sexta-feira, 20 de outubro de 2017

A voz do que clama no deserto.



Nesta lição vamos dar atenção especial ao ministério de João Batista, o precursor do Messias. Em virtude do seu papel fundamental de preparar os corações dos israelitas para identificar e receber o Messias, o ministério de João merece ser analisado cuidadosamente (Lc 1.57, 62-64, 76-79). Vamos encontrar no seu ministério peculiaridades repletas de significados e instruções para o atual ministério da Palavra de Deus. Vamos aprender com João Batista como desenvolver um ministério da Palavra eficaz em preparar os corações dos pecadores para receberem de bom grado o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo.

O ministério de João Batista foi inteiramente fruto da iniciativa divina. Agora, como homem maduro, após longos anos de consagração a Deus no deserto, João Batista começa a pregar porque lhe foi revelada a Palavra de Deus (Lc 1.80; Mt 3.1-4). É interessante notarmos que ele não começou a pregar somente com base em seu chamado, mas sim, a partir da revelação da Palavra de Deus. João Batista não produziu o conteúdo da sua mensagem, pois ele proclamou exatamente o que havia ouvido da parte de Deus. Aqui temos uma característica importante do seu ministério que explica a razão do seu êxito em conduzir uma multidão de pecadores ao verdadeiro arrependimento. Não sabemos ao certo por quantos anos João Batista permaneceu em profunda consagração a Deus no deserto, no entanto, uma coisa é certa: foi um período de intensa preparação para torna-lo sensível à voz de Deus. Como filho de sacerdote, João Batista deveria ter sido criado no seio da família e no ambiente do templo para se preparar para ser sacerdote. Entretanto, sua inusitada consagração no deserto marca o rompimento de Deus com a Antiga Aliança e a preparação da Nova e Eterna Aliança. As suas vestes, sua alimentação e o seu isolamento representam este rompimento com séculos de tradição religiosa. O ministério de João Batista é uma espécie de protótipo do ministério evangélico, pois seu foco principal era conduzir os pecadores ao arrependimento e confissão de pecados para perceberem a real necessidade de confiarem em Jesus Cristo como o Salvador do mundo.

Segundo o exemplo de João Batista, todos que foram vocacionados por Deus ao ministério da Palavra devem consagrar suas vidas intensamente até que a Palavra a ser pregada seja poderosamente revelada. Temos que ter em mente que o ministro da Palavra de Deus é um profeta e não um mero palestrante. Abnegação, devoção, modéstia e foco na missão ministerial são características fundamentais da vida daqueles que prepararão os corações para crerem no Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo.

João Batista, com o propósito de ser fiel ao seu chamado, anunciava a Palavra de Deus se dirigindo aos israelitas com um coração inflamado pelo poder do Espírito Santo e de forma contundente. Todos os estratos da sociedade (camponeses, publicanos, soldados) vinham ter com ele a fim de ouvirem a Palavra de Deus. As pessoas não eram atraídas ao seu ministério por seu carisma como líder, ou por um templo suntuoso, ou por promessas de prosperidades de ordem terrena. Multidões encaravam os desconfortos próprios do deserto da Judéia com um único objetivo: ouvirem a Palavra de Deus para restaurarem o relacionamento com Ele (Mt 3.5, 6).

Os ouvintes da pregação de João Batistas eram tomados de grande convicção de pecado e dispunham-se a uma mudança sincera de atitude. O verdadeiro arrependimento é caracterizado pelo abandono do pecado. O egoísmo, a avareza, o engano, a opressão sobre os mais fracos, tão presentes no cotidiano daquela época, foram varridos pela Palavra de Deus e pelo arrependimento dos que passaram a ouvir João Batista.

Todos os que se arrependiam eram batizados nas águas do Jordão como testemunho público do arrependimento aflorado do íntimo dos seus corações. João Batista também se ocupou em 8 advertir aos que resistiam à Palavra de Deus acerca do inevitável juízo vindouro. O severo castigo de Deus está reservado para todos quantos amarem este presente século e aborrecerem a Palavra da Verdade (Mt 3. 9-12).

A iniquidade está multiplicando-se aceleradamente em nossa geração, com efeitos trágicos sobre todos os ramos da nossa sociedade. Há um desesperado gemido nos corações ímpios por libertação e paz (Rm 8.19-22). A ira de Deus está sendo provocada pela impiedade e perversidade que contaminam e grassam em todos os povos. E qual deve ser a resposta para este quadro caótico? A pregação da verdadeira Palavra de Deus. O Senhor está chamando, ungindo e treinando uma multidão de testemunhas da Verdade em todas as nações. Precisamos estar atentos e dispostos para atender ao chamado de Deus para proclamarmos a Sua mensagem até aos confins da terra.

Todas as peculiaridades do ministério de João Batista despertavam nos israelitas a seguinte indagação: Seria ele o Messias prometido pelos profetas? João Batista, quando indagado acerca disso, sempre dizia que viria alguém cujo ministério seria muito superior ao dele, e este é quem seria o Messias. A convicção de João sobre o propósito do seu ministério foi útil para preservá-lo da tentação de usurpar a glória do verdadeiro Messias (Jo 1.19-27). E ainda contamos com os testemunhos de Jesus encontrados em João 5.33-35 e Mateus 11.7-10.

Enfim, o dia tão esperado chegou. Jesus Cristo veio ter com João, junto às águas do Jordão, para ser por ele batizado. Inicialmente João resistiu à ideia de batizar Jesus, mas depois, ele entendeu que era necessário cumprir toda a justiça. Assim que Jesus foi batizado por João, o Espírito Santo desceu sobre Ele com uma forma semelhante ao corpo de uma pomba. Em seguida, foi ouvida uma voz do céu que disse: “Tu és meu Filho amado; em ti me tenho comprazido” (Jo 1.29-34; Mt 3.13-17; Jo 3.26-36).

João Batista, logo após cumprir seu breve ministério, foi degolado a mando do tetrarca Herodes por causa da repreensão que este recebera do profeta por haver tomado a mulher de seu próprio irmão (Mc 6.17-27).


Vemos no ministério de João Batista um modelo de ministério aprovado por Deus, visto que ele cumpriu à risca exatamente o que lhe foi ordenado fazer. Um ministério, para ser aprovado por Deus, precisa ser pautado no temor do Senhor e na obediência, do contrário estará fadado à reprovação divina. Que o exemplo de fidelidade e zelo de João Batista no ministério sirva de inspiração para todos os chamados por Deus para serem seus porta-vozes na terra.




* Texto cedido por: EBD – 4º. Trimestre de 2017 

ASSEMBLÉIA DE DEUS 
MINISTÉRIO GUARATINGUETÁ-SP
“VIDA E OBRA DE JESUS”

terça-feira, 17 de outubro de 2017

O justo viverá da fé.



Qual é a forma que o justo terá sua recompensa e vitória? Crendo. Quer dizer: esperar na providência divina. E mesmo que seja descansando no pó, pois se esperarmos em Deus só nesta vida, somos os mais miseráveis de todos os homens.  

Abraão creu em Deus e isso lhe foi imputado por justiça como escrito na carta aos romanos.

Na epístola aos hebreus, principalmente nos capítulos 10 e 11, tem por base bíblica, o livro do profeta Habacuque, cuja compreensão dele se faz necessário para escrevê-la.

Qual é o alicerce da fé é crer em Deus e esperar nEle. Se formos justos/justificados, Ele estará operando a nosso favor: o justo tem paz!

Cada um de nós deve se queixar de nosso pecado e procurar estar aprovado por Ele e o profeta Isaías deixou uma mensagem clara: diz ao justo que bem lhe irá. E outro profeta diz: não rejeiteis a confiança...o que virá? A recompensa divina.

Ele faz diferença entre o que O serve e não, diz o profeta Malaquias: e uma vez mais vereis a diferença..., mas como? Não estava entendendo o profeta Habacuque, como o Senhor fazia diferença, pois havia e há muita injustiça. E o que ele via no meio do povo de Judá, o povo de Deus naquela época? Contenda, litígio e a lei se afrouxando.

Não é assim também em nossos dias, tanta confusão no meio dos crentes? Entretanto não devemos, pois, estar inquietos por coisa nenhuma? É.

Faça sempre o que é certo, pois há e haverá diferença de julgamento da parte do Eterno!


Pois é...

segunda-feira, 16 de outubro de 2017

"Não é bom que o homem viva só."


Em todos os países ocidentais industrializados, segundo os especialistas, há um número crescente de divórcios.

Muitas pessoas ultimamente vivem em parceria não matrimonial, moram juntos por interesses diversos.

Na verdade, o homem pós moderno, está cada vez mais egoísta, buscando sucesso em suas sonhadas carreiras, sozinho.

Uma contradição muito grande, pois vivem em uma globalização que os une, entretanto, são solitários.

Nesse contexto, os conflitos que surgem afetam a todos com os tradicionais estereótipos de homem “provedor” e mulher “cuidadora do lar e dos filhos”.

A busca por novidades é quase sem fim, com as mulheres escapando do trabalho doméstico e se libertando das antigas vinculações. Será?


Substituímos Deus pelo homem. Fé, para o homem moderno, é uma palavra que parece se assemelhar à falta de conhecimento. 

Assim vivemos com muita culpa e remorsos pelos nossos erros e falsas decisões...

quinta-feira, 12 de outubro de 2017

A celebração angelical pelo nascimento de Jesus.



Às vésperas de Maria dar à luz o Salvador, foi decretado por César Augusto o alistamento obrigatório a todos habitantes do Império Romano. O chefe de família era obrigado a alistar-se na sua cidade de origem onde constavam os registros de seus familiares, assim José subiu da Galileia para Belém na Judeia, pois, segundo a profecia de Miquéias, o Messias nasceria na cidade de Belém (Mq 5.2).

Estando já em Belém, cumpriram-se os dias em que Maria havia de dar à luz.  Maria deu à luz o Salvador e utilizaram um cocho como berço para acolher o Rei dos reis e Senhor dos senhores. A modéstia que marca as circunstâncias do nascimento do nosso supremo Rei serve de inspiração para nós não nos contaminarmos com a soberba e a vaidade que reinam neste mundo tenebroso. A modéstia e não a pompa distinguiu com muita notoriedade a mentalidade do reino de Cristo (Mt 21.1-5).

Logo após os anjos se ausentarem, os privilegiados pastores concordaram entre si ir até Belém. Ao chegarem à cidade de Belém, encontraram José e Maria, e o menino deitado na manjedoura. Eles jamais saberiam do Salvador nem O encontrariam sem a operação da graça de Deus em suas vidas pelo ministério dos anjos (Mt 11.25-27).

Os pastores compartilharam com José e Maria a mensagem do anjo, bem como a celebração da multidão dos exércitos celestiais. Isto deixou o jovem casal maravilhado com tudo o que Deus estava fazendo em torno do nascimento de Jesus. Maria, sabiamente, guardava em seu coração estas coisas, como se estivesse juntando as partes do “quebra-cabeça divino” que envolvia a sua vida e a vida do seu primogênito.

Aqui temos um primeiro grupo de pessoas sobrenaturalmente convencidos acerca da grande obra de Deus que estava desenrolando naqueles dias e sendo testemunhas importantes destes fatos, acrescentando-se a história dos magos do oriente (Mt 2. 1-12).

Toda a história do nosso Salvador está cercada do testemunho sobrenatural de Deus. Ainda hoje, Deus opera de diferentes maneiras por meio do poder do Espírito Santo para confirmar a sua Palavra de forma sobrenatural para que não haja margem para dúvidas e questionamentos acerca da sua autenticidade (Hb 2.3, 4; Jo 12. 27-30).


A medida que a história do Salvador se desenvolve, somos convidados a crer firmemente no testemunho de Deus sobre todas estas coisas. O zelo de Deus na execução dos seus planos leva em consideração a construção da nossa fé, por isso, verificamos no relato evangélico detalhes importantes que servem para nossa edificação e instrução. 









* Texto cedido por: EBD – 4º. Trimestre de 2017 

ASSEMBLÉIA DE DEUS 
MINISTÉRIO GUARATINGUETÁ-SP
“VIDA E OBRA DE JESUS”

quarta-feira, 11 de outubro de 2017

Aquele que teme a Deus será abençoado na sua família.



Quer benção para a sua família? Tema a Deus, pois a promessa é dEle e não há ninguém que conheça melhor a sua parentela.

Quer ver os seus netos brincando em paz? Tema a Deus, nem precisa descrever a sua genealogia.

Quer ver seu marido e/ou esposa bem sucedidos? Tema a Deus, pois Ele compreende e sabe discernir todos os propósitos do coração.

Quer ir bem no seu trabalho? Tema a Deus, pois nEle há virtudes para dominar seus sentimentos e direcioná-lo na forma correta de agir e julgar.


Quer ser bem-aventurado? Tema a Deus e ande em seus caminhos.

domingo, 8 de outubro de 2017

A crença no Salvador traz vida eterna!




A história da chegada de Jesus, o Deus magnífico que se fez homem, é de extrema relevância. O Verbo se fez carne e habitou entre nós, e vimos a sua glória como a do Unigênito do Pai, exultou o apóstolo, que disse também que todo espírito que não confessa que Jesus veio em carne não é de Deus.

Não há maior e mais intenso relacionamento do que esse, de se igualar à natureza da sua criatura, para poder melhor conviver conosco.

Entretanto, muitos não o aceitaram, como Deus. Mas, não há dúvidas, quem vê o Filho, está vendo o Pai e assim por diante...eles são UM.

O Filho Amado anunciou a salvação através dEle mesmo, não só para o povo conhecido por guardar suas promessas, de forma tradicional e histórica, contudo, para todo o mundo: “quem tiver sede, venha a mim e beba”, “os verdadeiros adoradores adorarão o Pai em espírito e verdade”. Assim, Ele quebrou o sectarismo religioso judaico...


Bem, a melhor notícia é que atualmente, o Salvador continua resgatando através da crença em seu sacrifício na cruz do calvário!


quarta-feira, 4 de outubro de 2017

Boas-novas angelicais a Zacarias e Maria.


Veremos nesta lição como o nascimento de João Batista e o de Jesus Cristo foram prenunciados por Gabriel, o anjo que assiste diante de Deus. Tendo em vista a esterilidade de Isabel e a virgindade de Maria, bem como a grandeza dos ministérios dos seus respectivos filhos, foi imprescindível o papel do mensageiro angelical para definir claramente o desenvolvimento do plano divino de salvação da humanidade. Tanto Zacarias e Isabel como José e Maria precisavam ser direcionados por Deus em tudo, de forma que não houvesse qualquer sombra de dúvidas. Portanto, a missão de Gabriel era estabelecer a convicção destas agraciadas famílias acerca dos planos de Deus.

Nos dias de Herodes, rei da Judeia, havia um sacerdote chamado Zacarias, o qual era casado com Isabel. Ambos eram avançados em idade e Isabel era estéril, por isso, não tinham filhos. No tempo oportuno do serviço sacerdotal, coube a Zacarias oferecer incenso ao Senhor no templo. Nesta ocasião, Zacarias foi surpreendido pela manifestação do anjo Gabriel à direita do altar de incenso. Zacarias foi tomado de espanto e temor, no entanto, a missão do anjo era de paz, pois ele trazia a boa nova do milagre tão esperado por ele e sua esposa ao longo dos anos. É importante salientarmos na mensagem de Gabriel a descrição do propósito de Deus com a vida de João na terra. Segundo Gabriel, João seria um homem consagrado a Deus, apartado do mundo e cheio do Espírito Santo desde o ventre. Assim, seu ministério seria revestido de autoridade celestial a fim de converter o coração dos pais aos filhos e os rebeldes, à prudência dos justos, para preparar ao Senhor um povo bem disposto. Infelizmente, Zacarias, em virtude de sua incredulidade, não via possibilidades para o cumprimento de tal boa nova. Então, Gabriel sentenciou Zacarias a uma mudez que perdurou até ao tempo do cumprimento de suas palavras. A demora de Zacarias em sair do templo e a sua mudez foram para o povo que estava de fora um sinal de que ele havia recebido alguma visão da parte de Deus. Terminados os dias de serviço no templo, Zacarias voltou para sua casa e, logo depois desses acontecimentos, Isabel concebeu e se ocultou por cinco meses. Esses fatos foram impactantes para Zacarias e sua esposa, para toda a comunidade israelita e, certamente, influenciou toda a educação e crescimento do próprio João. Com isso, entendemos toda a relevância destes fatos para compreendermos o ministério do precursor do Messias prometido por Deus.

Agora, Gabriel é incumbido de mais uma importantíssima missão: anunciar a encarnação do Filho de Deus. Havia em Nazaré, uma cidade da Galileia, uma virgem desposada com um varão cujo nome era José, da casa de Davi; e o seu nome era Maria. A esta Maria, Gabriel anunciou a boa nova da concepção do Filho de Deus em seu ventre pelo poder do Espírito Santo. A jovem ficou espantada com a presença do anjo e com sua mensagem, mas logo foi consolada acerca destas coisas com o esclarecimento acerca da graça divina sobre a sua vida. Assim como no caso de Isabel, também foi revelado a Maria o nome de seu filho, bem como sua missão. Na mensagem de Gabriel a Maria vale a pena destacar dois elementos importantes: primeiro, Jesus seria Filho de Deus, o que denota a Sua divindade; segundo, Ele também seria filho de Davi, o que denota Sua humanidade. Em Sua divindade, Jesus revelaria a glória de Deus ao mundo; já em Sua humanidade, Ele experimentaria as mazelas humanas até, por fim, sofrer em Sua carne o castigo dos nossos pecados (Is 53.4-10; Rm 8.3-5; Hb 4.15). A encarnação do Filho de Deus foi marcada pela sobrenatural operação de Deus para garantir sua autenticidade e credibilidade. Vemos aqui o cumprimento da profecia proferida por Isaías: “Portanto, o mesmo Senhor vos dará um sinal: Eis que uma virgem conceberá, e dará à luz um filho, e será o seu nome Emanuel” (Is 7.14). A humanidade e a divindade de Cristo servem de palco a muita discussão e divergência entre teólogos e inimigos da cruz de Cristo. A razão disso é a incapacidade da mente natural em 4 compreender os mistérios espirituais do Reino de Deus (1 Co 2.14). Nossa fé no testemunho bíblico da encarnação do Filho de Deus é sustentada pelo mesmo Espírito Santo que repousou sobre Maria para cumprir nela as boas novas angelicais.

O encontro de Maria com Isabel foi marcado com um sinal poderoso da ação de Deus na vida de ambas. Quando Maria saudou Isabel, imediatamente esta foi cheia do Espírito Santo e seu filho saltou em seu ventre. Certamente que o movimento do feto foi provocado pelo impacto sobrenatural do Espírito Santo sobre sua vida, conforme Gabriel havia prenunciado. Em seguida, Isabel, cheia do Espírito Santo, profetizou acerca da graça divina sobre Maria e sobre o fruto do seu ventre. Para Maria, as palavras proféticas de Isabel eram mais uma confirmação das boas novas angelicais, visto que Isabel, até então, não havia sido informada por ninguém acerca dos fatos ocorridos em Nazaré. A reação imediata de Maria a tudo isso foi magnificar o Senhor por toda graça a ela concedida. É notório que o conteúdo do cântico de Maria é mais do que expressão de gratidão e louvor a Deus, pois é marcado por palavras proféticas sobre o propósito do Messias. O Messias seria o auxílio de Israel e a confirmação da misericórdia de Deus sobre Abraão e toda sua posteridade. São impressionantes os detalhes da obra de Deus para garantir a confiabilidade do Seu testemunho. Estes fatos serviram de testemunho não somente para aquela geração que vivenciou todo o desenrolar do plano da salvação, mas também para todas as gerações posteriores. Tais registros jamais teriam perdurado ao longo da história e chegado até nós se não fossem reais.


As boas novas proferidas por Gabriel a Isabel e Maria marcam o início da manifestação da graça de Deus sobre o Seu povo de uma forma muita especial. A ordem dos fatos e a sabedoria divina presente em cada detalhe testificam do caráter de Deus em Sua obra. Ao atentarmos para esses fatos somos inspirados a confiar na perfeição dos planos de Deus para Seu povo, bem como no Seu grande poder de realizar Seus projetos, apesar da fragilidade humana.



* Texto cedido por: EBD – 4º. Trimestre de 2017 

ASSEMBLÉIA DE DEUS 
MINISTÉRIO GUARATINGUETÁ-SP
“VIDA E OBRA DE JESUS”

domingo, 1 de outubro de 2017

A instituição da primeira Páscoa.


Primeiramente, no mês primeiro de Abibe, cada casa deveria separar um cordeiro, devendo ser macho, sem defeito ou mancha e sacrificado à tarde.

Comparado inteligentemente por muitos, com o fato acontecido e relatado pelo apóstolo João no capítulo 12 do seu evangelho, com a pecadora ungindo os pés de Jesus. O Cordeiro, que já estava, desde a fundação do mundo.  

As vergas e ombreiras das portas deveriam ser aspergidas com o sangue do cordeiro, sendo este o sinal do livramento: “vendo eu sangue, passarei por cima de vós.”

A carne assada no fogo deveria ser comida apressadamente, naquela noite, com pães asmos e ervas amargosas, com os lombos cingidos, sapatos nos pés e cajado na mão.

A passagem do Senhor na terra do Egito, seria por memória e celebrado com festa e estatuto perpétuo nas demais gerações do povo de Israel.

Começaria também um novo período da Festa dos Pães Asmos, sete dias comendo pão sem fermento.

Depois que aceitamos o Mestre como Salvador, devemos viver da Palavra, tal como ela é, sem acréscimos...


sexta-feira, 29 de setembro de 2017

A promessa de salvação.


A salvação é um projeto divino planejado antes da fundação do mundo, segundo disse o apóstolo Paulo.

Na conversa de Jesus com o afoito Pedro, temos uma revelação muito importante que é algo impossível aos homens. Entretanto, o Messias, explicou-lhe que o que era uma utopia ou mesmo uma irracionalidade, era algo que Ele era e é capaz de realizar.

Em outra discussão com o mesmo apóstolo/discípulo ele também diz que não era só um propósito dEle, mas também Ele mesmo executaria: “edificarei a minha igreja e as portas do inferno não prevalecerão contra ela.”

Salvação então, é algo desejado/designado por Ele e prometeu que a consumaria.


Pois é...

sexta-feira, 22 de setembro de 2017

A armadura de Deus.



A caminhada cristã não é tão simples como muitos pensam, apesar de ser gloriosa. Após várias instruções importantes, sem as quais o evangelho é maculado, Paulo apresenta em acréscimo o revestir-se da armadura de Deus. Há preocupação no âmbito social, todavia o espiritual não deve jamais ser menosprezado.

O cristão tem que ter em mente que está “em Cristo”, portanto sua posição na batalha é uma posição privilegiada. Não é uma posição carnal, como o caso de Saul que apesar de bem equipado era inseguro, mas espiritual como Davi cuja força estava “no Senhor”. (I Sm 17.45-47 ; 2 Tm 2.4,5; Cl 1.13,14)

Apesar de estarmos no físico, as nossas armas não são carnais, mas sim poderosas em Deus para destruição das fortalezas (II Cor 10.3,4). Existem muitos cristãos guerreando com armas terrenas, elas são insignificantes no mundo espiritual. Afinal a nossa luta não é contra carne e o sangue.   (Dn 10.12,13)

A luta é contra o deus do presente século (II Cor 4.4) que quer causar resistência ao avanço do evangelho. Precisamos saber contra quem batalhamos e onde se encontra o inimigo para traçarmos as estratégias da guerra espiritual. O inimigo nunca deve ser subestimado na batalha.

Para tanto tomemos toda a armadura de Deus para resistência no dia mau. De nada vale um soldado na guerra com couraça, capacete, espada, mas descalço. A armadura tem que estar completa - toda a armadura - de outra forma o inimigo atingirá justamente a parte desprotegida. E é para tomar a armadura de Deus, não é para criar uma. (Cl 2.14,15; At 19.13)

Paulo ao escrever sobre a armadura para a batalha espiritual se inspira na vestimenta de um soldado de sua época. Desde o capacete até o calçado; lista seis peças principais das vestimentas de um soldado – o cinto, a couraça, as botas, o escudo, o capacete e a espada. Tudo tomado como uma ilustração para a guerra espiritual.

A primeira peça é o cinto da verdade: cingidos os vossos lombos com a verdade (14) usualmente feito de couro, o cinto do soldado pertencia mais à roupa de baixo do que à armadura, porém era essencial, era nele que estava presa a túnica e a espada embainhada e dava habilidade para o soldado ao andar (Is 11.5). A couraça (justiça) era uma espécie de colete de couro ou metal para proteger a parte superior do corpo. (Jó 29.14; Is. 59.17)

O soldado usava botas adequadas que ajudavam o soldado a não deslizar e dando-lhe segurança. Tem a ver com a segurança no evangelho que pregamos, o fato de estarmos calçados nos dá firmeza na longa caminhada da pregação. Quanto ao escudo (fé) era coberto de couro ou de uma placa de metal, capaz de deter os dardos inflamados que o inimigo arremessava. (Pv 4.11,12)

Paulo utiliza, ainda, a figura do capacete para representar “a esperança da salvação” (I Ts 5.8). A cabeça é protegida pelo melhor capacete que existe, quando o cristão olha para o céu, para aquela salvação que nos é prometida. Portanto, a salvação só é um capacete quando se torna objeto da esperança. Por fim a espada que é uma arma de ataque é a palavra de Deus, ou seja, como soldado não devemos pregar ou ensinar qualquer coisa humana, mas a poderosa palavra de Deus (Hb 4.12).

Após tudo isso devemos levar uma vida de oração e súplica, é a vida de um soldado que apesar de equipado tem que estar ligado ao seu comandante esperando as ordens; e ainda sem deixar a vigilância, não pode se descuidar também dos demais companheiros na mesma guerra. (Mt 26.41)

Suas atividades ministeriais eram transmitidas por um fiel cooperador – Tíquico. Não era judeu, mas era envolvido com obra, estava sempre pronto para servir; seu nome aparece várias vezes no Novo Testamento (At. 20.4; Cl 4.7; II Tm 4.12). Paulo o trata como irmão amado, fiel ministro.

Por fim, diz Paulo: “Paz seja com os irmãos” – não é qualquer paz, mas sim aquela trazida pela presença do Espírito Santo e que une os irmãos em Cristo. E ainda “Amor com fé” virtudes de natureza espiritual, não produzidas pela vontade do homem. E despede-se com a expressão costumeira: “A graça seja com todos os que amam a nosso Senhor Jesus Cristo em sinceridade”.

       Amém!

Em suas considerações finais como em todas as cartas, Paulo faz questão de lembrar de seus cooperadores, de nomes e fatos ocorridos. Uma das razões que o levaram a escrever essa carta e todas as outras que ficaram conhecidas como as “cartas da prisão”, era consolar as igrejas dispersas e informá-las do seu estado de saúde, anotando o fato de estar preso e impedido de visitá-las pessoalmente.




* Texto cedido por: EBD – 3º. Trimestre de 2017 

ASSEMBLÉIA DE DEUS 
MINISTÉRIO GUARATINGUETÁ-SP
“CARTA AOS EFÉSIOS”