quarta-feira, 29 de julho de 2026

Israel, luz para as nações

Havia muitos judeus por toda a parte do mundo espalhados pela perseguição em Jerusalém. Assim consta do livro sagrado a ideia de se pregar nas sinagogas, mas muitos judeus não aceitaram a Palavra e se constituíram inimigos do Evangelho. Ao rejeitarem a mensagem, muitos judeus se tornaram “indignos da vida eterna”, não por um decreto arbitrário, mas pela resistência voluntária ao Evangelho (At 13.46-49). Assim, Paulo volta-se aos gentios, que recebem a Palavra com alegria e fé sincera. Cumpre-se, então, o propósito divino anunciado em Isaías que Israel seria luz para as nações, e de Israel viria Cristo, a luz para revelação aos gentios (Is 49.6; Lc 2.32). O texto afirma que “creram todos quantos estavam ordenados para a vida eterna” (v.48). É certo que a salvação é oferecida a todos, mas acolhida apenas pelos que creem. Muitos gentios acolheram a Palavra e tornaram-se testemunhas vivas do poder transformador do Evangelho (1Tm 2.4; Tt 2.11; 2Pe 3.9). Isso mostra claramente que a missão avança quando a igreja responde com fé, discernimento e obediência. Fiel ao princípio de alcançar primeiro o judeu e depois o gentio (Rm 1.16), Paulo iniciou sua pregação nas sinagogas. Contudo, em Antioquia da Pisídia, a inveja e a resistência dos judeus revelam a dor do apóstolo ao ver seu povo rejeitar o Evangelho (Rm 9.1-3). Diante dessa recusa, Paulo e Barnabé declaram: “Era mister que a vós se vos pregasse primeiro a palavra de Deus; mas, visto que a rejeitais, [...] eis que nos voltamos para os gentios” (At 13.46). Assim, dentro do propósito soberano de Deus, o Evangelho alcança as nações.

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