sexta-feira, 7 de agosto de 2026

O custo de uma separação

As escrituras registram vários embates entre os descendentes de Isaque e os povos ligados a Hagar e Ismael. Eles foram mercadores ismaelitas que compraram José (filho de Jacó) como escravo de seus próprios irmãos e o levaram para o Egito (Gn 37.28). Nos livros de Crônicas e Salmos, os descendentes de Hagar (agarenos) aparecem em guerras diretas contra as tribos de Israel por território. Essa divisão entre irmãos é a raiz da separação teológica entre o Judaísmo/Cristianismo (via Isaque) e o Islamismo (via Ismael, de quem o profeta Maomé é considerado descendente direto). Enquanto a Bíblia afirma que o sacrifício no Monte Moriá seria de Isaque, a tradição islâmica (no Alcorão) defende que o filho a ser sacrificado era Ismael. A genealogia oficial de Ismael e os fundadores das doze tribos ismaelitas estão registrados na Bíblia em Gênesis e no primeiro livro das Crônicas (Gn 25.12-16, 1 Cr 1.29-31). A Palavra define claramente o território dessas doze tribos (Gn 25.18). Segundo ela, eles habitaram a região que vai de Havilá até Sur. Geograficamente, isso corresponde à área a leste do Egito, ao longo da rota em direção à Assíria (o que hoje compreende a maior parte da Península Arábica e o deserto do Sinai). O texto afirma ainda que eles viveram em constante hostilidade ou "separados" de seus irmãos israelitas. Há um ditado antigo que ainda é utilizado com eficácia: "dividir para enfraquecer".

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