terça-feira, 21 de julho de 2026

Logo, estão livre os filhos

A frase "Logo, estão isentos os filhos" faz parte de um episódio em Cafarnaum relatado na Bíblia. Nela Jesus explica a Pedro que, assim como os reis da terra não cobram impostos de seus próprios filhos, Ele e seus discípulos, sendo filhos de Deus, estariam livres do imposto do templo. No entanto, para não causar escândalos, Jesus instruiu Pedro a pescar e pagar o tributo com a moeda encontrada na boca do peixe. Essa passagem é frequentemente citada para ilustrar a liberdade dos filhos de Deus e o princípio de vivermos com sabedoria, evitando conflitos desnecessários. Há, ainda, outros ensinamentos sobre a postura proposta por Jesus em relação às autoridades civis e religiosas da época, além de demonstrar seu controle sobre a criação. Trata-se do imposto do Templo (de duas dracmas), cobrado anualmente de todos os judeus homens adultos para a manutenção do Tabernáculo/Templo. Jesus argumenta com Pedro que, como Ele é o Filho de Deus (o dono do Templo), Ele e Seus discípulos estariam isentos de pagar a taxa. Filhos de reis não pagam tributos aos próprios pais! Mesmo tendo o direito legal e divino de não pagar, Jesus opta por fazê-lo. A palavra grega usada para "escândalo" (skandalizo) refere-se a colocar um tropeço no caminho de alguém. Jesus não queria que Sua recusa fosse interpretada como rebeldia, falta de piedade ou desrespeito ao Templo, o que desviaria o foco de Sua verdadeira missão messiânica. Jesus ordena que Pedro vá ao mar e lance o anzol: o primeiro peixe fisgado traria na boca um estater (uma moeda de prata equivalente a quatro dracmas). O valor cobriu exatamente a taxa de duas pessoas: a de Jesus e a de Pedro.

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