sexta-feira, 18 de agosto de 2017

Oração de Paulo pelos efésios.


Nesta lição vamos estudar a segunda oração de Paulo pela igreja; na primeira, ele pediu ao Pai que desse à igreja visão espiritual; nesta, ele pede ao Pai fortalecimento no homem interior. Não obstante Paulo estar em uma prisão, seu pedido em nenhum momento tem caráter material, ou mesmo individual; sua oração é sempre em favor dos irmãos. Ela tem características próprias, objetivos claros e busca sempre a vontade de Deus.

Paulo sempre mantém o modelo de oração, que é dirigir o pedido a Deus e em nome de Jesus. Ao Pai porque é d’Ele que vem a resposta para a oração; e por Jesus porque Ele é o caminho para se chegar ao Pai – não há outra forma de o homem pecador se achegar a Deus.

Paulo tem certeza do acesso, pois usa a expressão “perante”, ou seja, face a face. Não é um ato meramente religioso, mas consciente, racional. Além de reconhecer que Ele é o Pai de toda a família nos céus e na terra e, se há algum pedido a fazer pelos filhos, é perante o Pai que se deve comparecer.   (Ec 5. 12)

O primeiro pedido foi para que os irmãos fossem fortalecidos com poder. A expressão tem a ideia de domínio, ou seja, os irmãos deveriam ser dominados pelo poder do Espírito Santo. E não é uma ação externa, pois Paulo está pedindo esse revestimento no homem interior. Esta promessa está contida em João 14.16, 17 e 20, assim como em Atos 1. 8.

Dessa forma o Espírito Santo fará com que os irmãos lancem raízes e se firmem cada vez mais em amor no lugar onde Cristo nos colocou – nos lugares celestiais. O que contrasta com a vida carnal que é superficial, que não entende nada das maravilhas de Deus! Na presença d’Ele podemos compreender como o Reino de Deus alcança para a salvação os piores pecadores; e a vitória final será de seu Ungido (Fp 2.9-11; 1 Co 15. 24).

A mente humana não compreende essas coisas e esse é outro objetivo na oração de Paulo, para que os irmãos conhecessem o que não pode ser conhecido por métodos humanos, o que ultrapassa o conhecimento racional (1 Co 2.9-14). Este era o desejo de Paulo – que os irmãos fossem tirados do plano natural e levados para o sobrenatural, de maneira que o homem estará cheio de toda a plenitude de Deus.

Ora, tudo isso que foi colocado ainda não é nada perto do que Deus tem poder para fazer pela igreja, Ele é poderoso para fazer muito mais.

Nesse sentido, que Deus faz além daquilo que pedimos ou até mesmo pensamos, muitas vezes não conhecemos a real necessidade espiritual dos irmãos, mas, conduzidos pelo Espírito Santo, alcançaremos aquilo que é a vontade de Deus (Rm 8.26). A obra que Deus realizou por meio de Cristo está muito além do entendimento humano, portanto, a Ele seja toda a honra e toda a glória.


Por esta oração de Paulo fica ainda mais claro o grande depósito de Deus em Cristo Jesus e que o papel da intercessão pela vida do povo é imprescindível. Somente através de uma vida diante da face de Deus é que a igreja sairá do natural e invadirá o sobrenatural. Não é ação humana; é de Deus, pelo poder do Seu Espírito. 


* Texto cedido por: EBD – 3º. Trimestre de 2017 

ASSEMBLÉIA DE DEUS 
MINISTÉRIO GUARATINGUETÁ-SP
“CARTA AOS EFÉSIOS”

quarta-feira, 16 de agosto de 2017

O pastor gestor e a gestão da Palavra.


Um sábio apóstolo disse a seu filho na fé: “pregues a Palavra em tempo e fora de tempo”.

A centralidade do culto e vida cristã deve ser a Palavra? Sim e isso quer dizer em todo.

Não diz que deveria ser a linha de pensamento “a” ou “b” que mais servem para discussões e disputas, acirrando o ânimo das partes que querem a todo custo defender uma ou outra instituição.

Sem dúvida mostra uma imaturidade muito grande, pois o que precisamos é de pregação bíblica genuína e não briga de mestres, pastores e doutores.

No início da igreja diz a Bíblia que o número de fiéis crescia muito e os apóstolos se preocuparam em se dedicar seu tempo à Palavra e Oração.

Hoje em dia se vê em muitas denominações a ânsia de ganhar cada vez mais membros, atingindo metas de crescimento, entretanto pagando-se um alto custo: muita distração e pouca ou nenhuma Palavra.

Oração? Sim, tem um pequeno grupo que se reúne um dia por semana.

Contudo, biblicamente, a função maior e insubstituível do pastor é gerir todo o seu tempo na preparação de um alimento sólido para o povo.

Outro problema crônico é a formação de pastores. Temos muitos gestores no meio evangélico, mas pastores muito pouco, infelizmente.

Uma das causas não seria a disputa por cargos e promoções sem o devido preparo do obreiro? É.

Ao invés de se dedicarem em aperfeiçoar os dons ministeriais e exercê-los com excelência, preferem serem “promovidos” na carreira institucional sem o devido aprimoramento.

Também tem a cumplicidade de líderes e a omissão na formação de discípulos, pois muitos o olham como ameaças à sua posição. Definitivamente esses perderam o foco, não estão mais na chamada deles, se é que foram chamados. Não estão no reino de Deus e sim trabalhando para construção de um legado pessoal.

Aí surgem as máfias, os grupos privilegiando os seus partidários e não reconhecendo o dom e a chamada divina.

Um abismo chama outro e estamos imersos num charco de lodo muito grande, quase impossível de transpormos.


Se a nossa geração já está sem pastores, não estamos formando sucessores, como será o amanhã de nossas igrejas? Nada bom. Uma igreja rica que acha que está influenciando o mundo, entretanto o mundo já a dominou com suas artimanhas, os princípios dela não são mais bíblicos, na verdade só tem o nome de igreja, pois as estrelas não estão na posição que Deus as colocou, em comunhão com Ele e ensinando a Palavra. 

terça-feira, 15 de agosto de 2017

A liberdade cristã e seus limites.


O apóstolo dos gentios exortou aos gálatas a não voltar à servidão, referindo-se à questão da circuncisão e quem quisesse se circuncidar que cumprisse também toda a lei.

Os judeus que não compreenderam a vinda do Messias e da implantação do novo concerto, ainda cumpriam a lei e suas observâncias. Entendiam que para servir a Deus era dessa forma apenas.

Paulo teve o entendimento aberto e juntamente com o Concílio em Jerusalém, adotaram os limites da Palavra que se devia ser observado, principalmente os novos conversos.

Isso também pode ser aplicado hoje em relação aos costumes cristãos? Sim.

A tradição tem a sua importância, pois identifica a cultura envolvida e transmite valores representativos de suas crenças.

Entretanto, o limite bíblico jamais deve ser ignorado, ele é, e sempre será, o nosso alicerce e bússola!   

domingo, 13 de agosto de 2017

Deus é um.


Deus não anda sozinho, o profeta Ezequiel relata isso no começo do seu livro, os querubins o levam de um lado para outro? Sim.

Temos também o profeta Isaías relatando a glória divina e o próprio apóstolo João no Apocalipse.

Ele não tem pressa no que faz, trabalha com a família celestial, e a Palavra diz que a Igreja de Cristo “ensina sabedoria”, inclusive aos principados e potestades no céu, diz o apóstolo Paulo na Carta aos Efésios.

Faltam palavras para exprimirmos a grandiosidade dEle, e se não conhecemos bem as coisas materiais, como falaremos das espirituais?

A dificuldade é real, entretanto, utilizando a confissão de fé dos judeus, no quinto livro da Bíblia, e na epístola aos Gálatas, na qual se diz que “Deus é um”, não há embasamento bíblico para dividi-lo!

Não O entendemos direito, dada a nossa fragilidade, contudo, alguns estudiosos ainda ousam dividi-lo? É.

Existe uma tendência egoísta no ser humano de separação, enquanto que o Espírito trabalha incansavelmente para unir e não é de sua vontade a separação, nunca. Separação, só do pecado...

Esse, “Deus é um”, era o ensinamento na época de Jesus e dos apóstolos (que ensinaram sobre todas as doutrinas) e em nenhum momento eles o criticaram.

Essa ideia de divisão, na verdade, veio depois de Jesus, sendo um dogma criado por uma instituição religiosa milenar e nem é citado literalmente no Livro sagrado.

Um sábio professor, disse uma vez que: Deus é Espírito e provou biblicamente que Deus é Santo também.

Não teve nenhuma dificuldade em mostrar de forma expositiva, na Bíblia toda (plenária), que Jesus é Espírito e é Santo.

O Espírito Santo, bem, o nome já sugere tudo, Ele é Espírito e Santo.

Não existe diferença nem divisão, pois “Deus é um.”

Entretanto, quando estudamos a Bíblia já direcionado/influenciado pela tradição milenar, realmente fica muito difícil de discernirmos essas verdades.


A graça dEle, contudo, sempre nos ajuda a abrir os olhos. Graças a Deus!

sexta-feira, 11 de agosto de 2017

Igreja: a multiforme sabedoria de Deus.



Este capítulo três é formado por duas partes: a primeira que Paulo relata o seu ministério entre os gentios (vv 1-13) e a segunda é uma oração intercessora diante de Deus pelos efésios (vv.14-21).

Nesta presente estudaremos a primeira parte com o assunto de que Deus incumbiu a Paulo o anunciar entre os gentios, por meio do evangelho, o grande mistério da salvação.

O termo prisioneiro entende-se em dois sentidos – o literal, pois estava em uma prisão física; mas também no sentido de estar preso no chamado, na vocação. Por ser portador das revelações do mistério de Cristo e apóstolo entre os gentios; isso trouxe a Paulo muitas perseguições e tribulações (II Tm 2. 9, 10; II Co 12.7).

A expressão “dispensação da graça” é como Paulo expressa o ser portador de tudo o que Deus
tinha reservado até então sem revelar, mas agora, através de seu ministério todos passam a conhecer o grande mistério de Cristo (I Pe 4.10; Gl2.7,8; II Pe 3.15).

Paulo desempenha o ministério com eficácia. Seu objetivo é ensinar que os gentios são co-herdeiros, fazem parte de um mesmo corpo, ou seja, unidos pelo mesmo Espírito e são participantes das mesmas promessas em Cristo pelo evangelho (Cl 1.24-29).

Paulo como ministro reconhece que o é pelo dom da graça de Deus, ou seja, não é um chamado humano. Apesar de tão grandes revelações é humilde, pois reconhece sua pequenez diante dos demais que também foram chamados, não apenas isso, mas também diante da grandeza e nobreza do trabalho - o de anunciar as riquezas incompreensíveis de Cristo.  (I Co 15. 3-10)

Tudo isso estava na mente de Deus desde antes do início do tempo, estava guardado, reservado para um tempo determinado, a plenitude dos tempos. Deus não está fazendo experiências com a igreja; alguma coisa sai errada aqui, então concerta e tenta de novo. Tudo já está pronto e é pela igreja que tudo isso se torna conhecido. (Jo17.5 e 24)

E isso é ilustrado através do povo no Egito na época do nascimento de Moisés, embora tudo estava quieto e o povo não percebia, no entanto Deus estava agindo no oculto; e o povo se encontrava debaixo de muita perseguição, até que foi revelado Moisés e o plano de Deus. O propósito de Deus com a igreja não é novo, é desde os séculos (v.11). Mas, apenas agora está sendo conhecido dos principados e potestades nos céus (I Pe 1.10-12; Ap 10.5-7).

Portanto, vamos entrar na presença D´Ele com ousadia e confiança pela fé dada a nós nestes dias. É muito glorioso o mistério de Deus com a igreja, o corpo de Cristo, de modo que não podemos ficar assustados com tribulações, dificuldades, etc; vamos experimentar tudo o que Cristo conquistou por nós na cruz.



* Texto cedido por: EBD – 3º. Trimestre de 2017 

ASSEMBLÉIA DE DEUS 
MINISTÉRIO GUARATINGUETÁ-SP
“CARTA AOS EFÉSIOS”

quarta-feira, 9 de agosto de 2017

O centurião Cornélio.


Cornélio era romano e, mesmo assim, era “piedoso e temente a Deus, com toda a sua casa, o qual fazia muitas esmolas ao povo e, de contínuo, orava a Deus”.

Atitudes que tinham a aprovação divina. Teve uma visão de um anjo que o mandava chamar Simão, Pedro, em Jope, numa casa junto ao mar.

Deus fala também com o apóstolo Pedro no dia seguinte, apresentando-o, vários animais imundos, pois estava com fome e esperava a confecção de uma refeição.

Simão se defende dizendo que nunca tinha comido coisa comum e imunda e o Senhor lhe adverte: “não faças tu comum, ao que Deus purificou.”

Foi enviado, pelo próprio Deus, para falar a Cornélio sobre a salvação em Cristo.

Quantos “Cornélios” existem no mundo hoje, servindo ao Criador com sinceridade e precisando que alguém aponte com mais precisão o caminho do Altíssimo?

Que o Senhor abra os nossos olhos espirituais para discernirmos a vontade dEle.

terça-feira, 8 de agosto de 2017

O novo nascimento na vida de Paulo.


Apesar de ter uma vida dedicada à religiosidade, Saulo estava distante do Criador? Sim.

No afã da religião, perseguia os cristãos, conduzindo-os para Jerusalém para serem julgados.

Essa era a intenção dele ao chegar perto de Damasco e devido a um resplendor de luz do céu, literalmente caiu em terra.

Todas as convicções também foram abaladas e, dali em diante, veremos um novo convertido? Certamente.

Depois de três dias sem ver, através da imposição das mãos de Ananias, o Senhor lhe devolve a visão.

Só um encontro real com o Mestre para alguém nascer de novo? É.

As disciplinas religiosas e os estudos bíblicos darão suporte ao novo discípulo do Messias em sua caminhada, que será de grande sofrimento, conforme a profecia revelada a Ananias.

sexta-feira, 4 de agosto de 2017

A alegria do Senhor é nossa força.


Neemias foi enviado por Artaxerxes para Jerusalém para as reconstruções do muro.

Teve sensibilidade com a questão social do povo, repreendendo os ricos na questão de usuras, sendo nomeado governador não comeu “o pão do governador”.

Esteve sempre cercado de intimidações e ameaças, tentando intimidá-lo a desistir de seu intento.

O objetivo inicial era levantar os muros, entretanto, faltava algo mais para o povo ter um encontro maior com Deus? Sim.

Esdras, também enviado pelo rei, era um escriba hábil na lei de Moisés, e preparou o seu coração para buscar a lei do Senhor, e para cumprir, e para ensinar em Israel.

Deparou-se com um problema grande, pois o povo de Israel, e os sacerdotes, e os levitas tinham se casado com mulheres hetéias, não guardando o mandamento do Senhor, e com a graça de Deus, promove um avivamento entre eles.

No livro de Neemias, capítulo 8, foi dito a Esdras que trouxesse o Livro da Lei para todos ouvirem, desde a alva até o meio-dia, com todo o povo atento e consagraram aquele dia ao Senhor.

“E leram no livro, na lei de Deus, e declarando e explicando o sentido, faziam que, lendo, se entendesse.” Neemias 8:8

O resultado desse avivamento foi arrependimento e confissão de pecados.

 Um dos profetas do período pós-exílio que denunciou a situação caótica que vivia o povo e o incentiva a terminar a construção do templo foi o profeta Ageu.

Após os primeiros retornos da Babilônia, tinha sido levantado o altar e postos os alicerces do templo, relatados no capítulo terceiro do livro de Esdras.

Mas, devida a falsa acusação ao rei Artaxerxes, dos samaritanos, a construção do templo é paralisada por aproximadamente dezesseis anos.

Ele (Ageu) e o profeta Zacarias exortam os judeus a continuarem a construção do templo. 

Existia um provérbio naquela época: “não é ainda tempo de edificar a Casa de Deus”. Entretanto, Ageu os questiona se era para eles tempo de habitar em casas bem acabadas, casa revestida de madeira e deixar de lado o templo do Senhor.

Falou ainda ao povo, aplicai os vossos corações aos vossos caminhos: semeais muito e recolheis pouco; comeis, mas não fartais; bebeis, mas não vos saciais; vesti-vos, mas ninguém se aquece; e o que recebe salário recebe salário num saco furado. 

Alvos grandes, mas tudo está minguado! Tudo isso estava acontecendo com eles por terem deixado a casa dEle deserta.

No final do versículo 12 do primeiro capítulo do livro do profeta Ageu, diz que o povo temeu e logo após no próximo verso o profeta diz que o Senhor já era com eles, e acrescenta dizendo que a partir daquele dia os abençoaria.

O templo foi edificado com choro e alegria!


Esdras e Neemias, Ageu e Zacarias são exemplos de homens de Deus, que juntos em seu tempo, enfrentaram grandes desafios e venceram pela persistência em agradar ao Senhor, mesmo em tempos difíceis!

Esdras disse que a alegria do Senhor é a nossa força. Quando alegramos o Altíssimo tomando posições e atitudes que Ele quer, certamente Ele nos fortalecerá para alcançarmos a vitória.

Que a alegria do Senhor seja também a nossa força!




quinta-feira, 3 de agosto de 2017

Gentios e judeus unidos mediante a cruz de Cristo.


Na lição anterior vimos que Deus em sua grande misericórdia e amor introduziu os gentios no seu plano de salvação. É uma obra grandiosa que os gentios façam parte de um mesmo corpo juntamente com os judeus, posto que havia uma parede de separação entre as duas comunidades – Israel e gentios. Então Paulo conclui o seu ensinamento do capítulo 2 demonstrando que Cristo veio também para derrubar essa parede de separação e unir os dois povos.

Até o verso 10, Paulo apresenta o problema individual do homem – morto; a partir do verso 11, o problema da coletividade. Os gentios não possuíam o sinal na carne – a circuncisão – da qual os judeus tanto se jactavam, havendo com isso uma separação religiosa e social entre os da circuncisão e os da incircuncisão. Os judeus se apegaram tanto à marca da carne que desprezaram o seu sentido espiritual (Fp 3.3), de forma que os demais povos não eram dignos de participarem das mesmas promessas que eles.

Paulo insiste com os cristãos para se lembrarem do passado, antes de Cristo vir na plenitude dos tempos, em que estavam separados da comunidade de Israel. Faziam parte de uma sociedade corrupta, cheia de idolatria e imoralidade. Vivendo em total escuridão em relação às promessas de Deus e sem esperança, estavam fadados ao desprezo. A situação dos gentios era complicada, estavam mortos em ofensas e pecados e também separados por uma barreira religiosa que os isolava de se chegarem a Deus (At 21.28).

Observemos novamente a apresentação do contraste no argumento de Paulo em relação à situação anterior. Aqueles que estavam longe agora estão perto pelo sangue de Cristo. Há um desenvolvimento entre as ideias do passado e o agora do presente. Antes, nas trevas – longe; mas, pela morte e ressurreição de Cristo Jesus, nossos pecados foram remidos e então fomos resgatados das trevas para Sua maravilhosa luz – estamos perto.

Também aquela parede de separação foi derribada – a lei dos mandamentos – e com isso Ele trouxe a paz. O que acirrava as inimizades eram exatamente essas separações, como, por exemplo, no templo, uma área de acesso aos judeus e outra aos gentios; no próprio desenho do tabernáculo havia separações de acesso restrito apenas a sacerdotes e ao sumo-sacerdote, e não só para trabalho como também de tempo, etc. Com a morte de Cristo Jesus tudo é unificado n’Ele. Tudo foi congregado em Cristo tanto nos céus como na terra (Ef 1.10).

A cruz desfez estas inimizades unindo os dois povos em um corpo, criando com isso um novo homem. Não quer dizer que os gentios foram elevados ao patamar dos judeus, mas que os dois povos precisavam da paz que é Cristo. Aqueles que se odiavam agora se amam; agora todos juntos temos acesso ao Pai em um mesmo Espírito (Hb 4.16). Os inimigos foram reconciliados. A explicação é a mesma de Rm 11.17, “enxertados” (Jo 15.1-7). É preciso estar em Cristo para usufruir da reconciliação e desfrutar da paz que Ele tem (Jo 14.27).

Agora não se deve misturar mais o presente com o passado, pois isso seria minimizar a obra da cruz de Cristo. Há muitos cristãos vivendo como no passado e não desfrutando da comunhão em Cristo. O termo “estrangeiros” traz consigo a ideia de desprezo, mas para Deus já não somos mais isso. Muito menos forasteiros, os quais, em país que não é o seu, não desfrutam de todos os direitos da cidadania do país onde se encontram. Ao contrário, somos concidadãos dos santos e família de Deus.

Somos também comparados a um edifício que não é construído por mãos de homens. Edificados sobre o fundamento dos apóstolos, cuja pedra de esquina é Cristo Jesus, e que, quando bem ajustados, crescemos para ser um templo santo para morada de Deus no Espírito. Somos pedras vivas colocadas nesse edifício, as quais precisam estar em harmonia e alinhamento com a pedra de esquina (1 Pe 2.4, 5).


Quantas maravilhas de Deus em Cristo Jesus que outrora estavam ocultas e agora reveladas. É por isso que Paulo se colocava na presença de Deus em oração pelos cristãos de Éfeso, para que Deus lhes desse “espírito de sabedoria e revelação”, para iluminação do entendimento. Não é tempo de vivermos no limiar da porta, mas sim de avançarmos até o Santo dos Santos a fim de desfrutarmos de tudo que Jesus conquistou por nós na cruz.


* Texto cedido por: EBD – 3º. Trimestre de 2017 

ASSEMBLÉIA DE DEUS 
MINISTÉRIO GUARATINGUETÁ-SP
“CARTA AOS EFÉSIOS”

segunda-feira, 31 de julho de 2017

A Bíblia pela Bíblia.


“A Bíblia pela Bíblia”, sem fugir das regras hermenêuticas de interpretação da Bíblia, e pelo contrário, sempre usando-as, entendemos que a Palavra é completa em si mesma, não existe falha nem assunto não tratado, não precisa ser acrescentada e nem deve ser diminuída.

Diante disso, precisamos estar atentos, ter determinação e dedicação para procurar as suas pérolas. Isso não demonstra em nenhum momento um desinteresse pela filosofia ou mesmo pela teologia – muito pelo contrário, elas têm os seus valores e importâncias nos seus devidos lugares.

O que essa denominação quer dizer? “A Bíblia pela Bíblia” significa colocar o Livro Sagrado acima delas e outras circunstâncias mais diversas, valorizando-a como a inspiração dEle.

Professamos que todas pessoas, e, principalmente os cristãos, tem o direito e dever de terem acesso a essa grandiosa bênção.

A experiência pessoal com a Bíblia é semelhante a uma busca incessante por tesouros escondidos? Sim.

Aprendermos dela e com ela. É uma comunhão e responsabilidade intransferível, com isso, não podemos delegá-la.

Ao estudar a Revelação Divina, devemos nos desligar, na medida do possível, das influências de vidas, de linhas de pensamentos, correntes teológicas. Sem rejeitá-las, mas termos o cuidado e o prazer de alcançarmos, galgando nossa convicção bíblica, principalmente por ela.