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sexta-feira, 16 de outubro de 2026
Não é este o filho de José?
Em Nazaré, Jesus foi à sinagoga no sábado, leu um trecho do profeta Isaías e sentou-se para ensinar — o costume da época era ler o texto em pé e sentar-se para fazer o comentário ou o sermão (Is 61.1-2).
Na tradição e em algumas sinagogas antigas, havia a "Cadeira de Moisés" ou uma cadeira reservada para a figura do Messias esperado.
Ao sentar-se e declarar "Hoje se cumpriu a Escritura que vós acabais de ouvir", Jesus estava se auto afirmando como o Messias.
Isso causou espanto, mas também forte rejeição dos líderes religiosos locais, que questionaram sua origem ("Não é este o filho de José?") e tentaram expulsá-lo da cidade.
"Sentar-se na cadeira de alguém" é também uma expressão rabínica que significa suceder a alguém no ensino.
De acordo com o evangelista Mateus, os que se sentaram na "cadeira de Moisés" (a posição de autoridade para ensinar e interpretar a Lei) foram os escribas e os fariseus.
Jesus disse que, por estarem na cadeira de Moisés, eles tinham autoridade para ensinar a Lei, contudo, Ele instruiu a multidão a seguir os ensinamentos deles, mas não as suas ações, pois "dizem e não fazem", sendo hipócritas: “Ai de vós, escribas e fariseus hipócritas, que fechais o Reino dos Céus aos homens, pois nem vós entrais nem deixais que entrem os que estão para entrar” (v. 13).
Há ainda, outra visão sobre o assunto, pois ele simboliza a presença física de Jesus Cristo no local.
Nela a pessoa é convidada a sentar-se de frente para a cadeira vazia para ter uma conversa sincera, entregar ansiedades ou praticar a escuta em silêncio (Ap 3.20).
Assim, é utilizado o momento de oração para falar abertamente sobre traumas, medos, ansiedades e frustrações, partindo do princípio de que Jesus é um ouvinte compassivo e acolhedor.
É uma abordagem integrativa que une o rigor científico ao sistema de valores, fé e cosmovisão do cristianismo.
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