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sexta-feira, 27 de fevereiro de 2026
Ensinando a Palavra
O Antigo Testamento mostra que a Lei do Senhor estava intrinsicamente ligada à vida de todo o povo e, por isso, ela também era o elemento aglutinador que formava a identidade dos judeus.
Assim, Esdras estava ciente de que para iniciar a reconstrução religiosa do povo era necessário começar pelo ensino da Lei do Senhor, pois sem ela não há identidade espiritual nem moral.
Deus falou: “Ajunta-me o povo e os farei ouvir a minha palavra, para que me temam todos os dias que na terra viverem” (Dt 4.10).
E continua: “Guarda os mandamentos do Senhor para o temer” (Dt 8.6).
Por fim, o próprio Deus ordenou que a sua Palavra fosse ensinada a todo o povo de sete em sete anos (Dt 31.9-12).
Pelo temor a Deus o crente se aparta do mal (Pv 3.7), se desvia do mal (Pv 16.6), e aborrece o mau caminho (Pv 8.13).
Além da leitura da Lei de Moisés, que se fazia a cada sábado (At 15.21), os Escritos e os Profetas deveriam ser lidos e explicados ao povo, em convocação solene, a cada sete anos.
Jesus ordenou o ensino da sua Palavra e que seus discípulos ensinassem todas as nações a guardarem tudo o que lhes tinha mandado (Mt 28.19,20).
Em continuidade histórica e temporal, Paulo conhecia a importância do ensino da Palavra: “Conjuro-te pois diante de Deus e do Senhor Jesus Cristo… que pregues a palavra…” (2Tm 4.1,2).
Como resultado do ensino da Palavra, o povo confessa os seus pecados, aparta-se de deuses estranhos, adora ao Senhor Deus, e com Ele faz firme concerto (Ne 9.13,38), porque a Palavra de Deus é o PODER de Deus (Rm 1.1).
O apóstolo continua: “O que de mim, entre muitas testemunhas, ouviste, confia-o a homens fiéis, que sejam idôneos para também ensinarem os outros” (2Tm 2.2). “Se é ensinar, haja dedicação ao ensino” (Rm 12.7).
O conhecimento consolida a força (Pv 24.3), porque pelo conhecimento podemos saber o que nos é dado gratuitamente por Deus (1Co 2.12).
Pelo conhecimento da verdade podemos alcançar plena libertação (Jo 8.32).
Pelo conhecimento podemos saber que Deus quer que todos os homens venham ao conhecimento da verdade (1Tm 2.4).
Pelo conhecimento podemos saber como agradar a Deus, pois não é resultado da nossa própria força, mas o próprio Deus nos dá graça para agradá-lo (2Co 5.9).
Ainda sobre a importância do ensino, é indubitavelmente salutar, pois é o elemento central para o desenvolvimento e a criação do caráter cristão.
O ensino da Palavra implanta normas espirituais nos crentes como o que aconteceu na igreja de Corinto que foi enriquecida pelo ensino da Palavra de Deus (1Co 1.5).
Essas normas dão forma às manifestações da Nova Vida naquele que se converte, naquele que, pela operação do Espírito de Deus, passa a andar nos estatutos de Deus (Ez 36.27).
O salvo em Cristo deve ser honesto a toda prova (Rm 12.17; 2Co 8.21; Fp 4.8; 1Pe 1.12; Hb 13.18), jamais mente (Is 63.8; Ef 4.25; 1Jo 2.28) ou tem o testemunho de sua consciência, no Espírito Santo, de que não mentiu (Rm 9.1), porque Jesus disse: “Seja, porém, o vosso falar: Sim, sim; não, não, porque o que passa disso é de procedência maligna” (Mt 5.37).
O cristão não se apodera de alguma coisa que não seja dele: “Aquele que furtava não furte mais” (Ef 4.28), assim como Zaqueu depois de salvo queria restituir e restituiu aquilo que havia defraudado (Lc 19.8) pois agora vive uma vida moral que é exemplo de pureza.
Enfim, o convertido jamais dá falso testemunho de alguém (Êx 20.16; Pv 10.18; Tg 4.11).
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