terça-feira, 21 de julho de 2026

Os seus discípulos não jejuam?

O trecho citado relata Jesus explicando que o jejum não era apropriado naquele momento. Ele compara a Sua presença com a de um "noivo" em uma festa de casamento. Como os convidados não jejuam enquanto o esposo está presente, Seus discípulos se alegravam, mas jejuariam quando Ele partisse: “Será que os amigos do noivo têm motivo para ficar de luto enquanto o noivo está com eles? Mas virão dias em que o noivo será tirado deles, e então jejuarão” (Mt 9.14-15). João Batista foi preso algum tempo depois de Jesus celebrar a Páscoa de 30 EC. O profeta queria que seus discípulos se tornassem seguidores de Jesus, mas já faz alguns meses que ele está na prisão, e nem todos fizeram isso. À medida que a Páscoa de 31 EC se aproxima, alguns dos discípulos de João vão até Jesus e perguntam: “Por que nós e os fariseus praticamos o jejum, mas os seus discípulos não jejuam?”. Os fariseus costumam jejuar como um ritual religioso judaico. Mais tarde, Jesus conta uma ilustração sobre um fariseu orgulhoso que faz a seguinte oração: “Ó Deus, eu te agradeço que não sou como todos os outros . . . Jejuo duas vezes por semana” (Lc 18.11, 12). Enfim, Ele quer ajudar os discípulos de João a entender que não devem esperar que os seguidores de Jesus se apeguem a antigas práticas do judaísmo como, por exemplo, jejuar como um ritual. O Mestre não veio remendar uma forma de adoração desgastada nem fazer com que ela seja praticada por mais tempo. Jesus não está incentivando uma forma de adoração que se adapte ao judaísmo da época e às tradições judaicas inventadas por homens. Ele não está tentando colocar um remendo em uma roupa velha ou vinho novo em um odre (um tipo de recipiente de pele) velho e endurecido.

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