domingo, 30 de agosto de 2026

O sacrifício de Jesus purificou até os céus

Tão certa biblicamente a expressão do título mostra que o sacrifício do Eterno removeu qualquer barreira entre o céu e a humanidade. O sacrifício de Cristo na cruz do Calvário garantiu a eficácia eterna da redenção (Hb 9.23). No Antigo Testamento, o santuário terrestre e seus utensílios precisavam ser purificados com o sangue de animais. Já o tabernáculo celestial não possui paredes ou objetos físicos que acumulem sujeira literal. Ele representa o ambiente da presença de Deus que foi inaugurado e validado de forma definitiva pelo sangue de Cristo. Enfim, a expressão aponta para a supremacia absoluta do sacrifício de Jesus, que operou uma expiação com alcance cósmico e definitivo, permitindo que os pecadores remidos tenham acesso livre e puro à presença santa de Deus. Contudo, há ainda outros aspectos não identificados nessas poucas linhas. Por exemplo, a queda dos anjos foi causada por essa purificação celestial. A rebelião dos anjos caídos ocorreu antes da criação da humanidade ou em um momento anterior da história cósmica, mas e expulsão deles do céu, certamente, também vinculada ao texto mencionado aos Hebreus foi realizada pelo sacrifício histórico de Jesus na cruz. O sacrifício de Jesus purificou até o céu! Isso é verdade bilbicaemente falando pois Satanás (e implicitamente os anjos rebeldes sob seu domínio) tinha acesso às cortes celestiais no tempo de Jó. O livro de Jó mostra claramente o momento em que os "filhos de Deus" (expressão usada no Antigo Testamento para designar os seres angelicais e discípulos de Deus) se apresentaram diante do Senhor, e Satanás veio explicitamente entre eles (Jó 1.6, 2.1). Por último, a bíblia aponta que esse acesso foi revogado e encerrado após a vitória sacrificial de Jesus na cruz e Sua exaltação descrito no livro do Apocalipse: o "acusador de nossos irmãos" é finalmente lançado fora do céu (Ap 12.7-11).

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