A Bíblia pela Bíblia
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domingo, 4 de janeiro de 2026
O reino de Deus é a verdade
O Reino de Deus não é deste mundo como bem ensinou o apóstolo João.
Isso significa que o Reino de Cristo é de natureza espiritual, não político ou territorial como os reinos terrenos.
Ele é focado na verdade e justiça de Deus, não em poder ou conquista militar (Jo 18.36).
Neste contexto, Jesus está sendo questionado por Pilatos sobre sua realeza, o que poderia ser interpretado como traição ao Império Romano.
Mas Pilatos se confunde totalmente e, possivelmente, com ceticismo ou indiferença, fez a pergunta: "Que é a verdade?"
Inclusive já está presente e age no coração dos crentes, transformando suas vidas e produzindo frutos visíveis de amor e retidão, sendo uma realidade que coexiste com o mundo, mas não se conforma a ele, inspirando os cristãos a viverem com esperança eterna.
Não é um reino material de comida ou bebida, mas de justiça, paz e alegria no Espírito Santo (Rm 14.17).
O reino de Deus é do alto, do céu, e não tem as alianças e poderes deste mundo (Dn 2).
Como o próprio Mestre disse, se fosse deste mundo, seus seguidores lutariam para defendê-lo com armas, como Jesus disse a Pilatos, mas Sua missão era de testemunho da verdade, não de poder terreno.
Ele complementa dizendo que veio ao mundo para dar testemunho da verdade, e que quem é da verdade escuta sua voz, indicando que seu reinado é de natureza espiritual e moral.
A verdade bíblica não muda com as tendências ou opiniões, sendo um fundamento sólido para a vida (Pv 12.17).
É essa Verdade que faz com que o ser humano não se desespere diante do luto, das adversidades da vida.
É Cristo, Verdade absoluta, que faz com que não se escute os barulhos deste mundo tenebroso.
O que faz a diferença é o coração
A Parábola do Semeador, contada por Jesus nos Evangelhos, descreve um semeador que lança sementes em diferentes tipos de solo: beira de caminho, pedregoso, entre espinhos e boa terra.
Ela trata sobre a evangelização, quando as pessoas ouvem o evangelho mas nem todas entendem e aceitam.
Somente os corações onde o evangelho ganha raízes têm suas vidas transformadas.
Mas, quando isso acontece, os resultados são notáveis mostrando a importância de se ter uma boa terra, pois a semente é poderosa em si mesma!
Cada um representando uma resposta diferente à Palavra de Deus, com a boa terra produzindo frutos abundantes (30, 60, 100 por um) e os outros solos simbolizando corações que não recebem ou retêm a mensagem.
A explicação é dada pelo próprio Jesus (Mt 13.18-23) que é dividida entre as sementes comidas pelas aves (pessoas que ouvem, mas o maligno tira a palavra), as que brotam rápido, mas secam por falta de raiz (alegria inicial, mas desistem com dificuldades).
As que caem entre os espinhos e são sufocadas pelas preocupações do mundo e riqueza (ouvem, mas se tornam infrutíferos).
E enfim, as que caem em boa terra, que segundo a Palavra são as pessoas que ouvem, entendem e praticam o ensino bíblico.
Os discípulos de Jesus apresentam um solo fértil.
Suas vidas mostram que o evangelho está plantado em seus corações.
Mas muitas outras pessoas que ouvem os ensinamentos de Jesus e não aceitam sua mensagem é porque seus corações são como os diferentes tipos de solo infértil da parábola.
Sendo o maior ensinamento que todos receberam a mesma mensagem mas o que fez a diferença foi o coração de cada um, isto é, precisamos receber a palavra de bom grado, como crianças, com alegria, vontade e prontidão!
sábado, 3 de janeiro de 2026
Jesus e o templo
A frase "A minha casa será chamada casa de oração" é uma citação bíblica que Jesus usou para afirmar que o lugar de adoração a Deus deve ser aberto a todos os povos e focado na oração (Is 56.7; Mc 11.17).
O templo não é lugar de comércio ou exploração, significando que tanto o espaço físico (templo/igreja) quanto o coração do crente devem ser um lugar de encontro com Deus, um lar de fé e comunhão para toda a família.
Jesus usou essa frase para repreender a comercialização no Templo de Jerusalém, mostrando que ele deveria ser um lugar de oração para todos (gentios incluídos), e não um "covil de ladrões".
A "casa" também pode ser o interior do indivíduo, o coração, que deve ser um espaço purificado e dedicado à oração e à presença de Deus.
Refere-se também ao lar físico, onde a família deve cultivar a comunhão e a presença de Deus, tornando-o um lugar de paz e oração.
Seja no espaço físico, na igreja ou em casa, o foco deve ser a adoração e a palavra de Deus, buscando uma conexão genuína com Ele.
Assim como Deus acolhe a todos em Sua "casa de oração", o lar e a igreja devem ser receptivos a todas as pessoas, sem distinção.
Assim como Jesus limpou o Templo, devemos permitir que a Palavra de Deus purifique nossos corações e lares, removendo o egoísmo e a desarmonia.
Enfim, a frase convida à reflexão sobre o propósito de nossos espaços e corações, transformando-os verdadeiramente em locais onde Deus habita e reina.
O que é que precisa ser mudado em mim? O que precisa ser tirado, expulso da minha vida para dar lugar ao Messias? O que está faltando para que o templo, que sou eu, seja lugar de oração?
Como serão os últimos dias?
A Bíblia diz que nos últimos dias, teremos dias difíceis devido o desvio da humanidade do Criador, os tempos seriam difíceis de suportar, pois as pessoas seriam egoístas, avarentas, rebeldes, orgulhosas e arrogantes (2 Tm 3.1).
A frase "enganando e sendo enganados" está escrita na segunda carta de Paulo a Timóteo, orienta a seu filho na fé a permanecer naquilo que tinha aprendido, sabendo que era uma Palavra que nunca mudaria e adverte que nos últimos dias, os homens maus e impostores avançarão para pior, enganando os outros e sendo eles mesmos enganados, em um ciclo de deterioração espiritual e moral (2 Tm 3.13).
Este versículo faz parte de uma passagem em que Paulo descreve os tempos difíceis que virão, caracterizados pela maldade e falsidade, servindo como um aviso para Timóteo (e para os cristãos) sobre a apostasia e a necessidade de permanecer firme na fé.
Nestes últimos dias os homens amam mais os deleites e a si mesmos do que a Deus, preferem adorar Mamom do que servir ao Eterno, tornando-se profanos, perdendo até o afeto natural.
Assim, conforme a orientação do doutor, os cristãos não devem participar das obras infrutíferas das trevas, sejam de ímpios ou falsos irmãos.
Quanto aos falsos irmãos, o conselho divino é: "Destes afasta-te". Destes, quem? Dos que fingem ser religiosos (2 Tm 3.5). Acrescenta ainda: "... com ele nem comais...".
Literalmente e com o devido contexto, assim está na Palavra: “Mas agora estou escrevendo a vocês que não devem se associar com alguém que, embora se chame irmão, seja imoral, avarento, idólatra, caluniador, alcoólatra ou ladrão. Com tais pessoas, vocês nem devem comer” (1 Co 5.11).
Há ainda nos últimos dias, uma maior capacidade de perceber o mundo espiritual através dos dons distribuídos pelo Espírito: "E acontecerá que nos últimos dias, diz o Senhor, que derramarei do meu Espírito sobre toda a carne, vossos filhos e vossas filhas terão visões, e sonharão vossos velhos" (Jl 2.28; At 2.17,18).
Enfim, o poder e a presença de Deus seriam acessíveis a todos, transformando o modo como as pessoas experimentam o divino nos últimos tempos.
sexta-feira, 2 de janeiro de 2026
A mulher de Potifar
A frase "entrou até mim para deitar-se comigo, e eu gritei com grande voz" faz parte do relato bíblico no livro de Gênesis.
Nele, a mulher de Potifar (esposa de um oficial egípcio) acusa José de tentar violentá-la, usando essa mentira para justificar o fato de José ter fugido e deixado sua veste com ela, levando José à prisão (Gn 39.11-22).
O contexto da história bem conhecida, José trabalhava na casa de Potifar e a mulher tentou seduzi-lo.
José recusou, fugiu e deixou sua roupa com ela.
A frase citada foi usada para mentir, alegando que José tentou abusar dela, e usou o grito e a roupa deixada como "prova", levando Potifar a prender José.
A esposa de Potifar se mostra infiel e vingativa, além de sedutora e manipuladora, pronta para mentir a fim de proteger-se e para arruinar um homem inocente.
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