domingo, 30 de agosto de 2026

A besta que sobe do abismo

Geralmente o "pano de de saco" era acompanhado de cinzas na cabeça, rasgar as roupas e choro em voz alta. Na Bíblia, vestir-se de pano de saco era um sinal físico de luto profundo, arrependimento sincero, humilhação e angústia extrema diante de Deus. O pano de saco era feito de pelos de cabra ou tecido grosseiro e escuro, usado originalmente para carregar grãos, o que causava grande incômodo no corpo como sinal de renúncia ao conforto. Davi ordenou que o povo vestisse pano de saco ao prantear a morte de Abner. Abner, comandante do exército de Israel, foi morto à traição por Joabe, o capitão de Davi, motivado por vingança e rivalidade política. Davi quis deixar claro que não teve participação no assassinato para evitar uma revolta civil. Ele ordenou a Joabe e a todo o povo que rasgassem suas roupas, vestissem pano de saco e lamentassem diante do corpo. O próprio rei Davi seguiu o caixão no cortejo e chorou em voz alta no túmulo de Abner, demonstrando respeito pelo rival (2 Sm 3.31). De igual modo Mardoqueu (Mordecai) vestiu-se de saco ao saber do decreto que destruiria os judeus. O primeiro-ministro Hamã selou uma lei real para exterminar todos os judeus do Império Persa em um único dia. Ao saber da notícia, Mardoqueu rasgou as suas vestes, cobriu-se de pano de saco e cinzas, e saiu pela cidade clamando com grande e amargo lamento. Ele foi até a porta do rei, mas não pôde entrar, pois as leis persas proibiam qualquer pessoa vestida de pano de saco de passar pelos portões reais. O texto bíblico relata que, em cada província onde o decreto chegava, havia grande luto entre os judeus, com jejum, choro, lamento e muitos se deitavam em pano de saco e cinzas (Rt 4.1-3). Reis e profetas, como Ezequias e o chamado ao jejum em Joel, usavam para clamar pelo socorro e perdão de Deus. O rei da Assíria cercou Jerusalém e afrontou o Deus vivo, exigindo a rendição da cidade. Ao ouvir as ameaças, o rei Ezequias rasgou as suas vestes, cobriu-se de pano de saco e entrou na Casa do Senhor (2 Rs 19.1). Ele enviou os seus oficiais também vestidos de pano de saco até o profeta Isaías para pedir que ele orasse pelo remanescente do povo. De igual modo, uma praga devastadora de gafanhotos destruiu todas as colheitas, gerando fome extrema e paralisando as ofertas no templo. O profeta Joel convocou os líderes religiosos dizendo: "Cingi-vos e lamentai-vos, sacerdotes... vinde, passai a noite vestidos de panos de saco...". A veste era um chamado à humilhação nacional, exigindo um jejum santificado e uma convocação solene para clamar ao Senhor por misericórdia. O Espírito e a esposa são comissionados, no capítulo 11 do derradeiro livro, “vestidos de pano e saco”, como o próprio apóstolo, recebe o livro da mão do anjo, para testificarem o testemunho do Senhor Jesus ao mundo. Muitos seriam e serão abatidos na sua missão, pela “besta que sobe do abismo”, na verdade, desde o início da criação até nossos dias, sempre os religiosos e poderes mundanos, foram contrários à exposição das Sagradas Escrituras, contudo, não antes de terminarem a sua tarefa, no período de 3 dias e meio, 42 meses, 3 anos e meio, tempo tempos e metade de um tempo.

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