domingo, 27 de fevereiro de 2011

A sunamita e o profeta Eliseu III.

“E FALOU Eliseu àquela mulher cujo filho ele ressuscitara, dizendo: Levanta-te e vai, tu e a tua família, e peregrina onde puderes peregrinar; porque o SENHOR chamou a fome, a qual também virá a terra por sete anos.” II Rs 8.1

Segundo a palavra de Deus pelo profeta Eliseu, a sunamita peregrinou na terra dos filisteus por sete anos e depois voltou e saiu a clamar pelas suas terras e casa ao rei. (Vs. 2, 3) 

O direcionamento de Deus para ela ser socorrida era a terra dos filisteus – povo inimigo do povo de Israel. Qual tem sido o direcionamento para nós? Mesmo que seja para estarmos entre inimigos, Ele nos sustentará. O lugar mais seguro é aquele que Deus dirige, seja qual for. Vemos também Davi algumas vezes perseguido em Israel e sendo socorrido por Deus no meio dos filisteus.

       E quando Ele o dirige a sair, também providencia a volta, pois no retorno dela ao ir pedir por suas terras e casa, naquele momento o rei falava a Geazi e pedia-lhe que contasse as obras de Deus através de Eliseu. (Vs. 4) Ele então contou ao rei como Deus vivificara a um morto e ela grita: esta mulher sou eu e este é meu filho que foi ressuscitado. (Vs. 5) Temos discernido se é tempo de gritar e o momento certo?               Ela discerniu e gritou...

   Então o rei mandou restituir tudo quanto era dela e todas as rendas de suas terras desde o dia que a deixou até aquele momento. (Vs. 6)

  Que providência! Deus tem o controle de tudo e está vendo a nossa necessidade. O profeta Isaías disse: “Nunca se ouviu, nem se viu um Deus como tu, que trabalha por aqueles que Nele esperam.” Temos esperado nEle?

  Pois é...


“COMO ribeiros de águas assim é o coração do rei na mão do SENHOR, que o inclina a todo o seu querer.” Pv 21.1



domingo, 13 de fevereiro de 2011

"Não há aqui algum profeta do Senhor, ao qual possamos consultar?"

“Disse, porém, Josafá: Não há aqui algum profeta do Senhor, ao qual possamos consultar?” I Rs 22.7

Josafá rei de Judá recebe uma proposta de aliança de Acabe, rei de Israel, para tomar uma cidade da mão do rei da Síria. Mas, sugeriu a Acabe que consultassem a Deus primeiro (Vs. 5). Então Acabe ajuntou quase quatrocentos homens e todos disseram que Deus iria entregar a cidade na mão do rei. (Vs. 6) 

A Bíblia não relata claramente, mas Josafá desconfiou dos quatrocentos profetas e perguntou se ali não teria um profeta do Senhor (Jeová). A resposta de Acabe é que existia um, mas ele só falava mal dele. (Vs. 8)

Teremos alguma ajuda ao procurarmos aliança com homens reprováveis, desviados dEle? Com quem temos nos aliado? Não deveríamos nos afastar daqueles que se dizem irmãos, mas suas obras não condizem com a auto titulação? 

Pois é...

Outro questionamento pertinente e relevante é: como temos julgado as profecias que têm sido ministradas a nós? Temos discernido a vontade divina? Elas estão de acordo com a Palavra de Deus? Temos procurado, como Josafá, algum profeta de Deus? Queremos realmente saber qual é o conselho de dEle?

Se é profeta de Deus, o que ele tem profetizado a nosso respeito? Só mal como para Acabe? Como o temos tratado, como Acabe, que o aborrecia?

A grande maioria dos profetas falava de bênçãos ao rei. E nós como nos enquadramos nessa história? Temos tomado decisões com base na maioria? Espiritualmente a democracia tem valor decisivo?

 Sabemos que, pelo texto bíblico, apesar de maltratado, estar no preso, Micaías estava com a Palavra de Deus e o Eterno estava com ele...

 Muitas vezes vamos a grandes eventos, ouvir renomados pregadores, entendendo estar ouvindo um verdadeiro profeta? Será mesmo?

Quantos têm dado crédito aos verdadeiros Micaías de hoje? Temos profetizado a orientação divina ou procurado agradar ao rei por motivos diversos, interesses pessoais?

Tomemos cuidado com a maioria! Não decida pela quantidade e sim pela orientação de Deus! Nem sempre a maioria tem a direção certa!

Os demais versículos mostram que Acabe não retorna desta guerra e Micaías realmente estava com a orientação divina. Desprezado, na prisão, sustentado com pão de angústia e água de amargura, mas Deus estava com ele. (Vs. 27)

 E nós, como estamos sendo sustentados? Pelas riquezas e manjares do rei? Pelos subornos?

Pois é...

Devemos tomar mais cuidado e buscarmos discernimento para entendermos e reconhecermos os verdadeiros profetas e nos aliarmos com pessoas com bom testemunho. Seria esse o enfoque maior do texto?

O verdadeiro profeta depende e é sustentado apenas por aquEle que o chamou.

Não é assim mesmo?

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 “O profeta que profetizar de paz, quando se cumprir a palavra desse profeta, será conhecido como aquele a quem o SENHOR na verdade enviou.” Jr 28.9
“Mandamo-vos, porém, irmãos, em nome de nosso Senhor Jesus Cristo, que vos aparteis de todo o irmão que anda desordenadamente, e não segundo a tradição que de nós recebeu.” II Ts 3.6

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sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

A armadura de Deus.



“No demais, irmãos meus, fortalecei-vos no Senhor e na força do seu poder.
Revesti-vos de toda a armadura de Deus, para que possais estar firmes contra as astutas ciladas do diabo.
Porque não temos que lutar contra a carne e o sangue, mas, sim, contra os principados, contra as potestades, contra os príncipes das trevas deste século, contra as hostes espirituais da maldade, nos lugares celestiais. ”Ef 6.10-12

O apóstolo Paulo explica que a guerra de todo cristão não é de ordem material e sim espiritual. No capítulo 12 do Apocalipse, temos o relato desta guerra. O versículo 4 deste capítulo nos mostra que a terça parte dos anjos foram lançados sobre a terra. Chefiados pelo dragão, cuja constituição são: sete cabeças (comandos diversificados), dez chifres (não se engane – ele é muito poderoso!) e sete diademas (glória, perfeição – “perfeito eras em teus caminhos...” Ez 28.11 a 19 e Ap12. 3). O dragão tentou tragar o filho da mulher, mas ele foi arrebatado para Deus. (Vs. 4 e 5 )

       O dragão derribado na terra perseguiu a mulher (Vs. 13), mas ela “voou" para o deserto fora da vista da serpente. (Vs. 14) 

Finalizando, no versículo 17 o dragão irado – pois todas as suas artimanhas contra a mulher foram desfeitas, “foi fazer guerra ao resto da sua semente, os que guardam os mandamentos de Deus e têm o testemunho de Jesus Cristo.”  

Aí está a necessidade de armadura espiritual...

Continuando, nos versículos seguintes do capítulo 6 da epístola aos efésios, o apóstolo Paulo descreve uma armadura de um soldado romano, próprio daquele tempo. Começa a descrição com “cingir” os lombos com a verdade e “vestir” a couraça da justiça.   Defender a verdade e fazer o que é justo é parte da recomendação bíblica para nossa segurança espiritual. (Vs. 14)


“Calçar” os pés na preparação do evangelho da paz – no que puder, tenha paz com todos! (Vs. 15). Falta ainda o “escudo da fé” (os dardos, setas do maligno são apagados pela fé, isto é, pela confiança na palavra de Deus), a “espada do Espírito” (saber manejá-la bem, é necessário) e o “capacete da salvação” (certeza da salvação). (Vs. 16 e 17)

No versículo 18 termina a descrição da armadura de Deus com o seguinte texto bíblico: “orando em todo tempo com toda oração e súplica no Espírito e vigiando nisso com toda perseverança e súplica por todos os santos.”  

Lembremos que foi revelado a Daniel que um rei se levantaria contra o povo e as coisas divinas e prosperaria por causa da tranquilidade e pecados. 

Estamos revestidos dela como nos ensina o apóstolo Paulo?



Pois é...

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

A sunamita e o profeta Eliseu II.


“E, crescendo o filho, sucedeu que um dia saiu para ter com seu pai, que estava com os segadores,
E disse a seu pai: Ai, a minha cabeça! Ai, a minha cabeça! Então disse a um moço: Leva-o à sua mãe.
E ele o tomou, e o levou à sua mãe; e esteve sobre os seus joelhos até ao meio dia, e morreu.” II Rs 4.18-20

Continuando o comentário anterior, após aquele casal ganhar uma grande bênção - o seu filho, a Bíblia nos relata nos versículos 21 a 23, depois da morte dele, que a sunamita pegou-o e colocou na cama do profeta e foi atrás dele. Seu marido ainda a questiona, porque estava indo ao homem de Deus se não era lua nova nem sábado. Mas ela diz que estava tudo bem. Estava mesmo tudo bem? 

Eliseu a vê de longe e manda Geazí perguntar se estava tudo bem e ela respondeu que sim. (Vs. 25 e 26) Insisto, estava mesmo tudo bem?

Ao chegar perto do homem de Deus ela o questiona, pois não tinha pedido nenhum filho. (Vs. 28)

Geazí é mandado na frente a colocar o seu bordão sobre o rosto do menino. Mas nada acontece. (Vs. 31)

Eliseu chegou a casa dela e achou o menino morto. Fechou a porta do quarto e orou ao Senhor. Subiu na cama de deitou sobre o menino, pôs a sua boca e os seus olhos sobre os dele. A Bíblia diz no versículo 34 que "a carne do menino aqueceu".

Desceu, andou de um lado para outro e tornou a subir ao quarto e se estendeu de novo sobre o menino e ele espirrou sete vezes e abriu os olhos. (Vs. 35)

O profeta “lutou” com Deus em oração pelo filho da sunamita. Como anda as nossas lutas com Deus? Temos sido perseverantes? Ou temos para do já na primeira tentativa?

A sunamita foi buscar socorro na pessoa certa, em quem ou através do qual Deus lhe tinha dado o filho. Será que temos buscado socorro no local ou pessoa certa? Em quem nos deu a vida e a tem sustentado até agora - ou estamos aceitando caminhos ou intermediários falsos? 


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“DEUS é o nosso refúgio e fortaleza, socorro bem presente na angústia.
Portanto não temeremos, ainda que a terra se mude, e ainda que os montes se transportem para o meio dos mares.
Ainda que as águas rujam e se perturbem, ainda que os montes se abalem pela sua braveza. (Selá.)
Há um rio cujas correntes alegram a cidade de Deus, o santuário das moradas do Altíssimo.

Deus está no meio dela; não se abalará. Deus a ajudará, já ao romper da manhã.” Sl 46.1-5



A sunamita e o profeta Eliseu I.


“Sucedeu também um dia que, indo Eliseu a Suném, havia ali uma mulher importante, a qual o reteve para comer pão; e sucedeu que todas as vezes que passava por ali entrava para comer pão.” 2 Rs 4.8

“E ela disse a seu marido: Eis que tenho observado que este que sempre passa por nós é um santo homem de Deus.” 2 Rs 4.9

“Façamos-lhe, pois, um pequeno quarto junto ao muro, e ali lhe ponhamos uma cama, uma mesa, uma cadeira e um candeeiro; e há de ser que, vindo ele a nós, para ali se recolherá.” 2 Rs 4.10

No segundo Livro dos Reis, no capítulo 4 e versículo 8 ao 36, a Bíblia relata um episódio entre uma sunamita e Eliseu. Ela mostrou-se hospitaleira com o profeta, oferecendo pão. (Vs. 8)

Observou também que ele era um homem de Deus e sugeriu a seu marido fazer um pequeno quarto, dando assim melhores condições a Eliseu. (Vs. 9 e 10)

No texto não vemos nenhum diálogo entre os dois. Então, o casal concordou que o profeta era um servo de Deus pelo seu testemunho – as ações testificaram... No sermão do monte, no capítulo 7 e versículo 20 do evangelho segundo Mateus, Jesus afirmou que “pelos frutos conhecereis a árvore”.  

Um dia, Eliseu foi até Sunem e ficou hospedado ali (Vs. 11). Ao ver todo aquele desvelo, mandou chamá-la e perguntou se poderia fazer alguma coisa por ela. Mas ela disse que não necessitava. (Vs. 12 e 13) Geazi porém, notou que ela não tinha filhos e o seu marido era velho. Eliseu a chamou e disse que teria um filho e assim aconteceu. (Vs. 17 e 17)

“Quem recebe um profeta em qualidade de profeta, receberá galardão de profeta; e quem recebe um justo na qualidade de justo, receberá galardão de justo.” Mt 10.41

“E qualquer que tiver dado só que seja um copo de água fria a um destes pequenos, em nome de discípulo, em verdade vos digo que de modo algum perderá o seu galardão” Mt 10.42

A promessa de Deus para Abraão, no capítulo 12 do livro de Gênesis, no versículo 3, parte A: “E abençoarei os que te abençoarem, e amaldiçoarei os que te amaldiçoarem...”, mostra claramente também a importância de tratarmos bem nossos irmãos, “filhos de Abraão pela fé”. A sunamita deixou um exemplo de como tratar os servos de Deus. Se fizermos como ela, seremos abençoados, pois é na comunhão que o azeite desce...

 “Oh! quão bom e quão suave é que os irmãos vivam em união!
É como o óleo precioso sobre a cabeça, que desceu sobre a barba, a barba de Arão, que desceu sobre a gola das suas vestes;


Como o orvalho de Hermom, que desce sobre os montes de Sião; porque ali o Senhor ordenou a bênção, a vida para sempre.” Sl 133

“O Espírito e a Esposa dizem: Vem! "

        
         
No comentário anterior sobre “O sentimento de Raquel”, tipo da Igreja, a mensagem foi focada a necessidade de termos filhos e de bem cuidá-los. Agora, com base no livro de Apocalipse, no capítulo 22 e versículo 17, na parte A, descreveremos outro sentimento que a Esposa do Cordeiro também precisa ter. 

      O sentimento da volta de Jesus deve existir em nós como Igreja, o anelo por este dia deve ser uma característica marcante em nós. Mas, esse sentimento tem sido esfriado em alguns lugares e corações. Ultimamente é difícil verificarmos comentários, pregações a respeito deste grande dia. 

Entre as festas comemoradas pelo povo de Israel está a das Cabanas, na qual se morava em tendas durante um período de tempo – sete dias, para lembrarmos que nossa pátria, nosso propósito maior é a Jerusalém Celestial, e que estamos aqui de passagem. 

Em muitas partes da bíblia, vemos Jesus alertando para a verdade de que neste mundo reina o príncipe das trevas, e os salvos em Cristo não devem viver apegados a esta vida. 

Algum tempo atrás, era notório o grande número de mensagens sobre a volta de Jesus, especialmente no meio evangélico. Muitos sonhavam com sua volta e existia um temor de se estar preparado para ela. Mas, como está este sentimento hoje? Ele está avivado em nós? Que espécie de cristão ou cristianismo está sendo construído ou pregado? 

Diversas recomendações divinas ainda deveriam ecoar em nossos ouvidos como “no mundo tereis aflições, mais tende bom ânimo” e ”vós sois a luz do mundo”. Hoje em dia "todo mundo" é evangélico. Seria a modernidade? O mundo está se agradando de nós? Então, se o mundo nos louva, devemos tomar cuidado. Não estamos mais incomodando? Não somos mais protestantes? Ficamos iguais? Não tem diferença? Eles estão virando luz?  É o mesmo Deus? Certamente que não.

Segundo o texto mencionado no início deste comentário, o sentimento da Esposa é de anelo. Será que uma boa quantidade dos cristãos de hoje, que não tem este sentimento não é porque estão apenas querendo alguma coisa do cristianismo, estão apenas interessados em algo e não na sua totalidade? E seria isso possível? Certamente que não.

“Adúlteros e adúlteras, não sabeis vós que a amizade do mundo é inimizade contra Deus? Portanto, qualquer que quiser ser amigo do mundo constitui-se inimigo de Deus.” Tg4.4

“E SETE mulheres naquele dia lançarão mão de um homem, dizendo: Nós comeremos do nosso pão, e nos vestiremos do que é nosso; tão somente queremos ser chamadas pelo teu nome; tira o nosso opróbrio.” Is 4.1

Quando o povo de Deus foi mandado para a Babilônia, a mensagem divina era para eles construírem casas, plantarem, colherem, procurar a paz na cidade em que iam morar, mas, não se esquecerem da promessa da volta à cidade deles – Jerusalém. Será que não está acontecendo algo assim? Estaríamos nos acostumando com essa cidade, mas nos esquecendo da nossa morada - Jerusalém celestial? Isso é muito perigoso. Pois a mesma bíblia relata que onde estiver nosso coração...

A bíblia fala que a vinda de Jesus será como nos dias de Noé, casavam e davam em casamento... De repente veio o dilúvio... Na epístola de Paulo aos tessalonicenses, diz quando disserem há paz e segurança sobrevirá repentina destruição. Esse momento atual de suposta paz, não mostraria a brevidade de tempo para o grande dia? E porque não estamos mais anelando? 

          Pois é...   

“O Espírito e a Esposa dizem: Vem! ” Ap 22.17 A