sábado, 24 de junho de 2017

O cerco, tomada e destruição de Jerusalém.

O desvio de Deus custou além de inúmeras repreensões para que o povo se convertesse, um período de cativeiro na babilônia.

O profeta Jeremias relata em seu livro, capítulo 52, o que o Altíssimo dizia já há muito tempo. Mas o povo e os governantes acreditavam mais em acordos políticos e por soberba e presunção, achavam que por ali estar o templo construído por Salomão, a cidade estaria guardada, mesmo eles estando desviados? É.

“Também estenderei a minha rede sobre ele, e será apanhado nas minhas malhas; levá-lo-ei a Babilônia, à terra dos caldeus, mas não a verá, ainda que venha a morrer ali” (Ezequiel 12:13).

Cumpriu-se a mensagem divina dada a Ezequiel, que Zedequias seria levado para à terra dos caldeus, contudo não a veria, pois os seus olhos foram arrancados.

Se a confiança deles estava no templo, ele também foi destruído, assim como todas as casas dos grandes de Jerusalém, ficando na cidade destruída os mais pobres da terra para serem vinhateiros e lavradores.

A nossa confiança e temor primeiramente deve estar no Senhor, acima de templos que são construídos por mãos humanas, instituições que se corrompem e homens que se desviam de seguir a Palavra.


Pois é...

quinta-feira, 22 de junho de 2017

As parábolas do rico insensato, da figueira estéril e do mordomo infiel.

Chegamos à última lição sobre as parábolas de Jesus. Não encerramos o assunto, pois é muito extenso para ser abordado em apenas um trimestre. Abordamos as principais parábolas; as demais devem ser estudadas à parte por cada um nós. Para isso, devemos utilizar os princípios básicos de buscar o assunto principal da narrativa, atentando para a verdade ilustrada, dar atenção ao contexto e não nos atermos demasiadamente aos detalhes da parábola. Para concluir o trimestre, estudaremos mais três parábolas: a do rico insensato, a da figueira estéril e a do mordomo infiel.

A parábola do rico insensato deve ser entendida à luz de seu contexto imediato, que neste caso está nos versículos 13 a 15. Ela é parte da argumentação de Jesus em relação ao pedido de um jovem que lhe roga para intervir em uma disputa por uma herança. Jesus responde ao jovem, condenando o buscar a Deus com interesses puramente materiais; então, para alertar acerca dos perigos da avareza, conta esta parábola que ilustra a pequenez e insensatez de um homem que vive apenas em função das riquezas e dos bens materiais. Jesus não está condenando o ter riquezas, mas a ganância e a avareza, que é a insatisfação da alma desejando cada vez mais, idolatrando e divinizando o dinheiro e dobrando-se diante dele (Pv 11.24-28).

De forma negativa, ilustrando como não se deve fazer, Jesus nos ensina com essa parábola que a conquista dos bens materiais não deve ser o nosso objetivo. Vejamos por que Deus chama o homem de insensato: ele busca a autossuficiência nos bens materiais, ao invés de depender de Deus; ele deseja a segurança para o futuro e se prepara para evitar qualquer imprevisto; ele opta por um modo de vida egoísta, pensando exclusivamente em si mesmo; o objetivo final da sua vida era descansar, comer, beber e folgar; ele não considera que todos hão de comparecer perante Deus e prestar contas. Toda a sua vida estava em desacordo com os ensinamentos das Sagradas Escrituras.

A Bíblia ensina a nunca confiarmos nas riquezas (Sl 62.10) e que o amor ao dinheiro é a raiz de toda espécie de males (1 Tm 6.9-10). Além disso, a Bíblia diz que nosso sustento vem do Senhor (Sl 104.27-30). É Ele o dono de todas as coisas (Sl 24.1; Ag 2.8). É uma loucura querer o controle sobre o futuro – o dia de amanhã é incerto e imprevisível. Jesus nos ensinou a não ficarmos ansiosos pelo futuro, bastando “a cada dia o seu mal”. Entretanto, é do ser humano o desejo de controlar o que ainda está para vir e de estar preparado para o inesperado. Quão enganoso é este desejo – naquela mesma noite aquele homem seria surpreendido sem a mínima condição de concretizar seus planos e projetos (Tg 4.13-17). O cristão não deve se inquietar por coisa alguma, muito menos pela incerteza do futuro. Os que confiam no Senhor estão seguros, não pelos bens que possuem, mas pelo Deus que servem (1 Pe 5.7; Mt 6.25-34; Fp 4.6; Sl 125.1).

O contexto da parábola da figueira estéril é o ensino de Jesus sobre a necessidade do arrependimento verdadeiro. Citando os galileus que Pilatos matara, alguns atribuíam a ocorrência de calamidades somente sobre os que, não sendo judeus, cometem pecados grosseiros. Jesus ensina que os que sofrem tais calamidades não são necessariamente mais pecadores que os outros, mas que todos necessitam igualmente de se arrependerem. Ele demonstrou que todos os homens, não importando se judeus ou gentios, estão em igual condição diante de Deus. Deste modo, caso os judeus, que se consideravam privilegiados diante de Deus por serem descendentes de Abraão, não mudassem de conceito, de igual modo pereceriam – passariam para a eternidade sem Deus e sem salvação.

O ensino ilustrado é que, conforme a pregação do profeta, o Senhor espera que aqueles que se arrependem produzam frutos dignos da sua nova natureza. A ausência de frutos significa ausência de arrependimento e tem como consequência a perdição – não é admitido ocupar a terra inutilmente. Nas palavras do Mestre, toda vara que não dá fruto é cortada e lançada no fogo. São vários os textos paralelos que se relacionam com essa parábola: os servos do Senhor estão plantados na Sua casa, são a Sua vinha, comparados a árvores de justiça, são galhos da videira verdadeira e chamados lavoura de Deus. Todas essas passagens remetem à necessidade de sermos frutíferos, e o fruto esperado é nada menos que o fruto do Espírito (Gl 5.22).

Há na narrativa referência também à longanimidade de Deus. Antes da condenação, o Senhor concede todas as oportunidades, todos os recursos, todo o tempo necessário; somente diante do desprezo a todas as manifestações do amor de Deus o juízo alcança o pecador de forma definitiva (2 Pe 3.9; Ap 2.21; 2 Pe 2.5).

Na parábola do mordomo infiel, Jesus narra a situação de um administrador dos bens do seu senhor, que diante da iminência de ser destituído dos seus recursos, usa de esperteza e desonestidade para garantir o seu sustento depois de ser destituído do seu cargo. A busca da interpretação desta parábola tem causado muita controvérsia, pois, à primeira vista, seria um incentivo à desonestidade.

Lancemos mão de passagens semelhantes como a de Lucas 18.1-8, na qual a atitude de Deus é comparada com a atitude de um juiz sem justiça, ou da leitura de Mateus 10.16, na qual Jesus convida os discípulos a terem atitudes semelhantes às das serpentes; convenhamos que o Senhor não está dizendo que os seus seguidores são serpentes ou que Deus não é um juiz justo. O Mestre usa determinado aspecto de uma situação para ilustrar uma verdade específica.

Jesus está ensinando que todos os bens deste mundo, em comparação com os celestiais, são considerados riquezas de injustiça (lembremos quanta injustiça há no mundo), e que os que estão empenhados em chegar aos céus devem utilizar os bens colocados à sua disposição em prol do reino de Deus, com o mesmo ânimo e com a mesma prudência que os ímpios usam os seus para atingir os objetivos neste mundo. Encerrando a parábola, Jesus alerta que aquele que não for fiel nas riquezas injustas não receberá as verdadeiras. O que é elogiado no mordomo é a sua prudência, não a sua desonestidade (Lc 7.4-5; At 4.34-37; At 10.1-2).


Encerrando o nosso estudo das parábolas, vimos o ensino de Jesus sobre o cuidado com as riquezas e a loucura que é a avareza; a necessidade dos que estão plantados na casa do Senhor de serem frutíferos, e o uso adequado dos bens colocados sob a nossa administração. Como verdadeiros mordomos do Senhor, vamos usar com sabedoria todos os dons que Ele graciosamente nos tem concedido, pois com certeza havemos de prestar contas da nossa mordomia. Coloquemos, pois, em prática a Palavra de Deus.


* Texto cedido por: EBD – 2º. Trimestre de 2017 

ASSEMBLÉIA DE DEUS 
MINISTÉRIO GUARATINGUETÁ-SP
“PARÁBOLAS”

terça-feira, 20 de junho de 2017

A descida do Espírito Santo.

Havendo pois zombaria e dúvidas acerca de várias línguas sendo faladas, glorificando a Deus, Pedro explica que aquilo nada mais era que o fora profetizado por Joel, o derramamento do Espírito.

Por outro lado, aquele eram os frutos sendo apresentados e recebidos pelo Pai, a colheita do ministério de Jesus? Sim. A essência de Pentecostes não é barulho, fogo, línguas e sim apresentação de frutos, o que não deixa de ser também um revestimento de poder para serem testemunhas, resistir a perseguição que estava à porta.


Claro, que com fim da missão evangelística, o Pai alegre recebe e aprova os frutos da mão do Filho, abrindo agora uma nova colheita de forma mundial e não só restrita aos judeus.


domingo, 18 de junho de 2017

Vários conselhos práticos.

O sábio Salomão aconselha a termos temor ao entrar na casa de Deus. Evitar falar muito, ouvir mais e também a discernir os sonhos, pois nem todo sonho é uma mensagem divina.

Na multidão dos sonhos há vaidade e da muita ocupação vêm os sonhos, diz o pregador.

Entretanto, não devemos desprezá-los, pois a Palavra diz, no livro dos Números que “se entre vós houver profeta, eu o Senhor, em visão a ele me farei conhecer ou em sonhos falarei com ele” e o profeta Joel profetizou que com o derramar do Espírito sobre toda a carne, haveriam sonhos e visões, manifestação espiritual e o próprio apóstolo Pedro usou essa mensagem em seu discurso no dia de Pentecostes.

Paulo ao aconselhar a Timóteo a despertar o dom de Deus nele, dizendo que Ele não tinha nos dado espírito de temor, mas de fortaleza e moderação.

Desenvolver o dom dos sonhos é imperativo, contudo com sabedoria, moderação para evitarmos desvios e até mesmo interpretações nossas dos sonhos que o Altíssimo nos deu. Se o sonho é dEle, o significado juntamente deve ser dado unicamente por Ele? Sim e sempre.

Há o dom de sonhos, assim como, o dom de interpretar os sonhos.


Pois é...  

sexta-feira, 16 de junho de 2017

José: um homem guiado pelo Espírito.

O evangelista Mateus, no segundo capítulo e verso treze, relata como se deu a fuga de Jesus para o Egito.

Os magos entrando na casa onde estava José e Maria, não na estrabaria como diz a tradição, e alguns sem entendimento, repetem sem uma melhor inquirição, adoraram o menino e por divina revelação foram avisados em sonhos para que não voltassem para junto de Herodes, partiram para sua terra por outro caminho.

O iludido rei, agora também irado pela desobediência dos magos, mandou matar todos os meninos que estavam em Belém, e nos entornos, de dois anos para baixo.

Entretanto, o pai de Jesus, já tinha ido para o Egito, conforme revelação.

Novamente por sonho, voltou para a terra de Israel, indo para as partes da Galileia, temendo Arquelau e sob direção divina através de sonhos, habitando em Nazaré.

Sem contar o sonho em que lhe apareceu um anjo do Senhor orientando-o a não deixar Maria, porque o que nela estava sendo gerado era obra do Espírito Santo.


Pois é...

quinta-feira, 15 de junho de 2017

O Verbo se fez carne.

A máxima do evangelho, Ele veio em carne? Certamente. Ele é o Senhor: criador e sustentador de tudo.

Contudo o mundo não o conheceu como tal...

Isabel profetizou quando a criança estava ainda no ventre de Maria a saudando como bem aventurada.

Os pastores de Belém receberam a notícia de um anjo que na cidade de Davi tinha nascido a boa vontade de deus para com os homens.

Simeão esperava a consolação de Israel e pelo Espírito foi ao templo e reconheceu o Salvador.

Ana, filha de Fanuel, apesar da idade avançada deu graças a Deus e falava dEle a todos os que esperava redenção em Jerusalém.

João Batista, entretanto, reconheceu nEle o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo.

O evangelista/apóstolo João em sua primeira epístola ratifica que todo espírito que não confessa que Jesus Cristo veio em carne não é de Deus, é o espírito do anticristo que já estava no mundo a mais de dois mil anos.

 Achar que o anticristo virá tem base bíblica? Não, nenhuma.

Todas profecias acerca dEle se cumpriram literalmente e isso reforça a verdade de sua deidade? Claro.


O Deus sublime pai da altura, resolve ser pai de uma grande multidão, significados do nome do seu amigo Abraão (Abrão), a grande missão de sua vida: morar conosco (Emanuel). 

quarta-feira, 14 de junho de 2017

As parábolas da semente de mostarda e do fermento, das coisas novas e velhas, e do remendo em panos e do vinho em odres.

Para falar a respeito do reino de Deus, Jesus usou de muitas ilustrações e comparações de maneira a manifestar os vários aspectos do reino dos céus. Na presente lição estudaremos diversas parábolas proferidas pelo Senhor – são textos curtos, mas repletos de ensinamentos. Estejamos atentos e clamando por sabedoria em humilde receptividade – o Mestre pode abrir o nosso entendimento e encher o nosso depósito com os tesouros que Ele reserva para os filhos do reino.

Para falar do crescimento do reino de Deus e da sua capacidade influenciadora, Jesus narra as parábolas do grão de mostarda e do fermento adicionado à massa. Na primeira parábola, Jesus compara o reino com o grão de mostarda, que é a menor das sementes, mas se torna a maior das hortaliças. Seu crescimento supera o de qualquer outra semente. Ela parece insignificante, frágil e quase invisível diante de tantas outras, mas torna-se incomparavelmente maior em proporção a qualquer outra semente depois de germinar, sendo capaz de abrigar as aves nos seus galhos.

Com essa narrativa, Jesus ilustra o fato do reino de Deus, que começa de forma pequena, humilde e não contendo nada de visivelmente precioso, mas está destinado a crescer e encher toda a terra (Dn 2.34, 35), trazendo consigo abrigo e proteção aos que se achegam a ele. Essa capacidade de crescimento é explicada na segunda parábola – a do fermento adicionado à massa. Na segunda parábola, o Senhor destaca o fato de o fermento, uma vez que é adicionado à farinha, permeia toda a porção de massa, até que cada partícula seja atingida. 

O fermento fica invisível, mas todos podem ver o seu efeito. Isso mostra o modo penetrante pelo qual o reino influencia tudo o que toca. Quando o poder do reino chega em nós, todos os aspectos das nossas vidas são atingidos – a mente é mudada, o coração muda, os interesses, as afeições, o falar, o vestir, o sentir, o agir – todo o ser é atingido. Em consequência, colegas de trabalho ou de escola e outras pessoas que se relacionam conosco perceberão a influência fermentadora provinda do Evangelho em nossas vidas. Sendo sal da terra e luz do mundo seremos capazes de influenciar outras pessoas.

Em Mateus, capítulo treze, Jesus, após narrar várias parábolas, pergunta aos Seus discípulos se eles haviam entendido tudo, e, diante da resposta afirmativa, o Mestre compara o escriba instruído acerca do reino de Deus a um pai de família que tira do seu tesouro coisas velhas e novas. Os escribas se ocupavam das Sagradas Escrituras, eram encarregados das cópias dos textos sagrados e alguns se dedicavam também ao ensino da Lei (Ed 7.6, 10). Sobressai no texto o valor que é dado à Palavra de Deus, comparada a um tesouro de onde o pai de família busca a provisão para sua casa; é destacado também o relacionamento entre o que ensina e os seus discípulos – comparando à interação entre o pai e a sua família (Sl 19.7; 1 Jo 2.1).

Falando da Palavra de Deus, ao mencionar que o tesouro se constitui de coisas velhas e novas, Jesus valoriza tanto o velho quanto o novo, colocando-os no mesmo patamar. 

O contexto nos leva a crer que Jesus se referia aos escritos da Lei, na qual a mensagem do reino vem através de profecias, sombras e figuras – “coisas velhas”, bem como a manifestação do reino de Deus, com o advento do Messias, o cumprimento das profecias e a realidade para a qual as sombras e figuras apontavam – “as coisas novas”. Para o Senhor o valor está em aproveitar tudo do “velho”, mas com o real significado manifestado no “novo”. Aquele que é instruído saberá ver o novo no velho e o velho no novo – nisso está a riqueza (Jo 1.17, 29; 1 Co 10.6; Cl 2.16, 17; Hb 10.1; 1 Jo 2.7, 8).

Para ilustrar a necessidade da renovação completa dos que entram no reino de Deus, Jesus usa duas comparações: a parábola do remendo novo em roupa velha e a do vinho novo em odres velhos. Em ambos os casos o prejuízo é total, perde-se a roupa e entorna-se o vinho e danifica-se os odres. Nas duas narrativas é retratada a incompatibilidade da excelência da vida cristã se manifestar em um coração ainda não conquistado pelo poder do Evangelho.

A mudança efetuada no que ingressa no reino de Deus não é simplesmente um remendo, ou apenas algumas alterações no comportamento. Possuir o reino significa passar por uma transformação radical, equivalente a um novo nascimento, implica um rompimento total com o velho homem e a antiga maneira de viver. 

Verdadeiramente, o que está em Cristo é nova criatura, as coisas velhas se passaram e tudo se faz novo. A pedra cortada sem mãos, conforme a interpretação dada a Daniel, cresce e forma um grande monte e enche toda a terra, aniquilando todos os reinos e conceitos anteriores. Para viver com Cristo é necessário antes morrer com Ele. Temos a promessa de um novo coração, mas antes o coração de pedra deve ser arrancado (2 Co 5.17; Ez 36.26-28; Dn 2.34, 35; Rm 6.8).


Vimos mais uma vez que o Senhor, na Sua sabedoria, usa objetos e situações normais do conhecimento dos Seus ouvintes, com o intuito de transmitir o conhecimento de verdades espirituais sobre o reino de Deus. Resta-nos atentar para as diversas lições dessas parábolas e nos esforçar para coloca-las em prática. Lembremos, somos chamados a ser praticantes da palavra, e não simplesmente ouvintes.


* Texto cedido por: EBD – 2º. Trimestre de 2017 

ASSEMBLÉIA DE DEUS 
MINISTÉRIO GUARATINGUETÁ-SP
“PARÁBOLAS”

sexta-feira, 9 de junho de 2017

O vento sopra onde quer.

“O vento assopra onde quer, ouves a sua voz, mas não sabes donde vem, nem para onde vai; assim é todo aquele que é nascido do Espírito.” João 3:8



Vento na vida cristã é relacionado instantaneamente com lutas, dificuldades. Contudo na bíblia também é um dos símbolos do Espírito Santo, ou sinal de que Ele está fazendo algo, mesmo que não entendamos. Desde o início da criação o vento sob seu controle atua na obra de suas mãos. Ele tem controle sobre os ventos, faz acalmar a tempestade quando os discípulos estavam aterrorizados, manda o vento atrapalhar os planos do desobediente profeta Jonas. O Espírito veio sob a igreja primitiva semelhante a um vento soprando.

“Assim como tu não sabes qual o caminho do vento, nem como se formam os ossos no ventre da que está grávida, assim também não sabes as obras de Deus, que faz todas as coisas. “ Eclesiastes 9:5

       Não temos controle sobre Ele e precisamos discernir o que está fazendo? Sim. Ele tem um propósito e irá executá-lo, não adianta resisti-lo? Não.

Se ele está assoprando em sua vida não deixe de fazer o que está em suas mãos e fique no seu lugar, pois pode ser uma forma de tentar tirar do lugar que Deus te colocou? Certamente.

Agora, ele pode também estar tirando tudo do local que ao seu ver está bem colocado, organizado, entretanto, o vento vai reorganizar as coisas, sua vida, ministério, profissão. Deixe Ele, pois sabe o que faz!

terça-feira, 6 de junho de 2017

Uzias reina e prospera.

No segundo livro das Crônicas, capítulo 26, temos a história do rei Uzias que reinou em Jerusalém 55 anos.

A Palavra testifica que ele fez o que era reto aos olhos do Senhor, conforme seu pai Amazias.

Buscou a Deus e Ele o fez prosperar? Sim. Voou a sua fama até muito longe e foi maravilhosamente ajudado até que se tornou forte.

Entretanto, quando estava forte, exaltou-se o seu coração, até se corromper; e transgrediu contra o Senhor, seu Deus, porque entrou no templo do senhor para queimar incenso no altar do incenso.

Advertido pelos sacerdotes que o resistiram, Uzias se indigna contra eles, contudo o Senhor o feriu de lepra, e ele ficou leproso até a sua morte.

Um histórico excelente e humildade e busca ao Senhor, com fim soberbo e trágico.


A soberba precede a ruína, e a altivez do espírito precede a queda.
Provérbios 16:18

domingo, 4 de junho de 2017

O sangue de Jesus tem poder!

Uma música muito conhecida que magnifica com maestria o poder do sangue de Jesus. “Nada além do sangue”! É verdade!

O sangue nos liberta do pecado, das imposições dos grupos religiosos, da manipulação eclesiástica, dos falsos mestres e pastores.

Precisamos apenas do sangue? Sim. Não tem que pagar indulgências modernas? Não. Tem que estar ligado a algum grupo político/religioso? Não.

 Podemos com a ajuda do ES interpretar, cumprir e ensinar as Escrituras? Sim. Quem pagou por isso? Jesus! Com o que? O sangue.

Se existe rejeição e acepção de pessoas no mundo capitalista, o sangue não rejeita ninguém, Ele foi derramado por todos!

Castas religiosas ou sociais? O sangue não se limita a isso.

Aceite hoje esse sacrifício e fique livre...

O sangue de Jesus tem poder! Que grandiosidade!

Não é uma forma democrática de distribuição de benesses e sim a essência da justiça divina.


Pois é...



quinta-feira, 1 de junho de 2017

As parábolas da ovelha perdida, da dracma perdida e do filho pródigo.

Jesus foi cercado por publicanos e pecadores que haviam se reunido para ouvi-lo. Os publicanos eram judeus que trabalhavam para o Império Romano como coletores de impostos; eram considerados desonestos e traidores pelo povo judeu. Aqui, os publicanos são mencionados juntamente com os “pecadores”, que eram todas as demais pessoas marginalizadas moralmente e de má reputação, que não viviam conforme as normas estabelecidas pelos rabinos, e que acabavam excluídos da sociedade da época pelos religiosos. O povo judeu era aconselhado a não ter qualquer contato com essas pessoas, e muito menos a comer com elas. Entretanto, Jesus frequentemente estava acompanhado dessas pessoas, comia com elas (Lc 5.27-29) e, inclusive, escolheu um coletor de impostos para ser um dos doze apóstolos. Tais coisas faziam com que os fariseus e os escribas se escandalizassem e murmurassem.

Os fariseus não conseguiam enxergar o verdadeiro propósito pelo qual o Filho de Deus veio ao mundo, a saber, buscar e salvar os perdidos. Então, com o intuito de expor o comportamento reprovável e injusto dos religiosos, e ao mesmo tempo mais uma vez lhes oferecer a oportunidade de se converterem de tal perversidade, Jesus contou três parábolas: a Parábola da Ovelha Perdida, a Parábola da Dracma Perdida e a Parábola do Filho Pródigo. Nas três parábolas o tema é a redenção dos perdidos, a qual Deus opera pela sua graça e resulta em grande alegria.

Nas três narrativas encontramos o primeiro ponto em comum: trata-se de algo ou alguém que se encontrava perdido e é encontrado. A ovelha, a dracma e o filho menor compartilham da mesma situação – perdidos. Em verdade, as circunstâncias podem ser diferentes, mas todos nós éramos como ovelhas que não têm pastor, andávamos desgarrados e o Senhor nos achou (Is 53.6; 1 Pe 2.25). Os fariseus apontavam o dedo para os outros e se consideravam justos, mas Jesus os desmascara e revela que eles também estão entre os perdidos (Jo 9.41; Lc 18.9-14). Os gentios falharam ao não reconhecerem Deus na obra da criação e honraram e serviram mais à criatura do que ao Criador; os judeus, por sua vez, apesar de todos os benefícios dispensados a eles, não foram sinceros em guardar mandamentos do Senhor Deus. De modo que todos pecaram e encontravam-nos perdidos – esta é a situação de toda a humanidade (Rm 3.23; Gl 3.10).

Nas três narrativas, vemos o trabalho zeloso do pastor, buscando a ovelha extraviada; a diligência da mulher, na procura da moeda; e a expectativa do pai pela da volta do filho que se afastara. Jesus enfatiza a grandeza do amor de Deus – é dEle a iniciativa de ir buscar, empreendendo todos os esforços para arrebanhar as ovelhas desgarradas. Para isso, Ele enviou Seu Filho o mundo (Lc 19.10; Jo 3.16, 17).

Na parábola do filho que retorna à casa do pai, é enfatizada a importância do arrependimento. Depois de gastar todos os seus recursos, ele cai em si e lembra-se da casa do seu pai. O reconhecimento da própria indignidade fala de um verdadeiro arrependimento e de conversão genuína, imprescindíveis para voltar à casa do Pai (v. 19). O fato de o pai avistar o filho de longe e o modo como o recebeu revelam que ele esperava pela volta do filho, e falam da prontidão de Deus em perdoar o pecador arrependido (Mt 18.2, 4, 10, 11; Is 57.15; Sl 51.1-7, 17).

Existe nas narrativas uma mensagem notoriamente evangelística – diante de todo o esforço e dedicação do Senhor em prol da nossa salvação, não deveríamos nós com gratidão nos colocar como instrumentos Seus na busca aos perdidos? (Ef 5.1; 1 Co 3.9) Ante a ordem expressa do Senhor, essa disposição se torna um dever a ser cumprido (Mc 16.15).

A salvação de um perdido traz verdadeira e imensa alegria; vemos essa alegria ilustrada nas três narrativas. O pastor, a mulher e o pai grandemente se alegraram ao recuperarem o que se havia perdido – tão grande era a alegria que eles convidam amigos e vizinhos a se alegrarem também (vv. 6, 9 e 32).

O que é alcançado pela salvação, por certo, desfruta de uma alegria inimaginável e que ninguém poderá tirar, alegria que transborda e alcança o ambiente em que ele vive, mas o destaque nas narrativas é a alegria dos céus; não somente os anjos, mas o próprio Deus se alegra – há alegria diante dos anjos de Deus por um pecador que se arrepende (Jo 16.22; Sl 103.1-4).

Temos nós desfrutado e conservado essa alegria? Temos buscado e nos alegrado com a salvação dos outros? O filho mais velho, de certa forma, foi admoestado pelo pai, pois deveria também ter se alegrado com a volta do irmão (v. 32).


Nas três parábolas estudadas vimos Jesus ilustrar o porquê de Ele se reunir e até se alimentar com os publicanos e pecadores. Ele estava em busca da ovelha, da dracma e do filho pródigo – todos perdidos – assim como os fariseus, apesar de eles não reconhecerem isso. O Senhor ensina que Ele não veio chamar os justos, mas os pecadores ao arrependimento; os sãos não necessitam de médico, mas os doentes. E há grande alegria quando o pecador se arrepende.



* Texto cedido por: EBD – 2º. Trimestre de 2017 

ASSEMBLÉIA DE DEUS 
MINISTÉRIO GUARATINGUETÁ-SP
“PARÁBOLAS”