quinta-feira, 26 de fevereiro de 2026

Caminhos direitos

A Bíblia assegura que Deus é o Juiz de toda a terra e todos os seus caminhos são justos, nunca se igualando à injustiça. Ele é descrito como o único Legislador e Juiz que julga o mundo com justiça, retidão e imparcialidade, diferente dos juízes humanos. A expressão "há um juiz na terra" está fundamentada no conceito bíblico de que Deus é o juiz supremo e justo de toda a humanidade (Gn 18.25). Ele é competente para julgar tanto os vivos quanto os mortos, garantindo que a retribuição (humilhação ou exaltação) ocorra conforme suas ações e, se a justiça falha na terra, Deus é o justo Juiz que corrige, corrige as nações e cuida do seu povo. A justiça de Deus é baseada em sua soberania; Ele estabeleceu seu trono para julgar e é o árbitro final da retidão (Tg 4.11-12; Sl 94). A couraça da justiça, mencionada na Epístola aos Efésios, trata de uma parte da armadura de Deus. Ela é uma proteção espiritual que cobre o coração e os órgãos vitais do cristão. Protege a vida espiritual e a mente contra os "dardos inflamados" (mentiras e acusações) do maligno. Simboliza a justiça imputada por Cristo, que protege contra as acusações do inimigo, e a conduta íntegra do crente (Ef 6.14). Estar com a couraça da justiça firme no lugar é fundamental para a batalha espiritual, garantindo a proteção emocional e moral contra as investidas do diabo. Há situações que o julgamento do Altíssimo vem logo após o desvio como no caso do Jardim do Éden, entretanto a Bíblia fala que em outros casos a sentença será no final, no porvir ou juízo final. Segundo Pedro o Senhor é longânimo, não querendo que muitos se percam, pois há um tempo determinado até para a justiça do Eterno (2 Pd 3.9). O apóstolo acrescenta que o julgamento começa pela casa de Deus, indicando que o juízo divino focando na purificação e disciplina dos filhos de Deus antes da condenação final dos ímpios (1 Pd 4.17). Se há um juiz na terra, o crente deve procurar fazer "veredas direitas", adotando condutas retas, fortalecendo a fé e influenciar positivamente outros, permitindo que os "manquejantes" se curem em vez de se desviarem (Hb 12.13).

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