quinta-feira, 24 de setembro de 2026

A mãe das ciências

É certo que durante séculos, a teologia foi a "mãe das ciências". A busca por Deus motivava o estudo da natureza, pois entender a criação era uma forma de adorar o Criador, mostrando que é possível uma visão de mundo coerente. Figuras centrais da ciência moderna eram profundamente religiosas. Isaac Newton escreveu mais sobre teologia e alquimia do que sobre física. Johannes Kepler declarou que a astronomia era "pensar os pensamentos de Deus depois d'Ele". Eles viam as leis da física como as regras escritas pelo Criador. Eles viam suas investigações científicas como formas de decifrar uma ordem criada por uma inteligência superior. Dois grandes marcos da ciência moderna vieram de clérigos: Mendel, um monge fundou a genética moderna e Lemaître, um padre e físico belga, propôs a teoria da expansão do universo, que mais tarde ficou conhecida como a Teoria do Big Bang (inclusive sendo inicialmente criticada por cientistas ateus que temiam que a teoria parecesse "humana demais" ou próxima do conceito de "Criação"). O atrito ocorre quando interpretações literais de textos sagrados pretendem invalidar fatos científicos comprovados (como debates históricos sobre criacionismo versus evolução). De igual modo, conflitos também surgem quando correntes científicas usam o materialismo para tentar anular qualquer validade da experiência espiritual ou religiosa.

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