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terça-feira, 24 de fevereiro de 2026
Quando a injustiça ganha raízes
A disputa entre Joabe (comandante de Davi) e Abner (comandante de Saul/Isbosete) foi uma vingança de sangue relatada no segundo livro de Samuel.
Joabe assassinou traiçoeiramente Abner em Hebrom para vingar a morte de seu irmão, Asael, morto por Abner em combate prévio em Gibeão, gerando luto em Davi e tensão política.
Apesar de que Abner matou Asael, isso nunca foi esquecido ou perdoado pelo irmão de Joabe, em autodefesa, durante uma batalha entre as forças de Davi e as de Isbosete (filho de Saul).
Após Abner fazer um acordo de paz com Davi, Joabe o chamou à parte no portão de Hebrom e o apunhalou no estômago, agindo por vingança pessoal, não por ordem do rei (2 Sm 2-3).
Davi lamentou profundamente a morte de Abner, demonstrando que não foi sua a ordem, e temeu a violência de Joabe e seu irmão Abisai, os "filhos de Zeruia".
Asael tinha uma posição de destaque entre os guerreiros durante o reinado de Davi em Judá.
O nome Asael significa “Deus fez”. O texto bíblico destaca a coragem e a agilidade de Asael (2 Sm 2.18; 23.24).
Ele era um dos trinta homens valentes de Davi, ou seja, ele fazia parte de um grupo de guerreiros de elite que se destacaram por suas proezas em batalhas (2 Sm 23.24; (1 Cr 11.26).
O rei considerou o ato um assassinato, profetizando que a casa de Joabe seria manchada por doenças e violência devido ao sangue derramado de um homem superior a ele.
Enfim, o relato destaca o conflito entre a lealdade militar (Joabe) e a necessidade de estabilidade política (Davi), mostrando como a vingança pessoal de Joabe quase comprometeu o reinado de Davi.
A morte de Asael teve implicações significativas para a ascensão de Davi ao trono, que acabou sendo adiada, e o que se seguiu foi uma longa guerra entre a casa de Saul e a casa de Davi.
Davi reconheceu a injustiça do assassinato de Abner e lamentou publicamente (2Sm 3.28-39).
Contudo, não puniu Joabe, seu silêncio abriu espaço para que o general repetisse o mesmo padrão, matando Amasa (2Sm 20.10) e desobedecendo ordens diretas ao matar Absalão (2Sm 18.14).
Esse episódio expõe um perigo espiritual: quando a liderança prefere silenciar em vez de disciplinar, a injustiça ganha raízes.
Não disciplinar um Joabe é enfraquecer a autoridade, desamparar os Amasas e atrasar a paz do rebanho.
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