A Bíblia pela Bíblia
Um Blog de estudos e comentários bíblicos. Apesar da muita disponibilidade e acesso no mundo virtual, este blogueiro entende que precisamos o mais rápido possível redescobrir a Palavra de Deus! esdrasneemiasdossantos@gmail.com Read it in english: http://thebiblebythebible.blogspot.com.br/
quinta-feira, 1 de janeiro de 2026
Pregando em tempo e fora dele
A frase "pregues a palavra em tempo e fora de tempo" é uma ordem do Apóstolo Paulo a Timóteo para pregar a mensagem de Deus sempre, seja conveniente ou não.
O texto continua: "...corrigindo, repreendendo e exortando com paciência e ensino, pois virá o tempo em que as pessoas não suportarão a sã doutrina e buscarão mestres que lhes digam o que querem ouvir, desviando-se da verdade" (2 Tm 4.2).
No contexto, há um juramento sagrado, uma forte exortação ou súplica solene feita diante de Deus e Jesus Cristo, com grande autoridade, para que a pessoa cumpra um dever, como pregar a Palavra, com fidelidade e seriedade, não se desviando para fábulas ou doutrinas humanas.
O termo vem do latim conjurare, significando jurar junto, mas na Bíblia assume um sentido de compromisso sério e divino.
Em momentos inoportunos é quando as pessoas podem não querer ouvir, quando é difícil ou impopular, ou quando há resistência.
É um chamado à fidelidade no ministério, sendo vigilante, suportando aflições e cumprindo o chamado, independentemente das circunstâncias.
quarta-feira, 31 de dezembro de 2025
O Espírito Santo fala
A frase "o Espírito Santo falou por mim, Davi" vem de passagens bíblicas como no segundo livro do profeta Samuel(2 Samuel 23.2).
Ele pode abrir ou fechar "portas", indicando o caminho.
Mais precisamente a frase é assim: "O Espírito do SENHOR falou por mim, e a sua Palavra esteve em minha boca", mostrando que Deus comunicou diretamente através de Davi.
Não só Davi, como também os profetas falaram pelo Espírito de coisas de Deus que muitas vezes nem entendiam direito nem o modo, nem quanto ao tempo.
O Espírito Santo fala com as pessoas quando dormem trazendo clareza sobre decisões, novas ideias, estratégias para o dia seguinte e respostas para problemas, trabalhando a mente e o coração(Jó 33.15-17).
Ele fala ao coração e à mente, gerando um "sentimento" ou "saber" interior que guia as decisões.
No caso de Davi, ele proferiu palavras proféticas, especialmente sobre o Messias (Jesus Cristo), em Salmos e outras escrituras, sendo um exemplo claro de como Deus usa pessoas para comunicar Sua vontade.
Contudo, mesmo que ele próprio não compreendia totalmente o alcance da mensagem, tinha percepções, era sensível ao mover do Espírito.
Chegou a dizer para que o Altíssimo não retirasse de o Espírito Santo no Salmos 50 ou 51, devido sua angustia e arrependimento pelos pecados cometidos, principalmente o que se referia a Urias marido de Bate Seba com quem teve um filho que acabou morrendo e que trouxe ainda outras graves consequenciais para sua casa.
Enfim, Ele se comunica de forma sutil, como uma "voz mansa e delicada", guiando, ensinando e confirmando a vontade de Deus através da Palavra escrita (Bíblia), pensamentos inspirados, sentimentos de paz ou convicção, e até mesmo através de outras pessoas e circunstâncias, buscando sempre alinhar com as Escrituras.
terça-feira, 30 de dezembro de 2025
A nobreza do conferir
"Receber a Palavra" significa ouvir e internalizar os ensinamentos de Deus.
Isso quer dizer, receber não apenas com os ouvidos, mas aplicando-os na vida diária, com fé e obediência, transformando atitudes e caráter (Tg 1.22).
Envolve humildade, disposição para mudar, e uma prática ativa de amar, perdoar e servir, mesmo em meio a dificuldades (1 Ts 1.6).
Na segunda viagem missionária do apóstolo Paulo em companhia de Silas e Timóteo, tem um detalhe importante ressaltado pelo escritor do livro de Atos, no verso 11 do capítulo 17 – uma atitude, exaltada por Lucas: “porque de bom grado receberam a palavra, examinando cada dia nas Escrituras se estas coisas eram assim”.
Eles usavam as Escrituras como padrão para validar os ensinamentos de Paulo, um exemplo de fé baseada em evidências bíblicas.
Essa passagem é frequentemente citada para encorajar os cristãos a serem estudiosos da Bíblia, testando tudo à luz das Escrituras.
"Testando tudo à luz das Escrituras" é um princípio teológico no qual a Bíblia é a autoridade máxima e o padrão final pelo qual todas as crenças, práticas, ensinamentos e até mesmo experiências pessoais devem ser avaliados e validados.
A ideia subjacente é que, ao usar as Escrituras como lente ou referência principal, é possível discernir a verdade, evitar erros doutrinários e viver de uma maneira que esteja alinhada com a vontade e os preceitos divinos.
Trabalhando com sabedoria e destreza
Rachar lenha expõe ao perigo de se ferir com o machado, lascas de madeira ou por um golpe mal calculado, sendo um exemplo bíblico citado no livro do Eclesiastes.
O texto exemplifica que trabalhos manuais exigem cuidado e sabedoria (Ec 10.9-10).
São várias as possibilidade de perigo: falta de preparo, em uma ferramenta sem fio (machado embotado) e imprudência.
Há ainda os riscos físicos como cortes, contusões e, metaforicamente a passagem pode aludir a consequências negativas de ações descuidadas.
O versículo seguinte complementa: "Se o machado está cego e a sua lâmina não foi afiada, é preciso golpear com mais força; o proveito da sabedoria, porém, é que ela traz êxito".
Isso sugere que a preparação e a sabedoria (afiar o machado) evitam o sofrimento e trazem sucesso, ao contrário da força bruta e da falta de planejamento
Resistindo ao Espírito Santo
A pergunta se refere a uma passagem em Atos dos Apóstolos onde Estêvão questiona os líderes judeus: "A qual dos profetas não perseguiram vossos pais?"
A Bíblia não nomeia um profeta específico que eles não mataram, mas sugere que eles perseguiram e mataram todos os profetas que anunciavam a vinda de Jesus.
Isso inclui aqueles que falaram do "Justo", mostrando que eles não pouparam nenhum, matando até os que vieram antes para anunciar Jesus.
O diácono está denunciando a resistência do povo judeu ao Espírito Santo, comparando-os aos seus antepassados.
A pergunta "A qual dos profetas não perseguiram?" é retórica, pois a resposta implícita é "nenhum" ou "todos".
Eles mataram até mesmo os profetas que anunciaram a vinda do "Justo" (Jesus), mostrando que eles eram traidores e assassinos de profetas, não que havia um que eles deixaram vivo.
Portanto, a questão não aponta para um profeta que escapou, mas sim para a totalidade da perseguição que eles infligiram aos profetas, culminando na crucificação de Jesus (At 7.52).
Jesus nesta passagem do Evangelho (Mt 23.27-32) condena atitudes incompatíveis com um viver digno, não somente cristão, mas também humano: "Por fora, pareceis justos diante dos outros, mas por dentro estais cheios de hipocrisia e injustiça" (Mt 23.28).
Jesus compara os mestres da Lei e fariseus a "sepulcros caiados".
Pintados de branco escondem uma realidade interior cheia de podridão.
Aparentemente são boas pessoas, mas escondem uma realidade de mentiras, pecados.
Fazem mau uso de sua liderança religiosa servindo seus próprios interesses e não os da comunidade.
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