sexta-feira, 18 de setembro de 2026

Refletindo o caráter divino

Para início dessa comparação iremos começar o que foi dito sobre o homicídio: "Não matarás; e quem matar estará sujeito a julgamento" (Mt 5.21-26). O Mestre disse que para o Reino, o assassinato começa no coração. Assim sendo, contradisse o ensinamento da época: o pecado não começa no ato físico de tirar a vida, mas na ira, no ódio e no insulto contra o irmão. Outro assunto muito debatido na época era sobre o adultério: "Não cometerás adultério" (Mt 5.27-30). Já Jesus diz: a fidelidade começa nos olhos e no pensamento. Quem olha com cobiça já adulterou no seu coração. Jesus exige uma postura radical de autodisciplina e pureza. O casamento é uma aliança sagrada. Jesus eleva a dignidade da união e da mulher, protegendo o matrimónio da banalização legalista. Outro ensinamento procedente do Reino é dizer "não" à vingança pessoal. Em vez de revidar, o cidadão do Reino quebra o ciclo de violência respondendo com generosidade e oferecendo a "outra face". Este é o topo da ética cristã, que imita a generosidade do próprio Deus, que faz nascer o sol sobre bons e maus. Jesus encerra esta secção com uma declaração que resume todas as antíteses: "Sede vós, pois, perfeitos, como é perfeito o vosso Pai, que está nos céus" (Mt 5.48). A palavra grega usada para "perfeito" é teleios, que significa "completo", "maduro" ou "que atingiu o seu objetivo". Enfim, o objetivo do cidadão do Reino não é o cumprimento mecânico de proibições, mas refletir de forma madura o caráter amoroso, íntegro e justo do próprio Pai Celestial.

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