeta daquele tempo, que apesar daquele templo ser simples, naquele lugar viria o Desejado das Nações. O Criador que se fez carne foi ali apresentado por Simeão, que ainda disse que ele era posto para sinal contraditado.

O salmista diz, no Salmo 84, que são amáveis os seus tabernáculos.  A alma dele anelava pelos seus átrios. Até os pássaros encontram abrigo lá – Deus as alimenta e protege como diz o evangelista Mateus?

Diante de tudo isso exposto, descortina-se um dos maiores segredos da humanidade: Ele quer habitar em nós, no nosso coração, ser o centro de nossa vida, quer o nosso melhor, a nossa companhia.


Temos atentado para isso?

















quarta-feira, 6 de junho de 2012

A pedra de toque da escatologia.


           No capítulo 9 do livro do profeta Daniel, temos um ponto muito importante e básico para se avançar nos demais pormenores bíblicos da escatologia.

     Analisando o contexto, vemos que Daniel entendeu pelos livros que o tempo da escravidão era de setenta anos. Começou a orar, confessando os pecados dele e do povo de Israel.

            Gabriel é mandado a ele e o instrui sobre setenta semanas: “setenta semanas estão determinadas sobre o teu povo...”.

            Primeiramente da ordem da saída e para edificar Jerusalém (Ciro) até a vinda de Jesus (Messias), haverá sete semanas e setenta e duas semanas. As ruas e os muros edificarão em tempos angustiosos. (Esdras, Neemias)

            Então, da vinda de Jesus até o fim, falta uma semana no tempo divino...

            O verso 26 aconteceu da destruição de Jerusalém através do general Tito e de lá para cá, basta ver tantas guerras tivemos... e no 27 está o detalhe mais importante: “ele firmará aliança com muitos por uma semana...”

            Ele está se referindo ao Messias ou ao povo do príncipe? Os romanos faziam aliança com alguém? Não. Tomavam pela força e impunham suas vontades.

            Mas o Messias sim, “este é o novo testamento no meu sangue...”, na sua morte. Na metade da semana foi cortado o sacrifício, por quê? Ele era o Cordeiro de Deus.

            Completando o entendimento, Jesus morreu na metade da última semana no tempo de Deus. Faltam três dias e meio, tempo e tempos e metade de tempo, 1260 dias, 42 meses, etc. (que é o tempo das testemunhas...).

            Aqui que entra a verdadeira grande tribulação. Jesus subindo ao céu e o dragão sendo lançado na terra. Sabendo que tem pouco tempo...

            “Ai dos que habitam na terra... pois o Diabo desceu a vós e tem grande ira...”.

             Hum...

            “O sacrifício de Jesus purificou até os céus...”.

       Não estaria aí a pedra de toque da escatologia? Certamente.

             Pois é...







terça-feira, 29 de maio de 2012

A arca de Noé e a vinda de Jesus.


                No primeiro livro da Bíblia encontramos a história de Noé, filho de Lameque, um homem que achou graça aos olhos de Deus, no meio de uma geração má e violenta.

       Houve mistura de povos – algo rejeitado por Ele e a idade de vida humana foi diminuída. Intentou destruir tudo o que tinha criado sobre a face da terra. Mandou-lhe então fazer uma arca e estabeleceu uma aliança com ele e sua família.

      Depois de acabada, veio à ordem para entrar e logo veio o dilúvio. Toda alma vivente que tinha narinas morreu.

             Mais tarde o próprio Jesus se referiu a este tempo dizendo: “como nos dias de Noé, assim será também a vinda do Filho do Homem”. Então a vinda dEle será num dia não esperado, de grande maldade e violência. Virá com juízo para terminar tudo o que tinha feito e apenas quem estiver "dentro da arca" será salvo? Sim.
           
       Não tem terceira ou quarta vinda e nem invisível? Não. Ou está na arca ou perecerá! O Criador iria deixar uma frestinha da porta aberta para quem sabe alguém, depois que começar a chover, possa ainda tomar decisão de entrar? Não. A diferença agora é que não será com água e sim fogo, como bem colocou o apóstolo Pedro e conforme o arco-íris que significa o acordo de Deus com o homem de não destruir mais a terra com águas, como foi naquele tempo.

       Pois é...

segunda-feira, 28 de maio de 2012

A parábola das dez virgens.


O evangelista Mateus descreve no capítulo 25 de seu livro, a parábola das dez virgens, na qual elas tomaram suas lâmpadas e saíram ao encontro do esposo.

A diferença entre as loucas e as prudentes era apenas a questão do azeite? Sim.

Ouviu-se um clamor à meia-noite e todas levantaram e prepararam suas lâmpadas. Mas as loucas não tinham azeite e pediram para as prudentes.

Tentando entender melhor, o azeite, símbolo do Espírito Santo, seria a ênfase dessa estória? Sim. Pois todas eram virgens, fala de pureza, separação, etc.

O que isso poderia implicar a mais? Quem tem comunhão com Deus, tem frutos desenvolvidos e isso não pode ser doado a ninguém? Sim. E só se adquire e desenvolve na presença dEle? É.

O sábio já deixou escrito; “sejam alvos os teus vestidos e nunca falte o óleo sobre a tua cabeça”. Não basta ter vestes limpas, precisamos ter óleo sobre a nossa vida.

O reconhecimento é feito pelos frutos? Sim, pois é pelos frutos que somos reconhecidos como discípulos Dele.

O esposo chega quando as loucas tinham ido comprar azeite. E fecha-se a porta e quando voltaram o Senhor disse que não as conhecia. Não teve outra chance? Não.

Por isso que no Livro está escrito ”se hoje ouvirdes a sua voz...”, “Ele virá como ladrão...”, etc.

Ele virá numa hora que não esperamos ou podemos ir desta vida a qualquer momento. E, como estamos agora diante dEle? Com azeite ou sem...

Lá no princípio bíblico quando Noé entra na arca, no versículo 16 do capítulo 7 de Gênesis, está escrito na parte b, que Noé foi fechado dentro da arca por Deus: ”O Senhor o fechou dentro.”

Noé poderia até querer abrir para seus conterrâneos a porta da arca, mas quem fechou por fora não deu outra chance? Não.

Pois é...




segunda-feira, 21 de maio de 2012

A grande tribulação.

A ideia apresentada é a de aflição, sofrimento, pressão, perseguição e injustiças que o crente padece por causa do Senhor Jesus e ainda pode ser acrescentada a pressão, a aflição ou angústia da vida cotidiana. É um período anunciado por Deus, mas é para termos paz Nele e bom ânimo, como está escrito no evangelho segundo escreveu João, no capítulo 16 e verso 33. O apóstolo Paulo escrevendo aos coríntios, no capítulo 1 e verso 5 diz que elas são abundantes e Pedro na segunda epístola, verso 13 do quarto capítulo nos orienta a alegrarmos pelo fato de sermos participantes das aflições de Cristo. Contudo, a expressão “grande tribulação” é encontrada no capítulo 7 do livro do Apocalipse, verso14, referindo-se a um período de três dias e meio, conforme veremos a seguir. Não podemos deixar de lembrar que “um dia” para Deus pode significar mil anos ou um período só do conhecimento divino (2Pd 3.8) e que em vários textos bíblicos encontramos referência a este tempo ou período de grande tribulação. Citamos o profeta Daniel 9.24-27 (acerca das setenta semanas) e em Apocalipse 12 e 13 (um período de dias ou meses iguais há 3,5 anos ou figurados na expressão: “tempo, tempos e metade de um tempo”). A identificação começa com Dn 9.24: ”setenta semanas estão determinadas”. Uma semana ou seus sete dias interpreta-se como um período de tempo pleno do conhecimento de Deus. O primeiro período de sete semanas teve o seu início no reinado de Ciro, quando em cerca de 445 a.C., foi dada a ordem “para restaurar e reedificar Jerusalém” (Dn 9.25). Segue-se o segundo período de 62 semanas, até a chegada do Messias, Jesus. Neste ponto das setenta, o tempo avançou a 69 semanas. Resta tão somente uma semana - o terceiro período. Nesse período final (uma semana), o ungido seria rejeitado pelo seu povo, e morto (Dn 9.26). Esta semana projeta-se até o fim (vs 26b). Nesta mesma semana (7 dias, sete tempos de Deus) – e sete é plenitude - ele, Jesus, tem firmado “um concerto com muitos”, com os creem em seu nome. Este concerto é o da salvação eterna (sete tempos), na remissão dos pecados pelo seu sangue (Mt 26.26 a 28; Hb 10.12 a 18). Agora há uma repartição desta semana final em novos dois períodos de meia semana (3,5 dias ou 3,5 períodos de Deus). A separação se dá pela citação de que no meio da semana, ele, o Messias, “faria cessar o sacrifício e oferta de manjares” (vs 27). Cumpriu-se isto quando Cristo morto pelos judeus tornava inúteis os sacrifícios e ofertas determinadas pela lei (Hb 10.1, 8 a 11; Jo 1.17). Para que cessasse de fato toda religiosidade vã definida pela lei foi, então destruído o templo e a cidade de Jerusalém pelo “povo do príncipe que havia de vir”. Desde então nunca mais se realizou tais rituais. O povo citado refere-se ao romano que, no ano 70 aD, com seus exércitos, não deixaram pedra sobre pedra (Mt 24.2; Lc 21. 20 a 24). Desde esse acontecimento transcorre a metade da última semana conforme está no texto de Dn 9.27: “sob as asas das abominações virá o assolador e isso até a consumação”. Aqui está o período da grande tribulação que vai se desenrolar até o fim, incluindo a destruição do assolador. A tribulação será grande por vários motivos: pela presença do anticristo, que já está presente no mundo (1 Jo 2.18 e 4.3; 2 Ts 2.7) e sua oposição ao evangelho (2 Co 1.8); pela grande fúria do mal (Ap 12.9,12); por causa da multiplicação da iniquidade ou avanço das trevas (Mt 24.9 a 12; 1 Tm 4.1,2; 2 Tm 3. 1 a 4); pela manifestação e avanço da besta (Ap 13.1,3, 7), que são os domínios deste mundo não sujeitos a Deus (Ap 17.9 a 12); e por estar chegando o tempo da saída da Igreja do mundo": ela está em terra estranha (1 Pd 4.12; Jo 17.14 a 16). Referem-se a este meio período final também as passagens de Ap 12. 6 e 14; 13.5. Paulo nos exorta (1 Ts 3.3; Fp 1.28 a 29; 2 Co 1.7). Ninguém sabe quando se dará o arrebatamento da Igreja, findando as setenta semanas, mas sabemos que é a nossa missão pregar o evangelho e dar testemunho de Cristo diante dos homens. Com a volta de Jesus voltar terminará a tribulação e passaremos a desfrutar com ele da paz e glória celestiais. (2 Ts 1.7)