sexta-feira, 9 de outubro de 2026

Geazi e o dinheiro

A comparação entre Judas Iscariotes e Geazi revela como o amor ao dinheiro opera de forma muito semelhante no coração humano, independentemente da época. Ambos começaram como homens de confiança de grandes líderes espirituais, mas permitiram que a ganância destruísse as suas vidas. Nenhum dos dois começou com um grande crime. Judas começou por desviar pequenas moedas; Geazi começou por cobiçar silenciosamente os bens alheios. O dinheiro de Judas acabou por comprar um cemitério; os bens de Geazi tornaram-se inúteis, pois a lepra afastou-o para sempre do convívio social e das suas riquezas. Ambos conviveram de perto com milagres e ensinamentos profundos, mas o amor ao dinheiro cegou-os a ponto de acharem que podiam esconder os seus atos de Deus. É certo que faltou a ambos o contentamento que nasce quando a pessoa entende que os bens materiais são temporários, mas os valores espirituais são eternos. Enquanto a ganância acumula e retém; o ato de dar quebra o poder que o dinheiro exerce sobre o coração. A generosidade funciona como um exercício de desapego (1 Tm 6.18). Enfim, o sábio assim se expressou: "Não me dês nem a pobreza nem a riqueza; mantém-me do pão da minha porção acostumada; para que, porventura, estando farto, não te negue e diga: Quem é o Senhor? Ou que, empobrecendo, não venha a furtar e profane o nome de Deus" (Pv 30.8-9).

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