sábado, 19 de setembro de 2026

A morte dos primogênitos

O contexto histórico por trás desse ritual está profundamente ligado ao Antigo Império Egípcio e ao período de opressão dos hebreus (israelitas), por volta do século XIII a.C. (durante o reinado do faraó, frequentemente identificado como Ramessés II ou Amenófis II). Os descendentes de Jacó haviam migrado para o Egito séculos antes para fugir da fome. Com o tempo, a população cresceu tanto que começou a ser vista como uma ameaça de segurança pelo governo egípcio. Para conter esse crescimento e obter mão de obra barata, o Faraó escravizou os hebreus, forçando-os a trabalhos pesados na construção de cidades-armazéns (como Pitom e Ramessés). O sangue servia como um marco visível de obediência e fé na aliança com Deus, distinguindo as famílias que seriam poupadas da morte dos primogênitos. Com um feixe de hissopo, o sangue do cordeiro era aplicado na viga superior (verga) e nas duas laterais (ombreiras) da porta. O sangue colocado na verga e nas ombreiras da porta era um sinal de proteção divina para que o anjo da morte passasse por cima das casas dos israelitas sem feri-los durante a décima praga no Egito. Era a última praga e naquela noite, as casas com sangue nas ombreiras tornaram-se "território soberano" sob a proteção de Deus, imunes à autoridade e ao castigo que caía sobre o império egípcio. Esse impacto devastador foi o que finalmente forçou o Faraó a libertar o povo.

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