sexta-feira, 7 de agosto de 2026

Altar, um local de encontro

O contexto histórico de Canaã na época de Abrão (por volta de 2000 a.C. a 1800 a.C.) corresponde à Idade do Bronze Médio. Canaã funcionava como uma ponte terrestre entre as maiores potências da Antiguidade: o Egito ao sul e a Mesopotâmia ao norte. Este período foi marcado por uma fragmentação política, forte influência do Egito e uma cultura religiosa politeísta ligada à agricultura. Os povos locais adoravam um vasto panteão de deuses que personificavam as forças da natureza. O deus supremo era El (o criador), mas a divindade mais ativa e cultuada era Baal (deus das tempestades, da chuva e da fertilidade), juntamente com deusas como Aserá e Astarote. Os cultos eram realizados em santuários ao ar livre conhecidos como "lugares altos" (geralmente colinas ou bosques, como o carvalho de Moré). Quando Abrão edifica um altar ao Senhor em Siquém, ele está a estabelecer um local de adoração ao Deus único no meio de um território profundamente politeísta E apareceu o SENHOR a Abrão e disse: À tua semente darei esta terra. E edificou ali um altar ao SENHOR, que lhe aparecera” (Gn 12.7). Abrão sai de Harã e chega até o carvalho de Moré, em Siquém, onde a promessa é feita. A região prometida é Canaã, que mais tarde se tornaria a terra de Israel. A palavra "semente" (ou descendência) aponta tanto para o povo de Israel quanto, em sentido maior na teologia bíblica, para Cristo. Deus garantiu a terra à "semente" (descendência) de Abrão, no entanto, naquele momento, Abrão não tinha filhos e a terra estava ocupada pelos cananeus. A fé exige confiar na Palavra de Deus mesmo quando as circunstâncias ao redor parecem contraditórias. Significa viver com base na herança eterna e nas promessas futuras, e não apenas no que os olhos veem no presente (2 Co 5.7). A primeira reação de Abrão ao receber a promessa foi erguer um altar. Ele não construiu uma fortaleza para si, mas um lugar de adoração para Deus!

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