domingo, 5 de abril de 2026

Ensinando o menino

"Ensina a criança no caminho em que deve andar, e ainda quando for velho, não se desviará dele" (Pv 22.6). A palavra hebraica original para "ensina" também carrega a ideia de dedicar ou treinar, o que exige um esforço ativo e intencional dos pais e responsáveis. Este é um dos versículos mais conhecidos do livro de Provérbios, que destaca a importância crucial da educação e formação de valores durante a infância. Na verdade, o texto citado constitui um princípio bíblico que destaca a importância da fé e bons hábitos desde cedo. A promessa "ainda quando for velho, não se desviará dele" indica que a base moral e espiritual sólida forma raízes profundas, moldando as decisões ao longo de toda a vida da pessoa. Significa, de igual modo, que instruir sobre o caminho certo (prudência, humildade) é algo que perdurará para a vida toda. Educar conforme a natureza da criança, discernindo suas inclinações e habilidades, em vez de apenas impor regras. É certo que, a instrução não ocorre apenas por meio de palavras, mas principalmente pela vivência dos princípios no dia a dia. É uma responsabilidade primordial dos pais, e não deve ser transferida para escolas ou igrejas. Ensinar a amar a Deus e a respeitar suas leis, agindo com a verdade no dia a dia. Direcionar as crianças para adquirir capacidade para enfrentar as responsabilidades da vida, trabalho, casamento, solida base moral, auto-disciplina, auto-estima, domínio próprio, controle sobre os sentimentos, gostos, etc. Além de obterem clara consciência de sua identidade, capacidade de se relacionar com outros, assumir compromissos. A instrução bíblica enfatiza que os pais devem instruir com amor, criando filhos responsáveis e maduros.

Ouvindo a Deus na oração

Ouvir a Deus na oração envolve buscar a Sua vontade, meditar na Bíblia, cultivar o silêncio e discernir Sua voz através da paz interior e do Espírito Santo. A voz de Deus traz paz e frutos, orientando as decisões e a Sua direção. "Orando em todo o tempo" é uma ordem bíblica para manter uma conexão contínua com Deus, não limitada a momentos específicos. Quanto ao contexto bíblico deste texto, ele faz parte da instrução sobre a Armadura de Deus, indicando que a oração é o meio de sustentar a batalha espiritual. Significa viver em atitude de dependência espiritual, vigiando e intercedendo no Espírito, perseverando na oração por todos os santos. É certo que isso não é estar de joelhos 24 horas, mas viver em comunhão com Deus e com o coração voltado para Ele, independente da circunstância. Orar guiado e fortalecido pelo Espírito Santo, não apenas por repetições humanas (Ef 6.18; 1 Ts 5.17; Cl 4.2; 1 Tm 2.1). Do mesmo modo é certo que há diferentes níveis e tipos de oração, variando em tipos como adoração, confissão, petição, intercessão e gratidão. Ela se desenvolve em níveis de profundidade, indo da oração vocal e de petição (pedir/buscar) até a consagração, intercessão profunda e comunhão constante. É interessante o cristão tem a necessidade de reservar um horário especial para estar diante dEle. Não como sobras, mas como prioridade!

sexta-feira, 3 de abril de 2026

Examine-se pois o homem a si mesmo

Vivemos em uma época em que a tendência humana é olhar mais para a vida alheia do que para a própria. As mídias sociais é um exemplo disso refletindo uma enorme superficialidade e um comprometimento com a imagem que se quer passar. Julga-se com facilidade as atitudes dos outros, suas falhas, incoerências e não se aplica o mesmo zelo à si próprio. No fundo evidencia um enorme isolamento social, um mundo mentiroso apresentado sem frustações em que os conflitos são incentivados. "Examine-se, pois, o homem a si mesmo" é uma exortação bíblica paulina que convida à autoanálise sincera antes de participar da Santa Ceia. O texto orienta o indivíduo a avaliar sua própria conduta, fé e discernimento sobre o sacrifício de Cristo, evitando participar de forma "indigna" ou negligente, o que traria julgamento. Mais do que uma checagem rápida, é um exercício contínuo de olhar para dentro, reconhecendo falhas e corrigindo-as (1 Co 11.28). O objetivo não é causar medo, mas garantir que a participação no pão e no cálice seja feita com reverência e compreensão, discernindo o "corpo do Senhor" (a igreja e o sacrifício). A Bíblia orienta que a falta de autoexame e o desrespeito ao momento sagrado geram fraqueza espiritual e física. A ordem é clara, examinar a si mesmo, não ao próximo, evitando o julgamento alheio. A frase destaca a necessidade de sinceridade pessoal e arrependimento para manter uma comunhão saudável com Deus e com a comunidade.

Examinando tudo pela Palavra

Em todo o tempo, o cristão necessita discernir o que Deus está falando. A voz divina traz paz, nunca contradiz as Escrituras e requer sensibilidade espiritual para diferenciar sentimentos pessoais da vontade divina. Para isso é necessário buscar entendimento diário para perceber o que Ele espera especificamente de você. Infelizmente em nossa cultura a palavra discriminação carrega uma forte conotação negativa, porque está associada a pessoas que fazem distinções injustas entre raças. Mas, discriminar é o sinônimo de discernir, ou seja, traçar uma linha entre o bem e o mal, o verdadeiro e o falso, o certo e o errado. Por quê? Porque desde o início, Ele se comunica com o ser humano de forma a não somente transmitir mensagens, mas fazendo doação de Si mesmo a nós. O Altíssimo é também o Emanuel, Deus conosco! O Senhor usa de vários meios para nos transmitir Seus desígnios e Sua Pessoa. Há os anjos, que são Seus mensageiros e os dons do Espírito Santo, mas principalmente as Sagradas Escrituras. Entre os dons destaca-se a necessidade do crente desenvolver o dom de discernimento. O discernimento espiritual envolve aprender a silenciar as opiniões passageiras e os ruídos do mundo para focar na voz eterna de Deus e ele não nasce do achismo, mas da intimidade. Em Béreia, Paulo disse que eles eram mais nobres que os de Tessalônica; pois receberam a palavra com toda avidez, examinando as Escrituras todos os dias para ver se as coisas eram, de fato, assim” (At 17.11). Eram fieis que tinham discernimento e não "engoliam" tudo o que lhes eram ensinados, nem mesmo pelo o apóstolo, mostrando uma reverência maior à Palavra. Ela é o único referencial para julgarmos com eficiência as mensagens que nos rodeiam é justamente a palavra de Deus que nos convoca ao discernimento bíblico e ensina como fazê-lo. O apóstolo Paulo, escrevendo à Igreja em Tessalônica nos ensina a como atender ao discernimento bíblico: “Julgai todas as coisas…” (1 Ts 5.21-22). O mesmo discernimento cauteloso que às Escritura exigem de pastores e presbíteros (1Tm 4.6-7, 13,16; Tt 1.9), também é um dever de todo crente. Além disso o cristão deve “…Reter o que é bom” e proteger a verdade e a lutar por ela, atacando a mentira, falando a verdade em amor e firmeza (1 Tm 6.20; 2 Tm 1.13-14). Enfim, o discípulo deve “…abster de toda forma de mal” mostrando pureza na vida e a honra de Cristo.

quinta-feira, 2 de abril de 2026

Deus vai na frente

A frase "Deus vai na frente" é fundamentada em passagens bíblicas que prometem a presença e o preparo divino. O texto bíblico mostra que o Senhor precede, acompanha e jamais abandona o cristão: "O Senhor passará adiante de ti e destruirá nações para que possas possuir a terra". Ele o encoraja a não ter medo nem perder a coragem diante de desafios ou do futuro (Dt 31.3). Isso significa que "O próprio Senhor irá à sua frente e estará com você; ele nunca o deixará, nunca o abandonará. Não tenha medo! Não desanime!" (Dt 31.8). O profeta Isaías relata a promessa do Altíssimo dando sempre uma direção divina atrás de você, dizendo "Este é o caminho", indicando a condução de Deus (Is 30.21). Ele ir na frente, de igual modo, significa que Ele prepara o caminho e luta por seus filhos. Isso traz a certeza de que não é preciso ter medo de circunstâncias difíceis ou do desconhecido. Mesmo sem ver a saída, o fial cuida que a fé permite descansar no cuidado de Deus. Por outro lado, um dia todos nós vamos estaremos diante de Deus para sermos julgados, e Ele, estará à nossa frente. Todos os seres humanos comparecerão diante de Deus para prestar contas de suas vidas. Esse evento é descrito como um momento de prestação de contas individual e um julgamento de obras. No Antigo Testamento, já se ensinava que "Deus trará a julgamento tudo o que foi feito, inclusive tudo o que está escondido, seja bom, seja mau" (Ec 12.14). O apóstolo Paulo afirma que "todos compareceremos diante do tribunal de Deus" e que "cada um de nós prestará contas de si mesmo a Deus" (Rm 14.10-12). Explica que todos devemos comparecer perante o tribunal de Cristo para que cada um receba a retribuição pelo que fez enquanto estava no corpo, seja o bem ou o mal (2 Co 5.10). Estabelece a ordem natural dos eventos espirituais: "aos homens está ordenado morrerem uma só vez, vindo depois disso o juízo" (Hb 9.27). Enfim, no último livro da Bíblia, há a visão do Grande Trono Branco, onde os mortos, "grandes e pequenos", são julgados de acordo com o que está escrito nos livros (Ap 20.11-15).