domingo, 29 de março de 2026

Entrando pela porta estreita

A Bíblia ensina que Jesus Cristo morreu na cruz por toda a humanidade. Isso implica em oferecer a salvação a todos. Contudo o benefício dela é aplicado àqueles que creem. Seu sacrifício substitutivo pagou a dívida do pecado, proporcionando reconciliação com Deus e a oportunidade de vida eterna (2 Co 5.15, Jo 3.16). Jesus morreu por todos os seres humanos, não apenas por um grupo restrito, seja ele qual for. O objetivo foi salvar a humanidade do pecado e da morte, agindo como substituto (justificação). Aqui há um mistério, pois está a inflexão do texto, que embora o sacrifício seja para todos, a salvação é aplicada individualmente através da fé e do arrependimento. Enfim, a morte de Jesus é vista como o amor de Deus em ação, oferecendo perdão gratuito e uma nova vida para quem crê. Se até alguns dos que se esforçam não conseguem passar pela porta estreita, que pensar de nós? Como tem sido a nossa vida cristã? Temos feito todo esforço possível para alcançar o Céu, ou vivemos acomodados, iludidos com a ideia de que já basta o “muito” que nos empenhamos? Perguntam ao Mestre: “Senhor, é verdade que são poucos os que se salvam?” Jesus não responde diretamente à pergunta, mas diz assim: “Fazei todo o esforço possível para entrar pela porta estreita”. Por isso, ao falar sobre a futura desgraça das pessoas religiosas que são soberbas e que confiam em si mesmas, mas não em Deus, o Senhor prevê: “Haverá choro e ranger de dentes, quando virdes Abraão, Isaac e Jacó, junto com todos os profetas no Reino de Deus, e vós, porém, sendo lançados fora... Virão homens do Oriente e do Ocidente, do Norte e do Sul, e tomarão lugar à mesa no Reino de Deus” (Lc 13.28). Deus é grande, é bom, é generoso e “quer que todos os homens sejam salvos e cheguem ao conhecimento da verdade” (1Tm 2.4). No entanto, cabe a nós imitá-Lo e, sem cálculos ou mesquinhez, trabalharmos pela nossa salvação com confiança, amor, temor e tremor (Fl 2.12).

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