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sábado, 21 de fevereiro de 2026
Babilônia: até o céu não chegará
Depois de Jerusalém, Babilônia é a cidade mais citada na Bíblia e fisicamente se localiza onde hoje está o Iraque.
Quando se fala de Babilônia não chegar ao céu refere-se à independência do Altíssimo (insubmissão).
A história começa na Torre de Babel com a construção de uma torre que alcançaria os céus, uma maneira de se livrar do juízo divino, uma união rebelde e soberba das nações contra Eterno.
Deus causa confusão na humanidade estabelecendo diferentes idiomas, o que impediu que a torre fosse concluída (Gn 11.1-9).
Não há armas nessa guerra divina, nem a sua soberba não a salvará: "Mesmo que a Babilônia pudesse subir até o céu e construir ali uma fortaleza, ainda assim eu mandaria gente para destruí-la", diz o Senhor.
A queda de Babilônia será tão súbita e inesperada quanto foi a da Babilônia de Nabucodonosor.
Olhando para as ruínas de Babilônia hoje, é difícil acreditar que aquilo já foi uma potência mundial.
A Babilônia de Nabucodonosor sobrepujou muitas nações. Humilhava reinos, levava embora cativos lhes negava a esperança de liberdade (Jr 50.33).
Nem mesmo que a Babilônia subisse ao céu ou fortalecesse sua altura, o juízo de Deus a derrubaria, transformando-a em ruínas (Jr 51.9,53).
O julgamento sobre a Babilônia é descrito como tão grande que chega até os céus, indicando a magnitude da sua queda.
Profetizada como uma destruição total, onde a cidade nunca mais seria habitada (Is 13.19-20).
No livro do profeta Daniel, o rei Nabucodonosor exalta sua própria glória ao construir a Babilônia com seu poder, o que imediatamente atrai a sentença divina de humilhação, resultando em sua perda do reino e loucura, para que reconhecesse o domínio do Altíssimo.
Nabucodonosor diz: "Não é esta a grande Babilônia que eu edifiquei para a casa real, com a força do meu poder e para glória da minha magnificência?".
Antes mesmo de terminar a frase, uma voz do céu decretou a perda de seu reino.
O rei foi expulso do convívio humano e viveu como animal por sete tempos até reconhecer que Deus domina sobre os reinos humanos (Dn 4.31-33).
No contexto de Apocalipse, Babilônia representa a humanidade desviada de Deus, representando o orgulho humano que se opõe a Deus, e a Bíblia afirma que esse poder não subsistirá perante o juízo divino.
É comparada com uma mulher prostituta, pois se desencaminhou da orientação do seu Senhor, desde o Gênesis até o Apocalipse.
Esta mulher, como mostrada ao apóstolo João, estava trazida pela besta, já relatada no capítulo 13 do Apocalipse, com sete cabeças e dez chifres (vem do império romano).
Mostra uma relação íntima entre ela e a besta (estrutura coloca pelo dragão), obviamente, que é o sistema de poder globalizado deste mundo.
E, ainda mais, sustentada pelo dragão, embriagada com o sangue dos santos e das testemunhas de Jesus.
A besta é um retalho, com domínios mundiais que existiram, outros deixaram de existir e ainda outros que voltariam a emergir.
Entretanto, os próprios chifres que a queimarão no fogo, isto é, esses poderes globais iriam julgar e condenar a própria Babilônia (Ap 8).
O apóstolo se admira e o anjo lhe disse que lhe mostraria o segredo da mulher e da besta que a traz.
Os sete montes, que são os impérios mundiais, que sempre perseguiram a igreja, é bom sempre lembrar disso, determinados pelo Altíssimo desde Egito, Assíria, Caldéia, Medo-Persa, Grego, Romano e o governo globalizado atual.
Na época do apóstolo amado, estava no sexto, o romano e ainda um último viria que são os pés e dedos da revelação já dada ao profeta Daniel no capítulo 2 de seu livro, e entregarão o seu poder e autoridade à besta.
Em síntese, de maneira bem simplificada e retornando à antiga Babel, Babilônia significa confusão e rebelião contra Deus e ela é apoiada pelos governos no mundo atual.
Não é só uma instituição que se desviou dos princípios bíblicos e sim, claramente, toda a humanidade desviada (Ap 14.8 e 18).
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