sexta-feira, 17 de julho de 2026

Dom do discernimento

É certo que lidar com cobras não é um exercício fácil. Na Bíblia ela envolve interpretações literais e simbólicas. Literalmente, a Palavra relata cura ao olhar para a cobra de bronze. Quando os israelitas foram castigados com serpentes venenosas no deserto, Moisés foi instruído por Deus a criar uma cobra de metal e colocá-la em uma haste; quem fosse picado e olhasse para ela, sobrevivia (Nm 21.4). É um evento profético que aponta para o Messias: "...olhai para mim e sereis salvos" (Is 45.22). Simbolicamente, representa astúcia (Mt 10.16), tentação (Gn 3) e o maligno, exigindo discernimento, vigilância e, conforme a fé cristã, autoridade em oração. Nos textos sagrados a referência a cobras estão associadas ao mal, tentação e advertência contra situações perigosas. No livro do Gênesis (Gn 3.1-5), a serpente é descrita como astuta e é quem engana Eva para comer o fruto proibido e desobedecer a Deus. Uma das orientações bíblicas acerca de cobras é evitá-la, não dialogar com a tentação, evitar conversas com a "cobra" (inimigo/fofoca/enganos). Enfim, ao lidar com cobras deve-se cortar o assunto e proteger sua paz.

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