sexta-feira, 27 de fevereiro de 2026

Somos o que falamos

Em uma época em que a linguagem vulgar parece se tornar cada vez mais comum – em músicas, redes sociais, filmes e até mesmo em ambientes de trabalho faz-se importante refletir sobre o que a Bíblia ensina a respeito da maneira como falamos. As palavras não são neutras. Elas têm poder para edificar ou destruir, abençoar ou ferir. Por isso, o cristão é chamado a santificar também a sua fala e perversidades nem devem ser nomeadas entre cristãos, conforme exortação bíblica encontrada em Efésios. O apóstolo Paulo escreveu: “Não saia da vossa boca nenhuma palavra torpe, e sim unicamente a que for boa para edificação, conforme a necessidade, e, assim, transmita graça aos que ouvem” (Ef 4.29). "A prostituição e toda a impureza nem ainda se nomeie entre vós" mostrando que o cristão deve manter a pureza moral, pois a imoralidade sexual, impurezas e a cobiça não devem sequer ser mencionadas como prática entre os fiéis, visando a separação das trevas (Ef 5:1-2). No contexto bíblico, chocarrices referem-se a piadas grosseiras, gracejos indecentes, zombarias ou conversas tolas e inconvenientes que desonram a Deus e ferem o próximo (Ef 5.4). Tiago lembra que “da mesma boca procede bênção e maldição. Meus irmãos, não pode ser assim!” (Tg 3.10). Jesus disse que a boca fala do que está cheio o coração (Lucas 6:45). Enfim, a boca deve ser instrumento para glorificar a Deus e transmitir vida aos que nos ouvem: “Que a palavra dita por vocês seja sempre agradável, temperada com sal, para que saibam como devem responder a cada um” (Cl 4.6).

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