sexta-feira, 28 de outubro de 2016

O Senhor Jesus voltará ainda uma vez.

Os profetas desde a antiguidade anunciaram, e muitas vezes, a vinda de um libertador, um mensageiro de Deus, um fiel escolhido, um ungido que operaria a salvação e a glória do Israel de Deus – era o chamado Cristo ou Messias. Assim esses testemunhos antigos se cumpriram, “Deus visitou o seu povo”, veio o Emanuel (Deus conosco) – Jesus. (Is 7.14; Is 9.1,2, 6; Mq 5.2) Isto nos mostra que igualmente as palavras ditas por Jesus e pelos apóstolos certamente terão seu cumprimento – Jesus voltará ainda uma vez.

Falando Jesus publicamente aos Judeus ou aos seus discípulos em particular, quer seja por parábolas ou claramente, ensinou-os e advertiu-os de sua partida e ainda uma vinda última. Seus discípulos com objetividade e entendimento perguntaram: “... chegaram-se a ele os seus discípulos, em particular, dizendo: Dize-nos quando serão essas coisas e que sinal haverá da tua vinda...?” (Mt 24. 3)

Consideremos, em exemplo, o que segue em citações por:
_  parábolas (Mt 25.1-13 e 31-34; Lc 12. 36-40)
_ e diálogos  (Mt 24. 23-27 ; Jo 14. 2,3)
_ e revelação (Atos 1.11; Ap 1.7; Ap 22. 20).

Os discípulos de Jesus não só aprenderam como também passaram à frente o ensino, não para simplesmente transmitirem conhecimento, mas para aplicação prática da necessidade de vigilância em uma vida santificada e de uma esperança consoladora e gloriosa, compensatória por todas as renúncias e perseguições sofridas no cristianismo. Até hoje é importante que os pregadores do evangelho conheçam bem isto e divulguem com autoridade e alegria pois é uma verdade e por demais grandiosa.

Observemos os seguintes textos indicados em citações de:
_ Paulo    (apóstolo)             - Tt 2. 11-13; II Tm 4. 1,7,8; 
_ Escritor anônimo               -  Hb   9. 27, 28
_ Tiago    (apóstolo)             -  Tg   5. 7 e 8
_ Pedro   (apóstolo)             - II Pe 3. 3-9
_ João     (apóstolo)             - I  Jo  2. 28  e  3.2
_ Judas   (irmão do Senhor)          -  Jd 1.  14 e 15


Diferentemente da sua primeira vinda, quando em carne manifestou-se em grande simplicidade, padecendo desprezos e graves humilhações e muitos nem o perceberam, sua próxima vinda será poderosa, gloriosa, temida, juízo determinativo da sorte eterna vindoura, pelo que para uns será motivo de júbilo e para outros lamentação e pavor.

Ainda que muitos textos bíblicos vistos nesta mesma lição tenham trazido alguma informação, os agora selecionados e citados a seguir por si só responderão à pergunta: “Como e Quando Isto Acontecerá?”. Estudemos umas poucas referências: Mt 26. 63,64; Mt 24. 26-31; I Ts 4. 15-18; II Ts 1. 4-10; II Pe 3. 10-14.

Posto tudo isso que as Escrituras nos revelam, consideremos qual deve ser nossa prioridade e como deve ser o nosso viver diante de tão importante evento – a volta de Jesus.    


Procuremos, pois, que dele sejamos achados imaculados e irrepreensíveis em paz. “Ora, àquele que é poderoso para vos guardar de tropeçar e apresentar-vos irrepreensíveis, com alegria, perante a sua glória, ao único Deus, Salvador nosso, por Jesus Cristo, nosso Senhor, seja glória e majestade, domínio e poder, antes de todos os séculos, agora e para todo o sempre. Amém!”

* Texto cedido por: EBD – Classe de Juvenis “Escatologia”.  

4º. Trimestre de 2016 ASSEMBLÉIA DE DEUS MINISTERIO GUARATINGUETÁ-SP 

A lei não aperfeiçoa o homem.


Jesus veio ao mundo para cumprir a lei e não abolir. Os entendidos da lei sempre o procuravam para interrogá-lo e acusavam de querer mudar os costumes (a lei) dos judeus.

Entretanto, não entendiam que a lei na sua expressão textual e o que na verdade o Espírito queria dizer.

A excelência da lei não é conhecê-la e sim  cumprir/ensinar, como Deus queria? Sim.


O próprio Mestre dava testemunho dos entendidos da lei, diziam bem das leis, sem, contudo as colocarem em prática.


quinta-feira, 27 de outubro de 2016

Isaque e Rebeca.

O Senhor continua a revelar seus propósitos aos homens e isso através daqueles que escolheu para fazer parte deles. Nesta lição será tratado a respeito dos planos de Deus para a vida de Isaque e como o Senhor agiu para que tudo ficasse conforme a sua vontade. A tipologia bíblica continua a mostrar: Abraão como figura de Deus que providencia a esposa para seu Filho, Isaque como a figura de Cristo e Rebeca como a da igreja. Neste tempo Sara tinha já morrido aos 127 anos. (Gn 23.1)

Com Abraão já velho e adiantado em idade chega, então, o momento do casamento de seu filho Isaque. Surge, portanto a preocupação de que Isaque não poderia tomar mulher do meio dos cananeus onde Abraão estava habitando. Ele então chama seu servo, o mais velho da casa, e o faz jurar que este iria tomar mulher para seu filho da sua terra e da sua família. Era o zelo de Abraão com as promessas de Deus em sua vida, tais promessas não poderiam se misturar com a impiedade dos cananeus.

O servo de Abrão tem preocupações com tal juramento. Mas, e se a mulher não quisesse segui-lo? Isaque poderia tornar para lá? E Abraão diz que jamais. Ora, o Senhor já houvera tirado Abraão daquela terra, portanto seu filho não deveria retornar para lá. Reafirmam-se as duas recomendações importantes de Abraão para o servo: a de Isaque não se casar com mulher cananeia e também de não retornar para a terra de onde Deus já o tinha tirado.

Deus está no controle de tudo o que está ocorrendo com Abraão e seu servo, nada se sucede por acaso. Nota-se claramente que não há operação de maravilhas e grandes milagres neste texto, como Deus enviando um anjo ou manifestando um grande sinal, etc. Porém, há de se ressaltar que ser conduzido por Deus na vida diária, ter os passos guiados por ele e ser bem sucedido, isso tudo se constitui em um grande milagre; é uma forma de Deus agir que infelizmente muitos não percebem.

Quando o servo chega à terra, a solução encontrada por ele foi orar e fazer uma prova com o Senhor de Abraão. Como é importante a oração de acordo com a vontade de Deus. (I Jo 5.14)             A resposta de Deus surge de acordo com o pedido do servo, ficando claro que sua oração definitivamente estava nos moldes dos planos de Deus. A família de Abraão estava ligada mediante casamentos entre seus membros, assim Abraão queria que Isaque o fizesse. É o padrão de Deus para a família cristã, nada de julgo desigual. A escolha da esposa para Isaque foi feita por Deus e a maneira como tudo aconteceu confirma isso.

Ouvindo o testemunho do servo de Abraão, Labão e Betuel, reconhecem o fato. Rebeca é dada como esposa de Isaque. Quão importante é que o povo de Deus viva a vontade e o querer de Deus na sua plenitude. Agindo dessa forma, as providências de Deus na vida do povo sempre serão constantes. A sanidade da vida espiritual e a estabilidade do casamento, assim como do lar dependem daquilo que tiver sido dado por Deus. Rebeca não conhece o moço com quem vai se casar, todavia ouvindo todo o relato do servo de Abraão está convicta de que Deus está no negócio. Quando perguntada se iria com aquele varão, sem titubear respondeu: “sim, eu irei”.

Rebeca partiu com o servo ao encontro de Isaque. O v. 63 narra que Isaque saíra para o campo para orar. Ou seja, enquanto Isaque está orando Deus está agindo, enquanto Deus está agindo Isaque está orando. Isso mostra que dentro dos projetos de Deus todos estão unidos no mesmo propósito. O homem busca a face do Senhor com o intuito de glorifica-lo e Deus responde. Com isso a alegria do homem é perfeita e completa e desfruta das eternas bênçãos de Deus.

Os planos de Deus não podem ser impedidos (Jó 42.2). Abraão projetou o casamento para seu filho, Isaque. E tudo ocorreu conforme o desejo de Abraão, pois não estava fazendo de acordo com o seu querer, mas de acordo com o de Deus. E todos que estavam envolvidos no plano foram bem sucedidos. Hoje o mesmo ocorre com a união entre Cristo e a Igreja. Todos os envolvidos nesse projeto também prosperarão.


Texto cedido por: EBD – 4º. Trimestre de 2016 ASSEMBLÉIA DE DEUS MINISTÉRIO GUARATINGUETÁ-SP

“Os Patriarcas, de Abraão a José”.


sábado, 22 de outubro de 2016

Certamente os mortos ressuscitarão.


A doutrina da ressurreição baseia-se essencialmente sobre o fato da ressurreição de Cristo (1 Co 15.12, 20). O Mestre enfatizou e deu um sentido especial a essa doutrina, deixando claro que acontecerá a ressurreição (Lc 20.37, 38), tanto dos justos como dos ímpios (Jo 5.28, 29).

Várias palavras definem o termo ressurreição; elas claramente indicam: “retorno à vida”, “levantar-se”, “erguer-se”, “despertar”, “acordar”, ”vivificação”.

No sentido doutrinário, ressurreição é a doação da vida ao que não a possuía. É o ato do levantamento daquilo que havia estado extinto, morto. Várias vezes nos deparamos com a expressão “ressurreição dos mortos”, que se refere a uma dádiva ou devolução da vida, como podemos detalhar a seguir (Jo 5.39, 40).

Há três aspectos a serem considerados: a ressurreição física – para esta mesma existência. Precisamos distinguir esse tipo de ressurreição, no sentido temporal. Temos o exemplo de pessoas que morreram, mas pelo poder de Deus ressuscitaram para continuar mais um pouco de tempo nesta existência terrena, e, posteriormente, voltaram a morrer. Começando pelo ministério pessoal de Jesus Cristo: a filha de Jairo; o filho de uma viúva de Naim; seu amigo Lázaro, irmão de Maria e Marta (Jo 11.4, 5). Mais tarde, Pedro orou ao Senhor e Dorcas reviveu (At 9.37, 40, 41); e Paulo, a respeito de Eutico (At 20.9, 10). O leitor poderá ter suas próprias experiências de ressurreição na atualidade; são testemunhos do poder de Deus para dar ou devolver a vida, a realidade da ressurreição.

Outro aspecto é a ressurreição espiritual que é um renascimento espiritual dos que, tendo estado mortos em delitos e pecados (Ef 2.1, 5, 6), foram espiritualmente vivificados (Cl 3.1; Jo 5.24, 25). Esta é a primeira ressurreição. 3. A do último dia. É a ressurreição na manifestação do juízo, recompensa a justos e injustos (Jo 5.28, 29; 11.24), quando os salvos serão ressuscitados e terão o revestimento do corpo celestial (1 Co 15.21-23, 52, 53).

Último aspecto a ser considerado é a explicação da ressurreição dos justos e a dos ímpios. A dos justos diz respeito aos que morrem em Cristo e que serão despertados para a vida; alcançarão uma transformação, com o revestimento de um corpo espiritual, incorruptível e imortal (1 Co 15.50-54; 1 Ts 4.13-17; 1 Jo 3.2; 2 Co 5.1, 2; Fl 3.21).

Já a dos ímpios, eles ímpios ressuscitarão para uma “segunda morte” (Ap 20.12- 15; 21.8). Essa “segunda morte” significa aniquilamento total, banimento eterno da presença de Deus (Mt 25.31, 32 e 41).

Assim, a esperança da Igreja baseia-se na ressurreição de Cristo (1 Co 15.19, 20 e 23). Sua morte e ressurreição são a garantia total de que Ele voltará. Sua vitória sobre a morte foi com glória e poder (Rm 8.11).

Texto cedido por: EBD – Classe de Juvenis “Escatologia”.
 4º. Trimestre de 2016 ASSEMBLÉIA DE DEUS MINISTERIO GUARATINGUETÁ-SP

sexta-feira, 21 de outubro de 2016

Desigrejados dentro da igreja?

No capítulo 13 de Apocalipse, a Palavra nos fala de duas bestas, que é como Deus vê os reinos humanos, ou reinos deste mundo.

A primeira besta que subiu do mar, deve ser analisada juntamente com o livro do profeta Daniel, no capítulo 7, onde mostra os reinos terrestres que tiveram domínio mundial: caldeus, medo-persa, grego (leopardo) e romano.

  A segunda besta, que subiu da terra, o livro sagrado revela o falso profeta, a religião vinculada ao poder político – um sistema religioso corrompido. 

Vemos isso desde os primórdios na terra como, por exemplo, no Egito com os magos, os sábios da Babilônia, os deuses gregos, etc. César não era considerado deus? Os aiatolás tem pouco poder? A igreja romana não é também um estado?

 Estes falsos ensinadores se associam ao poder político e falam ao povo o que lhe interessa, o que agrada ao poder ao qual está associado, não a Bíblia – por isso são falsos profetas.

Mas dentro deste sistema religioso corrompido, existem muitos crentes dentro dele que são fiéis, que ainda não chegou o tempo de se desigrejarem? Talvez.

São desigrejados no sentido de não concordarem com o sistema, serem sinceros no servir a Deus, entretanto permanecem ainda ali dentro.

Alguns podem não ter maturidade espiritual, nem estrutura ou direcionamento divino para tomar uma atitude.

 Então é bom desmistificar uma possível ideia, de que quem está dentro das instituições religiosas, são necessariamente concordantes ou cúmplices do sistema.

Quem sabe, como no tempo de Rute, com a grande fome, não tem muita gente "espigando" nos templos e instituições religiosas e que sem os restos da colheita, deixados por alguns fiéis da Palavra, ainda existe, talvez não sobrevivesse? 

Poderíamos chamá-los então de desigrejados dentro da igreja?


Pois é...

quinta-feira, 20 de outubro de 2016

Desigrejados.

Um tema muito discutido atualmente devido ao crescimento do número de cristãos que veem os malefícios do sistema religioso atual e preferem servir a Deus se unindo a outros evangélicos em cultos nas casas e outros lugares sem ser a igreja local.

Existe vida espiritual fora da igreja local? Igreja são prédios e endereços? Igreja é convenção? Betel é casa de pão, e sem pão é igreja? Se não há verdade, há igreja? Tem salvação fora da instituição? A igreja de Cristo pode assumir formas diferentes de comunhão fora do templo? Protestante não praticante?

Muitos líderes tem se mostrado soberbos, não compartilham a palavra de Deus, não buscam a ovelha perdida e não colocam bálsamo nas feridas? Se eles não são exemplo, não são chamados? São realmente pastores?
Como entenderíamos o salmo 133? “OH! quão bom e quão suave é que os irmãos vivam em união.” Sl 133.1

Será que estamos como nos dias do profeta Jeremias, nos quais a recomendação de Deus era para não darmos ouvido às palavras dos profetas que entre nós profetizam? 
 “Não deis ouvidos às palavras dos profetas que entre vós profetizam; ensinam-vos vaidade e falam da visão do seu coração, não da boca do Senhor.” Jr 23.16b

         E o maná de cada dia, estamos indo buscá-lo? Muitas vezes também o povo não busca, mesmo sendo ali próximo. Não adianta guardar para depois! Estaria estragando o maná guardado para outro dia, isto, não aplicado em nossas vidas?


 Se o celeiro de Deus é abundante, por que na maioria das vezes conferimos pregações tão repetidas, jargões?  A repetição é proposital para reflexão ou amadurecimento da informação ou nossos mestres não são dedicados ao ensino ? “... se é ensinar, haja dedicação ao ensino.” Rm 12.7

A igreja, antes tida como opositora da mentira e do mundo secular, agora se flexibiliza, relativiza, adequando-se a ele?

 Suas tradições estão sendo quebradas e seu sistema tem se parecido mais a uma organização, com performance de empresa bem sucedida, liderada em sua maioria, por homens, que buscam em suas individualizações, seus interesses pessoais, inflam suas vaidades, sustentados em suas posições de maneira astuta.

Contudo, a verdade bíblica permanece a mesma, irrefutável... 

São princípios que balizaram e ainda direcionam aos verdadeiros servos e adoradores do Deus verdadeiro!

Pois é...


terça-feira, 18 de outubro de 2016

Abraão gera a Isaque, o filho da promessa.


O Senhor havia feito uma promessa a Abraão (Gn17.19) de que lhe daria um filho, e até anunciou o seu nome – Isaque. Com ele estabeleceria um concerto, e tal concerto seria perpétuo para a sua semente após ele. Assim, a partir deste capítulo estudaremos o cumprimento dessa promessa – como o Senhor foi fiel à Sua palavra – e também veremos a tipologia bíblica de tudo isso.

Quando o tempo do Senhor se cumpre, não há impedimento para os Seus propósitos (Gn 18.14; Jr 32.17, 27; Is 43.13b). Abraão já estava com cem anos e Sara com noventa; além das suas idades avançadas, e de ter cessado a Sara o costume das mulheres, o Senhor ainda havia impedido Sara de gerar. Não obstante, havia uma promessa do Senhor feita a Abraão, por isso, no tempo determinado por Deus, Sara é visitada e dá a Abraão um filho na sua velhice. Quem agiu sobre Sara, tanto no fechar como no abrir da sua madre, foi o Senhor – o Deus Todo Poderoso.

Quando o tempo do Senhor se cumpre, não há impedimento para os Seus propósitos (Gn 18.14; Jr 32.17, 27; Is 43.13b). Abraão já estava com cem anos e Sara com noventa; além das suas idades avançadas, e de ter cessado a Sara o costume das mulheres, o Senhor ainda havia impedido Sara de gerar. Não obstante, havia uma promessa do Senhor feita a Abraão, por isso, no tempo determinado por Deus, Sara é visitada e dá a Abraão um filho na sua velhice. Quem agiu sobre Sara, tanto no fechar como no abrir da sua madre, foi o Senhor – o Deus Todo Poderoso.

A cada período de tempo vai se revelando o propósito de Deus na vida de Abraão. Isaque cresceu e foi desmamado, então disse Sara a Abraão com respeito a Ismael: “Deita fora esta serva e o seu filho; porque o filho desta serva não herdará com meu filho, com Isaque”. Esta foi uma palavra mui má aos olhos de Abraão, no entanto, confortou Deus o seu coração dizendo-lhe que abençoaria também a Ismael por ser sua semente, mas que, na realidade, Sua grande promessa estava em Isaque – o filho de Sara. Neste momento, Abraão tem dois filhos – Ismael e Isaque. O que nasce segundo o propósito de Deus é Isaque. Dentro da tipologia bíblica, é o que Paulo chama de alegoria. Estão aqui representados os dois concertos: um gerando filhos para a escravidão, e o outro, para a vida eterna (Gl 4.21-31).

Deus chama a Abraão, e este responde; Deus dá uma ordem, e ele sem questionar obedece. A fé de Abraão em Deus é demonstrada através de sua obediência incondicional. O que Deus o manda fazer não é algo comum, nem tampouco fácil de executar, contudo, a confiança de Abraão é inabalável. E o que o faz ter um comportamento desses é ser possuidor de uma promessa e ter a firme confiança naquEle que a fez. Isaque é a promessa, e é exatamente a ela que o Senhor está mandando Abraão sacrificar – tudo o que o Senhor já lhe falara até este momento dizia respeito a Isaque. Como a palavra do Senhor se cumpriria sem aquele moço? Mas Abraão está firme na palavra do Senhor e, sem coxear em nenhum momento, se dirige para o lugar que o Senhor lhe mostraria. A sua fé é proclamada diante dos seus moços quando diz: “Ficai-vos aqui, e eu e o moço iremos até ali; e, havendo adorado, tornaremos a vós”.

Esta é a uma verdadeira demonstração de fé. O seu bem mais precioso o Senhor está mandando sacrificar e ele diz: “Iremos, adoraremos e tornaremos para vós”. Em nenhum momento perdeu de vista a promessa. “Irei com ela e voltarei com ela”. A fé lhe dá a convicção de que a promessa não se perderia; como Deus faria não era o importante no momento (Hb 11.17, 18).

Deus sempre deixou claro os Seus planos, e como isso seria feito. Abraão é a figura de Deus oferecendo Seu Filho Unigênito em sacrifício. Assim como Isaque o é de Cristo. A figura de um substituto também aparece aqui, pois Isaque é substituído por um cordeiro. Não seria Isaque o sacrificado, e Abraão já enxergava isso pela fé – “Deus proverá para si o cordeiro para o holocausto”. Quando Abraão estava pronto a imolar seu filho, o anjo do Senhor o chamou e disse: “Não estendas a tua mão sobre o moço”. Abraão levanta os olhos, e eis um carneiro, que é sacrificado por ele. O filho de Abraão foi substituído por um cordeiro; o Filho de Deus anos à frente não seria, pois Ele é o próprio Cordeiro de Deus (Jo 1.29). Após este acontecimento, o Senhor renova as Suas promessas a Abraão, e elas estão ainda mais firmes.

Através de Isaque, o filho da promessa, se entende todo o propósito de Deus para a humanidade caída no pecado. Há um Pai pronto a entregar Seu Filho em sacrifício, assim como há um Filho pronto a obedecer a ordem do Pai (Jo 5.30; Lc 22.42).


Louvado seja o Senhor, cujas promessas permanecem firmes!

Texto cedido por: EBD – 4º. Trimestre de 2016 ASSEMBLÉIA DE DEUS MINISTÉRIO GUARATINGUETÁ-SP

“Os Patriarcas, de Abraão a José”.

sexta-feira, 14 de outubro de 2016

A doutrina da morte.


A morte é um assunto do qual evitamos falar e comentar; entretanto, o viver humano encontra em sua jornada a ameaça da morte. Nesta lição estudaremos a questão da morte sob a perspectiva bíblica, pois nela a realidade da morte e seu impacto na vida humana são tratados com clareza e fé.

Toda criatura humana enfrenta esse dilema: não foi sua escolha vir ao mundo, mas não consegue fugir à realidade do fim de sua existência (Ec 8.8). Em Eclesiastes, o pregador diz: “E o pó volte à terra como era e o espírito volte a Deus que o deu” (Ec 12.7). Foi introduzida no mundo como castigo positivo de Deus contra o pecado (Gn 2.17; 3.19; Rm 5.12; 7.13). O cristão verdadeiro não foge à realidade da morte, mas a enfrenta com confiança no fato de que Cristo conquistou para ele a vida eterna (Jo 11.25).

A definição bíblica para a morte pode ser tanto no sentido literal quanto metafórico.

Fisicamente, a morte, é como a saída de um lugar para o outro (Jó 16.22; 2 Pe 1.14, 15). b) rompimento. Ela rompe as relações com as coisas naturais da vida material (Ec 9.4-6, 9, 10; Lc 12.20).

Já no sentido bíblico e doutrinário da morte, ela é salário do pecado (Rm 6.23). O pecado, neste versículo, é representado pela figura de um cruel feitor de escravos que dá a morte como pagamento. O salário requerido pelo pecado é merecidamente a morte. Quando morre, o pecador está ceifando na forma de corrupção aquilo que plantou na forma de pecado (Gl 6.7, 8; 2 Co 5.10); portanto, a morte física é o efeito externo e visível da ação do pecado (Gn 2.17).

Tiago nos mostra uma relação entre o pecado e a morte, quando diz: “Mas cada um é tentado, quando atraído e engodado pela sua própria concupiscência. Depois, havendo a concupiscência concebido, dá luz o pecado, e o pecado, sendo consumado, gera a morte” (Tg 1.14, 15).

O pecado, portanto, frutifica e opera a morte. Como andarão juntos dois que não estão em concordância: Deus, a vida, e o homem, no pecado que é morte?!

A morte foi vencida por Cristo no Calvário. A resposta única, evidente e independente de quaisquer ideias filosóficas é a palavra de Deus revelada e pronunciada através de Cristo Jesus no Calvário (Hb 1.1). Cristo é a última palavra e a última solução para o problema do pecado e a crueldade da morte (Rm 5.17).

A Bíblia fala de vários tipos distintos de mortes; consideremos estes dois:
1. Morte física. O texto que melhor elucida esta morte é 2 Sm 14.14, que diz: “Porque certamente morreremos e seremos como águas derramadas na terra, que não se ajuntam mais”. É isso que a morte física acarreta literalmente – a volta ao pó (Gn 3.19; Ec 12.7). Isto não impede ao redimido entrar na vida eterna; e
2. Morte espiritual. É um estado de separação da comunhão com Deus. Significa estar debaixo do pecado, sob o seu domínio (Ef 2.1, 5). O seu efeito é presente e futuro. No presente, refere-se ao estado de falta de comunhão com Deus, existir neste mundo fora da direção do Espírito Santo. E, no futuro, isto se manifestará no juízo final (Mt 25.41). Não participará da vida eterna aquele que se encontrar neste estado.

 A morte é a prova última da fé cristã (1 Co 15.25, 26), que produz nos crentes uma consciência de vitória (1 Pe 4.12, 13).

Os sofrimentos e aflições desta vida são temporais, e aperfeiçoam nossa esperança para enfrentar a morte física, que se constitui num trampolim para a vida eterna. Ela se torna a porta que se abre para o céu de glória. Quando um cristão morre, ele descansa, dorme (2 Ts 1.7). Ao invés de derrota, a morte significa vitória, ganho (Fp 1.21; 1 Co 15.51-55).

* Texto cedido por: EBD – Classe de Juvenis “Escatologia”.
 4º. Trimestre de 2016 ASSEMBLÉIA DE DEUS MINISTERIO GUARATINGUETÁ-SP

O estado intermediário dos mortos.

Quando um cristão morre, ele descansa, dorme (2 Ts 1.7). Ao invés de derrota, a morte significa vitória, ganho (Fp 1.21; 1Co 15.51-55). Parece contraditório, mas não é, pois o ser humano tem uma finalidade além da própria vida física (Gn 1.27). Há algo que vai além da matéria de nossos corpos – o que é espiritual. Quando Jesus Cristo aboliu a morte (ocasionada pelo pecado), trouxe à luz a vida e a incorrupção. Estava, de fato, desfazendo a morte e concedendo vida eterna, a imortalidade (2Tm 1.10). A vida humana através de Cristo Jesus tem um alvo superior, uma razão de ser, um desígnio. Somente Deus possui vida total, imperecível e imortal (1Tm 1.17; 6.16). Ele é a fonte da vida eterna e ninguém mais pode dá-la. No sentido relativo, o crente em Jesus adquire imortalidade conquistada pelos méritos do Senhor no Calvário (2Tm 1.8-12;Jo 6.40; 11.26).

Uma heresia lançada pelos católicos romanos para identificar o “Sheol-Hades” como lugar de prova, ou de segunda oportunidade, para as almas daquelas pessoas que não conseguiram se purificar o suficiente para galgarem o céu. Declara a doutrina romana que é uma forma de esses mortos serem provados e submetidos a um processo de purificação. Entretanto, essa doutrina não tem base bíblica, e é feita sobre premissas falsas. Se o purgatório fosse uma realidade, então a obra de Cristo não teria sido completa. Se alguém quer garantir a sua salvação eterna, precisa garanti-la em vida física; depois da morte, só resta o juízo (Hb 9.27).

Não há um lugar de migrações e perambulações espaciais, entretanto, os espíritas gostam de usar o texto de Lc 16.22, 23 para afirmarem que os mortos podem ajudar os vivos. Mas Jesus no assunto apresentava o ensino de que os que amam este mundo herdarão a condenação, e que os sofridos justos terão a recompensa no porvir. E por ali vemos ser impossível qualquer recurso após a morte. Jesus disse que os vivos tinham “a lei e os profetas”, isto é, eles tinham as Escrituras. Os mortos não podiam sair de seus lugares para se comunicarem com os vivos.

Portanto, é uma fraude afirmar essa possibilidade de comunicação com os mortos. Vários textos bíblicos anulam essa falsa doutrina (Dt 18.9-14; Jó 7.9, 10; Ec 9.5, 6).

Então, entre a vida terrena e a ressurreição, qual a situação daqueles que foram recolhidos deste mundo? Onde estão? Que fazem? Estão conscientes? São algumas das perguntas que comumente ouvimos. As Sagradas Escrituras nos dão o esclarecimento vindo de Deus.

Diante da angústia pela qual passava, Jó expressou o desejo de morrer e ir para o pó (sepultura), até que passasse aquele período, e voltar à vida quando não mais houvesse este firmamento, lembrando-se Deus dele, na ressurreição (Jó 14.7-15; 34.15; 17.16).

Em Eclesiastes encontramos o sábio dizer: “os mortos não sabem coisa alguma” (Ec 9.4, 5), “na sepultura, para onde vais, não há ciência, nem indústria” (Ec 9.10), “e o pó volte ao pó como era” (Ec 12.7), “todos vão para um lugar” (Ec 3.20, 21).

Todas mostram que os que morrem vão para o pó até que sejam vivificados (ressuscitados) – Sl 104.29; Is26.19; Gn 3.19; Jo 5.28, 29; At 2.29. E observemos que, referindo-se aos salvos em particular, com ternura a Palavra de Deus utiliza o termo “dormir” (1Ts 4.13, 14; Dn 12.2; Mt 27.52, 53; Jo 11.11-13, 25; Lc 20.37, 38; Rm 8.31-39; 1Co 15.6, 51; 2Pd 3.4).

Essa doutrina fortalece a nossa fé ao dar-nos a segurança acerca dos mortos em Cristo; é a garantia de que a vida humana tem um propósito elevado, e alcançável em Cristo Jesus. Nem a morte nos pode separar do carinho de Deus e de Sua promessa de vivermos eternamente no céu (Jo 11.25; Lc 20.37, 38; Rm 8.31-39).


* Texto cedido por: EBD – Classe de Juvenis “Escatologia”.

 4º. Trimestre de 2016 - ASSEMBLÉIA DE DEUS MINISTERIO GUARATINGUETÁ-SP

terça-feira, 11 de outubro de 2016

Abraão, o amigo de Deus.

De fé em fé, Abraão está sendo agraciado por Deus com sucessivas manifestações, com o fim de proporcionar ao grande patriarca um sólido conhecimento de Deus e dos Seus propósitos. Na lição de hoje veremos mais progressos da comunhão de Abraão com Deus, e aprenderemos segredos espirituais poderosos para crescermos na graça e no conhecimento de Jesus Cristo.

Estando Abraão sentado à porta de sua tenda, junto aos carvalhais de Manre, apareceu-lhe o Senhor, acompanhado por dois varões. Assim que Abraão os avistou, correu da porta da tenda ao seu encontro, e inclinou-se à terra em humilde reverência. Abraão mobilizou sua casa para exercer a típica hospitalidade oriental e servir uma refeição requintada para recepcionar seus ilustres visitantes.

Enquanto o banquete estava sendo preparado, o Senhor se dirigiu a Abraão e reiterou que visitaria Sara para cumprir em seu ventre a grande promessa. Sara, por levar em conta sua condição física, riu-se. Entretanto, o Senhor assegurou o cumprimento da promessa; porque, afinal, não há nada difícil para Deus.

Em seguida, os varões se levantaram dali e se dirigiram a Sodoma para verem de perto a abundante maldade que havia naquele lugar. O Senhor, ao considerar a demonstração de fé e obediência de Abraão até aquele presente momento, quis compartilhar com ele um pouco mais dos Seus objetivos (Tg 2.23). Como Abraão já conhecia a justiça de Deus e que, por isso, não pouparia os pecadores daquelas terras, procurou interceder junto ao Senhor pela salvação de possíveis justos – incluindo, naturalmente, a família de Ló.

Novamente, Abraão mente acerca da verdadeira identidade de Sara a fim de preservar a sua própria vida. É difícil compreender como um homem que andava com Deus como Abraão procedesse assim. Porém, podemos perceber que ele não está sozinho nesta controvérsia. Consideremos que nós, crentes em Cristo, que temos muito mais motivos que Abraão para crer, confiar e andar com precisão de atitudes e decisões, também vacilamos.             Infelizmente, mesmo com todo o histórico dos grandiosos feitos de Deus desde os patriarcas até a obra de Cristo no Calvário, passando pela miraculosa era apostólica, falhamos. Contudo, não podemos perder a esperança, pois assim como Deus reverteu em benção a fraqueza de Abraão, Ele também pode fazer o mesmo por nós.


A jornada de fé do patriarca Abraão é marcada pela misericordiosa intervenção divina, visto que o Soberano Criador vela para cumprir Suas promessas. Portanto, precisamos conservar nossa fé na Palavra de Deus, independente do nível de adversidade em que nos encontrarmos, porque nosso Deus é fiel e poderoso para cumprir Suas promessas.




* Texto cedido por: EBD – 4º. Trimestre de 2016 ASSEMBLÉIA DE DEUS MINISTERIO GUARATINGUETÁ-SP

“Os Patriarcas, de Abraão a José”.

terça-feira, 4 de outubro de 2016

Abraão, pai de uma grande descendência.


Logo após os primeiros passos de fé do patriarca Abrão, Deus torna a falar com ele a fim de encorajá-lo e confirmar a promessa divina proferida ainda em Ur dos caldeus. Cada palavra e sinal da parte do Senhor serviam para alimentar a fé de Abrão e sustentar seu ânimo ao longo de sua peregrinação. A palavra de encorajamento proferida pelo Senhor a Abrão recebeu como resposta uma indagação: “Senhor Jeová, que me hás de dar? Pois ando sem filhos, e o mordomo da minha casa é o damasceno Eliezer”. A indagação de Abrão tinha por base a promessa divina de torná-lo uma grande nação. Ora, como isto seria possível, se ele já era avançado em idade e não possuía filhos? Em resposta, o Senhor lhe assegurou dar um herdeiro gerado por ele mesmo, que seria o primeiro de uma descendência tão numerosa quanto as estrelas do céu. Abrão creu no que o Senhor disse, e isto foi-lhe imputado como justiça. Em sequência, houve o ritual representativo deste concerto (Rm 4.9-25; Hb 11.8-12).

Ao fim de dez anos em que Abrão habitara na terra de Canaã, Sarai, sua esposa, por não conseguir gerar filhos, propôs a Abrão gerar filhos por sua serva Agar. Sarai pensou que o Senhor estava lhe impedindo de gerar filhos, por isso agiu precipitadamente, sem antes consultar ao Senhor. Na verdade, Deus não estava impedindo Sarai de gerar, mas havia propósitos que no seu tempo aconteceriam e trariam ensinamentos. Por fim, Abrão ouviu à voz de Sarai e Agar, grávida de Abrão, se achou superior à sua senhora e passou a desprezá-la. Sarai oprime a Agar, que sai de sua casa e busca refúgio no deserto, junto a uma fonte d’água. Neste local, Agar é encontrada por um Anjo do Senhor que a instrui acerca do futuro de seu filho e sobre a necessidade de que ela se humilhasse e regressasse à casa de Abrão. Agar teve o filho, cujo nome foi Ismael. O conselho de Sarai para Abrão surtiu efeitos danosos ao longo de todo história, visto que Ismael deu origem ao povo ismaelita, que afligiu os israelitas por muitas vezes, mas isto era para ensinar a diferença entre os filhos da carne e os filhos da promessa. Mais tarde, o apóstolo Paulo utilizará este episódio com a escrava Agar como alegoria para explicar a distinção entre os dois concertos feitos pelo Senhor com o Seu povo (Gl 4.21-31).

Os nomes pessoais no mundo antigo eram carregados de significados geralmente ligados à origem ou ao caráter dos indivíduos, ou aos propósitos de Deus. O fato de Deus ter mudado o nome de Abrão (“pai exaltado”) para Abraão (“pai de multidões”) e o de Sarai (“minha princesa”) para Sara (“princesa”), representou tanto uma reiteração da promessa da aliança, como a designação de ambos como servos escolhidos de Deus para grandes realizações. Em seguida, veio a instituição da circuncisão – também outra representação do concerto com Abraão, e com todos os seus futuros descendentes. A circuncisão marcava o órgão genital masculino para sinalizar a participação de cada homem numa aliança de sangue que envolvia a sua descendência. Lamentavelmente, os judeus não entenderam o significado da circuncisão, por tratá-la como um meio de justificação por si só, ignorando a necessidade de fé (Rm 2.28, 29).


Vemos neste maravilhoso relato bíblico como a voz de Deus gerou e conduziu a fé de Abraão para fazê-lo herdeiro da promessa divina, bem como modelo de fé para todos nós que ouvimos e cremos no chamado do Evangelho de Cristo. Confiar no que Deus diz é a melhor forma de honrarmos Sua glória e desfrutarmos de profunda comunhão com Ele. Assim como Abraão foi justificado pela fé diante de Deus, nós também receberemos a perfeita justificação pela fé em Jesus Cristo (Hb 11.6).





* Texto cedido por: EBD – 4º. Trimestre de 2016 ASSEMBLÉIA DE DEUS MINISTERIO GUARATINGUETÁ-SP

“Os Patriarcas, de Abraão a José”.

sábado, 1 de outubro de 2016

A chamada de Abraão.

A narrativa bíblica sobre a vida e obra de Abraão é riquíssima em princípios para uma vida espiritual de estreita comunhão com Deus. Os cristãos, em sua maioria, estão vivendo uma espiritualidade superficial em virtude da falta de um conhecimento pessoal de Deus. Quem almeja conhecer a Deus com propriedade e profundidade pode encontrar na história dos patriarcas os elementos necessários para este nobre propósito.
Abrão, nascido em uma família idólatra, teve o maravilhoso privilégio de ouvir a voz do Criador e ser chamado para andar com Ele e cumprir uma grandiosa missão (Js 24.2). Este chamado, conforme a eterna graça do Senhor foi acompanhada de grandes promessas que serviram para motivar a obediência de Abrão. A fé de Abrão neste chamado foi tão consistente que em nenhum momento ele se mostrou inseguro ou relutante em obedecer; antes, foi zeloso em envolver seus familiares e propriedades materiais no atendimento do chamado divino.

Após andar aproximadamente 640 quilômetros de Harã até Siquem, Abrão foi novamente surpreendido por mais uma manifestação do Senhor. Agora, o patriarca recebe a confirmação de qual seria a terra prometida, e pôde contemplar com os próprios olhos aquilo que havia contemplado antes por meio da fé (Hb 11.1). Em resposta à manifestação do Senhor, Abrão Lhe edificou um altar. Em função da fome que assolava a terra, o patriarca Abrão, juntamente com toda sua família, servos e gado, desceram até o Egito em busca de alimentos.
A fé que conduziu Abrão obedientemente até Canaã ainda não era madura o suficiente para enfrentar os desafios de uma grande fome, ou os costumes da cultura egípcia. A fome, e não a voz de Deus estabeleceu uma nova orientação para Abrão e a sua família; os costumes e a cultura egípcia determinaram a conduta do patriarca diante de um iminente perigo. Podemos comparar a fé de Abrão nesse estágio inicial com a fé dos novos convertidos a Cristo que, no início da nova vida cristã, cometem muitos erros por não saberem discernir com precisão a vontade de Deus em algumas circunstâncias de suas vidas.
O Senhor feriu a Faraó e sua casa com grandes pragas por causa de Sarai, o que ocasionou a indignação do monarca egípcio contra Abrão. Então, Abrão foi expulso do Egito. Subiu, pois, Abrão do Egito para a banda do Sul, ele, e sua mulher, e todas as suas possessões, e com ele Ló, o seu sobrinho. Em função da grandiosidade do rebanho de ambos, a terra não era capaz de suprir as necessidades alimentares do gado. Com isso, houve contenda acerca do manejo do gado entre os pastores de Abrão e de Ló.

O conforto de Ló em Sodoma logo foi perturbado pela invasão de quatro reis liderados por Quedorlaomer, os quais dominaram o vale do Jordão. Passados treze anos de servidão a Quedorlaomer, os habitantes das planícies se rebelaram, gerando mais conflitos com o invasor. A coalizão militar dos invasores prevaleceu contra Sodoma e Gomorra, os derrotados foram saqueados e Ló foi levado cativo como prisioneiro de guerra.

A notícia do que houve com Ló chegou até Abrão, o qual providenciou imediatamente um pequeno exército, a fim de resgatar o seu sobrinho. É impressionante a dimensão do favor divino sobre a vida de Abrão, pois o que duas grandes cidades não puderam fazer contra os exércitos invasores, o patriarca conseguiu apenas com trezentos e dezoito homens valentes. Abrão conseguiu resgatar Ló, bem como toda a fazenda que fora saqueada de Sodoma e Gomorra.

Melquisedeque, rei de Salém e sacerdote do Deus Altíssimo, reconheceu o favor do Senhor sobre Abrão, e o abençoou grandemente. Entretanto, o rei de Sodoma exigiu a devolução dos cativos, sem nem ao menos agradecer a Abrão por seu grande feito. Uma vez mais, Abrão demonstra sua justiça em devolver os bens daquele rei, pois ele queria que todos entendessem que sua prosperidade vinha só de Deus.

Observamos na maravilhosa jornada de Abrão como a fé em Deus conduz o crente em obras de justiça que manifestam o caráter daquele que é o Autor da fé. A fé é um dom divino que nos é concedido com a finalidade de realizarmos os propósitos soberanos do Senhor na terra, e não simplesmente para satisfazermos as nossas vontades.


* Texto cedido por: EBD – 4º. Trimestre de 2016 ASSEMBLÉIA DE DEUS MINISTERIO GUARATINGUETÁ-SP

“Os Patriarcas, de Abraão a José”.