quinta-feira, 5 de março de 2026

As mulheres em oposição

A mulher mais importante da Bíblia é a Igreja. No Apocalipse ela é uma figura simbólica que representa o povo de Deus em todos os tempos, desde Adão (Gn 3; Ap 12). Se apresenta vestida de sol, com a lua sob os pés e 12 estrelas na cabeça, grávida do Messias (o filho homem) e perseguida por um grande Dragão (o Diabo), que tenta destruir a ela e seus descendentes. Essa mulher de branco simboliza a pureza, a vitória sobre o mal (a lua sob seus pés) e as 12 tribos de Israel (as estrelas), conectando a história de Israel com a Igreja, que esmaga a cabeça da serpente (Gn 3.15). Há também "outra mulher" que é contrastada com a mulher vestida de sol! Ela é a Babilônia, a Grande Prostituta, descrita no capítulo 17, vestida de púrpura e vermelho, montada sobre uma besta escarlate. Sem dúvidas nenhuma, ela representa a corrupção e a idolatria, em oposição à pureza e fidelidade da primeira mulher. O apóstolo João se admira da visão que o Senhor lhe mostra sobre a Babilônia!

quarta-feira, 4 de março de 2026

Sendo generoso

Historicamente, a primeira menção é Abraão entregando a Melquisedeque, e o sistema mosaico determinava que os dízimos fossem levados à "casa do tesouro" (templo) (Gn 14.17-20). No Antigo Testamento, os levitas e sacerdotes recebiam os dízimos das tribos de Israel. Os levitas, por não terem herança de terra, recebiam o dízimo para seu sustento e para a manutenção do culto. A prática evolui da obrigatoriedade da lei para a generosidade voluntária, focando no sustento da obra missionária e obreiros (2 Co 9.7). É certo que as Escrituras não ensinam que o dízimo é obrigatório no Novo Testamento. No entanto, as mesmas Escrituras ensinam que os crentes devem contribuir de maneira generosa, sacrificial, sem esperar nada em troca, com alegria e amor.

terça-feira, 3 de março de 2026

Somos o que queremos

A visão bíblica foca na nova identidade em Jesus, não no desejo egoísta, mas aquilo que o cristão estiver alinhado com o Espírito, sim, isso será alcançado. Isso é certo pois a Bíblia ensina que somos transformados pelo que pensamos e cremos (Rm 12.2). A Palavra condena a ambição pessoal, incentivando a humildade, o amor ao próximo e o altruísmo. O que queremos em Cristo poderemos alcançar com a graça dEle e confessar a vitória antes mesmo de recebê-la (Rm 4.17). Paulo aos Filipenses exorta a não fazer nada por ambição egoísta ou vaidade, mas sim considerar os outros superiores a si mesmo: "Nada façam por ambição egoísta ou por vaidade, mas humildemente considerem os outros superiores a vocês mesmos, cuidando, cada um, não somente dos próprios interesses, mas também dos interesses dos outros" (Fl 2.3-4). O apóstolo ainda trata com seu filho na fé sobre os últimos dias, nele as pessoas serão egoístas e amantes do dinheiro (2 Tm 3.1-4). Ele representa a cobiça e a priorização da riqueza sobre valores morais, éticos e fé, frequentemente levando à insatisfação crônica, corrupção e sofrimento emocional. Já o irmão de Jesus alerta que, se houver inveja amarga e ambição egoísta no coração, isso é maligno e não vem de Deus (Tg 3.14). Acolher tais sentimentos contradiz a verdade e gera comportamentos destrutivos, destacando a necessidade de uma sabedoria pura, pacífica e cheia de bons frutos. Mais do que "querer", somos o que a palavra de Deus diz que somos: "mais que vencedores" (Rm 8.37). O plano de Deus para a vida do cristão é fundamentado em amor, busca a sua santificação, o cumprimento de boas obras e a salvação da sua alma. Esse propósito visa a sua felicidade genuína através da comunhão com Jesus e ao amor ao próximo, transformando sua história mesmo em momentos difíceis. Enfim, quem se separa dos outros busca seus próprios desejos e rejeita a sensatez, insurge-se contra a verdadeira sabedoria (Pv 18.1).

segunda-feira, 2 de março de 2026

Valorizando a dedicação

Na Bíblia, o esforço é uma ordem divina para persistir com coragem e fé, mesmo diante de dificuldades, confiando que Deus capacita e recompensa a dedicação. Para Josué Ele disse: "Não to mandei eu? Esforça-te e tem bom ânimo; não te atemorizes, nem te espantes; porque o SENHOR, teu Deusé contigo, por onde quer que andares" (Js 1.9). Não é apenas físico, mas um compromisso espiritual e moral em servir ao Eterno, fugir do pecado e amadurecer. Deus disse ao povo de Israel no exílio, que enfrentava o medo dos babilônios e precisava de consolo e força: "Não temas, porque eu sou contigo; não te assombres, porque eu sou o teu Deus; eu te fortaleço, e te ajudo, e te sustento com a minha destra fiel" (Is 41.10). Destaca que o Senhor valoriza e auxilia pessoas trabalhadoras e dedicadas, muitas vezes associando a unção a essa característica. Há uma frase conhecida no livro dos Salmos: "Socorri um que é esforçado", o texto complementa que a mão do Altíssimo fortalece o esforçado. Nela Deus relata ter socorrido e exaltado um escolhido (Davi), destacando a valorização do esforço e dedicação na obra divina (Sl 89.19). É frequentemente usado para ilustrar como a dedicação (como a de Daniel) resulta em capacitação divina. A dedicação de Daniel ao divino, marcada por oração constante e integridade inabalável, resultou em capacitação divina superior, tornando-o dez vezes mais sábio e capaz de interpretar visões. Essa postura fiel em meio à cultura babilônica gerou um "espírito excelente", permitindo que ele se destacasse e recebesse revelações divinas (Dn 5.12; 14. Que Deus nos ache como pessoas esforçadas em sua obra!

domingo, 1 de março de 2026

Somos o que somos

Para incômodo de muitos, o novo nascimento, ou regeneraçãoé um conceito central no cristianismo que descreve uma transformação espiritual radical, operada exclusivamente por Deus através do Espírito Santo. Não se trata de reforma moral ou religiosidade, mas de nascer de novo (do alto), transformando a natureza humana inclinada ao pecado em uma nova criatura com um novo coração. Ao ter um encontro com Cristo a nossa nova identidade é dada por Ele. A Bíblia ensina que a nossa verdadeira identidade não é definida por sentimentos ou opiniões alheias. Ela é definida pelo que Deus diz que somos: filhos amados, herdeiros e novas criaturas em Cristo. Somos o que Deus diz, baseando nossa identidade no amor, graça e propósito divino. O grandioso milagre do novo nascimento operado por Deus no ser humano. Jesus descreveu esta experiência inicial e transformadora da vida cristã como nascer de novo (Jo 3.1-8). Os pecadores, "mortos em ofensas e pecados" (Ef 2.1), necessitam de um renascimento espiritual. Pelo novo nascimento o homem é reconciliado com Deus e adquire a condição de Seu filho (1 Jo 3.1,2). O novo nascimento em Cristo não é simplesmente uma transformação, mas uma nova criação. Paulo recorda que no passado, estávamos “mortos em ofensas e pecados”, “andávamos “segundo o curso deste mundo”, guiados pelo próprio satanás (“o príncipe das potestades do ar”), assim considerados “filhos da desobediência”. Andávamos segundo a vontade da nossa carne, fazendo os desejos de nossos pensamentos, por fim, éramos considerados por natureza, “filhos da ira”. Tito esclarece que noutro tempo éramos: “insensatos, desobedientes, extraviados, servindo a várias concupiscências e deleites, vivendo em malícia e inveja, odiosos, odiando-nos uns aos outros” (Tt 3.3). Com efeito, estávamos sem esperança de salvação, distante de Deus e de Sua glória, receberíamos como salário do pecado, a morte (Rm 6.23). Nós éramos escravos do pecado, mas fomos resgatados mediante um pagamento de altíssimo valor, mais precioso que a prata e o ouro: o preço da nossa libertação foi o sangue de Jesus (1 Pe 1.18,19; 1 Jo 1.7). E essa nova identidade em Cristo nos liberta para viver segundo a Palavra, mesmo enfrentando dificuldades, pois a vitória já foi conquistada.