domingo, 27 de setembro de 2026

Desorientação, vazio, libertinagem

Na transição para o mundo moderno, a promessa era a libertação das amarras das tradições, da religião e do absolutismo. No ambiente digital e nas redes sociais, a linha que separa a liberdade da libertinagem torna-se ainda mais ténue. A arquitetura destas plataformas funciona como um catalisador que amplifica os comportamentos individualistas e a ausência de limites éticos. Com a modernidade, as relações tornaram-se "líquidas", descartáveis e focadas no consumo individual, onde a busca desenfreada pela satisfação pessoal muitas vezes emula a libertinagem. É certo que quando a sociedade perde as suas regras morais comuns em nome de um individualismo extremo, os indivíduos entram num estado de desorientação (anomia), confundindo a ausência de regras com a liberdade. No entanto, essa emancipação que nos libertou de velhas estruturas, de igual modo, deixou-nos num vazio pois os algoritmos são desenhados para reter a atenção do utilizador, entregando-lhe conteúdos que confirmam os seus preconceitos. Enfim, o homem está entregue a si mesmo (Rm 1.24-28)!

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